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Como pedir desculpas com efetividade

Não existe fórmula mágica para reparar o impacto de qualquer dano ou mágoa que você possa causar mas, quando existe um caminho para uma solução, geralmente ele passa por um bom pedido de desculpas, no qual você reconhecerá qual o seu ato que causou o problema, que se arrepende por ele e que gostaria de repará-lo.

Só que, embora os pedidos de desculpas possam ser o caminho mais direto entre a ofensa e o perdão, eles também podem ser bem complicados de executar. Não procure por mensagens de desculpas ou fórmulas prontas: os componentes essenciais são o reconhecimento do erro e a disposição genuína de apresentar este reconhecimento à pessoa prejudicada.

Todo mundo comete erros. E nem todos eles podem ser consertados, mesmo quando são entendidos e reconhecidos. Pedir desculpas, entretanto, quase sempre está ao alcance, mas bastante gente erra na hora de colocar esta idéia, aparentemente tão simples, em prática.

Comunicar claramente o que se pensa e sente é um talento que precisa ser desenvolvido, mas algumas necessidades de comunicação do dia-a-dia das nossas vidas (profissionais, acadêmicas, familiares, afetivas, etc.) são tão comuns, que é possível se preparar para elas de maneira bastante específica.

A situação dos pedidos de desculpas é mais uma que pode ser tratada desta forma. E aqui é necessário fazer uma distinção importante: pedir desculpas não é a mesma coisa que dar as famosas "desculpas" para se justificar. Estas últimas servem para que você não ser levado a sério, enquanto as primeiras podem fazer muito a favor de sua reputação e imagem.

 

Não há técnica nenhuma que faça você arrepender-se genuinamente, nem que garanta que irá receber o perdão, ou mesmo que chegará a ser ouvido pela pessoa de quem deseja este benefício, mas se você conseguir reunir estas condições, a técnica poderá ser bem empregada e levar a melhores resultados.

Entendendo como é o jeito errado, para evitá-lo

Antes de explicar os passos que conduzem a um bom pedido de desculpas, vou usar o recurso didático de apresentar alguns dos elementos centrais mais comuns de um pedido de desculpas que não funciona.

 

Um pedido de desculpas que não funciona reune vários dos seguintes ingredientes:

  1. é apresentado mesmo quando a pessoa não está pronta para ouvir
  2. é feito em público ou por intermediários, e não diretamente à pessoa atingida ou ofendida
  3. só surge depois que o erro cometido se torna público e "pega mal"
  4. é apresentado na condicional ("desculpe se por acaso exagerei")
  5. generaliza para não mencionar o que se fez de errado ("desculpe ter causado incômodo")
  6. diz que o erro foi de interpretação de quem se ofendeu ("desculpe se alguém entendeu erroneamente que a minha piadinha do trem era preconceituosa")
  7. não gera o entendimento de que há arrependimento e haverá um esforço para corrigir, compensar ou evitar repetições do mesmo erro
  8. é seguido de novas ofensas caso as desculpas não sejam integral e imediatamente aceitas

É fácil exemplificar alguns destes itens. Muitas vezes acontece de o ofensor mencionar seu arrependimento somente a uma terceira pessoa, esperando que ela vá contar ao ofendido ou, pior ainda, querendo evitar que esta terceira pessoa fique com má impressão sobre o ofensor, que não está nem aí pra opinião do ofendido.

É como quando uma pessoa pública que ofende uma comunidade inteira e, ao ver que pegou mal, não se dirige a ela para se desculpar, mas sim procura os jornais e revistas que o público dela (e não a tal comunidade) lê, para "pedir desculpas" publicamente, também.

Os itens 4 e 5 também são tristemente comuns - são o tipo de pedido de desculpas que na verdade ampliam e aprofundam a ofensa original. É como se a pessoa estivesse, ao invés de pedir desculpas, chamando o interlocutor de burro por não entender o que se quis dizer, ou dizendo que na verdade não houve ofensa, mas SE a pessoa quiser achar que houve, recebe as desculpas por esta ofensa imaginária.

O item 6 é o mais inefetivo de todos, porque caracteriza as famosas "desculpas vazias". A pessoa está fazendo um gesto por educação ou por sentir-se obrigado, mas nada vai mudar.

Como pedir desculpas do jeito certo

Um bom pedido de desculpas tem muitos ingredientes, mas os mais essenciais entre eles são o genuíno reconhecimento de que se fez algo indevido, e o sincero desejo de apresentar este reconhecimento à pessoa ofendida ou prejudicada pelo erro.

 

Quando estes 2 ingredientes estão presentes, até mesmo um pedido de desculpas mal executado tem chances de ser aceito.

E o oposto também é muito verdadeiro: se houver suspeita da ausência deles, a chance de o pedido de desculpas ser aceito com sinceridade passa a ser bastante reduzida.

Portanto, depois de verificar que você reune os 2 ingredientes acima, prossiga com a minha versão adaptada do procedimento proposto pelo Wikihow:

1 - análise pessoal: em sua própria reflexão, identifique claramente qual foi a ação errada, quem foi a vítima e de que forma ela foi prejudicada. Para depois poder pedir desculpas corretamente, você tem que aceitar em sua mente que houve um erro de sua responsabilidade, e que este erro ofendeu ou causou prejuízo a outra pessoa ou pessoas.

Porcure identificar claramente estes elementos, para poder se referir a eles de forma objetiva na hora de pedir desculpas.

 

2 - aceite a responsabilidade por este erro e ofensa. Já ouvi o ditado "nunca peça desculpas por algo fora do seu controle", e concordo com ele - se você vai pedir desculpas genuínas, deve ter reconhecido que o ato pelo qual está se desculpando era de sua responsabilidade.

Em especial, não acrescente junto ao seu pedido as "explicações" que não comovem ninguém e tentam minorar a sua responsabilidade sobre o erro. Em especial, não diga:

  • "são as normas da casa",
  • "foi problema com o entregador/garçom/atendente/funcionário",
  • "foi orientação superior, eu era contra",
  • "eu estava bêbado", etc.

Pois podem até ser explicações verdadeiras, mas não cabem no seu pedido de desculpas - ou você aceita toda a responsabilidade por ter causado ou não ter agido para evitar a situação, ou apresentará desculpas parciais que só irritam e até agravam a ofensa.

3 - escolha momento e local adequados. Você precisará de tempo, pois um bom pedido de desculpas é muito mais um diálogo do que um discurso. Pense na oportunidade ideal, e tome providências para conseguir que ela aconteça, evitando embaraços e constrangimentos desnecessários.

Oportunidades comuns são após uma reunião, em um convite para almoço, em uma conversa de corredor, etc. Às vezes temos a felicidade de pedir desculpas imediatamente após cometer o erro (e aí tudo fica mais simples), mas nem sempre é o caso, e nem sempre é melhor, dadas as emoções envolvidas. Mas esperar demais também não é bom.

 

4 - apresente o seu pedido de desculpas, que idealmente não deve ser um longo discurso, e precisará ser dito de forma espontânea, mas deve incluir componentes como estes (possivelmente nesta mesma ordem):

a) O reconhecimento de qual foi o erro, e qual o prejuízo causado ("Desculpe por eu ter amassado a lataria do carro e guardado na garagem sem te contar", "Desculpe por eu ter contado ao Fulano qual era o preço máximo que você pretendia oferecer, e assim ter arruinado a compra da casa", ...) 

Este é o ponto em que você precisa ter cuidado com os erros comuns que mencionamos no início do texto: caso a sua frase tenha um "se" ou um "mas", ou você estiver se desculpando por como a pessoa se sentiu, e não pelo que você fez, cuidado!

Cuidado também com sutilezas e insinuações - elas têm seu lugar na comunicação, mas este lugar raramente inclui os bons pedidos de desculpas.

b) A proposta de fazer algo concreto para compensar o dano causado, ou para evitar que a situação se repita. Aqui também não deve haver nada no condicional - não diga "se você me perdoar e continuar emprestando o carro nos sábados, eu prometo nunca mais dirigir acima do limite de velocidade". A proposta deve ser em termos absolutos.

c) A reafirmação do valor que a pessoa ofendida tem para você (caso tenha)

d) O pedido de que ela o desculpe, perdoe, dê nova oportunidade para compensar ou para reiniciar o processo sem voltar a cometer o mesmo ato.

Assim como na web, em um bom pedido de desculpas o conteúdo é o rei. Fazê-lo acompanhado de poemas, olhar triste, um cartão, presente, um jantar, flores, vantagens e firulas, mas sem um reconhecimento sincero, pouco adianta para o objetivo intrínseco.

5 - Seja paciente. Você pode ser desculpado na hora, mas também existe a possibilidade de a pessoa ainda não esteja pronta para lhe desculpar, perdoar e esquecer.

Se acontecer este segundo caso, esteja preparado para simplesmente encerrar o seu pedido, reforçar que espera que no futuro isso possa ser revisto, e se retirar. Se acontecer o primeiro caso, aja normalmente, sem forçar a pessoa a situações para "testar" se ela realmente o perdoou.

6 - Mantenha sua palavra. Se você se disse arrependido, fez uma proposta de mudança, ela foi aceita, e você não a cumprir, chegará o momento em que o resultado será bem diferente...

Contrastando com o método John Wayne

Em um western de 1949, o personagem interpretado por John Wayne disse uma frase emblemática, que traduzo livremente: "nunca se explique e nunca peça desculpas - são sinais de fraqueza".

 

Há pessoas (e corporações) que levam suas vidas com base nesta filosofia. Na vida profissional, já tive oportunidade de encontrar dois superiores que conheciam a frase e a citavam como política de relações públicas e marketing pessoal.

Com um suprimento inesgotável de impulso próprio e capacidade de ignorar os feedbacks e solicitações recebidos, até acredito que seria possível levar uma vida aparentemente feliz e saudável adotando este lema. Mas estes suprimentos inesgotáveis não são tão fáceis de encontrar.

Eu não compartilho da idéia, nem a recomendo. Mas resolvi mencioná-la aqui porque ela pode servir de contrapeso importante ao que foi dito acima, na hora de lembrar que também não é ideal passar a vida se explicando e se desculpando.

No artigo "Evite acidentes, faça de propósito!", já tratamos do tema: o ideal é ter consciência das atitudes que se deseja tomar, e estar preparado para as suas consequências.

Reproduzo um parágrafo de lá:

Fica, portanto a dica: se sua vida está em algum compasso de espera e você não está gostando, talvez você esteja precisando fazer algumas escolhas, tomar algumas decisões e correr para viabilizá-las – antes que o destino decida, possivelmente contra você. Faça de propósito, não espere pelo acidente!

Mas quando fizer, não se desculpe: foi sua escolha, e você não deveria estar arrependido dela ;-)

Utilidade extra para seus cartões indesejados

A competitividade do mercado faz com que cada vez mais empresas queiram disputar uma fatia dos nossos recursos (e das informações sobre eles).

Uma forma popular de fazê-lo envolve oferecer cartões que as habilitam a virar intermediárias dos nossos pagamentos, do nosso crédito ou titulares da nossa “fidelização”, conceito mais amplo e que permite que até a farmácia e a papelaria da esquina desejem que andemos com um cartão delas sempre no bolso.

Cartões indesejados chegando na nossa caixa do correio ou sendo oferecidos no balcão de cada loja são cada vez mais comuns. E mesmo os cartões que não são indesejados se acumulam, precisando ser adequadamente tratados quando expiram ou deixam de ser úteis.

Andar com uma quantidade muito grande de cartões é imprático e nem sempre é a alternativa mais segura. Frequentemente eles podem ser substituídos por outra forma de identificação e, na prática, nem sempre é do interesse do consumidor – apesar do benefício oferecido pelo lojista – identificar-se tão docilmente a cada compra.

É por esses e outros motivos que muitas vezes a alternativa de inutilizar e se desfazer de um cartão é especialmente atrativa.

 

Entra em cena a prensa de palhetas

Desfazer-se de um cartão indesejado é um ato que frequentemente vem acompanhado de uma emoção. Quando é o caso,  a tesoura acaba sendo uma arma ao mesmo tempo em que é uma ferramenta ;-)

Talvez seja este potencial que tenha me atraído a atenção para o Pickmaster Plectrum Punch: um dispositivo que opera sob o mesmo princípio do clássico perfurador de papel, mas ao ser aplicado sobre um cartão de crédito ou de fidelidade, produz palhetas para seu violão ou guitarra.

Claro que, do ponto de vista da (mínima) utilidade prática, você pode escolher outros materiais, e assim produzir palhetas mais finas ou mais duras. Mas a sensação de produzir música a partir do ato de rejeição ao cartão que alguém queria usar para lhe fisgar também é bem interessante ;-)

Claro que dá pra fazer as palhetas de cartão de crédito usando só uma tesoura, mas a simples existência do dispositivo especializado pode ser um motivo a mais para lembrá-lo deste uso secundário (ou primário, no caso dos cartões que você não deseja) para todo esse plástico que se acumula nas caixas de correio!

E a possível vantagem de usar as letras em alto relevo (quando houver) pra dar mais firmeza na pegada da palheta também não pode ser desconsiderada ;-)

 

Outros usos para seu cartão indesejado

Dá para extrair várias outras utilidades de um cartão que você não pretende aceitar. Aqui estão algumas delas:

Um suporte de mesa para o seu celular

 

Um carretel para fones de ouvido

 

Um organizador de cabos

Mas, seja lá o que você for fazer, certifique-se de não deixar íntegros o chip, a tarja magnética e a sua identificação, para que a utilidade secundária não se transforme em um risco primário!

Planejamento e Motivação: preparando-se para evitar 5 arrependimentos comuns

Em um post de 2007 que continua muito visitado até hoje, vimos que é possível aplicar os princípios do Planejamento Estratégico à vida pessoal, conduzindo de forma mais segura à plena realização do que se deseja alcançar, por identificar de forma objetiva a sua missão pessoal e o que seria a visão de sucesso.

Um dos requisitos para um bom planejamento estratégico é a análise do ambiente, incluindo a questão das ameaças. Infelizmente, entretanto, a pressão do aqui e agora  dificulta uma visão objetiva sobre o que realmente importa a longo prazo – nos preocupamos em identificar ameaças operacionais (desemprego, acidentes, doenças) e as realmente estratégicas, que impedem a realização plena a longo prazo, ficam ocultas.

Perguntando a quem já contabilizou

Bronnie Ware trabalhou por vários anos com Cuidados Paliativos, definidos pela Organização Mundial de Saúde em 2002 como uma abordagem ou tratamento que melhora a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameacem a continuidade da vida.

Nas palavras dela, bem mais cruas, talvez fique mais fácil de entender: “Meus pacientes eram aqueles que haviam voltado para casa para morrer”.

Não tenho dúvida de que o desgaste emocional de lidar profissionalmente com pessoas em estágio terminal de suas doenças, que sabem que o fim da vida é iminente, deve ser avassalador.

Mas além do exercício da compaixão, Bronnie também colheu outra oportunidade em sua profissão: a de ouvir o que essas pessoas tinham a dizer após aceitarem sua condição, fazerem as pazes com a realidade, identificarem o que realmente importa na hora do balanço final, e compartilharem como vêem a vida após estarem despidos de quase tudo o que atrai e desvia a nossa atenção no dia-a-dia.

O saldo fica mais visível no balanço final

Sempre podemos aprender com a experiência alheia, e Bronnie sem dúvida aprendeu. Uma das questões que lhe chamaram a atenção foi a dos arrependimentos, pois o “maior arrependimento” da vida de seus pacientes frequentemente era mencionado ao longo dos seus cuidados.

Na análise dela, há um conjunto de 5 arrependimentos que se repetiram com grande frequência.

Conhecê-los pode oferecer uma perspectiva adicional sobre a direção na qual sua vida está sendo conduzida, portanto reproduzo e comento abaixo a lista, ao mesmo tempo em que recomendo visitar também o post original da Bronnie para conhecer os comentários que ela também acrescentou.

Os 5 arrependimentos mais comuns

Queria ter tido a coragem de ser fiel a mim mesmo, e não às expectativas dos outros. Este é o arrependimento mais frequente: sonhos e aspirações ficaram “para depois”, enquanto a pessoa se curvava ao que percebia como sendo o que os outros esperavam dela.

Só que, quando o tempo se esgota, percebe-se que o “para depois” na verdade significava “para trás”, pois nunca mais chegará. Gerenciar as expectativas dos outros é importante, mas também é importante saber quais são as suas próprias, e não deixar um conjunto sobrepor completamente o outro.

 

Queria não ter trabalhado tanto. A ética do trabalho conduz a muitas oportunidades de felicidade, mas em alguns casos é abordada de forma disfuncional.

O fruto do trabalho é essencial para a maior parte das realidades, mas quando o trabalho em si se transforma em meta ou em fuga, as interações e atividades que ele parece estar substituindo podem ser fonte de grande arrependimento mais tarde, ao perceber que não substituiu nada, e o que foi perdido não pode ser recuperado.
 

Queria ter tido coragem de expressar meus sentimentos. Suprimir seus próprios sentimentos para “manter a paz” com o vizinho ou a família limita o potencial de felicidade e tem efeitos negativos para quem pratica e também para as pessoas que, na intenção de quem praticou, estariam sendo “poupadas” de ouvir o que ele tinha a dizer.

Dizer o que se sente conduz a 2 oportunidades de vitória: resolver o problema que o incomoda, ou remover os contatos que não o satisfazem. Guardar silenciosamente o que se sente mantém o problema e o mau contato.

 

Gostaria de ter mantido contato com meus amigos. As pressões e urgências do dia-a-dia muitas vezes não deixam espaço para o que é importante, incluindo as amizades.

É relativamente fácil fazer um novo amigo, mas geralmente é impossível fazer um velho amigo a curto prazo – e são os velhos amigos que realmente contam, no saldo geral.

 

Gostaria de ter me permitido ser mais feliz. Pode parecer piegas, mas geralmente se observa que não ser feliz pode ser uma escolha.

Manter-se conscientemente em padrões e hábitos infelizes vistos como confortáveis e seguros é comum, e impede a acumulação de um saldo de vida muito importante: o de sorrisos genuínos.

Agir agora para não se arrepender depois

As experiências relatadas por Bronnie Ware são com pessoas que já tinham chegado ao ponto em que era tarde demais para consertar os efeitos de suas escolhas.

Dificilmente poderemos contar com a certeza de chegar ao final da vida sem arrependimentos, mas para os 5 exemplos acima, que são bastante comuns, certamente podemos tomar uma atitude preventiva.

E se você olhar bem, perceberá que há até mesmo interconexões entre alguns deles.

Então que tal colocar agora na sua agenda dos próximos meses vários lembretes para entrar em contato com amigos que não vê há tempos, ou mesmo promover um encontro entre vários deles? Colocar na agenda permitirá que os compromissos de trabalho não sobreponham esses reencontros!

Pense também em algo que gostaria de ter dito a alguém próximo e não disse, e dê um jeito de corrigir a situação, ainda que isso vá ferir as expectativa deles.

A felicidade é difusa, mas a realização pessoal depende da sensação de ter cumprido sua própria missão, e isso está ao alcance de quem planeja. Comece planejando pequenas ações, você verá que é assim que os hábitos se formam!

Home office (e Efetividade.net) na EXAME

Quando eu ainda era graduando em Administração, em meados da década de 1990, os jornais e as revistas impressas ainda eram a maneira básica de acompanhar o que estava acontecendo no cenário da profissão.

Na época, a leitura periódica da EXAME (primeiro na biblioteca da faculdade, depois como assinante) servia não apenas como fonte de informação, mas também como indicador de progresso no curso: era interessante perceber quando eu começava a entender de fato as matérias sobre macroeconomia, ou sobre governança, por exemplo.

Eu lia tudo isso, mas o que eu gostava mesmo (e continuo gostando) eram das matérias sobre empreendedorismo, pequenas empresas, e produtividade pessoal.

Assim, não é pequeno meu orgulho ao perceber que agora – em outra época, em que há anos não assino a EXAME mas leio seu site regularmente – virei fonte da mesma publicação, para falar sobre um assunto que desde aquela época me interessava: a produtividade pessoal ao trabalhar em home offices.

A matéria “6 dicas para trabalhar melhor em casa” com dicas minhas sobre como administrar um negócio em casa sem comprometer o atendimento ao cliente e a vida pessoal, foi ao ar na semana passada, e começa assim:

Ter uma rotina mais flexível e equilibrar melhor vida pessoal e profissional é o sonho de muitos empreendedores que abrem um negócio em casa. Mas se algumas regras de comportamento e convivência não forem estabelecidas e respeitadas, o trabalho em home office pode virar um verdadeiro pesadelo.

Confira a seguir as dicas de Augusto Campos, administrador, especialista em gerenciamento de projetos e autor do blog de produtividade pessoal Efetividade, para trabalhar melhor em casa.

As dicas da matéria não surpreenderão a quem acompanha a tag Homeoffice aqui no Efetividade, mas eu me esforcei para reunir em um texto curto as que fossem mais essenciais para quem ainda está pensando em experimentar esta forma de trabalho, então é possível que seja do seu interesse ;-)

5 Dicas para produtividade com menos stress

Fãs da chamada Técnica Pomodoro, cada vez mais em voga, há muito se baseiam em um princípio que reconhecem como sólido: o de que inserir pequenas pausas regulares ao longo da execução das atividades ajuda a manter o foco, a produtividade e a motivação.

Claro que há limites, e não necessariamente o mesmo esquema que serve para quem trabalha em uma pequena equipe funcionará para quem trabalha atendendo público externo, ou para quem depende de inspiração criativa, ou para quem trabalha se deslocando, por exemplo.

Onde aplicável, entretanto, a ideia da Técnica Pomodoro é simples: listar no começo do dia quais as tarefas pendentes, e aí usar um timer de cozinha para marcar intervalos de 25 minutos (dedicados integralmente a apenas uma das tarefas pendentes), seguidos de intervalos de 5 minutos (para pausa livre). A cada quarta repetição, expandir uma vez a pausa para 15 minutos.

Os depoimentos dos usuários da técnica geralmente informam que assim conseguem manter a atenção a uma tarefa de cada vez, sem perder de vista o conjunto de pendências do dia, e deixando as interrupções e tentações para as pequenas pausas, que acabam servindo para dar novo impulso de motivação e concentração para a próxima fatia de trabalho, sucessivamente.

Não sou particularmente fã da técnica mas para mim é evidente que ela funciona para bastante gente, e sempre a recomendo (veja seu site oficial) como uma primeira tentativa para quem estiver encontrando dificuldades para resolver suas tarefas diárias por problemas de foco ou da tendência a tentar fazer várias coisas de cada vez.

Mas estou sempre atento e sintonizado para dicas relacionadas à produtividade pessoal, pois elas chegam de todas as direções. E foi assim, folheando casualmente uma edição da revista T3 (sobre gadgets e eletrônica de consumo) que encontrei uma nota de rodapé que muito me interessou: 5 dicas de produtividade de autoria de Rob Yeung, um psicólogo que atua com temas como carreira, liderança e a identificação dos diferenciais nas carreiras das pessoas excepcionalmente bem-sucedidas.

Ele não fala sobre a Técnica Pomodoro, mas nas 5 dicas percebi que há uma complementaridade interessante, um casamento de ideias que pode tornar ainda mais produtivos os seus ciclos de trabalho com pausas regulares.

São elas:

1. Evitar longos períodos de trabalho sem pausa. O limite máximo sugerido é de 90 minutos.

2. Aprenda com seus ancestrais das cavernas: faça refeições menores, e saiba aproximar trabalho e lazer.

3. Dê caminhadas de 10 minutos quando puder, para acelerar o ânimo e restaurar o pico de produtividade.

4. Já está estressado? Interrompa o processo completando uma tarefa simples. O pequeno sucesso pode ser suficiente para estimular (do jeito bom) as áreas do cérebro que lidam com o stress.

5. Não recuse todas as oportunidades de conversar com seus companheiros de trabalho - não passando dos limites, conversar regularmente pode ser bom para a produtividade e para a carreira.

Viagem ao exterior com segurança e menos stress

Posts com dicas para viagens são uma constante aqui no Efetividade, por duas razões principais:

a) a busca do máximo retorno e do mínimo stress, típicos da produtividade pessoal, são colocados à prova todo o tempo durante os deslocamentos em geral - a trabalho ou a passeio! Aviões atrasam, estacionamentos de aeroportos lotam, estradas não são sinalizadas, etc.

b) quando estamos em deslocamento, geralmente não podemos contar integralmente com os recursos que estariam à nossa disposição em nosso local de origem, e assim a aplicação do planejamento pode significar a diferença entre um grande desastre turístico e um mero contratempo quando você estiver longe.

É por isso que tratamos do tema em artigos tão diversos quanto os 4 a seguir:

E hoje voltamos ao tema, após o ensejo dado por um artigo publicado pela CNN: 80 coisas que gostaríamos de ter sabido antes de começar a viajar, que podem servir para quem vai passar o fim de semana na Argentina, para quem programou uma quinzena na Europa e para quem está de mudança para a Austrália, e todos os pontos intermediários.

Em paralelo, publiquei também o post "iPhone: uma seleção de apps para viagens internacionais" no BR-Mac, e recomendo a quem vai viajar com smartphone ;-)

15 dicas para viagens ao exterior

O texto da CNN traz dicas simples, de puro bom senso e baseadas na experiência de quem já teve oportunidade de colocá-las em prática. Naturalmente não vou reproduzir as 80 aqui, mas a seguir comento algumas que mais me chamaram a atenção.

Backup. Não se fie na memória, nem no smartphone. Itinerários, horários, reservas, confirmações, endereços e tantas outras informações podem ser perfeitamente arquivadas no smartphone ou no tablet mas, quando a conectividade falha ou a oportunidade de recarga da bateria não se apresenta (para não falar na possibilidade de furto...), você pode se ver em maus lençois. Leve o smartphone sim, e use sempre que a segurança e as circunstâncias permitirem, mas tenha na bagagem uma cópia em papel, junto com cópias de suas identificações, fotos de todas as malas e seus conteúdos (de preferência mostrando também a passagem, para demonstrar que são recentes) e informações de emergência!

Plano B. Nunca tenha o seu passaporte, todo o seu dinheiro e todos os documentos de crédito em uma mesma mala ou pochete. Nem coloque todos eles no compartimento de bagagem de mão.

Porta-voz. Comunique-se a intervalos regulares com alguém de confiança que possa servir de contato com seus amigos e familiares, e mantenha sempre alguém informado do seu próximo passo ou de alguma eventual mudança de planos.

Calma. O stress se acumula, as dificuldades de comunicação são um horror, mas paciência e educação não são itens opcionais da sua bagagem.

Finanças. Registre seus gastos. Não precisa ser nada complexo: uma caderneta e caneta servem bem. Resista ao canto da sereia de ir gastando e deixar pra descobrir o tamanho do rombo quando chegar a fatura do cartão na volta.

Cartão. Gaste algum tempo (bem antes de viajar!) para saber quais as suas possibilidades de pagamento e saques com seu cartão de crédito no exterior. Identifique as melhores alternativas, procure saber a cobertura, e compare vantagens, custos e riscos com a alternativa de levar papel-moeda com você.

Pro táxi. Dê um jeito de desembarcar em cada país sabendo a taxa de câmbio de lá e tendo consigo dinheiro trocado na moeda local, ao menos para as primeiras despesas após o desembarque.

Comida. A regra da sua cidade vale em quase todos os lugares: para passear e conhecer, vá a bares e restaurantes; para se alimentar, comprar no supermercado e trazer para comer onde você estiver hospedado pode valer a pena.

Informações. Puxar assunto com outros viajantes, com o atendente do hotel e com o gerente do bar pode dar as informações que os sites e guias não publicam, mas exige uma boa aplicação de senso crítico e cautela. Mas isso não é razão para deixar de ter um guia ou, no mínimo, um mapa.

Menu. Aprenda de antemão como pedir alguns pratos previamente selecionados da culinária disponível no local da sua viagem, e as bebidas que você consome - bem como a reconhecê-los no cardápio, e entender seu preço. E sempre leve consigo algum lanche seguro e água engarrafada, não só para as eventuais situações imprevistas, mas também para poder resistir à tentação de entrar no primeiro restaurante que aparecer porque a fome está maior que a vontade de escolher bem.

Segurança. Em veículos, lembre-se de verificar se as portas e janelas do banco de trás também estão fechadas, e leve as bolsas e sacolas no chão, e não visíveis no seu colo.

Bateria. Carregue até o fim todos os aparelhos eletrônicos, a cada parada e sempre que puder. Deixe para se preocupar com a otimização dos ciclos de carga das baterias quando você voltar, pois você não tem como garantir que haverá tomadas e tempo disponíveis quando a carga estiver realmente acabando. E leve adaptadores para todos os tipos de tomada que for encontrar, não espere que eles estejam disponíveis no local...

Bagagem. Leve na mala prendedores de cabos e algumas sacolas do tipo ziplock. Os primeiros servem para manter juntos os itens que tendem a desaparecer na mala (carregadores, etc.), e as segundas para guardar separadamente tudo que pode quebrar, esparramar ou vazar na sua mala. E considere as regras internacionais, bem como as orientações das companhias, na hora de definir o que levar e como embalar!

Capa. Leve uma canga, ou uma toalhona de microfibra (daquelas fininhas, que quando amassadas quase desaparecem). Serve para muita coisa - proteção do sol e vento, local para sentar, praia e até para se secar após uma chuva inesperada.

Carrossel. Se você vai viajar com mais pessoas da família, uma dica simples pode reduzir o dano causado pelo extravio de uma mala: cada pessoa usa 80% de sua mala para as suas próprias coisas, e reserva 20% do espaço para um "kit básico" de outra pessoa da família. Assim, se (apenas) uma mala do grupo se extraviar, ninguém ficará completamente desprovido até que a situação se resolva. E identifique todas as malas com nome e contato, para facilitar o retorno em caso de extravio.

As outras dicas você encontra em "80 things we wish we knew before we started traveling - CNN.com".

Leia também também o post "iPhone: uma seleção de apps para viagens internacionais" no BR-Mac ;-)

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