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Efetividade20 ANOS Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Na prática: o que você faz pela preservação do meio-ambiente?

Quer tal praticar ecologia da porta da rua pra dentro?

Ativismo ecológisco e eventuais radicalismos à parte, é visível a degradação ambiental que o estilo de vida da nossa sociedade causa, em escala global. Participar de movimentos e grupos de ação, difundir slogans, contribuir com causas diversas e agir em grande escala é importante, e felizmente há pessoas dispostas a fazê-lo.

E todos nós podemos fazer nossa parte também em escala local - mas às vezes é mais fácil ir a uma passeata do que reduzir o tempo e a temperatura do banho diário, ou começar a descartar pilhas e baterias em coletores especiais, ou desligar os equipamentos elétricos quando não estiverem em uso.

A vizinha e amiga Carla andou publicando uma lista de passos para proteger a vida na Terra, direta ou indiretamente - e alguns deles, como levar sua própria sacola ou caixa ao mercado, parecem mesmo bem mais difíceis do que se limitar a bradar contra a caça às baleias.

A ênfase é a frugalidade e o uso de produtos locais, reduzindo a necessidade de produzir e transportar supérfluos ao longo de todas as cadeias produtivas. Selecionei 3 itens, para dar uma idéia do texto dela:

  • Evitar comida pronta. Entre comprar um pão ou fazer, eu faço. A não ser que o pão vá estragar por falta de boca para comer. Isso evita o gasto de energia da embalagem, o transporte, da produção industrial. Fora que fazer pão é uma delícia. Isso serve para tudo, inclusive para suco concentrado e sopa de pacote.
  • Olhe o peixe que você come. Cação, salmão, atum: a gente vai ficar sem daqui a pouco, se continuar do jeito que a coisa vai. É melhor comer tilápia, que é macia e saborosa.
  • Passe um mês sem comprar nada além do necessário. Você precisa comprar um sapato por mês? É, eu também não. E aquele livro que você comprou, não poderia emprestar da sua amiga? Ficar um mês sem comprar nada além do necessário (comida, combustível, material de higiene) é uma ótima experiência, e você ainda economiza pra viajar no fim do ano!

Veja o texto completo, e os links selecionados pela Carla, em "Uma vida mais verde é possível?".

Leia também: Economizar energia: 7 dicas para diminuir a conta e preservar o meio-ambiente.

Em cima do guarda-roupa e debaixo da cama

Os apartamentos modernos estão cada vez menores, e cada último centímetro cúbico de espaço útil que possa ser aproveitado sem causar impressão de aperto, bagunça ou desorganização é bem-vindo.

Colocar caixas de tamanhos e cores variadas em cima de um guarda-roupa ou prateleiras altas causa justamente essa impressão. Mas é relativamente fácil e barato obter uma coleção de caixas do mesmo tamanho e cor, ou de cores harmoniosamente combinadas, permitindo aproveitar este espaço sem gerar o famoso "ar de bagunça".

Guardar objetos em lugares altos tem uma série de inconvenientes. O peso é um grande obstáculo na hora de colocar ou retirar as caixas, e a própria dificuldade de acesso leva a tornar pouco prático armazenar desta forma itens dos quais você precisa com freqüência.

As duas caixas acima podem ajudar a compor uma solução. A da esquerda é um pouco maior (35 x 44 x 14cm) que a da direita (24 x 35 x 15cm), mas esta última leva a vantagem de ter um visor frontal para facilitar encontrar o que estiver dentro dela, na hora em que você procurar, e tem também reforço de costura. Como são relativamente pequenas, você pode empilhar algumas delas, e vai reduzir o problema do peso ao colocá-las e retirá-las do lugar (ao contrário do que ocorreria caso você optasse por uma única caixa pesada). Encontrei a da esquerda (com vários opções de cores) por R$ 11 e a da direita por R$ 16 no Kalunga.com.br.


Caixa baixa com rodinhas

Já a caixa acima, dica da vizinha Paula Fuzeto (na verdade ela indicou uma bem mais elaborada) tem uma vantagem especial para ser guardada debaixo da cama: ela tem rodinhas que facilitam colocar e retirar de posição a cada vez que você for acessá-la. Meça bem antes de comprar, para aproveitar melhor o espaço! O modelo acima, de 43 X 63,5 x 16cm, eu encontrei por R$ 50, também no Kalunga.com.br.

Por intermédio da mesma Paula eu cheguei também a esta simpática caixa organizadora & estação de recarga de aparelhos, que infelizmente não está à venda aqui no Brasil, e sim na Pottery Barn. Ela não serve bem para deixar em cima do guarda-roupa, nem debaixo da cama, mas parece tão útil com suas 4 tomadas, 2 caixas de som e vários compartimentos para guardar objetos de mesa, que de alguma forma me vi obrigado a mencioná-la - lembrando a todos os amigos que faço aniversário no mês que vem! ;-)

Completada a doação de US$ 700 do Efetividade para a Wikipedia e o Creative Commons

Lembra da nossa promoção para estimular as doações aos projetos da comunidade? O resultado dela saiu há mais de um mês, mas uma mudança de apartamento acabou ficando no meu caminho para realizar as doações do BR-Linux e do Efetividade.net aos projetos escolhidos pela promoção.

Mas ontem de manhã eu dediquei alguns minutos, e assim foram realizadas as duas doações prometidas, em homenagem aos 1012 blogs participantes da promoção. Foram US$ 350 para a Wikipedia e US$ 350 para o projeto Creative Commons.

Não preciso e nem posso lhes dar recibo comprobatório, mas a imagem acima (editada para caber melhor e proteger a privacidade do titular da conta) mostra o extrato das duas transações.

Assim fica cumprida a promessa e o compromisso. Tenho o hábito de contribuir com os projetos que uso, e sugiro e recomendo que você considere fazer o mesmo!

Livro: Dicas para um bom relacionamento no trabalho

O leitor Inacio Dantas entrou em contato para avisar sobre seu livro "Dicas para um bom relacionamento no trabalho", cujo tema tem forte identidade com vários artigos publicados aqui no site:

Sou autor do livro "Dicas para um bom relacionamento no trabalho" (Ed. Vozes, 141 páginas), que contém 300 dicas valiosas para o bom relacionamento num ambiente de trabalho. O livro está tendo excelente aceitação pelos leitores, e, assim sendo, venho propor a inserção do conteúdo no Efetividade. Com certeza terão também excelente aceitação pelos internautas que acessam o site.

Ele descreve: "Este pequeno livro vem atender às necessidades diárias de todo trabalhador, no que tange à convivência profissional e sua auto-vigilância. Afinal a mente é o principal instrumento para esse indivíduo e quanto mais saudável e aberta ela estiver, principalmente nos dias de hoje, maiores serão os sucessos."

Pedi a ele para enviar um pequeno trecho com amostra das dicas, e ele o fez, tanto em formato DOC quanto em Open Document. Desejo boa leitura!

"O general inteligente vence suas batalhas com facilidade" (Sun Tzu)

Sun Tzu, que no século 4 a. C. escreveu o livro que hoje conhecemos como "A Arte da Guerra" (que você deveria ler, ou reler, se ainda não o fez), escreveu:

O que os antigos chamavam de um general inteligente era aquele que não somente vencia, mas que primava por vencer com facilidade.

As vitórias pela inteligência parecem fáceis, do ponto de vista de quem observa, mas em geral demandam bem mais planejamento e preparação - esforços que o observador casual não percebe, ou não associa à vitória que observou.


Sun Tzu

Já tive minha cota de chefes que abriam mão de vitórias certas, usando expressões como "mas assim é muito fácil", ou "mas assim qualquer um faz".

Quando se conhece claramente o objetivo da organização, uma "vitória fácil" que a deixe mais perto de sua missão, ou de realizar sua visão, é algo desejável.

Abrir mão de um plano vitorioso pela preocupação de que vai parecer, ao observador externo, uma vitória fácil demais pode ser sintoma de insegurança, ou de fogueira das vaidades, colocando seu próprio ego acima dos objetivos da organização.

E o pior: muitas vezes essa atitude significa gastar uma série de recursos que seriam desnecessários, para atender a alvos secundários (mas vistosos), que acabam ficando (sob o ponto de vista do gestor) mais importantes do que o objetivo original.

Na próxima vez que você vir um plano simples ser descartado em prol de outro que envolva mais holofotes e fogos de artifício, lembre-se de Sun Tzu e procure influenciar as pessoas ao seu redor para que pensem mais claramente nos objetivos envolvidos, antes que acabem chegando a uma vitória de Pirro!

Para completar, mais um trecho da Arte da Guerra:

Se não for do interesse da Instituição, não aja. Se não tiver condições de vencer, não recorra ao conflito armado. Se não estiver em perigo, não desencadeie as hostilidades.

Se não agüenta o calor, não fique na cozinha!

Saiba mais: A Arte da Guerra (336 páginas, Ed. Martins Fontes).

Como informar problemas ao seu chefe

Você tem medo de levar más notícias? Muita gente se preocupa ao levar problemas a seus superiores, às vezes com razão: infelizmente, muitos chefes continuam adeptos da prática de sacrificar os mensageiros portadores de más notícias.


"Chefe, deu um probleminha no porto e TALVEZ os containers atrasem!"

Mas a situação não precisa ser assim e, mesmo quando é, às vezes você pode vir a ter a necessidade de ser o portador das más notícias.

Se acontecer com você, aprenda como virar o jogo a seu favor, identificando de antemão as respostas às 3 perguntas essenciais nas comunicações de problemas:

1 - Qual é o problema? Você precisa saber como contar ao chefe (alguns preferem que seja direto, outros preferem uma exposição detalhada das circunstâncias, etc.), mas não adianta entrar na sala sem saber uma descrição completa, incluindo o que, quem, quando, quanto custa, onde, como, por que. Mesmo em casos de urgência, se você vier com informações insuficientes sobre um assunto sério, talvez seu chefe tenha razão em ficar agitado.

2 - Qual a causa do problema? Ao formular sua resposta, cuidado para não participar de algum complexo de Rainha de Copas do seu chefe - prefira se esforçar para que ele resista ao impulso de sair cortando cabeças. Mas a razão ou motivo de o problema existir precisa ser identificada e apresentada.

3 - Qual o curso de ação proposto? Agora que sabemos que o problema existe, o que podemos fazer a respeito? Identifique cursos de ação possíveis, e saiba colocá-los em ordem de preferência. Pense em como fazer para prevenir o problema (se ainda der tempo), reduzir ou mitigar seus efeitos adversos, resolver o problema, evitar novas ocorrências futuras ou, no mínimo, como estar em uma posição menos desfavorável após a manifestação do problema.

Dependendo da saúde e maturidade da sua organização, pode existir uma quarta questão tão importante quanto as 3 acima:

4 - Como fazer o chefe poder dizer que foi ele que achou a solução? Faz tempo que não passo por uma situação dessas, mas sei por experiência própria (distante) que alguns chefes se sentem ameaçados pela possibilidade de o restante da equipe poder vir a cometer a heresia de pensar que um subordinado está guiando seus atos - e nessas situações, pode ser melhor para todo mundo se ele tiver uma saída clara que lhe permita ser visto como o salvador da pátria, enquanto você encontra uma forma de arranjar um chefe melhor para si.

Mas como todas as técnicas corporativas, esta traz embutido em si um problema potencial: a possibilidade de o seu chefe ler este artigo, e ao invés de se limitar a mandar o link pra equipe, ter a "brilhante idéia" de formalizar o processo, com formulários com 3 campos respondendo às questões acima, um código identificando o problema, e vários outros elementos a serviço da eficiência na catalogação e posterior recuperação das informações, e do acompanhamento da resolução do problema, como se faz (e aí corretamente) na hora de comunicar problemas entre equipes, ou entre cliente e fornecedor.

Prezados chefes: no âmbito interno da equipe, estas regras podem ser melhor implementadas pelo bom senso do que pela normatização. Não burocratize o processo de notificação de problemas do dia-a-dia no âmbito interno da equipe, ou as pessoas passarão a reportar menos destes problemas, e eles só chegarão a você tarde demais. Porque mesmo quem sabe como relatar um problema, eventualmente tem de quebrar as regras acima, na hora dos grandes incêndios, e formalização desnecessária nessa hora custa caro. Se for o caso, encarregue alguém do seu staff de registrar e formalizar as questões após elas terem sido relatadas.

Isso vale para você, mas também vale para sua equipe, para seus superiores e para mim. E assim, todos nós resolveremos os problemas, exceções e não-conformidades mais rapidamente.

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