Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

GTD: vídeos de David Allen explicam tudo sobre produtividade pessoal

GTD ("Getting Things Done") é um método eficaz de organização e produtividade pessoal que pode melhorar sua motivação e seus resultados, e como tal já foi abordado diversas vezes aqui no Efetividade.net.

A metodologia GTD, ou Getting Things Done, foi descrita inicialmente no livro "Getting Things Done: The Art of Stress-Free Productivity", de David Allen. Os preceitos de Allen (veja um resumo deles na Wikipedia), baseados em idéias simples e relativamente fáceis de manter, por não dependerem de nenhuma técnica complexa nem de suporte tecnológico avançado, vêm ganhando adeptos no mundo todo, e inclusive me inspiraram a criar o Efetividade.net - embora eu esteja longe de ser um dos participantes quase religiosos que seguem à risca os dogmas do "Culto de Allen" ;-)

Mas uma coisa não posso negar: As idéias de David Allen são realmente simples e fáceis de botar em prática, se baseando em uma premissa que qualquer um compreende sem esforço: nossa capacidade de ser produtivos é diretamente proporcional à nossa capacidade de deixar o trabalho fluir sem necessidade de intervenção consciente no gerenciamento da seqüência de tarefas. É preciso criar uma base de organização mental e do ambiente para poder atingir o patamar desejado de produtividade com menos stress, liberando o nosso potencial criativo, como veremos abaixo.

Vídeo apresenta o GTD

E no vídeo acima, de 45 minutos, David Allen explica a um auditório cheio (a platéia estava em pé) no Google sobre o GTD e as chaves para manter um estilo saudável de vida e trabalho. A palestra foi em 19 de outubro, e eu fiquei sabendo pelo blog da Kelly Forrister, que trabalha na empresa de David, e menciona que partes da palestra são novidade até para quem leu os livros do método. O vídeo inclui imagens das transparências dele, também.

Nos comentários tem um link para este outro vídeo com clips de apresentações de David Allen, dando a impressão de que o público não dorme durante as apresentações dele.

E por falar em GTD, veja também o recente artigo da Gina Trapani, fundadora do Lifehacker, explicando como ela pratica uma forma simplificada do GTD. Na matéria com ela e comigo na Rolling Stone de setembro, ela já tinha explicado (e eles publicaram em português, naturalmente) como gerencia a caixa de entrada de e-mails, mas neste artigo ela esclarece os demais aspectos que aplica. Vale a leitura.

Se você quer saber mais sobre GTD, leia também:

Fluxo de caixa: instrumento essencial para profissionais independentes

Fluxo de caixa é um instrumento gerencial que controla e informa todas as movimentações financeiras (entradas e saídas de valores monetários) de um dado período - pode ser diário, semanal, mensal, etc. O fluxo de caixa é composto dos dados obtidos dos controles de contas a pagar, contas a receber, de vendas, de despesas, de saldos de aplicações, e todos os demais que representem as movimentações de recursos financeiros disponíveis da organização.

De probloggers a músicos, todo profissional que atua de forma autônoma ou independente precisa saber controlar as entradas e saídas financeiras para poder maximizar o retorno e evitar problemas por não poder prever as sobras e faltas de disponibilidades.


O demonstrativo de fluxo de caixa também pode ser um instrumento contábil legal, contexto em que toma um aspecto mais formal e rígido. Se a sua intenção é realizar o controle contábil de uma empresa, para propósitos fiscais, societários ou outros, provavelmente a melhor alternativa é procurar orientação com um contabilista de sua confiança.

Nossa missão hoje, detalhada abaixo, é conhecer melhor o Fluxo de Caixa pessoal como instrumento de acompanhamento para apoio à tomada de decisão. E o foco será a situação específica dos profissionais autônomos, sejam eles desenvolvedores web, probloggers, artistas, ou qualquer outro profissional que encare os desafios de administrar seu negócio individual, com várias fontes de renda variáveis, prestando serviços para múltiplos clientes.

Fluxo de caixa como instrumento gerencial

Antes de prosseguir, um alerta: o mecanismo do fluxo de caixa é bastante simples, mas nenhum sistema de informações pode funcionar sem que os dados relevantes sejam constantemente atualizados nele. Da mesma forma, o sistema não tem qualquer utilidade se os dados não forem analisados periodicamente, e se a organização não tiver confiança neles. Em outras palavras: se não for haver compromisso em manter o fluxo de caixa sempre atualizado, pode ser melhor nem mesmo se dar ao trabalho de tentar implementá-lo.

Outro aspecto a ser levado em conta é o das dependências: o Fluxo de Caixa precisa de dados que nascem em um bom método de controle de contas a pagar, contas a receber, acompanhamento de saldos de aplicações bancárias, faturamento, despesas, etc. Antes de se preocupar com sistemas agregadores, como o Fluxo de Caixa, você precisa dar atenção a estes outros métodos de coleta de dados específicos. E isto tem vantagens adicionais, como levar a um melhor acompanhamento das suas posições em relação a clientes, fornecedores, taxas públicas, etc. Não há como ter um relatório de fluxo de caixa atualizado se você não registra regularmente as faturas e nem acompanha se os seus clientes estão pagando-as em dia, por exemplo.

E aqui quando falo em sistemas, tomo a palavra em sentido amplo. Embora seja desejável informatizar estes processos, é perfeitamente possível realizar o acompanhamento de fluxo de caixa da maioria dos autônomos usando papel, lápis e régua. Mas acredito que a maior parte da audiência deste texto do Efetividade não tenha dificuldade em ter acesso a um computador, e vá achar vantajoso usar esta ferramenta tecnológica para o controle de suas atividades. Neste caso, além de poder escolher entre diversos sistemas contábeis voltados ao uso individual (alguns até mesmo adaptados a necessidades específicas, como as dos profissionais liberais), você pode optar por uma boa planilha eletrônica, inclusive porque as fórmulas usadas em fluxos de caixa pessoais são extremamente simples. Recomendo a planilha do BrOffice ou a do Google Docs para começar.

Para que serve o Fluxo de Caixa

O Fluxo de Caixa é um instrumento de controle que auxilia na previsão, visualização e controle das movimentações financeiras de cada período. A sua grande utilidade, no contexto que estamos apresentando hoje, é permitir a identificação (especialmente prévia, mas também posterior) das sobras e faltas no caixa, possibilitando ao profissional planejar melhor suas ações futuras ou acompanhar o seu desempenho.

Em uma empresa, o ideal é que o período de acompanhamento seja diário, mas autônomos que usem o sistema exclusivamente como instrumento gerencial podem se virar com períodos maiores - semanal ou até mensal - dependendo da sua liquidez. Períodos menores permitem maior eficiência nos investimentos e aplicação financeira dos saldos positivos, mas em compensação geram maior esforço ou custo de acompanhamento, no fenômeno conhecido como overhead. É importante que você encontre o seu ponto de equilíbrio.

De uma forma ou de outra, um controle de fluxo de caixa bem feito é uma grande ferramenta para lidar com situações de alto custo de crédito, taxas de juros elevadas, redução do faturamento e outros fantasmas que rondam os empreendimentos. Ele permite:

  • Avaliar se as vendas presentes serão suficientes para cobrir os desembolsos futuros já identificados.
  • Calcular os momentos ideais para reposição de estoque ou materiais de consumo, considerando os prazos de pagamento e as disponibilidades.
  • Verificar a necessidade de realizar promoções e liquidações, reduzir ou aumentar preços.
  • Saber se é ou não possível conceder prazos de pagamentos aos clientes.
  • Saber se é ou não possível comprar à vista dos fornecedores, para aproveitar alguma promoção.
  • Ter certeza da necessidade ou não de obter um empréstimo de capital de giro.
  • Antecipar as decisões sobre como lidar com sobras ou faltas de caixa.

Mas não pense que um empreendimento individual em que haja grande folga entre as receitas e as despesas (ou seja: em que ocorra saldo positivo com facilidade todos os meses) não pode se beneficiar deste controle adicional: saber antecipadamente *quanto* vai sobrar, e *quando* este dinheiro estará disponível, permite escolher as melhores aplicações financeiras e selecionar o momento ideal para usar este dinheiro, oferecer condições mais vantajosas (por exemplo: prazo) para clientes selecionados, e muito mais.

Modelo de Fluxo de Caixa

Como já mencionado acima, para propósitos contábeis, fiscais e societários existem modelos e métodos bem mais formais e restritivos para a construção do fluxo de caixa. Para uso como instrumento gerencial, você pode adaptar da forma como melhor servir aos seus propósitos

A planilha abaixo é um exemplo, com valores completamente "chutados", de um fluxo de caixa com periodicidade semanal, e itens bastante simplificados.

Note que para cada um dos períodos há duas colunas: uma dos valores previstos, e outra dos realizados. A segunda coluna, naturalmente, só pode ser preenchida quando o período acabar.

As linhas são muito importantes, e estão divididas em blocos. Vamos analisar uma a uma:

  • Saldo inicial: é o valor disponível no início do período, correspondendo ao dinheiro que está "na gaveta", ou no bolso, somado aos saldos das contas correntes disponíveis para saque. No fluxo de caixa, não são considerados nos saldos os valores que estejam imobilizados, ou os que estejam em aplicações consideradas indisponíveis para saque no período.
  • Bloco "Entrada": nele constam as diversas categorias de entrada de dinheiro em caixa ao longo do período. Vendas à vista, cheques pré-datados que se tornem disponíveis ao longo do período, créditos de contas a receber (exemplo: depósitos de clientes referentes a transações realizadas anteriormente), ou o que for.
  • Total entradas: é a soma simples do bloco Entrada, corresponde basicamente ao dinheiro novo que entrou em caixa ao longo do período.
  • Bloco "Saídas": aqui vão as diversas categorias nas quais você realiza pagamentos. Energia, telefone, manutenção de veículo, equipamentos, material de escritório, aluguel, condomínio, impostos, etc. Um aspecto essencial deste bloco é a inclusão do pró-labore, que no caso de um fluxo de caixa individual, corresponde ao dinheiro do empreendimento que é retirado para uso pessoal do empreendedor, como se fosse o seu salário - idealmente em parcelas fixas e periódicas, e sempre registradas.
  • Total Saídas: é a soma simples do bloco Saídas, corresponde basicamente ao dinheiro que saiu do caixa ao longo do período.
  • Saldo operacional: Corresponde ao Total Entradas menos o Total Saídas. É, portanto, o saldo de caixa referente exclusivamente ao período, sem considerar o saldo anterior que estava disponível. Pode eventualmente ser negativo - por exemplo, na data do pagamento do IPTU -, mas uma seqüência de saldos operacionais negativos sucessivos é sempre um grande sinal de alerta.
  • Saldo final: É a soma do Saldo Inicial com o Saldo Operacional, considerando os respectivos sinais, caso algum seja negativo. Basicamente, é o dinheiro que restou em caixa ao final do período, e é imediatamente transcrito como o saldo inicial do período seguinte.

Certamente você deve ter percebido que não há nada de complicado na construção desta planilha - embora a obtenção dos dados em si possa ser trabalhosa, e exija vários controles e acompanhamentos adicionais. Construir a mesma planilha de cálculo não exige nenhuma função matemática avançada - para criar a do exemplo, a única função que usei foi a SOMA(); é possível que você queira acrescentar funções estatísticas para identificar desvios em relação à média, pontos de máxima e de mínima, ou mesmo colunas adicionais para comparar o previsto com o realizado, ou até gráficos da evolução - tudo isso é simples aplicação dos recursos da planilha eletrônica, mas não amplia os conceitos de fluxo de caixa aqui demonstrados, embora enriqueça a análise.

E estas análises são exatamente o objetivo de se realizar o fluxo de caixa como descrito acima. Se você tiver um bom método de controle, é possível começar a preencher as colunas de "Previsto" com grande antecedência, e detectar a necessidade de realizar liquidações, ou a possibilidade de oferecer maiores prazos aos clientes, por exemplo, de forma antecipada.

Olhando para os números que chutei no modelo de fluxo de caixa da planilha acima, rapidamente identifico algumas situações que demandariam correção: na segunda semana aconteceu uma retirada de pró-labore completamente imprevista, por exemplo. E os saldos iniciais de caixa são verdadeiramente astronômicos em um país de taxas de juros tão elevadas como as nossas: este dinheiro deveria ser aplicado, de forma a render juros, deixando disponível em caixa apenas o suficiente para realizar o giro das atividades, com uma pequena folga. Mas isso já é assunto pro Navarro, do Dinheirama.

Claro que a diferença entre previsto e realizado vai acabar demonstrando quanto você conhece o seu negócio, e quanto o seu mercado é estável ou previsível. Ao longo do tempo, você certamente vai conseguir aproximar cada vez mais o previsto e o realizado.

Recomendações adicionais

Organizar e manter o fluxo de caixa dá trabalho, mas é recompensador. Você precisa ser sistemático, e lembrar de alimentar as planilhas no início de cada novo período. Especialmente, você precisa estar disposto a manter atualizadas, com a antecedência que for possível, as colunas de valores previstos, e analisá-las sempre que necessário, para de fato poder colher o principal fruto desta ferramenta: a possibilidade de prever com maior precisão quando haverá sobra e quando haverá falta de dinheiro em caixa.

A análise antecipada também permite tomar as providências necessárias para que haja disponibilidade de caixa nas datas de vencimento de impostos, taxas, prestações, financiamentos e outros desembolsos com data certa, que incorrem em multas e juros caso atrasem.

Se o seu mercado for sazonal, leve isto em conta nas suas previsões, pois freqüentemente os custos fixos (que ocorrem mesmo na baixa temporada) acabam sendo um grande vilão, e o faturamento da alta temporada precisa conseguir sobrepujá-los.

Quem poupa tem, e jamais se deve contar com o ovo antes de o mesmo ser adequadamente expelido pelo galináceo. Excessos de caixa devem ser aplicados, como vimos acima, mas é necessário haver uma margem de segurança que permita garantir o giro da empresa e também algum imprevisto. Não tenha excesso de caixa, mas também não imobilize demais, ficando à mercê de qualquer cliente que deixe de pagar uma fatura.

Agora é com você! Adapte o que aprendemos hoje sobre Fluxo de Caixa à sua realidade, e tenha um controle muito mais apurado sobre as suas finanças pessoais. Se desejar saber mais, consulte este excelente guia do SEBRAE SP.

E que seus saldos finais sejam sempre positivos!

Atualização: o Alex Souza avisou que recentemente o Boombust publicou um artigo sobre o mesmo tema. Confira: Orçamento de Receitas, Despesas e Fluxo de Caixa para Blogs.

Ética no trabalho: indo além dos códigos de ética

Ética é o conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade. A ética está ligada umbilicalmente aos princípios que motivam, disciplinam, orientam ou mesmo distorcem o comportamento humano, refletindo especialmente a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social

Ética no trabalho é uma preocupação constante, e mesmo quando não há um código específico ou uma conduta objetivamente definida a ser seguida na sua empresa ou profissão, em geral o senso comum é empregado para tentar identificar quais os comportamentos aceitáveis e quais os que ferem princípios ou são anti-éticos.

O Efetividade está reiniciando suas atividades após a pausa de final de ano, e ao escolher o assunto a tratar no primeiro artigo de 2008, julguei adequado falar brevemente de ética. Longe de mim querer propor um código de ética universal para o ambiente corporativo: a lista de observações incluída a seguir são apenas considerações bastante específicas e restritas, mas em todas elas eu identifico um forte relacionamento com a idéia de conduta ética.

Todos os itens são de um e-mail não assinado que circulou no meu trabalho em 2008, e que fez bastante sucesso por provocar reflexão em muitas pessoas, e até mesmo ajudar na tomada de algumas decisões em nível individual. O e-mail original tinha 95 itens, se vocês gostarem destes que eu selecionei abaixo, posso publicar os demais futuramente.

Feliz 2008 para todos!

Ética no trabalho

  1. Seja honesto em qualquer situação.
  2. Nunca faça algo que você não possa assumir em público.
  3. Seja humilde, tolerante e flexível. Muitas idéias aparentemente absurdas podem ser a solução para um problema. Para descobrir isso, é preciso trabalhar em equipe, ouvindo as pessoas e avaliando a situação sem julgamentos precipitados ou baseados em suposições.
  4. Ser ético significa, muitas vezes, perder dinheiro, status e benefícios.
  5. Dê crédito a quem merece. Nem sonhe em aceitar elogios pelo trabalho de outra pessoa. Cedo ou tarde, será reconhecido o autor da idéia e você ficará com fama de mau-caráter.
  6. Pontualidade vale ouro. Se você sempre se atrasar, será considerado indigno de confiança e pode perder boas oportunidades de negócio.
  7. Evite criticar os colegas de trabalho ou culpar um subordinado pelas costas. Se tiver de corrigir ou repreender alguém, faça-o em particular, cara a cara.
  8. Respeite a privacidade do vizinho. É proibido mexer na mesa, nos pertences e documentos de trabalho dos colegas e do chefe. Também devolva tudo o que pedir emprestado rapidamente e agradeça a gentileza com um bilhete.
  9. Ofereça apoio aos colegas. Se souber que alguém está passando por dificuldades, espere que ele mencione o assunto e ouça-o com atenção.
  10. Faça o que disse e prometeu. Quebrar promessas é imperdoável.
  11. Aja de acordo com seus princípios e assuma suas decisões, mesmo que isso implique ficar contra a maioria.
  12. O que fazer com os brindes e presentes? Muitas empresas têm normas próprias e estipulam um limite de valor para os brindes. Informe-se discretamente sobre isso e aja conforme a regra.
  13. A relação de trabalho é mediada pela hierarquia. O subordinado amigo deve ao chefe a mesma deferência que os demais - e o chefe amigo precisa ser extremamente cuidadoso para não beneficiar o subordinado que lhe é próximo.
  14. Caso trabalhe com alguém de quem não gosta, troque cumprimentos, mantenha distância e não comente a antipatia que sente. Isso minimiza os atritos e evita que os outros reparem a incompatibilidade e façam fofocas.
  15. Afaste-se das fofocas e maledicências. Só o fato de prestar atenção nelas pode lhe dar a fama de fofoqueiro. E aquele que lhe conta a última, pode levar, também, um comentário péssimo sobre você.
  16. Reconheça os erros, mas não exagere no arrependimento nem na culpa. A fala correta é: "não foi um erro intencional, isso não vai ocorrer de novo e vou remediar o acontecido".

Leia também o artigo "7 myths about business ethics", fonte da ilustração deste texto. E aos que seguem a mesma profissão que eu, fica a sugestão de uma releitura do Código de Ética Profissional do Administrador. Nunca é demais.

Submarino submergiu em um mar de problemas no Natal?

Sou fã do Submarino, há anos compro de tudo por lá, sempre sem nenhuma falha e nem mesmo preocupação, pois nunca deixaram de entregar no prazo, a mercadoria correta, cobrando o preço combinado - mesmo em épocas de alta demanda, como o Natal e o dia das mães.

Mas toda essa minha experiência positiva acumulada de anos atrás está sendo insuficiente para contrabalançar a quantidade de relatos de mau atendimento do Submarino no Natal de 2007. O primeiro que vi foi ontem, quando a Renata contou sua experiência de entregas pela metade, dias depois do prazo combinado - e ela nem pediu em cima da hora.

Mas consta que mesmo quem pediu em cima da hora desta vez tem razão para estar insatisfeito, pois mesmo com tantos relatos de que algo estava errado, os testemunhos são unânimes ao afirmar que até o fim da temporada de compras a empresa ainda estava anunciando prazos curtos de entrega, e garantia de entrega até o Natal.

E os problemas reverberaram a ponto de chegar à matéria Consumidores não recebem presentes de Natal comprados via internet, publicada hoje no Globo Online, e que já inicia relatando o caso de um consumidor que fez sua compra de um DVD Player para o Natal já no dia 6, com promessa de entrega em 3 dias úteis, e até ontem não havia recebido. Trecho da matéria do jornal:

Apesar de dezenas de contatos, só recebi promessas de entrega para o dia seguinte, situação que se arrasta até hoje. Foram mais de 10 respostas diferentes às minhas solicitação, todas conflitantes entre si. Para completar, hoje (quinta-feira) tiveram o cúmulo de informar que houve uma tentativa de entrega ontem e não havia ninguém em casa para receber. Mais uma deslavada mentira na tentativa de ocultar as verdadeiras razões. Examinei os vídeos das câmaras de segurança e não houve qualquer tentativa de entrega - afirma Rodrigo, que se uniu a outros usuários que tiveram problemas às vésperas do Natal para criar o movimento Submarino Nunca Mais, com o objetivo de expor casos semelhantes e orientar consumidores prejudicados. Segundo ele, desde o dia 23, já houve cinco mil acessos.

Sou afiliado do Submarino há quase 2 anos, e nunca recebi reclamação de usuários que tivessem realizado compras seguindo minhas indicações. Mas considerando a situação exposta em relatos como os acima, e vários outros de que tive conhecimento hoje, certamente vou reconsiderar meu relacionamento com a empresa após a virada do ano, a não ser que haja uma resposta consistente explicando a razão dos relatos e apresentando as providências que serão tomadas.

Vamos aguardar.

Ganhar dinheiro com blog: Associated Press mostra como

Sim, é possível ganhar dinheiro com blogs. Conheço pessoalmente vários brasileiros que ganham mais de US$ 1.000 por mês com seu blog, e alguns casos mais afortunados, que já quebraram a barreira dos US$ 5.000 mensais - e a maioria deles mantém o blog como uma ocupação casual, em complemento à atividade que exercem profissionalmente.

Nada mal para um complemento de renda, certo? O Efetividade está em marcha lenta para o período de festas de fim de ano, mas a matéria da Associated Press publicada pelo Yahoo News ("Casual blogging not just lunch money now") que me motivou a escrever este breve texto deixa bem clara uma realidade que você precisa ter em mente se estiver considerando embarcar nesta em busca de dinheiro: para cada blogueiro que fatura bem com seu blog, existem centenas, talvez milhares que não conseguirão passar dos centavos.

E as idéias que "dão certo", em termos de faturamento, são as mais variadas. O cidadão da foto acima, Zach Brooks, publica em http://www.midtownlunch.com relatos sobre os lanches de rua disponíveis em Manhattan - que custem menos de US$ 10, preferencialmente gordurosos e servidos de uma caminhonete. Qualquer pessoa poderia escrever sobre isso, certo? Eu certamente gostaria de ter acesso a um serviço similar falando sobre os lanches disponíveis no centro de Floripa (e até conheço um cara que está desenvolvendo uma idéia parecida). Mas o Zach fez, e embora tenha relativamente pouca visitação (2.000 pessoas por dia), está faturando US$ 1000 por mês com o Adsense em seu blog. (leia também: Adsense: como ganhar dinheiro na Internet - de verdade).

O artigo explica um pouco mais sobre de onde este dinheiro vem, e por que os anúncios contextuais e programas de afiliados na Internet funcionam tão bem. Trata também sobre a questão da participação do indivíduo neste mercado - gente como o Zach, eu ou o Bruno, cada um faturando do seu jeito, e ajudando a compor o mix de mídia de muitas empresas por aí. Aliás, estudos comparando anúncios na TV e na web dão resultados que podem surpreender muitos céticos.

Eu não tenho dúvida de que é possível ganhar um bom dinheiro com blogs casuais. Se você tem uma boa idéia, e ela decolar, pode ser uma forma divertida de complementar a renda. E mesmo que não decole, pode ser um hobby interessante.

Vale a leitura: Casual blogging not just lunch money now, no Yahoo News.

Magaiver: 5 produtos para trabalhar bem a partir de qualquer lugar

O blog vizinho Magaiver publicou uma interessante coleção de produtos para trabalhar bem a partir de qualquer lugar.

Eu gostei particularmente da frasqueira com fixador, que pode ser pendurada na parede do hotel e se transforma em uma espécie de armário portátil. ë a da foto acima, e não se iluda com o tamanho - use o barbeador ou a tesoura de unhas como referência.

Ele também é usuário de Vivo Zap (eu uso e recomendo), e gosta de mochilas Targus.

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