Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Redação: ao escrever, cuidado com aquele plus a mais adicional extra!

Ao redigir textos, quando desejamos ser persuasivos, muita atenção deve ser dada à revisão - como já vimos em "Revisão de texto: 5 dicas para aumentar a qualidade dos seus artigos".


Zen e a remoção do texto desnecessário

O ideal é não fazê-la logo depois de escrever o texto. Mesmo nos casos em que você não dispõe de prazo, é importante fazer uma pausa entre o término da versão rascunho e o início do processo de revisão definitivo. Caso contrário, torna-se cada vez mais difícil obter o distanciamento necessário para uma análise realmente crítica sobre o seu próprio material.

É claro que na revisão você deve dar atenção a corrigir ortografia e gramática também, mas nosso foco hoje é na área do estilo, mais especificamente a questão dos supérfluos.

Tirando tudo

Já analisamos dicas sobre composição de textos a partir das obras de diversos autores (confira: Stephen King, George Orwell, Ernest Hemingway) e um tema recorrente nelas é o da remoção dos excessos que costumam encontrar caminho até nossos rascunhos.

Uma forma de fazê-lo é dedicar uma das iterações do processo de revisão exclusivamente à tarefa de cortar. Se você tem experiência em escrever, sabe como isso é doloroso: voluntariamente cortar um capítulo, um título, uma página, um parágrafo, um personagem, uma sentença... cada um dói a seu modo. Mas o texto ganha com isso, não apenas na concisão, mas também na solidez do conjunto, com menos possibilidades de pontas soltas e menos margem para contradições não intencionais.

Em geral não é necessário chegar ao estágio de analisar frase por frase e buscar justificativas para a permanência de cada um dos elementos do texto, mas em casos extremos (por exemplo, quando o espaço para publicação é limitado de forma rígida) pode ser preciso chegar a isso. Na maioria dos casos, uma boa leitura crítica é suficiente para identificar trechos que podem ser cortados (guarde-os em algum lugar, pois estes recortes podem ser úteis mais tarde) ou mesmo reescritos de forma mais parcimoniosa.

Por falar em parcimônia, um dos aspectos que quase sempre podem ser cortados, quando estamos falando de material voltado ao público em geral, são as palavras mais longas e as menos usadas, em especial quando há chance de parte considerável do público não saber com exatidão o que elas significam. Sim, eu poderia perfeitamente trocar o "parciomoniosa" por "comedida", ou mesmo "econômica", mas aí eu perderia um excelente gancho para este parágrafo ;-)

Outra questão que pode ser alvo fácil para seus cortes é a dos advérbios e locuções adverbiais. Na medida certa, eles enriquecem seu texto. Acima dela, o texto incha e se torna enfadonho. Dedique pouca piedade a eles.

Para completar, não podemos deixar de falar da redundância, o "plus a mais adicional extra" do nosso título. Corte sem piedade parágrafos ou mesmo palavras que repetem o que já foi dito - sem prejuízo da estrutura comum em textos científicos ou mesmo jornalísticos, em que há refinamentos ou aprofundamentos sucessivos do tema central.

Aproveite e leia também:

Liderança e motivação: 7 dicas sobre como NÃO motivar uma equipe

Há cerca de 1 mês publiquei aqui no Efetividade.net o texto "Motivação: O desafio de liderar equipes com pessoas desinteressadas", de Felipe Suzin, tratando sobre um aspecto infelizmente comum do tema Motivação.

E hoje vi um texto recente do Pimp your Work tratando do mesmo assunto, mas com um posicionamento bem-humorado - o que não quer dizer que não permita reflexão séria. O texto "How to make your team fall apart" explica o que o líder de projeto ou chefe deve fazer se quiser destruir sua equipe.

É mais um daqueles textos que você lê e precisa fazer tudo ao contrário, portanto não se engane! Se você lidera um projeto ou equipe, procure descobrir se está tendo algum dos comportamentos abaixo, extraídos do texto, e corrija-os! E se você é membro de um projeto, use o recurso de "Indicar" esta notícia por e-mail (o link está no final do texto, ao lado de um simpático envelope azul) para enviar um link dela ao seu chefe - e torça para que ele reaja de forma positiva ;-)

Gerenciamento de projetos e pessoas: como liderar uma equipe, fazendo tudo ao contrário

Vamos às dicas ao contrário que constam no texto, e mais uma ou duas dicas extras. No final, o convite para que você acrescente suas próprias sugestões.

  • Guarde tudo para si: Todo mundo quer roubar suas idéias. Não compartilhe nada. Se for fazer uma apresentação em grupo, diga aos seus companheiros de equipe que a sua parte será uma surpresa, ou que não ficou pronta a tempo de ser discutida com eles antes da apresentação definitiva.
  • Não se dê ao trabalho de perguntar a seus colegas sobre as tarefas deles: afinal, eles estarão fazendo o mesmo que você, guardando tudo para si, e mantendo em segredo tudo o que fazem. Ademais, por que se preocupar? A continuidade e coordenação das atividades não é responsabilidade só sua...
  • Se algum membro da equipe comunica que precisará de um determinado recurso, não a leve a sério. Se ele estiver *mesmo* precisando, vai atrás sozinho, ou vai brigar por ele.
  • Certifique-se de que não haverá incentivos. Especialmente recompensas, presentes e encontros. Isto amolece o grupo.
  • Não tome qualquer atitude: sempre existe chance de que seus colegas são os que estão de fato fazendo as contribuições que agregam valor. Concentre-se em brilhar mais do que eles, preparando apresentações no Powerpoint usando todas as palavras da moda.
  • Não respeite a agenda alheia: Mostre que é você quem manda. Atrase o horário de início de várias reuniões, marque-as e adie-as com pouquíssima antecedência, e tome decisões cruciais em reuniões que não tenham sido agendadas previamente, e na ausência das pessoas realmente interessadas.
  • Sempre considere que todos estão integralmente alocados ao projeto: aloque as pessoas aos cronogramas como se elas não estivessem envolvidas com nenhum outro projeto ou operação. Se você controla mais do que um cronograma, aloque as mesmas pessoas a todos eles, considerando a mesma premissa.
  • Nunca esclareça totalmente os objetivos: definir os objetivos antes de ter o trabalho encerrado é dar aos inimigos uma oportunidade de avaliá-lo objetivamente, ou até mesmo de considerá-lo ineficaz! Além disso, expor o objetivo pode vir a dificultar na hora de decidir livremente os rumos dos projetos, ou de usá-los em prol de seus próprios objetivos pessoais ao longo de seu ciclo de vida.

Sua vez: que dica você daria a quem quer destruir a efetividade das equipes de trabalho que comanda?

Leia tambêm:

Burnout: Lidando com o esgotamento pessoal no ambiente de trabalho

Burnout é uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, caracterizando-se geralmente por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).

O esgotamento (não apenas profissional) das pessoas, causado por sua ocupação ou atividade é uma situação cada vez mais comum, e vem recebendo da psicologia e medicina o nome de síndrome de burnout (do inglês, significando combustão completa).

A síndrome de burnout vai além do stress, e chega ao esgotamento: a sensação de exaustão da pessoa acometida. A descrição da Wikipédia ajuda a caracterizar:

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).

Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação, mas alguns consideram que trabalhadores com determinados traços de personalidade (especialmente de neuroses) são mais suscetíveis a adquirir a síndrome. Pesquisadores parecem discordar sobre a natureza desta síndrome. Enquanto diversos estudiosos defendem que burnout refere-se exclusivamente a uma síndrome relacionada à exaustão e ausência de personalização no trabalho, outros percebem-na como um caso especial da depressão clínica mais geral ou apenas uma forma de fadiga extrema (portanto omitindo o componente de despersonalização).

Se você se sente no caminho do esgotamento, pode haver uma solução, como veremos a seguir.

Prevenindo e combatendo o stress e burnout

O esgotamento no ambiente de trabalho nem sempre é irreversível. Para os aspectos médicos ou psicológicos você deve consultar um profissional habilitado que possa analisar o seu caso específico e lhe oferecer um tratamento; já para os aspectos do próprio ambiente profissional, muitas vezes há alternativas que você pode buscar sozinho.

Nem todo mundo pode se dar ao luxo de mudar suas rotinas no trabalho. Mas verifique as dicas abaixo, que fazem parte do artigo "Dealing With Professional Burnout Without Quitting Your Job", publicado pelo The Simple Dollar, e reflita sobre a possibilidade de adaptá-las à sua situação.

  • Tire férias assim que possível. Tire 10 dias ou duas semanas de férias, e use para recarregar as energias. Se não for época de ir para a praia ou não puder viajar, simplesmente dedique-se a atividades de que você gosta e que não estava podendo fazer devido ao trabalho ou à preocupação constante.
  • Faça um balanço de suas atividades. Coloque na coluna dos ativos aquelas tarefas que você gosta de fazer ou que o fazem se sentir produtivo, e na dos passivos as que você ativamente desgosta, ou que lhe parecem inúteis ou sem valor. Reflita sobre o saldo geral desta conta,
  • Seja seletivo durante 2 semanas. Se estiver ao seu alcance, responsavelmente dê prioridade às tarefas que fazem você se sentir produtivo e genuinamente contribuindo para o sucesso de sua atividade, mesmo que isso signifique que as outras vão se acumular um pouco. Ou pelo menos altere o equilíbrio da sua distribuição de tempo em favor das tarefas "positivas". Esta pausa para respirar pode prevenir o esgotamento, mesmo que depois você ainda vá ter de resolver as pendências que criou.
  • Reduza o tempo dedicado a tarefas secundárias "negativas". Não gosta de ler e-mail? Passe a ler apenas no começo de cada turno. Odeia a burocracia? Deixe acumular tanto quanto responsavelmente possível, e aí faça o lote todo de uma vez. Não há como evitar estas tarefas seciundárias, mas você pode restringir o tempo dedicado a elas.

O artigo do The Simple Dollar tem mais dicas (e eu sugiro a leitura), mas termina com uma reflexão importante (embora potencialmente mais fácil de fazer em uma economia aquecida e com boa oferta de emprego): um trabalho que torne miserável a sua vida não vale a pena.

Eles querem dizer o óbvio: é importante tentar corrigir os problemas na sua situação, mas se não houver sucesso, às vezes vale a pena começar a atualizar o currículo e procurar uma oportunidade de seguir em frente. Leve em conta a sua qualificação e o momento em que você se encontra na sua carreira, e avalie bem suas opções, à luz até mesmo dos efeitos sobre sua saúde e sua família!

Leia também:

Vidadefreela: novo site voltado aos desenvolvedores freelancers

Escreve o Hélio Costa e Silva (helioΘhlegius.pro.br):

“Estou lhe enviando um e-mail para dizer que graças ao Efetividade.net e seus artigos, consegui melhorar meus rendimentos como desenvolvedor Freelancer que sou, além de aderir a outras diversas dicas suas como agendas, organização pessoal e priorização de tarefas.

Com isso, um amigo meu e eu começamos a fazer alguns bate-papos sobre seus e outros posts, e isso resultou em um novo blog em conjunto. O vidadefreela.net é um blog voltado a dicas, discussão de temas e bate-papo entre Freelancers da área de desenvolvimento web. Não pretendemos ganhar nada com o blog, apenas disseminar nossas experiências como freelancer e como bons leitores de blogs como o Efetividade.net. Era isso. Fica aí a dica em forma de homenagem ao Efetividade.net.”

Boa sorte ao vidadefreela.net!

Blogs e as marcas registradas em URLs: Eu quero é rosetar!

O blog da Mulher Aspirina parece ser a mais recente vítima de um problema tristemente comum: o blog que usa uma marca registrada alheia como parte de sua identidade (especialmente na URL), até que chama a atenção da corporação que é dona desta marca, que aí passa a querer cobrar pelo uso, ou (mais freqüentemente) impedir este uso.

Seguindo passos parecidos com o que já ocorreu com outros blogs como o Parmalat Mas Não Morde e o Amarula com Sucrilhos, a Mulher Aspirina divulgou hoje o texto do nastygram que recebeu dos procuradores da proprietária da marca, solicitando que ela "cesse imediatamente qualquer utilização da marca ASPIRINA, seja como nome de domínio (mulheraspirina.com), seja no conteúdo de site na internet ou em qualquer outro meio.". Eles querem que ela responda em 5 dias, pois... "de outra forma, tomaremos as medidas judiciais cabíveis na defesa dos direitos" da multinacional.

O que você faria? O que o folclore urbano pode ter com isso? Saiba mais, abaixo.

Folclore urbano e marcas registradas

A questão do direito de uso de marcas registradas é complexa o suficiente para nem mesmo tentar explicar por aqui, e espero que a Mulher Aspirina opte por procurar uma boa assistência jurídica, no mínimo para se resguardar.

Mas no fundo eu torço para que ela consiga adaptar o truque do caminhoneiro, naquela lenda urbana que quase todo mundo conhece, mas mesmo assim eu vou contar:

Um caminhoneiro morava em uma tradicional cidade do interior, e todas as semanas viajava, retornando apenas no sábado. Todo mundo o conhecia, ele era um cidadão respeitado e bem relacionado. Até que um dia, ao retornar no sábado, havia uma frase nova no seu pára-choque: "Eu quero é rosetar". Armou-se o escândalo, o padre falou sobre isso no sermão de domingo, as beatas foram pedir que o caminhoneiro tirasse a frase, mas ele estava irredutível: o caminhão era dele e ele manteria ela lá.

Ao longo de algumas semanas, a situação foi se armando, o povo procurou o prefeito, o delegado... até que chegou um momento em que as autoridades bateram na porta do caminhoneiro em um sábado, e deram a ele um prazo de três dias para remover a frase. "Tudo bem", ele respondeu. "Vou viajar amanhã, e quando retornar no próximo final de semana, a frase terá sido removida."

A informação se espalhou, e no final de semana seguinte a população se reuniu ao redor do coreto (sim, era esse tipo de cidade pequena), o padre convocou seu rebanho para uma missa campal comemorativa, o coral infantil se reuniu para celebrar a vitória da moralidade, e todos ficaram aguardando o retorno do caminhoneiro, que não tardou, e logo surgiu na entrada da cidade, com todos os faróis acesos, buzinando, e indo em direção à praça, que circulou de modo a exibir a nova frase do seu pára-choque traseiro.

Na qual agora se lia: "CONTINUO QUERENDO!"

Foi basicamente o que fez a Alê Félix, que ao receber o ultimato dos proprietários das marcas registradas mencionadas na sua antiga URL "amarulacomsucrilhos", não pensou 5 vezes: mudou sua URL para "licordemarulacomflocosdemilhoacucarados" e tocou a vida, servindo como um lembrete permanente da intervenção que beira o ridículo (embora plenamente legal, e justificada - é assim que as marcas registradas funcionam) que estas corporações praticaram contra seu nome original. Na ocasião, a confusão armada pela empresa acabou ajudando a dar alguma projeção extra ao blog e ao trabalho artístico da autora.

Não sei o que a Mulher Aspirina fará, mas estou torcendo para que ela encontre uma saída ao mesmo tempo segura, legal e inspirada.

Um dos meus blogs (o BR-Linux) também tem uma marca registrada de terceiros incluída no seu nome, mas eu tenho licença para empregá-la, desde que respeite determinadas condições (especialmente a menção constante de que se trata de uma marca registrada).

Se você está pensando em montar um blog, ou site pessoal, não deixe de levar em conta esta questão, e evite a necessidade de mudar de nome assim que crescer a ponto de chamar a atenção de alguma corporação sem senso de humor!

Ergonomia: Tendinite nunca mais - dicas para sua mesa de trabalho, parte 1

Ergonomia é o estudo científico das relações entre homem e máquina, visando a uma segurança e eficiência ideais no modo como um e outra interagem. Ela tem relação direta com objetivos como a produtividade, eficiência, conforto no local de trabalho e prevenção de doenças ocupacionais como a LER/DORT (Lesão por Esforço Repetitivo ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).

Neste último contexto, é muito importante lembrar que o posicionamento ergonômico do ambiente de trabalho não pode ser a única medida na prevenção destes males ocupacionais: é preciso ter disciplina, fazer pausas e exercícios - veja o artigo anterior "Workrave: um programa que ajuda a impedir a tendinite" para saber mais, e procure um profissional habilitado para saber que outras medidas devem ser aplicadas ao seu caso.


A mesa onde o Efetividade.net é escrito

Ainda assim, as questões da ergonomia do ambiente de trabalho imediato (a mesa ou estação de trabalho) são parte essencial deste esforço, e desempenham papel importantíssimo no conforto e produtividade nas atividades.

Nesta série que inicia hoje com as 5 dicas abaixo, veremos um conjunto de dicas que podem ser aplicados ao ambiente de trabalho de quem opera com computadores, seja em empresas ou nas atividades domésticas. Não as aplique incondicionalmente: verifique quais podem ser adotadas no seu caso, e procure adaptá-las à sua realidade - de preferência com a ajuda de um profissional habilitado.

Leia também: 7 dicas para o escritório doméstico ideal - das cadeiras ao cartão de visitas!

Ergonomia: 5 dicas essenciais

Geralmente os textos de ergonomia começam com as informações sobre posicionamento e postura: ângulos, apoios, etc. Resolvi fazer diferente, e esta primeira parte de nossa série tratará de dicas mais específicas, deixando as gerais (e não menos importantes) para um capítulo futuro.

  1. Tenha espaço: sua área de trabalho deve ter espaço suficiente para você e para os seus documentos e outros objetos de trabalho. Nada de trabalhar com as pernas pressionadas contra o tampo, o apoio ou o fundo da mesa, nem de se contorcer ou dar voltas para entrar ou mudar de posição, e muito menos de malabarismos para "fazer caber" todos os seus instrumentos de trabalho sobre a mesa.
  2. Teclado e mouse: se você ainda não sabe, aprenda a digitar como profissional, pois as técnicas herdadas da datilografia otimizam os movimentos. Posicione seu teclado em uma altura confortável -geralmente se recomenda que o seu cotovelo fique dobrado em ângulo reto, e o punho neutro ("reto"), portanto o teclado deve estar pouco abaixo da altura do cotovelo. Mesa com altura e posição reguláveis para o teclado é um luxo que você deve procurar ter, assim como teclados com posicionamento e distribuição de teclas que considerem a ergonomia. O mouse deve estar apoiado na mesma superfície do teclado, para reduzir a tração necessária para movimentar o braço até ele. Use as configurações do sistema operacional para obter conforto na movimentação do mouse. Se puder, experimente o uso de trackballs ou trackpads como substitutos do mouse.
  3. Temperatura: Em escritórios onde trabalham várias pessoas e há ar condicionado, as discussões sobre a regulagem dele são constantes. O melhor é definir uma temperatura padrão. No Brasil, costuma-se adotar como temperatura ideal para ambientes refrigerados no verão o intervalo entre 24 e 26 graus, e no inverno (quando há aquecimento) 20 a 22 graus. Façam uma vaquinha, comprem um termômetro e resolvam a questão de forma definitiva!
  4. Monitor: Posicione seu monitor entre 45cm e 70cm de distância em relação a seus olhos, nunca acima da linha de visão quando confortavelmente sentado com boa postura. Procure ter um suporte de monitor que permita reconfiguração fácil de ângulo e altura sempre que necessário, e lembre-se de fazer pausas, piscando intencionalmente e olhando para objetos a mais de 6m de distância, regularmente. Posicione o monitor de forma a remover a incidência de reflexos visíveis de janelas e lâmpadas, e regule o tamanho das letras e controles de forma a enxergá-los sem esforço.
  5. Notebooks: A conveniência de usar o notebook sobre as mais variadas superfícies (incluindo o seu colo) pode e deve ser aproveitada sempre que necessário. Mas se você o usa como instrumento de trabalho diário, o melhor é colocá-lo sobre a mesa e tratá-lo como um computador qualquer, preferencialmente providenciando um teclado e mouse externos, para poder posicioná-los de forma independente da tela, preservando assim as alturas e distâncias corretas.

Como você organiza seu espaço de trabalho, considerando os 5 aspectos acima? Compartilhe suas dicas com os demais leitores, usando os comentários!

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