Apresentações: 5 regras práticas para evitar a Morte por PowerPoint

Os anos passam e continuamos expostos a apresentações com dezenas de slides, textos gigantes, transições demoradas e deixando a parte importante para o final – reunindo assim uma coleção de obstáculos entre o público e a conclusão desejada.

Já tratamos algumas vezes do assunto, incluindo a meta dos 10/20/30 (10 slides, 20 minutos, nenhuma fonte menor que 30) definida pelo investidor Guy Kawasaki que vimos no artigo Os sete pecados capitais do Powerpoint, mas o fato é que ainda há gente que avalia o material de apresentação pelo volume de informação que consegue fazer constar nele mesmo, como se fosse uma apostila, e não como material de apoio à exposição pelo palestrante ou apresentador.


Você, leitor do Efetividade, provavelmente já faz ou prefere apresentações melhores do que a maioria, e talvez (assim como eu) sirva como consultor informal de outros apresentadores na hora de preparar as apresentações deles, e sofra pela insuficiência de argumentos para os convencer de que slide não é apostila, nem resumo – e que os slides que eles vêem em outras apresentações sonolentas não servem como termo de comparação.

Hoje comentarei, portanto, sobre as 5 regras para escapar de slides realmente ruins, evitando assim a Morte por Powerpoint. Elas foram propostas na década passada por Seth Godin, autor de vários best-sellers sobre liderança, marketing e a maneira como ideias são disseminadas.

Apresentações efetivas: 5 regras simples

As 5 regras a seguir foram propostas por Seth Godin, e seguem com meus comentários, e a ressalva: são metas, e não mandamentos; é preciso saber onde e quando quebrá-las, mas isso não deve ocorrer em todo slide de toda apresentação.

Não mais do que 6 palavras em cada slide. Eu iria além: 6 de título, 6 de subtítulo. Mais do que isso, e o slide servirá para informar ao público o que o apresentador falará nos próximos minutos, dando a eles o ensejo de checar seu e-mail no smartphone, em vez de observar aquilo que o autor deixou para transmitir pela eloquência e emoção.

Nada de imagens cafonas. Os cliparts que acompanham o seu pacote de ferramentas de escritório são reconhecíveis a quilômetros de distância e transmitem a ideia de que o que está sendo apresentado é tão clichê que pode ser representado por eles. Imagens mal redimensionadas, mal posicionadas, etc. também geram adjetivos sobre a sua mensagem. Se necessário, peça ajuda, e sempre recorra a bancos de imagens com qualidade profissional.

Sem transições entre slides. A tela girando, dissolvendo, fazendo barulhos e apresentando os mais belos (ou mais bregas) efeitos visuais entre um slide e outro, serve para distrair, para atrair os olhos para o slide (e não para você), e para atrasar a chegada da próxima ideia, em troca de nenhum efeito positivo para a transmissão da sua ideia.

Use os efeitos sonoros apenas para o bem. Os efeitos que vêm como exemplo com a sua ferramenta transmitem a mesma sensação que os cliparts dela, e nem todo auditório está apto a reproduzir sons com qualidade mas, se você quiser usar sons, use poucos, em momentos estratégicos, e voltados a transmitir uma emoção, não um lembrete ou um despertador.

Não distribua versão impressa dos seus slides. Bons slides só funcionam como apoio à sua apresentação. Ao invés de imprimi-los, imprima um breve documento com o texto que você DEIXOU DE INCLUIR nos seus slides, para distribuir ao final.

Seguindo essas regras, a definição de sucesso é fácil de compreender: cada novo slide transmite uma reação emocional (surpresa, etc.) à plateia, seguida da curiosidade em saber como aquela imagem e título serão encaixadas nas palavras do apresentador. As palavras servirão para fixar a imagem, e a força com que a imagem será armazenada na memória depois servirá para ajudar a lembrar da sua mensagem. Vitória tripla!

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