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Administrando.net: Gestão, Marketing e Finanças na era da informação

O Eder L. Marques escreveu avisando do lançamento de um blog dele, que pode interessar a vocês leitores aqui do Efetividade. Trata-se do Administrando.net, um blog cuja descrição é "Gestão, Marketing e Finanças na era da informação. Melhor desempenho com menores gastos. Marketing mais efetivo, relacionamentos mais produtivos . Como gerenciar melhor suas finanças e seu tempo. Artigos, dicas e truques por Eder L. Marques."

Já tem 2 artigos por lá, para quem quiser ter uma idéia de como será a toada. Veja:

- Quando um aperto de mão vale mais do que 10 palavras
- Conhecendo o ataque do leão

Boa sorte e sucesso ao Eder!

Controle remoto de apresentação: Um apontador laser com função de avançar e retroceder páginas por menos de R$ 50,00

Veja como tornar mais efetiva a sua forma de fazer apresentações, pagando pouco, com um controle remoto sem fio para apresentações com receptor USB.

Fazer apresentações com slides, estilo Powerpoint, é uma necessidade cada vez mais comum, e gera uma série de dependências. A maior parte delas é de infra-estrutura: uma sala adequada, uma tela grande suficiente, projetor, eventualmente a disponibilidade de cabos e conectores para conectar o notebook ao projetor, etc.

Mas há também uma demanda operacional bastante específica: avançar para o próximo slide no momento preciso, e retroceder para o slide certo quando eventualmente surge uma dúvida na platéia.

Existem muitas formas de resolver esta questão: alguns palestrantes preferem operar pessoalmente o computador, passando os slides via teclado; outros treinam um assistente para fazer isto. Outros ainda aceitam usar o assistente que estiver à mão, sem praticar anteriormente com eles o momento da troca dos slides ou um sinal discreto, e pedem ao assistente a cada vez que desejam uma troca de slide, arriscando-se a vê-lo (na ânsia de ser prestativo) adiantar um slide e estragar uma surpresa por achar que havia chegado a hora.

Os palestrantes mais preparados usam controles remotos de apresentação, dos quais há alguns modelos de excelente qualidade e cheios de funções extras à venda no Brasil. O que eu tenho visto com mais freqüência à venda (e também já testei, é excelente) é um apresentador remoto da Targus que além de passar os slides para a frente e para trás (simulando as teclas page up e page down), têm também um trackball e botões de atalho para abrir navegador e e-mail. É possível comprá-lo no Brasil por pouco menos de R$ 300,00, embora em lojas de shoppings eu já tenha visto este mesmo modelo até por R$ 550,00.

Para quem faz apresentações freqüentes ou vive disso, é um bom investimento. Mas para o resto de nós, que fazemos apresentações ocasionais mas estamos sempre procurando alguma forma de torná-las mais efetivas, eu tenho uma alternativa interessante a oferecer. Graças à típica eficiência oriental, é possível comprar um apresentador virtual apenas com as funções básicas (page up, page down e apontador laser) por menos de 25% do preço daquele modelo avançado da Targus. Eu venho usando com sucesso há alguns meses, e recomendo.

O controle remoto USB para apresentações

Naturalmente ele não tem o prestígio e nem o visual arrojado do modelo da Targus, e claramente foi construído para o mercado de grande volume e pequenas margens. Ou seja: está mais para as lojas térreas da Santa Ifigênia do que para os shopping centers.

Produzido na China, o meu modelo veio identificado como "Infrared Presentation Remote Control Laser Pointer". Ele tem o volume aproximado de uma caneta Bic 4 Cores, embora seja um pouco mais curto que ela, com 8,5cm e pesando 100g (com a pilha). Exteriormente ele tem um clipe para prender ao bolso, e 3 botões: avançar, retroceder, e apontador laser.

A outra ponta do dispositivo é um receptor IR que se conecta diretamente à porta USB do micro, e tem um cabo de cerca de 1m para o caso de o computador da sua sala de apresentação estar escondido atrás de algum móvel. O receptor se identifica ao computador como se fosse um teclado USB, para os quais a maioria dos sistemas operacionais recentes já inclui seu próprio driver sem necessidade de instalação ou configuração adicional: é plugar e usar. Segundo a caixa, a lista dos sistemas que dispensam drivers é: Linux (kernel 2.4 ou superior - eu testei no Ubuntu 6.10 sem problema nenhum), Mac OS X e Windows XP/2000/Vista. Para Windows 98 seria necessário um driver específico.

Como não há necessidade de instalar drivers nem configurar nada, a instalação é realmente plug and play: você insere o conector em uma entrada USB do computador, deixa o receptor sobre a mesa e apontado para o local onde ficará durante a apresentação, e pronto: o computador passa a considerar o seu controle remoto como uma verdadeira extensão das teclas Page Up e Page Down do seu teclado.

O vendedor afirma que o raio de ação do produto é de 5m, mas eu usei a 8m de distância sem maior dificuldade. Como a comunicação é IR, é necessário apontar o controle na direção do receptor (com uma ampla tolerância: o ângulo de recepção é de 45 graus). O controle funciona com uma pilha V23GA (aquelas que parecem uma pilha palito com metade da altura, usadas em controle remoto de alarme de carro e de porta de garagem).

Como o controle simula um teclado, ele pode ser usado com qualquer programa que avance ou retroceda telas com as teclas Page Up e Page Down. É o caso do Powerpoint, OpenOffice Impress, Word, Excel, ACDSee, a maioria das apresentações em Flash, etc. - não é necessário alterar nada na apresentação.

A vantagem é clara: você passa a poder avançar e retroceder slides no tempo exato, sem depender de ninguém. O aparelho funciona no seu notebook ou nos computadores disponíveis na maioria das salas de apresentações, bastando ser mais recente que o Windows 98, ter uma porta USB disponível e não estar muito longe do local da apresentação em si.

Como comprar

Eu já vi este aparelho à venda em camelôs e lojas de informática que comercializam produtos vindos do exterior - você terá que procurar, e eventualmente encomendar.

Conheço também uma pessoa que encomendou uma unidade diretamente de Hong Kong, da loja on-line Uxcell, e recebeu pelo correio em 15 dias, pagando via Paypal exatamente 23 dólares no total (produto + envio).

Caso prefira comprar aquele modelo mais caro da Targus, ele pode ser encontrado no Submarino por menos de R$ 300,00.

Leia também

- Aprenda a não depender das suas apresentações em Powerpoint na hora de expor suas idéias
- Criando apresentações efetivas – e mantendo a platéia acordada
- 10 dicas: Como NÃO fazer uma excelente apresentação

Textarea backup: Nunca mais perca um e-mail ou post de blog digitado diretamente no navegador

Quem nunca apertou o botão errado e assim perdeu um e-mail, um post de blog ou outro texto que estava digitando diretamente no navegador, atire o primeiro mouse!

Dependendo da sua configuração, apertar o reload, o botão de retorno, um atalho para algum site favorito ou mesmo uma configuração de teclas infeliz pode fazer a página corrente ser substituída por outra, levando embora todo aquele e-mail, post ou descrição de produto que você estava digitando.

O Firefox tem algumas soluções parciais para este problema de usabilidade típico de aplicações web, mas nenhuma delas é tão completa quanto o Textarea Backup, um script para a extensão Greasemonkey (a qual você já deveria estar usando!) que se encarrega de salvar de forma persistente, e a cada 10 teclas digitadas, o que você preenche em campos de entrada de texto livre (que em HTML se chamam textareas) em formulários web comuns. Se por algum motivo a página ficar inacessível antes de você enviar o formulário, o script fará o possível para inserir o texto digitado automaticamente quando você retornar ao mesmo formulário.

Eu não conhecia este script, mas o vi ontem nesta lista de 20 scripts do Greasemonkey em destaque, e hoje já não posso mais viver sem tê-lo instalado. E quando vi que o Lifehacker o incluiu hoje como download do dia, tive certeza de que era meu dever compartilhar a dica com vocês.

10 requisitos para cuidar bem da motivação de seus funcionários tecnologicamente privilegiados

Geeks, Nerds e pessoas inteligentes em geral trabalham não só pelo dinheiro, mas pelo amor ao que fazem. Eu sou uma dessas pessoas que amam loucamente seu trabalho. Quando eu sou contratada por uma empresa, eu não vou para lá simplesmente pelo dinheiro, eu quero fazer algo produtivo, algo de bom, quero fazer a diferença. Eu amo meus empregos e me orgulho disso.

Agora, vamos ao que interessa: muitas empresas não valorizam o amor que nós, nerds, podemos oferecer ao nosso trabalho. Amar o trabalho não é bater cartão de ponto e trabalhar mecanicamente. Para isso, existem alguns fatores que precisam ser observados.

Assim começa o artigo da Renata Rocha intitulado Coisas que Nerds Precisam para Amar seu Emprego. Ela se baseou numa idéia similar de um site em inglês, mas complementou e adaptou bastante. Vale a leitura.

Eu gostei especialmente do item 10, algo que muitas organizações precisam repensar.

Tool Logic SL3: o canivete que é uma brasa

No domingo passado iniciei a nova série de artigos temáticos do Efetividade.net: análises de multi-ferramentas, aquele tipo de produto que inclui os clássicos canivetes suiços e muitas outras soluções que em geral cabem no seu bolso ou mochila e resolvem grande quantidade de situações.

O primeiro brinquedo novo produto a ser analisado foi a Swisstech Utili-key, um discreto kit de ferramentas que se prende ao seu chaveiro como se fosse a chave-reserva de um Fusca 78. Eu aprovei o produto, e já tive oportunidade de usá-lo na prática, como escrevi na análise.

Mas a análise de hoje é de um produto que eu não pretendo ter demanda de usar, mas que (a julgar pelo sucesso do artigo anterior sobre go-bags, aquelas mochilas sempre preparadas para serem levadas e usadas quando você tem que sair de casa às pressas devido a uma emergência) deve atrair a atenção dos leitores.

Tool Logic SL3 Fire

À primeira vista, o SL3 Fire é um canivete. Ao contrário de seus discretos primos da Victorinox, ele tem uma única lâmina, e seu tamanho é suficiente para dificultar seu uso no bolso, no dia-a-dia urbano. Mas ele não é feito para uso urbano (o que explica a ausência de chaves philips e outros acessórios similares), e sim para aquelas situações que a maioria das pessoas raramente enfrenta, e que alguns encaram sempre que podem, como lazer: os momentos longe do asfalto.

Com certeza o aspecto que é mais usado em uma ferramenta como esta é a lâmina, e a da SL3 é grande o suficiente para ser usada como substituta de uma faca, quando você não pode levar as duas coisas: é uma sólida lâmina de 7,5cm, bastante afiada, com metade de sua extensão serrilhada, e abertura usando apenas uma mão. Quando totalmente aberta (180 graus), a lâmina é travada mecanicamente, e só pode ser fechada se você destravar manualmente.


O bastão de "Firesteel" fora de seu compartimento
 

Mas o grande diferencial da SL3 são os recursos que ela oferece além da lâmina, e que fazem os catálogos das lojas de produtos de camping dos EUA chamarem-na de "faca de sobrevivência", com aquele ar de algo que será útil quando a revolução chegar e você tiver que fugir para as montanhas.

Assim como outros produtos da Tool Logic, o corpo da SL3 tem um tubo ao longo de toda a sua extensão, onde fica instalado um bastão de Firesteel, uma liga de magnésio que, quando friccionada contra um chanfro na base da lâmina da SL3, produz uma intensa chuva de faíscas para iniciar uma fogueira. A reação que gera as faíscas é forte o suficiente para funcionar mesmo quando ambas as partes estão molhadas, portanto funciona até mesmo em casos em que os fósforos ou o seu isqueiro Bic estiverem fora de combate (desde que você encontre lenha e folhas secas para fazer a fogueira...).

Além disso, a extremidade do cabo da SL3 é um apito com silvo alto e agudo. Eu nunca estive em uma situação em que precisasse acender uma fogueira sem fósforos, mas já me aconteceu mais de uma vez, em pescarias e outros eventos nada urbanos, de ter uma pessoa desgarrada do grupo em locais sem visibilidade e com grande absorção sonora (como o interior de um manguezal). Nestes casos, dispor de um apito adequado (você já notou que alguns dos melhores coletes salva-vidas incluem um apito preso no seu exterior?) pode facilitar em muito a orientação, localização e comunicação. Eu nunca lembrei de levar um apito nestes casos, mas se ele estiver em uma ferramenta que você já irá levar, ele estará à sua disposição quando for necessário.


Lanterna Maglite Solitaire (não incluída)

Para completar, o tubo onde fica armazenado o bastão de Firesteel tem as dimensões exatas (intencionalmente, é claro) para levar uma lanterna Maglite Solitaire - aquelas lanternas importadas com foco variável e pilha AAA, "de bolso", que você encontra em quase toda loja de presentes que vende também os canivetes da Victorinox. Eu já tinha uma dessas, preta, e pude comprovar que o encaixe é perfeito na SL3 - e com isto ela se torna uma ferramenta muito mais urbana. A foto abaixo mostra a SL3 com a Maglite incorporada, na forma como eu a estou transportando em minha mochila (afinal, a chance de eu precisar de uma lâmina ou de uma lanterna é bem maior do que a de eu precisar fazer uma fogueira).


A SL3 com minha lanterna Solitaire incorporada
 

Externamente a SL3 tem ainda um clipe de aço inox para prendê-la no bolso ou cinto, e um orifício para prender uma argola tipo chaveiro. A minha veio em uma bela embalagem metálica. Ela pesa 75g (com o bastão), e embora seja grande o bastante para não ser prática de carregar em ambiente urbano (imagine ter de explicar para o guarda na blitz ou o segurança do banco), pode ser levada no bolso sem maior desconforto quando você estiver no mato.

Mas nem pensar em levá-la consigo na sua bagagem de mão em vôos comerciais! Se o seu avião cair na ilha de Lost, você terá de procurá-la no compartimento de bagagens antes de pensar em fazer fogo com ela...

Onde encontrar: A Tool Logic não tem representante oficial no Brasil, mas já vi vários de seus produtos à venda em lojas de presentes importados, e também em lojas e serviços on-line como o eBay. Seu preço nos EUA é ao redor dos US$ 30.

Para mais detalhes, veja o site oficial da Tool Logic SL3.

Planejamento de reuniões: 10 dicas para começar e terminar reuniões na hora marcada

Manter os horários marcados nem sempre é possível, mas você pode e deve transformar isto em uma meta da sua equipe com estas 10 técnicas simples.

Quando uma reunião atrasa para começar, as pessoas que chegaram na hora estão perdendo seu tempo. E se ela se prolonga além do horário marcado, todos os presentes ficam prejudicados em seus outros compromissos.

As dicas a seguir podem ajudar você a aumentar a produtividade da sua equipe, no que diz respeito a reuniões internas. Aplique as que puder, e comente sobre as que não são possíveis na sua organização, ou sobre alguma dica adicional que você tenha empregado com sucesso.

  1. Só realize reuniões relevantes: nada de "cumprir tabela", nem de chamar a equipe inteira para um assunto que poderia ser resolvido em um grupo de 3 pessoas, com as decisões comunicadas posteriormente. Se o assunto for relevante, as pessoas se sentirão motivadas a estar presentes na hora certa e pelo tempo necessário.
  2. Sempre agende a reunião com antecedência, marcando horário de início e término: para quem já tem este hábito, parece óbvio. Mas quem nunca foi chamado para uma reunião em cima da hora, ou não teve de sair de uma reunião porque foi chamado em outra reunião que não foi agendada previamente? Urgências são urgências, mas deixar de planejar e acertar as datas e horários é um desrespeito pelo tempo alheio e pela produtividade do grupo.
  3. Peça ao secretário do grupo para controlar o relógio e anunciar os horários-chave: Scott Berkun, autor do livro The Art of Project Management, sugere que devem ser anunciados 3 momentos-chave para os participantes da reunião: quando ela completa seus primeiros 20 (ou 15) minutos, para que as pessoas percebam que já chega de introduções e preliminares; quando falta 15 minutos para o horário previsto para seu término, para que as discussões finais (ou de fechamento) se iniciem; e quando faltam 5 minutos para o término, para que se inicie a revisão do que foi decidido, próximos passos e quem é o responsável por o que. Se tiver como, combine com o secretário para tentar fazer a reunião terminar formalmente 5 minutos antes do previsto.
  4. Procure não chamar "figurões" para reuniões operacionais: Se você convidar o vice-presidente ou o representante regional, a reunião passa a ser um Evento, sua data e horário estarão sujeitos a alterações devido à conveniência do convidado VIP, e a reunião só começará quando ele chegar e fizer a sua abertura. Não misture as coisas, reuniões da equipe devem ser diretas, simples e sem a presença da realeza.
  5. Faça sua parte como o responsável pela reunião:
    • Prepare a pauta/temário e divulgue-a já no momento em que fizer o agendamento.
    • Coloque a pauta em um flip chart ou quadro na sala de reuniões, e vá marcando os pontos discutidos e a conclusão sobre eles (o que será feito, por quem e quando).
    • Use sua autoridade para impedir que algum dos participantes monopolize o tempo ou desvie a atenção de alguns dos participantes formando um subgrupo.
    • Use sua autoridade para fazer com que questões secundárias ou externas à pauta sejam resolvidas fora da reunião. Ofereça-se para agendar nova reunião sobre estes temas, se for o caso.
    • Faça com que a sala de reuniões esteja disponível e pronta no horário agendado.
    • Chegue no horário certo, e respeite o horário de término!

Saiba mais:

- Dicas simples para reuniões mais produtivas
- 7 dicas para tomar notas de aulas, apresentações ou reuniões com efetividade
- How to start meetings on time (the honest version) (fonte de várias das dicas acima)

Artigos recentes: