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Smartphone: você usa um? Quais os pontos fortes dele?

Estou querendo adotar um novo smartphone, após mais de um ano usando um guerreiro Treo 650 corporativo. Minha inclinação pessoal é pelo Nokia N95 ou por um dos Blackberry Pearl, aqueles Blackberries de tela pequena, com jeitão de telefone, e não de PDA. Nenhum dos 2 tem teclado alfabético completo, mas eu entro com pouquíssimos dados via teclado no Treo também. Minha intenção é ler e-mail e feeds, eventualmente dar uma navegada básica na web, e ainda mais raramente usar o aparelho como modem bluetooth pro Eee.

Como ainda está em tempo, lanço as perguntas: Você tem um smartphone? Quais os pontos fortes dele? Se você responder, vai poder ajudar a minha decisão, e eventualmente ajudar a decisão de outras pessoas que caiam aqui procurando via Google. Se bastante gente responder, aí eu até escrevo um artigo sintetizando as opiniões recebidas.

E se ninguém responder, provavelmente vou acabar com um dos 2 modelos acima mesmo, e acho que estarei bem resolvido ;-)

Como aumentar a duração da bateria do celular e smartphone

Quando nos acostumamos ao celular e smartphone, eles acabam se tornando uma extensão do escritório, ou o recurso essencial para escapar de alguma roubada. Diversas vezes recorri ao Treo para procurar nos e-mails o endereço de algum lugar quando já estava na rua em frente, mas não conseguia lembrar do número, ou para procurar no Google uma especificação técnica vital durante uma reunião, ou ainda para dar aquela última olhada num documento antes de uma apresentação importante.

Mas conforme vai aumentando a utilidade, aumenta também a dependência. Na minha experiência, a carga do Treo dura quase uma semana com uso comum, podendo ser encurtada por vários fatores, incluindo deslocamentos por áreas com pouca cobertura de celular, uso freqüente para ligações e acesso a web, longas partidas de Bejeweled 2, etc. Mas há um fator que é quase certo: eu noto que a bateria está para acabar, com poucas horas de vida, sempre que estou em alguma situação em que sei que não poderei carregá-la antes do fim do dia, que será só daqui a muitas horas.

Felizmente o Treo é versátil, e me dá uma série de opções para prolongar a duração da bateria nessas ocasiões. Vamos a algumas das técnicas que eu uso, e as que podem ser usadas em outros aparelhos:

  1. desabilitar conexões locais (bluetooth, infravermelho, wi-fi): é boa prática fazê-lo sempre, ativando apenas quando for usar. Se a bateria estiver quase acabando e você quiser preservar, é bom dar um jeito de não precisar usar!
  2. resistir a aplicativos de lazer: Jogos, fotos, ouvir uma música, assistir a um vídeo, etc. usam a CPU e o armazenamento intensivamente, além de manterem o display ligado.
  3. desativar acesso à web, e-mail e GPS: o GPS e a conexão à Internet via edge, gprs, cdma ou mesmo wi-fi envolvem transmissão e recepção constante de sinais pelos rádios do seu aparelho. Desative.
  4. desativar a sincronização automática de e-mails: se não puder ficar completamente sem acesso à Internet, ao menos desligue a checagem automática de e-mails, deixando para acessá-los só quando for lê-los.
  5. desabilitar o modo vibratório: vibracall é uma grande comodidade, mas fazer o celular chacoalhar daquele jeito consome a sua carga. O ideal para preservar a bateria é colocar o aparelho em modo silencioso, desativando inclusive os toques MP3, que exigem bastante do processador na hora de decodificá-los.
  6. desligar até mesmo a função telefone: se você não precisa do smartphone para receber chamadas, mas quer continuar a usá-lo como se fosse um PDA ao longo do seu dia quase sem bateria, desligue a função telefone, ou ative o "modo avião" presente em alguns aparelhos. Ligue novamente se precisar fazer uma chamada.
  7. desligar a função telefone ao se deslocar entre cidades: quando você passa por áreas com pouca ou nenhuma cobertura de sinal, seu celular usa o rádio em alta potência regularmente, procurando contato com alguma torre.
  8. reduzir a iluminação da tela: ajuste para 50% de brilho ou menos, e reduza o tempo de espera para desligamento automático do display. Se for possível desligar a iluminação do teclado e da tela (backlight, em alguns modelos), aproveite a oportunidade.
  9. travar o aparelho antes de colocar no bolso: ou na bolsa, ou na mochila. Isso evita que ele seja ativado sem querer. Use algum modo de travamento que impeça que o display se ilumine a cada vez que alguma tecla for apertada sem querer no seu bolso. Se o modo telefone já estiver desligado, considere desligar o aparelho inteiro antes de colocar no bolso.
  10. desligue o aparelho quando não for usar por períodos prolongados: se você for ficar sem usar por um período prolongado, durante uma apresentação ou uma sessão de cinema enquanto aguarda seu vôo, por exemplo, desligue e guarde a carga restate para tê-la disponível mais tarde.

Tem mais algumas dicas interessantes em "Top 11 Ways to Make Your Cell Phone Battery Last Longer".

Lembre-se de que tudo isso serve muito bem para fazer a bateria durar mais em um momento de necessidade, mas não necessariamente são dicas para o dia-a-dia do seu aparelho, exceto aquelas que você já conhece como boas práticas, como nunca colocar o aparelho na bolsa sem antes travá-lo.

E agora é a sua vez: o que você faz para esticar a duração da bateria do celular em momentos de apuro?

Nichos em blogs, seleções semanais de posts brasileiros, e um blog sobre planos de saúde

O Marcel Souza, do Meu Plano, teve uma idéia interessante em tempos de monetização de blogs: o negócio dele é consultoria em planos de saúde, e ele montou um blog sobre o assunto para apoiar suas atividades. Ele escreveu pra pedir divulgação da promoção dele (que está dando um monitor LCD - está divulgado, Marcel!) e nós batemos um papo sobre os resultados.

Este trecho é interessante, porque mostra a capacidade de um blog falar com o nicho que interessa ao autor: "O interessante é que mal lançamos e a promoção já começou a dar resultados incríveis (empresas com mais de 700 titulares interessadas). Depois dessa, sem dúvidas, montar um blog foi a melhor coisa que eu já fiz na vida." É isso aí, Marcelo, ganhou o Jabá grátis graças a um comentário interessante. Agora comece a reservar orçamento para voltar a ser anunciante por aqui ;-)

Por falar em nicho, e agora apenas de passagem (prominto que volto a escrever sobre este assunto no futuro): o tamanho do nicho que o autor escolhe para si faz muita diferença nos resultados. O nicho do Efetividade, que está no ar há menos de 2 anos, é bem maior que o do meu outro blog, o BR-Linux, que já completou 11 anos (e esta semana voltou a sair no caderno Informática da Folha de SP, e permanece com audiência crescente!), e isso se reflete na audiência: esta semana, oficialmente (via estatísticas do provedor e do Google Analytics) o Efetividade está tendo mais acessos que o BR-Linux, por todas as métricas.

Curiosamente são nichos tão diferentes entre si, que eu consigo muito mais anunciantes diretos lá para o BR-Linux do que aqui para o Efetividade. Lá o foco é tão claro e direto, que os anunciantes sabem com quem estão falando. Aqui é tão difuso, que muitas vezes eu me dou conta que não tenho a menor idéia de quem são vocês ;-) Aliás, preciso pensar mais em conversar com vocês e formar uma comunidade similar à que existe por lá. Já passou da hora de investir nesta amizade ;-)

Para completar o post balaio de gatos, uma sugestão de leitura: o Blog do Hiroshi anda publicando seleções semanais de sugestões de leitura selecionadas entre os blogs nacionais, como esta aqui, eu gosto bastante desse tipo de seleção, porque me leva a blogs que ainda não conheço. Recomendo, e torço pra ele seguir em frente.

Política do escritório: como sobreviver - e vencer

Quem gosta de política de escritório? Eu certamente não. Como se não bastassem os compromissos e as dificuldades do trabalho em si, você acaba tendo de lidar também com o colega valentão, o manipulador, os formadores de quadrilhas (que pensam estar fazendo networking), e tantos outros personagens e estereótipos que encontramos no caminho do nosso trabalho e da nossa carreira.

Mas, gostando ou não, se você está em uma organização em que isto ocorre, terá que encarar as 3 opções apresentadas no filme Tropa de Elite: ou se corrompe, ou se omite, ou vai pra guerra. Se omitir em geral é fácil, se corromper não é tão comum, e ir para a guerra, neste contexto, significa também fazer a sua parte da política, mesmo que não seja propriamente um contra-ataque. E se for, que seja com a inteligência! Assista a 3 episódios da série The Office e veja com que personagem você se identifica. Se for com o Dwight ou com o Michael, talvez seja melhor reavaliar suas opções ;-)

O artigo "How to stop office bullies, the bloodless way" explica maneiras de lidar com um dos piores tipos de personagens da fauna corporativa, na minha opinião: o valentão (ou a valentona) do escritório. Todo mundo conhece algum. Ele eleva o tom da voz, remove opções, coloca a equipe contra a parede, impede uma discussão equilibrada quando as suas propostas estão em jogo, descarta dados e fatos que não condizem com sua própria visão, etc.

E não é fácil se livrar deles. Comece identificando quem são os valentões, e cuide para não ser um alvo preferencial - os valentões precisam de alvos que se submetam a eles, para exibir seu poder aos demais da "manada". Mantenha a calma, saiba o que dizer e como agir, e esteja preparado para tomar uma atitude, seguindo as dicas do artigo!

Outro artigo que pode ajudar na mesma situação é o Fight Back When You Are Intimidated, do Lifehacker. Tentativas de intimidação verbal são muito comuns, dentro e fora do escritório, mas a eficácia delas é limitada pela capacidade de as pessoas reagirem. Se você se encolhe, certamente será intimidado de novo. Se mantiver a calma, pagar para ver, e sustentar sua posição, é bastante provável que acabe descobrindo que o intimidador não tinha nenhuma outra arma além da voz alta e da atitude ameaçadora - e aí será mais fácil resistir na próxima vez. Leia também os comentários, cheios de relatos de experiências pessoais bem-sucedidas. O artigo do Lifehacker é referência a este outro, mas gostei mais do resumo do que do original ;-)

Para completar, um artigo que vai diretamente ao ponto: "7 Habits To Win In Office Politics". Ele começa reconhecendo que quem é vítima das políticas do escritório em geral não gosta de participar delas, mas esta é a escolha que resta, além de brigar ou fugir. Se você não quer se envolver, é importante não tomar partido em discussões que não o envolvam (se o envolverem, aí ter uma posição passa a ser necessário, claro). Mantenha o foco nos objetivos (os seus e os da organização), e cuide para não misturar o que é pessoal e o que é profissional, mesmo que os outros estejam misturando.

Isso não significa que você precisa engolir desaforos (releia os parágrafos acima), mas sim que não precisa deixar os outros imporem a sua forma perniciosa de fazer política.

Leia também:

Adeus aos documentos em papel em casa: é possível?

Um artigo do New York Times, referenciado pelo Lifehacker na matéria "Going Paperless at Home?", conta a história de um engenheiro do Google que está tentando livrar de documentos em papel a sua casa.

Ele ainda recebe documentos em papel (recibos, contas, convites), mas após digitalizá-los em um scanner e armazenar a cópia digitalizada em segurança, ele os picota e disponibiliza para reciclagem. Ele esvaziou as pastas e arquivos em papel que tinha, adotando os mesmos cuidados e alternativas. E isso não quer dizer que ele não gosta de guardar documentos velhos - ele tem até as contas de telefone de 1983. Mas elas estão digitalizadas, e não ocupam espaço físico.

Segundo a matéria do NYT, empresas como a HP, Fujitsu e Canon já estão desenvolvendo e até comercializando produtos pensando no mercado formado pelos interessados na "casa sem papel". Claro que há uma alternativa melhor: nem mesmo produzir o documento em papel, fazendo-o circular digitalmente do começo ao fim de seu trâmite. Isso já acontece para algumas contas e até documentos governamentais, e deve ser uma alternativa cada vez mais comum.

Ninguém precisa ir tão longe quanto Chris Uhlik, o engenheiro do Google mencionado, que agora já está digitalizando (com OCR) até mesmo a sua coleção de livros. Mas o Lifehacker fez a pergunta aos leitores de lá, e eu faço aos daqui: você está reduzindo os papéis na sua casa? Acredita que seria possível se livrar deles desde já?

E eu já respondo: o número de papéis por aqui não pára de aumentar. Assino e compro revistas e jornais, ainda recebo diversas contas em papel, emito notas fiscais em papel, preencho DARFs da Receita Federal, arquivo os originais dos documentos que recebo e emito, mando cartas, uso post-its e blocos, e muito mais. Mas há um hábito anti-ecológico que eu tinha e abandonei completamente: imprimir documentos digitais para lê-los em papel.

Power Trio no Efetividade

Esta semana quero experimentar um novo formato para os artigos do Efetividade baseados em referências externas: o power trio, baseado no tradicional formato de mesmo nome adotado pela parte instrumental de tantas bandas de rock de sucesso desde os anos 60: 3 componentes (em geral guitarra e baixo elétricos, mais a bateria) e eventualmente um vocalista adicional - que sou eu.


O Galaxy Trio também é dos anos 60

A intenção não é me fixar neste formato, mas se o resultado me agradar (e a vocês) eu pretendo usá-lo com alguma freqüência, porque o uso de referências múltiplas enriquece bastante o resultado, na minha opinião.

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