Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Dica do dia: criando um ambiente diferenciado no PC para auxiliar na produtividade

O Anny Rose, do vizinho TV Retrô, mandou uma dica que funciona como complemento ao nosso artigo anterior Ganhe produtividade sabendo lidar com as interrupções no trabalho.

A dica é simples mas parece bastante efetiva para quem tem os 2 modos distintos de uso do computador que ela descreveu. E o que é melhor: funciona bem em qualquer sistema operacional. Vamos ao texto dela:

Muito freqüentemente, quem trabalha no computador acaba perdendo o foco, seja jogando, entrando no msn ou qualquer coisa desse tipo.

Além de trabalhar no computador, uso-o para jogar, assistir animes e esse tipo de coisa.

Mas mesmo não fazendo esse tipo de coisa enquanto estou trabalhando, tinha a sensação de estar em um "ambiente de entretenimento".

Então eu encontrei uma simples solução: Criar uma nova conta de usuário.

Nela uso configurações (wallpaper e outro tipo de coisa) diferente da que normalmente uso. Isso ajuda a criar um ambiente diferente

Também não deixo nenhum atalho para jogos ou outras aplicações que não uso durante o trabalho.

E quando termino de trabalhar, não fico visitando sites e outras coisas; quando termino o trabalho imediatamente faço logoff e entro na outra conta pra fazer o que bem entender.

Obrigado, Anny Rose!

Tornar menos acessíveis os atalhos para os geradores de distração, quando se quer trabalhar sem interrupções, pode ser eficaz. A mudança no visual do ambiente pode também gerar uma atmosfera produtiva - eu uso temas bem diferentes entre si nos diferentes desktops em que atuo, para evitar confusão entre meus papéis.

Você usa alguma técnica para ajudar a criar um ambiente diferenciado em seu computador quando quer remover as distrações? Compartilhe conosco nos comentários!

Ata de reunião: registros são importantes, mesmo quando informais

No último final de semana, o coordenador do meu curso de pós graduação (em gerenciamento de projetos, veja só) realizou uma reunião com os alunos para coletar feedback, especialmente na forma de sugestões sobre como corrigir os problemas do curso, e como melhorá-lo.

Me chamou a atenção que ele não estava tomando notas das sugestões, e nem pediu a ninguém para secretariar para ele. Pensei: "esse cara deve ter uma memória de elefante!" Infelizmente eu estava enganado. Eu e vários outros colegas demos várias sugestões, que foram debatidas e aceitas. Ao final, ele pediu: "então vocês me mandam por e-mail durante a semana as sugestões que discutimos aqui, ok?"

Um bom exemplo negativo para uma futura aula que trate da gestão do conhecimento? Pode ser, mas infelizmente eu estou entre os prejudicados - já que provavelmente nem todo mundo que deu sugestões vai lembrar de enviá-las, e mesmoos que lembrarem talvez não recordarão de todas - , e me sinto ainda pior por não ter tomado eu mesmo a iniciativa de fazer uma ata informal durante a reunião, como é o meu hábito - sou um fã de atas e resumos executivos, e recomendo a leitura do meu artigo anterior ("Modelo de ata - Como secretariar reuniões com efetividade") sobre atas formais.

Para contrabalançar, um exemplo um pouco melhor: estou em curso (de Gestão por Competências) durante toda esta semana - talvez você tenha percebido que o site está com poucas atualizações, e esta é a razão. A turma está lotada de colegas de trabalho, e ontem no coffee break surgiu uma idéia interessante, que acabou virando uma reunião informal, em que estavam presentes os principais executivos envolvidos no tema. Discutiu-se a questão em profundidade, mas mais uma vez não havia ninguém secretariando. Desta vez pelo menos há uma boa justificativa: não foi uma reunião agendada e nem oficial, foi um encontro ad hoc no cafezinho do auditório.

Mas desta vez, ainda com a experiência de sábado vívida na memória, agi diferente. Assim que retornei para o auditório, peguei uma folha e fiz o registro informal, de memória mesmo, das conclusões da reunião. Circulei-o entre os participantes, obtive sua aprovação (também informal, tanto quanto a reunião e esta "ata"), e me baseei nisso para tomar a primeira atitude no sentido de acionar as equipes que vão iniciar os estudos sobre o novo projeto que surgirá. Muito melhor do que sábado, certo? E os frutos já começaram a surgir.

Vamos, portanto, dedicar alguns minutos e linhas a discorrer sobre a importância das atas, resumos, memórias e registros de reuniões.

Ata de reunião

Qual não foi a minha surpresa, após passar pela experiência narrada acima, ao chegar em casa e tropeçar no artigo "If you don’t take down meeting minutes you’ll hate yourself"?

O autor narra uma experiência similar, e fala um pouco sobre o valor das atas. Vou me basear na estrutura do texto dele para falar sobre o mesmo tema, e conto com seus comentários ao final, como de costume.

Por que você deve ter interesse em fazer e manter registros de reuniões? Há vários motivos, veja quais se encaixam em seu contexto pessoal:

  • Como documento legal. Se for este o seu caso, dê bastante atenção à formalidade do documento, incluindo especialmente todas as assinaturas. Pode servir como base para garantir compromissos assumidos, ou mesmo para se defender em caso de acusações.
  • Como simples registro. Daqui a 6 meses, pode ser interessante saber quem disse cada trecho, e quando. Se for esta a intenção, e a intenção for o uso administrativo e interno, em uma organização saudável, pode ser possível dispensar formalidades e até mesmo assinaturas - basta enviar os registros para todos os participantes por e-mail, e pedir que se manifestem em 48h caso discordem de algum trecho.
  • Como instrumento de acompanhamento e cobrança. Especialmente em grupos de trabalho. É importante registrar na ata quem ficou responsável por cada tarefa definida em uma reunião. Assim, cada um dos participantes terá clareza do que precisará fazer, e a desculpa do "eu não sabia" não vai colar na próxima reunião!

Já escrevi recentemente um artigo ensinando a fazer atas formais, mas o texto de hoje acrescenta algumas dicas extras, que vou aproveitar:

  • Faça a ata tão cedo quanto possível. Quanto mais cedo, mais útil. Transcreva suas anotações imediatamente, e circule entre os participantes, mesmo que a assinatura formal só possa ocorrer na próxima reunião.
  • Obtenha por escrito o "de acordo" do responsável pela reunião. Mesmo no caso de atas informais, que não vão ter assinaturas dos participantes, obter o "de acordo" do presidente ou responsável pelo grupo pode ser uma medida sensata, e certamente amplia o potencial de convencimento do documento.
  • CIRCULE a ata. Ela vale muito pouco se ficar apenas em suas mãos, ou se ficar guardada até a próxima reunião. Envie cópias a todos os participantes, citados e prováveis interessados, assim que obtiver a aprovação (ainda que informal) do responsável pela reunião ou do conjunto dos participantes.
  • Se o evento for formal, proponha gravar o áudio. Em reuniões informais, gravar o áudio pode ser extremamente antipático. Se nem todos os participantes forem informados claramente, pode ser até anti-ético. Mas em reuniões formais (especialmente se forem públicas), gravar o áudio pode ser uma excelente forma de conseguir transcrições completas e fiéis. A não ser que você seja um excelente taquígrafo ;-)

Para resumir: tomar notas é bom por si só, e transformá-las em atas ou registros amplia em muito o seu valor. Não se esqueça disso na próxima reunião!

Liderança e Motivação: como liderar nos momentos difíceis

Perdeu um cliente importante, o projeto foi rejeitado e o chefão não está satisfeito com a sua equipe?

Liderar e manter a equipe motivada quando o time está ganhando, o sol brilha e o vento está a favor não é tão difícil assim. Mas o líder (ou *algum* líder) também precisa atuar quando o tempo fecha, o vento muda e o time perde de goleada - ou então a derrota em uma batalha acaba significando também perder a guerra.

No meu trabalho, algumas situações acabam levando ao risco constante de o tempo fechar e o vento mudar, e aposto que no seu o sol também não brilha eternamente. E felizmente - tanto no meu caso quanto no seu, a não ser que a sua equipe esteja a ponto de desistir - sempre há um líder (mesmo que não seja o responsável formal) para conduzir o grupo nos momentos difíceis, colocando a equipe de volta nos trilhos e a caminho da recuperação. Este líder acaba sendo reconhecido quando o sol volta a brilhar, portanto acaba sempre sendo um investimento de esforço para as pessoas que conseguem pensar além do curto prazo.

Se você é, ou pretende ser, este líder, há alguns pontos nos quais você pode focalizar para aperfeiçoar seu talento de liderar também nas horas difíceis.

Liderando e inspirando nas horas difíceis

Eis alguns pontos a considerar quando a situação ficar difícil. A intenção de todos os aspectos mencionados é colocar a equipe novamente em condições de avançar, aprender com os erros, e evitar a entrada em uma espiral negativa.

  • Atenção ao que virá: identifique o próximo projeto ou desafio, da forma mais concreta possível, e envolva a equipe nele, tão cedo quanto possível. Não faça promessas falsas, especialmente não prometa a vitória. Ao invés disso, construa um plano de ação concreto, atingível, e que possa conquistar a confiança de todos, dando uma razão para seguir em frente.
  • Aprenda com os erros: Identifique e registre as lições aprendidas. Sempre há algo a aprender com a derrota. Descubra o que fez você perder. Se algum adversário saiu ganhando, tente descobrir o que lhes deu a vantagem. Descubra o que a equipe poderia ou deveria ter feito melhor. Divulgue estas informações internamente, e aplique-as ao próximo projeto.
  • Ouça: não se limite à sua própria análise. Fale com os membros da equipe e peça que identifiquem pontos altos e pontos baixos do projeto fracassado, e também que falem sobre oportunidades e ameaças. Se for possível, e não conflitar com seu controle de dano, converse também com os principais parceiros, fornecedores e até clientes.
  • Resolva: Liderar não se resume a motivar. A equipe espera que você vá além de identificar e comunicar as falhas. Resolva ou promova a resolução dos problemas. Se não puder resolver algum deles, encontre uma forma de contorná-lo.
  • Reforce e renove: Se os recursos disponíveis não eram os melhores, encontre mais e melhores recursos, e integre-os. Se não for possível, adapte e promova melhorias nos seus próprios recursos o quanto antes.
  • Enfatize os acertos: Conhecer os pontos de falha é essencial para a melhoria, mas para a motivação é necessário algo mais: a consciência do que foi bem feito. Identifique e discuta com o grupo quais foram os aspectos positivos e os acertos do projeto.
  • Reconheça o esforço de todos: apesar de não ter sido alcançado o resultado esperado, provavelmente a maior parte da equipe se esforçou. Seja generoso no momento de reconhecer isto perante a equipe toda. Seja legal com os indivíduos também: a quem merecer, dê os parabéns e cumprimente de forma sincera, espontânea e pessoal. Se possível, realize alguma atividade de fechamento (um jantar, um churrasco, um happy hour...) com o grupo todo.

    E o mais importante:

  • Mantenha-se motivado: tire da sua própria cabeça os pensamentos negativos. A derrota é parte da vida e da carreira, mas para sair dela você precisa continuar em frente, inspirando o grupo. É impossível fazer isso com efetividade máxima se você mesmo estiver desmotivado.

A lista acima foi adaptada e expandida a partir do artigo "What to do when your team loses". Que tal acrescentar seus próprios comentários? Os demais leitores e o Efetividade.net agradecem!

Leia também:

Organize-se!

Para fechar a semana da produtividade pessoal aqui no Efetividade.net, um chamado à razão: se você não se organizar, jamais será tão produtivo quanto pode ser.

Cada um sabe onde o sapato lhe aperta, mas estes artigos anteriores podem ser bons primeiros passos para repensar a sua organização:

Depois que você organizar seus objetos e seus horários, quem poderá lhe impedir de ser produtivo?

Produtividade pessoal: "Top 10" de dicas para render mais, sem arrancar os cabelos

No que diz respeito ao trabalho, eu vivo uma vida dupla: ao mesmo tempo em que sou feliz em um emprego da "velha economia", atuando no campo profissional que escolhi, eu também exploro todos os dias os limites da "nova economia" virtual. Não sou "problogger" e nem pretendo, mas faz um bom tempo que os rendimentos mensais dos sites que eu mantenho rivalizam com o salário "oficial" todos os meses, e de vez em quando até ultrapassam.

Isso é bastante interessante sob o ponto de vista pessoal, porque são duas carreiras em paralelo funcionando bem - e sinergicamente, porque é comum trazer experiências do emprego para os sites, e vice-versa. Mas ao mesmo tempo cria um desafio permanente: como manter atualizados 2 sites, trabalhando neles apenas nas horas vagas, sem deixar a qualidade cair?


Meu escritório em casa

A resposta está tanto no campo da eficiência quanto no da efetividade. Quanto a este último, faz bastante tempo que escolho apenas as atividades que acredito que agregam mais valor ao serviço que presto ao leitor. Não participo de todas as modas dos blogs, e nem me sinto tentado a testar todo novo recurso ou serviço. Nada contra quem faz diferente, mas já que eu tenho tempo limitado, procuro utilizá-lo o melhor possível.

Já quanto à eficiência, a questão é simples: o tempo é limitado, os recursos também, portanto é necessário usá-los bem, produzindo o maior (ou melhor) resultado com o que se tem disponível. E boa parte disso se consegue investindo nas ferramentas certas e na preparação do ambiente.

Diversas das técnicas que eu adoto já foram cobertas aqui antes, e vou aproveitar a semana corrida para relembrá-las hoje, com links para os artigos originais.

Top 10: artigos sobre produtividade pessoal que eu uso no dia-a-dia

Veja as dicas e os links para os artigos do Efetividade que surgiram das minhas próprias demandas de produtividade, concentração e motivação para sobreviver (e aproveitar) na dupla jornada:

Veja também a lista de ferramentas essenciais do Lifehacker para quem trabalha em escritórios virtuais.

Trabalhar em casa é positivo para empregador e empregado, segundo estudo norte-americano

Leia também:

A agência Reuters produziu, e a revista Info publicou, um artigo sobre a pesquisa do Dr. Ravi Gajendran, da Universidade Estadual da Pensilvânia a respeito dos efeitos do trabalho a partir de casa, na modalidade teletrabalho.

Selecionei um trecho:

Trabalhar a partir de casa pode ser ótima solução para profissionais autônomos e funcionários de empresas, porque reforça o moral e a satisfação no emprego e reduz o estresse, afirmaram pesquisadores nesta semana.

Em uma análise de 46 estudos sobre pessoas que trabalham em casa, os pesquisadores constataram que trabalhar longe do escritório por meio de computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos pode ser mais positivo do que negativo para as pessoas e as companhias que as empregam.

"Nossos resultados demonstram que trabalhar de casa tem um efeito geral benéfico, porque o sistema oferece ao trabalhador mais controle sobre a forma pela qual realiza seu trabalho", disse o doutor Ravi Gajendran, da Universidade Estadual da Pensilvânia.

O Dr. Gajendran, juntamente com David Harrison, publicaram o resultado de seu estudo no Journal of Applied Psychology, a partir de pesquisa sobre 12.833 pessoas que trabalham fora do escritório de suas empresas.

Mais um trecho interessante:

Ainda que algumas empresas e funcionários temam que trabalhar de casa possa prejudicar perspectivas de carreira ou abalar as relações com colegas e chefes, os pesquisadores não encontraram provas que sustentassem essa interpretação. "Trabalhar a partir de casa em termos gerais não tem resultado relacional negativo, ao contrário da crença mais comum", disse Gajendran.

Mais um argumento para tentar convencer o seu chefe! ;-)

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