Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Consumidor compulsivo: como controlar gastos por impulso?

"Os três últimos meses do ano são, sem dúvida, os mais propícios para o consumo. Em outubro, a comemoração do Dia das Crianças faz com que o consumidor corra atrás de presentes, nos meses seguintes, o 13º salário, juntamente com o Natal, levam as pessoas a consumir ainda mais."

Assim começa a matéria do InfoMoney sobre o consumo compulsivo e as compras por impulso, na qual contribuí por meio de uma entrevista. As minhas manifestações são um apanhado de material de vários artigos anteriores aqui do Efetividade, mas como o enfoque é novo, imagino que vá interessar a vocês.

Mais um trechinho:

De acordo com o administrador, o consumo excessivo é aquele que, ao invés de exceção, se torna uma regra. “Faço um paralelo com os hábitos alimentares: quando se tem uma alimentação disciplinada, é possível premiar-se ocasionalmente com uma refeição fora das recomendações da dieta sem sofrer consequências negativas. Mas quando o exagero alimentar vira a regra e não a exceção, temos quadros de obesidade, problemas nutricionais variados e prejuízo à saúde”, exemplifica.

Segundo Campos, o consumista não pensa nos problemas que aquele ato pode trazer para o futuro e permite-se indiscriminadamente fazer compras por impulso, sem considerar a real necessidade ou interesse da aquisição, ou os impactos sobre o saldo bancário e o crédito.

Na avaliação de Campos, o consumismo desloca a busca da satisfação. “Em vez de concentrar-se na utilidade do objeto ou serviço adquirido, o foco passa a ser a sensação experimentada no ato de comprar”, completa, lamentando que “dificilmente esta compra de itens desnecessários vai resolver a carência, ansiedade ou outra demanda interna que provocou o impulso de comprar”, afirma.

Termina com a minha habitual observação sobre não exagerar nas mudanças, mesmo que sejam pra melhor: “Depois de firmado o hábito, práticas mais simples caberão melhor. Minha sugestão? Só compre o que estiver previamente em uma lista de compras, e nunca se permita colocar novos itens na lista enquanto estiver fazendo compras”

Entrevista de seleção: 6 erros que você precisa evitar

Processos seletivos são uma realidade quase inescapável, e não apenas para empregos: seleções para estágios, para bolsas, para projetos acadêmicos, programas de trainee e para participação em oportunidades variadas passam por este desgastante processo.

Já tive bastante experiência nos 2 lados deste balcão: já entrevistei e fui entrevistado muitas vezes, e ao longo dos anos fui reunindo informações a respeito para facilitar meus próprios procedimentos.

Entre elas está esta lista de 6 erros comuns (que procuro não cometer, mas que vejo acontecer a cada vez que participo como entrevistador) que agora compartilho com vocês.

Erros comuns em entrevistas

Perder a chance de chegar bem informado: além de estar atualizado profissionalmente e sobre o seu mercado, é sempre importante já chegar para a entrevista informado sobre as atividades da empresa e da vaga, seja por notícias, fatos ou estimativas. Pense nos requisitos da vaga e procure entender o que seriam os diferenciais positivos que estão sendo procurados. Informe-se também sobre oportunidades, demandas e até os principais concorrentes da empresa. Mesmo após chegar (especialmente se a entrevista for no local da vaga) é possível continuar coletando dados que podem vir a ser relevantes para escolher o que exibir com mais ênfase ao entrevistador, para ajudá-lo a se convencer de que você é a escolha certa para a vaga.
 

Falta de entusiasmo: Nos posts sobre entrevistas no longo histórico de envolvimento do Efetividade com este tema, é comum ver pessoas comentando uma triste visão: a de que todas as entrevistas são furadas, de que os selecionadores não se esforçam para escolher o melhor candidato, e de que só é aprovado quem tem pistolão. Além de potencialmente ofender aos entrevistadores sérios e a quem já foi aprovado em processos sérios, chegar a uma entrevista deixando transparecer este ponto de vista é já chegar derrotado - melhor nem ir! E mesmo que você não tenha este ponto de vista, comparecer com aquela cara (fácil de reconhecer na sala de espera!) de “mais uma entrevista de uma longa série em que só fui rejeitado”, ou exibindo a atitude que fica clara naquela pergunta final "mas vocês vão me dar retorno mesmo que eu não seja selecionado, né? Se não me ligarem em 1 semana, pra que número eu posso ligar?", não ajuda - o selecionador quer os melhores, e não necessariamente os que estão há mais tempo tentando. Capriche na educação, na empatia, e na atenção – inclusive com os demais candidatos, sempre pode haver alguém observando. Eu, quando no papel de entrevistador, sempre faço questão de passar algum tempo na sala de espera.
 

Respostas decoradas: quando é para uma vaga em atividade especializada, é fácil perceber que parte dos candidatos leu um mesmo artigo de revista dando "a resposta certa" para determinadas perguntas, e achou que era pra responder exatamente como estava lá. Já vi até gente consultando anotação pra responder (mecanicamente) qual o seu objetivo de longo prazo... Conhecer de antemão perguntas comuns em entrevistas e o que enfatizar nas respostas a elas é positivo, mas dar a mesma resposta que o autor de um artigo que o entrevistador também leu não ajuda a passar a impressão de que você é genuíno e diferente dos demais concorrentes.
 

Fazer a entrevista em clima de "já ganhou": às vezes o candidato acha que a vaga "está no papo", devido à sua formação, experiência, networking ou qualquer outro fator, e aí não dá atenção à entrevista. Ele pode até estar certo em sua auto-avaliação, mas é difícil saber se os demais concorrentes não terão elementos ainda mais fortes a apresentar. Todas as fases de um processo seletivo são relevantes, e já participei de seleções em que o candidato que parecia ter o melhor currículo e experiência acabou indo para o banco de talentos porque na hora da entrevista exibiu soberba, displicência e ausência de interesse. Não cometa este erro!
 

Fugir do tema em perguntas subjetivas: perguntas como "qual o seu maior defeito" ou "por que devemos te contratar" são testes comuns em entrevistas. Mais do que o interesse na resposta objetiva, o entrevistador tem aí a oportunidade de perceber a atitude do candidato: ele vai fugir do tema, vai dar uma resposta vazia, vai dar uma resposta previamente decorada, ou vai surpreender com criatividade genuína? Travar por não estar preparado para este tipo de situação é muito comum, mas lembrar que a atitude faz parte da resposta pode inspirar a preparação mais adequada.
 

Excesso de modéstia, timidez e atenção ao interesse do "outro lado": entrevista não é hora de exagerar na soberba, mas também não se encolha: o foco das suas respostas deve sempre ser a exposição do que você tem que o torna mais adequado à vaga, confirmando o que está no currículo e apresentando o que não consta nele: sua atitude. Cuidado também para não ficar enfatizando seus possíveis pontos negativos: responda a verdade quando perguntado, mas evite alertas espontâneos contra si mesmo.

Organize sua carteira hoje mesmo: 7 dicas

Sua carteira cresce sem limites a ponto de quase formar um ecossistema independente, com regras próprias que nem sempre você consegue gerenciar?

Colocá-la em dia pode fazer bem para a sua organização e até mesmo para a sua postura. Veja a seguir como colocar em prática, mas antes assista a um exemplo extremo de como fazer do jeito errado ツ

Na semana passada um vídeo que originalmente era parte de um dos episódios da temporada final do seriado Seinfeld deu o que falar, por ter sido inserido (em uma versão ligeiramente modificada) como a peça introdutória de um novo serviço on-line que busca substituir a sua carteira (ou ao menos o cartão de débito) pelo seu celular. Eis o vídeo em questão:

Uma versão mais completa do vídeo (pouco mais de 3 minutos, e sem o merchandising do Google) conta mais detalhes da história, na qual o personagem George Costanza padece de dores nas costas devido ao hábito de carregar coisas demais na carteira, mas mantém o hábito até que um dia ela simplesmente explode, jogando na rua todos os recibos, vales-brinde, cartões de afiliados, anotações de telefones alheios, cartões de visitas e até mesmo envelopinhos de adoçante guardados nela.

Uma carteira cheia demais pode ser um problema para a sua coluna e para seus hábitos de organização mesmo sem chegar perto do nível de exagero do George. E embora talvez não esteja longe o dia em que boa parte dos documentos e valores que hoje levamos na carteira possam existir em forma puramente digital (inclusive em serviços como o do Google), isso não é razão para não racionalizar o conteúdo da sua carteira desde já.

O meu convite, portanto, é que (se você estiver em um local discreto e seguro) você pegue a sua carteira agora mesmo e aplique uma bela dieta a ela. Para isto, aqui vão algumas dicas para começar:

Jogue fora ou arquive: se a sua carteira tiver canhotos de cinema ou shows, recibos de estacionamento, compras e cartões, comprovantes de saque em terminal bancário e até papeis de bala, comece retirando tudo isso, e o que houver de similar. Arquive o (pouco) que precisar ser guardado, e descarte o que sobrar.

Reduza as fotos e lembranças: nada contra levar uma foto da família, dos filhos ou do bicho de estimação - experiências indicam até mesmo que a presença deste tipo de recordação aumenta consideravelmente a chance de uma carteira ser devolvida após um extravio. Mas não precisam ser meia dúzia: leve uma só, guarde as outras, e aproveite para incluir um ou vários porta-retratos na sua lista de compras da semana.

Registre as informações: se você tem lembretes e bilhetes com números de telefones, compromissos pendentes, anotações, etc., transfira-os para o lugar certo agora mesmo (quem sabe o Evernote?), e remova-os da carteira. E se o lugar certo para você for a carteira, ao menos consolide em um único papel, e certifique-se de que ele não compromete sua segurança em caso de extravio, e de que cabe sem ser dobrado, para ocupar menos espaço.

Remova os excedentes: sua carteira de motorista também serve como cédula de identidade, e talvez você precise de mais algum documento específico, de um cartão bancário, etc. Mas dificilmente há justificativa para andar sempre com o título de eleitor, certificado de reservista, cartões de afiliado de variadas lojas, etc. Arquive-os em casa, com segurança, e só os leve consigo quando precisar deles especificamente.

Não leve um bloco de cheques inteiro: Se você usa cheques, provavelmente estará mais seguro e organizado se destacar poucas folhas individuais para levar na carteira, mantendo o restante arquivado cuidadosamente em casa.

Se o que o preocupa é que se não mantiver tudo na carteira, perderá o controle de onde estão os documentos, os outros cartões de crédito, os canhotos de cheque, etc., compre uma segunda carteira para deixar arquivada em casa, contendo tudo isso, sem precisar levar junto e expor a riscos maiores o tempo todo!

Outra dica complementar é fazer um backup das informações: com as precauções de segurança necessárias, transcreva as informações dos seus cartões e documentos que são levados na carteira, armazenando-os com a mesma segurança que daria aos originais. Se algum dia os originais se extraviarem ou forem roubados, assim você terá as informações necessárias para solicitar os bloqueios e cancelamentos, reduzindo consideravelmente o stress.

Além disso, é bom considerar um efeito similar ao que já tratamos ao falar da Lei de Parkinson: os objetos armazenados se acumulam enquanto houver espaço disponível. Se a sua carteira for grande e espaçosa, tenderá a receber mais conteúdo. Que tal aproveitar a próxima visita ao comércio para escolher uma que seja apropriada às suas necessidades mas não deixe espaço para a tentação de encher um pouco mais? ツ

Ergonomia: trabalha sentado? Levante-se e ande a cada 20 minutos

"Levanta-te e anda" é uma instrução registrada há séculos, mas acaba de ressurgir como resposta a um modismo de intenções ergonômicas sobre o qual me permiti manter distância: as standing desks, ou mesas para realizar em pé o trabalho usualmente feito sentado, como aquele que você realiza no seu computador.

Não que eu duvide dos malefícios associados ao hábito de trabalhar sentado o dia inteiro. Pelo contrário, até.

O que eu duvido com relação aos standing desks é que substituir o hábito de ficar sentado pelo hábito de ficar em pé, com todo o esforço de adaptação (altura da mesa, ângulo do monitor, cabos, etc.) que a medida exige, seja a medida com melhor relação custo/benefício ao alcance de quem deseja escapar dos aspectos negativos do hábito de trabalhar sentado.

Isso para não falar no "efeito modismo": as standing desks normalmente também permitem trabalhar sentado (em uma cadeira alta ou banqueta), e o estudo mencionado abaixo observou pessoas durante sua adoção e uso, concluindo que a maioria delas não fica realmente de pé por períodos longos, e após 30 dias passa a trabalhar sentada durante todo o tempo.

Os riscos específicos de trabalhar em pé

Com hábitos ergonômicos parece haver um fenômeno parecido com o das dietas, no qual pode-se facilmente encontrar estudos contemporâneos concluindo de forma oposta. Tomar 3 cafezinhos por dia faz bem ou faz mal? E o consumo de ovos? E um cálice de vinho toda noite?

Claro que alguns estudos são melhor embasados do que outros, e algumas conclusões são mais diretamente apoiadas nos dados do que outras, mas basta procurar no histórico do Globo Repórter para perceber quantas vezes já se divulgou mudanças de opinião sobre estes alimentos nas últimas décadas ツ

A questão ergonômica das standing desks não é tão popular quanto o efeito do consumo diário de um cálice de vinho, e é provável que vários leitores não tenham ouvido falar no assunto até hoje.

Seria injusto recorrer ao reducionismo de dizer que se trabalhar em pé ao redor da mesa fosse tão mais produtivo e saudável, os balconistas viveriam até os 110 anos. Mas a conclusão de um estudo comparativo feito na universidade de Cornell sobre sentar ou ficar de pé no trabalho vai mais ou menos nesta direção, apontando que há mesmo riscos associados ao hábito de trabalhar sentado, mas os riscos de trabalhar de pé também são consideráveis, e são bem conhecidos.

Entre os aspectos negativos e riscos associados a trabalhar de pé, o estudo cita:

  • Cansa mais
  • Multiplica por 9 os riscos de arterosclerose devido à carga adicional no sistema circulatório
  • Aumenta o risco de varizes
  • Reduz o desempenho em várias tarefas que exigem coordenação motora fina
  • No caso do trabalho com computador, a postura necessária para manipular o teclado e mouse é mais exigente e aumenta o risco de lesões por esforço repetitivo
  • No caso (incomum) das mesas associadas a esteiras de caminhada (como a da imagem acima, você notou?) ou bicicletas ergométricas, o número de erros de operação de computador aumentou consideravelmente

O que fazer?

Os problemas associados a trabalhar sentado também são bastante concretos: aumenta a proporção em que as gorduras são depositadas em tecido adiposo e não metabolizadas nos músculos, e também tem correlação apontada com riscos cardíacos, por exemplo - e dizem que a atividade muscular necessária para manter-se de pé consome 20% de calorias a mais do que manter-se sentado.

Mas a conclusão do estudo está em sintonia com o que eu pensava, e traduzo: "As estações de trabalho que permitem trabalhar em pé ou sentado são caras e geralmente não tem efeito sobre as questões apresentadas".

Mas eles não se furtam a propor um solução alternativa, que me parece muito mais simples de adotar: trabalhar sentado junto a uma escrivaninha com medidas ergonômicas, e a cada 20 minutos levantar por 2 minutos e SE MOVER.

O destaque: nestas pausas, limitar-se a ficar de pé perto da mesa não é suficiente: o movimento é importante para ativar a circulação pelos músculos. Ao mesmo tempo, pesquisas prévias mostram que não é necessário realizar outros exercícios para obter este efeito em particular: andar um pouco é suficiente.

A dica, portanto, vale até para quem nunca ouviu falar em standing desk, seja no home office ou num ambiente de trabalho coletivo: pausas curtas regulares (ainda segundo a publicação, a precisão do tempo não é crítica: a cada 20 ou 30 minutos está bom) acompanhadas de uma breve caminhada podem fazer muito bem.

Só cuidado para essa caminhada não ser até a geladeira ou a lanchonete, senão o efeito cardiovascular e calórico pode se inverter ツ

Carregue menos peso com eBooks

 Por Stella Dauer, autora convidada

Não há nada menos eficiente do que carregar uma mochila ou mala cheia de livros, sejam aqueles para serem lidos durante uma viagem ou todos os necessários para sua tese ou trabalho de conclusão de curso. Além de prejudicarem as costas, são pouco práticos porque ocupam espaço precioso onde você poderia, por exemplo, estar guardando um guarda chuva ou agasalho, muito úteis quando o tempo vira sem aviso.

Entretanto, ler é um hábito maravilhoso, estimulante e importante. Não dá pra perder aquelas preciosas horas dentro do transporte público ou na fila do banco olhando para o teto. Aproveitar esses momentos de "ócio forçado" lendo um bom livro ajuda a relaxar e faz você se abstrair dos problemas atuais, além de deixar você mais informado em um tempo que você não utilizaria para mais nada importante.

Com o crescimento cada vez mais forte dos livros digitais (eBooks) no exterior e agora aqui no Brasil, é possível levar praticamente uma biblioteca inteira no bolso da camisa, dentro de um smartphone, ou em menos de 300 gramas, utilizando um discreto eReader.

Com o mesmo peso de um livro normal, você pode levar até 1500 livros em um eReader como o Kindle, que é leve e ainda possui conexão sem fio. No seu smartphone é possível instalar aplicativos que permitem ler desde quadrinhos até livros técnicos gigantescos, além de artigos. Nada mais eficiente e prático para um estudante do último semestre, seja de qual curso for.

Vamos conferir agora uma lista de locais em que você pode ler um livro digital, bem como dicas de aplicativos para eles:

  • No computador: O mais conhecido aplicativo para desktops e notebooks é o ADE da Adobe. Mas se você quiser algo mais versátil, pode tentar o gerenciador de bibliotecas Calibre ou um complemento para o Firefox, de nome ePub Read. Ainda no navegador, você pode ler seus livros em sites como o Bookworm ou o Ibis Reader. A Amazon e a Saraiva já disponibilizam aplicativos para o computador. Todos os aplicativos e complementos citados aqui são gratuitos.
  • Na tablet e nos smartphones: Não importa qual a marca da sua tablet ou smartphone, já existe um aplicativo para leitura de eBooks nela. Se você possui um iPad, ele já vêm com o app iBooks, mas você também poderá baixar o Bluefire, o iFlow e o Saraiva Reader. Se você tiver uma tablet com Android, o app da Saraiva também está disponível, e além dele o Mantano Reader e Aldiko. Todos os apps citados aqui são gratuitos.
  • No eReader: Um eReader não exige nenhum aplicativo para ler eBooks, pois seu único uso é para isso. É importante apenas conferir se o aparelho que você pretende comprar é compatível com os formatos que você mais utiliza. Aqui no Brasil já temos alguns aparelhos como o KindlePositivo Alfairiver cover storyCool-erCybook OpusW860, entre outros. As maiores vantagens desses aparelhos são seu tamanho reduzido, a longa duração da bateria e a excelente tela de tinta eletrônica, que a faz muito parecida com um livro em papel, deixando a leitura menos agressiva aos olhos.

Mais algumas dicas para adquirir seu livro digital:

  • Confira o formato do eBook. Livros com muitas imagens, quadrinhos e infantis costumam ser vendidos no formato PDF. Já os romances, ficções e outros títulos com muito texto se encaixam melhor em formatos como o ePub – padrão mundial de eBooks – ou AZW – formato do Kindle.
  • Veja se ele possui alguma proteção. Para evitar a pirataria, muitos eBooks vêm com uma proteção especial. Os da Amazon e da Apple possuem proteções próprias, permitindo que o leitor apenas utilize seus livros nos hardwares e softwares próprios. Já outras editoras adotam o DRM da Adobe, que permite que o livro seja lido em até 6 dispositivos. É bom ficar de olho.
  • Preste atenção no preço. Alguns eBooks estão sendo vendidos por preços maiores do que os livros impressos, veja se vale a pena. Ao mesmo tempo, os livros digitais dão oportunidade a autores independentes, que costumam comercializar seus títulos a menores preços, facilitando a oportunidade de serem conhecidos.

Atualmente temos ainda poucos títulos em português disponíveis em formato digital. Mas se você lê em Inglês ou quer treinar o idioma, a Amazon possui um acervo de 750 mil títulos dos mais variados títulos, que podem ser adquiridos aqui no Brasil. Entre as lojas brasileiras, temos a SaraivaLivraria CulturaSubmarinoSimplíssimo e outros.

Vida longa ao livro digital!

A autora convidada Stella Dauer é designer e e-book evangelist da Simplíssimo. É especialista em gadgets, trabalha com livros desde 2006 e pesquisa e divulga o livro digital desde 2009.
 

Pareto: Organize o guarda-roupa com um método científico

Tudo indica que o inverno está mesmo acabando (nas regiões do Brasil em que existem estações do ano, claro), levando a uma necessidade comum: reorganizar o guarda-roupa, colocando mais à mão as roupas de calor e dando um destino menos exposto às roupas reservadas às estações frias.

É uma tarefa chata, mas também uma oportunidade para revisar as peças que tendem a se acumular por anos a fio mesmo que você não as use mais, para redescobrir peças que estão em plena condição de uso mas haviam se escondido por baixo de outras, para identificar necessidades de manutenção (um botão aqui, uma lavação ali, um pouco de sol acolá), e para exercitar sua responsabilidade social, doando as peças que você não vai mais usar mas ainda estão em condições de uso.

A realidade, afinal de contas, é que aquela blusa que no seu armário só serve para ficar no caminho enquanto você procura as que de fato usa provavelmente será muito útil nas mãos de alguém que não tenha as mesmas opções que você.

Com as dicas a seguir, você poderá reservar 2h na sua agenda desta semana para, com algumas caixas e cabides de reserva à mão, reorganizar seu guarda-roupa para a primavera!

Pareto e a organização de guarda-roupas

Este aspecto socialmente responsável, bem como a perspectiva do resultado positivo para a sua organização e a possibilidade de inventariar as peças não permitem escapar da realidade: a tarefa de esvaziar o roupeiro e tornar a enchê-lo de maneira organizada é bem chata.

Mas se você aplicar um pouco de método, a tarefa pode terminar antes, e algumas decisões difíceis (guardo ou não guardo? dôo ou não dôo? Posso usar na rua ou só pra lavar o carro?) podem ficar um pouco mais fáceis.

A minha maneira de avaliar peças é derivada do Princípio de Pareto, que diz que nos agrupamentos há poucos itens essenciais: arredondando, 20% dos itens são responsáveis por 80% dos efeitos. A conclusão prática é que - se Pareto estava certo, e há muitas décadas ele vem acertando bastante ツ - você provavelmente usa cerca de 20% das suas roupas durante cerca de 80% do tempo.

Alerta: Se você não tem interesse pelos fundamentos, pode pular diretamente até o próximo subtítulo

Também conhecido como a regra dos 80/20, e de forma mais genérica, o Princípio de Pareto mencionado acima diz que para uma série de eventos comuns, observa-se que 80% dos efeitos são gerados por 20% das causas. Ele foi identificado e proposto por Juran (saiba mais em "Os papas da qualidade"), e batizado em homenagem a Vilfredo Pareto (1848-1923), economista italiano que originalmente observou o fenômeno.

Este princípio é usado na armazenagem industrial (para indicar quais "poucos itens vitais" devem ser guardados nas prateleiras mais baixas e mais perto da porta do depósito, por exemplo), e serve igualmente para a armazenagem no seu guarda-roupa, evitando que as "muitas triviais" fiquem no caminho das "poucas vitais".

Esta aplicação prática se baseia em uma ferramenta denominada "Curva ABC", em que os produtos são separados conforme o número de operações que geram, em 3 classes: a "classe A" abriga os 20% responsáveis pelo maior número de movimentações, a "classe B" trata os próximos 20%, e a "classe C" inclui todos os 60% restantes, que usualmente são inexpressivos individualmente quando comparados a qualquer um da classe A (mas têm valor como conjunto, como destacou recentemente o livro "A Cauda Longa").

Classificando as roupas

Contar ou estimar o número de vezes que você usa cada peça de roupa em cada cenário não seria prático, portanto recorremos a uma alternativa subjetiva: após separar as suas roupas em categorias (por exemplo, calças, blusas e casacos, ou "de sair", "de trabalhar" e "de casa", etc.), passe a pegar cada peça da pilha e dar uma nota de 0 a 10 para a sua expectativa e interesse de voltar a usá-la.

Todas as que receberem nota 9 e 10 podem ir direto para o armário e receber locais privilegiados: as prateleiras ao alcance dos olhos e braços, os melhores cabides, etc.

As que receberem nota 6, 7 e 8 devem ser acumuladas fora do armário, e ao final do procedimento serão distribuídas nos melhores espaços que sobrarem quando acabarem as peças com notas 9 e 10.

Aí chega a vez das peças com notas 4 e 5, que serão armazenadas nos cantos que sobrarem. Quem sabe você as coloca em sacolas plásticas? É pouco provável que você as use com frequência, e se elas ainda estiverem na sacola quando você arrumar de novo, será um indício para revisar para baixo a nota delas ツ

E as peças com nota 3, 2 e 1? É aí que entra a responsabilidade social: lave-as, coloque em uma caixa e doe-as a uma pessoa ou instituição que vá dar a elas muito mais valor do que você! Mas não exagere: as peças com nota 0, sem condição de uso, devem ser recicladas, e não doadas desta mesma forma.

Casos especiais

Algumas categorias merecem atenção especial, além da simples classificação por notas. Vamos a elas:

Roupas que não servem mais: se podem voltar a servir, podem merecer nota 4 ou 5, e ficarem armazenadas em um canto remoto. Se a chance de voltarem a servir se aproxima muito de zero, pratique o desapego e dê logo a nota 3, encaminhando para doação!

Roupas úteis mas que exigem ocasião especial: independente da nota que der a elas, armazene-as com cuidado especial. Quem sabe um cabide com capa plástica, estilo lavanderia? Se estiverem sem uso há muito tempo, veja se não está na hora de uma lavação preventiva!

Peças que precisam de conserto: puídas, com elástico gasto, manchadas, desbotadas, descosturadas, esticadas? Aqui a decisão é entre nota 0 (que só leva à reciclagem, no caso das roupas sem nenhuma condição de uso), o envio imediato ao conserto ou a doação. Guardar "para consertar depois" é ficção!

O velho truque do cabide invertido

Se você usa cabides e quiser facilitar a próxima reorganização, use o velho truque dos cabides invertidos: ao recolocar as peças no guarda-roupa, ponha todas com o cabide invertido, com o gancho apontando para o lado que você normalmente não usa.

Quando você usar uma peça, ao recolocá-la no cabideiro, use a direção normal do cabide. Ao final da estação, as peças que ainda estiverem com o cabide invertido serão as que você não usou nenhuma vez, e bastará decidir o que fazer com elas!

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