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Efetividade20 ANOS Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Auto-controle: como produzir

Muitas vezes uma reação impulsiva ou imediata pode colocar toda uma situação a perder.

Mesmo sabendo disso, pode ser muito difícil resistir a tomá-la mesmo assim. E quando conseguimos (ou quando a reação desejada não está ao alcance), pode ser ainda mais difícil livrar-se do impulso, que acaba dominando toda a nossa atenção e impedindo que avancemos na agenda – ou na vida.

Mas algumas pessoas parecem naturalmente dotadas de um grau maior de auto-controle, que permite a elas resistir à tentação da reação impulsiva, deixar uma solução para depois e ainda lhes dá o bônus de conseguir pensar em outra coisa e continuar com seus projetos.

Este artigo da revista Scientific American trata de 2 pesquisas interessantes sobre o auto-controle: um que verificou as reações de crianças quando expostas à situação de receber a oferta de um doce mas ter direito de receber uma quantidade maior depois se não pegassem o primeiro, e outra que analisou as correlações entre o grau de auto-controle de indivíduos e o seu sucesso em 3 âmbitos: financeiro, de saúde e de segurança pública.

Neste segundo, a conclusão do estudo aponta para a direção previsível: indivíduos com maior auto-controle observado na infância demonstraram, 30 anos depois, melhores situações nos 3 âmbitos – e o estudo controlou para evitar desvios por outras variáveis, como situação social e QI.

Mas é no primeiro estudo que encontramos a conclusão de maior interesse prático para quem deseja ampliar seu grau de auto-controle: é possível observar que os indivíduos mais capazes de resistir a aceitar imediatamente a tentação do primeiro doce foram os que conseguiram desenvolver estratégias mais eficazes para se distrair, ou seja, para dirigir sua atenção a outro lugar.

Isso não quer dizer exatamente que conseguir se distrair é a solução, mas indica que exercitar a capacidade de se distrair, e cultivar um pequeno acervo de pensamentos prontos para recorrer quando é necessário mais do que simplesmente contar até 10, é um passo que conduz a poder de de fato ir fazer outra coisa, não relacionada, nos momentos em que precisamos resistir ao impulso de agir.

Más decisões tomadas por impulso são lamentáveis e às vezes trágicas, portanto cada nova ferramenta que possamos agregar para evitá-las é um ponto a nosso favor. No próximo momento em que estiver prestes a cometer um ato impulsivo, considere ir dar uma volta, fazer um lanche ou abrir uma revista, e se possível prosseguir fazendo algo produtivo (e não relacionado ao impulso) logo em seguida.

Assim, distraídos venceremos!

8 dicas para melhorar o currículo que você já tem, em 2h ou menos

O modelo de curriculo do Efetividade é um dos "produtos" deste site que mais me agrada e orgulha. O número de vezes em que já o vi em uso, a quantidade de pessoas que já me relatou ter conseguido um emprego após usá-lo, as menções em outros veículos, etc. me fazem sentir que o Efetividade, neste caso, cumpriu muito bem o seu objetivo.

A realidade é que muitos de vocês, leitores habituais, já têm um CV bem montado. Mas manter o currículo atualizado é uma ferramenta útil para auto-avaliação e estímulo ao avanço profissional até de quem não pensa em mudar de emprego, e assim as informações a seguir podem vir a calhar.

Pensando em ocupar produtivamente algumas horas do seu próximo final de semana ツ eu preparei as 8 dicas a seguir buscando maneiras simples de tornar mais completo o currículo que você já tem, tratando tanto do grau de especificidade e relevância do conteúdo, tanto da forma como é apresentado.

8 dicas para melhorar o seu CV

  • Fale de resultados, e não só de cargos e responsabilidades
    Sim, você foi o responsável pela área tal, e coordenou o grupo de trabalho XYZ. Mas o que você realizou enquanto estava por lá? Reduziu em 20 minutos o tempo de parada da linha de produção? Aumentou em 5% a margem de lucro? Desenvolveu uma nova prática de seleção de pontos de venda? Diga isso em uma frase curta (uma linha ou menos), e deixe os detalhes para contar na entrevista!

  • "Carimbos": Não use mal os "interesses adicionais"
    É cada vez mais comum incluir no currículo uma menção aos interesses extra-profissionais do candidato: um hobby, esporte, atividade filantrópica, arte, etc. Saiba que os selecionadores prestam atenção a isso, mas de uma forma que pode ser cruel: eles formam um rótulo mental sobre você, a partir dos interesses mencionados. É como um carimbo que o selecionador escolhe, e que pode dizer: "SENSÍVEL", se o candidato é pintor; "COMUNICATIVO", se faz teatro; "PERSISTENTE", se é faixa preta em judô, e assim por diante. Fale apenas a verdade, mas pense em qual rótulo mental será aplicado a você dependendo do que você compartilhar.

  • Remova o excesso de design
    A não ser que você seja mesmo um tipógrafo, artista ou designer, seu currículo deve se destacar pelo conteúdo e equilíbrio visual, sem perder a sobriedade. Não exagere em nenhuma direção.

  • Mencione explicitamente as promoções relevantes
    Não cometa o erro de mencionar apenas a lista de empresas em que já trabalhou: trate separadamente os cargos sempre que considerar que contam a seu favor na avaliação. Quando você avança na carreira por seus próprios méritos, tem um indicativo de que fez um bom trabalho e mereceu a atenção de seus superiores. Mas não precisa mencionar todas as promoções, em especial as que tenham sido automáticas ou por tempo de atividade - selecione as essenciais, e escreva a razão.

  • Faça caber em uma página!
    Objetividade é uma qualidade valiosa, e a falta dela é um ponto negativo até mesmo em processos seletivos. Demonstre a sua, colocando na única página de seu currículo todas as informações necessárias para que em uma rápida olhada de 20 segundos (e muitas vezes o responsável pelo filtro inicial não dedica mais tempo do que isso) o avaliador possa saber que vale a pena chamá-lo para uma entrevista. A não ser que o currículo esteja sendo escrito para ser arquivado - neste caso você pode se alongar, mencionando a lista completa de artigos, certificados, todos os colégios em que estudou, todos os cursos complementares, etc.

  • Previna-se contra a discriminação
    Como vimos no artigo do início da semana, muitos avaliadores aplicam – assumidamente ou não – critérios preconceituosos quanto a idade, sexo, crença e vários outros. A não ser que seja exigido explicitamente, que tenha relevância direta para a vaga pretendida, ou que você considere que a informação conta a seu favor, não insira fotografia, data de nascimento, religião, time de futebol ou qualquer outra informação que possa ser origem de discriminação. Para prevenir a discriminação por idade, pode fazer sentido não mencionar atividades ou cursos muito antigos - desde que você tenha outros mais recentes para mencionar, é claro. Mantenha em foco a demonstração de sua competência, e o que ajudar a ser chamado para a entrevista.

  • Verifique de novo. E de novo.
    A gramática. E o estilo. E a ordem de priorização das informações. E a sobriedade do visual. Quando terminar, peça a mais alguém – em cujo julgamento você confie – que verifique mais uma vez para você.

  • Verifique mais uma vez todos os seus contatos
    Todo número de telefone mencionado no currículo deve funcionar regularmente - e ser atendido. Todo endereço de e-mail deve ter aparência sóbria, funcionar bem, e ser lido com regularidade. Será uma pena deixar de receber uma resposta positiva porque o telefone não é atendido, ou porque o e-mail não funciona, ou classifica como spam as mensagens legítimas. E será pior ainda se o empregador não conseguir chamá-lo para a entrevista porque suas informações de contato estão erradas ou desatualizadas no seu próprio currículo.

Já analisei minha cota de currículos e posso afirmar que, embora os currículos com erros de ortografia e com excesso de design sejam irritantes, e os com excesso de informação, ou com foco nos aspectos errados, possam prejudicar a avaliação do candidato, não há nada mais frustrante do que selecionar uma pessoa e não conseguir chamá-la para a entrevista porque as informações de contato dela estão erradas no currículo.

Uma dica extra: ao rever seu currículo, é possível que você identifique pontos em que não se manteve atualizado ou outras oportunidades de avanço. Se isso acontecer, aproveita para planejar como lidar com a situação – sem correria, mas sem deixar para o ano que vem. Soluções criativas, como buscar experiência gerencial atuando como voluntário em uma ONG, podem ser tão úteis quanto as mais comuns (como fazer cursos e obter alguma certificação) – tudo depende do caso, da pressa e do tamanho da diferença existente!

Leia também

Guppie: uma versátil multiferramenta para levar no bolso ou na mochila

Guppy é nome de um peixe de aquário relativamente comum (também chamado de lebiste), e a semelhança de formato e tamanho ajudam a explicar o nome do Guppie, esta simpática multiferramenta que, se não tem todas as funções típicas de um modelo da Leatherman, Victorinox ou Gerber, compensa isso no critério da portabilidade: é pequena, leve e fácil de levar no bolso, mochila, chaveiro e mais.

Em meros 9cm de comprimento (e 116 gramas - quase 20% mais leve que o também diet Leatherman CX), o Guppie inclui uma série de funcionalidades interessantes:

  • Uma chave de boca ajustável que abre até 1/2 polegada (~1,3cm)
  • Lâmina inoxidável que pode ser aberta com uma só mão (sem trava)
  • Encaixe hexagonal para ponteiras de ferramentas
  • Suporte removível (que encaixa e prende ao corpo do Guppie magneticamente) para 4 ponteiras de ferramenta (2 de fenda e 2 philips) e tem uma lanterna led incorporada
  • Um engate tipo carabiner para prender à cintura, mochila, chaveiro ou correia
  • Um clip em aço inox para prender ao bolso ou cinto
  • Abridor de garrafa

O formato, embora bastante incomum, permite boa empunhadura no uso da lâmina, chave de boca e ferramentas.

E a presença da chave de boca ajustável (estilo chave inglesa), além de diferenciar o Guppie dos típicos canivetes de bolso com tamanho e peso similar, permite usá-lo em situações diferentes, incluindo a porta sem fechadura que contei a vocês na semana passada.

Desconheço revendedores nacionais, mas não foi difícil encontrar o Guppie no eBay para entrega no Brasil (só cuidado para não comprar o Li'l Guppie, com menos funções, por engano).

O meu já está na mochila!

Veja também:

Currículo e conflitos de interesse: Devo mencionar a idade? Foto? E pretensão salarial?

Um currículo feito com capricho, completo (sem exageros!) e descrevendo com objetividade as suas características que devem ser avaliadas na seleção para alguma vaga é instrumento essencial na busca por um emprego, e pode abrir ou fechar as portas para uma entrevista.

Nosso recém-atualizado modelo de curriculo é versátil, vem sendo usado com sucesso por leitores há 5 anos e até foi usado para ilustrar uma matéria sobre o assunto na revista Veja.

Já tratei do tema muitas vezes e, nos comentários dos artigos anteriores sobre o assunto, um conjunto de perguntas sempre retorna: devo mencionar a idade? Anexar foto? Incluir pretensão salarial? – e quem pergunta geralmente tem a preocupação de que as menções em questão irão reduzir suas chances na pré-seleção.

E tenho resposta, só que ela não é conclusiva: "depende". Não é porque foi solicitado que você é obrigado a atender, e em determinadas situações, enviar um currículo "incompleto" em relação ao pedido (desde que com outros pontos fortes que contrabalancem esta opção) pode ser uma opção a avaliar.

Lembre-se sempre de que o currículo é um instrumento que você deve construir a seu favor, e não contra você. Em alguns pontos, a decisão de incluir ou não alguma informação equivale a uma aposta: será que o selecionador vai usar isso como critério de corte e me remover da seleção antes mesmo de ver meus pontos fortes? E se eu deixar de incluir, será que o que eu tenho a mais para apresentar chegará a ser lido?

A seleção por critérios como:

  • idade,
  • estado civil,
  • sexo,
  • "risco" de gravidez,
  • "boa aparência"

e outros similares, quando não associada a alguma razão objetiva, pode ser questionável ética e juridicamente, e até do ponto de vista do atendimento ao real interesse de quem seleciona.

Mas, certo ou errado, ela acontece e, quando você suspeita de que a informação pode ser usada contra você na pré-seleção, você não deve mentir (ou enviar uma foto de outra pessoa!), mas uma alternativa a considerar é não mencionar este ponto (e aí correr o risco de ser rejeitado por "currículo incompleto", caso a informação tenha sido solicitada – mas nem sempre ela é!).

Não dá para saber antecipadamente qual será o real critério de pré-seleção e corte que conduzirá à escolha de quem será entrevistado, mas você pode avaliar sua real situação e escolher qual risco encarar: o da menção ou o do currículo "incompleto". Ou seja, buscar optar pela alternativa com mais chance de ganhar o possível acesso a uma entrevista para buscar demonstrar que você tem mais a oferecer do que algum critério preconceituoso poderia (injustamente) "indicar".

A questão da pretensão salarial é similar: mesmo quando não pede, a empresa aprecia receber e pode usar bem na avaliação, mas muitas vezes também pode simplesmente fazer um pré-corte de todos os candidatos que declararem que querem receber acima ou abaixo de determinado valor, sem dar a eles alguma oportunidade de negociar. Ao mesmo tempo, deixar de fora a informação gera o risco de descarte pela mesma razão.

Para resumir: se o empregador pede currículo "com foto" ou "com pretensão salarial", você pode parar para pensar em como você se encaixa no critério de seleção que ele vai aplicar a esses currículos, e concluir sobre o que aumenta a sua chance de chegar a uma entrevista bem-sucedida: atender como solicitado, ou arriscar-se a enviar um currículo "incompleto".

Ou ainda, se suspeitar de algo errado, concluir que prefere não concorrer para trabalhar com esse empregador.

Mas se ele não pede essas informações especificamente, não se sinta compelido: informe só se achar que vai contar a seu favor.

Um detalhe: importante se for enviar a foto, certifique-se de que ela seja de boa qualidade, caso contrário estará praticamente garantindo que ela não poderá cumprir sua função, além de possivelmente estar prejudicando a si próprio quanto ao uso que o selecionador fará!

Leia também: Como fazer seu currículo: modelos originais de curriculum vitae e dicas de preenchimento.

Quando você pensa que acordou com o pé esquerdo...

Durante essa semana levantei material para um artigo que pretendo publicar na semana que vem, sobre como seguir adiante com produtividade quando precisamos superar aquela impressão de que estamos tendo um mau dia, ou que acordamos com o pé esquerdo.

Os detalhes vocês verão em um post novo na semana que vem, mas por enquanto quero compartilhar com vocês apenas um pequeno acontecimento ocorrido no final da manhã de um dia particularmente difícil, tão simbólico que até fotografei:

Cadê a maçaneta?

É isso mesmo: depois de vencer uma verdadeira maratona (com obstáculos!), cheguei para tentar almoçar em poucos minutos disponíveis, estacionei no subsolo de um edifício comercial e... a porta que me permitiria sair da garagem estava sem sua maçaneta.

Não havia alguém do outro lado da porta para abrir para mim, e minha primeira reação foi achar que precisaria voltar ao carro e estacionar na rua (acabando com o tempo de que eu dispunha para um lanche já apressado), mas acabei tendo uma solução melhor à mão, na forma de uma Leatherman Skeletool CX: uma multiferramenta diet">multiferramenta com alicate que estava na minha pasta e permitiu a abertura, superando a prova.

Ficou a lição para aquele mau dia: ele precisaria de um pouco mais de esforço se quisesse me tirar dos trilhos. Mas este foi o momento, por meio de uma coisa tão pequena e trivial, em que ele chegou mais perto de conseguir. E na semana que vem trataremos de como lidar com a situação quando ele consegue!

Leitor satisfeito, autor muito mais - ZTD e o Wunderlist

Hoje pela manhã, quando dei uma primeira olhada nas redes sociais, fui saudado pelo testemunho positivo de um leitor no Twitter:

A dica a que o tweet do Felipe (dirigido a mim no @efetividadeblog) se refere é aquela que escrevi em novembro explicando na prática como eu uso o ZTD e o Wunderlist para ter mais produtividade pessoal.

Depois de manter um blog sobre produtividade pessoal ao longo de 6 anos, às vezes fico com a sensação de que as mensagens que eu tinha para passar já estão se esgotando, mas a série sobre o método ZTD que iniciei no final do ano passado me permitiu rever e refinar alguns conceitos de formas diferentes, e o post em que eu descrevo o que faço na minha própria prática deste método de produtividade Zen deve ter sido o que eu mais gostei de publicar aqui ao longo de uns 2 anos.

Portanto, aproveito o impulso dado pelo tweet do Felipe (que se soma a várias outras manifestações similares que recebo com alguma frequência, felizmente) para convidá-los a revisitar a série sobre o ZTD, em especial os artigos que tratam dos aspectos essenciais do tema (outros ainda virão), que agora listo:

Este tipo de feedback positivo como o do Felipe (que felizmente não é raro) me ajuda bastante a definir os rumos atuais de conteúdos novos deste blog para o qual grande parte da minha mensagem já foi escrita. Portanto, comentem e twittem sempre que tiverem algo a me dizer ツ

O que é ZTD mesmo?

ZTD (Zen to Done) é um método de produtividade pessoal proposto em 2007 como alternativa (e derivado) ao popular GTD (Getting Things Done), e se diferencia deste por buscar deslocar o foco completamente ao aqui e agora, à tarefa em execução, e não tão atento ao planejamento ou a ferramentas de gestão.

A “pátria” do ZTD é o blog Zen Habits, cujo autor disponibiliza um e-book descrevendo detalhadamente o método (em inglês), incluindo como implementar os 10 hábitos, como organizá-los em um sistema simples, e como simplificar o que você precisa fazer.

No nosso post que apresenta o ZTD você encontra link para uma versão em português, e em outro post recente você encontra uma maneira simplificada de começar a colocar o ZTD em prática.

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