Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Seja um Papai Noel dos Correios - adote uma carta

Reproduzo o texto do release recebido - algo que faço raramente por aqui, mas a campanha dos Correios me parece meritória. E como eles trazem os números, me deu a impressão de ser efetiva também - e uma oportunidade simples para você participar.

O Projeto Papai Noel dos Correios é uma ação corporativa, desenvolvida em todas as 28 diretorias regionais, que tem como foco principal o envio de carta-resposta às crianças que escrevem ao “Papai Noel”. O objetivo central é manter a magia do Natal.

O destinatário do projeto é a criança que envia pelos Correios uma cartinha ao Papai Noel. As cartas que partem das comunidades carentes em todo o País são separadas e colocadas à disposição da sociedade para quem quiser adotá-las. Ou seja, nem todas as crianças carentes serão necessariamente atendidas.

Inicialmente são descartadas as correspondências que não contêm remetentes ou as com endereços repetidos. Cartas de adultos não são atendidas, bem como pedidos de medicamentos, celular, MP3, DVD, notebooks e afins. Os critérios de atendimento de pedidos são razoabilidade e possibilidade.

Cada Regional tem um método de trabalho para classificação e seleção das cartas destinadas para adoção, considerando diversos fatores, tais como: tamanho da área abrangida, número de correspondências, número de adoções, número de voluntários envolvidos, etc.

Em 1997, a iniciativa transformou-se em projeto corporativo, passando a ser desenvolvida em todas as 28 Diretorias Regionais da empresa.

Números:

Desde a criação do projeto o número de correspondências vem aumentando. Abaixo, os dados dos últimos quatro anos:

Ano == Cartas recebidas == Cartas respondidas == Cartas adotadas
2005====395.183==========145.474=======130.655
2006====501.605==========177.549=======226.934
2007====792.760==========231.552=======357.971
2008====1078.711=========365.446=======464.481

Todas as pessoas da sociedade podem colaborar, tanto como voluntários para auxiliar na leitura e triagem das cartas, como para adotar um pedido. Para isso, basta entrar em contato com os Correios de sua região .

Os interessados em adotar uma carta podem procurar, de 09 de novembro a 18 de dezembro, a unidade dos Correios mais próxima de sua casa. Nós, do Planeta Voluntários, convidamos você a servir e a apoiar os outros com Devoção e compaixão.

Faça você também uma criança sorrir neste Natal.

Que tal comprar os presentes de Natal com menos stress, dessa vez?

Mesmo quem gosta de ir às compras tende a não apreciar as filas, a competição pelos produtos que sobraram, e o acotovelamento geral que são característicos desta época do ano.

O Natal é um bom momento para reflexão, para buscar o convívio familiar, e para pensar naqueles aspectos da vida que não podem ser comprados no shopping center nem no comércio eletrônico. Mas ele também marca a maior temporada anual do consumo, e pouca gente escapa - ou mesmo deseja escapar - de dar presentes de Natal, e por isso acaba valendo a pena encontrar maneiras de fazê-lo com efetividade - ou ao menos com um pouco mais de eficiência.

Uma alternativa importante e sempre válida é oferecer presentes que não são comprados, como sua própria arte ou artesanato, entre outros. Cada vez mais, também, as famílias vêm organizando esquemas alternativos, no estilo amigo secreto, para reduzir o custo e a complexidade dos presentes familiares.

Mas nosso foco hoje é outro: assim como fizemos nos 2 anos recentes, vamos aplicar um pouco de logística para lidar com a perspectiva de ter mesmo que ir ao comércio e comprar as famosas "lembrancinhas" para os familiares, colegas, funcionários e outras categorias de presenteados.

Como fazer tudo errado

Para começar, vamos ver o que evitar. E é simples: se você quiser gastar mais do que precisa e terminar insatisfeito com o que comprou, simplesmente sica esta checklist:

  1. vá ao shopping ou a uma rua de comércio (levando duas crianças junto, de preferência),
  2. sem definir quanto pode gastar,
  3. nem pensar anteriormente em quais as pessoas que deseja presentear,
  4. e muito menos o que deseja comprar para cada uma delas.
  5. Passeie a esmo olhando as lojas até encontrar presentes que lembrem as pessoas que você gostaria de presentear,
  6. e vá comprando até se sentir satisfeito ou o crédito acabar.

O que está errado com a situação acima? Tudo! Você vai gastar mais do que pode, não vai comprar o melhor presente para cada pessoa, não vai distribuir equilibradamente os recursos disponíveis, e fatalmente vai esquecer de alguém.

Mas agora que já vimos como errar, vamos ver como acertar!

Como organizar melhor as compras de Natal

Logística muitas vezes é definida como a arte e técnica de garantir que o produto ou recurso certo esteja no lugar certo, na hora certa, a um preço razoável. E as compras de Natal podem se beneficiar muito dela, garantindo que as pessoas certas recebam o melhor presente ao seu alcance, sem atrasos e com o mínimo de esforço.

Tratar o Natal como se fosse uma operação logística e contábil NÃO é efetivo, mas é menos pior do que tratá-lo puramente como uma data comercial descontrolada. Se você tem o hábito de dar presentes, mas quer ter mais tempo e paz de espírito para comemorar a data da forma como ela realmente merece ser tratada, veja uma forma de fazer, passo por passo:

  1. Defina o orçamento: saiba quanto você pretende gastar, e até que ponto pode flexibilizar este valor. Use as dicas do nosso artigo anterior sobre fluxo de caixa para o final de ano para que os valores sejam realistas.
     

  2. Liste as pessoas que você deseja presentear: Do começo ao fim, pense nas pessoas que você gostaria de presentear no Natal. Se tiver dificuldade para identificá-las, procure a partir desta lista de papéis: família, companheiros de trabalho, amigos, clientes, parceiros, pessoas que o tenham presenteado recentemente e que você gostaria de retribuir, pessoas que prestem serviço regularmente a você, e sem deixar de lado aquelas pessoas para as quais um presente seu possa fazer grande diferença ou ser o único presente que receberão.
     

  3. Liste as pessoas que você se sente obrigado a presentear: dar presentes por obrigação não é a atitude ideal. Mas se você se sente obrigado, liste estas pessoas também.
     

  4. Una as duas listas, em ordem de prioridade: Lembre-se de que estamos falando de logística. Coloque no topo da lista consolidada as pessoas para as quais a busca do presente é mais urgente, e vá descendo, até chegar naquelas para as quais você pode presentear com atraso.
     

  5. Agrupe os integrantes da lista: dependendo de como for a sua lista, existe a possibilidade de agrupar seus integrantes, definindo padrões de presentes: pessoas que vão ganhar cestas de Natal, pessoas que vão ganhar um DVD musical, um livro, ou mesmo um cartão (com uma mensagem original, pessoal, e escrita por você mesmo, à mão!)
     

  6. Estime o custo dos presentes "padronizados": Estime tudo, e some os valores ao final. Considere juntar-se a outras pessoas para dividir alguns destes presentes. E não entenda mal a expressão "presentes padronizados". Neste contexto, ela quer dizer apenas que, sob o ponto de vista logístico, os presentes terão características em comum. Por exemplo: os sobrinhos receberão brinquedos educativos, e os colegas da Seção de Contabilidade receberão DVDs de shows. Isso não quer dizer que você comprará o mesmo DVD para todos eles, mas sim que bastará ir em uma única loja, apenas uma vez, e comprar os presentes de todos eles - escolhendo o DVD adequado a cada colega.
     

  7. Distribua o saldo entre os presenteados restantes: as pessoas mais especiais em sua vida provavelmente não poderão ser incluídas em nenhuma categoria padronizada. Ao subtrair do orçamento disponível o total dos presentes padronizados, você saberá quanto pode gastar nos presentes delas, e distribuir este valor entre elas. Talvez conclua que precisa reestimar ou redistribuir alguns saldos - se for o caso, repita os passos acima até acertar.
     

  8. Defina o presente ideal para cada pessoa: mas não o faça num shopping ou loja on-line. Sente-se confortavelmente em casa, pense e anote. A namorada gosta de ganhar biquinis, o irmão queria um tênis e o pai é apreciador de vinhos? Defina o que gostaria de presentear a cada um deles, se possível com uma alternativa extra para cada um, e anote tudo, juntamente com o valor que definiu para cada pessoa.
     

  9. Crie o roteiro e agenda de compras: neste ponto você já sabe o que pretende presentear a cada um. Crie um roteiro e defina os dias em que pretende visitar cada loja, procurando maximizar o número de presentes que poderá adquirir a cada deslocamento, ao mesmo tempo em que deixa tempo suficiente para escolher a variedade ideal. Considere também as rotas e estacionamentos, bem como os horários. As lojas estarão mais apinhadas conforme dezembro avança, portanto antecipe ou prepare-se. Mesmo assim, não deixe de comparar preços e condições para fazer a melhor escolha.
     

  10. Cuidado com as armadilhas: os lojistas SABEM o quanto é chata a peregrinação de loja em loja para encontrar o preço certo do presente ideal, e oferecem grande variedade de tentações para levá-lo a comprar algo mais por impulso, ou para comprar ali mesmo o que está sendo oferecido - que não necessariamente é o que você queria. Não seja inflexível, mas não aceite ser manipulado facilmente.
     

  11. Considere comprar on-line: especialmente no caso de lojas de boa reputação, e só quando tiver razoável folga entre o prazo de entrega prometido e a data em que o presente precisa estar de fato nas suas mãos. O Efetividade, com ajuda dos leitores, listou mais de 200 sugestões de presentes de Natal que poderiam ser comprados on-line. Confira, e navegue também pelas suas lojas de comércio eletrônico preferidas.

E não esqueça: o espírito natalino não se encerra nos presentes. Comprando com mais eficiência e aplicando um pouco de logística, talvez você tenha mais tempo (e alguma sobra de recursos) para refletir sobre o que a data realmente significa, e para praticar um pouco desta idéia que perdura há tantos séculos.

E agora é a sua vez. Qual a sua dica para compras de final de ano?

Rapidinha efetiva #005: brindes, feriado, kit apagão, cama-baú e os problemas do consumismo desenfreado

Hoje é feriado em diversas cidades do Brasil, marcando o Dia da Consciência Negra, e provocando a reflexão, em quem está aberto, sobre a importância da cultura das etnias de origem africana na formação da cultura nacional, e os desafios associados a isto.

Como é feriado, nossa Rapidinha Efetiva será ainda mais rapidinha do que de costume, mas não menos efetiva, claro ;-)

Quero começar lembrando sobre o sorteio dos brindes: as inscrições continuam, e o jeito mais fácil de concorrer é passando a seguir o @efetividadeblog no Twitter. Quem divulga o @efetividadeblog no Twitter também continua concorrendo a um prêmio extra! A lista dos prêmios, bem como as outras formas de participar - para blogueiros, e para quem não tem blog nem twitter - podem ser consultadas no post que anunciou a promoção.

Dica extra para apartamentos pequenos

Na semana passada, no artigo "Apartamentos pequenos: como sobreviver – com menos aperto", falamos sobre mobília multifuncional, e algumas pessoas pediram mais dicas.

Navegando em busca de outro produto, acabei encontrando a cama-baú da foto abaixo, cuja cabeceira é feia que dói, mas a idéia é inegavelmente boa, desde que o conforto e a durabilidade tenham sido preservados.

Nada muda o fato de que a imagem acima parece um daqueles jacarés do joguinho Pitfall, do Atari. Mas se você está planejando mobiliar um espaço pequeno, no mínimo a idéia acima pode dar idéia de algo mais a procurar - nem que seja uma cabeceira-baú, idéia genial que usei durante muito tempo quando morava em apartamento menor.

Kit-apagão

O apagão nacional da semana passada poupou Florianópolis, mas há poucos anos tivemos por aqui um apagão que durou dias. É difícil estar preparado para manter o conforto em uma situação assim; por outro lado, faltas de energia que duram mais de 1 hora são fatos da vida no Brasil, a ponto de não mais ser considerado surpresa.

Depois do apagão da semana passada, no dia seguinte me diverti lendo no Twitter os relatos de amigos que não conseguiram encontrar lanterna, nem fósforos, e nem mesmo acender o fogão a gás para ter alguma luz para procurar, porque o acendimento era elétrico. Alguns usaram uma tela bem branca no celular como fonte de iluminação, outros iluminaram a casa à base de laptops.

Desde o grande apagão florianopolitano, eu tomei uma providência simples: dentro de uma caixa pequena (tamanho de uma caixa de bombons), coloquei velas, caixa de fósforo, uma lanterna sem pilhas (para não oxidar), um rádio AM/FM sem pilhas (idem), várias pilhas em suas embalagens lacradas, leque, papel, caneta e uma listinha de telefones de contatos de emergência. "Lacrei" a caixa com fita crepe (para reduzir a tentação de recorrer a ela quando precisasse de fósforos ou pilhas para outros fins), e escrevi na fita a data em que precisaria fazer a troca das pilhas e dos fósforos, para não perderem a validade.

Quando chegou a data, troquei as pilhas e os fósforos da caixa, e coloquei em uso as que estavam guardadas. Depois disso já houve algumas faltas de luz, e de fato cheguei a fazer uso de todo o material, que aí vai sendo substituído.

Para facilitar a procura no escuro, "encapei" a caixinha com tiras de uma lixa fina, fácil de identificar pelo tato mesmo nas maiores escuridões. E desde então mantive a regra: a caixa fica guardada na mesma gaveta em que guardo as pilhas e baterias de reserva da casa. Além da associação óbvia, a presença de um padrão (que segui nos 3 últimos apartamentos em que morei) auxilia na hora de procurar sem luz.

O leitor Daniel Mendes complementa: "Revisitando o tema e sabendo que as crianças em casa podem não saber manejar isso, sugiro utilizar os bastões de luz química. são faceis de encontrar, de manusear e não oferecem tantos riscos aos pequenos quanto uma vela acesa. A luz de alguns dura 12 horas e o custo de um que tem um bom raio de atuação (iluminar um cômodo médio por exemplo) não chega a R$ 3,00. Outra vantagem é que sua luz não se apaga sob chuva e é uma ótima pedida para ter no carro, tanto para sinalizar o veículo quanto para suprir a falta de uma lanterna. essa é a minha dica!"

Outras providências podem ser tomadas, em substituição ou complemento. Adotar a política de sempre manter carregado o celular e o notebook, por exemplo. Ou ter luminárias Dot-It (adesivas e com pilhas - detalhes em "Efetividade em casa e no escritório: 50 produtos que facilitam meu dia-a-dia (parte 1)") fixadas em locais estratégicos da casa podem ser mais do que suficientes para a mesma finalidade.

O essencial é não agir como se este tipo de blackout fosse uma circunstância completamente inesperada. Quando acontece, precisamos cuidar da nossa segurança e garantir o conforto que estiver ao alcance - ouvindo rádio de pilha, lendo um livro à luz da lanterna ou, se a bateria e a operadora permitirem, usando o celular para se informar pela Internet.

E não se esqueça de tirar da tomada todos os aparelhos da casa, para não ser mais um prejudicado pela maneira como a eletricidade se comporta no momento do retorno...

Revisitando o consumismo: endividamento compulsivo afeta milhões!

Recentemente publiquei e discutimos um artigo sobre os problemas da tendência ao consumismo, e a revista Isto É aparentemente pegou o mesmo gancho.

Com o artigo "Consumo: Quando o desejo de comprar vira doença", a revista aprofundou o tema, tratando sob um foco mais específico: o endividamento crônico que atinge milhões de brasileiros e pode ser uma porta de entrada para o vício do consumismo compulsivo.

O artigo on-line tem 4 páginas, e separei um trechinho para vocês:

(...) Para quem gasta sem pensar e adquire o que não precisa, pode ser a perdição total. Neste grupo, os mais vulneráveis são os compradores compulsivos, parte significativa dos 22% dos brasileiros que possuem dívidas impagáveis e de 85% das famílias que têm despesas superiores ao rendimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste caso, o consumismo desenfreado é uma doença.

Um dos sinais de desequilíbrio é o alto grau de irritação diante da impossibilidade de comprar e a impulsividade do ato. "São pessoas que compram sozinhas, optam por objetos repetidos, sem utilidade, e escondem as aquisições dos familiares", afirma Tatiana Filomensky, coordenadora do grupo de atendimento dos compradores compulsivos no Hospital das Clínicas de São Paulo. "Eles saem para comprar um terno e voltam com uma televisão." Seis anos atrás, apenas três pacientes estavam em tratamento. Neste ano, são 24 e há 50 nomes em lista de espera. (...)

Recomendo a leitura, e uma releitura também do nosso artigo antes de fechar a lista das compras de final de ano - não negligencie o seu fluxo de caixa para o final do ano!

Parado no trânsito, com menos stress (e alguma produtividade)

Os problemas de mobilidade urbana afetam muitas cidades do nosso país, e não são nada raras as pessoas que gastam horas todos os dias em deslocamentos entre sua residência e os locais de suas atividades.

Algumas encontram condições melhores para isso, outras estão sujeitas a bem menos conforto, mas todas compartilham entre si algum nível de stress, e o eventual desejo de aproveitar este tempo para realizar algo positivo que vá além da contemplação, meditação e reflexão, sempre bem-vindas.

Passageiros: o paralelo com as salas de embarque

Para quem trafega como passageiro, seja em transporte coletivo ou individual, muitas das dicas que já tratamos anteriormente ao falar sobre o ordálio das salas de embarque e vôos a serviço se aplicam, especialmente no que diz respeito à redução do stress por meio de entretenimento e distração. É saudável usar estas oportunidades para se manter em dia com as pendências, mas em alguns momentos é interessante dispor de uma alternativa que conduza ao relaxamento e à distração – mesmo quando você não deseja, ou não pode, tirar uma sonequinha.

Quando é carona em carro próprio, dá até pra pensar em economizar para colocar um DVD no banco de trás e passar a ter um aproveitamento cultural maior a cada deslocamento, mas nem sempre é necessário ir tão longe: há inúmeras alternativas de entretenimento que você pode levar consigo, sendo que possivelmente a mais portátil delas é um bom livro ou revista, que eu recomendo. Pode ser até uma revista de passatempos, como um Sudoku ou palavras cruzadas, se o transporte for compatível com sua escrita...

Acredito que esta seja a maior razão da popularidade dos videogames portáteis, especialmente para quem se desloca usando transportes seguros. Eu às vezes recorro ao celular para um jogo rápido, mas tenho levado comigo um PSP com alguns jogos, e uma seleção de músicas, algum filme ou seriado na memória. Basta estar em um transporte suficientemente seguro, colocar os fones de ouvido (ligando ou não a atenuação de ruídos externos, dependendo da ocasião), e relaxar, tentando esquecer do desconforto das vans de traslados para eventos e do stress do trânsito ao meu redor.

Quem anda em transporte coletivo que não ofereça o mesmo grau de segurança ao patrimônio individual vê suas opções de forma mais restrita, mas além da boa e velha música em aparelhos de MP3, e dos audiobooks que mencionaremos mais além, a Internet nos traz uma variada gama de opções de podcasts e outros conteúdos em áudio, alguns educativos, outros informativos, vários opinativos, e outros de entretenimento. É só baixar e copiar para o player.

Compartilhe conosco suas dicas de podcasts legais nos comentários! Os amigos do @efetividadeblog no Twitter já recomendaram (obrigado!) vários para este artigo, incluindo:

  • O nerdcast, divertido para o público em geral.
  • O Pod sem fio, da Bia Kunze, que às vezes se manifesta por aqui também (bem-vinda!)
  • O Código Livre, do Ricard Macari.
  • as edições antigas do TickTack (tem até uma edição comigo, falando sobre o Efetividade).
  • O Sidetalk é pros gamers.
  • O Decodificando "trata de assuntos relacionados a novas tecnologias na área de biologia e informática e seus principais aspectos jurídicos".
  • O Séries etc. não é mais atualizado, mas o histórico ainda pode proporcionar alguma diversão.
  • Para o pessoal com interesse em tecnologia, a Info e o IDG Now publicam podcasts regularmente.
  • A CBN e a Band News (entre outras rádios e agências) disponibilizam notícias e comentários na forma de podcast.
  • Também foram mencionados: falafreela, Papo na Estante, NowLoading, i sh0t the sheriff, Rapaduracast, papotech; Monalisa de Pijamas.

Como você pode notar, esta dica vale também para quem se desloca a pé, ou de bike. Mas cuidado com a segurança, fones de ouvido podem ser um fator de risco no ciclismo ou mesmo nas calçadas.

Para concluir, para mim a ferramenta suprema para esquecer que estou em deslocamento pelos engarrafamentos da cidade é um bom livro ou, na ausência dele, um celular com bom acesso à Internet. Mas o primeiro é compatível com bem mais ambientes!

E o motorista?

O motorista precisa, em primeiro lugar, respeitar a legislação de trânsito, o bom senso, a segurança da sua condução e dos demais. Quando isto tudo está resolvido, às vezes sobra uma oportunidade para entretenimento ou cultura. A mais básica delas costuma ser o aparelho de som do próprio carro, que pode tocar seus CDs (ou pen drives...) prediletos, ou a programação musical e de notícias das emissoras de rádio. Cidades que contam com jornalismo especializado no trânsito dão ao motorista uma opção extra muito efetiva, porque podem inclusive ajudá-lo a evitar pontos de congestionamento e ficar menos tempo no trânsito.

Pessoalmente prefiro ouvir minha própria coleção de músicas, um eventual podcast (como os mencionados acima), e de vez em quando variar com o rádio - às vezes com noticiário, outras com humor e variedades, mas geralmente com música.

Uma alternativa que descobri recentemente e tem me dado oportunidade de relaxar nas quentes filas do asfalto florianopolitano são os audiobooks (ou audiolivros), sobre os quais escrevi o artigo "Audiolivros brasileiros: ouvindo livros no engarrafamento e na academia", cujo título já deixa clara a relação com nosso tema de hoje. Gostei bastante da biografia do Tim Maia ("Vale Tudo") narrada pelo autor Nelson Motta, e agora estou ouvindo "O Baú do Raul". Na livraria do shopping aqui perto, e também na estante virtual do Submarino tem pelo menos uns 25 títulos, dá de escutar em muitos engarrafamentos. O @rscbsb deu esta mesma dica via Twitter, e ainda sugeriu também os audiocursos.

Quando o trânsito pára mesmo, e eu chego a desligar o motor, aí recorro (mantendo alguma atenção) às mesmas opções que os passageiros têm: joguinho ou internet no celular, livro, revista ou qualquer coisa que tire minha mente do stress ao meu redor.

Ser produtivo não muda

O que muda são as ferramentas, demandas e oportunidades. Há quem não sinta falta de produzir algo no tempo que gasta em deslocamento, seja porque há tempo suficiente em outras situações melhores, seja porque reconhece a necessidade da higiene mental praticada durante os deslocamentos, ou mesmo porque não deseja se transformar em uma máquina de produzir.

Simpatizo com estes argumentos, e longe de mim querer me transformar em uma máquina de produção - como eu já disse, o que eu quero mesmo é ganhar eficiência para que sobre mais tempo para jogar videogame e tocar guitarra ;-) Minha abordagem no trânsito, como geralmente sou o motorista, é a da higiene mental e entretenimento, embora às vezes eu lembre de repassar alguma lista de pendências antes de sair de casa, para ir pensando em alternativas de algum projeto, ou compondo mentalmente algum documento ou relatório enquanto espero os engarrafamentos andarem. Funciona muito bem, especialmente porque é um processo não totalmente consciente, e sem foco nos detalhes específicos.

Só que às vezes algum detalhe específico surge, e é necessário registrá-lo. Já aconteceu com você de um carro de um prestador de serviço que você precisava mas não conseguia encontrar parar na sua frente, e você não ter como anotar o telefone dele, exposto na lataria? Comigo acontecia sempre, e parou de acontecer depois que eu dediquei um dos botões programáveis do celular para abrir o gravador de voz e começar imediatamente a gravar. Aí só preciso memorizar o telefone (ou a idéia que tive, ou o que for) até a primeira oportunidade em que seja seguro e legal fazer uso deste recurso, e quando chego ao meu destino, basta transcrever a nota verbal para o local adequado, como também lembrou o @peujapiassu, via Twitter.

Meu pai, cuja atividade profissional exige deslocamentos constantes (muitos deles dirigindo), usava tanto este recurso que agora comprou um gravador digital de voz da Olympus, e passou a manter nele muita coisa, sem nem mesmo transcrever. Este aparelho tem excelente captação e memória, então se ele precisa compor um documento ou uma apresentação, pode deixar o gravador ligado no banco do carona, e ir falando, falando, falando, falando... Quando chega ao final da viagem, já terá registrado todos os principais pontos do documento, e aí é só completar com os dados e a redação.

Outro recurso usado tradicionalmente é o de aproveitar para se informar. Quem precisa ler jornais ou relatórios no começo do dia pode fazê-lo no trânsito, se não estiver dirigindo. Os notebooks com 3G e mesmo os smartphones também permitem cada vez mais oportunidades de produtividade móvel a quem tem acesso a eles, e ao seu uso seguro quando em deslocamento. Já escrevi muitos artigos (alguns integralmente) enquanto estava em trânsito, mas acharia horrível viver em uma situação que me obrigasse a isso diariamente.

E, claro, os passageiros sempre podem ter acesso às suas agendas, blocos de anotações, materiais de referência e tudo o mais que quiserem levar consigo!

Melhor é evitar

Como estamos falando de efetividade, não podemos deixar de mencionar que muitas vezes o melhor a fazer é evitar o obstáculo, ao invés de ficar tentando encontrar maneiras de sofrer menos com ele.

Alternativas como home office, teletrabalho e escritório remoto são cada vez mais procuradas, e uma das razões é a redução ou eliminação dos deslocamentos constantes.


Podendo evitar, por que não?

Quando está ao alcance, mudar os horários dos deslocamentos também pode ajudar a reduzir o impacto, mas é necessário pesar os demais inconvenientes da decisão. Mas mesmo quando não podemos mudar o horário regular, às vezes vale a pena encontrar alternativas. Recentemente, no artigo sobre Sistemas de Informações pessoais, eu dei o exemplo de como a edição on-line de um jornal local, aliado ao twitter da Polícia Rodoviária Federal do meu estado, me ajudam a planejar horários e roteiros de deslocamentos, pois ambos avisam a tempo sobre congestionamentos e problemas nas vias.

O bom é que aí dá pra ser mais produtivo em casa ou no escritório mesmo, ao invés de ficar procurando alternativas na rua ;-) Agradeço ao @micheljuca pela sugestão do tema deste artigo!

E você, tem dicas adicionais? Compartilhe conosco nos comentários!

Aprovado: Papelaria Cícero oferece boa alternativa brasileira aos bloquinhos Moleskines

Quando o Lifehacker, site referência mundial em boa parte dos temas aqui do Efetividade, publicou no ano passado uma lista dos melhores aplicativos para uma série de tarefas, uma mesma solução ganhou em 3 categorias: solução para GTD, para anotações e para gerenciamento de pendências ("to-do list", que não é a mesma coisa que agenda de compromissos).

E este resultado em nada me surpreendeu, pois trata-se da mesma solução que eu também uso para as mesmas demandas: o papel e a caneta.

Já escrevi sobre isso muitas vezes, com subtemas que variam bastante. Falando sobre papel e caneta, já tratamos de:

Sou adepto entusiasmado do papel como base do sistema de produtividade pessoal (complementada, onde cabe, por ferramentas mais tecnológicas). Até já saiu um artigo de minha autoria ("Pilhas não incluídas: A simplicidade como alternativa para a produtividade pessoal"), sobre este mesmo tema, na edição brasileira da PC Magazine.

E todos aqueles artigos acima têm em comum, de forma destacada ou nos bastidores, um produto em especial: os cadernos Moleskine, que já foram difíceis de achar no Brasil (a ponto de merecer um artigo sobre onde comprar, posteriormente atualizado), mas hoje já são encontráveis em boas papelarias.

O que são os moleskines?

Hoje os moleskines (ou Moleskines, pois neste caso é uma marca) são integrantes da linha de produtos de uma empresa franco-italiana (cuja produção ocorre na China e em outros países) que, a partir da década de 1990, retomou a produção de um modelo de cadernetas e blocos bastante tradicional, cuja última produção independente e artesanal havia sido encerrada na década anterior, após um longo e estrelado histórico: Van Gogh, Picasso, Hemingway e Matisse usaram (e há peças em museu para comprovar) este tipo de bloco.

Eles não necessariamente chamavam de Moleskine os seus bloquinhos, mas o marketing moderno acabou fazendo um retrofit do nome, e hoje bastante gente chama todo este gênero de cadernos pelo nome moderno. O nome "moleskine", que se refere ao material da capa, decorre da forma que o escritor Bruce Chatwin se referia, em suas obras, ao seu bloquinho - e ele narrou em uma delas, inclusive, a sua experiência de em 1996 ficar sabendo, via fornecedor, que o último dos fabricantes de moleskines "tradicionais" havia fechado as portas.

Moleskines com maiúsculas ou minúsculas, estes bloquinhos (em vários tamanhos e configurações - folha branca, pautada ou quadriculada, encadernação lateral ou superior, etc.) compartilham entre si um conjunto de características (típicas, mas não obrigatórias), que a Wikipedia consolidou assim:

  • capa rígida revestida em tecido especial
  • elástico para manter fechado
  • encadernação que permite abertura completa, sem depressão central
  • papel em tons creme
  • cantos arredondados
  • fita marca-páginas
  • bolso canguru na capa traseira

E a linha de produtos com a marca Moleskine é extensa: cadernos, blocos, agendas, com pauta, sem pauta, com folhas especiais para aquarelas, edições temáticas, produtos complementares, e muito mais. O papel é de qualidade superior, a tinta não "vaza" nem borra, e estes blocos têm durado mais de um ano inteiro na minha mochila sem se desintegrar.

São produtos excelentes (adoto há anos). Só que tem um detalhe: eles chegam ao Brasil bastante caros. Os que eu usei em anos recentes foram trazidos do exterior por pessoas que sabiam do meu gosto por este tipo de presente (e comprar lá fora é bem mais em conta, comparativamente), mas anteriormente eu importei e até mesmo comprei aqui, mas o tamanho da facada assustava a minha carteira todas as vezes.

Os blocos e cadernetas da Papelaria Cícero

Uma consequência de o conceito do que hoje convencionamos chamar de Moleskine ser algo fabricado artesanalmente há mais de um século é que não se trata de algo patenteável: a empresa Moleskine é dona de uma marca forte, mas seus concorrentes têm liberdade de lançar produtos com as mesmas características, ou com subconjuntos delas.

E é o caso da carioca Papelaria Cícero, que já há algum tempo produz uma linha completa e variada de cadernetas no mesmo estilo dos moleskines tradicionais, com alto grau de qualidade (do quel eu já vinha ouvindo falar, mas agora pude verificar) e a um preço de venda bem mais baixo que o importado: dá de consultar preços até no Submarino.

Faz tempo que eu ouvia falar bem destes blocos - inclusive nos comentários de notícias anteriores sobre os moleskines - mas ainda não tinha tido oportunidade de testar. Tinha feito uma nota mental pra procurá-los no mercado quando acabasse meu atual bloco (que de fato está acabando). Só que eles se anteciparam: exercendo o marketing bem-informado, me consultaram se eu toparia receber um conjunto de amostras dos produtos deles.

Claro que topei, e logo chegou aqui no escritório uma caixinha contendo bloquinhos e cadernetas, sendo que vários deles reunem várias características típicas dos moleskines (papel de alta qualidade, bordas arredondadas, capa rígida revestida, elástico na capa, encadernação caprichada, marca-páginas), enquanto outros têm mais as características de uma agenda ou bloco "de mesa", com espiral no lugar da encadernação (mantendo as demais características).

Eu disse que a linha da Cícero é ampla, mas quero frisar: é mesmo uma grande variedade. Minha amostra não foi da linha completa, mas tem agendas de compromissos, cadernos pautados, cadernos sem pauta, blocos quadriculados; capa em papelão, couro e tecido; capas rígidas e flexíveis; encadernação em costura e em espiral; tamanhos grande (19x25cm), médio (14x21cm) e bolso (9x13), com encadernação laterial e superior, e várias outras bossas, inclusive um conjunto de cadernetas em papel 100% reciclado.

Colocamos em produção aqui em casa, há 3 semanas, uma caderneta e uma agenda de compromissos. Eu uso a caderneta diariamente, com lápis, esferográfica e uma ocasional caneta tinteiro - sem borrões, sem "vazar" para o outro lado. Aprovadíssima no teste prático, e toda hora alguém me pergunta onde eu arranjei uma caderneta tão legal, o que lhe dá pontos extras.

Distribuí alguns exemplares a pessoas próximas, em troca do compromisso de um review verbal, e só obtive elogios - o elástico mantém fechada dentro da bolsa, o marca-páginas ajuda na organização, o papel deixa a caneta deslizar, as cores das capas são bonitas, e a encadernação costurada é um conforto, segundo me disseram os avaliadores.

Pessoalmente, senti falta do bolsinho canguru típico dos Moleskines, mas as cores vivas e a disponibilidade de espiral (ótima para cadernos de mesa) compensaram, para mim.

O marketing da Papelaria Cícero funcionou bem (e não saiu caro: eles só me enviaram a caixa de amostras, nem me pediram nada, nem sabem ainda que este post foi ao ar hoje) , graças à qualidade dos produtos - eles provavelmente não tinham dúvida de que o envio da amostra resultaria em um artigo positivo, e estavam certos. Recomendo, com 5 estrelas no nosso Guia de Produtos Efetivos. Não precisam me dar isso de presente de Natal (já garanti meu suprimento!), mas taí um bom presente pro amigo secreto do seu escritório, ou para quem tenha desenvolvido o hábito de tomar notas.

Fica aí, portanto, a dica: blocos da Papelaria Cícero, à venda em lojas do ramo e no Submarino. Se for o caso, ligue pra lá: (21) 2201 2155.

Brindes para os leitores: distribuindo o superávit!

Não tenho nenhum conflito pessoal com a idéia de usar os produtos (consumíveis, especialmente) que me mandam como amostra para o blog, até porque não escrevo com compromisso de elogiar, e nem mesmo aceito o compromisso de escrever algo - recebo as amostras e vejo o que fazer. Mas dessa vez a amostra necessária para eu formar minha idéia sobre a amplitude e qualidade da linha de produtos era grande demais, e nem em 5 anos eu vou usar tantos blocos. Portanto chegou a hora de dividir com vocês o material, na forma de brindes ;-)

O sorteio vai ser em 30 de novembro (veja detalhes abaixo), e os brindes serão:

1) Kit com caderneta Papelaria Cícero grande (19x25), 80 páginas, papel alcalino especial, encadernação costura + caderneta Papelaria Cícero bolso (9x13cm), 64 páginas, papel alcalino especial - ambos sem pauta e com capa flexível. Se o sorteado for mulher, pode receber uma das duas em cor rosa (se desejar).
 

2) Caderneta Papelaria Cícero pautada, formato caderno escolar (14x21cm), capa rígida em vermelho vivo com elástico, 160 páginas em papel alcalino especial.

3) Caderneta Papelaria Cícero grande (19x25), 80 páginas, papel alcalino especial, encadernação costura, sem pauta e com capa flexível.

4) Bloco Papelaria Cícero de bolso, 96 folhas, papel alcalino, encadernação espiral superior, sem pauta.
 

5) Caderneta Papelaria Cícero de bolso, com papel especial para desenho, 112 páginas, papel alcalino especial, capa rígida preta com elástico.

6) Duas cadernetas Papelaria Cícero de bolso, 64 páginas, papel 100% reciclado, capa flexível, sem pauta.

Como vai ser o sorteio

Os brindes serão sorteados assim:

  1. 2 dos brindes irão para os seguidores do @efetividadeblog no Twitter
  2. 2 dos brindes irão para blogueiros que postarem em seus blogs (não vale fórum, twitter, orkut... - precisa ser post em seu blog mesmo) sobre esta promoção ou sobre os produtos acima, necessariamente linkando o Efetividade.net e a Papelaria Cícero, e avisando (via comentário ou trackback) aqui nesta notícia, dando a URL do seu post.
  3. um dos brindes será sorteado exclusivamente entre os 100 primeiros seguidores do @efetividadeblog, conforme prometi há 2 semanas.
  4. um dos brindes será sorteado entre todos os interessados que enviarem, pelo formulário de contato, a frase: "quero concorrer a um brinde" - não esqueça de preencher seu nome e e-mail.

Na improvável hipótese de passarmos dos 1000 seguidores do @efetividadeblog até a data do sorteio, eu incluirei um brinde adicional (talvez algo da Victorinox?), para sortear exclusivamente entre os seguidores no Twitter. E até lá eu penso também em um brinde especial para sortear adicionalmente entre quem já ajudou ou ainda ajudar a divulgar o @efetividadeblog no Twitter.

No dia 27/11 eu sortearei (e divulgarei) qual dos brindes irá para qual categoria, e no dia 30/11 sortearei os felizardos ganhadores, que serão avisados exclusivamente aqui pelo próprio site, e terão 1 semana para entrar em contato (conforme instruções que publicarei) informando seu endereço postal no Brasil para que eu possa remeter os brindes. Cada pessoa poderá participar em múltiplas categorias, mas apenas uma vez por categoria. Todos os sorteios serão realizados via random.org. Tentativas de burlar ou fraudar a concorrência equilibrada serão coibidas, e casos omissos ou excepcionais serão decididos soberanamente pelo Efetividade.net.

Rapidinha Efetiva #004: avaliação, cobertura do wi-fi, aprendendo a tocar guitarra na web, retrovisores e brindes

Completamos nossa quarta semana neste novo esquema de 2,5 posts por semana. O que estão achando? Falta algum tema? Tem algum assunto sobrando? Manifestem-se!

E se você usa o Twitter e ainda não segue o nosso perfil @efetividadeblog, recomendo! Tenho mencionado por lá algumas dicas e temas que não chegam a vir para o site, e pretendo continuar fazendo isso. Além disso, tem a interatividade - por lá o feedback é muito mais diálogo do que monólogo, certo?

E. claro, conto com vocês para ajudar a divulgar o perfil e trazer mais seguidores.

Dito isto, vamos aos temas desta semana!

Aumentando a cobertura da rede sem fio

Família conectada é fogo: aqui em casa o acesso de rede Wi-Fi é usado por todos, em vários cômodos. Só que usando só um roteador wireless comum, a cobertura fica desigual - as paredes e outros obstáculos fazem com que determinados pontos da casa virem "áreas de sombra", o que está longe de ser a situação ideal.


Diagrama da minha rede sem fio com repetidor – os equipamentos são de fornecedores diferentes (Linksys, D-Link e TP-Link), sem problemas de compatibilidade

Tem várias formas de resolver isso sem renunciar à mobilidade plena. Já faz alguns meses que comprei um repetidor Wi-Fi (TP-Link TL-WA501-G), e essa tem sido a minha solução preferida desde então. Custou R$ 170, é bem chatinho de configurar e limita um pouco o desempenho teórico da sua rede (mas quem tem banda larga comum nem sempre chega a ser afetado pela limitação), mas resolve de vez: aqui em casa, com o repetidor wireless e mais o roteador tradicional, passamos a ter cobertura de rede sem fio com qualidade antes impensável.

Quando eu chegar ao poder, os autores da documentação dele serão os primeiros a ir ao paredón, podem ter certeza. Mas com algum esforço a configuração funcionou, e como ontem tive que refazê-la após algumas trocas de infra-estrutura por aqui, lembrei de trazer de volta o assunto pra cá, porque sei que a questão da área de cobertura da rede sem fio interessa pra bastante gente.

Meus artigos sobre o tema:

Aprendendo on-line a tocar um instrumento

Desde moleque eu queria aprender a tocar guitarra, e cheguei a me dedicar a isso, sem sucesso - eu era bem menos efetivo naquela época, mas já era disciplinado: cursei mais de um ano de aula (de "violão popular", não sei se ainda existe com este nome), esperando depois fazer a transição pra guitarra, mas desisti ao ver que eu não conseguia aprender.

Depois de adulto tentei de novo, mas não rolava. Acabei doando o violão pra uma igreja, e esquecendo disso. Só que no meu último aniversário o impulso voltou, e resolvi ir direto aos finalmentes: comprei uma guitarra e um mini-amplificador Roland, firmemente decidido a aprender sozinho, com ajuda da web - afinal, já estamos no século XXI.

Estou indo bem, mesmo ainda faltando um bom caminho pra tocar direito o bom e velho rock'n'roll. Mas um reggaezinho ou outro já rola ;-) E, claro, as pontas dos dedos da mão esquerda estão estouradas e calosas, e não consigo mais ouvir música sem prestar atenção nos compassos e acordes.

Empreguei neste meu projeto pessoal algumas técnicas de motivação e de desenvolvimento de competências, e por isso faço a pergunta: vocês teriam interesse em saber mais sobre a experiência? Não posso garantir resultado - nem mesmo o meu! - mas posso compartilhar em um artigo futuro o curso on-line que eu gostei e estou seguindo, as ferramentas e um ou outro detalhe do esquema de motivação que faz eu continuar tendo vontade de ficar repetindo esses exercícios iniciais, sempre com os mesmos acordes, batidas secas, etc. que conduzem ao aprendizado.

Ajustando direito o retrovisor

Quanta gente usa os espelhos retrovisores externos do carro em ângulos que limitam bastante sua eficácia, e nem mesmo sabem disso? Quem dirige no caos das cidades e rodovias, sujeito à imprudência alheia a todo instante, precisa de toda ajuda que puder empregar, e um espelho retrovisor com máximo ângulo de cobertura é essencial.


Se você estiver vendo um pedação do seu próprio carro no espelho, algo deve estar errado...

Só que configurar direito os danados, embora seja fácil, dá algum trabalho, e idealmente precisa da ajuda de mais uma pessoa. Este artigo do G1 explica uma das técnicas para fazê-lo. Eu sugiro que depois de alcançar o ângulo ideal, você procure memorizar uma referência, tomando por base detalhes do próprio carro, para futuramente poder reproduzir o mesmo ângulo com bem menos esforço.

Há alguns anos eu adotei a prática de colar mini-espelhos convexos auxiliares (como os da moto acima) no espelho externo direito. Quantas vezes já deixei de mudar de pista por ver apenas no espelho auxiliar algum carro ou moto que estava no ponto cego do espelho grande... Mas na ausência deste recurso (baratíssimo), um bom posicionamento do retrovisor principal já resolve bastante.

Os brindes da promoção no Twitter

Eu ia contar hoje o que são os brindes, mas estamos tão próximos de completar 500 seguidores no Twitter, que resolvi esperar até segunda-feira, porque aí já faço o anúncio tendo meio milhar de followers ;-)

Obrigado a todos que vêm ajudando a divulgar por lá o @efetividadeblog. Continuem dando uma força, eu aprecio muito e procuro retribuir sempre!

Eu já peguei um dos brindes para mim, e uso todos os dias, substituindo o modelo importado que eu usava antes. Não saio de casa sem ele! Acredito que os felizardos que ganharem também vão adotar entusiasticamente. Uma dica: não é nada muito tecnológico, dessa vez.

Recomendando a vizinhança

Bons vizinhos recomendam os serviços uns dos outros, e eu tenho seguido esta prática aqui na coluna semanal. O vizinho da vez é o SobreAdministração, do Gustavo Periard.

Eu sou Administrador, mas procuro refletir isso apenas indiretamente aqui nos artigos. No caso do Gustavo, a visão administrativa fica em primeiro plano, mas ele também tem material para quem não é do ramo. Comece por aqui:

E isso conclui nossa Rapidinha Efetiva da semana. Conto com seus comentários!

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