Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Home Office: como organizar seu ambiente de trabalho

Planejar a forma como o home office é posicionado e distribuído pode ser tão importante para a produtividade quanto escolher os equipamentos adequados

A organização pessoal se apoia em métodos e disciplina, mas depende também de uma estrutura física que a suporte. No caso de quem pode trabalhar em casa, este terceiro componente é especialmente importante, porque geralmente são pessoas que operam sem uma equipe presente, o que torna a eficiência do ambiente ainda mais crucial.

Claro que há espaço para adaptação dependendo do ambiente e do estilo – por exemplo, algumas pessoas preferem deixar o máximo de ferramentas à mão e à mostra, outras preferem deixar o ambiente mais clean.

E às vezes a escolha pode ser profundamente influenciada pelos gostos pessoais, pois a mesa de trabalho pode estar adornada por um belo livro raramente aberto, enquanto uma ferramenta de uso diário é feia e desajeitada, e você acaba preferindo "escondê-la" na primeira gaveta e tirá-la de lá todo dia.

Organizando como uma cabine de avião

A dica geral, que se aplica à maioria dos casos em que o home office está em um ambiente único mas deixa espaço para gostos e adaptações pessoais, já é uma velha conhecida: organizar o ambiente e a mesa de trabalho como se fosse a cabine do piloto de um avião.

Cockpit de um Airbus A340 em procedimento de pouso

No cockpit do piloto, apesar do (apenas aparente) excesso de instrumentos, tudo está organizado de acordo com a prioridade e o uso, ou seja:

  1. Cada item está ali por uma razão clara e objetiva
  2. O usuário sabe onde está cada um deles
  3. Itens com funcionalidade semelhante estão agrupados
  4. Os itens mais usados ou mais importantes estão mais próximos do foco
  5. Todos os demais itens podem ser alcançados sem dificuldade

A regra 5 é especialmente importante, porque trata de um erro comum: o Efetividade está no ar há cerca de 6 anos, e muitas vezes já repeti aqui o exemplo que observo na prática sobre o material de escritório: mesmo que você os use pouco, se o arquivo ou a lixeira estiverem a uma distância que exija levantar da escrivaninha para depositar algo, você acabará fazendo pilhas de papeis nas gavetas e sobre a mesa.

Ao organizar o escritório como uma cabine de avião, você começa identificando os itens mais importantes e mais usados, e posicionando-os no ponto focal de sua atenção. Ali será o centro de tudo, e os demais itens vão sendo posicionados ao redor, considerando uma escala de proximidade de acordo com a importância e frequência de uso.

Só o que é raramente usado pode ficar "escondido" em um armário difícil de alcançar ou exigindo levantar, e mesmo estes itens precisam ter um lugar certo, pois em um ambiente eficiente é inadmissível ter de sair procurando onde está um instrumento de trabalho no momento em que ele se fizer necessário.

Móveis de escritório para home office

Certos móveis para escritório são melhor adaptados a maximizar o aproveitamento, tais como mesas com tampo em “L”, gaveteiros embutidos, prateleiras suspensas sobre a mesa, e as cadeiras com rodinhas, que ampliam a sua noção intuitiva sobre o tamanho da área que está "ao alcance".

No meu caso pessoal, que é o de alguém cujo trabalho se concentra em escrever, o home office está instalado ao redor do computador de mesa. Próximos a ele estão a multifuncional e os materiais de escrita (papel e caneta são instrumentos importantes na minha rotina), bem como a bússola sem utilidade objetiva mas que me lembra constantemente de que devo seguir um caminho. Ao redor (mas ao alcance das mãos) estão a lixeira e o triturador, de um lado, e o gaveteiro/arquivo de pastas suspensas, do outro lado.

Com o tempo, acabei agregando um segundo gaveteiro baixo e pouco profundo, mas do comprimento da mesa, que fica recuado e exatamente sob o seu tampo, onde posso manter à mão os objetos que uso com menos frequência, como os que estão aguardando que eu escreva sobre eles aqui no Efetividade, ou as reservas de material de expediente.

Minha cadeira tem rodinhas e o chão permite deslizar facilmente, mas com os anos de experiência e consequente redução dos itens supérfluos, as necessidades de sair da área imediata da mesa foram se reduzindo, como costuma acontecer, e o restante do espaço do ambiente acabou virando muito mais uma biblioteca do que uma extensão do escritório.

Como organizar seu escritório em casa

Os 4 passos a seguir só precisam ser feitos uma vez, e permitem que você siga uma sequência básica para organizar o home office seguindo o princípio da cabine do piloto.

  1. Preparar a área: pense criativamente em como posicionar sua mesa de trabalho e outros elementos da mobília de modo a ficar no centro da sua área de trabalho, e aproveite para avaliar criticamente o que está sobre as superfícies e nas prateleiras e gavetas "nobres": o que não for importante ou usado com frequência deve ser retirado desde já e movido em direção à periferia do seu círculo.
  2. Reservar espaços para manter vazios: Durante as operações de trabalho, você precisa ter espaço para colocar os objetos que estiverem em uso. Reserve-os antes de começar a distribuir os objetos, para não ter de redistribuir depois ou, pior, ter de abrir espaço todos os dias!
     

    A bússola na minha mesa está lá como um lembrete para seguir sempre em uma direção

  3. Classificar todos os objetos: aqui ocorrem as decisões de posicionamento, e algumas delas são difíceis. Nem todas são objetivas: não tenho uma justificativa prática para a bússola que mantenho sobre minha mesa, por exemplo. Mas é importante que as justificativas objetivas predominem sobre as subjetivas ao menos na maioria dos casos. Lembre-se de que a frequência de uso é um critério importante, assim como a relevância do objeto: um item trivial como o spray de limpar óculos pode merecer lugar de destaque, por exemplo.
  4. Pensar também nas distrações: Se você tem um home office sem objetos de distração, parabéns, afinal sabemos que Escritório em Casa não é Central de Entretenimento! Mas se as distrações estiverem presentes, apesar do risco de desviar o foco e atrair outros habitantes da casa para amplificar este seu efeito, ao menos posicione-as estrategicamente. Por exemplo, se vai ter uma TV no ambiente, não a posicione de tal forma que para olhar para ela você precise perder completamente o contato visual com a superfície de sua mesa.

Com as 4 dicas acima você conseguirá organizar o escritório (tradicional ou home office) para mais eficiência, e sem grande esforço. Basta usar a racionalidade, lembrar sempre da metáfora da cabine do piloto e não exagerar, afinal o seu escritório deve ser eficiente mas também deve refletir a sua personalidade e jeito de ser!

Capucha: a surpreendente capa de chuva que não ocupa espaço na bolsa

A capucha é um desses produtos cuja utilidade é óbvia, mas que se não estivermos atentos podemos passar a vida inteira sem saber que existem.

Trata-se de uma capa de chuva descartável, que vem dobrada em uma embalagem plástica minúscula (10 x 13 x 1cm, equivalente a 2 celulares lado a lado) e flexível, e que você pode levar no bolso do casaco ou dentro de qualquer mochila ou bolsa, discretamente, até a hora em que for precisar dela.

Quando viajo a serviço a lugares em que chove de repente, como Brasília ou Joinville, nem sempre dá de ter um guarda-chuva comigo, mas uma capucha vai no bolso e já me tirou de diversas situações em que um banho de chuva não era uma opção, e um táxi não estava ao alcance.

Também levo uma no carro, porque as estatísticas demonstram que a chance de chuva se multiplica na hora de ter de parar na beira da estrada para trocar um pneu ou aguardar um guincho.

Não é uma capa perfeita: ela é de "tamanho único", e fica meio apertada em mim. E o material é bem fino, não seria a escolha para desempenhar atividade física ou para usar durante o dia inteiro.

Mas pode ser a alternativa para o caso de a atividade física precisar ser interrompida devido a um aguaceiro, por exemplo, ou para se precaver durante um evento ao ar livre. Em uma viagem recente, uma pessoa da minha família usou até para se proteger da umidade (mas não do frio, claro) de uma nevada inesperada.

Vale destacar: produtos descartáveis de plástico não são ecológicos. Sempre que um guarda-chuva ou uma capa reaproveitável forem opções possíveis, prefira-os. E nos casos em que a capucha for a opção, lembre-se de descartá-la responsavelmente.

Trata-se de um produto discreto e por isso pode ser difícil de encontrar até mesmo nas lojas que as tenham em estoque, mas eu já às vi à venda nas lojas Multicoisas, por exemplo, e vi no site do fabricante que eles enviam para todo o Brasil. Também vi numa loja que fica a 50m do meu escritório, mas precisei procurar bem, e o próprio vendedor não sabia do que eu estava falando ツ

Eu uso e recomendo!

Reunião: como planejar e organizar

Não basta uma mesa e uma sala para reuniões: planejar e organizar uma reunião é a tarefa que, quando bem feita, garante melhores chances de que a mensagem para a reunião seja transmitida e o resultado pretendido seja alcançado, com a participação de todos os interessados e o entendimento de todos os envolvidos.

Mas as reuniões, atas e pautas são instrumentos eficazes de comunicação quando bem empregados, e também podem ser ineficientes ralos de produtividade quando abusadas ou mal executadas.

Fazer reuniões é custoso e complexo, e muitas vezes é possível substitui-las por outras formas de comunicação que não envolvam colocar todos os interessados ao redor de uma mesa de reunião. Mas quando elas forem inevitáveis, as 10 dicas abaixo podem facilitar a vida de todos os participantes, e especialmente a do encarregado de coordená-la.

Como organizar uma reunião

1. Agendamento prévio

Emergências acontecem, mas boa parte das que acontecem em cima da hora são porque o responsável não se organizou.

"A tempo" é um conceito aberto. Vai depende do assunto e contexto: às vezes, 30 minutos de antecedência podem ser suficientes, e em outras vezes 48h pode ser pouco.

Mas que fique claro: reuniões marcadas com minutos de antecedência dificilmente vão produzir resultados tão positivos quanto as marcadas com tempo para todosse prepararem e atualizarem informações.
 

2. Ter horário previsto para finalizar

Toda reunião previamente agendada tem local e horário para iniciar, mas frequentemente não é divulgada uma previsão de duração ou horário para encerrar.

Há reuniões (como as assembleias realizadas entre pares, incluindo as de condôminos ou entidades de classe) que não devem mesmo encerrar sem ser por comum acordo, mas uma reunião profissional, de equipe de projeto ou entre membros de uma mesma organização pode e deve ser planejada para se encaixar em um determinado horário.

A mera existência de uma hora marcada para o seu fim pode ser um instrumento adicional para manter a objetividade nas discussões.
 

3. Circular a pauta preliminar

Todos os participantes e interessados devem ser informados, já no primeiro contato verificando sua disponibilidade para participar da reunião, quais os temas previstos, e qual o objetivo de quem está promovendo o evento (É para consultar? Decidir? Comunicar algo? Mudar um plano?), para que possam responder e se preparar adequadamente.

Definir uma pauta inicial, mesmo básica – pode ser um parágrafo informal de e-mail – é essencial.
 

4. Divulgar a pauta definitiva

Quando a reunião já estiver completamente agendada, é importante circular a versão completa da pauta, incluindo os temas originais e possíveis outros temas que tenham surgido depois ou sugeridos por outros participantes – e cuidado com categorias como "outros assuntos", "diversos" e similares.

É também o momento de divulgar definitivamente o local, horário (de início e fim), e a lista dos participantes.
 

5. Elenco de apoio não fica no palco

Quanto maior o número de presentes sem interesse direto em cada assunto que estiver sendo tratado, maior será a complexidade (desnecessária!) da comunicação na reunião, que cresce com o número de pessoas participando.

É mais uma vantagem da pauta bem definida: poder dispensar os participantes que foram chamados apenas para um ponto específico dela, assim que este ponto for tratado.

Mas deixe isso claro desde o princípio, para que todos vejam isso como um ponto positivo, e não como uma rejeição!
 

6. Reunião não é assembleia!

Pessoas que você gostaria que participassem da reunião apenas para que estejam informados, ou para o caso de terem alguma opinião, em geral podem fazê-lo apropriadamente a partir da leitura da pauta e da ata, ou receber uma comunicação posterior.

Como já vimos acima, uma reunião só com as pessoas envolvidas diretamente tem mais chances de ser produtiva – mas cuidado para não sofrer um “choque de realidade” pós-reunião: inclua no grupo não apenas os tomadores de decisão, mas também as pessoas que compreendem os detalhes práticos das situações em análise.
 

7. Ter regra para telefonemas, eletrônicos e interrupções

Quem está em uma reunião geralmente preferiria estar em outro lugar, e tem outras obrigações ocorrendo em paralelo. 

É claro que a cortesia manda não deixar o celular levar vantagem: quem abriu mão de seus compromissos para estar no mesmo ambiente que você deve ser privilegiado com a sua atenção.

Mas a cortesia não basta: é importante haver uma política clara quanto ao tratamento de ligações, torpedos, notebooks, etc. É aceitável lidar com eles no próprio ambiente da reunião? É preferível sair da sala? Ou eles devem ser ignorados por toda a duração do encontro? Exceções são inevitáveis, mas ter uma regra geral, é melhor que o improviso, a incerteza e o tratamento diferenciado.
 

8. Cuidado com discursos e monólogos

A não ser que alguns participantes tenham sido designados como ouvintes, reuniões devem ser organizadas de modo a garantir voz e vez a todos os integrantes, pois as conclusões comprometerão igualmente a todos.

Conflitos e dissenso são naturais mas, ao perceber que um debate está se polarizando ou mesmo que algum participante está tentando impedir que outro conclua suas ideias, intervenha! Certifique-se que todos terão oportunidade de se expressar, se possível sem limitar prazos ou o direito de réplicas.
 

9. Temas relevantes que surgem fora da pauta

Se durante a reunião surgirem temas não conexos aos da pauta mas apropriados ao público presente, o secretário deve tomar nota deles, e a reunião prossegue sobre os pontos originais da pauta.

Ao final da reunião, com base nas anotações, os temas extras podem ser colocados em discussão, ou agendados para ocasião futura (e este agendamento também deverá constar na ata ou registro da reunião).
 

10. Secretaria forte é essencial

Toda reunião precisa de um secretário ou secretária previamente designado. Pode ser um dos participantes, que recebe esta atribuição adicional, ou uma pessoa que não participa das deliberações da reunião em si (embora esteja presente), mas fica encarregada de secretariá-la.

O papel do secretário é simples, mas exige atenção: ele deve ficar encarregado de acompanhar os pontos da pauta, para certificar-se de que serão todos discutidos, tomar notas sobre as decisões relacionadas (interrompendo imediatamente caso note que não entendeu com clareza absoluta qual foi a decisão tomada) e gerar uma ata ou resumo sumarizando-as – logo após a reunião.

Idealmente, antes de encerrar a reunião o secretário deve ser convidado a ler suas anotações sobre as decisões tomadas, para certificar-se de que todos os presentes têm o mesmo entendimento (naturalmente eles terão outra oportunidade para confirmar se concordam também com a ata ou registro, após sua produção).

O ideal é haver um mecanismo previamente definido sobre a forma de divulgar esta ata: Quem precisa assinar? É um documento público ou não? Quanto mais firme for esta política, mais automática será a difusão das informações da reunião. Como um bônus adicional, o secretário pode ficar encarregado de propor fazer a pauta avançar ao perceber que está sendo dedicado muito tempo a algum problema secundário.

Modelo de ata de reunião

O modelo de ata do Efetividade.net está à disposição, mas sabemos que em reuniões de equipe nem sempre é necessário seguir o velho modelo formal de ata: um registro simples (ou o chamado “resumo executivo”), com uma descrição informal em texto livre, é suficiente para preservar a memória da reunião.

Mas, seja qual for o modelo, os itens abaixo não podem faltar na sua ata ou registro de reunião:

  • Tema da reunião
  • Motivo da sua realização
  • Data, horário, duração e local em que se realizou
  • Quem a coordenou (se for o caso), quem secretariou e quem esteve presente
  • Tópicos discutidos e decisões tomadas
  • Para cada decisão registrada, idealmente deve constar qual será a próxima ação e quem entre os presentes é o responsável por ela

 

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O que é Ética no Trabalho: guia rápido com 10 mandamentos essenciais

Ética é um conjunto de regras relacionadas aos valores e conceitos morais de um indivíduo ou grupo social. A ética está diretamente conectada aos princípios que disciplinam, orientam ou mesmo distorcem o comportamento humano.

Ética no trabalho é algo profundamente necessário para um ambiente saudável. Mesmo quando não há um Código de Ética formalmente definido para a sua empresa ou profissão, em geral há um conjunto de aspectos que são considerados "bom senso" (mas deixam espaço para interpretações variadas) em uma tentativa de delimitar o que é o "comportamento ético", incluindo os que representam integridade e comprometimento e separando os que ferem os princípios e assim são inaceitáveis (e assim considerados anti-éticos no âmbito pessoal ou do grupo).

Um código de ética definido formalmente é positivo porque remove dúvidas que possam surgir por divergências de opinião de cunho moral ou valorativo, já que as definições do "bom senso" nem sempre são compartilhadas. Um exemplo é o Código de Ética Profissional do Administrador, definido pelo Conselho Federal de Administração e ao qual me obrigo quando exerço minha profissão.

Mas nem toda profissão ou empresa conta com este luxo, portanto segue uma pequena lista de 10 itens que podem ajudar a pautar a confecção do seu código de ética pessoal ou mesmo as discussões a respeito no seu grupo de trabalho.

Eles usam conceitos abertos (como "honestidade") e são baseados na observação de comportamentos identificados como éticos, mas naturalmente exprimem um determinado conjunto de valores, portanto interprete-o e adapte-o à sua realidade!

E lembre-se sempre: embora o comportamento ético não vá constar no seu curriculo, ele será reconhecido e associado à sua personalidade e identidade profissional, e o oposto também é verdadeiro. Seja reconhecido como um profissional ético, e você sempre levará consigo esta poderosa referência!

Código de Ética no trabalho: 10 mandamentos essenciais

1. Seja honesto, honrado e digno em qualquer situação

2. Nunca faça algo que você não possa assumir perante sua equipe, seus superiores, seus subordinados ou o público

3. Seja humilde, tolerante, flexível e disposto a ouvir críticas e sugestões.

4. Críticas e repreensões devem ser feitos primeiro à pessoa a quem se referem, cara a cara. Se houver o dever de levá-los a mais alguém, que não seja pelas costas.

5. A privacidade do colega, do cliente e de todos os demais é inviolável. Independentemente de questões de propriedade corporativa, mexer na mesa, gaveta, informações ou documentos alheios exige autorização (de norma ou da pessoa envolvida) em qualquer circunstância.

6. Em ações e discussões internas, assuma sempre seus valores e princípios e as consequências dos atos a que eles conduzirem, mesmo que isso signifique ficar contra a maioria – mas jamais procure obstruir o direito de expressão e voto no posicionamento alheio.

7. Fique longe de fofocas e comentários maldosos, mesmo que pareçam fazer parte da cultura do grupo. Muitas vezes, o simples fato de dar ouvido a elas pode ser suficiente para identificá-lo com o rótulo de fofoqueiro.

8. A relação hierárquica e de equipe não deve considerar amizades nem antipatias. O subordinado amigo deve ao seu chefe o mesmo tratamento que os demais, e o chefe amigo precisa cuidar para jamais privilegiar o subordinado que lhe é próximo. Da mesma forma, antipatias pessoais não têm espaço no ambiente profissional. Reserve-as para seu íntimo e procure oportunidades para superá-la. No trabalho, trate o colega com o respeito comum, mantenha distância se possível, e não comente com outros a antipatia que sente.

9. Sempre dê crédito a quem merece, sem jamais aceitar elogios ou recompensas pelo mérito alheio

10. Ao errar, reconheça, sem exageros. A atitude esperada é "não foi um erro intencional, vou providenciar para que não ocorra de novo e vou remediar o acontecido".

O fato essencial é que ser ético significa, muitas vezes, renunciar a oportunidades de obter dinheiro, status e benefícios. Se os seus princípios e valores estiverem ajustados, a decisão ética será sempre a correta, mas a existência de um Código de Ética aceito por todos do grupo pode reduzir os conflitos e facilitar a resolução dos casos em que houver dúvida.

Porta-garrafas de R$ 2 que encaixa no gargalo e prende na mochila: truque do dia

Da série de produtos simples e úteis mas que você poderia passar a vida inteira sem saber que existem, hoje veremos este genial porta-garrafas PET que prende na mochila, na cintura, na bolsa, no carro ou onde você quiser, cujo encaixe de metal agarra uma garrafa plástica firmemente pelo gargalo e é fácil de soltar na hora de trocar de garrafa ou levar à boca para beber.

De modo geral as garrafas plásticas de água, suco e refrigerante têm o gargalo padronizado por questões industriais, e assim você pode usar este acessório para levar desde uma garrafinha de suco de 200ml até uma garrafa de mais de 1l de água ou refrigerante, dependendo das suas circunstâncias.

Eu uso há pelo menos um ano quando a bolsa ou mochila é pequena e não tem seu próprio porta-garrafas, e nunca tive problemas com ela se soltando ou não sendo compatível com alguma garrafa. Também já usei para embarcar em aviões (vôos nacionais) com garrafas de 500ml de água plenamente visíveis, sem nenhum problema – acredito que em vôos internacionais isso pode ser vedado.

A praticidade dela fica ainda mais evidente pelo número de pessoas que me conhece e, ao ver o acessório em uso preso ao lado de fora da minha bolsa de trabalho, me enche de perguntas sobre como conseguir um.

Como é muito barato, de vez em quando eu compro meia dúzia no DealExtreme para dar de presente aos amigos (posso até verificar se tenho alguma disponível pra sortear para vocês...), e o fato de eu ver que eles de fato as usam diariamente em suas mochilas e bolsas (pelo lado de dentro ou de fora) é um testemunho a mais da sua utilidade prática.

Vários familiares também as adotaram como acessórios de viagem, pois o número de caminhadas (e longos deslocamentos) nestes períodos aumenta bastante, e nem sempre há água disponível no momento em que precisamos dela.

Em resumo, é um truque simples, saudável e muito útil que minha família adotou entusiasticamente, e que recomendo a vocês. No DealExtreme sai por ~R$ 4,20 o par, mas recentemente eu vi o mesmo produto à venda em uma loja de utilidades e materiais de construção aqui em Florianópolis por cerca de R$ 7, o que indica que talvez você consiga encontrar no seu mercado local.

E se você não encontrar, mas for dotado de habilidade manual suficiente, este nó especializado pode ser uma alternativa mais ao seu alcance!

Entrevista de emprego: cuidado com a pegadinha do silêncio!

Entrevistas de emprego são o próximo desafio a ser enfrentado por quem teve um currículo selecionado, e são a primeira grande chance de expor o seu potencial, procurando deixar em primeiro plano os seus pontos positivos.

Mas as entrevistas, processos seletivos e dinâmicas, quando mal conduzidas ou massificadas às vezes parecem seguir um verdadeiro roteiro, quase como as danças juninas. O entrevistador diz “olha a cobra!”, o entrevistado experiente diz “é mentira!”. E a quadrilha prossegue: “Olha a chuva!”, “Já passou!”, e assim por diante, enquanto fazem evoluções que o avaliador viu inicialmente em uma fita de videocassete que já era velha, e que o candidato já sabe que não levam a lugar algum, mas precisa tolerar.

O entrevistador que se cala após sua resposta

Um truque mais velho do que a prática das entrevistas de emprego, nascido nos interrogatórios e provas orais e usado com sucesso há séculos para colocar candidatos sob pressão sem muito esforço e tentar levá-los a se contradizer sozinhos é a chamada armadilha do silêncio.

O funcionamento é simples: logo após alguma pergunta "complicada", como a famosa "por que devemos lhe contratar?" ou a não menos comum "qual o seu maior defeito?", o entrevistador não dá qualquer feedback, simplesmente fica mudo, sem alterar a expressão.

Ele não faz uma nova pergunta, não faz aquela cara de "o que mais?", não faz que sim nem que não com a cabeça – apenas permanece encarando você, com a mesma expressão que estava enquanto você respondia. Acredite, em aulas de técnicas de negociação e mediação, essa expressão vazia é ensinada e praticada (e tem vários usos bem reais).

Não morda uma isca que nem mesmo está lá

Em uma entrevista de avaliação, essa ausência de mensagem, confirmação ou validação é uma "pegadinha", um truque comum que também pode ser bem usado mas muitas vezes é apenas algo que o entrevistador aprendeu a usar porque, de fato, costuma funcionar para ver a solidez da postura do candidato, quando o avaliador sabe interpretar o que acontece logo a seguir.

Isso porque ao perceber a situação inesperada, apesar de não haver nenhuma pressão objetiva presente, muitos entrevistados entram sozinhos em um modo de stress, e aí expõem algo que de fato tentariam esconder: a sensação de que o entrevistador os "pegou na mentira", considerou a resposta insuficiente, esperava algo mais e ainda está dando uma chance, etc.

Também é comum que a "vítima" da pegadinha demonstre neste momento como se comporta quando se percebe sendo avaliada, e tenta se defender (se exaltando, se encolhendo, tentando esconder a "culpa", etc.) de uma acusação que – objetivamente falando – não foi feita: a de que a resposta dada era errada, mentirosa, insuficiente, ridícula, infantil, despreparada ou qualquer outro adjetivo negativo.

O grande erro a evitar neste caso, portanto, é deixar de perceber que isso é um teste, e aí começar a tentar “consertar” ou "emendar" a resposta, o que muitas vezes traz resultados desastrosos para si mesmo, porque o entrevistador aproveitará para fazer ainda mais pressão procurando conflitos entre as duas respostas. Lembre-se que a intenção muitas vezes é mesmo criar uma situação de potencial intimidação e stress, embora sem violência e até mesmo "negável", para ver como o candidato se sai.

Como lidar com o entrevistador

Se tentarem isso com você, saiba entrar no jogo. Aguarde também alguns segundos calmamente, e em seguida não afirme nada, apenas pergunte: “há algo mais que eu possa esclarecer sobre este ponto?”

Se o entrevistador responder com outra pergunta ("Por que, você tem algo mais a a acrescentar? Quer corrigir algo?"), simplesmente diga que não e que permanece à disposição.

Se o entrevistador continuar em silêncio , simplesmente aguarde silenciosamente também, em atitude respeitosa e séria, prestando atenção a ele, como se estivesse dando a ele tempo para pensar, até que ele perceba que você não se intimidou e nem vai “se entregar”. A não ser que seja uma dinâmica com objetivos específicos, é um fato bem claro que em uma entrevista a bola está com ele, e é ele que precisa fazer a próxima pergunta ou indicar o que espera que você faça a seguir.

Aí aguarde o próximo teste torcendo para que o entrevistador esteja mesmo apto a interpretar o seu comportamento a partir das situações que provoca, e não apenas repetindo truques de almanaque!

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