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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Smartphone na sala de aula

Estudantes que usam bem os seus smartphones ou celulares com acesso à Internet têm sempre à mão um instrumento importante para reduzir o esforço e aumentar o aproveitamento dos seus cursos.

Se você está cursando a faculdade ou pós-graduação geralmente não precisa se preocupar com a permissão de usá-lo em classe, mas alunos das série anteriores ou de professores peculiares podem precisar ser os agentes de mudança que permitirão, com a justificativa da utilidade (e preservando o direito de o professor disciplinar abusos), fazer com que smartphones e tablets passem a ser considerados materiais de uso escolar também, como este estudante que "conseguiu autorização da coordenação" para usar tecnologia móvel a seu favor na sala de aula.

A variedade de opções em aplicativos de smartphones que podem ser úteis para o estudante é tão grande que me impede até de tentar esgotar todas: selecionei apenas as 6 que mais uso, e deixo a questão aberta para vocês complementarem nos comentários - havendo respostas interessantes, em uma semana complementarei o artigo com as sugestões de vocês.

E não precisam se restringir às categorias que eu mencionei abaixo - há categorias bem mais criativas, como ajustar o ciclo do sono, ler documentos e ebooks, fazer mapas mentais, auxílio à memorização, e tantas outras.

Por enquanto, ficamos com as 6 dicas que selecionei, e que podem criar o arsenal básico do estudante conectado!

A câmera do seu telefone

A câmera do celular pode ser a melhor amiga do estudante. Embora não substitua boa anotações, ela pode complementá-las muito bem, na forma de:

  • uma foto tirada estrategicamente do quadro no momento em que o professor acabou de demonstrar sua conclusão ou registrar quais datas e assuntos vão caber a cada equipe no trabalho em grupos, ou
  • da URL do site que o professor mostrou usando o projetor, ou
  • do caderno do seu colega que tomou nota de uma observação importante que você não conseguiu compreender e vai pesquisar mais tarde em casa, ou
  • da página crucial do material do curso que circulou pela sala mas só há um exemplar disponível.

Lembre-se sempre de verificar que você tem autorização para fazê-lo, especialmente quando houver questões de direito de imagem (fotos de pessoas) envolvidas. E desligue o flash e o som da câmera do celular, para não passar uma impressão completamente errada!

Para as fotos de material apresentado em aula ou do quadro, embora - ao contrário do que muitas vezes os cursinhos informam a seus alunos - a Lei 9.610 garanta (Art. 46, IV) que não constitui ofensa aos direitos autorais "o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem", sem mencionar distinção de meios (ou seja: por escrito, imagem, áudio, etc.) e proibindo apenas a sua publicação (mesmo que parcial), não vale a pena discutir em sala de aula com um professor se ele negar esse direito - o melhor é levar a questão diretamente à coordenação, preferencialmente por escrito, solicitando a observância deste direito sem necessariamente mencionar negações previamente ocorridas, assinada por múltiplos alunos, e solicitando no protocolo a confirmação de recebimento em uma cópia integral.

Centralizando as anotações no Evernote

No ano passado eu consultei os leitores sobre quais as suas ferramentas preferidas para anotações e referências e, embora papel e caneta tenham sido campeões, o software Evernote foi o melhor colocado entre as alternativas virtuais.

Ele está disponível para iPhone, iPad, Android, Blackberry, Palm e Windows Mobile, além de versões na web e em computadores com Mac e Windows - e se encarrega de automaticamente sincronizar os dados do seu computador com os do seu smartphone, via Internet, sem ter de conectar cabos USB ou algo assim.

Além dessa qualidade de poder acessar os dados em qualquer lugar, ele permite capturas variadas: uma foto, uma anotação rápida, um texto colado da web, uma URL, e assim por diante - e você pode facilmente categorizar e agrupar essa informação, e realizar buscas sobre elas.

Eu sou fã de manter minhas próprias anotações em papel, mas o Evernote me permite não ter de levar comigo os papeis que outros me entregam - se o curso dá apostilas ou folhetos, eu fotografo ou procuro a versão em PDF, arquivo no Evernote, e sei que ele estará lá quando eu precisar dele, seja no celular durante uma aula ou no computador quando for hora de estudar ou produzir algo.

E mesmo no caso das anotações em papel, o Evernote também me ajuda: se anoto algo em folhas soltas, simplesmente tiro uma foto ao final e arquivo diretamente na categoria correspondente no Evernote, e posso jogar fora para reciclagem a folha solta original, que não vai ficar amarrotando no bolso até ficar ilegível.

Instapaper & Read later

Muito do que estudamos hoje é on-line a partir de material disponível na web - mas quando nos esforçamos para manter o foco naquilo que precisamos fazer neste momento, as divindades que regulam a vida digital se alvoroçam e começam a colocar em nosso caminho muitos outros textos que sabemos que também podem nos interessar, mas que simplesmente não temos tempo de ler agora.

A minha solução para isso é o Instapaper, um serviço on-line que cria um favorito com o nome de "Ler depois" ("Read later") no seu navegador, e associa a você. Sempre que a situação acima acontecer, basta clicar no "Ler depois", e pronto - não precisa catalogar, não aparece outra janela, nada precisa ser preenchido - pode até fechar a janela imediatamente.

No momento em que você quiser ler os textos que marcou assim, basta entrar no site do Instapaper e o texto completo dele estará lá, juntamente com um link para o original.

Usuários do iPhone têm direito a um luxo adicional: instalar no celular uma app que, a cada vez que você a usa, carrega para a memória do aparelho os textos que você marcou para ler depois. Assim você poderá lê-los, na telinha do celular, mesmo quando estiver offline.

Existem outras ferramentas para tarefas similares, portanto recomendo uma visita ao artigo anterior "Gerenciamento de leituras pendentes: as ferramentas preferidas dos leitores".

Mantendo o controle da lista de tarefas

Essa é uma área em que os smartphones brilham, e até os celulares mais simples muitas vezes permitem agendar compromissos e tarefas, e tocar um alarme na hora certa para você não esquecer.

São tantas opções, que não vou me arriscar a apontar uma como a melhor de todas - recomendo apenas uma boa olhada no artigo anterior "Gerenciamento de tarefas e pendências: as ferramentas preferidas dos leitores do Efetividade" para você fazer uma boa escolha, se ainda não tiver preferência formada.

Mas a vida escolar gera tantas tarefas e pendências, que é um grande desperdício não fazer uso de uma ferramenta tão conveniente para lembrar delas.

Anotando com a voz no gravador de áudio

Muitos celulares têm possibilidade de gravar pequenos clips de áudio, e eles são muito úteis para anotar aquela ideia que surgiu no momento em que você não tem onde anotar - afinal, o celular está ali, sempre ao seu alcance.

Depois é só lembrar de transcrever para o lugar certo - a não ser que você esteja usando algum aplicativo como o Evernote, que pode ser o lugar certo para deixar a anotação, mesmo sem transcrição, pois ele lida bem com clips de áudio também.

Arquivos no bolso com o Dropbox

Lembrar de levar em um pen drive os arquivos da apresentação em grupo ou do trabalho que será discutido em classe é bom. Mas melhor ainda é tê-los também sempre disponíveis no smartphone, inclusive para uma última consulta no trajeto de ônibus até a escola - e é isso que o Dropbox (para iPhone, Android e Blackberry) oferece.

Já mencionei anteriormente que o Dropbox é ótimo para sincronizar arquivos entre computadores (com Windows, Mac ou Linux), porque ele cria uma pasta específica para isso no seu disco e disponibiliza aos demais computadores em que você o usa tudo o que você for gravando nela.

Uso o Dropbox nos computadores todos os dias, e tenho ele instalado no iPhone para emergências - uma consulta de última hora a uma apresentação, rever um documento, ou mesmo mandar um arquivo por e-mail para alguém no momento crucial.

Não é necessário ter aplicativos adicionais (estilo "*Office") para consultar esses textos e apresentações: o próprio Dropbox dá um jeito de exibir seu conteúdo. E nos casos em que você tem expectativa de não ter conexão à Internet onde quiser usar os arquivos no seu celular, é possível marcá-los como favoritos e o sistema se encarregará de gravar uma cópia local, sincronizando-a toda vez que você acessar o sistema e estiver on-line, e deixando visível no celular a versão mais recente mesmo offline.

Discrição é essencial

Seja sempre discreto! Mesmo quando o smartphone, o celular, o tablet e o notebook são bem recebidos pelos professores e colegas, isso nunca é desculpa para você atrapalhar o trabalho e a atenção de alguém.

Desligue sempre todos os sons, não estenda o fio do carregador pela sala, digite o mais silenciosamente possível, não fique chamando colegas para olhar o que você tem na tela e, se o que você tem na tela tiver grande potencial de distrair os colegas ao seu redor, considere a possibilidade de deixar para fazer depois.

Agora é com você!

Mal arranhei a superfície do que um smartphone pode fazer pelos estudantes, mas a lista de itens acima sintetiza o uso que faço do meu aparelho quando estou no papel de aluno.

Deixei de detalhar uma ferramenta que quase vale por todas as outras somadas: o navegador web de um smartphone conectado. Google, Wikipédia, sites com modelos, referências, exercícios, complementos e tudo o que você imaginar estão literalmente ao alcance dos seus dados na sala de aula e podem enriquecer muito as aulas e os exercícios, se bem usados.

Mas agora é sua vez : compartilhe conosco nos comentários os nomes das aplicações para smartphones e tablets que você usa (ou gostaria de usar) para aumentar sua produtividade escolar!

Como estudar melhor

Volta às aulas é tempo daquela sensação mista, de expectativas positivas somadas ao desejo de que este novo ciclo de obrigações acabe logo.

Mas o lado ruim das obrigações escolares não precisa ser maior que o lado bom. Olhe ao seu redor na sala de aula e você verá vários colegas que têm bom desempenho e visivelmente se esforçam menos que você - e nem estou falando dos CDFs e daquelas raras pessoas que têm tempo e disposição para se dedicar integralmente aos estudos, mas sim de quem já descobriu como estudar melhor com menos esforço.

Volta às aulas

Esse é um caminho diferente para cada um, de acordo com a disponibilidade, os objetivos, as condições ambientais, etc. Mas você também pode estudar com mais efetividade, e pode começar escolhendo quais das dicas abaixo podem ser aplicadas à sua rotina de estudante.

O Efetividade.net, como faz todos os anos, revisita as dicas para ajudar você a se dar bem nas aulas e nas provas. Veja abaixo a lista, e participe comentando ou oferecendo suas próprias dicas na área de comentários!

Quem anota na hora pode estudar menos depois

Experimente tomar notas à mão: escrita não é sinônimo de edição de texto, e não necessariamente as outras alternativas (confiar na apostila, gravar a voz do professor, pegar emprestado o caderno do colega, digitar em sala de aula, etc.) farão você ganhar tempo, no saldo geral - isto porque a escrita manual amplia a memorização imediata e definitiva e o entendimento, reduzindo portanto a necessidade de voltar a estudar o mesmo assunto depois.

Valorize a associatividade: enquanto anota, procure sempre encontrar padrões e pontos em comum entre os tópicos do seu estudo, e associe-os a imagens claras e vívidas. Se você fizer estes relacionamentos durante a aula, fica mais fácil relembrar cada um dos tópicos, pois você pode seguir mesmo subconscientemente, a cadeia de ligações - é assim que às vezes lembramos da resposta de uma questão da prova no momento em que lemos outra pergunta.

Portanto tenha um bloco ou caderno para anotações livres (veja também: "Gerenciamento de anotações e referências: as ferramentas preferidas dos leitores"), acostume-se a anotar nele os conceitos interessantes (e não apenas "copiar tudo que o professor escrever no quadro"), e coloque data, título e matéria no topo de cada página. Não arranque páginas deste caderno, pois a associatividade da sequência em que as informações são anotadas também é uma ferramenta inconsciente poderosa na hora de lembrar do conteúdo.

Uma página de anotações pelo método Cornell

Dica extra I: o método Cornell de anotações adapta-se a qualquer caderno, e facilita a consulta posterior.

Dica extra II: Passe a limpo suas anotações! Aproveitar alguns minutos do seu tempo de estudo para escrever no mesmo dia, ou no dia seguinte, pela segunda vez (agora pode ser à mão, no computador ou onde você preferir), os mesmos conceitos anotados durante a aula, organizando-os, analisando e já sintetizando, é rápido, favorece a memorização e o entendimento, e pode reduzir ainda mais a necessidade de algumas horas de estudo na véspera da prova.
 

Não confunda material e aprendizado

Aprender é algo que acontece dentro da sua cabeça, e não nas folhas do caderno. Rabisque, rasure, faça setas cruzando a página, ou o que for necessário para entender e registrar os conceitos.

Não adianta ter 20 canetas diferentes e o caderno mais completo da turma, se você não entender o que está escrito, ou se apenas copiar algo que não compreendeu.

E nunca esqueça: o importante não é a beleza da letra, nem quantas páginas você escreve, mas sim o quanto estas anotações conseguirão ajudá-lo na hora de rever ou estudar o conteúdo. Dizer muito em poucas palavras e conseguir entender um assunto a partir de uma anotação anterior são habilidades valiosas para toda a vida.
 

"Quem sabe, faz - quem não sabe, ensina"

Faça como os profissionais: ensine para aprender. Após ter estudado, encontre algum colega que entenda menos do que você sobre o assunto da prova, e procure explicar a ele alguns dos conceitos básicos.

Organizar mentalmente o assunto, verbalizá-lo, vocalizá-lo e ouvir o feedback do colega são atividades que ajudam a solidificar os fundamentos do seu próprio conhecimento, a correlacioná-los, e até a identificar os pontos que você precisa revisar. E ainda por cima pode ajudar o colega.

Se a falta de um colega interessado tornar impossível fazer o serviço completo, há alternativas, como blogar expondo o tema, criar sua própria apostila a respeito, ou até tentar o desafio de fazer caber em uma página o resumo completo do assunto - praticamente a receita de como fazer a cola perfeita para as suas provas, mas o próprio ato de sintetizar, estruturar e expor (ainda que seja só para o papel) fará com que o uso de uma cola se torne desnecessário.
 

Encontre o ambiente certo para estudar

Dentro das suas possibilidades, encontre um lugar sem ruídos externos, sem tentações que o distraiam, com os recursos necessários, e com espaço suficiente para espalhar seu material.

Procure estudar sempre no mesmo local - o cérebro é uma máquina associativa, e se ele associar o ambiente aos atos de estudar, de produzir e de reter informações, você só tem a ganhar.

Dê uma olhada nos nossos artigos sobre home offices para garimpar algumas dicas que se adequem às possibilidades de melhoria do seu ambiente de estudos!

Dica extra: Experimente ouvir música! Os padrões musicais ajudam a cancelar o efeito dos ruídos externos, e para algumas pessoas podem ajudar na memorização - ao associar os conceitos com a música que estava tocando na hora, o cérebro pode recuperar a informação a partir deste mesmo estímulo. Para mim sempre funcionou bem: "ah, isso aqui eu vi quando estava tocando aquela do Led Zeppelin..."

Se isso funcionar para você, saiba que não existe um estilo musical "certo": uns preferem Bach, outros preferem Chico Buarque. Para mim funciona muito bem: estudei para muitas provas da graduação ouvindo Nirvana ou com o rádio sintonizado em alguma emissora especializada em "música de sala de espera", e conseguia "puxar" conceitos na hora da prova ao tentar lembrar das músicas que tocaram enquanto eu estudava.
 

Gerencie seu tempo

O fundamental é ter e manter uma agenda. Não importa a tecnologia: pode ser um simples caderno ou bloco, uma agenda de papel, um smartphone, a lista de compromissos do seu celular, um site (como a agenda do Google), ou o que quer que funcione para você (dica: "Gerenciamento de tarefas e pendências: as ferramentas preferidas dos leitores do Efetividade").

O importante é que você não esqueça dos prazos de seus compromissos escolares importantes. Se a sua opção de agenda tiver como avisá-lo ativamente sobre os compromissos, tanto melhor - diminui a chance de esquecer de preparar um trabalho ou estudar para algum exame.

Uma forma de aumentar o tempo disponível é acostumar-se a acordar cedo mesmo quando você não é obrigado. Assim você ganha mais tempo para realizar seus compromissos escolares, e para aproveitar depois de completá-los!

Dica extra: sempre esteja presente à primeira aula de cada uma das matérias em que você se matriculou. Nela o professor geralmente apresenta o programa da disciplina, as principais datas, o método de exposição e de cobrança, etc. - costuma ser a única oportunidade de poder entender o que está por vir, e de tomar boas anotações que permitirão se planejar nos meses seguintes.

Muitas vezes na minha experiência de anotar o que o professor diz na primeira aula eu descobri, na hora de estudar para uma prova ou fazer um trabalho, que as minhas anotações iniciais da matéria permitiam saber o que seria mais cobrado e merecia ser melhor estudado ou enfatizado. Fora a vantagem de não ser pego de surpresa por um trabalho final de disciplina sobre um assunto para o qual você teria oportunidade de se preparar mas não fez porque preferiu ficar na cantina e levar uma falta...
 

Faça o que tem que ser feito

Não deixe para quando for tarde demais: a urgência de amanhã corresponde a algo que você não fez hoje quando precisava.

Se você adiar uma tarefa ou estudo, vai ter de fazer do mesmo jeito e com mais pressa num momento menos conveniente, ou não vai conseguir completar o curso com sucesso.

Saiba sempre quais são suas obrigações, e planeje seu cumprimento para poder fazer tudo com menos esforço. Deixar para a última hora torna o trabalho mais difícil e arriscado. "Just do it", "Keep walking" e outros slogans de produtos famosos são bons resumos para o que você precisa fazer se quiser alcançar os melhores resultados.

Mas não force: estudar apenas na véspera, ou passar a noite estudando, são maneiras ineficientes de tentar reter a informação. Você pode ir melhor na prova, estudando menos horas, se fizer força para entender os conceitos durante as aulas, e procurar memorizá-los logo após aprender, e não apenas na véspera dos prazos-limite.
 

Sem exageros

Não exagere no número de horas de estudo: o que vale não é o esforço, e sim o resultado. Não deixe o exagero e o stress atrapalharem, nem se sinta pressionado a estudar muito: você precisa é estudar bem.

Deixar o stress ou o cansaço suspenderem um plano de estudos previamente traçado, ou acabarem com a sua capacidade de reter conhecimento, pode ter consequências sérias.

Vale muito mais a pena criar um plano de estudos conservador, adequado a você e ao seu objetivo, e eventualmente ajustá-lo conforme a situação for progredindo.

E nunca esqueça da necessidade de lazer e descompressão. Dedicar-se aos estudos sempre pode exigir abrir mão de algumas coisas, mas se você ficar todo o tempo debruçado sobre os cadernos não vai se manter motivado por muito tempo.

Programe pausas e saiba quando realizar um intervalo emergencial não-programado para evitar a sobrecarga. Na pausa, abra o MSN, cozinhe, passeie, ande de bicicleta, acesse a web, visite algum amigo, e tire os estudos da cabeça. Em compensação, evite manter atividades paralelas que prejudiquem a concentração durante o estudo: em especial, evite estudar com o Facebook, o Twitter e o MSN como companheiros, por melhor que seja a desculpa racional que você encontrar - distrações e interrupções fora do seu controle atrapalham. Estude melhor, e você terá mais tempo livre depois.
 

Foco no objetivo

As pessoas estudam por uma razão: pensando no mercado de trabalho, na sua carreira, em conseguir ser aprovado em um teste importante, conseguir uma vaga na universidade desejada, etc.

Para manter-se motivado, portanto, lembre-se sempre do motivo pelo qual você está estudando.

Se você não está ali por opção, não encontrará motivação para ir bem. É provável que o ambiente escolar não esteja sempre a seu favor. Mesmo assim, mantenha em mente os motivos pelos quais você está estudando, e avance na direção dos seus objetivos.
Leia também:

Como poupar: Criando um fundo de reserva pessoal

Nosso artigo de ontem foi dedicado a quem está procurando sair das dívidas, mas não é porque você está com saldo positivo que deve deixar de pensar na questão do gerenciamento financeiro pessoal.

Mesmo que você viva a feliz situação de quem tem saldo positivo todo mês, deixar de gerenciar suas finanças conduz a desperdícios que reduzem o benefício que estes recursos podem gerar (a você, à sua família e até mesmo à sociedade) e ao mesmo tempo podem acabar sendo lamentados em um eventual momento futuro de necessidade imprevista.

Esses imprevistos futuros são o centro do nosso foco de hoje, ao propor a criação de um Fundo de Reserva pessoal, administrado por você mesmo, para garantir a disponibilidade quando necessário.

Fundo de Reserva é uma quantia mantida sempre em separado do caixa e do restante do patrimônio, sempre disponível para cobrir despesas extraordinárias, emergenciais ou imprevisíveis.

É um conceito comum em condomínios, associações e sociedades, mas toda pessoa ou família pode ter um fundo de reserva. Para formá-lo é necessário poupar mensalmente (e em separado! não vale colocar junto com o dinheiro que está sendo economizado para alguma aquisição ou projeto...) uma parcela previamente fixada do orçamento, e fixar critérios no que diz respeito ao seu uso e manutenção.

Será que é a hora certa de começar um Fundo de Reserva?

Deixar de iniciar uma medida preventiva só porque haveria alguma outra coisa a fazer com o mesmo dinheiro é um argumento difícil de sustentar. Na verdade o momento ideal já passou; se você ainda não tem sua reserva formada, já está atrasado, e precisa começar o quanto antes ;-)

Do ponto de vista de finanças, manter um Fundo de Reserva, ou Fundo de Emergência, seja ele pessoal ou familiar, é uma providência relativamente cara, pois manter a liquidez (ou seja, a disponibilidade imediata do dinheiro) significa renunciar às aplicações com maior rendimento.

Só que o valor de poder contar com reservas aparece claramente não apenas nas emergências: dispor delas prontamente acessíveis acrescenta muita tranquilidade e facilita decisões que seriam muito mais sofridas se você estivesse, como tantas pessoas, sempre a não mais do que um contracheque de distância de ficar sem opções.

Especialmente ao considerar questões como ética no trabalho e as questões relacionadas ao assédio moral, é fácil perceber que dispor de uma reserva pessoal aumenta a condição de o funcionário recusar-se a fazer algo que o prejudique, pois pode encarar melhor a possibilidade de a opção pela ética acabar prejudicando a sua continuidade na posição atual.

BNunca é demais lembrar: medidas preventivas são difíceis a qualquer tempo, e só são efetivamente apreciadas na hora de fazer uso delas.

Começando o seu Fundo de Reserva

Manter um fundo de reserva é relativamente simples, mas começá-lo envolve decisões complicadas - tanto no aspecto motivacional, quanto no da efetiva implementação.

Em especial, é necessário antes saber diferenciar o que é consumo, o que é investimento e o que é um efetivo Fundo de Reserva. A idéia essencial de um Fundo de Reserva é que ele esteja disponível para uso imediato, e por isso precisa ser mantido em alguma aplicação com alta liquidez e baixo risco, o que geralmente conduz também ao baixo rendimento. Ter um imóvel, outro bem ou qualquer investimento que não possa ser convertido em dinheiro rapidamente não constituem bons fundos de reserva, embora possam ser opções de investimento.

Por outro lado, possuir o imóvel onde se mora, um carro ou outro bem que esteja em uso em geral se classifica muito mais como consumo do que como investimento (embora dê alguma segurança), e fica longe de ser um Fundo de Reserva, a não ser que seu uso seja completamente supérfluo (e você possa abrir mão de um dia para outro), e a liquidez dele no mercado seja alta e permanente, ou seja, sempre haja gente disposta a comprá-lo de você imediatamente pagando à vista - o que é raro, especialmente em crises.

Mas guardar dinheiro em casa (alternativa de altíssima liquidez teórica) geralmente é inseguro e obriga a abrir mão até mesmo das baixas taxas de remuneração que as instituições oferecem a quem quer guardar dinheiro mantendo a liquidez.

Portanto, após decidir implantar o fundo, você precisa tomar 3 decisões importantes:

Decisão 1: Onde aplicar seu Fundo de Reserva pessoal

A primeira decisão importante é onde você irá colocar esse dinheiro, equilibrando o interesse em segurança, em manter a atualização monetária, e em liquidez.

Para um exemplo: Fundos de Reserva de condomínios usualmente são aplicados em cadernetas de poupança e similares de instituições consideradas sólidas, abrindo mão de rendimentos superiores em prol da segurança e disponibilidade imediata.

Decisão 2 - Qual será o valor final do Fundo de Reserva

Ou seja: a segunda decisão é definir quanto se deseja vir a ter no Fundo de Reserva, quando ele estiver completo.

Devido ao aspecto motivacional, o ideal é definir um plano escalonado, com uma meta para 6 meses, outra para 1 ano, e outra para o final do segundo ano, por exemplo.

Naturalmente as metas devem considerar a sua capacidade de gerar poupança, seja pela ampliação da receita pessoal (geralmente mais difícil), pela redução de despesas (menos difícil) ou pelo redirecionamento do que seria aplicado em outros investimentos (mais fácil).

Um possível plano de metas pode ser: em 6 meses ter o suficiente para pagar um mês de suas despesas integrais, ao final do ano ter o equivalente a um mês e meio de seus rendimentos integrais reais, e ao final do segundo ano ter capacidade de quitar todos os seus débitos (aluguéis, prestações, financiamentos, mensalidades, etc.) pendentes por 2 meses, e ainda ficar com um saldo disponível equivalente a 2 meses de rendimentos integrais e livres - o que daria um bom fundo de reserva para manter abertas suas opções após a maioria das emergências.

A literatura especializada muitas vezes define como valor final um total exagerado, equivalente a 6 a 8 meses de seu rendimento mensal. Eu discordo: se você tem condições de poupar tanto dinheiro, guarde no fundo de reserva no máximo o equivalente a 3 meses das suas despesas (e não do rendimento!), e coloque o restante em aplicações de maior rendimento (mas sem imobilizar completamente).

Afinal, numa eventual necessidade, após o primeiro mês vivendo do seu fundo de reserva você já terá reformulado suas despesas para os meses seguintes, e terá também condições de tornar líquidos os outros investimentos de maior rentabilidade em que aplicou estes recursos adicionais, ao invés de mantê-los sempre no fundo.

E note que as medidas podem ser tomada simultaneamente em 2 sentidos: ao mesmo tempo em que se amplia a poupança, pode-se buscar reduzir conscientemente o número de compras parceladas e financiamentos que se inicia, por exemplo.

Decisão 3: Quanto poupar por mês

Potencialmente esta é a decisão que tem maior impacto sobre a motivação, e a que envolve mais disciplina: quanto poupar por mês.

Só você pode avaliar do que abrir mão, quanto desviar de outras aplicações, ou se é possível ampliar a renda mensal. O valor escolhido deve corresponder ao plano de metas, naturalmente.

Considerando a disciplina e a motivação, caso a fonte do fundo de reserva seja a redução de despesas supérfluas, pode fazer sentido realizar os depósitos semanalmente, em quantias menores, mesmo que os seus rendimentos sejam mensais. Você verá o bolo crescer, e cada depósito individual vai doer menos no bolso.

Se você tiver problemas de disciplina, muitos bancos oferecem planos de transferência automática mensal para uma série de planos de capitalização (que em geral não são ótimos investimentos), e aí a mordida será automatizada: todo mês, após o salário pingar lá no fundo da conta corrente, uma parcela vai para a reserva.

Mas faça com que esta conta de destino seja exclusiva para o fundo de reserva - misturar todos os fundos em um saldo comum não é bom para a disciplina, e nem para a motivação.

Depois de decidido, coloque em prática!

Nenhum plano vale nada se não for colocado em prática e mantido.

Se você decidir, faça os sacrifícios necessários e busque constantemente as metas definidas. Ao final do prazo, você terá alcançado o valor desejado e, o que é melhor, poderá ter desenvolvido uma rotina de poupança que poderá ser canalizada a outros investimentos mais rentáveis, ou à aquisição de bens que sejam de seu interesse.

Em especial, saiba também quando chega a hora do movimento contrário: o fundo de reserva está lá para emergências, e não necessariamente apenas para algum momento em que você se veja privado de suas fontes de receita. Uma manutenção inesperada (e emergencial) no carro ou na casa podem ser bons motivos para fazer uso dele.

Mas se vier a usar os recursos do fundo numa situação assim, saiba refazer seu planejamento e colocar em operação um novo plano de metas para recompô-lo e voltar a usufruir da paz de espírito que ele pode prover!

Como sair das dívidas

Com gastos extras no fim do ano e com as férias, quem não gerenciar muito bem as despesas vai perceber que há mais contas para pagar do que dinheiro disponível.

E isso é mais comum do que se imagina: 6 em cada 10 famílias brasileiras ouvidas em pesquisa da Confederação Nacional do Comércio têm dívidas. Para piorar, 8% dos entrevistados fecharam janeiro sem ter condições de pagar suas dívidas do mês e já começaram o ano com contas atrasadas.

E agora, o que fazer? Entrar no cheque especial e pagar juros ou pedir um empréstimo?

Nada disso, pelo contrário. A solução é traçar um planejamento de gestão financeira para 2011, incluindo as dívidas já adquiridas e as futuras contas já identificadas, e só então procurar qual a melhor forma de lidar com a situação definida.

Para isso, colocar no papel o seu fluxo de caixa pessoal ou familiar para os próximos meses pode ajudar muito, e é o passo essencial.

Quase uma penitência, mas necessário

Dá trabalho montar um fluxo de caixa pessoal quando se está em débito, e pode ser extremamente custoso, inclusive do ponto de vista psicológico, reunir todas as pendências financeiras, incluindo as prestações e contas de cada cartão de crédito, colocá-las em um calendário anual juntamente com os recebimentos previstos, e calcular o saldo que vai sobrar (ou faltar...) para cada mês. Já acompanhei e apoiei pessoas enquanto faziam essas contas, e sempre foram horas sombrias.

Mas é o passo crucial, e sem ele todo o restante pode ser colocado a perder, inclusive por deixar de perceber a real gravidade da situação e a possível necessidade de recorrer a medidas mais extremas que as usuais.

Outros passos comuns, como já vimos em "Dívidas? Saia delas com Efetividade", são:

  • Eliminar completamente o uso do cheque especial, negociando com o banco uma das várias alternativas com menos juros para substituir os saldos negativos que você já tiver nessa que é uma das formas mais caras de crédito.
     

  • Suspender o cartão de crédito enquanto estiver com débitos nele (e, se possível, abandoná-lo de vez). Esse retângulo de plástico é prático, é cômodo, mas também é caro e conduz ao descontrole. Cuidado especialmente com as compras a prazo no cartão, que às vezes formam uma bola de neve difícil de escapar, por permitir que você se endivide bem além da sua capacidade de gerar os recursos para pagar em um mês futuro - e, se você não estiver atento, só perceberá quando começarem a chegar as faturas inchadas, alguns meses após a compra.
     

  • Reduzir gastos: dependendo de sua situação, isso pode significar cortar os supérfluos (mantendo boa parte do estilo de vida) ou mesmo cortar tudo que não for obrigatório (potencialmente afetando temporariamente a qualidade de vida). Comprar só o que precisa usar, economizar energia, escapar das armadilhas do supermercado, suspender revistas, TV a cabo, Internet rápida. Nenhum gasto é pequeno demais para ser considerado digno de corte - o que importa é o saldo geral. Se possível, desfazer-se do que puder ser convertido em dinheiro a curto prazo (na forma de redução de despesas imediatas, como passar adiante um consórcio ou suspender uma obra, ou de conversão de patrimônio em caixa, como na venda de um terreno - algo que geralmente só faz sentido financeiro em situações extremas).
     

  • Resumindo: procurar formas de economizar, fazendo o dinheiro render mais para poder tapar os buracos no orçamento e ter condições de recuperar a saúde financeira e mental - afinal não são poucos os casos de comportamento depressivo surgidos da pressão do débito.

Ferramentas podem ajudar

Para orientar e auxiliar as famílias no gerenciamento, a internet pode ser uma excelente opção. A verdade é que para gerenciar é preciso medir, e para essa finalidade, há poucos meses, os leitores do Efetividade.net revelaram quais suas ferramentas preferidas de gerenciamento financeiro pessoal - pode ser um bom local para você iniciar suas pesquisas.

Outra solução que chegou recentemente ao meu conhecimento (mas não testei!) é a ferramenta Your Life, que avalia, gratuitamente, a vida financeira e orienta sobre o que deve ser feito para atingir os objetivos traçados. Além das dicas de ações e atitudes, o programa sugere cursos, livros e exercícios práticos.

A razão de eu mencionar o Your Life de forma específica é que o conteúdo utilizado no seu módulo Finanças foi criado em parceria com Gustavo Cerbasi, um dos meus 2 autores brasileiros preferidos sobre o tema das finanças pessoais (o outro é o Conrado Navarro).

Mas fique ligado: a assinatura do Your Life completo tem custo, então avalie bem o retorno, como em qualquer desembolso que você venha a fazer motivado pela busca de sair das dívidas.

Fechando as dicas para vencer ou evitar as dívidas neste ano que ainda está começando, recomendo o artigo "Tendência ao consumismo? Um fluxograma para ajudar a frear o impulso da compra", com várias dicas que podem ajudar você a domar seus débitos e reduzir a tinta vermelha usada para imprimir seus extratos ;-)

Acabe com o spam SMS no celular

Mensagens SMS indesejadas trazendo avisos comerciais ou promocionais enviadas pela operadora de telefonia celular e seus parceiros (que, para abreviar, chamaremos neste artigo de "Spams SMS") são um problema que assola muitos de nós: verdadeiros torpedos apontados para a nossa paciência, principalmente quando chegam ruidosamente na manhã de domingo ou em outro horário impróprio em que tiram você do sono ou da concentração.

A solução ideal para este problema quase surreal causado pela empresa que contratamos para nos prover comodidade (e pelos seus parceiros ou clientes de divulgação) seria simplesmente pedir para a operadora parar de enviar spam SMS, e ela atender de forma rápida e definitiva.

Entre os casos que conheço, entretanto, o sucesso dessa solução é raro, o pedido via SMS não funciona, e muitas vezes o pedido por telefonema envolve tolerar longas esperas no atendimento (é incrível como a ligação tende a cair depois dos primeiros 40 minutos!), invocar o nome da Anatel ou do Procon, ou mesmo receber atendimentos parciais, que duram pouco, ou que excluem os spams SMS da operadora e não os dos parceiros dela, ou vice-versa.

Clientes de algumas operadoras ou regiões são mais respeitados por elas e não recebem esse tipo de marketing invasivo.

Mas se você está entre os infelizes do caso oposto, e não aguenta mais pedir para a operadora parar de mandar avisos sobre

  • leilões de centavos,
  • sorteios de carros e videogames,
  • promoções de assinaturas de revistas,
  • de pacotes de mensagens SMS ou ringtones,
  • etc., etc., etc.

este artigo traz uma dica simples para você sofrer menos.

Bloqueando o spam de torpedos SMS

A minha operadora me manda todos os exemplos acima, e mais. Minhas tentativas decancelar via SMS ou telefonar para ela e pedir gentilmente para parar nunca se completaram, e a situação quase chegou ao ponto de justificar abrir mão de outras vantagens do meu plano e migrar para outra prestadora.

Mas há alguns meses saiu uma versão nova do sistema operacional do meu celular que permitiu uma solução parcial suficiente para esses spams SMS nunca mais me acordarem nem interromperem minha linha de raciocínio.

E é uma solução bem simples, que (no caso do meu aparelho, que é um iPhone) não exige instalar nada: basta cadastrar, no aplicativo de Contatos, todos os números estranhos que a operadora e seus parceiros usam para enviar suas mensagens indesejados - preferencialmente todos eles como telefones de um mesmo contato.

Depois, usando o recurso de toques de SMS personalizados (nos contatos do iPhone o nome do campo é "som mensag.", que aparece na tela "Editar" de cada contato), defina para este contato o toque mais discreto e baixo que você conseguir encontrar, ou (no caso do iPhone), use a opção "Nenhum".

E pronto: a partir deste momento, os spams SMS só vão chegar ao seu conhecimento quando você olhar para a tela, pois eles serão recebidos silenciosamente. A exceção é quando a operadora inventa outros números, algo que no meu caso não acontece com muita frequência mas sempre é seguido por novo cadastramento no contato correspondente.

Bônus extra

Pode ser que você tenha outros contatos que mereçam um toque à parte: por exemplo, eu recebo algumas mensagens de atualização do meu home banking, e avisos quando alguém perdeu uma ligação para mim - quero ter o aviso sonoro delas, mas de forma diferenciada das mensagens "de verdade", enviadas por humanos, e um toque discreto (e não silencioso) resolve isso.

O mesmo truque simples serve também para telefonemas indesejados: vá além de definir um toque personalizado (como o tema de Psicose ou de Tubarão, sempre favoritos nessas horas) para as ligações dos chatos: silencie-os desativando de vez seus toques.

E na sua plataforma?

O procedimento acima é para iPhone, mas imagino que outras plataformas de celulares antigos e modernos, como Symbian e Android, tenham recursos similares, ou até mesmo apps de 'listas negras' implementadas de forma mais completa em aplicativos de terceiros, indo além do simples ato de silenciar a chegada das mensagens (algo que a mim não agrada tanto, mas sempre há quem prefira poder remover completamente as mensagens sem nem olhar para elas).

Não tenho como testar o funcionamento nestes sistemas no momento, e já adiei a publicação dessa dica tão simples por tempo demais, portanto conto com as dicas e informações de vocês - que certamente serão melhores do que as minhas memórias dos meus tempos pré-históricos com Symbian ou qualquer coisa que eu possa pesquisar on-line sobre o Android - nos comentários para complementar!

Vença a bagunça hoje!

Arrumar a casa pode ficar bem mais simples quando você identificar o principal obstáculo que fica entre você e a organização.

Assim como na propaganda daquele iogurte estranho que diz resolver problemas de prisão de ventre, o acúmulo também é um grande inimigo da organização doméstica, de empresas, home offices e até do interior dos nossos carros.

Felizmente não é de um material tão desagradável: o acúmulo que atrapalha a ordem e limpeza destes locais é o de itens desnecessários, inservíveis ou que por qualquer razão não estão no local em que deveriam estar.

Assim como as cracas que, ao se multiplicar na parte submersa dos cascos, prejudicam a velocidade dos navios, a presença destes acúmulos nos nossos ambientes reduz nossa eficiência ao trabalhar, estudar ou mesmo conviver.

Embora a solução para isso não seja tão simples quanto tomar aquele iogurte da propaganda, também não é nada difícil remover o acúmulo dos nossos ambientes, e você pode resolver isso hoje mesmo, de maneira definitiva, seguindo estes passos:

1 - Reconheça o acúmulo do seu ambiente

Objetos inservíveis têm muitas faces. Alguns exemplos simples podem ser

  • revistas de notícias e jornais já lidos,
  • cabos e conectores para aparelhos que você não usa mais,
  • a apostila que você já desistiu de estudar mas não quer admitir,
  • suprimentos que você mantém à mão "para o caso de..." mas este caso nunca acontece,
  • aquelas roupas que não são usadas há 3 invernos,
  • o talão de estacionamento do ano retrasado que continua atrás do pára-sol do carro,
  • moedas que deveriam estar circulando mas estão ocupando espaço num pote,
  • as ferramentas que deveriam ter sido devolvidas pra área de serviço mas acabaram pernoitando e se instalando na gaveta do quarto,
  • aquele tempero que você provou, detestou e mesmo assim guardou o pote,
  • etc., etc., etc.

Reconhecer que há acúmulo geralmente conduz à imediata constatação de que na verdade muito acúmulo, e à conclusão de que removê-lo tornará muito mais simples manter seu ambiente organizado, e deixará este ambiente muito mais agradável e espaçoso.

2 - Identifique os 4 destinos

Nem todo acúmulo é inservível. Parte do que você encontrar só precisará ser guardado de volta no lugar de onde foi retirado. Para outra parte você precisará encontrar lugares adequados, melhores do que os atuais. Estes são os 2 casos em que é relativamente simples encontrar destinos.

Um destino mais trabalhoso, mas que costuma ser o mais recompensador, é encontrar pessoas (ou entidades) para as quais aquilo que para você é um trambolho acumulador de pó e ocupante de espaço nobre será de grande utilidade, ou até mesmo um luxo.

Às vezes é possível vender, em muitas outras é preferível doar - e mesmo itens total ou parcialmente danificados podem encontrar alguém disposto a colocar em prática aquele conserto que você vem adiando há anos.

Recentemente doei, para pessoas diferentes, uma impressora com alguns anos de uso, um videogame de uma geração passada, e um monitor CRT - todos os 3 ocupavam um espaço enorme na minha casa (incluindo um serpentário de cabos e acessórios!), e não eram usados há mais de 1 ano, e agora estão nas mãos de pessoas para as quais ainda terão anos de uso pela frente.

E, ao menos quando se trata de coisas que até recentemente estavam ocupando espaço nobre na casa, geralmente o quarto destino é o mais doloroso: a lata de lixo reciclável. Pode doer o ato de jogar fora algo que estava guardado, mas se não serve para ninguém, reciclar é bem melhor do que manter indefinidamente.

3 - Zere o seu saldo negativo

Com o acúmulo reconhecido e os 4 destinos identificados, é hora de atacar a sua casa, um cômodo por vez (incluindo o carro!).

Normalmente a estratégia de vitórias parciais não é boa para arrumações domésticas, mas esta é uma exceção: uma boa caça aos acúmulos mais visíveis em cada ambiente da casa, sem gastar mais do que 15 minutos em cada cômodo, vai dar uma cara nova a tudo, e potencialmente estimular a que você repita a dose nos dias seguintes, mais detidamente em cada ambiente, até zerar o acúmulo completamente.

Antes de começar cada rodada (seja a da casa inteira, ou a detalhada em cada cômodo), separe 3 caixas e escreva em cada uma delas: GUARDAR, DOAR e RECICLAR. Leve-as consigo e assim poderá se concentrar na tarefa de remover o acúmulo propriamente, deixando as ações posteriores (guardar, doar, reciclar) só para o final do período.

A ideia do período curto (15 minutos) é para ajudar a manter o foco, pois não é nada difícil se distrair com o conteúdo acumulado em gavetas e prateleiras.

Ter um timer ou despertador à mão e programá-lo para tocar pode ajudar muito: recomendo o método organizacional da Galinha Temporal (similar à conhecida técnica Pomodoro) para que você mantenha o ritmo e a motivação até zerar o acúmulo da casa.

4 - Impeça novos acúmulos

Tire da pilha de leituras a revista de notícias e o jornal assim que tiverem sido lidos. Desenvolva o hábito de jogar imediatamente no cesto de reciclagem todos os papeis cuja utilidade não seja bem clara. Não mantenha no guarda-roupas as roupas que não têm perspectiva de voltar a servir, ou que estão com um defeito que você já sabe que nunca vai consertar.

De modo geral, acostume-se a não ver mais o ato de "guardar" como se fosse um substituto light para "adiar a hora de jogar fora", e nem confunda mais "guardar" com "colocar onde ninguém vê para parecer tudo organizado".

Este passo também inclui repensar as estruturas de armazenamento da sua casa. Alguns organizadores de gavetas e bancadas, umas prateleiras discretas e caixas bem planejadas podem mudar a realidade dos ambientes.

5 - Inclua na sua rotina

Mesmo que você atinja a perfeição na hora de impedir novos acúmulos, eles ainda ocorrerão: é da natureza humana mudar de opinião sobre os objetos ao seu redor, e o que hoje é bonito e prático amanhã será aquele objeto que fica no seu caminho.

Se você não lembrar disso, em breve precisará recomeçar desde o passo 1. Mas se incluir na sua agenda semanal meia hora para uma revisão geral dos seus ambientes, ou passar a dar atenção específica a isso enquanto trata de outras tarefas de organização doméstica, vai dar para adiar o novo ciclo completo por mais algum tempo ;-)

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