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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Vestibular e concursos: não deixe o stress atrapalhar os estudos

Você já esteve prestes a abandonar a rotina de estudos, quando faltavam poucas semanas para uma prova importante?

Depois de algum tempo de estudo regular e motivado, e algumas semanas antes da prova, o stress começa a atacar o candidato, e às vezes acaba levando a efeitos negativos, como a suspensão do estudo diário.

Estudar em excesso pode não dar os melhores resultados (o melhor é estudar *bem*, e não necessariamente estudar *muito*), mas suspender um plano de estudos previamente traçado pode ser ainda pior para o seu resultado. Vale muito mais a pena criar um plano de estudos adequado a você e ao seu objetivo, e eventualmente ajustá-lo conforme a situação for progredindo.

O site G1 recentemente publicou um artigo sobre a "setembrite", situação que afeta especificamente os vestibulandos, usualmente em setembro, quando os vestibulares das universidades federais se aproximam - especialmente nos casos em que o candidato é jovem e não tem certeza sobre a escolha que fez, ou quando ele se inscreveu em diversos concursos e não elegeu um deles como o seu principal alvo - e assim acaba tentando dar o máximo de si em várias direções diferentes.

E o G1 dá conselhos baseados no bom senso, mas razoavelmente sólidos:

O melhor é não se desesperar. Não adianta tomar atitudes do tipo estudar 18 horas por dia para rever (ou para ver pela primeira vez) toda a matéria. O que vão conseguir é uma bela estafa e um resultado muito ruim no vestibular. Até porque, ao se impor algo impossível, o estudante vai se angustiar mais e acaba não conseguindo estudar nada. O tempo que poderia aproveitar ficará perdido.

Para aqueles que se prepararam minimamente, é importante confiar no que estudaram. O melhor é dirigir esforços para as partes das matérias que tiveram mais dificuldades e vale a pena tirar dúvidas com professor ou colega. Não adianta chover no molhado e estudar coisas já conhecidas.

Na minha opinião (e já passei, com sucesso, pela minha parcela de provas e concursos públicos), é muito importante definir uma carga horária diária que permita ver toda a matéria sem sobrecarregar o estudante, e cumpri-la sem abrir exceções. Para isso, é essencial começar a estudar bem cedo, ou então resignar-se a selecionar bem (e de forma excludente) a matéria a ser estudada.

O stress é natural, mas deixar que ele o domine só atrapalha. Conheci várias pessoas aprovadas em uma série de concursos dos quais participaram, e há ao menos um ponto em comum entre elas: nenhuma permitiu que a seriedade com que se dedicavam a estudar se transformasse em neurose ou em alguma atitude que atrapalhasse a retenção de conhecimento ou a sua capacidade de responder bem, e com calma, às provas.

Ao mesmo tempo, pausas semanais e algum lazer diário também fazem maravilhas pela capacidade de absorver e reter conteúdo. Não adianta viver 24h por dia, 7 dias por semana, em função da prova: assim você só gasta (e mal) o seu tempo. Estude com efetividade, e você aproveitará mais.

Leia o artigo no G1: "Vestibulandos devem se precaver da ‘setembrite’"

E leia também as matérias anteriores aqui do Efetividade.net:

Efetividade no seu PC: os melhores aplicativos

Ao longo dos últimos 6 meses, o Lifehacker vem perguntando aos seus leitores qual a melhor ferramenta para uma série de atividades, de agendas de compromissos a organizadores de imagens, de backup a mensageiros instantâneos.

Algumas respostas são surpreendentes. Aparecem softwares livres e proprietários, aplicativos on-line, aplicativos para Windows, para Mac OS, para Linux, e até mesmo ferramentas que não são de software.

Eu gostei especialmente da resposta para melhor ferramenta para GTD - ganhou a mesma ferramenta que nas categorias melhor ferramenta para anotações e melhor ferramenta para gerenciamento de pendências. E o melhor: é a que eu uso, por isso nem penso em discordar ;-) Adivinha qual é?

Abaixo a lista das categorias mencionadas, juntamente com a minha resposta para cada uma, e eventualmente a vencedora do Lifehacker, entre parênteses. Use o link para ver a totalidade das respostas dos leitores do Lifehacker.

  1. Organizador de fotos digitais: Gwenview (vencedor: Picasa)
  2. Mensageiro instantâneo: Pidgin (vencedor: Pidgin)
  3. Ferramenta GTD: papel e caneta (vencedor: papel e caneta)
  4. Ripador de DVD: não uso
  5. Gerenciador de contatos: arquivo de cartões (vencedor: Address Book, do Mac OS)
  6. Editor de textos: nano (vencedor: Notepad++)
  7. Sistema de compartilhamento on-line: não uso
  8. Leitor RSS: Google Reader (vencedor: Google Reader)
  9. Lançador de aplicações: bash (vencedor: Launchy)
  10. Página inicial: Google (vencedor: iGoogle)
  11. Antivirus: não uso
  12. Site de compartilhamento de fotos: não uso
  13. Gerenciamento de finanças pessoais: Calc (vencedor: Mint)
  14. Media player: VLC (vencedor: VLC)
  15. Manutenção do Windows: não uso
  16. Ferramenta de backup: tar (vencedor: Carbonite)
  17. Ferramenta de sincronização de arquivos: scp e rsync (vencedor: Dropbox)
  18. Gerenciamento de arquivos: Nautilus (vencedor: Total Commander)
  19. Ferramenta de anotações: papel e caneta (vencedor: papel e caneta)
  20. Gerenciamento de lista de pendências: papel e caneta (vencedor: papel e caneta)
  21. Ferramenta de busca no desktop: slocate (vencedor: Windows Search 4)
  22. Melhor cliente FTP: não uso
  23. Melhor gerenciador de senhas: memória (vencedor: KeePass)
  24. Melhor gerenciador de downloads: não uso
  25. Melhor agenda: Google Calendar (vencedor: Google Calendar)
  26. Melhor cliente BitTorrent: BitTorrent (vencedor: uTorrent)

E você, quais os melhores aplicativos para a sua própria efetividade? Responda nos comentários, ou em seu próprio blog, e aí informe apenas a URL do seu texto ;-)

Quando o sistema engessa o negócio

O Elvis Pfützenreuter contou uma história interessante em seu blog.

Há alguns anos, ele freqüentava com amigos profissionais de TI uma cafeteria. Todos os dias a turma fazia lanche lá, e todos os dias, na hora de pagar, era aquela confusão: troco de um, troco de outro, não tenho moeda, deixa eu ir trocar na padaria, etc.

Era uma cafeteria organizada, pertencente a uma franquia, com o caixa informatizado, tudo voltado à eficiência. Aí um dia ele e os seus amigos fizeram uma proposta para evitar o problema diário:

Já que íamos sempre no mesmo lugar, pedimos inúmeras vezes para abrirem uma conta, de modo que não precisássemos catar moedas todo dia. Sugerimos inclusive um esquema "pré-pago", para evitar temores de inadimplência. Não eramos os únicos habituées, outras pessoas certamente iam aderir ao esquema.

Claro que, onde há políticas de qualidade e rotinas bem definidas (como costuma ser o caso das franquias), isso não necessariamente muda da noite para o dia. Mas também não mudou num prazo mais longo:

Infelizmente, passaram 3 anos e eles ainda não aceitaram nossa proposta, provavelmente porque o sistema da loja era padronizado para a franquia e ainda não implementava esse recurso.

Aí hoje ele passou a viver algo semelhante: o filho dele nasceu há pouco tempo, exigindo mais tempo de todos, aí ele e família passaram a almoçar quase diariamente refeições buscadas em um restaurante caseiro próximo, cujo único hardware é a máquina de passar o cartão de crédito.

Naturalmente, a mesma necessidade surgiu. Mas o resultado foi diferente:

Depois de aparecer quase todo dia por 2 semanas, a atendente sugeriu abríssemos uma conta, para pagar apenas no fim de cada semana, evitando passar o cartão todo santo dia. Sugeri pagar um valor grande antecipadamente (não gosto de dever nada a ninguém), o que foi prontamente aceito. Ela abriu o caderno, colocou meu nome lá, e o esquema estava montado.

Me fez pensar sobre os sistemas que uso todos os dias... E você?

Leia também a história completa no blog do Elvis.

Dando um choque de qualidade nas comunicações de sua equipe

Questões relacionadas à comunicação são as causas de boa parte dos problemas na execução de projetos, e quase todo mundo pode se beneficiar por ser eventualmente lembrado sobre como pode dar sua contribuição para a melhoria das comunicações dentro da equipe, ou entre a equipe e os clientes e parceiros.

Há poucos anos eu estava envolvido em um projeto de média duração (executado ao longo de ~7 meses), cujo ponto culminante ocorre ao longo de apenas 2 dias. A equipe naturalmente vai colocando o foco cada vez mais em suas atividades técnicas imediatas, e quem pode sair perdendo são as interfaces entre as pessoas - ou seja, a comunicação.

Na ocasião enviei, com sucesso, um e-mail a todo o grupo. Recentemente um amigo se viu na mesma situação, reeditou minha mensagem e gentilmente me enviou uma cópia para me relembrar, a qual reproduzo a seguir - são as minhas dicas para um choque de recuperação na qualidade da comunicação em equipes:

Caros integrantes da equipe XYZ:

O ponto culminante de nosso projeto é no final da semana que vem, e a partir de agora o acúmulo de tarefas e o aumento da complexidade são inevitáveis. Coletivamente, sempre lidamos bem com estes fatores. Mas a qualidade do serviço que prestamos depende do esforço e do comprometimento individual.

A partir de hoje, vocês perceberão mudanças nas nossas atividades, inclusive devido a novas diretrizes divulgadas este ano. Isto é normal no processo, e não tenho dúvidas de que todos compreenderão a razão de precisarmos desta atenção e esforço adicional conforme nos aproximamos da reta final.

Uma das determinações da Administração é especialmente importante: primar pela qualidade das informações e da comunicação. Isto é algo que depende principalmente do esforço individual, e gostaria de contar com o esforço de cada um de vocês para:

  1. dê sempre respostas de boa qualidade a quem lhes fizer uma pergunta. "Eu não sei" não é uma resposta suficiente, e "não é comigo" é algo que nunca deveria ser dito em um ambiente em que se trabalha em equipe. Se você não sabe a resposta, verifique quem sabe, e transmita a resposta a quem perguntou. Se a resposta cabe à seção em que você trabalha, você deve ao menos saber a quem perguntar e transferir.
  2. seja sempre "encontrável". Nesta semana e na próxima, seremos exigidos em todos os horários. Quando se ausentar dentro do prédio, certifique-se de que o restante da equipe sabe onde você está. Da mesma forma, divulgue seus telefones de contato externos. "Eu não sei onde ele está" não é uma resposta aceitável, e se uma seção for ficar vazia, alguém de fora deve ser chamado para atender os telefones, ou os ramais devem ser transferidos.
  3. não leve todas as informações para casa com você. Mantenha os demais informados sobre o que está acontecendo, pendências, condições e definições.
  4. registre claramente as informações - seja em recados, chamados de suporte, e-mails, etc. Certifique-se de que quem ler sua mensagem ou chamado saberá a resposta para as 7 perguntas essenciais: o que, quem, quando, como, onde, quanto e por quê.

Dos chefes de seção, espero que encontrem as melhores condições de implementar as medidas acima, tanto quanto possível. Contem comigo caso precisem de algum recurso. Do conjunto de funcionários, ficarei grato se vocês puderem fazer o que estiver ao seu alcance para que a informação flua e esteja permanentemente disponível, sem "não sei" nem "isso é com o fulano" .

Caso algum de vocês ainda não tenha lido o texto "Mensagem a Garcia", recomendo. Tem uma cópia disponível no meu site.

Conto com cada um de vocês para que todos sejam capazes de levar várias mensagens a Garcia todos os dias!

Obrigado,
Augusto

Vale lembrar que choques de qualidade não são soluções completas, nem definitivas - são uma forma de obter ganho rápido no momento crítico. Para resolver em definitivo, é necessário identificar e resolver as causas das situações existentes.

Que dicas você acrescentaria? Compartilhe nos comentários!

Como redigir contratos: comece escolhendo uma fonte tamanho 12

Segundo o G1, agora é lei e já está valendo:

A edição do Diário Oficial desta terça-feira (23) traz publicada uma lei que obriga os fornecedores de produtos e serviços a redigir contratos com letras de tamanho 12, no mínimo. O objetivo da medida é facilitar a leitura e entendimento dos contratos fornecidos pelas empresas aos clientes.

No entanto, a nova lei especifica somente o tamanho, não determinando que tipo de letra o fornecedor deve usar no contrato.

Se já está publicado no Diário Oficial, e não há dispositivo em contrário na própria Lei, significa que já está em vigor, e o mesmo jornal já avisa: "Com a publicação, os consumidores podem exigir a apresentação dos contratos com letras com corpo 12 já a partir desta terça."

Se você costuma ser o autor do texto final de contratos, adapte-se! Agora, fazer uma minuta de contrato, ou encontrar um modelo de contrato, passa pela escolha da fonte (sugiro a Helvetica!). Nada de letrinhas miúdas, e chegou a hora de repensar todos aqueles formulários de contratos pré-impressos que estão nas gavetas deste país!

Vale lembrar que "corpo 12" não é uma medida nascida com a informatização: os tamanhos dos caracteres impressos, medidos em pontos ou "paicas", são do domínio da Tipografia, e existem desde bem antes de ser inventado o primeiro processador de texto.

Para saber mais, leia: "Thinking with Type: Você sabe por que chamam as maiúsculas de “caixa alta”?"

Organizando a casa com um trampolim de descarte

O método de arrumação baseado em 3 caixas é bastante conhecido, e já foi citado aqui várias vezes. Para resumir: ao arrumar um quarto, um armário ou mesmo uma gaveta, você inicia arranjando 3 caixas, e em uma delas vai colocando o que vai descartar, em outra o que precisa guardar em outro lugar, e na terceira o que vai doar. Assim, você não vai ser tentado a colocar de volta no armário (ou na gaveta, ou no quarto) os objetos que não devem ir nele, pois as principais categorias de objetos que não devem voltar a ele terão um lugar certo para ir - imediatamente. E ao final da arrumação, fica bem mais fácil se livrar do conteúdo das 3 caixas, já categorizadas.

Eu tenho em casa muitos objetos cuja utilidade é apenas marginal: ferramentas diversas, peças de reposição para muitos eletrônicos, e mais variedade de artigos de papelaria do que em muitos almoxarifados por aí, e assim as minhas arrumações gerais me dão bastante trabalho, especialmente para aqueles itens que eu tenho dificuldade em avaliar se ainda devem ser preservados ou já podem ser doados (ou mesmo descartados).

Para lidar com essa situação, adotei há alguns anos, e venho mantendo com sucesso, um trampolim de descarte. É uma prateleira na parte de baixo da estante, fácil de ver e difícil de acessar, onde coloco os itens sobre os quais tenho dúvida - mas antes colo neles uma etiqueta com a data em que foram movidos para o trampolim.

Se eu preciso de algum item do trampolim, ele é removido de lá, e não volta mais. A cada nova arrumação do "estoque", começo por uma revisão do trampolim. Itens que estiverem lá há 6 meses sem remoção são considerados prontos para doação (ou descarte), e assim eles completam seu salto do trampolim, e o ciclo da vida segue.

Note que eu recorro ao trampolim apenas nos casos em que há dúvida. Quando tenho opinião formada, coloco os itens diretamente na caixa de descarte ou de doação. O mesmo método pode servir para arrumar as gavetas da escrivaninha, seu armário de panelas, de roupas, de jogos e tantos outros. Recomendo!

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