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Efetividade20 ANOS Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Backup complementar dos arquivos do seu PC no provedor de hospedagem web

Armazenar backups fora do seu próprio computador é uma necessidade cada vez mais comum até mesmo para usuários comuns, domésticos e familiares. Até pouco tempo atrás, o pomposamente chamado backup off-site era uma preocupação apenas dos administradores de sistemas de organizações de maior porte, considerando a possibilidade de o seu CPD pegar fogo, ou de o prédio em que fica a sede da companhia ser atingido por um Boeing, e assim as informações vitais para a sua continuidade se perderem.

A novidade é que a computação pessoal e doméstica vem atingindo um grau de importância tão grande, que hoje a perda dos dados armazenados no PC ou laptop pessoal pode causar grande impacto: são informações profissionais, fiscais, legais, históricas e tantas outras; registros de grande importância profissional, familiar e até sentimental; dependendo da ocupação da pessoa envolvida, podem até mesmo ser essenciais à continuidade de sua atividade profissional - especialmente no caso dos home offices.

Gravar os dados periodicamente em mídias removíveis não-regraváveis (como CDs e DVDs, no caso da maioria dos usuários domésticos) passa a ser apenas o mínimo necessário. Levar periodicamente um destes DVDs para outro local (seguro) é um passo adicional bem-vindo, porque efetivamente protege contra eventualidades extra-digitais, como enchentes, incêndios, roubo do computador, etc. Só não faça como uma amiga gaúcha minha, que levava a mídia removível consigo na pasta do notebook. O ladrão levou embora o original e o backup, e não sobrou nada para contar a história!

Já gravar os backups apenas em uma mídia permanentemente conectada, como um segundo disco rígido ou uma unidade externa USB que fique sempre ativa é uma solução conveniente e simples (especialmente quando se usa facilitadores como o Time Machine ou o TimeVault), mas pouco resistente, já que basta um erro de operação um pouco mais grave, ou a ação de algum vírus mais malvadão, e o backup vai embora junto com o original. É prático para outras finalidades, como ter acesso a histórico de versões antigas de documentos, mas não é grande coisa como segurança contra perda de dados.

Copiando tudo para a web

Existem por aí diversas soluções de armazenamento on-line de arquivos, com recursos e capacidades variados. Eu tenho ouvido falar muito bem do Box.net e do Rsync.net, por exemplo, mas cada pessoa deve avaliar qual a solução cujos termos de serviço e de privacidade/confidencialidade melhor lhe sirva. Em especial, não recomendo usar recursos cujos Termos de Serviço não incluam a disponibilidade como solução de armazenamento permanente de arquivos. Há quem use "gambiarras" baseadas no Gmail e outros sistemas de correio gratuitos para preservar seus arquivos, mas segurança envolve preocupar-se inclusive com os termos de uso.

Sou usuário satisfeito há alguns anos do provedor de hospedagem Dreamhost, que recomendo a quem queira hospedar projetos web individuais e pessoais (não sem antes consultar a opinião de mais pessoas, pois a preferência pela Dreamhost não é unânime), e até pouco tempo atrás os termos de serviço da empresa eram bem específicos sobre o uso do vasto (a ponto de ser irreal) espaço em disco oferecido aos clientes (no meu plano atual, tenho direito a usar 370GB de disco): eles só podiam ser usados para arquivos de sites, e não para backup, para repositórios, e outras finalidades comuns.

Mas há poucos meses tudo mudou: cada cliente passou a poder contar com uma área de 50GB para backups via rede, que não é disponibilizada para acesso via web, e não tem as mesmas restrições de conteúdo - embora você não possa usar para arquivos cuja posse ou transferência seja ilegal, e nem deva usar para arquivos que comprometam a sua privacidade ou segurança além do nível em que você esteja disposto. Nitidamente, as condições servem para backup secundário, complementar a uma estratégia baseada em mídias locais (DVDs, por exemplo), inclusive porque a Dreamhost não faz backup adicional destes arquivos - se você apagar, ou se der erro nos sistemas de redundância de discos deles, já era. Para cópias únicas, não serve. Para backup secundário, é bom. Como backup primário, é melhor do que nada e, dependendo das ameaças que mais influenciam o risco dos seus dados, pode até ser melhor do que uma simples cópia em HD local.

Entra em cena o Rsync

A princípio eu não aderi ao novo serviço, porque o acesso era só por sftp ou ftp, ferramentas pelas quais não tenho predileção. Mas na newsletter deste mês, o provedor avisou: agora podemos usar o scp (que já seria bom o suficiente) e o rsync para fazer os backups. E o rsync é praticamente o sonho de quem já teve que usar ferramentas complicadas para realizar backups simples pela rede. Otimiza as transferências, criptografa durante o envio, sabe que em geral só queremos mandar para o servidor remoto os arquivos que mudaram desde a cópia anterior - tudo isso sem aqueles scripts gigantescos e com grande possibilidade de automação.

Claro que as minhas preferências em termos de backup refletem o gosto adquirido ao longo de vários anos administrando sistemas Unix, mas quem prefere interfaces um pouco menos áridas também pode se aproximar do rsync usando frontends como o DeltaCopy (no Windows) ou o grsync (no GNOME).

A partir da disponibilização do rsync pelo meu provedor, foi tudo só alegria: 50GB à disposição, cópias diretas agendadas entre o PC de casa e o provedor, cópia agendada a partir do servidor de outro provedor de hospedagem, e outras maravilhas que a adoção de um protocolo aberto e moderno permitem.

Claro que eu não confio cegamente, até porque sei por experiência própria que servidores falham, e servidores de provedores econômicos falham ainda mais. Assim, o rsync do Dreamhost passa a ser a minha ferramenta de backup secundária, e eu não armazeno lá conteúdo multimídia (mesmo que os direitos autorais sejam meus) e nem nada cuja eventual revelação comprometa minha privacidade ou segurança além do nível que eu julgo tolerável.

Mas e o seu provedor?

O Dreamhost é um provedor do tipo econômico, e oferece este serviço. Pergunte ao seu se ele oferece, e se a resposta for negativa, negocie! Ou, se você tem acesso à administração dos sistemas e sabe fazê-lo, crie uma instalação piloto e ative-a, com o grau de segurança que for necessário, para convencer o provedor de que vale a pena mantê-la e expandi-la.

Ou considere a idéia de abrir uma conta em um provedor que ofereça serviço de backup de acordo com as suas demandas. Tenho certeza de que o Dreamhost não é o único, portanto selecione o que melhor lhe agradar!

Emprego: agências de emprego na web podem ser armadilhas, e o Ministério Público ajuda a confirmar

Quando escrevi o artigo "Emprego: a vaga certa, sem pagar nada para agências e portais", já havia cantado a bola certa:

Infelizmente, assim como no caso do trabalho em casa, o mercado está lotado de empresas que baseiam seus negócios em obter pequenas quantias de desempregados desinformados que recorrem a elas na expectativa de obter o caminho para um bom emprego, mas recebem bem menos do que esperavam - muitas vezes na forma da inclusão de um mau currículo padronizado em um banco de dados que poucos empregadores consultam. Note que não quero dizer que toda agência de emprego é uma armadilha - algumas são sérias, e você até mesmo pode considerar recorrer aos seus serviços, como veremos a seguir.

Na época eu não citei nomes, e mesmo agora prefiro não fazê-lo, porque ultimamente parece que nossa liberdade de expressão é um direito tão frágil que acada sendo usado parcimoniosamente. Mas o site da Info não precisa se preocupar tanto com isso, e ao contar a história a seguir, de práticas inadequadas praticados por um dos maiores portais brasileiros de emprego, identifica claramente o portal envolvido, algo que vou evitar inclusive nos comentários desta notícia, porque minha vida já me dá trabalho suficiente sem me expor à potencial litigância alheia ;-)

O parágrafo de abertura da notícia faz sorrir pela fina ironia, mesmo considerando a gravidade do fato apontado. Segundo ele, o Ministério Público de SP e o portal "fecharam um acordo para garantir que o site da agência de empregos só exiba vagas que existam." Como assim, Bial?

Mas é isso mesmo! Além de exibir vagas inexistentes, segundo a cobertura da imprensa o portal acabava não deixando claro que uma gratuidade de participação oferecida aos usuários durava apenas 7 dias. Cito, mais uma vez:

"A empresa era acusada de adotar práticas comerciais inadequadas, como exibir mais vagas do que de fato possuía em seu banco de dados e não informar de forma clara o suficiente que o uso gratuito do serviço vale só por sete dias."

"Segundo a promotoria do MP-SP, o caso teve início após um funcionário da empresa denunciar um suposto esquema de vagas falsas. O caso despertou a atenção do Ministério Público que contou com o auxílio de agentes da Polícia Federal para investigar o caso."

O MP e a empresa fizeram um acordo, e desde que a empresa não repita os comportamentos acima, a questão está encerrada. Mas se ela voltar a praticá-los, será multada em R$ 10 mil por dia.

Eu não pagaria um tostão por este tipo de serviço, mesmo se não fosse objeto de investigações por práticas inadequadas, e nem recomendo - mas a presença da investigação e do acordo para ajustamento de conduta para mim serve como confirmação de minha opção.

Já as suas opções são algo que você mesmo deve avaliar. Fica a sugestão, entretanto: considere agir para aumentar sua chance de encontrar a vaga certa, sem pagar nada para agências e portais!

Leia também a matéria da Info.

Sacola redutora a vácuo: "zipando" os objetos volumosos do guarda-roupa, agora no Brasil

Que tal compactar os edredons, travesseiros, toalhas e outros itens volumosos excedentes do seu guarda-roupa, incluindo aquelas roupas de inverno que você só vai usar daqui a um ano?

Sou favorável a um estilo de vida um pouco mais frugal, com menos supérfluos deste tipo em casa, mas mesmo assim (ao menos nas regiões do Brasil em que há inverno) é difícil não passar pela situação de ter cobertores e casacos sobrando durante 6 meses do ano, ocupando um espaço enorme no guarda-roupa. Mas você já se deu conta que muito do espaço ocupado por estes objetos é puro ar e fibras esticadas para ficarem macias?

E é justamente nisso que se baseia o princípio de funcionamento da Sacola Redutora de Volume, ou "Space Bag" pros gringos: você a enche até o limite com casacos, travesseiros, roupas de cama e de banho e outros itens espaçosos, veda com um fecho no estilo "zip lock", e depois usa um aspirador de pó comum (e a válvula embutida na sacola) para remover o ar do seu interior, efetivamente comprimindo os itens armazenados lá dentro.


Um edredom de casal, mais um travesseiro: redução de 53% na altura.

A foto acima mostra meu teste, com a fatura do Net Virtua servindo como escala. À esquerda, a sacola está completamente cheia com o edredom de casal e um travesseiro grande forçados para dentro dela. Note que a altura do conjunto é 30% maior do que a fatura usada como escala.

E a imagem da direita, após o término do esvaziamento com o aspirador de pó aqui de casa, mostra como ficou: 30% menor que a fatura, em uma redução de 53%. E o conjunto ficou rígido, muito bom para ser empilhado no maleiro do guarda-roupa até o inverno que vem.

Uma amiga que atua no ramo esportivo e viaja para o exterior com freqüência para passar alguns meses de cada vez usa a mesma técnica para levar sua bagagem (quase uma mini-mudança) de cada vez - vai tudo dentro de malas grandes, compactado com as sacolas redutoras a vácuo. Paga pelo excesso de carga do mesmo jeito (o peso pouco se altera), mas fica muito mais fácil transportar os volumes do e para o aeroporto.

O vídeo caseiro acima mostra o processo todo, e foi gravado entre as duas fotos exibidas mais ao alto. Antes de começar a gravar, eu apenas fechei o "zip lock" da sacola e abri a válvula, desatarrachando. Após o final do vídeo, eu simplesmente fechei a válvula, voltando a atarrachar.

Se você for manter os tecidos dentro da sacola por muito tempo, é recomendável descomprimir a cada 6 meses e fazer com que eles voltem à forma original, voltando a comprimir em seguida, para preservar as fibras.

E é possível comprar estas sacolas no Brasil, embora não seja nada barato - são importadas, e os impostos... você sabe. A Oz, uma loja virtual dedicada à organização, vende. Este do meu vídeo é tamanho G, e eu comprei por cerca de R$ 60, aqui: Redutor de Volume. Com um pouco mais de risco, você encontra similares possivelmente bem mais baratos no eBay.

Outro dia talvez eu analise por aqui outros produtos que comprei na Oz. Sugestões de links para outros artigos similares são bem-vindas nos comentários!

Arrumando o guarda-roupa para esperar o verão!

Organizar o guarda-roupa: que oportunidade melhor para esta tarefa tediosa do que a chegada de uma nova estação, quando o índice de uso de boa parte de nossos trajes sofre uma súbita inversão?

O verão está chegando, e chegou na hora de revisar o seu guarda-roupa. Muita gente guarda por anos a fio peças de roupa que nunca mais pretende usar, quando poderia perfeitamente dar utilidade a elas, ou doá-las a quem precisa.

E o pior: estas roupas tornadas inúteis ocupam espaço e ficam no caminho sempre que você quer escolher o que usar.

Marque na sua agenda para algum dia desta semana, e dedique duas horas a rever cada uma das prateleiras, cabideiros e gavetas. Compre alguns cabides extras, vista-se confortavelmente, com uma roupa que permita provar as peças sobre as quais você tiver dúvida se ainda servem ou não, e já separe duas ou 3 caixas médias para separar as peças que não retornarão ao guarda-roupas.

Veja detalhadamente como fazer no nosso artigo anterior: Organização doméstica: Está na hora de uma geral no seu guarda-roupas, e depois compartilhe suas próprias dicas nos comentários.

Depois, é só aguardar o verão chegar ;-)

Emprego: um currículo vencedor está ao seu alcance

Muitos profissionais mantêm seu currículo atualizado - é uma boa prática de auto-avaliação, muito mais do que uma técnica de prevenção.

O modelo de currículo básico aqui do Efetividade já foi até mesmo destaque na imprensa nacional, e periodicamente retorno ao assunto, como no artigo recente que ensinou como melhorar o visual do seu currículo em apenas 15 minutos.

Mas o visual, embora importante, está longe de ser tudo. O visual pode ser eliminatório, mas é o conteúdo que é classificatório, e faz a diferença entre os currículos que vão para o cesto de reciclagem, o banco de talentos ou a lista selecionada para a entrevista.

E é por isso que hoje vamos ver 8 dicas para aperfeiçoar o conteúdo de seu currículo em poucos minutos. Vamos a elas:

O que escrever no currículo

Partindo do seu currículo atual, já de boa qualidade e criado pessoalmente ou com um modelo de currículo, eis os pontos de atenção para melhorá-lo:

  1. Apresente resultados, e não só responsabilidades
    Sim, você foi o responsável pela área tal, e coordenou o grupo de trabalho XYZ. Mas o que você realizou enquanto estava por lá? Reduziu em 20% o tempo de parada da linha de produção? Aumentou em 5% a margem de lucro? Desenvolveu um novo método de seleção de fornecedores? Diga isso em uma frase curta (uma linha ou menos), e deixe os detalhes para contar na entrevista!

     
     

  2. Mencione explicitamente as promoções importantes
    Quando você avança na carreira por seus próprios méritos, tem um indicativo de que fez um bom trabalho e mereceu a atenção de seus superiores. Isso é algo que cai bem no currículo. Mas não mencione todas as promoções, nem as que tenham sido automáticas ou por tempo de atividade - selecione as essenciais, e informe a razão, quando relevante.


     

  3. Faça caber em uma página
    Objetividade é uma qualidade valiosa. Demonstre a sua, colocando na única página de seu currículo todas as informações necessárias para que em uma rápida olhada de 15 segundos (e muitas vezes o responsável pelo filtro inicial não dedica mais tempo do que isso) o avaliador possa saber que vale a pena chamá-lo para uma entrevista. A não ser que o currículo esteja sendo escrito para ser arquivado - neste caso, aí você pode se alongar, mencionando a lista completa de artigos, certificados, todos os colégios em que estudou, todos os cursos complementares, etc.


     

  4. Cuidado com a discriminação
    Oficialmente ou não, muitos avaliadores aplicam critérios preconceituosos quanto a idade, sexo, crença e vários outros. A não ser que seja exigido explicitamente, que tenha relevância direta para a vaga pretendida, ou que você considere que a informação conta a seu favor, não insira fotografia, data de nascimento, religião, time de futebol ou qualquer outra informação que possa ser origem de discriminação. Para prevenir a discriminação por idade, pode fazer sentido não mencionar atividades ou cursos muito antigos - desde que você tenha outros mais recentes para mencionar, é claro. Mantenha em foco a demonstração de sua competência, e em ser chamado para a entrevista.


     

  5. Não use mal os "interesses adicionais"
    É cada vez mais comum incluir no currículo uma menção aos interesses extra-profissionais do candidato: um hobby, esporte, atividade filantrópica, arte, etc. Saiba que os selecionadores prestam atenção a isso, mas de uma forma que pode ser cruel: eles formam um rótulo mental sobre você, a partir dos interesses mencionados. É como um carimbo, que diz: "SENSÍVEL", se o candidato é pintor; "COMUNICATIVO", se faz teatro; "PERSISTENTE", se é faixa preta em judô, e assim por diante. Fale apenas a verdade, mas pense em qual rótulo mental será aplicado a você dependendo do que você compartilhar.


     

  6. Remova o excesso de design
    A não ser que você seja mesmo um tipógrafo, artista ou designer, seu currículo deve se destacar pelo equilíbrio visual, sem perder a sobriedade. Não exagere.


     

  7. Verifique de novo a ortografia
    E a gramática. E o estilo. E a ordem de priorização das informações. E a sobriedade do visual. Quando terminar, peça a mais alguém - em cujo julgamento você confie - que verifique mais uma vez para você.


     

  8. Verifique mais uma vez todos os seus contatos
    Todo número de telefone mencionado no currículo deve funcionar regularmente - e ser atendido. Todo endereço de e-mail deve ter aparência de profissional, funcionar bem, e ser lido com regularidade. Será uma pena deixar de receber uma resposta positiva porque o telefone não é atendido, ou porque o e-mail não funciona, ou classifica como spam as mensagens legítimas. E será pior ainda se o empregador não conseguir chamá-lo para a entrevista porque suas informações de contato estão erradas ou desatualizadas em seu banco de currículos.

Já analisei minha cota de currículos e posso afirmar que, embora os currículos com erros de ortografia e com excesso de design sejam irritantes, e os com excesso de informação, ou com foco nos aspectos errados, possam prejudicar a avaliação do candidato, não há nada mais frustrante do que selecionar uma pessoa e não conseguir chamá-la para a entrevista porque as informações de contato dela estão erradas no currículo.

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Stuff: revista nacional para quem gosta de gadgets, gizmos e outras bugigangas

Gadgets, gizmos, tralhas e bugigangas. A contínua e acentuada queda do dólar que vivemos até poucos meses atrás, e que agora foi revertida, tornou um pouco menos inacessíveis os produtos usualmente chamados de gadgets - ou que meu avô chamaria de bugigangas.

Descritos (só parcialmente brincando) como "coisas que você não precisa, mas deseja", estas quinquilharias (eletrônicas ou não) passaram a chegar ao Brasil por uma série de distribuidores, e os consumidores mais vorazes viraram fregueses de lojas virtuais como Thinkgeek, I Want One of Those e Uxcell, e leitores fiéis de sites como o Oh Gizmo.

Eu sou um desses interessados, e acompanho com atenção os últimos lançamentos na categoria das inutilidades curiosas. Foi por isso que quando encontrei na banca a primeira edição brasileira da revista Stuff, fiquei animado. Ler em português sobre este assunto, e eventualmente encontrar maneiras de comprar no Brasil (e a preços menos salgados) algumas destas inutilidades interessantes parecia promissor, e a revista de 100 páginas coloridas a R$ 9,90 foi prontamente colocada no carrinho.

A Stuff é publicada em 26 países mas tem origem britânica, e isso fica bem visível no humor difícil de traduzir para nosso idioma, no estilo meio cafajeste assumido (e diferente dos equivalentes norte-americanos) de ilustrar as matérias sobre tecnologia com modelos usando pouca roupa e, infelizmente, nos preços em libras e produtos e serviços locais apresentados aqui e ali na edição brasileira.

A editora Cadiz já vinha publicando esta mesma revista no Brasil, com o nome de "Stile". Agora o nome mudou para o internacional "Stuff", e assim a revista inaugural acabou circulando sob o número de edição 8, e a promessa de um novo editor a partir do número 9.

As imagens são caprichadas, especialmente no conteúdo que vem direto do exterior. O texto é meio morno, como a maioria dos textos traduzidos sobre atualidades e escritos originalmente em linguagem coloquial. Mas o conteúdo é rico, apresentando razões para comprar (e para não comprar, também - não é puramente uma revista de jabá, como tantas por aí) celulares, câmeras, motos, laptops, relógios, guitarras, TVs, games e até sandálias, chuteiras, sungas e aparadores de xícaras.

Eu não me importo de ver mencionados produtos sem previsão de chegada ao Brasil, ou cujos distribuidores não entregam no Brasil, mas preferiria que isso fosse indicado claramente nas matérias - senão fica um jogo de adivinhação chato, no caso daqueles eventuais produtos que você pode desejar mesmo comprar.

Todos os produtos que ilustram este post são mencionados na edição da Stuff de outubro, que é a que eu usei como base para esta minha análise.

Em suma: como a maioria dos gadgets em si, achei a edição brasileira da Stuff muito mais divertida do que prática, mas não vejo problema nisso. Vou comprar mais edições, se eles publicarem, torcendo para que o conteúdo relacionado ao mercado nacional passe a ocupar um espaço um pouco mais nobre (sandálias, sungas e chuteiras eu estou dispensando) - e especialmente bem demarcado.

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