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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Nichos em blogs, seleções semanais de posts brasileiros, e um blog sobre planos de saúde

O Marcel Souza, do Meu Plano, teve uma idéia interessante em tempos de monetização de blogs: o negócio dele é consultoria em planos de saúde, e ele montou um blog sobre o assunto para apoiar suas atividades. Ele escreveu pra pedir divulgação da promoção dele (que está dando um monitor LCD - está divulgado, Marcel!) e nós batemos um papo sobre os resultados.

Este trecho é interessante, porque mostra a capacidade de um blog falar com o nicho que interessa ao autor: "O interessante é que mal lançamos e a promoção já começou a dar resultados incríveis (empresas com mais de 700 titulares interessadas). Depois dessa, sem dúvidas, montar um blog foi a melhor coisa que eu já fiz na vida." É isso aí, Marcelo, ganhou o Jabá grátis graças a um comentário interessante. Agora comece a reservar orçamento para voltar a ser anunciante por aqui ;-)

Por falar em nicho, e agora apenas de passagem (prominto que volto a escrever sobre este assunto no futuro): o tamanho do nicho que o autor escolhe para si faz muita diferença nos resultados. O nicho do Efetividade, que está no ar há menos de 2 anos, é bem maior que o do meu outro blog, o BR-Linux, que já completou 11 anos (e esta semana voltou a sair no caderno Informática da Folha de SP, e permanece com audiência crescente!), e isso se reflete na audiência: esta semana, oficialmente (via estatísticas do provedor e do Google Analytics) o Efetividade está tendo mais acessos que o BR-Linux, por todas as métricas.

Curiosamente são nichos tão diferentes entre si, que eu consigo muito mais anunciantes diretos lá para o BR-Linux do que aqui para o Efetividade. Lá o foco é tão claro e direto, que os anunciantes sabem com quem estão falando. Aqui é tão difuso, que muitas vezes eu me dou conta que não tenho a menor idéia de quem são vocês ;-) Aliás, preciso pensar mais em conversar com vocês e formar uma comunidade similar à que existe por lá. Já passou da hora de investir nesta amizade ;-)

Para completar o post balaio de gatos, uma sugestão de leitura: o Blog do Hiroshi anda publicando seleções semanais de sugestões de leitura selecionadas entre os blogs nacionais, como esta aqui, eu gosto bastante desse tipo de seleção, porque me leva a blogs que ainda não conheço. Recomendo, e torço pra ele seguir em frente.

Política do escritório: como sobreviver - e vencer

Quem gosta de política de escritório? Eu certamente não. Como se não bastassem os compromissos e as dificuldades do trabalho em si, você acaba tendo de lidar também com o colega valentão, o manipulador, os formadores de quadrilhas (que pensam estar fazendo networking), e tantos outros personagens e estereótipos que encontramos no caminho do nosso trabalho e da nossa carreira.

Mas, gostando ou não, se você está em uma organização em que isto ocorre, terá que encarar as 3 opções apresentadas no filme Tropa de Elite: ou se corrompe, ou se omite, ou vai pra guerra. Se omitir em geral é fácil, se corromper não é tão comum, e ir para a guerra, neste contexto, significa também fazer a sua parte da política, mesmo que não seja propriamente um contra-ataque. E se for, que seja com a inteligência! Assista a 3 episódios da série The Office e veja com que personagem você se identifica. Se for com o Dwight ou com o Michael, talvez seja melhor reavaliar suas opções ;-)

O artigo "How to stop office bullies, the bloodless way" explica maneiras de lidar com um dos piores tipos de personagens da fauna corporativa, na minha opinião: o valentão (ou a valentona) do escritório. Todo mundo conhece algum. Ele eleva o tom da voz, remove opções, coloca a equipe contra a parede, impede uma discussão equilibrada quando as suas propostas estão em jogo, descarta dados e fatos que não condizem com sua própria visão, etc.

E não é fácil se livrar deles. Comece identificando quem são os valentões, e cuide para não ser um alvo preferencial - os valentões precisam de alvos que se submetam a eles, para exibir seu poder aos demais da "manada". Mantenha a calma, saiba o que dizer e como agir, e esteja preparado para tomar uma atitude, seguindo as dicas do artigo!

Outro artigo que pode ajudar na mesma situação é o Fight Back When You Are Intimidated, do Lifehacker. Tentativas de intimidação verbal são muito comuns, dentro e fora do escritório, mas a eficácia delas é limitada pela capacidade de as pessoas reagirem. Se você se encolhe, certamente será intimidado de novo. Se mantiver a calma, pagar para ver, e sustentar sua posição, é bastante provável que acabe descobrindo que o intimidador não tinha nenhuma outra arma além da voz alta e da atitude ameaçadora - e aí será mais fácil resistir na próxima vez. Leia também os comentários, cheios de relatos de experiências pessoais bem-sucedidas. O artigo do Lifehacker é referência a este outro, mas gostei mais do resumo do que do original ;-)

Para completar, um artigo que vai diretamente ao ponto: "7 Habits To Win In Office Politics". Ele começa reconhecendo que quem é vítima das políticas do escritório em geral não gosta de participar delas, mas esta é a escolha que resta, além de brigar ou fugir. Se você não quer se envolver, é importante não tomar partido em discussões que não o envolvam (se o envolverem, aí ter uma posição passa a ser necessário, claro). Mantenha o foco nos objetivos (os seus e os da organização), e cuide para não misturar o que é pessoal e o que é profissional, mesmo que os outros estejam misturando.

Isso não significa que você precisa engolir desaforos (releia os parágrafos acima), mas sim que não precisa deixar os outros imporem a sua forma perniciosa de fazer política.

Leia também:

Adeus aos documentos em papel em casa: é possível?

Um artigo do New York Times, referenciado pelo Lifehacker na matéria "Going Paperless at Home?", conta a história de um engenheiro do Google que está tentando livrar de documentos em papel a sua casa.

Ele ainda recebe documentos em papel (recibos, contas, convites), mas após digitalizá-los em um scanner e armazenar a cópia digitalizada em segurança, ele os picota e disponibiliza para reciclagem. Ele esvaziou as pastas e arquivos em papel que tinha, adotando os mesmos cuidados e alternativas. E isso não quer dizer que ele não gosta de guardar documentos velhos - ele tem até as contas de telefone de 1983. Mas elas estão digitalizadas, e não ocupam espaço físico.

Segundo a matéria do NYT, empresas como a HP, Fujitsu e Canon já estão desenvolvendo e até comercializando produtos pensando no mercado formado pelos interessados na "casa sem papel". Claro que há uma alternativa melhor: nem mesmo produzir o documento em papel, fazendo-o circular digitalmente do começo ao fim de seu trâmite. Isso já acontece para algumas contas e até documentos governamentais, e deve ser uma alternativa cada vez mais comum.

Ninguém precisa ir tão longe quanto Chris Uhlik, o engenheiro do Google mencionado, que agora já está digitalizando (com OCR) até mesmo a sua coleção de livros. Mas o Lifehacker fez a pergunta aos leitores de lá, e eu faço aos daqui: você está reduzindo os papéis na sua casa? Acredita que seria possível se livrar deles desde já?

E eu já respondo: o número de papéis por aqui não pára de aumentar. Assino e compro revistas e jornais, ainda recebo diversas contas em papel, emito notas fiscais em papel, preencho DARFs da Receita Federal, arquivo os originais dos documentos que recebo e emito, mando cartas, uso post-its e blocos, e muito mais. Mas há um hábito anti-ecológico que eu tinha e abandonei completamente: imprimir documentos digitais para lê-los em papel.

Power Trio no Efetividade

Esta semana quero experimentar um novo formato para os artigos do Efetividade baseados em referências externas: o power trio, baseado no tradicional formato de mesmo nome adotado pela parte instrumental de tantas bandas de rock de sucesso desde os anos 60: 3 componentes (em geral guitarra e baixo elétricos, mais a bateria) e eventualmente um vocalista adicional - que sou eu.


O Galaxy Trio também é dos anos 60

A intenção não é me fixar neste formato, mas se o resultado me agradar (e a vocês) eu pretendo usá-lo com alguma freqüência, porque o uso de referências múltiplas enriquece bastante o resultado, na minha opinião.

Como ganhar dinheiro

Como ganhar dinheiro da forma mais segura nas finanças pessoais e domésticas: gastando melhor, poupando, e investindo bem.

Existem muitas formas de ganhar dinheiro, enriquecer, ou garantir a segurança e o conforto da família. Infelizmente, como podemos ver nos comentários do artigo sobre as armadilhas escondidas em ofertas de trabalho em casa, muita gente tem a expectativa de ganhar dinheiro fácil de forma honesta, e acaba sendo ludibriado, ou pelo menos perdendo seu tempo.


De tostão em tostão, se chega ao milhão

Mas para de fato ficar rico de forma ética e a partir do seu próprio trabalho, o segredo na verdade pode ser descrito de forma muito simples: você precisa continuamente receber mais do que gasta, poupando e investindo este excedente de forma racional.

Mas só porque é simples de ser descrito, não necessariamente significa que é fácil de atingir, e de fato não costuma ser. Não acredito em receitas fáceis para ganhar dinheiro, e de modo geral as que eu tenho visto servem exclusivamente para uma finalidade: enriquecer o autor da receita, que a vende a todos os interessados que conseguir encontrar.

Mesmo assim, pessoas descobrem o caminho da riqueza todos os dias, e muito embora às vezes possa parecer que há sorte ou destino envolvidos, de modo geral as pessoas que enriquecem sozinhas o fazem também à base de bastante esforço e razoável aplicação de bom senso.

Portanto, para não oferecer uma receita na qual eu mesmo não acredito, resolvi seguir o modelo Power Trio e apresentar 3 referências a materiais interessantes para quem está pensando em se esforçar e se organizar para ganhar dinheiro.

A primeira parte da receita para enriquecer, como vimos acima, é ter o famoso fluxo de caixa positivo: receber mais do que gasta. A forma de obter seu faturamento (a parte do receber) varia de acordo com cada caso, e a maioria das pessoas não exerce muito controle sobre ela, exceto no que di respeito a aumentar sua empregabilidade ou o seu potencial.

Mas é na parte do gastar que podemos exercer mais controle, e aqui eu quero indicar o artigo " 30 Easy Ways to Save Money (and No, you are not doing them all!)" - em português, "30 maneiras fáceis de economizar dinheiro, e não, você não está fazendo todas elas".

Algumas das 30 são bem evidentes e conhecidas, embora muita gente que precisaria economizar não as pratique:

  • levar o almoço para o trabalho 2 dias por semana, evitando gastar no restaurante ou comer mal
  • só ir no supermercado levando uma lista de compras, evitando as compras por impulso
  • pagar as contas na data certa evitando multas
  • comprar produtos genéricos e no atacado sempre que possível
  • comparar preços e só comprar no local mais vantajoso

Mas outras são menos comuns, e tratam especialmente de substituir um item custoso por outro mais econômico que possa cumprir a mesma finalidade, embora haja outros temas mencionados. Alguns exemplos:

  • Além de reduzir o uso de telefones, trocar o fixo da casa pelos celulares que a família já tem (exige fazer boas contas para ver se vale a pena)
  • Conhecer as taxas cobradas pelo banco e operadores de cartão e evitá-las - ou negociar com o gerente, e mudar de banco se tudo o mais falhar.
  • Faça manutenção preventiva regularmente no carro
  • Planeje a compra de passagens, reserva de hospedagem com antecedência e outras despesas de férias com antecedência, para aproveitar promoções e descontos.

Claro que "gastar menos" nem sempre precisa significar "gastar absolutamente o mínimo possível". Você pode ser frugal sem se privar do que for importante para a sua vida, tudo depende de ser coerente com os seus próprios objetivos.

O vizinho Navarro, do blog Dinheirama - um dos melhores blogs nacionais, na minha opinião - publicou recentemente um artigo que complementa as dicas acima com algumas bem adaptadas ao mercado nacional: "Como se tornar um consumidor mais inteligente". Entre as dicas que ele detalha, estão:

  • Preferir pagar à vista, mesmo que signifique primeiro poupar para ter o dinheiro
  • Não ter vergonha de pedir para falar com o gerente se o vendedor não oferecer um desconto que você considere suficiente para fechar o negócio
  • Controlar e registrar o seu orçamento doméstico (leia também: Fluxo de caixa: instrumento essencial para profissionais independentes)
  • Prestar atenção nos contratos e documentos que assina, saiba com o que você está se comprometendo. Já recusei muitas transações porque a empresa queria impor um contrato que "é padrão e não pode ser mudado". O contrato é entre as duas partes, se eu discordo dele e a empresa não topa mudá-lo, a solução é não assinar, mesmo que signifique abrir mão da transação.

Com as duas referências acima, se você aplicar bem, poderá ganhar dinheiro de uma das formas mais honestas: deixando de desperdiçá-lo ou de gastar mal. Mas isto não basta: a não ser que você tenha um grande encanamento de dinheiro jorrando para dentro do seu fluxo de caixa, ainda é preciso investi-lo bem, e não apenas poupá-lo.

Se você tiver espírito empreendedor, certamente investirá em suas próprias iniciativas, sabendo o risco que corre. Mas a maioria das pessoas opta pelo mercado financeiro, e parte considerável delas investe mal, deixando de maximizar o resultado, mesmo quando o objetivo é a redução do risco, e não o aumento do retorno.

Sei o suficiente sobre mercados de capitais para não deixar de recomendar que você consulte mais de um profissional habilitado de instituições que você confie, antes de tomar suas decisões de investimento. Basear-se apenas nas recomendações do gerente do banco é comum mas não é a alternativa mais segura, nem a que rende mais. Investir diretamente também não é o mais seguro, exceto para quem souber muito bem o que está fazendo - e mesmo estes muitas vezes acabam se estrepando sozinhos, especialmente quando colocam muitos ovos na mesma cesta.

Para entender um pouco melhor as opções de investimento disponíveis no mercado financeiro nacional, assista ao vídeo abaixo. São menos de 9 minutos, e a produção é da CVM, comissão responsável por assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão. O objetivo é informar o investidor individual sobre suas opções e seus direitos.

Claro que assistir ao vídeo acima não é suficiente para você decidir se sua melhor opção são os fundos, as ações ou os títulos, mas espero que tenha sido suficiente para você perceber que o investidor individual pode ter bem mais opções do que aquelas que o gerente do banco lhe oferece usualmente, e que há instituições financeiras sólidas que podem lhe atender. O recado final é importante: com o rendimento vem o risco! Mas isso ocorre nas opções que o seu gerente de banco lhe dá, também. Avalie com critério.

A maior parte das pessoas pode poupar alguns pontos percentuais a mais dos seus rendimentos. Parte considerável delas não poupa parte nenhuma, mesmo podendo. Entre as que poupam, muitas investem sem critério, rendendo menos do que poderiam receber, ou correndo mais riscos do que o necessário. Não seja como elas! E depois me dê 2% ;-)

Reunião mais produtiva: como preparar, executar e encerrar com efetividade

É possível tornar as reuniões mais diretas, objetivas, pontuais e efetivas.

A organização em que trabalho vem dando mais atenção às técnicas para aumentar a efetividade e a produtividade das reuniões, este evento que tanta gente vê como um mal necessário da vida corporativa. Por esta razão, resolvi pesquisar o histórico do Efetividade.net para encontrar meus artigos anteriores sobre o assunto, e considerei justo compartilhá-los com vocês também.

Eis a lista:

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