Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Um organizador de cabos completo por menos de R$ 20, com uma grelha e 2 sargentos

É possível montar um organizador de cabos com menos de R$ 20,00, uma hora de trabalho e um pouco de criatividade. E o que é melhor: a montagem não usa ferramentas nem adesivos, e não danifica nem fura a mesa.

Atire o primeiro cabo VGA quem não se incomoda com o excesso de fios que rastejam ao redor dos computadores nos escritórios e lares de todo o mundo. Eles são feios, acumulam poeira e sujeira, e contribuem com a aparência de bagunça e desorganização.

Em alguns casos - teclado, mouse, conexões de rede - já é comum poder contar com alternativas sem fio. Mas para muitos outros casos as alternativas são raras ou inexistentes, e acabamos presos a uma série de cabos e conectores.

Recentemente adotei uma mesa nova no meu escritório doméstico, e decidi que não permitiria que desta vez os cabos e pequenos periféricos levassem a melhor. Bastou uma visita à loja de ferragens e utilidades da esquina, com R$ 20,00 no bolso, seguida de 1h de esforço, e consegui uma configuração que me agradou.


Os cabos sumiram

Minha solução abrigou em um local aberto e arejado, mas longe dos olhos (embora perto do coração!) o HD externo, o hub USB, as fontes de alimentação, o cabo do monitor externo, os cabos de força e parte dos cabos de áudio, além de deixar espaço para o ponto de acesso de rede sem fio, caso eu queira no futuro trazê-lo para este lado da casa.

Tudo isto sem furar a mesa, nem usar adesivos ou colas. Veja abaixo os detalhes e adapte-os às suas necessidades!

Como funciona

O sistema foi montado a partir de uma grelha de churrasco suspensa em paralelo à face oculta da minha bancada - ou seja, entre a bancada e a parede. Para permitir fácil movimentação e não precisar furar a mesa, nem inserir parafusos nela, fixei a grade ao tampo da mesa usando 2 grampos do tipo sargento, reguláveis, como o da foto abaixo.


Grampo Sargento

Os sargentos fixam a grelha formando um eixo que permite a sua movimentação, para facilitar o acesso à face interna da sua superfície, na configuração mostrada na figura abaixo.


Posicionamento dos grampos e da grelha

Note que o local da fixação dos grampos foi escolhido de forma a escondê-los atrás de outros componentes da mesa. Se os seus forem ficar visíveis, recomendo escolher uma cor mais discreta do que os meus ;-)

Escolhi na loja de ferragens uma grelha barata e que permitisse a fácil fixação de cabos e periféricos usando abraçadeiras de nylon comuns, como as da figura abaixo. Se você remove ou acrescenta cabos com freqüência, deve considerar substitui-las por abraçadeiras de velcro, um pouco mais caras.


Abraçadeiras de nylon

Com esta configuração, consegui com facilidade prender todos os cabos e periféricos, de maneira relativamente organizada. Se você levar em conta a dissipação do calor, é possível usar bem as duas faces da grelha. Veja, na foto abaixo, que o HD removível está fixado ao lado interno da grelha, e no lado oposto a ele há bastante espaço livre - eu reservei para o caso de querer trazer para este lado da casa o meu ponto de acesso sem fio.


Usando ambos os lados da grelha

Lista de compras

O sistema acima foi montado usando as seguintes peças:

  • 2 grampos tipo sargento, "made in China": R$ 3,40 cada, R$ 6,80 total.
  • 1 grelha de churrasco, em oferta: R$ 9,50
  • 1 pacote de 100 abraçadeiras de nylon coloridas: R$ 3,10

Total da brincadeira: R$ 19,40. A montagem não usou ferramentas ou adesivos, não furou ou danificou a mesa, e foi realizada em menos de 60 minutos. Que tal?

Mochilas para notebook: a Targus CityGear TCG650 15,4" tem tudo que você precisa

Quando escrevi o artigo "Leve o escritório nas costas com a mochila ideal para seu notebook", fiz uma afirmação forte sobre a mochila Sporty, da Case Logic: que ela era a mochila ideal para notebooks de 14 polegadas. Mantenho o que afirmei: ainda não encontrei uma mochila melhor para notebooks deste tamanho.

Mas na ocasião eu contei que estava tendo de abandoná-la, por ter trocado meu notebook para um modelo de 15 polegadas. Também contei que sou fã de mochilas, por isso fui com avidez ao mercado em busca de um modelo ideal para os notebooks um pouco maiores. E encontrei: a mochila "Chicago Citigear TCG650" da Targus é um show, com espaço para tudo, e distribuindo super bem o peso maior em suas alças acolchoadas.

Minha vida digital exige o transporte de um grande número de itens em quase todos os meus deslocamentos profissionais, e por isso passei a depender muito mais de boas mochilas, capazes de levar o notebook e seus acessórios, e mais o PDA, o telefone, os livros, eventualmente uma muda de roupa e o que mais estiver em uso no dia, para o trabalho, a pós, em viagens ou a qualquer lugar.

E nos últimos meses esta mochila para notebooks da Targus voltada para profisionais e estudantes tem demonstrado em todas as ocasiões estar à altura da sua função.

Vamos ver as razões pelas quais a mochila Targus CityGear TCG650 se destaca:

  1. O notebook cabe: ela foi feita para transportar laptops com telas de até 15,4 polegadas, e leva com conforto, em um compartimento específico e acolchoado com fecho em velcro, o meu HP DV4000, cuja tela é oficialmente de 15,4". Além do espaço acolchoado, o compartimento do notebook tem área suficiente para levar os seus acessórios maiores, como a fonte e os cabos de alimentação, e um bolso onde fica armazenado o porta-CDs removível com espaço para 8 CDs.

  2. O peso fica bem distribuído: as alças são bem acolchoadas e feitas para se ajustar ergonomicamente ao contornos do seu tronco, bem ajustáveis, e toda a superfície que fica em contato com você é acolchoada e recoberta com air mesh, material que permite circulação de ar.
  3. Compartimento grande adicional, completamente isolado do compartimento do notebook, com separador para documentos - mas nele cabe até um segundo notebook de 15,4", embora o peso torne pouco prática esta vantagem.
  4. Terceiro compartimento para acessórios, isolado dos demais e com um separador que forma um bolso adicional em seu interior.
  5. Bolso frontal bem pensado, com gancho para chaves, elásticos para canetas, e compartimento para cartões de visitas e outras utilidades, incluindo o conforto extra de um passador de cabos para headphones, além de um espaço específico para um discman. Externamente neste mesmo compartimento há um bolso extra, para guardar itens de acesso rápido, e uma cobertura com material reflexivo.
  6. Dois bons compartimentos laterais, um deles completamente fechado com zíper e forrado com material especial para proteger contra arranhões o seu PDA ou óculos escuros (e com um bolso adicional, de tela, no seu exterior), e o outro completamente exposto, com fecho de cordão, para levar a garrafa de água.

  7. Compartimento externo para levar a blusa: como mostrado na foto acima, um compartimento externo com fechos facilmente acessíveis permite levar uma blusa ou casaco leves do lado de fora da mochila.
  8. Moderna e discreta: o design em preto e cinza permite o uso em ambientes corporativos sem parecer estranho no ambiente da faculdade ou colégio. Mas se você usar com terno, todo mundo vai saber que ali dentro tem um notebook...
  9. Bolso removível para celular, preso a qualquer uma das alças da mochila. Com jeitinho, cabe até um Treo 650, embora não seja confortável para colocar e remover. No avião vai bem.

Em resumo: espaço de sobra, visual discreto, e fácil de transportar. Para notebooks de 15 polegadas, eu uso e recomendo. E não é difícil encontrar a mochila Targus CityGear TCG650 no Brasil: em uma volta pelo shopping ontem, encontrei 2 lojas que a tinham em suas prateleiras.

Como fazer boas entrevistas - usando o método Sawatsky

Fazer entrevistas é algo com que acabamos nos defrontando. Seja para selecionar o melhor candidato a uma vaga de estágio ou emprego, ou como parte da dinâmica de uma equipe de projeto, ou mesmo para obter informações de alguém para futura publicação em artigo científico, jornalístico ou mesmo em um blog.

Em um artigo anterior, já tratamos sobre o lado oposto da questão: como se preparar e como se sair bem em entrevistas de emprego.

As entrevistas de emprego não são necessariamente o melhor exemplo, mas elas trazem consigo a carga de importância, urgência, conflitos e mesmo da necessidade de comunicar de forma clara e direta aquilo que está se buscando obter. Estes mesmos elementos também surgem, embora de formas diferenciadas, na maioria das outras categorias comuns de entrevistas.

Lidar com estas questões é um desafio também para quem prepara e conduz a entrevista. Como escolher as melhores perguntas? Como ter certeza de que o entrevistado terá condições de entender exatamente o que você está perguntando? Como escolher a melhor seqüência de perguntas, adaptando-se às respostas que forem sendo recebidas?

Quando bem usadas, as perguntas em uma entrevista podem fazer a diferença entre obter uma resposta clara ou uma ofuscação. Não há técnicas genéricas definitivas para construir estas questões, mas sim muitos posicionamentos e receitas.

Entra em cena John Sawatsky

John Sawatsky é um jornalista e professor canadense conhecido na imprensa internacional por uma característica: ele sabe ensinar como fazer perguntas que obtêm respostas ricas. Segundo ele, não se trata nem de uma arte e nem de uma ciência, mas sim de algo intermediário, próximo ao campo das ciências sociais.

Você pode fazer algumas previsões e planejamento de entrevistas, mas elas nunca são absolutas, porque o ato de entrevistar envolve pessoas, e elas nem sempre seguem tendências previsíveis. Basta fazer uma pergunta errada em um determinado contexto, e até mesmo um entrevistado que deseja cooperar pode não conseguir lhe dar as respostas que você precisa.

Em 2004, a rede de TV internacional ESPN contratou Sawatsky para trabalhar em tempo integral para capacitar seus jornalistas na construção de melhores perguntas.

Segundo ele, de 1/3 a 50% das perguntas feitas por jornalistas na TV funcionam ao contrário do desejado: ao invés de produzir informações, elas contribuem para suprimi-las. Os repórteres fazem perguntas que podem ser respondidas com um simples sim ou não (adequadas a um tribunal, mas não a uma matéria jornalística), fazem questões longas (muitas vezes maiores que a resposta que receberão), incluem afirmações que o entrevistado pode querer contestar, e acabam aparecendo mais que o entrevistado, distraindo o público daquele que seria o seu tema principal - como acontece em programas de entrevistas exibidos no início da madrugada no Brasil...

Infelizmente este teatro acaba virando um jogo em que ambos os lados conhecem o seu papel e contam com o outro lado para poder melhor desempenhá-lo. O repórter faz perguntas duras que o fazem parecer instigante e poderoso na imprensa, mas ao mesmo tempo oferece discretamente ao entrevistado diversas rotas de escape, e não o persegue quando ele as toma - assim ambos alcançam seu objetivo. Na entrevista de emprego ocorre o mesmo: o entrevistador faz perguntas "difíceis" conhecidas por todos: "qual o seu principal defeito?" - e não questiona quando o entrevistado usa a resposta que viu no Fantástico: "sou perfeccionista, trabalho demais, não consigo abrir mão da busca constante da qualidade".

Este artigo do Poynter Online, um site dedicado aos jornalistas, apresenta alguns exemplos dos erros comuns identificados por Sawatsky, e os discute de forma detalhada, em benefício das nossas técnicas de preparação de entrevistas.

Como preparar e executar entrevistas com efetividade

Ensinar detalhadamente os métodos é algo reservado ao próprio Sawatsky, mas ele nos fornece algumas dicas simples que podem ser úteis na sua próxima entrevista:

  • Sempre que possível, prepare suas perguntas antecipadamente.
  • Pergunte questões abertas, especialmente as que começam com "como", "por que" ou "o que", e encoraje o entrevistado a descrever, explicar ou exemplificar algo.
  • Faça uma pergunta por vez, e não tente misturar mais de um tema na mesma pergunta.
  • Entrevistador não faz discurso e nem inclui o editorial nas suas perguntas.
  • A estrela de uma entrevista bem-sucedida nunca pode ser o entrevistador.
  • Deixe as perguntas fazerem o seu trabalho.
  • Resista ao impulso de incluir opinião ou tentar antecipar na pergunta uma possível resposta do seu entrevistado.
  • Grave e transcreva suas entrevistas, compare-as com as técnicas que você conhece, e tente melhorá-las.
  • Estude entrevistas publicadas na imprensa - as boas e as ruins.

Saiba mais:

Vídeo sobre o Efetividade.net e Lifehacker no Olhar Digital

O Olhar Digital é um site da turma do UOL que publica matérias semanais, em vídeo, sobre "as tendências, as novidades e as novas linguagens desse mundo em instantânea transformação". E como já havíamos percebido no post sobre a notícia da Isto É e no outro sobre a matéria da PC Magazine, lifehacking é uma tendência e a imprensa está se antenando.

E foi nessa esteira que o Olhar Digital produziu sua matéria sobre lifehacking, cobrindo de perto 2 sites: o Efetividade.net e o norte-americano LifeHacker.

Sob o título Olhar na Web: efetividade.net e lifehacker: Dois sites que ajudam na produtividade pessoal, o Olhar Digital apresenta um vídeo de 2 minutos, descrito como "o Efetividade.net e o Lifehacker têm muito em comum: falam sobre métodos, softwares e dicas de como melhorar sua produtividade pessoal, em casa, na empresa e, principalmente, na frente do computador".

Agradeço ao Olhar Digital e aos leitores hlegius e Carlos Mafort, que me avisaram sobre a existência da matéria.

Comprar notebook? Um blog só sobre notebooks - e em português

Você já ouviu falar no brasileiro "Notebooks Blog"? É bastante possível, pois ele está fazendo uma bem pensada campanha de publicidade em diversos blogs nacionais, através de resenhas patrocinadas.

O Efetividade fica feliz em ter recebido também a oferta de resenhar comercialmente o Notebooks Blog, mas não aceitou. Nada contra a idéia do conteúdo diretamente patrocinado em si - é provável que algum dia eu vá aderir a esta idéia também. Mas é que divulgar o Notebooks Blog me pareceu tão dentro da missão do Efetividade.net, que eu achei que não seria justo cobrar para fazer isto - e por isto preferi recusar o pagamento oferecido, e agendar o artigo normalmente.

E é fácil perceber que a idéia de usar uma ferramenta tão versátil como o notebook está completamente em sintonia com os conceitos de efetividade e de produtividade pessoal, especialmente nos contextos urbanos e corporativos. Demonstra isto a variedade de artigos sobre este tema (e relacionados) que já escrevemos por aqui, incluindo:

Por estas razões, fiquei muito contente com a notícia de que há um novo blog nacional tratando exclusivamente deste assunto, e é lógico que já assinei seu feed e vou acompanhá-lo de perto. Veja abaixo minhas primeiras impressões sobre o "Notebooks Blog".

Primeiras impressões sobre o Notebooks Blog

Quando o Yan me procurou com a proposta de resenhar o Notebooks Blog comercialmente, eu expliquei que não faria, mas pedi a ele que me mandasse um descritivo do site dele, para eu entender qual era o diferencial da sua proposta, e escrever algo dentro do contexto normal do Efetividade.

E ele me explicou que procura trilhar o estreito caminho que separa os 2 tipos básicos de sites sobre notebooks, no seu entender: sites técnicos e os comerciais. A intenção dele é informar tanto o comprador quanto o usuário de notebooks. E ele procura fazer isso reduzindo o uso de termos técnicos, e provendo bons links para fontes de informação complementares.

Eu visitei o site e tive boa impressão. O conteúdo é interessante, os títulos não são artificialmente inflados de palavras-chave para indexação, e de fato não há escassez de bons links externos.

Pelo que me pareceu, o Yan não vende notebooks - ele adotou um modelo de faturamento a partir de anúncios contextuais no seu site, o que explica o investimento dele em obter links em sites com pagerank alto, potencializando assim o retorno do seu esforço.

Eu gostei, já assinei o feed, e vou acompanhar de perto. Visite o Notebooks Blog e veja se você concorda!

Na mesma linha, embora com um foco bem menos específico, aproveite e visite também o HiTech Live, do Helton Kuhnen.

Aproveite e leia também:

Convencendo o leitor: Como escrever de forma persuasiva

Não importa se você escreve em blogs, relatórios de desempenho, trabalhos de aula ou onde for: você precisa persuadir, que significa convencer o leitor de que você está certo.

Ao escrever bem e de forma persuasiva, você pretende formar ou mudar a opinião de alguém sobre os assuntos que você irá abordar. Se você dispõe de fatos, indicadores e estatísticas, tudo fica mais fácil, mas mesmo em questões de opinião é possível persuadir, se você dominar as técnicas.

E é claro que não existe um único conjunto de métodos que possa ser transmitido aqui e transforme qualquer leitor em um escritor persuasivo. Mas existem algumas técnicas simples que podem ajudar a sua tarefa de convencimento, como as mencionadas no artigo "Persuasive Writing for Students, Webmasters, Bloggers, and Everyone Else".

Vamos a elas:

  • Seja sucinto: sucinto não é sinônimo de curto. Escreva quanto for necessário, mas remova toda linguagem desnecessária. Concentre-se nos seus substantivos e verbos, e economize advérbios e adjetivos.
  • Seja assertivo: deixe claro que você assume inteiramente a validade daquilo que está declarando. Não pergunte, afirme. Remova as reticências e substitua por declarações.
  • Deixe o texto amadurecer: aguarde o tempo que for necessário entre terminar a versão inicial e iniciar o processo de revisão. E revise até estar satisfeito com a qualidade do produto final. Só aí publique.
  • Una a razão e a emoção: apresente sua opinião sobre a situação atual, mas também faça propostas.
  • Mantenha a simplicidade: se você quer convencer, precisa ser entendido. Escreva na ordem direta, evite palavras difíceis, e reescreva seus parágrafos até que eles fiquem suficientemente encadeados de forma lógica.

Leia também:

Artigos recentes: