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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Textarea backup: Nunca mais perca um e-mail ou post de blog digitado diretamente no navegador

Quem nunca apertou o botão errado e assim perdeu um e-mail, um post de blog ou outro texto que estava digitando diretamente no navegador, atire o primeiro mouse!

Dependendo da sua configuração, apertar o reload, o botão de retorno, um atalho para algum site favorito ou mesmo uma configuração de teclas infeliz pode fazer a página corrente ser substituída por outra, levando embora todo aquele e-mail, post ou descrição de produto que você estava digitando.

O Firefox tem algumas soluções parciais para este problema de usabilidade típico de aplicações web, mas nenhuma delas é tão completa quanto o Textarea Backup, um script para a extensão Greasemonkey (a qual você já deveria estar usando!) que se encarrega de salvar de forma persistente, e a cada 10 teclas digitadas, o que você preenche em campos de entrada de texto livre (que em HTML se chamam textareas) em formulários web comuns. Se por algum motivo a página ficar inacessível antes de você enviar o formulário, o script fará o possível para inserir o texto digitado automaticamente quando você retornar ao mesmo formulário.

Eu não conhecia este script, mas o vi ontem nesta lista de 20 scripts do Greasemonkey em destaque, e hoje já não posso mais viver sem tê-lo instalado. E quando vi que o Lifehacker o incluiu hoje como download do dia, tive certeza de que era meu dever compartilhar a dica com vocês.

10 requisitos para cuidar bem da motivação de seus funcionários tecnologicamente privilegiados

Geeks, Nerds e pessoas inteligentes em geral trabalham não só pelo dinheiro, mas pelo amor ao que fazem. Eu sou uma dessas pessoas que amam loucamente seu trabalho. Quando eu sou contratada por uma empresa, eu não vou para lá simplesmente pelo dinheiro, eu quero fazer algo produtivo, algo de bom, quero fazer a diferença. Eu amo meus empregos e me orgulho disso.

Agora, vamos ao que interessa: muitas empresas não valorizam o amor que nós, nerds, podemos oferecer ao nosso trabalho. Amar o trabalho não é bater cartão de ponto e trabalhar mecanicamente. Para isso, existem alguns fatores que precisam ser observados.

Assim começa o artigo da Renata Rocha intitulado Coisas que Nerds Precisam para Amar seu Emprego. Ela se baseou numa idéia similar de um site em inglês, mas complementou e adaptou bastante. Vale a leitura.

Eu gostei especialmente do item 10, algo que muitas organizações precisam repensar.

Tool Logic SL3: o canivete que é uma brasa

No domingo passado iniciei a nova série de artigos temáticos do Efetividade.net: análises de multi-ferramentas, aquele tipo de produto que inclui os clássicos canivetes suiços e muitas outras soluções que em geral cabem no seu bolso ou mochila e resolvem grande quantidade de situações.

O primeiro brinquedo novo produto a ser analisado foi a Swisstech Utili-key, um discreto kit de ferramentas que se prende ao seu chaveiro como se fosse a chave-reserva de um Fusca 78. Eu aprovei o produto, e já tive oportunidade de usá-lo na prática, como escrevi na análise.

Mas a análise de hoje é de um produto que eu não pretendo ter demanda de usar, mas que (a julgar pelo sucesso do artigo anterior sobre go-bags, aquelas mochilas sempre preparadas para serem levadas e usadas quando você tem que sair de casa às pressas devido a uma emergência) deve atrair a atenção dos leitores.

Tool Logic SL3 Fire

À primeira vista, o SL3 Fire é um canivete. Ao contrário de seus discretos primos da Victorinox, ele tem uma única lâmina, e seu tamanho é suficiente para dificultar seu uso no bolso, no dia-a-dia urbano. Mas ele não é feito para uso urbano (o que explica a ausência de chaves philips e outros acessórios similares), e sim para aquelas situações que a maioria das pessoas raramente enfrenta, e que alguns encaram sempre que podem, como lazer: os momentos longe do asfalto.

Com certeza o aspecto que é mais usado em uma ferramenta como esta é a lâmina, e a da SL3 é grande o suficiente para ser usada como substituta de uma faca, quando você não pode levar as duas coisas: é uma sólida lâmina de 7,5cm, bastante afiada, com metade de sua extensão serrilhada, e abertura usando apenas uma mão. Quando totalmente aberta (180 graus), a lâmina é travada mecanicamente, e só pode ser fechada se você destravar manualmente.


O bastão de "Firesteel" fora de seu compartimento
 

Mas o grande diferencial da SL3 são os recursos que ela oferece além da lâmina, e que fazem os catálogos das lojas de produtos de camping dos EUA chamarem-na de "faca de sobrevivência", com aquele ar de algo que será útil quando a revolução chegar e você tiver que fugir para as montanhas.

Assim como outros produtos da Tool Logic, o corpo da SL3 tem um tubo ao longo de toda a sua extensão, onde fica instalado um bastão de Firesteel, uma liga de magnésio que, quando friccionada contra um chanfro na base da lâmina da SL3, produz uma intensa chuva de faíscas para iniciar uma fogueira. A reação que gera as faíscas é forte o suficiente para funcionar mesmo quando ambas as partes estão molhadas, portanto funciona até mesmo em casos em que os fósforos ou o seu isqueiro Bic estiverem fora de combate (desde que você encontre lenha e folhas secas para fazer a fogueira...).

Além disso, a extremidade do cabo da SL3 é um apito com silvo alto e agudo. Eu nunca estive em uma situação em que precisasse acender uma fogueira sem fósforos, mas já me aconteceu mais de uma vez, em pescarias e outros eventos nada urbanos, de ter uma pessoa desgarrada do grupo em locais sem visibilidade e com grande absorção sonora (como o interior de um manguezal). Nestes casos, dispor de um apito adequado (você já notou que alguns dos melhores coletes salva-vidas incluem um apito preso no seu exterior?) pode facilitar em muito a orientação, localização e comunicação. Eu nunca lembrei de levar um apito nestes casos, mas se ele estiver em uma ferramenta que você já irá levar, ele estará à sua disposição quando for necessário.


Lanterna Maglite Solitaire (não incluída)

Para completar, o tubo onde fica armazenado o bastão de Firesteel tem as dimensões exatas (intencionalmente, é claro) para levar uma lanterna Maglite Solitaire - aquelas lanternas importadas com foco variável e pilha AAA, "de bolso", que você encontra em quase toda loja de presentes que vende também os canivetes da Victorinox. Eu já tinha uma dessas, preta, e pude comprovar que o encaixe é perfeito na SL3 - e com isto ela se torna uma ferramenta muito mais urbana. A foto abaixo mostra a SL3 com a Maglite incorporada, na forma como eu a estou transportando em minha mochila (afinal, a chance de eu precisar de uma lâmina ou de uma lanterna é bem maior do que a de eu precisar fazer uma fogueira).


A SL3 com minha lanterna Solitaire incorporada
 

Externamente a SL3 tem ainda um clipe de aço inox para prendê-la no bolso ou cinto, e um orifício para prender uma argola tipo chaveiro. A minha veio em uma bela embalagem metálica. Ela pesa 75g (com o bastão), e embora seja grande o bastante para não ser prática de carregar em ambiente urbano (imagine ter de explicar para o guarda na blitz ou o segurança do banco), pode ser levada no bolso sem maior desconforto quando você estiver no mato.

Mas nem pensar em levá-la consigo na sua bagagem de mão em vôos comerciais! Se o seu avião cair na ilha de Lost, você terá de procurá-la no compartimento de bagagens antes de pensar em fazer fogo com ela...

Onde encontrar: A Tool Logic não tem representante oficial no Brasil, mas já vi vários de seus produtos à venda em lojas de presentes importados, e também em lojas e serviços on-line como o eBay. Seu preço nos EUA é ao redor dos US$ 30.

Para mais detalhes, veja o site oficial da Tool Logic SL3.

Planejamento de reuniões: 10 dicas para começar e terminar reuniões na hora marcada

Manter os horários marcados nem sempre é possível, mas você pode e deve transformar isto em uma meta da sua equipe com estas 10 técnicas simples.

Quando uma reunião atrasa para começar, as pessoas que chegaram na hora estão perdendo seu tempo. E se ela se prolonga além do horário marcado, todos os presentes ficam prejudicados em seus outros compromissos.

As dicas a seguir podem ajudar você a aumentar a produtividade da sua equipe, no que diz respeito a reuniões internas. Aplique as que puder, e comente sobre as que não são possíveis na sua organização, ou sobre alguma dica adicional que você tenha empregado com sucesso.

  1. Só realize reuniões relevantes: nada de "cumprir tabela", nem de chamar a equipe inteira para um assunto que poderia ser resolvido em um grupo de 3 pessoas, com as decisões comunicadas posteriormente. Se o assunto for relevante, as pessoas se sentirão motivadas a estar presentes na hora certa e pelo tempo necessário.
  2. Sempre agende a reunião com antecedência, marcando horário de início e término: para quem já tem este hábito, parece óbvio. Mas quem nunca foi chamado para uma reunião em cima da hora, ou não teve de sair de uma reunião porque foi chamado em outra reunião que não foi agendada previamente? Urgências são urgências, mas deixar de planejar e acertar as datas e horários é um desrespeito pelo tempo alheio e pela produtividade do grupo.
  3. Peça ao secretário do grupo para controlar o relógio e anunciar os horários-chave: Scott Berkun, autor do livro The Art of Project Management, sugere que devem ser anunciados 3 momentos-chave para os participantes da reunião: quando ela completa seus primeiros 20 (ou 15) minutos, para que as pessoas percebam que já chega de introduções e preliminares; quando falta 15 minutos para o horário previsto para seu término, para que as discussões finais (ou de fechamento) se iniciem; e quando faltam 5 minutos para o término, para que se inicie a revisão do que foi decidido, próximos passos e quem é o responsável por o que. Se tiver como, combine com o secretário para tentar fazer a reunião terminar formalmente 5 minutos antes do previsto.
  4. Procure não chamar "figurões" para reuniões operacionais: Se você convidar o vice-presidente ou o representante regional, a reunião passa a ser um Evento, sua data e horário estarão sujeitos a alterações devido à conveniência do convidado VIP, e a reunião só começará quando ele chegar e fizer a sua abertura. Não misture as coisas, reuniões da equipe devem ser diretas, simples e sem a presença da realeza.
  5. Faça sua parte como o responsável pela reunião:
    • Prepare a pauta/temário e divulgue-a já no momento em que fizer o agendamento.
    • Coloque a pauta em um flip chart ou quadro na sala de reuniões, e vá marcando os pontos discutidos e a conclusão sobre eles (o que será feito, por quem e quando).
    • Use sua autoridade para impedir que algum dos participantes monopolize o tempo ou desvie a atenção de alguns dos participantes formando um subgrupo.
    • Use sua autoridade para fazer com que questões secundárias ou externas à pauta sejam resolvidas fora da reunião. Ofereça-se para agendar nova reunião sobre estes temas, se for o caso.
    • Faça com que a sala de reuniões esteja disponível e pronta no horário agendado.
    • Chegue no horário certo, e respeite o horário de término!

Saiba mais:

- Dicas simples para reuniões mais produtivas
- 7 dicas para tomar notas de aulas, apresentações ou reuniões com efetividade
- How to start meetings on time (the honest version) (fonte de várias das dicas acima)

Falar bem em público: Como transmitir a idéia certa sobre você em apresentações e reuniões

Ser inteligente não basta: veja como transmitir a impressão de inteligência e confiança ao fazer apresentações ou falar em reuniões.

Profissionais especializados em ensinar as pessoas a usar com efetividade a sua capacidade de comunicar não são novidade. No Brasil temos um exemplo bastante conhecido para quem é "do ramo": Glorinha Beuttenmüller, a fonoaudióloga que praticamente moldou o padrão de expressão do telejornalismo brasileiro.

E eventualmente estes profissionais compartilham seus segredos com o público em geral. É o caso de Patricia Fripp, uma profissional (certificada) dos discursos, que compartilhou em um breve artigo uma seqüência de dicas para quem quer moldar sua forma de expressão para ajudar a passar uma impressão a seu público ou interlocutores.

Lembre-se de que passar a impressão certa não basta: para ser efetiva, a impressão transmitida precisa corresponder à realidade. Mas todos nós já vimos apresentadores e palestrantes que dominam seu assunto mas não conseguem transmitir uma boa imagem sobre si próprios, o que acaba impedindo que eles comuniquem adequadamente a sua mensagem.

Para evitar passar por esta mesma situação, veja algumas das dicas do artigo:

  • Para soar inteligente: diminua um pouco o ritmo da sua fala, para permitir-se selecionar as melhores opções de vocabulário ao mesmo tempo em que passa a imagem de reflexão.
  • Para demonstrar polidez: nunca responda perguntas com apenas "sim" ou "não". Forme frases completas: "Sim, eu o conheci em uma visita anterior", "Não, os dinossauros não coexistiram com o homo sapiens".
  • Para soar mais articulado: faça um esforço para pronunciar todos os fonemas de cada palavra, com atençao especial ao final de todas elas.

Veja as dicas completas e links para vários outros artigos sobre o tema em Plan B: Sound intelligent, powerful, polished, articulate, and confident.

O artigo do Lifehacker sobre este mesmo tema acrescenta uma série de sugestões dos leitores, incluindo:

  • Evitar usar mal palavras como "coisa" e "tipo..."
  • Falar "hum", "éééé...", "bem" ou "né?" onde deveria haver apenas pausas
  • Evite gírias e palavras "da moda"
  • Entenda as demandas de sua audiência, e satisfaça-as.
  • Domine o assunto sobre o qual irá falar (é óbvio, mas quanta gente desobedece essa?)

As duas últimas provavelmente são as mais importantes de todas. Sozinhos, nenhuma técnica ou modelo são capazes de garantir um bom discurso, apresentação ou participação em reunião, mas todo mundo pode aperfeiçoar seus métodos, e aprender com as experiências dos profissionais do ramo.

Qual a sua dica? Compartilhe nos comentários.

Leia também:

Como você e sua empresa lidam com ausências por doença?

Pode ser uma gripe mais forte, uma indisposição no aparelho digestivo e seus arredores, uma conjuntivite ou outra doença cuja gravidade às vezes é um pouco mais difícil de estimar ou verificar. O que você faz? E a sua empresa?

O Revolução Etc. publicou hoje um comentário e uma breve tradução da política do Google sobre funcionários doentes. E ela é ao mesmo tempo bastante liberal e fundamentada em princípios da produtividade: é melhor que o funcionário fique em casa e se recupere mais rápido, voltando com 100% de sua produtividade, do que forçá-lo a ficar no ambiente de trabalho sem ser produtivo, eventualmente contaminando outros colegas com seus vírus ou mesmo com seu abatimento. Claro que isso só pode dar certo onde as demais políticas da empresa (seleção, avaliação, entre outras) não permitam desequilíbrios e abusos desta liberalidade.

Isso me leva à pergunta que faço a cada um de vocês: você tenta não faltar ao trabalho mesmo quando está com febre, dor de garganta, labirintite e conjuntivite ao mesmo tempo? E sua empresa (ou seu chefe) espera de você este tipo de comportamento, ou estimula a consulta a um profissional e a recuperação?

Leia também: Conselho Google: Está doente? Vá pra casa…

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