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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Mudança de apartamento: como sobreviver, parte 1

Mudanças podem ser oportunidades, mas geralmente também são grandes e custosos desafios. Algumas pessoas gostam, outras detestam, e boa parte delas concorda que 4 mudanças equivalem a um incêndio.

Mas, como quase tudo na vida, a mudança pode ficar muito mais fácil e prática se você planejar adequadamente, agir de modo eficiente no momento correto, e empregar as lições aprendidas anteriormente, seja por você mesmo ou por outros.

Estou em processo de mudar de apartamento na mesma cidade, algo que já fiz 4 ou 5 vezes anteriormente, e por isso já tive oportunidade de aprender minhas próprias lições, algumas das quais compartilho agora com vocês.

Você confere abaixo a parte 1, tratando sobre o planejamento, preparação e suporte à mudança. A segunda parte, com dicas específicas sobre o encaixotamento, sai ao longo da semana!

Leia também: Mudança de apartamento: como sobreviver, parte 2: o encaixotamento.

Como se mudar com efetividade: planejamento, preparação e suporte

  1. Faça um inventário: antes de mais nada pare e calmamente faça uma lista de tudo que acredita que vai precisar levar, dando prioridade aos itens de maior volume e peso (móveis, eletrodomésticos, etc.), mais importantes, mais valiosos e mais frágeis (enfeites, obras de arte, lâmpadas fluorescentes, etc.). A lista irá ajudar a fazer várias das escolhas que você terá pela frente, e servirá para o controle operacional também.
  2. Avise aos amigos o quanto antes: Mesmo nos casos em que você não precise de uma mãozinha para carregar a mobília, avisar é sempre bom: nessa hora surgem boas dicas, eles podem ter caixotes, ferramentas das quais você vai precisar, podem ter tido boas (ou más) experiências com transportadoras, etc. Mas se você vai se mudar sem contratar uma empresa, não se iluda: exceto nos casos de ausência de mobília, é muito difícil carregar tudo sozinho. E se você estiver se mudando para longe, dará a eles mais oportunidade para uma iniciativa própria para se despedir, reforçar contatos, encerrar assuntos pendentes, etc. Mudar-se pode também ser (embora nem sempre - certamente não é meu caso) uma atividade traumática ou melancólica, e o contato com os amigos pode ajudar.
  3. Não deixe a geladeira surpreendê-lo: Na hora de desligar tudo para fazer a mudança, você pode perceber que não sabe o que fazer com o conteúdo da geladeira e do freezer. Assim que souber que vai se mudar, dê uma olhada no que tem na sua geladeira ou freezer, e comece a consumir o que desejar, e puder, para não ter de transportar. Doe ou distribua o que não for consumir, a não ser que faça questão de levar consigo - mas dá trabalho (e pode ser um risco à segurança alimentar) transportar seus congelados, exceto se for em distâncias bem curtas! Lembre-se também de consultar o manual da sua geladeira ou freezer, porque às vezes eles precisam ser desligados algum tempo antes do transporte, para evitar problemas com os fluidos de refrigeração.
  4. Tome cuidado especial com cães e gatos: Ter uma medalhinha com o seu telefone pode não servir para nada se eles se perderem durante a mudança e você não for mais usar aquele número. Pense bem em como acomodá-los durante a mudança, como transportá-los em segurança e com conforto, e como assegurar que eles estejam bem identificados caso se extraviem, especialmente em trânsito.

  5. Separe uma caixa (ou sacola) pessoal para cada morador: Cada pessoa deve ter uma caixa, reservada desde alguns dias antes da mudança, para colocar roupas suficientes para 2 dias, os remédios que toma regularmente, higiene pessoal básica, um livro ou algo que use para desestressar, e outros itens de que possa precisar antes de abrir todo o restante das caixas, ao chegar no destino. Isso vai facilitar a vida de todos, e reduzir a necessidade de abrir caixas antes da hora de guardá-las com eficiência.
  6. Tire fotos digitais dos móveis montados: Se você mesmo vai se encarregar de desmontar e montar os móveis, tire fotos (pode ser até com o celular) dos detalhes da montagem, mostrando o que encaixa em que, onde vai cada parafuso, acessório, etc. Na hora de montar, às vezes o processo é menos óbvio do que deveria ser, e as fotos podem servir para tirar suas dúvidas.
  7. Atenção aos acessórios de montagem e parafusos: ao desmontar móveis para o transporte, coloque todos os acessórios de montagem dele em um plástico resistente, etiquete este plástico, feche bem, e prenda com fita adesiva a alguma peça grande do mesmo móvel. Se você guardar separadamente, ou se juntar tudo em uma só caixa, já era.
  8. Ferramentas e acessórios para a montagem: Coloque em uma caixa especialmente visível e facilmente encontrável todas as ferramentas e acessórios (como extensões de tomadas, adaptadores, etc.), bem como produtos de limpeza pesada, que serão necessários imediatamente após chegar ao novo endereço. Coloque-a por último no caminhão, para ter certeza de que ela será uma das primeiras a chegar ao novo endereço.
  9. Agende e orce tudo com antecedência: Se você vai precisar de montadores, carregadores, transportadores, instaladores, frete, carreto, caminhão de mudança, etc., o melhor negócio é acertar tudo previamente, pegar um orçamento por escrito, e preocupar-se bem menos depois. Uma mudança pode ser um processo intrincado, com uma série de envolvidos e interessados (a sua família, a companhia de luz, a telefônica, gás, água, banda larga, transportadora, imobiliárias, condomínios, vizinhos, etc.), alguns dos quais prestam serviço para você, e são pré-requisito para que os demais possam também desempenhar seus papéis - portanto, a atenção ao cronograma é fundamental.
  10. Divulgue bem o seu novo contato: por mais que você se esforce, não vai conseguir comunicar a todos os possíveis interessados sobre a sua mudança. Avalie se as pessoas que possam ser procuradas como referência (sua empresa, o zelador, porteiro, síndico, vizinho) devem ser informadas sobre seus novos contatos, e combine com alguém para receber e encaminhar o que chegar pelo correio nas primeiras semanas. Verifique se pode manter seu telefone por mais um mês, usando o recurso de correio de voz da operadora - se possível, com uma mensagem gravada dizendo seu novo número de telefone, além da opção para que a pessoa deixe o recado dela.

Uma dica extra é aproveitar a oportunidade de limpeza e renovação. Ao mudar, você desloca tudo o que tem em sua casa, e pode fazer uma revisão do que ainda quer levar consigo, o que pode ser melhor aproveitado por outra pessoa, e o que não precisa mais ser carregado. Não leve para a nova casa objetos que não tragam valor à sua vida!

Leia também: Mudança de apartamento: como sobreviver, parte 2: o encaixotamento.

Efetividade.net em migração - e novo endereço (postal)

Mas não é de servidor (continuamos confortavelmente hospedados nos servidores da MediaTemple), e sim de casa: o meu escritório doméstico está sendo transferido para outro endereço, aqui mesmo em Floripa, mas mais amplo e perto da natureza (e também de frente para a UFSC - talvez ajude a inspirar um futuro mestrado).

A conexão à Internet já está instalada lá (os técnicos do Virtua me atenderam no dia seguinte ao da solicitação, nota 10), mas até eu ter todo o mínimo necessário (mesa, cadeira confortável, iluminação, fontes de cafeína) instalado direito, e ter tempo livre suficiente, ainda demora alguns dias.

Já deixei agendados os posts para os próximos dias (inclusive 2 sobre mudanças), então provavelmente vocês nem notarão nada de incomum no site, que estarei acompanhando a partir de um Eee com conexão de baixa velocidade, como tenho feito desde o final da semana passada.

Tenho pendentes as doações que preciso fazer para a Wikipédia e a Creative Commons, resultado da recente promoção do site, mas isso vai ter de ficar para depois de estar com tudo instalado, ok? Aí eu aviso. Creio que tenho vários e-mails pendentes sem responder a vocês, e conto desde já com a sua compreensão.

No mais, se você mora perto da UFSC e perceber uma nova rede sem fio com o ESSID "SaveFerris", saiba que seremos vizinhos.

Fique ligado nos livros: Como fiz da última vez que me mudei, vou fazer um saldão de livros que não vão caber na nova estante. Alguns deles bem legais! Qualquer dia desses, publico a listagem e os preços por aqui, tem até 2 livros recentes de Drupal. Os que ninguém quiser, eu dôo para alguma biblioteca, depois.

Trabalhe 4 Horas Por Semana: livro recomendado - mas com ressalvas

40 reais bem investidos: esse é o resumo da minha opinião sobre o livro "Trabalhe 4 Horas Por Semana", de Timothy Ferris.


Tente ignorar o "fator auto-ajuda" da capa

Eu não simpatizo com a atitude que o autor adota em seu discurso, e nem mesmo estou interessado em colocar em prática literalmente a proposta dele. Mas eu li recentemente a versão em inglês, e já a havia recomendado a alguns amigos, por isso fiquei feliz ao descobrir na semana passada, meio por acaso, que já saiu uma edição traduzida (e desconheço a qualidade da tradução).

O Ferris realmente narra como ele abandonou uma rotina de expediente de 8 horas por dia e foi reduzindo até chegar a 4 horas por semana, vivendo uma vida com os mais variados agitos internacionais, sem deixar de investir na sua própria aposentadoria - embora não da forma e proporção usual.

As técnicas que ele descreve são muito mais adaptadas a quem - como ele - ganha em moeda forte e gasta em moedas menos valorizadas, e atua em uma economia suficientemente estável. Na prática, não acho que a maioria das técnicas sobre como gerar receita descritas por ele possam ser aplicadas por muita gente aqui no Brasil de hoje, embora algumas sejam interessantes e de fato aplicáveis.

Só que não é pelas técnicas que eu avaliei bem o livro. É pela reflexão que ele provoca. Eu já havia escrito por aqui, recentemente (no artigo "Você usa bem o tempo que o seu ganho de produtividade libera?"), sobre a minha atenção constante quanto a não se limitar a "trabalhar por trabalhar".

Muitas vezes não faz sentido, sob o ponto de vista pessoal global (e não o do homo economicus), ganhar produtividade apenas para poder trabalhar mais. Para realmente valer a pena, você precisa ganhar algo com isso, e de preferência esse algo não deve se refletir *apenas* em um contracheque mais polpudo ou maior segurança no emprego.

Na ocasião, escrevi:

E creio que venho levando isso bem a sério: cada vez mais, venho aplicando em meu próprio benefício os ganhos de produtividade e eficiência que obtenho na minha “carreira solo”, mantendo bem clara a intenção de “tornar minha rotina mais agradável, com resultados que produzem os efeitos esperados, modificando o meu ambiente de forma positiva” - passando bem longe da cultura do “Karoshi”, termo japonês que significa “trabalhar até a morte” (no sentido literal, de morrer de tanto trabalhar), algo reconhecido juridicamente por lá desde a década de 1980, como visto num caso recente.

Isso corresponde também ao discurso moderno das negociações entre patrões e empregados: o aumento de eficiência alcançado pelos trabalhadores, com o seu aprendizado, adaptação a formas mais avançadas de automação, metodologias da qualidade, etc. não deve reverter *apenas* em benefício do empregador: uma parcela deve ser distribuída aos funcionários também, a título justamente de “ganhos de produtividade”.

E a primeira metade do livro do Ferris trata justamente disso, com grande número de exemplos bem-sucedidos, e uma narração bem coesa sobre os passos que o autor empregou para lidar com a questão.

Não é preciso recorrer a conceitos abstratos: mesmo relações bastante concretas, como o conceito de eficiência, ou o da produtividade, permitem verificar claramente que a meta não deve ser simplesmente trabalhar mais, e sim produzir um resultado mais valioso. Transformar uma parte deste resultado em melhoria palpável da qualidade de vida pode ser o fruto de uma decisão sua, se você realmente acreditar que isso não é algo reservado ou al cance apenas dos outros: todos os dias, alguém com um emprego como o seu, ou como o meu toma este tipo de decisão e passa a viver melhor.

E não precisa ser nenhuma viagem de 6 meses às Bahamas: mesmo a realização concreta de fazer o que for necessário para passar a tirar 2h por dia para ir à academia, ver um bom filme, fazer um curso, conviver com a família ou surfar podem mudar a sua vida para melhor. Não precisamos de Tim Ferris para nos lembrar disso, mas a reflexão que ele provoca pode ajudar a tomar a decisão certa mais cedo. E essa entrevista recente com ele pode ajudar você a entender melhor a idéia.

Assim como no caso do livro A arte de fazer acontecer, de David Allen, que forma a base do que se conhece como método GTD de produtividade pessoal, a minha opinião é que o maior valor do livro é a reflexão que provoca, e não as técnicas que apresenta.

Para mim valeu a pena, e "Trabalhe 4 Horas Por Semana" foi uma leitura bem leve e fácil, e uma das mais interessantes do ano até agora. Recomendo, embora com as ressalvas acima.

Economia doméstica: Está sobrando mês no fim do salário?

Gustavo Cerbasi, autor do livro Investimentos inteligentes - que eu li recentemente, gostei e recomendei - é também autor de uma dica interessante que está circulando por e-mail, sobre a percepção de que falta dinheiro, e maneiras de tentar mudar isso.

O Daniel Oliveira, vizinho ali do blog Torradeira.net, me encaminhou o texto, com a sugestão de que poderia ser do interesse dos leitores do Efetividade. Eu li e concordei, embora goste de manter estoques reguladores na despensa de casa, ao contrário do que o autor recomenda. Segue o texto na íntegra!

Será mesmo que falta dinheiro?
Por Gustavo Cerbasi

Depois de anos orientando centenas de famílias sobre o bom uso do dinheiro, cheguei a uma conclusão: a renda mensal da maioria dos brasileiros é suficiente para manter seu padrão de vida. Mesmo assim, a grande parte das pessoas das classes B, C e D está endividada.

Curiosamente, o dinheiro que falta na conta não foi verdadeiramente consumido. Em geral, costuma estar parado em algum tipo de estoque do endividado. Se você está entre os que de vez em quando entram no vermelho, faça uma experiência. Estime quantos reais existem parados em produtos na dispensa de sua cozinha. Some esse valor aos reais que estão parados no tanque de combustível de seu carro. Vá até seu guarda-roupa: quantas peças de roupas você nunca usou?Quanto elas custaram? E o que dizer de livros não lidos, DVDs não assistidos, eletrodomésticos nunca utilizados?

"Se você quer gastar menos, compre para usar, não para ter."

Temos no Brasil o hábito de comprar para ter, e não para usar. Aprendemos a estocar nos tempos de infl ação, mas a atual inflação não justifica esse comportamento! Se tivéssemos o costume de comprar com mais freqüência e em quantidades menores, estaríamos fazendo um favor para nosso bolso, evitando entrar no vermelho, e para o comércio, diminuindo a sazonalidade das vendas.

Outro importante hábito a ser conquistado é dar mais qualidade a nosso consumo. Pensar duas, três, quatro vezes antes de adquirir aquele item dos sonhos. Que tal entrar em um leilão virtual e vender aquela batedeira que você só usou uma vez? Em minha estatística pessoal, os aparatos campeões de ócio costumam ser cafeteiras, enciclopédias, kits para churrasco e as maravilhosas peças de decoração que ganhamos no casamento e que não cabem na cristaleira da sala. Que tal se desfazer dos estoques e dar um fôlego no orçamento, ou então usar o recurso da venda para se presentear com uma viagem?

A regra básica para enriquecer é gastar menos do que se ganha e investir com qualidade a diferença. Perceba que a regra começa com o verbo gastar. Gaste, portanto, com mais qualidade, para gastar menos.

Aproveite e leia também:

Chega de Bagunça: Conheça 4 segredos da Gestão do Tempo

A Paula, nossa vizinha ali do blog (e consultoria) Chega de Bagunça, simpaticamente escreveu para avisar sobre um post de lá que trata de tema típico aqui do Efetividade: a gestão do tempo.


O tempo voa

Separei um trecho, sem revelar quais são os 4 segredos identificados por ela:

Muita gente fica se martirizando por não ter tempo para fazer o que realmente importa ou gosta. Tudo isso em função das muitas coisas que não podem ser deixadas para trás. Mas será que tudo o que está na sua agenda é realmente necessário? Às vezes precisamos confiar em outras pessoas para a conclusão de projetos. Mas cuidado, você pode descobrir que não é necessário carregar todo o peso do mundo nas costas.

Leia o restante em "4 Segredos sobre Gestão do Tempo", no blog Chega de Bagunça.

E leia também os artigos relacionados aqui no Efetividade:

Bloqueador de celular: como comprar

Bloqueador de celular é um aparelho que emite ruído nas freqüências de rádio usadas para comunicação entre os aparelhos de telefone celular e as suas estações rádio-base (que ficam nas torres), impedindo o uso de celulares no seu raio de ação, que usualmente varia entre 3 e 75 metros. Existem bloqueadores para diversas tecnologias, como CDMA, GSM, 3G e outros, e muitos deles atuam em todas elas simultaneamente. Como se limitam a gerar ruído que impede a comunicação, geralmente o bloqueador não causa nenhum dano físico ao aparelho, e nem afeta o uso de celulares fora do seu raio imediato de ação.

Embora eu não conheça o status legal deste tipo de solução, visitei recentemente um cinema que instalou um bloqueador com raio de ação de 75 metros, e o liga no exato momento do início do filme, desligando quando terminam de rolar os créditos. Um funcionário me contou que muitos clientes ficam confusos quando uma ligação em curso é interrompida no momento em que o filme começa, e que alguns reclamam da ausência de sinal durante o filme, por estarem esperando uma ligação importante, ou estarem de plantão - e nestes casos o cinema se oferece para ficar com o celular do cliente, do lado de fora do filme, e chamá-lo discretamente caso o aparelho toque. Alguns aceitam, outros preferem simplesmente continuar vendo o filme silenciosamente. A platéia agradece, já que anos de trailers solicitando a todos a gentileza de desligar seus telefones não foram suficientes para civilizar todo mundo.

Salas de aula, salas de reunião, teatros, tribunais e ambientes controlados e restritos em geral poderiam ser lugares bem mais tranqüilos sem a constante interrupção dos celulares, especialmente se for de comum acordo entre todos, e se o responsável primeiro certificar-se da legalidade da solução que escolher - me parece que para operar legalmente no Brasil, estes aparelhos precisariam ter uma certificação da Anatel, e eu não pude determinar se eles a possuem.

O aparelho da imagem acima é um bloqueador de celular que pode ser adquirido na DealExtreme, uma loja virtual na China com a qual vários brasileiros informam terem tido sucesso nas suas compras. Eu não tenho qualquer afiliação com a loja, e nem posso afirmar em primeira mão sobre a qualidade de seus serviços. Aquele aparelho ali de cima custa pouco menos de US$ 85 e, segundo relatos de usuários, é eficiente no bloqueio de celulares CDMA, GSM e 3G nas suas freqüências mais comuns (listadas lá no site), em um raio de 40m.

Já o modelo acima, apesar do visual de eletrônica de fundo de quintal e do design que lembra uma metade de caranguejo intergaláctico cozido, afirma bloquear os sinais em um raio de 75m, e custa cerca de US$ 150. Mas lembre-se: geradores de ruídos não costumam ser muito precisos em suas freqüências de operação, e você certamente não quer interferir em comunicações de emergência, sinais de aeronaves, transmissões de rádio por emissoras autorizadas, aparelhos domésticos, etc. - não use este tipo de aparelho irresponsavelmente.

Mas há outras alternativas, como o modelo acima, um bloqueador de celular pessoal, de bolso. Se você se preocupa com os sinais de rádio que o seu celular comum emite, imagine este aparelho, cujo objetivo é transmitir ruído constante em uma série de freqüências... Segundo a loja, ele cria um círculo sem celulares em um raio de até 40m ao seu redor, suficiente para muitas salas de aula e escritórios, e para situações em que há preocupação com a privacidade.

Se o seu interesse neste tipo de aparelho for a questão da privacidade, talvez você se interesse também por um detector de câmeras escondidas, como aquele da foto acima. Detecta até a câmera escondida dos repórteres do Fantástico ;-) Seu uso não é nada discreto, mas tenho lido relatos de que funciona bem contra câmeras escondidadas comuns, incluindo as microscópicas. O princípio de funcionamento é simples, embora seu uso não seja nada discreto.

E se você não quiser esperar o prazo do envio direto da China, pode pagar um pouco mais e comprar seu bloqueador de celular no MercadoLivre, de uma série de vendedores que anteciparam esta demanda e já têm o produto no Brasil. Mas leia atentamente se a entrega é imediata, porque sempre tem os espertinhos que encomendam da China depois de já ter recebido o seu dinheiro. E cuidado para não comprar por engano um bloqueador de automóveis controlado por celular...

E fique atento: a interferência em faixas de freqüência que são objeto de concessão governamental é um assunto complexo. Antes de fazer experiências, convém consultar profissionais da área, bem como o seu consultor jurídico!

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