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Suporte para notebook: que tal construir o seu, gastando pouco?

Há quase um ano eu escrevi aqui no Efetividade.net o artigo "Suportes para notebooks: um laptop fantasiado de desktop", sobre dois modelos de suporte para notebook que eu havia testado - e aprovado - para deixar o laptop em um ângulo mais favorável, tanto na mesa quanto no colo, ou em uma poltrona de avião.

As vantagens deles são as mesmas da maioria dos demais suportes existentes no mercado: evitam o superaquecimento do equipamento (especialmente os que têm ventoinha na parte inferior), colocam o display do notebook em uma posição elevada, mais ergonômica, e ainda colocam o teclado do notebook em um ângulo de digitação mais confortável, embora ergonomicamente seja melhor recorrer a um teclado e mouse externos se você for usar um apoio sobre a mesa.

Mas estes suportes são relativamente caros (hoje no Submarino tem um suporte de notebook para uso na mesa por pouco mais de R$ 100), o que acaba sendo um obstáculo no caminho da sua aquisição.

E é aí que o Lifehacker vem em nosso socorro: o site norte-americano publicou nas últimas 48 horas duas receitas passo-a-passo, amplamente ilustradas, para a construção de suportes de notebook caseiros. Esse ali da foto, com aspecto bem mais improvisado, é um modelo que pode ser usado no colo ou na mesa, feito com 3 folhas daqueles kits de prateleiras aramadas, comuns em apartamentos de estudantes.

Mas tem uma outra alternativa: um modelo para uso na mesa feito com um suporte de toalhas de papel e uma prancha de material plástico. Eu já tenho 2 destes suportes, mas deu vontade de inventar algo similar. Se eu me inspirar, outro dia coloco as fotos aqui pra vocês.

Modelos de relatório de estágio e de conclusão de curso: aprenda a formatar

Formatação padronizada, normas da ABNT e outros requisitos não precisam ser um pesadelo na véspera da data da entrega!

O relatório de estágio ou o trabalho de conclusão de curso são muitas vezes os primeiros documentos científicos de maior porte que o estudante se vê obrigado a escrever sozinho, e por isso mesmo são uma permanente fonte de dúvidas sobre como escrever e formatar.

Leia também: Como começar - e completar! - seu relatório de estágio ou trabalho de conclusão.

Vale lembrar que não é efetivo preocupar-se apenas com a formatação do conteúdo: um bom trabalho depende de atenção a todas as suas fases, desde o planejamento e a pesquisa - ao invés de investir em um manual de formatação, prefira manuais que explicam como fazer o TCC ou relatório de estágio como um todo.

Dito isto, reconheço que as dúvidas mais freqüentes estão relacionadas à questão da formatação, normas ABNT, estruturação do conteúdo e outros similares, e é por esta razão que resolvi escrever este breve artigo apresentando a minha fonte de consulta preferida sobre o assunto.


A biblioteca universitária da Universidade Federal de Santa Catarina preparou um Guia para Formatação de Relatórios de Estágio que explica tudo de forma direta e concreta, considerando as seguintes normas da ABNT:

  • NBR 14724: 2005 - apresentação de trabalhos acadêmicos;
  • NBR 6024: 2003 - numeração progressiva das seções de um documento;
  • NBR 6027: 2003 - sumário;
  • NBR 6023:2002 – referências.

Este documento tem uma vantagem adicional, além de ser resumido: os organizadores optaram por deixar de forma os aspectos das normas que não têm interesse imediato para quem está escrevendo relatórios de estágio.

O relatório de estágio é composto por elementos pré-textuais (capa; agradecimentos; sumário), textuais (introdução, apresentação da empresa; síntese da carga horária semanal; relatório descritivo; conclusão) e pós-textuais (referências; apêndices e anexos). E todos estes itens são apresentados no guia da UFSC, com detalhamento suficiente (sem exagerar) e com links para modelos e exemplos.

Não deixe também de ver o guia Como Fazer Referências, atualizado em 2007 conforme a norma NBR-6023/2002, para não errar na hora de registrar a bibliografia e as citações!

Leia também: Como começar - e completar! - seu relatório de estágio ou trabalho de conclusão.

Quer testar o Linux sem formatar ou particionar o HD? Use o Wubi!

O Lifehacker apresenta o Wubi, um instalador de Linux com uma especialidade incomum: instalar o Ubuntu Linux completo em um arquivo gravado em uma partição Windows pré-existente, e torná-lo bootável pelo gerenciador de boot do próprio Windows - permitindo assim que usuários de Windows curiosos sobre o Linux possam testar o sistema sem reparticionamento e sem ter de abrir mão do desempenho, como fariam no caso dos testes baseados em Live CDs.

Após instalar o Ubuntu pelo Wubi, a cada vez que o computador for reiniciado o usuário terá opção de dar boot pelo Linux, mesmo sem ter partições dedicadas para isto, e sem usar virtualização. O Wubi, que é um software livre, é integrado à arquitetura do Windows, permitindo até mesmo a operação de uninstall.

Segundo o FAQ do Wubi, o sistema é instalado em um arquivo comum do Windows (mais especificamente, c:\wubi\disks\system.virtual.disk), que é visto pelo próprio Ubuntu como se fosse um HD virtual - permitindo inclusive gravação de arquivos, instalação de pacotes, etc.

Saiba mais (cutlersoftware.com).

"Dois monitores são melhores que um" - John Chow

Quando escrevi o artigo "2 monitores no seu PC: ganhe produtividade e reduza o stress", não me surpreendi ao perceber que o público do site não achava nada do outro mundo o uso de 2 monitores para ganhar produtividade.

Mas hoje encontrei uma situação oposta: no site de John Chow, um blog cujo tema principal são formas de ganhar dinheiro na Internet, uma foto do desktop do autor mostrando que ele usa 2 monitores simultaneamente despertou a curiosidade e até mesmo o espanto dos seus leitores, o que o motivou a escrever o artigo Two Monitors Are Better Than One, apresentando os seus monitores e explicando como configurá-los.


O desktop do JohnChow.com

Percebi que ele usa uma configuração bastante similar à minha, com um dos monitores posicionado na vertical. Mas na minha opinião eu estou levando vantagem em relação ao Chow, já que aqui na minha mesa de trabalho de casa o monitor vertical está em um braço articulado, então posso posicioná-lo na distância, altura e inclinação mais adequada a cada momento, e preservo toda a extensão do espaço horizontal abaixo dele para colocar materiais úteis sobre a mesa. Se você está pensando em remodelar sua mesa de trabalho e obtém bom rendimento das atividades que desempenha do micro, considere planejar uma configuração similar!

Como eu uso os 2 monitores

A foto abaixo é recente e mostra o ambiente em que eu mantenho o BR-Linux e o Efetividade.net:


O ambiente do Efetividade.net

O display do notebook (um HP Pavilion) tem 15.4 polegadas e fica em segundo plano, geralmente exibindo as janelas do Pidgin (um mensageiro instantâneo que anteriormente se chamava Gaim), sempre visível quando estou usando ele como ferramenta de trabalho, ou alguma janela do navegador mostrando uma página que eu estiver usando como referência (documentação do PHP, tabelas de consulta sobre CSS, etc.) - e eventualmente passando algum DVD ou video em full screen. Quando eu estou programando, uso ele na hora do debug, exibindo a janela ou página de execução do programa, enquanto mantenho no monitor maior o ambiente de desenvolvimento.

O monitor externo é um Samsung Syncmaster 740N de 17 polegadas, fixado a um suporte articulado feito especialmente para monitores LCD, usando os parafusos no formato padronizado para suportes de monitores LCD ou plasma. Usando o monitor na vertical (o formato se inverte, e a resolução torna-se 1024x1280) eu consigo ver um trecho maior de texto quando estou escrevendo ou programando, e uma fatia maior de páginas da web, permitindo ler textos on-line com bem mais conforto.

Para quem gosta de tecnologia, é um prato cheio montar um blog e ter acesso e justificativa para dispor de brinquedos novos variados ;-) Eu andei testando um monitor de 19 polegadas também (um monitor LCD AOC 193FW), mas achei um desperdício mantê-lo montado na vertical, porque o formato widescreen dele, com proporções diferenciadas (1440x900) era muito mais adequado para atividades multimídia. No momento ele voltou para a caixa e está ali na bancada esperando eu montar uma estação multimídia com uma CPU que vai sobrar quando outro projeto terminar, daqui a algumas semanas. A minha conclusão é que para meu uso vertical, 17 polegadas são suficientes hoje, e provavelmente só vou pensar de novo em trocar quando houver monitores de 19" com resolução bem maior que os disponíveis a bons preços hoje.

De qualquer forma, agora que detalhei a configuração dos displays, fica a mesma dica do artigo anterior sobre este assunto, agora secundada pelo John Chow: eu uso 2 monitores há algum tempo, e posso afirmar que para mim o ganho não é apenas de produtividade: com 2 desktops visíveis, torna-se muito menos estressante trabalhar on-line, realizar atividades de pesquisa e manter contato com os colaboradores, sem ter de ficar guardando na memória as informações dos contextos e janelas que ficam escondidos.

Compre on-line com mais segurança

Comprar on-line é cômodo mas não é isento de riscos, especialmente quando se trata de um fornecedor desconhecido ou que atua à margem da legislação tributária. E o José Vitor Lopes e Silva (josevitorΘgmail·com) escreveu um artigo com cuidados que você deve ter na próxima compra via web.

Afinal, como diz o próprio artigo, uma empresa criada a 6 meses que oferece produto 30% mais barato, exige 100% antecipado, não aceita outra forma de contato se não pela web, define longo prazo de entrega e impõe ao cliente mais deveres do que direitos não merece confiança - e nem receber o número do seu cartão de crédito!

Não deixe de ler: Cuidado na próxima compra.

Adsense se posiciona e favorece blogs e sites com conteúdo de qualidade

Até mesmo a convenção de Genebra é clara ao definir o tratamento que deve ser dado a pára-quedistas. Se o Google se posicionar na defesa deles, todos ganham.

O Undergoogle publicou um artigo analisando as recentes mudanças aparentes na postura que o Google adota quanto à forma e conteúdo dos sites que exibem publicidade do Adsense. Em semanas recentes, a antiga postura bastante permissiva e elástica quanto aos próprios termos de uso no que se refere ao conteúdo dos sites parceiros foi substituída por um bem-vindo surto de fiscalização, com advertências bastante diretas a blogueiros que haviam pisado fora da risca definida nas regras do programa.

Segundo a descrição do Undergoogle, "Essa semana o Google enviou mensagens a alguns de seus editores com um aviso sobre conteúdo inapropriado. Foram muitos blogueiros aconselhados a remover determinados posts que feriam o Termo de Uso do Google AdSense, principalmente um quesito : associação de conteúdo impróprio para menores aos anúncios. Além de remover os posts, a recomendação era remover a indexação no próprio Google, com a punição de congelamento e posterior cancelamento da conta do editor em caso de insistência."


Leitores pára-quedistas chegam aos blogs via sites de busca

Vale lembrar que os regulamentos de uso do programa Adsense excluem a publicação de anúncios em sites sobre uma série de assuntos, incluindo categorias de remédios e drogas, pornografia, bebidas alcoólicas, fumo, racismo, falsificações, jogos de azar e vários outros temas, incluindo todos os ilícitos. Muitos deles certamente são temas que geram tráfego, o que faz com que alguns publishers vez por outra tentem forçar as regras para atrair visitação (especialmente dos pára-quedistas, que freqüentemente estão em busca destes tipos de conteúdo) e com isso aumentar seu faturamento.

Incentivo econômico ao conteúdo de boa qualidade

Ao mesmo tempo em que intensifica a fiscalização do conteúdo, o Google resolveu esclarecer algumas das normas quanto ao posicionamento dos anúncios do Adsense, para reduzir as possibilidades de os editores de site estimularem os cliques de usuários motivados por qualquer intenção que não seja o interesse despertado pelo próprio anúncio. Como o Undergoogle apontou, alguns dos novos conselhos de posicionamento tornam inválidas as sugestões de otimização anteriores do próprio Google, o que pode até abrir uma discussão, embora nos casos limítrofes entre a otimização e o esforço para evitar enganar o leitor ou o anunciante, a escolha ética seja clara.

Atrair leitores para seu site ou blog é importante, e as formas mais efetivas de fazê-lo envolvem a publicação de conteúdo original e relevante. Os famosos leitores pára-quedistas, que chegam ao seu site via sites de busca, são consumidores importantes para o Google, que inclusive adapta seus anúncios para refletir o que eles estavam procurando, quando é possível obter esta informação por intermédio dos cabeçalhos da conexão HTTP.

Mas montar um esquema para lucrar no Adsense a partir de sites e páginas que são verdadeiras armadilhas para os pára-quedistas, que os atraem por menções explícitas a conteúdos bastante procurados, mas não agregam nenhum conteúdo original (e muitas vezes nem ao menos oferecem ao pára-quedista aquilo que ele estava procurando), é uma prática que desvirtua o modelo adotado, e certamente não vai poder durar para sempre - como qualquer outro esquema que ilude tanto o leitor quanto o anunciante, que é quem paga a conta pelos cliques.

De minha parte, a operação de limpeza do Adsense é bem-vinda, e mesmo nos casos em que eu mesmo já fui solicitado pelo pessoal do Adsense a fazer mudanças nos anúncios, sempre estive de acordo com a idéia geral, que é reduzir o risco de desviar as práticas do site contra os leitores ou contra os anunciantes. Ao desestimular os ganhos com conteúdo de qualidade questionável, o Google certamente está mirando em preservar seu próprio modelo de negócios, mas as vantagens para os leitores e usuários são óbvias.

Quem sai perdendo é quem montou modelos de faturamento baseados na atração de pára-quedistas e na condução deles para que cliquem em algum anúncio com pagamento por clique, e não por vendas (que é o caso do Adsense). Estes já devem ter começado a perceber uma tendência e devem estar repensando seus modelos, para benefício de todos. E o conjunto dos editores de sites e blogs que faturam com o Adsense sai ganhando, não apenas pela depuração natural, mas também pelo fortalecimento do modelo em si.

A Convenção de Genebra já defende os pára-quedistas em seu artigo 42 (do Protocolo I), mas seria interessante ver um parágrafo anexado a ele, definindo que todo pára-quedista tem o direito de aterrissar em uma página de conteúdo original e de qualidade ao chegar a um site que exibe banners do Adsense, e transformando em crime as páginas criadas com o único objetivo de formar armadilhas para eles, sem adição de conteúdo original e relevante a algum outro contexto.

Eu já estou fazendo uma revisão de conteúdo em todos os meus sites, e recomendo a todos que façam as suas também. E aproveitem para uma reflexão sobre o seu papel neste ecossistema. E vale lembrar que conteúdo original e de qualidade pode ser mais custoso de preparar, mas também atrai os pára-quedistas e gera faturamento ;-)

Qual sua opinião: o Google está certo em procurar reduzir o incentivo econômico a sites com conteúdo de qualidade duvidosa?


Sugestões adicionais de leitura:

Agradecimentos ao Bruno Melo, do Verdade Absoluta, que chamou minha atenção pro artigo Os ganhos com o AdSense vão cair, no Undergoogle.

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