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Promoção do livro de redes sociais: o vencedor, e descontão para os demais

Na semana passada divulguei minha breve resenha do livro Criando aplicações para Redes Sociais, publicado no Brasil pela Novatec, e ofereci aos leitores a oportunidade de concorrer a um exemplar.

Muitos de vocês resolveram participar, e ajudaram a divulgar a promoção no Twitter. Como só um pode ganhar, não vou fazer delongas: o ganhador é o @jeronimomadruga, que tem até dia 2 de julho para entrar em contato comigo, via formulário de contato do Efetividade, para me passar o seu endereço completo (com CEP) para envio do livro. Parabéns a ele!

Promoção para os demais: 25% de desconto (até dia 4 de julho)

O pessoal da Novatec acompanha de perto essas iniciativas, e gostaram da intensidade da participação de vocês. Para retribuir, estão oferecendo aos leitores do Efetividade 25% de desconto na compra do livro em seu site até o próximo dia 4 de julho.

Para ganhar o desconto basta fazer a compra do livro normalmente pelo site da Novatec, e informar o código de desconto EFETIVIDADE no campo apropriado quando estiver finalizando a compra.

Agradeço à direção da editora pela atenção e pela oferta, e desejo boa leitura a vocês!

Comprometimento é a vontade de fazer parte de uma história

por Patricia Wolff, autora convidada para a série "Competências"

“Os seres humanos são animais que fazem promessas”
Friedrich Nietzsche

O que nos leva a nos comprometer com alguém ou com alguma coisa?
O que nos leva a iniciar e terminar uma atividade?
A buscar a cada dia uma forma melhor de fazer as coisas?
A assumir a responsabilidade quando um erro aparece?
A cumprir aquilo que nos propomos a fazer?

Nada mais e nada menos do que o nosso COMPROMETIMENTO!

Comprometimento

A etimologia do verbo comprometer indica que a palavra significa “fazer promessa com”, ou seja, empenhar-se, obrigar-se.

E só agimos desta forma porque temos confiança no outro ou na empresa, valores em comum, uma causa em comum.

Grau de compromisso

Você têm valores em comum com a sua empresa?
Você têm uma causa comum com o seu parceiro?
Quando você se propõe a fazer algo para você mesmo você cumpre?

Desta forma é que avaliamos o nosso grau de compromisso com os outros e com nós mesmos.

O valor do comprometimento

E por que esta competência é tão valorizada?

Porque comprometimento refere-se a perseverar ou se destacar em tempos difíceis.

Ovos com bacon: a galinha até topou contribuir, mas o porco precisou estar totalmente comprometido!

Estar comprometido com um resultado nos ajuda a manter a calma diante das adversidades e obstáculos que nos cercam. Estar comprometido com uma meta nos ajuda a superar perdas ocasionais de motivação.

Mas quais são os fatores que determinam o comprometimento?

Eugenio Mussak, em seu livro Caminhos da Mudança (2008) identifica as cinco condições básicas para que ocorra o comprometimento, em qualquer tipo de relação:

  1. Admiração
  2. Respeito
  3. Confiança
  4. Paixão
  5. Intimidade

Isso significa que só ficamos ao lado de alguém que admiramos, e da admiração surge o respeito, que gera a confiança e a paixão e com todos estes ingredientes juntos queremos continuar convivendo com esta pessoa e sendo íntimos. Resumindo, é a soma destes fatores que sustenta uma relação, seja ela profissional ou pessoal.

À medida que assumimos e mantemos nossos compromissos, mesmo os pequenos, fortalecemos a nossa integridade e nos tornamos cada vez mais eficiente.

Quando digo integridade quero dizer uma pessoa que tem harmonia entre discurso e prática. Faz exatamente aquilo que diz que vai fazer. Parece simples? Na verdade é, mas não quer dizer que seja fácil.

Para que eu tenha harmonia entre discurso e prática eu preciso de: flexibilidade; iniciativa; disciplina; coragem; dedicação e criatividade.

Sem atalhos

Vale lembrar que não existe atalho para o desenvolvimento, para progredirmos precisamos de ação, dedicação e aprendizado, ação, dedicação e aprendizado!

Antes de mais nada precisamos identificar o que podemos melhorar. Feito a escolha precisamos estabelecer metas e nos mantermos fiéis a elas. Saber que somos responsáveis (responsabilidade = habilidade para responder) por concretizá-las e em cada pequena ação que realizo daquilo que me comprometi, aumenta minha eficiência.

Como favorecer o compromisso com a meta:

  1. Divulgue sua meta, pois quando ela se torna público o compromisso aumenta.
  2. Relacione com seus valores e propósito de vida. Por que ela é tão importante para você? O que você vai ganhar com isso?
  3. Estabeleça as ações para alcançar as suas metas.
  4. Minimize os obstáculos criando planos A, B e C.
  5. Monitore os progressos.
  6. Realize os ajustes necessários.

Agora é com você! Em que história você escolhe fazer parte?

A autora convidada da série de artigos sobre Competências, Patrícia Wolff, atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting.
 

Livro: "Criando aplicações para Redes Sociais" - Ganhe seu exemplar!

Recebi da editora Novatec um exemplar do livro "Criando aplicações para Redes Sociais", publicado internacionalmente pela O'Reilly, e acredito que pode ser do interesse de vários de vocês que trabalham ou convivem com desenvolvimento web.

Criar sites e aplicativos na web que atraiam suficiente interesse de pessoas a ponto de formar e desenvolver uma comunidade que interaja usando seus recursos é um grande desafio, e o autor Gavin Bell trata dele do jeito que eu aprecio: com ênfase no projeto e design, e sem exagerar na descrição da tecnologia envolvida, pois sabemos que esta é a parte que muda a cada 2 semanas, certo?

Se você é desenvolvedor, designer (de interação, de produto, visual, etc.) gerente de projeto ou outro tipo de integrante das equipes envolvidas neste tipo de sistema ou produto, acredito que este livro terá algo de bom a lhe dizer.

Da mesma forma, se você já tem um site no qual existe (real ou potencialmente) uma comunidade interagindo, o livro poderá dar algumas dicas do que você poderia fazer a mais para maximizar o proveito que essas pessoas terão, e o retorno que elas irão gerar umas às outras, e para você.

O sumário completo está disponível no site da editora, mas entre os tópicos abordados no livro, quero destacar alguns que me atraíram a atenção especialmente:

  • Como descobrir por onde começar
  • Como estruturar as diversas relações
  • Como representá-las da forma que parecerá correta para o público
  • Como fazer seu público sentir-se à vontade e em casa
  • Como ampliar conexões com o restante da web (usar e criar APIs e similares)
  • Por que simples cópias de um conceito já bem-sucedido tendem a falhar

Uma perspectiva pessoal

Pessoalmente acredito que esse negócio de posicionar sites como recursos de interação social jamais vai ser meu foco.

Comecei com desenvolvimento web na primeira metade da década de 1990 (que daqui a alguns meses será, oficialmente, "a década retrasada"), quando Kurt Cobain ainda era vivo, o Unabomber ainda mandava suas cartas, e ainda não haviam sido lançados o servidor Apache, o Windows NT e nem o primeiro Macintosh PowerPC (mas o Linux já rodava em computadores 386 no laboratório).

Tendo a enxergar meus sites, portanto, com uma visão retrô: são meios para eu transmitir ou disponibilizar informações para os leitores interessados. A adição de recursos de feedback on-line (como os comentários de vocês) é bem-vinda, mas creio que jamais será o meu foco principal.

Mas posso me dar ao luxo de ser retrô só porque a web para mim é um meio de comunicação pessoal. Hoje existe toda uma indústria digital baseada na interação e formação de comunidades, e o sucesso de alguns destaques dela mostram que há demanda por isso - e mesmo quem jamais espera criar o próximo Twitter ou Facebook pode se beneficiar colocando em seu site (ou mix de comunicação social) alguma ênfase na interação - e este livro parece ser um bom recurso para isso.

Ganhe um exemplar

Vou sortear um exemplar do livro no próximo dia 28. Para concorrer, basta ser assinante do @efetividadeblog no Twitter e twittar a frase a seguir:

Estou concorrendo ao livro que o @efetividadeblog vai sortear - é da @novateceditora, sobre comunidades virtuais: http://miud.in/6VN

Além disso, naturalmente, você deve ficar ligado no twitter no dia do sorteio, pois é lá que vou anunciar o vencedor e as instruções para que ele me passe seu endereço postal no Brasil para envio do livro.

Vencendo as tarefas domésticas diárias com uma lista genérica

Gerenciar a administração das tarefas domésticas diárias, quando há comprometimento genuíno com a qualidade delas, é atividade que dá trabalho, seja em uma república de estudantes, casa de solteiro ou casa de família...

Estou meio sumido daqui devido ao acúmulo de atividade profissional, mas essa dica me trouxe um resultado tão positivo que resolvi compartilhar com vocês.

Desde dezembro eu comecei a prever e registrar as tarefas periódicas de limpeza da casa, hábito que eu também tinha quando morava sozinho e não queria me limitar a limpar os cômodos apenas quando já estivessem visivelmente precisando.

Não precisamos exagerar...

O motivo do registro continua o mesmo, embora hoje a situação seja bem diferente: contamos com o serviço de uma diarista, que comparece 3 vezes por semana. Mas sem um pouquinho de controle, ela acabaria se concentrando em limpar sempre os mesmos cômodos, antes de precisar, deixando outros de lado - em outras palavras, alocando mal os recursos disponíveis.

Uma alternativa que funciona bem (embora com um esforço acumulado muito mais elevado) é gerenciar diretamente as atividades domésticas enquanto elas estão ocorrendo, no papel de supervisor ou capataz. Nossa escolha é diferente: preferimos preparar antecipadamente uma lista do que precisa ser feito, combinar como as tarefas serão avaliadas, e deixar a operacionalização nas mãos de quem vai executar.

A ferramenta: uma lista genérica de tarefas domésticas

Eu comecei a estudar a melhoria do gerenciamento das atividades de manutenção da nossa casa em dezembro, e apliquei a velha máxima: "não se pode gerenciar o que não se mede". E a medição, neste caso, é simples: basta produzir as listas com alguma atenção (para evitar descrever a mesma tarefa com palavras diferentes), e guardar todas as listas ao longo de algumas semanas, para aí fazer uma contagem simples das tarefas que mais se repetem, e sua frequência relativa.

Excesso de gerenciamento não é bom para ninguém

No começo eu fiz as listas diariamente no OpenOffice, depois desenvolvi um script simples para gerá-las em HTML a partir de um menu, mas depois que levantei os números envolvidos, percebi que nada disso era necessário já que:

  • Algumas tarefas (como "recolher as roupas do varal") se repetiam absolutamente todos os dias, no início ou no final da lista
  • É bem pequeno o número de tarefas genéricas ("faxinar o cômodo X") que se repetem com grande frequência,
  • Um número infindável de tarefas mais simples e específicas ("limpar o interruptor do corredor") aparecem apenas uma vez, tornando um pouco ineficiente a ideia de sistematizar seu cadastramento prévio em um sistema.

Mas a mesma análise dos números levou a uma conclusão simples: seria possível produzir uma lista genérica contendo todas estas atividades repetitivas, para que a cada dia marcássemos com um X as que deverão ser realizadas, e deixar um espaço para escrever manualmente as pequenas tarefas específicas que não poderiam ser sistematizadas com eficiência.


A lista genérica de tarefas da minha casa ficou assim

A imagem acima está quase em tamanho natural. Cabem 2 listas por face de uma folha de papel A4, e eu as imprimo em folhas já usadas de um lado, em qualidade de impressão rascunho.

Depois é só marcar X nos quadradinhos certos, e fixar com um imã na porta da geladeira. Conforme vão sendo executadas as tarefas, elas vão sendo riscadas com um pincel atômico, e assim ficamos sabendo quando exageramos na alocação (sobram muitas tarefas sem completar) e também quais tarefas precisam ser repetidas na próxima lista, por não terem sido executadas.

Os arquivos para download (para você editar e adaptar às rotinas da sua casa) estão disponíveis abaixo.

Gerenciamento de processos domésticos

A lista genérica acima não indica os ciclos (isso é algo diferente em cada casa), mas diferencia, para cada cômodo, as faxinas "completas" e "rápidas", sendo que as primeiras são aquelas que minha avó chamava de "de cima abaixo" - paredes, embaixo e atrás da mobília, bater tapetes, limpar vidraças, etc. Já as faxinas rápidas são aquelas de manutenção: remover poeira aparente, dar ordem ao que estiver bagunçado, varrer o chão exposto, e era isso.

Gerenciar exige esforço, mas não gerenciar exige mais

Assim, quando vamos definir o que vai ser feito em um determinado dia, podemos considerar nosso ciclo doméstico e escolher qual cômodo terá a faxina completa (até 2 por dia), quais terão faxina rápida (até 3 por dia), e sobra algum tempo para as demais tarefas anotadas no alto da folha (algumas das quais, por serem repetitivas, constam no quadro "Tarefas Comuns", facilitando a marcação).

Note que a lista tem também 2 quadros fixos e previamente preenchidos, contendo as tarefas que precisam ser cumpridas todos os dias ao iniciar os trabalhos e antes de encerrá-los. Assim quem vai executar não esquece, e quem solicita também fica sem condições de dizer que algo "é óbvio que tem que ser feito todo dia" sem nunca ter avisado - é bom para os 2 lados ;-)

Os arquivos para download

Para usar a lista genérica você precisa adaptá-la aos cômodos e tarefas da sua casa.

Eu criei o documento no BrOffice (arquivo ODT - OpenDocument), e exportei em 2 formatos (DOC e DOCX) para quem prefere o Word. As 3 versões podem ser obtidas nos links abaixo, mas não posso me responsabilizar pela qualidade da conversão para Word:

Exercício para o leitor: foco na qualidade

Todo mundo que estudou sobre qualidade sabe o quanto o simples ato de registrar como devem ser feitos os procedimentos tende a melhorar a execução e o resultado, porque quem solicita e quem cumpre passam a ter um critério único (e objetivo) de aferição, que também serve como guia.

Na nossa casa temos uma segunda folha, que não reproduzirei aqui (já seria exposição demais) detalhando as atividades mais importantes: o que exatamente significa a "geral diária" da cozinha, quais os passos de uma faxina completa e de uma faxina rápida, detalhes específicos de alguns cômodos, etc.

É apenas uma folha A4, permanentemente fixada à porta da geladeira, e causou grande ganho na qualidade do serviço: a diarista pode consultar sempre que necessário, e quando notamos que algum serviço está constantemente deixando a desejar, alteramos a descrição para esclarecer o ponto em que está acontecendo a falha, e aí conversamos com ela sobre a alteração e a nova referência. Tem funcionado muito bem.

Sugiro que você produza um guia similar - é fácil de fazer e de manter, e faz maravilhas pela qualidade do resultado.

Leia também nosso artigo anterior sobre listas de compras permanentes.

Entendendo a Comunicação para utilizá-la com mais eficiência

por Patricia Wolff, autora convidada para a série "Competências"

“Em tempos de mudança, os aprendizes herdarão a Terra, enquanto os sabe-tudo estarão perfeitamente equipados para se desenvolverem num mundo que já terá deixado de existir.” Eric Hoffer

Por que a Comunicação continua sendo um dos principais desafios para o ser humano?

Pense na pessoa que está mais próxima a você, seu melhor amigo, sua namorada, seu marido, seu irmão, seu vizinho. Estas pessoas adquiriram ao longo da vida, um padrão de comportamento que provavelmente não te agrade 100%. Quantas vezes você já pontuou isso? Se já fez isso ótimo, meus parabéns! Caso contrário, pense no que te impediu de fazê-lo?

Às vezes, nós seres humanos, perdemos a oportunidade de comunicarmos algo ao outro por alguns motivos: quando nos sentimos ameaçados de perder algo; quando o nosso amor próprio esteja envolvido; quando os assuntos abordados são importantes e o resultado duvidoso; quando temos muita ligação com o que está sendo discutido; etc.

Pedir um aumento? E se o pedido for recusado?

E se seu chefe lhe der bons motivos para recusá-lo?

Quais serão as conseqüências para você?

Comunicar-se é se expor. É convidar o outro para conhecer sua forma de pensar, que nem sempre é lógica pois envolve emoções, vivências, expectativas, crenças, valores.

Exemplos do mecanismo em ação

Vamos ver três exemplos de como isso funciona.

Primeiro: Na hora de pedir um aumento ou dizer a um colega que ele roubou a sua idéia, estamos mergulhados em muitas emoções e nos esforçamos bastante para nos manter racionais pois os bons julgamentos ficam embaçados e confusos. E se eu falar e o outro ficar chateado comigo? Criamos mil e uma desculpadas para evitar o bom e velho bate papo.

Segundo: Para uns a pessoa é um mau-caráter, para outros um doce de pessoa. O que faz com que diante de um mesmo fato, duas ou mais pessoas tenham interpretações (vejam ou sintam) tão diferentes? Bom ou mau são julgamentos que correspondem ao sujeito que os faz. Temos diferentes perspectivas acerca de um mesmo fato e isso é assim porque nossa experiência é filtrada pelos nossos sistemas de crenças e por nossos modelos mentais que influenciam na nossa maneira de perceber o mundo.

Terceiro: “Carlos chegou tarde às últimas duas reuniões de equipe” (observação, fato). “Carlos não está interessado no projeto” (julgamento). Muitas das crises pessoais e interpessoais são geradas pela confusão nesta distinção. Para eu me comunicar de forma eficiente meu foco tem que ser o comportamento/fato e não a pessoa/julgamento.

Algumas causas que atrapalham a Comunicação:

  • Necessidade de ter razão
  • Dificuldade em aceitar as diferenças entre as pessoas
  • Falta de foco
  • Falta de visão global

Quando alguém não entender a sua mensagem, pergunte a si mesmo: “Por que será que eu não me fiz entender?” em vez de transferir a responsabilidade para o outro, perguntando: “Por que será que ele não me entendeu?”

Habilidades para se Comunicar bem:

  • Saber ouvir
  • Empatia
  • Auto-confiança
  • Clareza de idéias
  • Ritmo adequado da fala
  • Paciência
  • Organização

Como fazer isso muito bem

Uma ferramenta que pode contribuir com o aumento da eficiência em nossa comunicação é a Escada de Inferências, desenvolvida por Chris Argyris.

Esse modelo descreve como atuamos baseando-nos em subjetividades que muitas vezes estão apenas sutilmente relacionadas com o que observamos. Demonstra nosso processo de pensamento.

  1. Observações ou fatos imediatamente verificáveis para qualquer observador.
  2. Seleciono os dados a partir do que observo. Neste momento as minhas crenças influenciam as minhas escolhas.
  3. Articulamos estes dados, agregando-lhes sentido e fazendo uma interpretação a qual somamos inferências, suposições e crenças pessoais e culturais.
  4. Tiramos conclusões (que passam a se tornar ‘a verdade’)
  5. Com base nos níveis anteriores tomo uma decisão.
  6. A ação propriamente dita.

Muitas vezes ocorrem conflitos porque o nível de discussão fica da metade da escada para cima, ou seja discute-se apenas a conclusão, decisão e ação.

Vamos ver o seguinte exemplo:

Participei de uma reunião cujo foco era reverter a queda nas vendas do mês anterior.

A Gerente de Marketing logo concluiu: “Os nossos clientes não conhecem nossos diferenciais” e decidiu “Vamos fazer uma campanha de Marketing explorando mais os nossos diferenciais”.

O Controller logo se manifestou e concluiu: “Com esse resultado ruim não temos dinheiro para fazer uma nova campanha de marketing” e decidiu: “É melhor cortarmos algumas despesas”.

Qual seria a melhor alternativa, a da Gerente de Marketing ou a do Controller? Depende. Dependo do momento que a empresa está vivendo, depende das estratégias da Cia. A melhor saída seria fazer com que ambos descessem a sua própria escada de inferências para que os demais participantes entendessem suas lógicas de pensamento e juntos pudessem concluir e decidir baseado nos interesses da empresa e não das áreas em si.

O mais interessante desta ferramenta é que ela nos ajuda a compreender as percepções, interpretações e os valores dos outros, o que é libertador pois não há necessidade em desperdiçar energia para provar que estamos certos, além de propiciar que nos transformemos em seres proativos ao invés de reativos.

A partir do momento que desenvolvemos a capacidade de aceitar que cada ser humano percebe o mundo de uma forma diferente (de acordo com seu histórico, seus valores, suas crenças) concluímos que nossa forma de pensar não é uma “verdade universal”. Mas para isso precisamos de uma boa dose de humildade (ainda que eu acredite firmemente na minha opinião, reconheço que não é a única e que pode não ser a mais adequada ou válida).

Importante: Saber o que deve ser feito e conseguir fazê-lo são duas coisas diferentes. O verdadeiro aprendizado nos expõe tanto ao medo da incerteza quanto ao desconforto da incompetência. Eliminar o medo e a ansiedade são objetivos fantasiosos, reduzi-los e aprender a lidar com o que restou é mais plausível.

Então, preparado para testar esta ferramenta?

Bom trabalho e sucesso!

Para saber mais:

A autora convidada da série de artigos sobre Competências, Patrícia Wolff, atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting.
 

Melhore o sinal da sua rede sem fio selecionando um canal sem interferência dos vizinhos

Sua rede sem fio tem menos alcance e velocidade do que você precisa?

Roteadores e pontos de acesso wireless são cada vez mais comuns em residências, homeoffices e empresas, interligando notebooks, videogames, smartphones e outros equipamentos variados.

Seu funcionamento é projetado para sofrer o mínimo possível com a presença de outros roteadores nas redondezas, mas quando se reunem as condições ambientais adversas e aparelhos com acesso sem fio menos robusto (típico em netbooks e mesmo em algumas marcas de notebooks), a interferência se torna um problema real que reduz o desempenho e o raio de alcance da sua rede.

Um ponto de acesso sem fio comum

Uma das medidas mais econômicas (e com eficácia real em muitos casos) para evitar este problema é reconfigurar o seu roteador ou ponto de acesso para usar um canal sem fio diferente.

Nas situações mais comuns, existem 11 canais disponíveis para uso, e a maioria dos roteadores vem pré-configurados para usar o canal 6.

A importância de um geek residente

Sabendo acessar o utilitário ou página de configuração do seu roteador sem fio, você pode mudar para qualquer outro canal e reduzir a interferência ou competição com os roteadores dos seus vizinhos. E se não souber reconfigurar, basta convidar o seu sobrinho ou cunhado nerd para um café - ele lhe pedirá o manual e a senha, você dirá que não sabe onde estão, ele fará um comentário jocoso, pesquisará um pouco na web e logo resolverá a situação.

Todos os roteadores dos seus vizinhos continuarão visíveis nas suas buscas de redes, assim como o seu continuará visível para eles - e as senhas de acesso continuam valendo normalmente. Além disso, não é necessário reconfigurar nada nos equipamentos que já estavam configurados para acessar a sua rede sem fio - trata-se de uma mudança bem indolor e pouco perceptível, exceto pela redução da interferência.

Como encontrar o melhor canal

Usuários avançados sabem usar os recursos do próprio sistema operacional, ou utilitários populares, para identificar quais os canais mais utilizados pelas redes dos seus vizinhos e configurar para si o que estiver menos ocupado.

Tela do Wi-Fi Stumbler

Mas nem todos podemos ser especialistas em configuração Wi-Fi, e assim comemoramos o advento do Wi-Fi Stumbler (via Lifehacker), um aplicativo que roda direto no navegador (nos sistemas suportados por ele) e apresenta, numa listagem e gráfico bem simples de interpretar, a distribuição dos canais entre as redes sem fio da sua vizinhança.

No gráfico da tela reproduzida acima, você pode perceber facilmente o típico acúmulo do canal 6 (que costuma vir configurado de fábrica nos roteadores), e a presença de uma grande faixa livre entre os canais 7 e 10.

Como há alguma sobreposição entre as frequências de canais, a regra geral (cujas exceções não serão tratadas aqui) é afastar-se o máximo possível dos canais mais ocupados. No exemplo da tela acima do Wi-Fi Stumbler, se eu estivesse reconfigurando meu roteador de casa, eu escolheria inicialmente o canal 9, suficientemente afastado do congestionado 6 (em muitos condomínios ele fica bem mais congestionado do que isso, acredite) mas ainda sem ser vizinho do 11, que também já está em uso.

Sobreposição entre os canais wireless

Mas vários testes podem ser necessários, pois existem fontes de interferência que não aparecem neste tipo de ferramenta: o telefone sem fio do vizinho, determinadas lâmpadas, fornos de microondas, etc. Só que é um teste barato e rápido: basta usar o grafico do Wi-Fi Stumbler como guia e ir trocando de canal, verificando o alcance e velocidade até alcançar o melhor caso.

E quando o resultado é insuficiente?

Infelizmente a interferência não é a maior das causas de redução do alcance e desempenho das redes sem fio. Outras condições ambientais, como a disposição das paredes, presença de espelhos, aquários, paredes revestidas e outros elementos podem complicar bastante o caminho de ida e volta entre a antena do seu roteador wireless e o seu notebook.

Para estes casos existem outras soluções, algumas das quais já tratamos anteriormente por aqui. Visite os artigos relacionados abaixo para saber mais:

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