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Gerenciamento de Projetos: Os 10 mandamentos

O gerenciamento de projetos é um assunto que está em voga, e artigos sobre o tema pipocam em todas as mídias. A ComputerWorld não foge à regra, e publicou na sua seção Management um interessante artigo propondo os 10 mandamentos do gerenciamento de projetos.

Segundo o subtítulo, estes mandamentos vão levar sua organização à terra prometida da cultura baseada em projetos. Eu não faria uma afirmação tão ampla, mas tenho certeza de que eles podem provocar algumas reflexões interessantes.

Por ser produto da ComputerWorld e ter como autor James M. Kerr, cuja carreira foi na gestão de TI, o texto tem forte inclinação para os aspectos que afetam a área de tecnologia nas organizações. Mas mesmo que não seja o seu caso, certamente você pode adaptar grande parte das propostas à sua realidade.

Aparentemente, o artigo "The Ten Commandments of Project Management" ainda não foi traduzido pela ComputerWorld brasileira. Mas abaixo você encontra uma tradução parcial, com algumas adaptações e flexões para melhor adaptar o texto à realidade brasileira.

Leia também: "Gerenciamento de Projetos: uma versão “light” para aplicar em pequenos projetos" e "Gerenciamento de projetos pessoais: Não faça suas estimativas no vácuo", aqui no Efetividade.net.

Os 10 mandamentos do gerenciamento de projetos

I - Estreitarás teus escopos. Nada é pior do que um projeto interminável. Ele pode sugar todos os recursos e esgotar até mesmo a equipe mais motivada. Para manter os projetos firmes e orientados, concentre seus maiores esforços em projetos menores, que tenham entregas ("deliverables") alcançáveis e que possam cumprir seus prazos. A longo prazo, uma série de vitórias pequenas tem mais impacto sobre a organização do que uma gigantesca orquestra sinfônica que nunca chega a tocar.

II - Não tolerarás equipes inchadas. Uma boa maneira de começar com o pé direito é garantir que a equipe do projeto terá o tamanho certo. Equipes maiores são mais difíceis de motivar e administrar, e as personalidades podem ficar no meio do caminho, atrapalhando o trabalho. Não existe um tamanho ideal para a equipe, mas uma boa regra empírica é ter uma pessoa para cada papel e um papel para cada pessoa. Se alguns integrantes tiverem que desempenhar mais de um papel, tudo bem - se você for errar o dimensionamento, erre a favor de uma equipe menor.

III - Exigirás dedicação de todas as áreas envolvidas. Se a área de TI aceitar um prazo apertado, mas parte dos documentos de projeto precisar ser aprovado pelas demais áreas da organização, e elas não estiverem comprometidas da mesma forma, o projeto acaba virando uma gincana. Se as áreas de negócio aceitam um prazo apertado, mas dependem de um aplicativo a ser desenvolvido pela área de TI, que não está comprometida da mesma forma, o projeto também acaba virando uma gincana. O gerente de projeto deve se posicionar de forma a que todas as áreas diretamente envolvidas no sucesso do projeto estejam comprometidas, e disponíveis na medida da necessidade, desde o princípio.

IV - Estabelecerás um comitê para analisar o andamento. O comitê de acompanhamento, qualquer que seja seu título oficial, é o corpo diretivo do projeto. Ao mesmo tempo em que lida com questões relacionadas às políticas e estratégias da empresa, ele pode e deve remover as lombadas e obstáculos do caminho do projeto. Um arranjo típico envolve reuniões quinzenais das áreas de gerência intermediária envolvidas no projeto, para analisar seu andamento e verificar como se envolver das formas descritas acima.

V - Não consumirás tua equipe. O 'burnout', ou esgotamento físico e mental dos membros da equipe, causado pelo stress e esforço das atividades, não é incomum. Fique atento às necessidades das pessoas e evite este efeito que reduz a efetividade da equipe - não planeje de forma que o envolvimento das pessoas vá exigir sacrifícios incomuns e continuados. Em particular, evite o efeito do envolvimento serial: o popular efeito "sempre os mesmos" - pessoas que se destacam por resolver bem os problemas que recebem, e assim acabam sendo envolvidos em mais projetos do que seria racional, gerando stress para elas, e disputa de recursos para os projetos.

VI - Buscarás apoio externo quando necessário. Adotar consultores em gerenciamento de projetos é uma forma de prevenir o esgotamento. Além de aumentar as equipes, os especialistas externos muitas vezes podem trazer valiosas novas idéias, perspectivas e energias. É essencial trazer o profissional certo no momento certo: especialistas nos aspectos técnicos e de mercado não são a mesma coisa que especialistas em gerenciamento de projetos. Considere as características do projeto e da equipe antes de definir o tipo de apoio externo necessário.

VII - Darás poder às tuas equipes. Equipes de projeto que já estejam se esforçando para cumprir seus escopos e prazos não precisam ter preocupações adicionais com questões formais como o preenchimento de formulários de registro de atividades para seus departamentos, ou participação em reuniões periódicas de seu órgão de origem. Ao invés disso, eles devem ter o poder discricionário de dedicar-se às atividades essenciais e que agregam valor ao projeto, e a estrutura deve se esforçar para adaptar-se a estas condições. Mas é importante que os membros da equipe correspondam a esta confiança, saibam claramente o que se espera deles e de que forma devem usar sua iniciativa.

VIII - Usarás ferramentas de gerenciamento de projetos. Tarefas mundanas de gerenciamento de projetos podem ser automatizadas. Procure ferramentas que ofereçam acompanhamento do andamento, gerenciamento de tarefas, gerenciamento do fluxo de trabalho e análise de recursos, e que funcionam em uma plataforma de Intranet que promova o compartilhamento e a comunicação. Mas lembre-se de que usar tecnologias que acrescentem uma camada extra de complexidade a um projeto já desafiador por si pode não ser uma boa idéia.

IX - Reconhecerás o sucesso. Todos os participantes do projeto devem ser reconhecidos de forma positiva pelo esforço que praticaram. As recompensas não precisam ser extravagantes. É fundamental que a origem real do reconhecimento - seja a Presidência, a direção da filial regional, o principal patrocinador do projeto ou o seu gerente - fique clara para todos, e que se manifeste de forma tão individual e personalizada quanto possível.

X - Não tolerarás gambiarras. Políticas sólidas de gerenciamento de projetos devem eliminar antecipadamente a tentação de recorrer a alternativas rápidas e rasteiras, que só levam a erros, desperdício, retrabalho e frustração.

Estes são os mandamentos da gestão de projetos segundo James Kerr. Que tal aproveitar para incluir nos comentários alguns mandamentos adicionais que você aprendeu em sua própria experiência ou que sejam adotados em sua organização?

Concorra a mochilas Targus e MP4 players - e outros brindes - e faça aumentar a doação do BR-Linux para o Wordpress e a Wikipedia ;-)

Quando eu montei a lista de brindes da minha nova promoção no BR-Linux, lembrei também dos leitores do Efetividade e incluí 2 mochilas Targus (similares à que foi recentemente analisada por aqui)

Reproduzi abaixo o anúncio da promoção, e conto com a participação de todos vocês! (sim, isso inclui você.) ;-)

Ajude a divulgar a lista brasileira de equipamentos e serviços compatíveis com Linux

...e concorra a MP4 e MP3 players, mochilas Targus, períodos de VoIP grátis e até a ventiladores USB - além de contribuir automaticamente para doações para a Wikipedia e o Wordpress! O BR-Linux coletou mais de 12.000 registros de compatibilidade de equipamentos e serviços (webcams, scanners, notebooks, ...) na sua Pesquisa Nacional de Compatibilidade 2007, e agora convida a comunidade a ajudar a divulgar o resultado. Veja as regras da promoção no BR-Linux e ajude a divulgar - quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux à Wikipedia e ao Wordpress.

Vamos lá, faça sua parte para ajudar a divulgar uma boa causa!

Como liderar: saber os conceitos não é o suficiente.

Liderança é um termo para o qual cabem muitas definições, em geral envolvendo dinâmicas do funcionamento de grupos e a capacidade de influenciar comportamentos. Muitos dos conceitos também envolvem os mecanismos e os resultados obtidos pelo líder ou pelo grupo, e raramente podem ser transmitidos e transformados em ação por intermédio de um simples curso ou estudo: o líder se desenvolve, a liderança não pode ser simplesmente adquirida.

Um dos conceitos de liderança que mais me agrada pessoalmente diz respeito a organizações militares de ação não convencional (estilo "Commandos", Green Berets, SEALs ou Marine Raiders), que - ao contrário do que é usual em organizações militares altamente verticalizadas - dependem de forma intensiva, e em todas as suas operações, da capacidade de iniciativa individual e não previamente mapeada de todos os integrantes da equipe, contando com seu alinhamento à missão e à estratégia definida.

O conceito é relativamente complexo, mas foi simplificado ao ser transposto para obras de ficção militar, e passou a tomar a forma da seguinte proposta para uma liderança efetiva em situações que exigem grande capacidade de adaptação ao ambiente externo: "Prepare uma boa equipe, dê a ela as condições necessárias, explique onde precisamos chegar... e saia do caminho".

Administradores que são verdadeiramente líderes, e não apenas chefes, têm algumas características em comum:

  • Usam muito mais a capacidade de influência do que o poder de comando.
  • Sabem ouvir cada integrante da equipe e fazer uso das informações que recebem.
  • Não micro-gerenciam a execução das tarefas, nem criam dependências desnecessárias (no estilo "quero carimbar todos os documentos que você for enviar").
  • Confiam na equipe e procuram fazer com que a equipe confie nele.
  • Valorizam opiniões e perspectivas de outros.
  • Comunicam claramente à equipe e ao público interno quais os objetivos e metas

Nenhuma novidade até aqui, certo? Todos sabem diferenciar um líder de um chefe, quando se trata de analisar as características de relacionamento interpessoal. Mas existem outras características dos líderes que podem ser muito mais difíceis de desenvolver, e que você não pode deixar de valorizar se deseja se aperfeiçoar: as relacionadas à tomada de decisões. Veremos a seguir os detalhes sobre as principais delas.

Liderança e a tomada de decisões

Líderes tomam decisões. Parece óbvio, mas quantas vezes você já teve que lidar com uma pessoa que está em posição de liderança, mas não é capaz de decidir nada? Ele adia, exige pareceres, faz consultas, e na prática decide apenas aquilo que alguma norma manda ele fazer, ou que ele tem condições de colocar a culpa em alguém, se der errado, ou pegar os créditos para si, se der certo.

Em organizações é comum que as pessoas prefiram não tomar decisões, se não forem obrigadas. Elas preferem rotinas, mecanismos, regras e processos com resultados conhecidos. É há uma razão para isso: processos conhecidos e decisões mecânicas reduzem mesmo o stress e conduzem a resultados conhecidos, de forma mecânica e burocrática (no bom sentido weberiano). Entretanto, nem sempre as condições necessárias ao uso dos processos conhecidos estão disponíveis, e aí as decisões precisam ser tomadas. Dizem que o poder é de quem o exerce, mas a responsabilidade de decidir também é de quem lidera, e assim as mudanças disruptivas e urgentes precisam ser tratadas por *alguém*.

Neste contexto, portanto, a liderança é a característica da pessoa que no calor dos acontecimentos aceita a carga adicional de tomar decisões, muitas vezes tendo de escolher entre diversas opções ruins e sem dispor de todas as informações necessárias.

Líderes assumem suas responsabilidades. Decidir seria bem mais fácil, se nos casos de falha pudéssemos sempre colocar a culpa nos outros. Quem nunca teve um chefe que, antes de tomar qualquer decisão, exigia manifestações por escrito sobre absolutamente tudo, e depois guardava verdadeiros dossiês, para ter em quem colocar a culpa caso o projeto não fosse bem-sucedido? E que ao se manifestar sobre qualquer assunto, primeiro citava todas as normas e regulamentos que determinavam que ele agisse exatamente da forma como agiu?

Isto não é assumir a responsabilidade de liderar. Não pode nem mesmo ser chamado de liderar: o chefe acaba virando um despachante, um feitor, capataz de sua equipe - um nível hierárquico desnecessário e um risco permanente para a organização e para as pessoas cujos resultados dependem dele.

Líderes promovem a ação. Muita gente tem opiniões fortes sobre como resolver absolutamente qualquer problema, e mesmo assim os problemas delas continuam sem solução. Neste contexto, liderança significa também saber ir além, e de fato *fazer algo*.

Líderes eficazes garantem que suas equipes resolverão os problemas, e líderes efetivos asseguram que ao resolver os problemas, o ambiente mudará de forma favorável aos seus objetivos. Se você quer ser um líder, precisa saber transformar suas metas em ações, aqui e agora, e em seguida tomar estas ações, ou inspirar a sua equipe a fazê-lo.

Líderes valorizam as suas equipes. Eles investem na formação de boas equipes, na obtenção dos recursos necessários, e na criação do clima organizacional adequado. Eles não têm medo de que algum dos integrantes de suas equipes possam tomar seu lugar: pelo contrário, eles estão constantemente formando 1 ou 2 substitutos, porque sabem que um verdadeiro líder sempre têm grandes chances de ser movido para desafios maiores em suas organizações. Eles dizem pouco "Eu" e muito "Nós", e valorizam os pontos fortes de seus liderados.

Um bom líder consegue incutir em cada membro da equipe a idéia de que as metas pelas quais eles estão trabalhando são deles mesmos, e não de alguma entidade abstrata e sem face. O verdadeiro líder confia na capacidade de decisão de sua equipe, e trabalha constantemente para ter condições de apenas definir a missão e as diretrizes, saindo então do caminho e deixando a equipe trabalhar.

E para completar: Líderes não acreditam cegamente em fórmulas prontas. Claro que isto não é uma licença para constantemente reinventar as bases de tudo: é preciso ter bom senso e uma perspectiva racional. Mas os mecanismos funcionais e práticas tradicionais têm seu lugar, e o líder precisa saber reconhecer a eventual necessidade de se desviar do caminho já trilhado.

E é deste ponto que surgem as perguntas para os comentários deste artigo: que características adicionais você identifica nas figuras que considera verdadeiros líderes? E quais traços você acredita que eles deveriam trabalhar mais?

Sugestões de leitura adicional

O assunto "Liderança" é praticamente inesgotável. Já escrevi anteriormente aqui no Efetividade.net sobre o livro “Este barco também é seu”, um bom case de liderança e gestão participativa.

Outro artigo interessante é o "Lead, Follow, and Get Out of the Way", que trata de temas bastante próximos aos que foram abordados neste artigo que você está lendo.

Efetividade em casa e no escritório: 50 produtos que facilitam meu dia-a-dia (parte 2)

Na primeira parte desta série, já confessei que sou um fanático por novidades, e de vez em quando escrevo artigos sobre os materiais que chegam aqui, para testes ou mesmo para meu uso. Tenho uma caderneta com anotações de produtos (inovadores ou não) que passaram por aqui e sobre os quais preciso escrever algum dia, mas o tempo vai passando e a oportunidade não chega.

Foi por esta razão que resolvi esvaziar um pouco a fila e publicar em capítulos um listão de produtos, a maioria deles bastante trivial, que eu acredito que você não deva deixar de conhecer e considerar se vale a pena tê-los em sua casa ou escritório também.

É claro que o pegador de palitos, da foto acima, não é um deles! Veja abaixo os 10 produtos que selecionei para hoje, e leia também o artigo anterior: "Efetividade em casa e no escritório: 50 produtos que facilitam meu dia-a-dia (parte 1)".

Produtos que fazem a diferença - parte 2

Aspirador USB: é um mini-aspirador de pó com 2 velocidades de operação e alguns acessórios (escovinhas, bicos...) que opera ligado à porta USB, sem precisar de nenhuma outra tomada ou alimentação. É bom para limpar teclados, a superfície da mesa, as grades atrás do monitor, as saídas de ar do PC, etc. O cabo tem cerca de 1m. Já usei no carro, colocando um adaptador USB no isqueiro do painel, mas o aspirador é pequeno demais (11x4x4cm, 70g) para ser prático neste ambiente. O meu é o mesmo modelo da foto, mas é amarelo. Comprei na Kviar.

Multi-ferramenta Utili-key, da Swisstech: Longe de adotar os tradicionais formatos de canivete, cartão, chaveiro ou alicate, a Utili-key adota o formato típico de uma chave de carro (com 7cm de comprimento total), toda em metal e fácil de prender em qualquer chaveiro, quando fechada, sem chamar a menor atenção. Na hora de usar, é fácil desprendê-la também - ela se abre como um compasso. E ao abrir a Utili-key, além de se desprender do chaveiro, ela passa a oferecer uma série de funções úteis, incluindo: lâmina lisa e lâmina serrilhada; chave philips pequena (#1); 2 chaves de fenda - uma pequena (#1), e a outra micro, para óculos; abridor de garrafa. E como ela vai presa ao chaveiro, tende a estar sempre com você. Eu tenho uma desde logo após testá-la para um artigo, e já foi útil inúmeras vezes. É um grande presente também, embora difícil de achar no Brasil. Na ThinkGeek.com você encontra por US$ 10, e tem mais barato no eBay (leve em conta os impostos e taxas também).

Massinhas Multi-Tak Pritt - As massinhas adesivas Multi-Tak (no exterior é Multi-Tack) são o jeito ideal para fixar cartazes, mapas, fotos e recados nas paredes, portas e vidros. Você tira 4 delas da embalagem (uma para cada canto do poster), amassa cada uma delas com os dedos até transformar em um esferóide ;-), aplica aos cantos do poster, pressiona na parede, e pronto - fica colado durante meses (tenho um colado há mais de 1 ano e meio). Se precisar tirar ou reposicionar, é só puxar - ele nem mesmo deixou marcas nas paredes daqui, e nem danificou o poster. A embalagem informa que não é tóxica, então deve ser segura para o Júnior ou o Fido. Comprei no supermercado.

Access Point portátil - Quando viajo, eu levo na mochila um ponto de acesso sem fio menor que um sabonete comum, que pode ser alimentado diretamente pela porta USB do micro, se faltar tomada disponível no quarto do hotel ou na sala de conferências. O D-Link DWL-G730AP, um aparelhinho minúsculo (8 x 6 x 1,7cm) que pesa apenas 50g e que pode transformar em uma conveniente conexão sem fio qualquer ponto de rede físico a que você tenha acesso. Em qualquer um dos seus 3 modos de operação, o aparelhinho suporta WEP de 64 e 128 bits e WPA-PSK, e os padrões 802.11B e G, até 54Mbps. O alcance nominal é 50m na velocidade máxima, e 200m a 6Mbps. A interface de administração via web é a mesma que em outros modelos da D-Link, mas mostra opções diferenciadas, dependendo de qual modo de operação esteja ativado. Eu já publiquei uma análise dele aqui no Efetividade.net.

Dicionário em inglês: Dicionários inglês-português são bons (eu tenho também), e o Dictionary.com tira a maioria das minhas dúvidas rápidas, mas quando a dúvida não é rápida, e eu quero aproveitar para aprender algumas palavras novas, recorro ao Webster's, um verdadeiro tijolão de 2230 páginas, que não se limita a ser dicionário: ele é enciclopédico (traz nomes de lugares, descrição do funcionamento de máquinas, detalhes sobre animais e plantas... - no verbete typeface, por exemplo, tem um quadro de uma página inteira ilustrando fontes em uso comum na tipografia moderna), tem guias de gramática, etc. Tem também a imperdível seção "New Words", com palavras recentemente reconhecidas como fazendo parte do idioma inglês dos EUA, como WAP, MP3, Spam, supermodel, timeline e tiramisu. Sempre que abro para pesquisar alguma palavra, acabo aprendendo alguma coisa nova, por isso recomendo: se você fala inglês suficientemente bem, um dicionário destes pode ser um ótimo recurso de aprendizado continuado.

Nescafé Ice: Segundo o site da Nestlé, por enquanto o Nescafé Ice está à venda só no Sul do Brasil. É uma mistura cremosa para colocar no leite gelado, sabor café. Conheço gente que gosta de tomar café com leite gelado; eu até aprecio, por exemplo, aquelas taças Affogato que tem em boas sorveterias - mas não consigo tomar frio o café que normalmente tomamos quente no dia-a-dia. Mesmo assim, achei muito bom e prático o Nescafé Ice. Como é só misturar (duas colheres grandes) em um copo de leite gelado e mexer, posso realizar o ritual matinal do café mesmo quando não tenho mais do que 2 minutos disponíveis. E é saboroso.

No-break para uso pessoal: Eu tenho um no-break de 600VA, com 4 tomadas com saída de 110V, e ele valeu o investimento - hoje você encontra um no-break pessoal a partir de cerca de R$ 250, e ele começa a se pagar no primeiro momento em que a luz piscar e você estiver fazendo algo importante no micro, e perceber que teria perdido (ao menos uma pequena parte, se você salva freqüentemente) se não tivesse o no-break. Na prática, o meu no-break me dá cerca de 25 minutos de autonomia quando falta luz - mais do que suficiente para fechar todos os arquivos - e a maioria das faltas de luz por aqui dura menos de 5 minutos, então nem chego a desligar o computador. No-breaks um pouco mais caros costumam incluir capacidade de gerenciamento, com a vantagem adicional de notificar o micro quando a sua bateria estiver quase acabando, para que só então ele faça o shutdown.

Marcadores Sharpies: Embora sejam importados, não é difícil encontrar em boas papelarias brasileiras. Os Sharpies são marcadores permanentes, daquele mesmo estilo que você usa para marcar CDs, mas com qualidade acima do usual. Além de ser permanente na maioria das superfícies, a tinta se espalha por igual nas linhas que você traça, e depois seca mais rapidamente, sem borrões e sem imperfeições. Eu uso um Sharpie Professional, um pouco mais largo e com a ponta afinada (no formato típico das canetas marca-texto) para escrever em crachás, cartazes, flip-charts e outros materiais que precisem ser lidos de longe. Tenho também alguns Sharpies comuns, coloridos, basicamente para escrever em CDs e DVDs - mas neste aspecto eles não levam nenhuma grande vantagem em relação a outros marcadores de boa qualidade.

Adaptador de headphone para o Treo: O Treo 650 que eu uso veio com um conjunto de fone e microfone para uso em telefonia, que não é de grande ajuda na hora de ouvir música ou assistir a um filme no Palm. Para piorar, o conector de headphone do danado não é do mesmo formato típico - desde o walkman até os atuais MP3 players. Ao invés de 3,5mm, temos apenas 2,5mm. Entra em cena um adaptador para fones de ouvido comuns, e pronto: qualquer fone que eu escolher ou tiver à mão resolve o meu problema.

Duplicador flexível de tomada: Eu tenho 2 desses. Um deles veio "de brinde" em um computador IBM Aptiva, ainda no século XX, e o outro eu comprei por cerca de R$ 3,00 em uma fábrica que estava fechando as portas e torrando todos os seus acessórios e equipamentos. Tem à venda hoje, no Thinkgeek.com, por cerca de US$ 3, com o nome de Strip Space Saver. Embora multiplique apenas por 2 as suas tomadas (enquanto um adaptador "T" tradicional multiplica por 3), ele tem a vantagem da flexibilidade - e se for para ligar equipamentos sensíveis ou de potência um pouco mais alta, colocar 3 na mesma tomada pode não ser uma idéia tão boa assim. O principal uso dele é conseguir usar mais eficientemente os transformadores ou fontes um pouco mais volumosos, que normalmente ocupariam o espaço de 2 tomadas da sua extensão ou estabilizador. Quem nunca teve uma caixa de som ou impressora com um transformador que ocupava mais espaço do que deveria no painel elétrico? E ele vem certificado ("UL Listed", na verdade) para até 15A/1875W.

Como tirar e dobrar uma camiseta em 10 segundos

O Rodrigo Stulzer postou no Empirical Empire dois vídeos que há anos circulam, de formas variadas e com os mais diversos atores, pela Internet.

O primeiro explica uma técnica ninja para tirar a sua camiseta em apenas 1 segundo. Eu não gosto dele, porque não é compatível com a minha técnica para tirar a camiseta sem tirar os óculos. Mas fica a dica, porque no mínimo é interessante.

Mas o segundo vídeo vale a pena também sob o ponto de vista prático, ao menos para mim, que não tenho grande jeito com roupas no armário: ele mostra (e repete) como dobrar uma camiseta com um apenas 3 movimentos e 5 segundos. Requer prática E habilidade, mas funciona. Existe uma versão bem menos didática do mesmo vídeo também, em que a instrutora adota como primeiro passo a retirada de sua própria blusa para usar como material instrucional.

Veja os detalhes, os links para os vídeos e os comentários do Rodrigo lá no post dele: "Como Tirar e Dobrar uma Camiseta em 10 segundos".

E se alguém tiver algum link para vídeo do jeito que o presidente Bartlet (do já extinto seriado The West Wing) colocava o paletó, avise nos comentários! Ele colocava de um jeito bem incomum, devido a um problema congênito que o ator, Martin Sheen, tem no braço. Mas é uma forma bem prática e rápida de vestir o paletó, e eu gostaria de poder compartilhá-la com vocês, mas não consigo descrever ;-)

Efetividade.net e Grazi Massafera na edição deste mês da Rolling Stone ;-)

Na sua próxima visita às bancas, repare na edição de setembro da revista Rolling Stone, com formato diferenciado (maior do que as publicações brasileiras em geral) e com a capa que reproduzo abaixo a partir do material de divulgação dela:

Além do conteúdo usual sobre música e variedades, da Grazi na capa e nas páginas centrais, e do especial sobre 1967 (LSD, Sgt. Pepper's, luta política no Brasil...), há um artigo sobre o Lifehacker e o Efetividade.net ;-)

Intitulado "Gurus Digitais", o foco do artigo é o lifehacking e os motivos pelos quais este conjunto de disciplinas está se tornando cada vez mais popular -- e pop, agora que saiu na Rolling Stone ;-) Segundo o artigo, os lifehackers "vão ao centro deste caos da informação, com a pretensão de organizá-lo de modo criativo e divertido."

Ainda segundo o texto, "No Brasil, um dos representantes mais ativos do ideal lifehacker é o site Efetividade.net, especializado em dicas de produtividade pessoal e mantido pelo Administrador de empresas Augusto Campos". Eles me fizeram algumas perguntas, e tive inclusive oportunidade de responder (fazendo uma contraposição com o tão comentado livro "O Segredo") àquela afirmação da recente matéria da Isto É de que lifehacking seria um sinônimo moderninho de auto-ajuda ;-)

Gostaria de agradecer à equipe da Rolling Stone por produzir uma matéria sobre o tema e por dar este espaço ao Efetividade.net, e em especial ao Eduardo Fernandes (do site Magaiver) que foi quem começou a colocar esta idéia para girar e providenciou os contatos. Obrigado!

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