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Efetividade20 ANOS Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Organizei minha carteira do jeito mais fácil: livrei-me dela

Mas não a joguei fora ou algo assim: troquei a danada por uma capa de celular que também faz papel de carteira diet...

Em artigos anteriores sobre como organizar sua carteira, sempre mencionei que o grande truque que evita ter uma carteira cheia demais é optar por uma carteira pequena, onde o excesso nem mesmo caiba, evitando assim os efeitos perversos similares aos da Lei de Parkinson.

Mas definir excesso é complicado. Quem se sente obrigado a andar com documento do carro, carteira de motorista, folhas de cheque, mais de um cartão de crédito ou banco, cartão de convênios e dinheiro trocado pode rir do excesso de zelo de quem anda também com documento do CPF e certificado de reservista, mas por sua vez está sujeito a ser alvo das risadas de quem anda só com um cartão e um documento de identidade.

E a questão real pode ser mais ampla: não é só a carteira, e sim o conjunto dos itens que você tende a levar consigo, incluindo – além da carteira – as chaves, relógio, celular, e um etc. bem grande (crachá, pen drive, guarda-chuva, lenço, óculos escuros, ferramentas, ...).

Na minha opinião, quanto menos nos sentimos obrigados a transportar conosco para nos sentirmos "operacionais", melhor. Um molho de chaves pesado, uma carteira abarrotada, uma bolsa ou mochila pesadas, etc. têm sua utilidade e podem ser até inevitáveis, mas não são o cenário desejado para o dia-a-dia.

A consolidação é a resposta, e é o caminho que procuro seguir: há anos parei de usar relógio, por exemplo, ao perceber que o celular já o substituía para todos os propósitos práticos.

E agora está chegando a vez da carteira...

Como eu abandonei minha carteira

Não foi uma decisão fácil, confesso.

E, no meu caso específico, ela só se tornou possível porque recentemente consegui me libertar da necessidade diária de andar de carro, e assim a desnecessidade de postar carteira de motorista e documento do carro me deram o impulso necessário para me livrar de vários outros itens.

Mas o que acabou me dando o empurrãozinho definitivo foi uma possibilidade de consolidação, como a que me permitiu abandonar o relógio de pulso: uma capa para celular que também oferece os recursos básicos de uma carteira, e assim transforma, na prática, o celular e (bem poucos) itens que iriam na carteira em um volume único.

No meu caso, a BookBook, da Twelve South, foi a escolhida para ser esta carteira magra que também leva o celular. Trata-se de uma capa para celular (iPhone 4 ou 4S) que, quando fechada, parece um livro bem surrado (lembra uma edição de bolso do Novo Testamento, que já vi muita gente levando no carro ou em viagens).

Mas do lado de dentro, quando aberta, ela revela seus segredos: 3 compartimentos para cartões (ou documentos no mesmo formato de cartão de crédito, que atendem a uma norma internacional ISO) sendo um deles transparente, mais um bolso para cédulas ou documentos maiores (até o tamanho do celular), e mais o estojo para o celular em si, deixando acessíveis na lateral o conector de expansão, as caixinhas de som, os botões de mudo e volume, o conector de fone de ouvido, a câmera frontal, o botão frontal e o superior.

Eu comecei a testar querendo não gostar: achei que o uso do telefone deixaria os cartões expostos, que a ausência de um "buraco" na capa do livro atrapalharia para tirar fotos com o iPhone, que ia ser difícil me adaptar a ter tão poucos documentos, e mais.

Mas a prática me desmentiu em todos os pontos: no uso normal do celular (para usar a tela ou para telefonar), o "verso" dele onde estão os cartões é facilmente oculto pela mão, ou está apoiado na mesa; para quem tira muitas fotos a capa deve atrapalhar mesmo, mas no meu caso é só empurrar o aparelho um pouco para fora na rara ocasião; e andar com poucos documentos não foi tão difícil assim.

Para resumir, já estou entrando na terceira semana da experiência, e até agora sucesso total, embora haja algo que me atrapalhe na prática: as novas notas de real são grandes demais e "sobram" pra fora do compartimento interno. Nada que impeça o uso (elas não ficam visíveis ou algo assim - elas sobram em direção à dobra ou lombada interna do estojo), mas é indesejado.

A BookBook não é das mais baratas, e é possível que o seu celular nem seja igual ao meu. Mas a sugestão fica registrada, e ainda com uma vantagem extra: a presença do celular junto à carteira desestimula o perigoso hábito masculino de guardá-la no bolso de trás!

Sugestões de outras carteiras "diet", com ou sem espaço para celular, serão muito bem-vindas nos comentários ツ E se o que você procura são dicas para organizar uma carteira tradicional, leia: Organize sua carteira hoje mesmo: 7 dicas.

O truque de Tom Peters para o sucesso: saber quando fazer outra coisa

"A vida é bem simples: você faz algumas coisas. A maior parte dá errado. Algumas dão certo. Você faz mais do que deu certo. Se der muito certo, outros rapidamente copiam. Aí você faz outra coisa. O truque é fazer outra coisa."

Tom Peters, embora frequentemente (e falsamente) atribuído a Leonardo da Vinci.

Aproveite: Carregador USB da Duracell em promoção

Quem já teve problemas porque a bateria do smartphone acabou em um momento crucial levante o mouse!

Recebi hoje pela mala direta de uma papelaria um anúncio que me interessou bastante: uma promoção deste carregador portátil Duracell, solução bem prática para levar na bolsa ou mochila e não ficar mais sem bateria do celular ou outro aparelho que possa ser carregado em uma porta USB comum.

É um carregador bem simples de usar, porque além de oferecer energia pela sua porta USB de saída, ele mesmo também é carregado por meio de conexão a uma porta USB: a do seu computador, ou a de algum carregador de parede que você já tenha, por exemplo.

Não ganho nada para divulgá-lo, e nem a Duracell nem a papelaria em questão sabem que estou escrevendo a respeito, mas trata-se de uma categoria de solução que eu uso, e recomendo. Afinal, ficar sem bateria do smartphone ou de outro dispositivo móvel pode gerar prejuízos bem reais, e prevenir levando um carregador para emergências (e o cabo USB correspondente aos seus aparelhos) não custa nem pesa muito.

Para uma solução ainda mais versátil (mas que não está à venda no Brasil, até onde eu sei), dê uma olhada no TuneJuice, que também oferece energia em uma porta USB mas que não precisa ser carregado previamente: basta colocar nele 3 pilhas AA, que você pode manter recarregadas ou comprar em qualquer loja de conveniência, mesmo nos horários mais insólitos, se estiver em área urbana.

E a solução que eu uso é um pouco mais pesada e exigente (pois precisa ser previamente recarregada em uma tomada): uma bateria externa HyperMac, que pesa 360g e é capaz de manter o iPhone carregado por 1 semana, além de permitir alimentar também um MacBook ou o iPad (pois, diferentemente da solução da Duracell e da maioria dos carregadores para iPhone, alimenta a porta USB com 2 amperes).

Se você estiver interessado, dê uma olhada na promoção do carregador Duracell na Kalunga, onde sou cliente regular: está com quase 15% de desconto, saindo por R$ 59,90.

Dica de segurança: não poste no Facebook a foto da pilha de dinheiro da sua avó

Uma australiana de 17 anos descobriu da pior maneira que não é uma boa ideia postar no Facebook uma foto da pilha de dinheiro que a sua avó guarda em casa, porque atrai assaltantes.

A jovem estava ajudando a arrumar a casa e, ao encontrar a pilha de cédulas guardadas em casa pela avó "para emergências", não resistiu a tirar uma foto no estilo gangsta, segurando o dinheiro como se fosse um leque.

O que em si já não era uma ideia tão boa ficou pior quando a jovem resolveu publicar esta foto no Facebook, onde passou a ser visível não apenas pelos seus amigos, mas também pelos amigos de todo mundo que curtiu ou compartilhou a foto, entre outros – ou seja, bastante gente que ela não conhece mas que consegue obter informações pessoais sobre ela pelo próprio serviço on-line viu que ela estava com uma pilha de dinheiro nas mãos.

E a consequência quase inevitável veio rápido: a foto foi postada no meio da tarde, e na mesma noite dois assaltantes apareceram na casa da mãe da jovem em questão, usando luvas e máscaras, armados com uma faca e um bastão, dizendo estar em busca da pilha de dinheiro tão imprudentemente anunciada.

Só que a jovem em questão não morava mais lá. A sua mãe, que estava em casa no momento do assalto, prontamente esclareceu o fato aos meliantes (sem, espero, dar a eles o endereço da avó, a 120km), que mesmo assim fizeram uma busca por valores na casa e saíram com uma pequena soma em dinheiro e alguns objetos pessoais.

Embora não tenha sido esclarecido como os assaltantes tiveram acesso ao endereço da família da jovem, é fácil imaginar que o número de pessoas que a conheciam em sua cidade natal, têm acesso ao seu perfil on-line e não sabiam que ela havia se mudado é considerável.

Neste caso ninguém se machucou, mas a polícia australiana divulgou uma nota sobre o incidente, que conclui com o lembrete do óbvio: ao usar redes sociais, é importante ter cautela ao divulgar fotografias, informações de localização ou outras informações pessoais, especialmente se envolverem valores!

Como mandar e-mails que recebem respostas

Muitas pessoas recebem mais e-mails do que conseguem responder com eficiência. Ao se comunicar com elas, conseguir fazer com que a sua mensagem seja uma das que chegam a ser lida, e não das que ficam "para depois", passa a ser um desafio constante.

Eu passo por isso com frequência, nas duas pontas do processo: envio mensagens para pessoas que são mais ocupadas do que eu e assim tenho que me esforçar para valorizar o tempo delas, e ao mesmo tempo recebo muitas mensagens que deixam de ser respondidas porque o autor simplesmente não conseguiu me comunicar o que deseja de mim e qual a importância.

Quando uma mensagem deixa de ser lida na íntegra ou respondida porque o autor não foi claro ou objetivo o suficiente, muitas vezes ambos os lados saem perdendo.

Mas quando o interesse é do autor, a situação pode justificar algum esforço adicional, e as 7 dicas a seguir explicam como enviar e-mail para receber resposta.

Como mandar e-mail e ser respondido, em 7 dicas

Seja curto sem ser grosseiro. Se a sua mensagem puder ser lida sem rolar a tela, já é um bom começo. Se não tiver mais que 10 linhas, melhor. E se raramente passar de 3 frases, temos um campeão.

Permita uma resposta rápida. Um e-mail que pode ser respondido com uma frase curta tem mais chances de não ser deixado para depois. Mas para conseguir isso, você precisa ser objetivo na forma como faz suas perguntas ou proposições.

Escreva sobre um único tema. Colocar em uma única mensagem tudo o que você tem a propor ou perguntar facilita as coisas para você, mas não para quem vai responder. Fale de um tema por mensagem, e considere a resposta que receber na hora que for compor a próxima.

Vá direto ao ponto. E-mail não é dissertação: você pode ir à conclusão sem passar por introdução e desenvolvimento. Colocar a parte mais instigante logo na primeira frase é um truque do jornalismo que você pode usar bem.

Adiante as informações ao seu alcance. Não espere a outra pessoa fazer perguntas que obviamente fará. Sempre que puder, não diga "Precisamos nos reunir, quando é bom pra você?", porque a pessoa vai precisar saber sobre o que é a reunião, quanto tempo vai durar, quem mais estará presente, e quando você pode. Prefira dizer algo assim: "Precisamos nos reunir por meia hora para fechar o contrato com o provedor, tenho disponibilidade todas as tardes dessa semana, menos quarta-feira, quando é melhor pra você?"

Use bem o campo Assunto. Ele serve para dar uma ideia sobre o... assunto. Incluir nele um verbo e um objeto é um bom começo, especialmente se não passar de 6 palavras. "Reagendar reunião sobre o curso de estatística" é melhor que "Curso de estatística" ou "Reunião", mas todos eles são melhores do que o clássico "Olá".

Revise antes de enviar. A responsabilidade pela qualidade da sua mensagem é sua. Atenção para ambigüidades, para subjetividades, insuficiências e excessos.

Em resumo: se você agir como se a outra pessoa fosse simultaneamente esquecida, distraída e respondesse aos e-mails dela usando um teclado de celular, em breves intervalos entre um compromisso e outro, aumenta a chance de ela respondê-lo mesmo se a rotina dela não for assim.

Mudanças: Guia completo com 15 dicas para se estressar menos na sua próxima

Encontrar a melhor transportadora, encaixotar, transportar e se instalar no novo endereço são a face mais visível de uma mudança, mas há muito mais a ser considerado neste processo, às vezes feliz e outras vezes traumático, de mover suas raízes para um novo local.

Várias disciplinas da Administração, incluindo a logística, organização & métodos, gestão da informação e outras podem ser aplicadas à situação para garantir que o processo seja mantido sob controle e conduza ao melhor resultado possível, sem acrescentar muito esforço e reduzindo o stress.

Já passei por muitas mudanças e estou encarando mais uma nesta semana, portanto chegou o momento de revisitar o tema com 15 dicas que sintetizam o que aprendi em minhas próprias experiências e pesquisas sobre este fascinante tema, que espero que seja útil para vocês também, afinal todo mundo sempre tem algum amigo que está prestes a se mudar e vai ficar contente em receber o link deste post ツ

Atualização: veja também o recém-lançado site blogmudanças, do @gperiard!

Parte 1 - Planejamento e Coordenação

Decisões bem tomadas, atribuições definidas com clareza e informações mantidas sob controle são a chave para o sucesso do começo ao fim da mudança de endereço.

1 - Gerenciando o processo

Uma mudança envolve muita informação: orçamentos de transportadoras e montadoras de móveis, a data em que o técnico virá desmontar os aparelhos de ar condicionado, o telefone do eletricista que vai instalar as luminárias, etc.

A dica fundamental para manter a ordem é um preceito básico da Administração: unidade de controle. Mesmo que seja um processo que envolva toda a família, deve haver um único encarregado de gerenciar todas as informações, administrar os conflitos (especialmente os de cronograma e orçamento) e coordenar a tomada de decisões relacionadas à mudança, mesmo que o processo em si seja amplo e democrático.

Adotar um método e ferramenta de organização como o ZTD e o Wunderlist, meus preferidos, pode ajudar muito a manter o controle deste mar de informação e compromissos, mas o essencial é que você escolha a ferramenta que melhor se adequar ao seu estilo: pode ser um bloco, pode ser o Evernote, ou um smartphone, etc. – desde que esteja sempre ao seu alcance, pois a demanda por registrar ou consultar as informações (telefones, horários, medidas, cores, preços, etc.) é constante.

2 - Controle de estoque

A mudança começa com uma decisão, e para ser bem conduzida tem muitos passos que devem acontecer antes que o primeiro bibelô seja embrulhado em jornal e colocado em uma caixa.

Uma das informações essenciais que precisa ser coletada antes mesmo de pensar em caixas e transportadoras é um inventário do que vai ser transportado. É uma lista simples, mas na qual você deve criar categorias que façam sentido na sua realidade: por exemplo, separando os itens mais pesados e volumosos, os mais frágeis, os que precisam de desmontagem especializada, ou tudo que for exigir procedimento especial.

Uma lista organizada e completa (idealmente complementada com fotos dos itens mais valiosos ou frágeis) ajuda na negociação com a transportadora, no controle das caixas, na recepção e organização no novo endereço, e pode até ser importante caso você precise recorrer ao seguro ou discutir com a transportadora algum dano ou sumiço.

Um caso especial é o dos itens que serão desmontados e remontados: por mais que pareça fácil, boas fotos de como ele é montado podem ser valiosíssimas na hora da montagem, e um registro de quais as peças soltas que faziam parte dele (e você guardou todas juntas e em segurança, junto a ele) pode ser essencial.

3 - A rede social das mudanças

Não guarde segredo de que vai se mudar: mudança é uma atividade marcante na vida das pessoas, e muitos dos seus amigos podem ter informações importantes sobre transportadoras, prédios, horários, formas de armazenar, técnicos de montagem e desmontagem, e tantas outras coisas.

Eles podem ter caixas e carrinhos sobrando, estantes desmontáveis para emprestar para uso nos primeiros dias enquanto você estiver vivendo em meio a caixas, e até podem dar aquela forcinha tão necessária para encaixotar e transportar toda a sua vida.

Além disso, avisar dará a eles a oportunidade de uma iniciativa própria para se despedir, reforçar contatos, encerrar assuntos pendentes, “herdar” objetos que você não vai levar, etc. Mudar-se pode também ser uma atividade traumática ou melancólica, e o contato com os amigos pode ajudar.

4 - Orçamento e cronograma são a chave

Assim que você tiver todas as informações necessárias, comece a pesquisar preços e agendar os serviços e contatos que serão necessários: transportadora, desmontagem e montagem de móveis, do condicionador de ar, TV a cabo, telefone, condomínio, imobiliária, pintura, etc.

Pegue orçamentos por escrito, anote todas as datas e horários claramente, certifique-se de que as coisas ocorrerão na ordem certa (quando o instalador da TV a cabo chegar no novo endereço, por exemplo, é necessário que lá já haja eletricidade e um aparelho de TV) e de que haverá alguém disponível no lugar certo e na hora certa em todos os casos.

E faça planos tolerantes: tentar agendar tudo de forma apertada, considerando como certo que todos os horários agendados serão cumpridos, é receita de stress desnecessário. Assuma que irá precisar de alguns dias a mais, e deixe espaço para os prestadores de serviço que quase fatalmente irão furar em algum dos compromissos.

5 - Atenção à sua própria agenda ordinária

Assim que conhecer o cronograma da sua própria mudança, comece a desmarcar, adiar ou ao menos flexibilizar os compromissos da vida normal que teria naqueles dias.

A consulta ao médico ou a reunião, se reagendadas a tempo, não causarão problemas. Mas se você deixar para lembrar disso no dia em que o caminhão de mudança estiver buzinando na frente de casa, o prejuízo será inevitável!

6 - Não suma sem querer: Divulgue bem o seu novo contato

Por mais que você se esforce, não vai conseguir comunicar a todos os possíveis interessados sobre a sua mudança. Avalie se as pessoas que possam ser procuradas como referência (sua empresa, o zelador, porteiro, síndico, vizinho) devem ser informadas sobre seus novos contatos, e combine com alguém para receber e encaminhar o que chegar pelo correio nas primeiras semanas.

Verifique se pode manter seu telefone ativo por mais um mês, usando o recurso de correio de voz da operadora – se possível, com uma mensagem gravada dizendo seu novo número de telefone, além da opção para que a pessoa deixe o recado dela.
 

Parte 2: Execução operacional

Encaixotar e desencaixotar a casa inteira dá trabalho, mas se este trabalho for racionalizado, o resultado terá mais qualidade, o esforço será menor, e ninguém vai "bater cabeça".

1 - Tenha um Centro de Distribuição

A logística moderna desenvolveu muitas técnicas para garantir que as cargas cheguem das fábricas aos varejistas com o mínimo de extravios e atrasos, e uma delas serve muito bem para quem está fazendo mudança: o CD ou Centro de Distribuição.

Ativá-lo é simples: escolha um cômodo amplo (tanto da casa que vai ser esvaziada, quanto da casa para a qual você estiver indo), providencie para que eles sejam esvaziados, e aí estabeleça que toda caixa fechada, pronta e identificada que não tiver um lugar específico para ficar, ficará lá. E cumpra a regra: se for abrir uma caixa, ela deve sair de lá antes, e só voltar caso volte a ser fechada. Isso simplifica todas as demais operações, porque impede o labirinto de caixas perdidas e semi-processadas. Se estiver pronta, estará no CD. Se estiver fora do CD, é porque tem alguém mexendo nela.

2 - Adote uma sequência e registre tudo

Lembra das cenas de equipes de mecânicos da Fórmula 1, em que cada um deles se afasta do carro e levanta as mãos quando termina a sua tarefa, para que o chefe da manutenção saiba quando todos terminaram e possa liberar o piloto para seguir em frente?

Uma mudança organizada pode usar uma técnica parecida, em que os cômodos da casa fazem o papel dos pilotos, e vão sendo marcados (no topo e nas laterais) conforme a operação de esvaziamento deles fica pronta. Idealmente você deve também numerá-los (ou fazer como os orientais e adotar códigos coloridos) e marcar o número deles em letras grandes em cada uma das caixas que saírem de lá, juntamente com uma anotação breve sobre o seu conteúdo. As mesmas anotações devem constar no seu registro central de informações, ou no mínimo você deve tirar uma foto delas com o celular, para permitir a consulta posterior sem ter de olhar as caixas uma por uma.

Como o desencaixotamento raramente ocorre no primeiro dia em que você chega ao novo endereço, isso permitirá localizar mais rapidamente algum item do qual você venha a precisar com urgência.

3 - O espaço livre nas caixas é um vilão

Se você fechar as caixas deixando muito espaço livre no alto delas, vai perceber posteriormente a dificuldade de empilhá-las, pois ocorrerá amassamento e consequente desequilíbrio.

Use este espaço livre para distribuir material leve e volumoso, como edredons, ou então corte cuidadosamente o excesso, deixando espaço para dobrar e fechar uma aba construída a partir das laterais preservadas.

4 - Livros e documentos pesam mais do que parecem

Não coloque todos eles em uma grande caixa, é possível que você depois tenha dificuldade em carregá-la, e ela pode não suportar o peso.

Use caixas médias, e encha-as só até a metade com papéis e livros, reservando a outra metade para itens de grande volume e pouco peso, como almofadas e edredons.

5 - Comece cedo, mas não queime etapas

Não há nenhum problema em começar a encaixotar utensílios bem antes da data da mudança, mas cuidado com o retrabalho: faça isso apenas com os itens dos quais tem certeza de que não irá precisar antes de chegar ao novo endereço.

E não mantenha caixas abertas: quando for encaixotar algo, preencha uma caixa inteira por vez, feche-a, etiquete-a, registre-a e mova para o Centro de Distribuição da casa. Caixas abertas são um convite ao descontrole e dão a perigosa impressão de que o trabalho está mais avançado do que realmente está.

6 - A caixa de manutenção

Ao menos uma das caixas da mudança deve fugir à regra de ser específica de um cômodo: ele será fechada por último, contendo todas as ferramentas usadas para montagens e desmontagens, extensões de tomadas, produtos de limpeza pesada, uma lanterna, um rádio ou aparelho de som se for o caso, pilhas e tudo o mais que pode ser necessário já no primeiro momento em que você chegar ao novo endereço.

Não esqueça do óbvio: toalhas de mão e rosto, panos de prato, papel higiênico, sabonete, detergente, ferramentas, uma lanterna, agenda telefônica, carregadores, talheres mínimos, ração dos animais de estimação, lâmpadas, estojo de primeiros socorros, etc.

Identifique-a claramente, coloque-a por último no caminhão e providencie para que seja a primeira a sair e ser aberta, pois ela terá os itens necessários para começar a processar todas as demais!

7 - Bagagem de mão: a sacola de conforto individual

Cada morador deve ter uma caixa ou maleta, reservada desde alguns dias antes da mudança, para colocar roupas suficientes para 2 dias, os remédios que toma regularmente, seus itens de higiene pessoal básica, um livro ou algo que use para desestressar, carregadores e outros itens de que possa precisar antes de abrir todo o restante das caixas, ao chegar no destino.

Todos os adultos devem ser responsáveis por montar seus próprios kits, e as crianças devem fazê-lo com supervisão. Isso vai facilitar a vida de todos, e reduzir a necessidade de abrir caixas antes da hora de guardar seu conteúdo com eficiência. Preferencialmente, essas mochilas devem ser levadas junto com os seus proprietários, e não no caminhão de mudança.

8 - A mudança da geladeira e do freezer começa dias antes

Transportar alimentos resfriados ou congelados é arriscado, complicado e chato. Assim que souber que vai se mudar, dê uma olhada no que tem na sua geladeira ou freezer, e comece a consumir o que desejar, e puder, para não ter de levar.

Doe ou distribua o que não for consumir, a não ser que faça questão de levar consigo. Dá bem mais trabalho do que parece (e pode ser um risco à segurança alimentar e ao sabor dos alimentos) transportar consigo seus congelados, exceto se for em distâncias bem curtas!

Lembre-se também de consultar o manual da sua geladeira ou freezer, porque às vezes eles precisam ser desligados algum tempo antes do transporte, para evitar problemas com os fluidos de refrigeração.

9 - Animais de estimação são cargas muito especiais

Ter uma medalhinha com o seu telefone na coleira do seu gato pode não servir para nada se ele se perder durante a mudança e você não for mais usar aquele número.

Pense bem em como acomodar os seus companheiros bichos durante a mudança, como transportá-los em segurança e com conforto, e como assegurar que eles estejam bem identificados caso se extraviem, especialmente em trânsito e nos primeiros dias no novo endereço.

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