Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Multiplicando a utilidade da mesa de cabeceira

Hoje vou compartilhar com vocês uma pequena obsessão, e como - após anos tentando - eu a resolvi de uma forma que me satisfez.

Se você tem uma série de itens que ficam dispostos ao seu alcance enquanto você dorme, é possível que você passe pela mesma dificuldade pela qual eu passo: encontrá-las no meio da noite sem acender nenhuma luz.

Como estes itens se misturam a outros que estão lá por outros motivos, as movimentações na penumbra (especialmente quando você não está TÃO acordado assim), tatear para encontrar o óculos, o antibiótico que terá que ser tomado às 3 da madruga, o controle remoto do condicionador de ar ou qualquer outro item do seu interesse, sem derrubar o abajur nem o copo d'água, às vezes pode ser uma chatice pela qual você passa várias vezes por mês mas no dia seguinte não lembra de tomar uma ação para prevenir a próxima ocorrência.

Existem várias soluções para a situação acima, sendo que a mais simples é totalmente indesejada para mim: tornar o quarto menos escuro. Acender uma luz no meio da noite enquanto estou deitado (mesmo que seja uma discreta luminária de led) ou mantê-la sempre acesa (mesmo que seja o mostrador de um rádio-relógio ou uma fresta desnecessária na cortina) é o oposto do que eu procuro.

A alternativa que eu tentei durante anos, embora leve a uma frustração quase obsessivo-compulsiva quando alguém, ao arrumar o quarto, não a mantém, é estabelecer um canto certo para cada coisa na mesa de cabeceira: um para o óculos, outro para o controle do AC (que recebeu uma fitinha fosforescente pra ajudar), outro para o relógio ou telefone, e o outro, mais distante, para o copo d'água ou o eventual remédio da madrugada. Só que, além da possibilidade de alguém "arrumar"e eu não notar, ocupar primeiro os cantos reduz bastante a utilidade de um tampo tão pequeno quanto o do criado-mudo.

Entra em cena o porta-controles

O embrião da solução já estava aqui em casa há anos, mas na sala: o porta-controle, com 4 compartimentos: dá certinho para designar um para o óculos, outro para o controle do AC (que se sente em casa em um porta-controles), outro para o relógio ou telefone, e ainda sobra um pro eventual antibiótico da madrugada.

É só deixar no canto mais perto da cama, seguir sempre as posições alocadas para cada utensílio noturno, e pronto: fica fácil encontrá-los até com os olhos fechados e funcionando no piloto automático, sem derrubar o abajur nem o copo d'água.

Funcionou durante anos, apesar das ocasionais incursões da faxineira, com a sua típica síndrome da reordenação doméstica. Se você tem a mesma demanda, recomendo! Dá até para prender com um bom adesivo, a algum dos cantos dele, uma lanterninha de led dessas de chaveiro, e dispor de iluminação também sempre ao seu alcance, para quando a necessidade de encontrar alguma coisa for atípica.

Indo além: assaltando a poltrona

Há algumas semanas, após ver a dica em um site sobre apartamentos (infelizmente não guardei o link para referenciar), eu dei um passo além nesta forma de organização: sequestrei um porta-controle de pano, feito para colocar no braço de poltronas e sofás, e o reposicionei na lateral da minha cama, próximo ao criado mudo.

No meu caso a cama é box, e o prendi entre os 2 níveis de colchão. Em uma cama tradicional, ele pode ser preso à estrutura, ou mesmo ficar ancorado entre o colchão e o estrado (mas meça antes, para ver se não vai arrastar no chão).

Como o óculos é delicado, o compartimento escolhido para ele foi o mais próximo da cabeceira e ganhou um reforço de alumínio, para garantir sua sobrevivência no caso de uma canelada acidental. O controle e o relógio são mais resistentes e não precisam deste cuidado extra.

E como o Lifehacker observou no final de semana, estes porta-controles de poltrona geralmente são revisteiros também, e no compartimento das revistas dá para largar, antes de dormir, o seu tablet, notebook ou mesmo a leitura de papel que você estiver lendo na cama, se for seu hábito.

Acabei descobrindo que existem soluções comerciais voltadas exclusivamente ao uso na cabeceira há anos, e algumas me parecem um pouco exageradas - parecem mais uma mochila. Mas o porta-controles/revisteiro que eu já tinha na sala me atendeu bem, e recomendo!

Aí o tampo do criado-mudo fica mais disponível para soluções governadas pela estética, e a faxineira vai até mesmo poder colocar nele uma toalhinha e um enfeite, que eu não vou ver como um risco adicional de derrubar tudo de madrugada ;-)

Entrevista de emprego: "Qual seu maior defeito?"

Entrevistas de emprego mal conduzidas ou massificadas às vezes parecem seguir um verdadeiro script, quase como as danças populares nas festas juninas.

O entrevistador diz "olha a cobra!", o entrevistado diz "é mentira!". E a quadrilha prossegue: "Olha a chuva!", "Já passou!", e assim por diante, enquanto fazem evoluções que o candidato experiente já viu em tantos lugares, e das quais o entrevistador cansa de ouvir a mesma resposta, sem contar as dinâmicas que são as mesmas desde 1989, e o avaliador as viu inicialmente em uma fita de videocassete que já era velha.

Claro que nem sempre é assim - e quando não é, todo mundo sai ganhando: o empregador vai receber candidatos melhor avaliados, o avaliador não vai morrer de tédio, e o candidato vai ter um pouco mais de chance de mostrar suas qualidades reais, e não a mera habilidade de seguir um roteiro que viu nos classificados do jornal de empregos.

Há alguns anos publiquei um roteiro de perguntas de entrevista de emprego para quem está exposto a entrevistas assim, quer dar respostas relativamente seguras, mas sem entrar no script igual ao de todo mundo que lê os artigos que os jornais de empregos requentam a cada 5 semanas.

Desde lá os scripts alheios avançaram um pouco (e de vez em quando reconheço alguma das minhas respostas em alguns deles, e fico feliz), mas de modo geral o meu modelo ainda está atualizado - o que não me impede de, vez em quando, publicar um adendo - como este em que tratei da famigerada pergunta "Por que devemos te contratar?"

Qual o seu maior defeito?

E hoje é a vez de mais uma pergunta que, assim como a mencionada acima, até tinha algum sentido - mas anos de repetição e de candidatos sendo doutrinados a responder algo que (no entender de quem dá a dica) não é um defeito de verdade ("sou perfeccionista", "trabalho demais", "não gosto de encerrar o expediente quando ainda há pendências", etc.) acabaram comprometendo em boa parte sua eficácia prática, a não ser como teste para ver se o candidato está procurando ser genuíno ou está seguindo um roteiro.

Mas isso não é motivo para o roteiro de muitos entrevistadores mudarem, e toda semana eu recebo algum relato ou consulta de gente dizendo que recebeu esta pergunta na entrevista e não sabe qual seria "a resposta certa", como se existisse e fosse só uma - e torço para que no futuro, ao invés de me perguntar, parte deste contingente encontre este post numa busca on-line! ;-)

Eis o que eu respondi no guia de perguntas entrevistas de emprego de 2008:

Cuidado! A maioria das pessoas que já leu dicas de entrevista acha que deve escolher algo que não seja tão negativo assim, como “ser muito perfeccionista”, ou “exigir demais de si mesmo”. Na minha opinião, quando eu mesmo entrevisto, essas respostas prontas que disfarçam um ponto positivo como se fosse negativo passam uma idéia de artificialidade, e de ausência de respeito pelo interlocutor e pela empresa.

Diga que não consegue lembrar de uma característica profissional que possa comprometer seu desempenho no cargo para o qual está sendo considerado, e aí acrescente um ponto negativo real (no qual você pensou com antecedência), que faça sentido no contexto da empresa, mas que não vá comprometer suas chances de aprovação. Se possível, equilibre-o explicando a forma como você lida com este ponto negativo, e mencione um ponto positivo forte já em seguida. Mas não exagere escolhendo algo que possa soar pior do que é na realidade.

O que eu escrevi naquela ocasião está mantido: mesmo que a pergunta seja pouco inspirada, uma resposta genuína e segura é possível, mesmo sem recorrer à dica do jornal.

Mas nesta semana o Lifehacker ofereceu um complemento interessante que eu achei que valia a pena compartilhar com vocês: para escolher o tal ponto negativo real que não comprometa a sua avaliação, uma forma segura é escolher uma habilidade que lhe falte em outra área de conhecimento profissional especializado, que não seja a da vaga que você está procurando.

Se a vaga envolve controladoria ou contabilidade você não vai dizer que odeia matemática financeira, mas pode dizer algo que inviabilizaria o trabalho de um comissário de bordo ou de um auxiliar de enfermagem, por exemplo - e ainda acrescentar que foi isso que o motivou a escolher a contabilidade ou a gestão financeira como carreira, porque potencializa os seus pontos fortes e evita completamente este defeito que você escolheu para mencionar. Mas não vou dar exemplos específicos, senão vou estar reproduzindo o comportamento dos guias de jornal ;-)

Cuidado com a armadilha do silêncio

Já que estamos tratando do assunto de perguntas-padrão, vale um destaque: nem sempre o que o avaliador quer saber está no conteúdo da sua resposta: às vezes surgem perguntas com respostas óbvias, sem respostas certas, potencialmente embaraçosas, etc. apenas com o objetivo de provocar e observar a sua atitude: se foge do tema, se encara de frente, se traz uma resposta enlatada, se responde de forma genuína, se vai se expor ou se proteger, etc.

Pode muito bem ser o caso da pergunta do "seu maior defeito" ou "seu ponto fraco". Saber a resposta até interessa, mas a sua atitude ao receber a pergunta talvez seja um material muito mais rico para o entrevistador avaliar - portanto, responda conscientemente!

Para completar, às vezes a sua resposta virá acompanhada de mais uma ferramenta para gerar constrangimento e observar como você reage: uma encarada silenciosa, em que o entrevistador simplesmente continua olhando para você, sem fazer a próxima pergunta, nem comentar ou dar nenhuma dica visual de que concordou, discordou, espera algo mais, etc.

Trata-se de um teste - ou uma "pegadinha", e bastante gente cai: ao perceber a situação de stress, assumem que o entrevistador considerou a resposta errada, mentirosa, insuficiente, ridícula ou qualquer outra coisa, e começam a tentar “consertar”, muitas vezes com resultados desastrosos para si mesmo.

A intenção pode ser mesmo intimidar e provocar stress, para ver como o candidato se sai. Se tentarem isso com você, sugiro aguardar também alguns segundos calmamente, e em seguida não afirmar nada, apenas perguntar: “há algo mais que eu possa esclarecer sobre este ponto?” Se o entrevistador continuar em silêncio, simplesmente aguarde silenciosamente também, em atitude respeitosa e séria, prestando atenção a ele,como se estivesse dando a ele tempo para pensar, até que ele perceba que você não se intimidou e nem vai “se entregar”.

Acabe com os vampiros e economize energia

A frase do título poderia ser usada em muitos contextos, né? Por exemplo, poderia ser uma sugestão para se livrar dos vampiros emocionais que convivem com você e montam uma verdadeira rede ao seu redor para absorver o que você sente, ou um artigo dirigido ao universo ficcional de personagens como Blade, Abraham Van Helsing, Buffy ou Sookie Stackhouse, que parecem gastar bastante energia com essas criaturas ;-)

Mas os vampiros do post de hoje são outros: são os aparelhos eletrônicos que você deixa permanentemente ligados à tomada e que não param de consumir energia, mesmo que aparentemente estejam desligados.

Se você está lendo este post em um computador, olhe ao redor: é possível que você vá ver uma impressora, um roteador, um modem, um monitor, um par de caixas de som e talvez até um ou 2 carregadores de outros aparelhos que estão sempre na tomada ou até mesmo sempre ligados.

Talvez isto ocorra por comodidade (para não ter de esperar 2 minutos antes de começar as atividades do dia), ou porque uma vez ou outra você deixa alguma tarefa informatizada operando até mesmo durante suas horas de sono, ou ainda pela velha crença de que desligar os aparelhos diariamente reduz a sua vida útil.

Vampiros domésticos

Mas estes são apenas exemplos. Se você andar pela casa, talvez verá:

  • um forno de microondas usado poucos minutos por semana, mas sempre ligado (mostrando a hora errada num display LCD?),
  • um aparelho de DVD, Blu-Ray ou videogame
  • um decodificador de TV a cabo,
     

  • TV,
  • estabilizadores,
  • carregadores,
  • lâmpadas permanentemente acesas,
  • um condicionador de ar split que fica o inverno todo aguardando comandos do controle remoto que só virão no final da primavera,

e um conjunto tão grande de aparelhos com LEDs sempre acesos, que dá para andar pela casa à noite sem acender as luzes.

São estes os vampiros, aparelhos que ficam permanentemente sugando e consumindo energia elétrica, mesmo que não estejam em uso. Sugam a ponto de ficarem quentes (uma evidência forte de que há consumo considerável), e provavelmente correspondem a uma fatia alentada da sua conta de luz.

Identificando os vampiros

Além dos exemplos acima, algumas regras gerais (para as quais há exceções) ajudam a indicar que um aparelho está permanentemente consumindo energia elétrica, mesmo quando fora de uso e no modo "desligado":

  • Ele mantém um led ou outra iluminação acesa
  • Ele exibe permanentemente informações em um mostrador
  • Ele tem um sensor sempre atento para ligar imediatamente quando você pressionar o botão correspondente em um controle remoto
  • Ele mantém ou exibe a hora certa
  • Ele tem um conversor de voltagem externo
  • Ele esquenta

Eu estaria disposto a apostar que a maioria dos leitores que realmente sair para fazer um mapa dos vampiros da sua casa encontrará mais do que 10 exemplos, e poucos encontrarão menos do que 5.

Preciosismo ferramental

Durante algum tempo eu usava um Kill-a-watt como o da foto abaixo para verificar qual o consumo de cada vampiro antes de decidir o que fazer com ele, mas logo percebi que era desnecessário para esta finalidade (embora o aparelho em si seja útil para bastante coisa).

Ocorre que faz pouca diferença, para a decisão do curso de ação, se um vampiro consome 1W ou 5W - se ele não está produzindo nada de útil, também não deveria estar consumindo nenhuma energia. E o "efeito motivador" de saber que determinado aparelho está consumindo "só" 2W pode acabar sendo o inverso: você vai acabar se convencendo a deixar o aparelho na tomada, porque 2W parecem nem fazer diferença.

Mas o que faz a diferença é o conjunto dos vampiros! São 2W aqui, 5W ali, um "modo de economia de energia" acolá, e no final você paga uma conta de energia 15% maior ao longo do ano inteiro ;-) Portanto, minha sugestão é reservar a preocupação com o consumo para os aparelhos que ficam em uso - os que não estão em uso devem ser desligados, e pronto!

Exterminando os vampiros

Ao contrário do típico vampiro da ficção, é possível acabar com os vampiros elétricos da nossa casa sem usar estacas de madeira, luz solar ou correntes de prata. Eis minha sugestão de plano de ação geral:

1) Identifique quais vampiros você quer deixar vampirizando. Afinal, para alguns deles você pode ter uma boa justificativa - um aparelho cujo controle remoto é acionado todos os dias, ou outro no qual a manutenção da hora certa na memória seja realmente útil, ou ainda que faz parte da infra-estrutura necessária para uso de outro aparelho de uso eventual. Mas pense bem se o que você está buscando é conforto, utilidade ou racionalizar a preguiça!

2) Para os demais, identifique os que você pode simplesmente tirar da tomada, e lembrar de tirar novamente após cada uso. Estes são os que você usa esporadicamente, e que têm a tomada em uma posição facilmente alcançável.

3) Para os que sobrarem, verifique soluções alternativas apropriadas a cada caso.

Por exemplo: se você usa o aparelho com características vampíricas todos os dias, e a posição da tomada não é cômoda, que tal inserir na jogada uma régua de tomadas de boa qualidade, com filtro de linha e botão de liga/desliga, e colocá-la em uma posição acessível? Lembre-se de respeitar os limites da régua, dos aparelhos e da fiação da sua casa, bem como a recente norma ABNT sobre os plugs e conectores.

Se os filtros de linha forem distribuídos estrategicamente pela casa, é provável que você possa até mesmo desligar e ligar vampiros em bloco (TV + decodificador + DVD, Impressora + monitor + caixas de som, etc.) na hora de usar. Outra alternativa pode ser chamar um eletricista de confiança para instalar tomadas e interruptores caprichados, discretamente ao seu alcance, na mobília existente.

Outra solução alternativa, especialmente no caso de eletrodomésticos que foram fabricados antes do Apagão de 2001, é programar logo o orçamento para substitui-los por um mais novo. O Apagão motivou várias medidas de uso racional da energia ao longo da indústria, e é provável que substituir os antigos (inclusive os de uso contínuo, como geladeiras e freezers) faça tanto ou mais sentido econômico quanto comprar as réguas de tomadas com filtro de linha e botão de desligar mencionadas acima.

Mas, não importando qual a solução que você for adotar, atenção a 2 dicas importantes:

1) não tire o aparelho da tomada, nem desligue o filtro de linha, sem antes desligar todos os aparelhos da forma recomendada pelo fabricante.

2) consulte o manual de cada aparelho caso tenha dúvida sobre a possibilidade de ele ter sido projetado de forma a ser prejudicado pelo hábito de desligá-lo quando não estiver em uso. Aliás, consulte o manual em qualquer caso, pois o fabricante pode ter suas próprias instruções sobre como ligar e desligar o aparelho.

A conta de luz e a malha energética agradecem!

Freelancer: 5 dicas para manter a produtividade

Por Luciano Larossa, autor convidado.

Quem abandona uma atividade em que há chefia e hierarquia e passa a uma rotina de freelancer naturalmente deixa de se preocupar apenas com o seu produto, tendo que gerir um número variado de funções administrativas, que acabam por retirar parte do foco do que era principal: produzir.

Para que os efeitos negativos disso não lhe sobrecarreguem, vou registrar aqui algumas dicas vindas de minha própria experiência na Escola Freelancer que podem ser úteis para manter a produtividade trabalhando neste estilo, afinal existem princípios de produtividade que são básicos e que devem devem ser seguidos especialmente por quem atua em carreira solo.

ORGANIZO SEMPRE O MEU DIA NA NOITE ANTERIOR
Dá trabalho e demora a criar esta rotina, mas com o passar do tempo os resultados são extraordinários. Organizar o dia na noite anterior é determinante. Uma pequena agenda, uma conta no Evernote ou um Moleskine são mais do que suficientes para conseguir realizar esta tarefa. Faça uma pequena lista das tarefas e do tempo que as mesmas vão demorar. No dia seguinte, vá riscando as tarefas realizadas conforme vão sendo feitas. Além de não se esquecer de anda, a sensação de "alívio" enquanto risca é motivadora e leva a que fique mais motivado para os passos seguintes. Mas tenha cuidado com uma coisa: não faça listas longas demais, caso contrário não irá conseguir realizar todas as tarefas e a desmotivação será uma contante.

PREFIRO FAZER O QUE MENOS ME AGRADA PRIMEIRO
Tal como o Augusto referiu no seu artigo sobre começar pela tarefa mais difícil ou pela mais rápida, é importante que você defina o que deve fazer para começar um dia mais produtivo. Eu recomendo que comece pelas tarefas que menos lhe agradam no início. Isto acontece porque logo pela manhã estamos mais dispostos a fazer aquilo que menos nos agrada, visto que estamos com as nossas energias em alta e estamos dispostas a fazer de tudo para o nosso dia se desenvolva na perfeição. Depois, poderá partir para as tarefas que se mais motivado a realizar.

DIVIDO O MEU DIA EM PERÍODOS
Responder a emails, falar com clientes ou construir páginas de sites são tarefas distintas, que exigem concentrações e aptidões diferentes. Se quiser manter a sua produtividade, aconselho que divida momentos do seu dia para cada uma destas tarefas, minimizando produções e perda de produtividade a cada troca de tarefa. Fale com os clientes a meio da tarde, veja o email ao final do dia ou organize o seu ambiente de trabalho logo pela manhã. As hipóteses são muitas, o importante é que divida em blocos de tempos estas suas tarefas.

ESTABELEÇO INTERVALOS
Sei que parece não ser muito lógico falar em descanso quando o tema é produtividade para freelancers, mas a verdade é que algumas pausas podem fazer milagres no seu dia. Existem muitas técnicas como a de Pomodoro que aconselham que deve realizar pausas constantes enquanto trabalha. Não vou lhe dizer aqui ao fim de quanto tempo deve descansar, visto que a capacidade de aguentar um determinado período de tempo a trabalhar depende de pessoa para pessoa. Mas a verdade é que não deve exagerar no número de horas seguidas a produzir, visto que a sua capacidade de concentração diminui à medida que o tempo passa, acabando por chegar a um limite que começa a não compensar manter-se à frente do computador. Quando se sentir a atingir o limite, o melhor é parar e respirar durante dez minutos. Vai ver que quando regressar ao trabalho a sua vontade será outra.

FAÇO UMA ANÁLISE DO MEU DIA

Quando terminar a sua jornada, faça uma análise completa de como tudo foi feito e em que pontos deve melhorar. Bastam cinco minutos a pensar em tudo o que fez. Passou mais tempo que devia ao celular? Não conseguiu evitar aqueles minutos no Facebook? Todos nós erramos no nosso dia-a-dia, o importante é conseguir evoluir de um dia para o outro e esta pequena reflexão é determinante para conseguir avançar. Caso contrário, estará a ler imensos livros sobre produtividade e no final não estará a retirar partido disso mesmo, visto que está apenas na teoria e não está a passá-la para a sua análise pessoal. Mais importante do que ler coisas escritas por outros, é importante que saiba conseguir aplicá-la na sua personalidade.

A produtividade é um tema que gera sempre muita polémica, visto que conseguir realizar um maior número de tarefas em menos tempo e com uma qualidade igual ou melhor, é algo que todos desejamos mas que dificilmente conseguimos implementar. No entanto, com estas oito dicas terá maior facilidade em saber qual o seu caminho e o que deve fazer para o seu dia de amanhã seja melhor.

Agora peço a sua opinião. O que costuma fazer para melhorar a produtividade? Utiliza algumas destas técnicas?

O autor convidado Luciano Larossa é fundador da Escola Freelancer.

BusTV leva produtividade pessoal aos passageiros de ônibus em 8 capitais

E por falar em São Paulo, vou aproveitar a oportunidade e mencionar mais uma iniciativa de lá que estava anotada no meu Evernote há mais de um mês: o BusTV.

Programação multimídia para transporte coletivo (ônibus, aviões, elevadores, ...), salas de espera e outros ambientes de fluxo constante e variado de público é um mercado em crescimento, e não é para menos: permite um foco que muitas vezes não tem similar nos meios tradicionais, as tecnologias de transmissão e exibição estão cada vez mais acessíveis, e o mix entre conteúdo e anúncio pode ter proporções inatingíveis em outras situações.

Claro que também há desafios a vencer, inclusive a questão de comunicar a mensagem até mesmo quando o áudio está desligado, ou o desafio de dirigir-se a públicos com graus de instrução e interesses profundamente variados, o que acaba levando a limitar a profundidade na abordagem e a velocidade do andamento das peças - levando 3 minutos para dizer o que se diria em 50 segundos, para dar tempo de todo mundo ler e compreender a legenda, por exemplo.

A BusTV é uma das empresas atuantes neste mercado, e seus números oficiais mostram o quanto há oportunidades nele: ela produz e veicula material em monitores instalados em pouco mais de 1200 ônibus urbanos em 8 capitais (incluindo SP, Rio, BH, Brasília, Porto Alegre e mais) e atingem a cerca de 750.000 pessoas todos os dias.

Mas o que me chamou a atenção para o trabalho deles é um detalhe que me atrai sobremaneira: um dos temas frequentes da pauta deles é a produtividade pessoal (especialmente na questão da organização doméstica), com vídeos trazendo dicas da Ana Afonso, organizadora profissional - e nossa leitora ;-)

O vídeo acima é um exemplo do que eles veiculam: são 3 minutos com o andamento típico da programação para ônibus urbanos (beeeem devagaaaaar para dar tempo de a legenda ser captada e digerida), tratando de 2 ferramentas de organização doméstica que já mencionamos muitas vezes por aqui: as listas de tarefas e as listas de compras.

Parabéns à BusTV pela escolha do tema, e parabéns especialmente à Ana Afonso que, assim como o Christian Barbosa no Fantástico, encontrou uma forma de levar a ideia de produtividade pessoal falando o idioma do grande público, sem manter o tema restrito a quem frequenta as livrarias, sites e publicações especializadas!

Emprega SP: um portal público para busca e oferta de vagas

A empregabilidade é uma das áreas de conhecimento a que um bom número de artigos aqui do Efetividade já deu atenção, especialmente devido ao meu desgosto pessoal com a cultura do atravessador: sites, portais e agências que ficam como intermediários entre quem dispõe de vaga e quem procura vaga, muitas vezes prometendo a ambos os lados mais do que podem cumprir, e faturando alguns trocados de cada integrante da massa que procura seus serviços mesmo sem garantia de que aquilo que ele procura lhe será oferecido.

Planejo revisitar o tema em breve, voltando às maneiras como o interessado pode se ajudar sem recorrer a estes despachantes da expectativa de emprego - e você pode encontrar alguns exemplos do que já foi dito por aqui a respeito ali na barra lateral, no quadro "Empregabilidade já".

Mas nem todos os portais e agências são armadilhas, claro. No momento, a oportunidade que se apresentou a mim é divulgar (gratuitamente, claro) um portal neste gênero disponibilizado pelo governo de SP, trazido à minha atenção pela Secretaria do Emprego do Estado de SP.

Aprecio participar da divulgação de serviços de utilidade pública, portanto segue a descrição enviada ao Efetividade:

O Emprega São Paulo é um intermediário totalmente GRATUITO entre cidadãos residentes no Estado de São Paulo que buscam oportunidade de trabalho e empregadores que ofertam vagas de trabalho. Hoje estamos com mais de 1.100 vagas para nível superior - maiores ofertas são para gerente de logística, analista de cobranças e graduados em comunicação social; e mais de 35 mil vagas para diversos níveis de escolaridades. Os interessados só precisam se cadastrar no site, preencher o currículo e o nosso sistema alerta quais são as vagas que se encaixam melhor no perfil do candidato. Acesse http://www.emprego.sp.gov.br/ e cadastre-se!

Um mercado de trabalho como o de SP pode ser complicado de desbravar, e contar com ajuda de um portal público pode ser ao mesmo tempo uma ferramenta para quem está procurando (ou oferecendo) emprego, como ainda (ao menos no terreno das expectativas...) uma razão para que os portais caça-níqueis precisem oferecer algo mais para conseguir se manter. Parabéns ao governo de SP pela iniciativa, tomara que tenha muito sucesso!

E se o seu estado ou prefeitura oferecer um serviço similar (incluindo cadastro de vagas e de interessados!), não deixe de divulgar nos comentários!

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