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Dia de Alto Desempenho: 15 dicas de produtividade pessoal

Desenvolver a produtividade pessoal, no sentido que adotamos aqui no Efetividade.net, é uma questão de adotar boas práticas e transformá-las em hábitos, gerando mais resultado a partir do seu esforço e conduzindo-o na busca pelos seus objetivos.

Mas fazer uma prática se transformar em hábito é algo muito mais simples de descrever do que de realizar.

Se você já tentou aumentar a sua produtividade pessoal mas empacou assim que o fascínio pelas novas ferramentas acabou, saiba que não está sozinho: assim como em muitas outras mudanças de hábitos (dieta, sedentarismo, tempo para a família, etc.) a lista de pessoas que desistem antes de ver surgir o resultado prático que poderia motivá-las é enorme.

Invertendo a abordagem: 1 Dia de Alto Desempenho

Proponho, portanto,como alternativa para quem até hoje ainda não conseguiu firmar o hábito da elevação da produtividade pessoal, uma experiência diferente: realizar um Dia de Alto Desempenho.

A ideia é simples: não tentar aplicar imediatamente algum dos métodos consagrados, com seus passos preparatórios e necessidade de absorção de ferramentas. Haverá tempo para isso depois, e a idéia do Dia de Alto Desempenho é apenas permitir que você colha alguns frutos baseados nos fundamentos destas técnicas, para que depois (após realizar alguns Dias) surja a necessária motivação para escolher uma técnica completa e adequada.

Marque o seu Dia de Alto Desempenho na sua própria agenda, silenciosamente, e ajuste a sua rotina ao longo daquele dia de acordo com as dicas a seguir, ou do subconjunto delas que melhor se adequar às suas necessidades.
 

O que fazer no seu Dia de Alto Desempenho

Não confunda produção com eficácia. Não são sinônimos. Pelo contrário: aceitar se ocupar com as tarefas erradas pode ser o equivalente a aceitar tomar o proverbial ônibus grátis na direção errada. Pare para pensar se as tarefas com as quais você se ocupa contribuem para o valor que você precisa gerar, ou se produzem algo que não interessa ao que você precisaria fazer - se parte da sua rotina for mera ocupação, sem contribuir para os seus resultados, reformule-a, começando por este seu dia de alto desempenho.

 
Mantenha o foco nas tarefas de mais impacto. Existem tarefas mais visíveis, mais agradáveis, mais urgentes, e tantas outras - mas você geralmente tem como olhar na sua lista de pendências e identificar as que vão gerar maior valor para a sua vida, ou para a satisfação do seu cliente. Quando você quiser ter um dia de alto desempenho, preste atenção especialmente nessas (se os requisitos para completá-las já estiverem satisfeitos, claro), e deixe as de apoio e as complementares para amanhã.
 

Crie uma lista de "desafazares". Listar os afazeres do dia é uma técnica corriqueira mas, se você quer ter um dia de alto desempenho, pode fazer o inverso: listar tudo o que NÃO vai fazer hoje. Não vai dar uma olhadinha no Twitter fora dos intervalos, não vai deixar acumular pendências novas, não vai deixar a TV ligada, não vai arquivar documentos por preguiça de verificar se podem ser jogados fora, etc. - essa lista de desafazeres dos dias de alto desempenho deve ser guardada com atenção, porque serve como indicativo de hábitos que você deveria combater nos demais dias também!

 
Comece mais cedo OU termine mais tarde. Se você trabalha em um ambiente com mais pessoas, e houver flexibilidade de horário, procure garantir pelo menos 45 minutos de silêncio ou de redução de interrupções no seu dia de alto desempenho, jogando o horário de início ou do final das suas atividades para fora da faixa praticada pelos demais colegas.

 
Pare para melhorar uma tarefa repetitiva que você poderia fazer mais rapidamente hoje e sempre. Sabe aquele conflito emocional entre satisfação e revolta quando você descobre que existia uma maneira mais fácil de realizar algo que você é obrigado a fazer todos os dias? Provavelmente existem várias destas situações ao seu redor esperando pela sua descoberta - um atalho novo no aplicativo, um formulário que deixou de ser obrigatório, um recurso novo na papelaria... Perca 20 minutos pesquisando hoje, e aumente seu desempenho permanentemente!
 

Se a tarefa parece infindável, defina uma fatia de tempo para ela. Aquela tarefa que você nunca começa porque não consegue dividi-la em partes menores e parece que nunca vai dar para terminá-la inteira no tempo disponível precisa ser feita mesmo assim - ou então deve ser removida da sua lista de pendências. Não importa que não vai dar para terminar hoje: aloque 30 minutos (e não muito mais do que isso) para realizar uma fatia dela hoje mesmo, e vá fazendo isso mais vezes ao longo dos próximos dias, até ela ser reduzida a um tamanho que possa ser completado de uma vez só!

 
Cuidado com a ferramentite. Quando se fala em produtividade pessoal, o que vem à cabeça de muitos leitores é a escolha de alguma nova ferramenta para experimentar. Na prática, as ferramentas necessárias para a produtividade são bem simples: um bloco, uma agenda diária e um arquivo de pastas suspensas (ou os equivalentes digitais mais simples possíveis deles) geralmente são mais do que suficientes, e a diferença entre o sucesso e o fracasso na busca da produtividade acaba vindo da persistência, da motivação e do comprometimento - e não do mais novo recurso do Evernote... Ferramentas são importantes, mas não devem ser a preocupação central.

Que tal hoje?

O ideal é definir um dia inteiro para ser de alto desempenho, e neste sentido a sugestão é que no final das suas atividades de hoje você procure reunir as condições para amanhã bater todos os recordes na busca pelos seus objetivos.

Mas isso não quer dizer que você não pode colocar em prática alguma das ideias acima desde já, para ir aquecendo os motores. Que tal começar pelo item que mais lhe chamou a atenção na lista acima, e procurar segui-lo até o final do dia, para ver como os resultados o afetarão?

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Na segunda parte deste artigo, já publicada, você encontra as dicas restantes para você criar a programação do seu primeiro Dia de Alto Desempenho e pensar nos próximos!

10 razões para pedalar mais

Sou entusiasta das bicicletas no cenário urbano. A cada notícia que informa que as cidades (não todas, infelizmente) estão providenciando mais ciclovias, que as empresas mais antenadas começama  oferecer condições dignas para quem gostaria de pedalar para o trabalho, e que os ciclistas estão se organizando para fazer valer seu direito de coexistir no trânsito, reconheço passos na direção certa.

Durante 2 anos eu tive condições de ir de bicicleta para o trabalho e para a graduação diariamente, e foi uma experiência muito bem aproveitada, produzindo mais motivação, mais saúde e até levando à prática de outros esportes.

Hoje ir trabalhar de bicicleta é uma impossibilidade prática para mim, mas aproveito oportunidades para circular no meu bairro – às vezes para ir à padaria ou ao açougue, comprar o jornal no domingo ou mesmo apenas para uma voltinha em busca de outros ares.

Há alguns meses escrevi (no BR-Mac) sobre como uso o smartphone para apoiar as pedaladas, e hoje ao ler uma revista especializada (“Ride to Work”, cheia de dicas sobre práticas, equipamentos e técnicas) encontrei uma matéria que considerei interessante compartilhar com vocês: uma lista de motivos para começar a pedalar.

Graças a um artigo anterior que escrevi por aqui sobre como ler no computador revistas importadas variadas,  tenho facilidade em conseguir com o Zinio (distribuidor internacional de versões digitais destas revistas) permissão para trazer a vocês este tipo de conteúdo (pois eles têm interesse em vê-lo divulgado, naturalmente), portanto o que segue é um extrato do artigo da “Ride to Work” acrescido dos meus comentários ;-)

 

10 razões para começar a pedalar mais

É conveniente: um estudo inglês mostra que por lá 23% dos deslocamentos de carro são de 3km ou menos – uma distância facilmente percorrida em 15 minutos de pedaladas tranquilas. Por aqui o número não deve ser o mesmo, mas deixar de ir de carro até a padaria da outra rua que vende produtos mais saudáveis, ou  a banca de jornais no domingo, podem ser um bom começo para uma rotina mais saudável!

 

Reduz emissões: o CO2 emitido por  veículos automotores rivaliza com o das chaminés das indústrias em volume de emissões. Pedalar (ou caminhar, se for o caso) contribui para reduzir drasticamente as emissões geradas pelos seus deslocamentos, além de evitar o consumo de combustíveis fósseis.

 

Ajuda a controlar o peso: o exercício regular pode ser positivo para eliminar os quilos a mais que uma vida sedentária, ajudada pelos deslocamentos motorizados, permitiram acumular. Consulte um profissional habilitado para saber mais!

 

Reduz custos: ter uma bicicleta em condições de uso pode exigir algum investimento e esforço, mas – a não ser que a sua bike exija manutenção constante – é provável que os custos ao longo do tempo sejam bem menores que os equivalentes gerados por um carro (estacionamento, IPVA, combustível, depreciação, manutenção, pneus, etc.), e podem até ganhar dos custos de transporte coletivo.

 

Pode ser uma porta de entrada para a corrida: correr é o exercício desejado por muitas pessoas que estão acima do peso ou pretendem melhorar seu preparo físico, mas em muitos casos o excesso de peso faz com que a corrida não seja o exercício ideal para começar. Pedalar é mais suave com o seu esqueleto e musculatura, e pode reduzir o seu peso e aumentar o preparo o suficiente para permitir uma transição para a corrida. Mas consulte um profissional habilitado antes de tomar qualquer decisão a respeito!

 

Faz bem à saúde: exercícios regulares praticados com moderação costumam fazer muito bem à saúde, e pedalar (sem exageros climáticos, nem de esforço ou segurança) cabe muito bem nesta descrição. Consulte um profissional habilitado para saber mais!

 

Pode melhorar o desempenho no trabalho: um estudo inglês observou que pessoas que praticam um exercício antes do trabalho melhoram seu gerenciamento de tempo e de carga de trabalho, ficam mais motivadas, conseguem lidar melhor com o stress, e acham mais fácil concluir suas tarefas no prazo.

 

É um caminho para a inspiração: fazer exercício aeróbico, ver paisagens diferentes e estar em contato com a natureza (ou com a pulsação das ruas) podem ser mecanismos interessantes para higiene mental e para deixar o seu subconsciente trabalhar solto e ter o surto de criatividade que não ocorreria na frente do computador.

 

Pode ser uma ótima atividade familiar: andar com segurança em parques e ciclovias é um ótimo programa familiar que pode unir todas as gerações, do avô à netinha. Em especial, andar de bicicleta dá um exemplo de comportamento saudável para as crianças, e pode ser também um exemplo de atenção às normas de segurança.

 

Conduz a novas amizades: iniciar uma nova atividade, mesmo uma que se pratica sozinho, conduz a ampliar os seus círculos de relacionamento (e não apenas no Google Plus!). Quem começa a pedalar, a correr ou a praticar outros exercícios tende a ter contato com mais pessoas que passam pelos mesmos locais, que compram o mesmo tipo de suprimentos ou que acessam os mesmos sites de dicas esportivas, o que pode conduzir a uma renovação bem-vinda nas amizades.

Produtividade X Inspiração, eis a questão

Não invejo quem tem uma rotina de produção baseada em um processo mecânico, objetivamente definido, em que as entradas chegam, são modificadas de uma forma fixa e geram uma saída uniforme, que é entregue ao cliente e avaliada apenas quanto à conformidade em relação a algum padrão.

Prefiro a rotina de processos definidos mais subjetivamente, com mais espaço para a criatividade, para a aplicação diferenciada do conhecimento e que conduzem, naturalmente, a produtos que são avaliados de forma bem mais subjetiva.

Mas os integrantes do primeiro grupo contam com uma condição que muitas vezes me parece desejável: depender muito menos da inspiração, este ente difícil de definir e impossível de controlar que, quando resolve não chegar na hora em que precisamos, prejudica profundamente os resultados – e o momento no qual precisamos dela, quando nosso trabalho envolve criatividade, é sempre.

A própria definição de inspiração no dicionário demonstra claramente o seu caráter etéreo. Define o Houaiss:

espécie de alento, sopro criador que, emanado de um ser sobrenatural, levaria aos homens conselhos, sugestões; iluminação, revelação. Derivação por extensão de sentido: ação que se exerce sobre as disposições psíquicas, sobre a vontade de determinada pessoa; conselho, sugestão, influência. Derivação - sentido figurado: entusiasmo criador que anima e aumenta a criatividade de escritores, artistas, pesquisadores etc.

Como se percebe, este sopro criador que conduz a ideias e soluções inovadoras, é definido - desde a antiguidade e até hoje – como algo originado externamente. Objetivamente falando, não me faz grande diferença saber se a inspiração é mesmo um sopro externo ou é um mecanismo objetivo inconsciente, como definem psicanalistas e até mesmo algumas teorias político-econômicas – o que me importa mesmo é que preciso dela, e já vivi tempo suficiente para saber que não consigo controlá-la.

Mas eu dependo dela mesmo assim, e também já vivi tempo suficiente para saber que ela pode ser cultivada, ainda que a colheita na hora esperada permaneça sendo algo que não é garantido.

 

Não deixe a produtividade sufocar a sua inspiração

Se você quer sufocar a criatividade de alguém, imponha a ele um processo burocrático de registro das suas ideias, e a necessidade de registrar quantitativamente a sua produção, com uma carga diária que consuma as suas energias na execução, e não na criação.

Felizmente a inspiração até pode ocorrer numa situação como a acima (especialmente nos momentos de urgência e de crise), mas quando a atenção precisa estar constantemente fixada na execução, ela frequentemente não encontrará espaço para soprar.

Portanto, se você pretende produzir de forma inspirada, cuidado para não deixar sua rotina sobrecarregá-lo com a produção. Produtividade e eficiência são sempre importantes, mas no caso do trabalho criativo, às vezes faz sentido escolher conscientemente um número menor de compromissos e entregas, de modo a deixar espaço disponível para escrever.

Vivo isso diariamente: hoje eu escrevo para uma quantidade razoável de veículos, incluindo meus 3 blogs  (o Efetividade que você está lendo, o BR-Linux.org e o BR-Mac.org) e colunas regulares para o TechTudo, o IBM developerWorks, o iMasters e a revista LinuxMagazine, fora participações ocasionais em outros projetos e... sem contar o meu emprego “tradicional” como Administrador.

Não acho essa carga excessiva, mas já faz pelo menos 5 anos que decidi ser positivo aprendendo a dizer não e assim recusar uma série de outras atividades que poderiam ser interessantes mas não contribuem para o que eu quero fazer.

Assim me sobram o tempo e a energia necessários para criar, e especialmente a consciência de que é normal passar mais tempo pensando no tema do que de fato escrevendo um artigo para algum periódico – afinal, a inspiração digita bem mais devagar do que eu.

 

Não bloqueie a chegada de sua matéria-prima

Dias produtivos para mim tipicamente são aqueles em que eu posso simplemente sentar em frente ao teclado e produzir o texto que preciso entregar, sem me preocupar em garimpar ideias ou temas – já chego com o texto pronto, por assim dizer, e é só uma questão de registrá-lo.

Felizmente isto acontece bastante,  e não é por acaso: eu aprendi a cultivar e estimular o surgimento das ideias que me servem de matéria-prima para que elas ocorram de forma um pouco mais contínua, evitando assim aquele momento do "bloqueio da página vazia" no dia em que esgota o prazo para alguma coluna.

Claro que a minha receita não necessariamente se aplica a você, mas ela passa por 4 ingredientes principais:

  1. Abertura. Para você pode ser se permitir ir tomar café na esquina, e não na térmica do escritório, para poder falar com pessoas diferentes. No meu caso é meramente reconhecer como “tempo produtivo”, e não como “mera vadiagem”, o período que passo observando e interagindo on-line com outras pessoas que têm interesse nos mesmos temas que eu cubro. O que elas estão falando ou perguntando em seus blogs, no Twitter, no MSN, etc. é um material riquíssimo para identificar pautas de interesse, e muitas vezes é a síntese do interesse real do público naquele momento.
  2.  

  3. Revistas. Assinar, comprar, folhear na banca. Não só as que são de óbvio interesse para meu tema: vocês não têm ideia de quantas vezes uma revista sobre carros ou uma matéria do futebol geraram a ideia para um post sobre produtividade ou comunicação por aqui... Quando falta ideia para um texto sobre Mac, muitas vezes acabo indo folhear alguma revista sobre camping ou sobre marcenaria (graças ao Zinio, minha fonte de revistas sobre quase qualquer tema), porque já me acostumei ao fato de que o subconsciente não precisa de informações relevantes, ele precisa é de espaço para a inspiração chegar.
  4.  

  5. Amplitude. Entender que o tema do BR-Mac, por exemplo, não precisa ser só o que acontece nas telas dos Macs e iPads, mas inclui também tudo o mais que interessa coletivamente à maioria dos usuários de Macs e iPads – pode até ser uma dica de importar acessórios, ou sobre uma nova revista que trata do assunto. Restringir temas restringe também as ideias.
  6.  

  7. Anotar. Quem poupa tem, e quem anota lembra. A ideia que você teve enquanto molhava as plantas e que poderia salvar a justificativa daquele projeto que será apresentado na semana que vem pode não sobreviver se você não anotá-la desde hoje, com todos os detalhes.

 

Além disso tudo, tem as características ambientais: o silêncio ou a música certa, a companhia ou a solitude, o conforto ou o necessário grau de desconforto que muitas vezes leva à criação artística, e tantos outros fatores que variam de pessoa para pessoa - e que você deveria tentar identificar como funcionam para você.

Como diz a música dos Titãs, as ideias estão no chão, você tropeça e acha a solução. Mas isso só acontece se você tiver tempo de caminhar, e condições de reconhecer e recolher uma boa ideia na hora em que tropeça nela!

GTD: Começar pela tarefa mais difícil ou pela mais rápida?

Todos os dias temos uma série de pendências a resolver, e geralmente a eficiência sai ganhando quando conseguimos ir tratando uma por uma, sem tentar fazer tudo ao mesmo tempo.

Já vimos, em um artigo recente sobre o processamento das atividades à luz do GTD, que de modo geral, quando temos uma lista de tarefas na qual sabemos que tudo o que consta nela precisa mesmo ser feito – a não ser que haja questões de prioridade exigindo uma determinada ordem – é perfeitamente possível tratar as pendências na ordem em que elas se encontram, poupando assim uma tarefa adicional de analisar a lista para poder fazer cada nova escolha: basta pegar o que está no topo da pilha, ou mais à mão, completar, e pegar o próximo item na mesma ordem.

Mas existem exceções, e uma delas é causada por um fator em especial: o nosso apego ou rejeição a cada uma das tarefas pendentes.

 

Por onde começar?

Às vezes, mesmo quando trabalho sozinho e sem interrupções, o meu dia vai ficando cada vez mais estressante, e eu não percebo a razão imediatamente.

Mas no momento em que a ficha cai, tudo fica claro: a causa é uma pendência importante e complicada que eu estou deixando para o fim da fila sem perceber – e, conforme o tempo passa, ela vai ficando mais iminente e ameaçadora.

Pode ser aquele telefonema que eu preferiria não fazer, um relatório que preciso escrever com dados que não serão fáceis de obter, uma burocracia necessária mas claramente inútil, ou alguma tarefa doméstica chata, como limpar a geladeira.

Num caso como este, a pendência já foi identificada antes, talvez até anotada, não poderá ser deixada para amanhã, mas mesmo assim eu percebo que estou adiando.

No momento em que percebo isso, a solução para salvar o resto do dia é simples: mover esta tarefa para o início da fila.

Depois que eu faço isso, e resolvo a pendência, o sapo terá sido engolido, estarei livre, e a partir daí é como se o resto da agenda ficasse mais leve: simples e acessível.

 

A decisão consciente no início do dia

No começo do dia é mais fácil fazer isto, porque em geral é o principal momento em que você faz uma escolha consciente sobre qual a ordem que irá dar às suas atividades.

Se engolir o sapo vai ser inevitável, o melhor é livrar-se desta tarefa logo de uma vez, talvez até mesmo adotando - quando possível - a técnica Marta Suplicy durante ela.

Mas vale lembrar que esta não é a única alternativa: se o seu dia costuma demorar até engrenar, você pode tentar mudar isso colocando tarefas agradáveis ou rápidas no começo da fila, adequando assim a produção ao seu momento, e usando a sensação positiva causada pelo completamento delas para gerar impulso.

Não existe uma resposta certa única: a literatura sobre produtividade pessoal tem conselhos conflitantes. Alguns autores recomendam iniciar pela tarefa com resultado mais importante, outros sugerem começar pela tarefa inadiável mais indesejada ou difícil, e outros ainda sugerem começar por tarefas fáceis e rápidas, para "ganhar impulso" e se motivar.

Você precisa escolher a que mais se adapta ao seu estilo, ou simplesmente conhecer os critérios acima para escolher o que fazer a cada caso – que provavelmente é a alternativa com mais Efetividade ;-)

Este artigo de Augusto Campos é integrante da série do Efetividade.net sobre o método GTD de produtividade pessoal, baseado no livro A Arte de Fazer Acontecer, de David Allen. Adotado como referência em produtividade pessoal, o GTD prevê uma série de requisitos e procedimentos para aumentar a capacidade de produção pessoal sem ampliar o stress, baseado em uma premissa simples:  criar uma base de organização mental e do ambiente para poder deixar o trabalho fluir sem necessidade de intervenção consciente no gerenciamento da seqüência de tarefas.

Equipe desmotivada: superando o desafio

Na semana passada eu vivi uma experiência rara: uma equipe formada com pessoas oriundas de diversas organizações, reunida para passar 2 dias discutindo elementos inerentemente chatos (embora importantíssimos) referentes a um projeto conjunto conseguiu se manter motivada durante todo o período.

Um sintoma da motivação, para vocês avaliarem: quando acabaram as horas alocadas para a atividade no primeiro dia, e mesmo estando rigorosamente dentro do cronograma, houve uma decisão espontânea, não induzida pelo líder, para prorrogar a atividade por mais uma hora - e esta hora adicional cuidou não de adiantar a programação do segundo dia, mas sim para refinar o que já tinha sido aprovado no primeiro.

Mas meras evidências não bastam, é preciso também comprovar a eficácia, e neste sentido também ocorreu algo que deveria ser a regra, mas nem sempre se vê: a agenda da reunião foi integralmente cumprida, e os objetivos propostos (internos à atuação do grupo) foram todos alcançados.

Estando lá para testemunhar, posso informar que boas práticas para reuniões produtivas foram seguidas, o que torna tudo mais fácil. Mas sem uma matéria-prima essencial - que é a equipe capaz de agir de forma motivada e com comprometimento, o desafio teria sido bem maior.

Mas para cada pessoa motivada a continuar correndo mesmo nas condições mais inóspitas, há um universo de pessoas que não conseguem nem levantar da cadeira por falta de motivação.

E foi essa experiência na reunião que me lembrou de trazer a vocês novamente um post de um autor convidado, o Felipe Suzin, que em 2007 nos brindou com um artigo curto e direto que trabalha exatamente desta situação oposta: o desafio de lidar com uma equipe desinteressada.

Infelizmente o integrante desinteressado ou permanentemente desmotivado é um desafio comum nas organizações voluntárias e sem fins lucrativos, mas também está presente nas empresas, na sala de aula e até no seu grupo de estudos. Como lidar com ele sem removê-lo da equação?

Seria tudo mais fácil se você pudesse clicar com o botão direito na sua equipe, selecionar a opção "Incrementar motivação", e pronto. Mas a motivação é um processo, não um evento isolado. É conseqüência, e não causa. A sua ausência pode vir de problemas conjunturais, estruturais, de infra-estrutura, de processos, e até mesmo de liderança em si.

Algumas razões comuns para a perda da motivação do membro da equipe são a falta de reconhecimento, de conhecimento dos objetivos da atividade que realiza, de uma perspectiva de progressão no futuro, os processos mal estruturados, a inadequação das métricas às características da equipe, e a inépcia dos superiores hierárquicos.

E foi na prevenção deste último fator - nos casos em que o superior hierárquico reune o interesse e as condições - que o leitor Felipe Suzin se concentrou ao elaborar seu breve artigo, que publico abaixo. Obrigado, Felipe!
 

O desafio de liderar equipes com pessoas desinteressadas
por Felipe Suzin

"Li em um comentário de artigo anterior a solicitação de um leitor que queria um texto sobre a questão da liderança quando há pessoas desinteressadas na equipe. Como é área do meu interesse e uma das minhas principais atribuições profissionais, escrevi um pequeno artigo a respeito.

Desinteressados, mais do que simplesmente obstáculos funcionais, são muitas vezes uma criação da própria organização, por intermédio de políticas equivocadas de gestão de pessoas, pressão por metas elevadas sem o correspondente incentivo, ausência de planos de carreira, etc. Estes fatores ajudam a criar um verdadeiro batalhão de problemas que um pouco de planejamento poderia evitar.

Como a maior parte destes problemas pertencem à esfera estratégica da empresa, foquei no trato direto com a equipe, que está mais ao alcance do gestor de nível médio da organização. Mas não esqueça: na próxima reunião com a diretoria, puxe os temas acima citados para a mesa de discussões.

Liderando a equipe: Para liderar com efetividade uma equipe assim, a ferramenta mais útil é o diálogo. Esta é uma ferramenta tão poderosa, que pode promover verdadeiros milagres comportamentais no seu negócio. Mais eficiente que punições, demissões, e o envolvimento emocional das “chamada aos brios”.

  • A raiz do problema. Procure descobrir junto do funcionário qual a sua motivação para o desinteresse. Sim, até para não fazer nada devemos estar motivados de alguma maneira. As causas podem ser as mais diversas, mas ouvi-las e compreendê-las é um passo enorme na resolução do problema. O truque aqui é saber realmente ouvir e refletir, e não se limitar a escutar e depois fazer um discurso motivacional.
  •  

  • Agir sobre as causas. Uma vez descobertas as causas, procure saná-las. Lembra das qualidades do líder? Uma delas é remover obstáculos para a equipe. Existem desde a teoria das necessidades de Maslow até a de Extratos de Elliott Jacques para explicar a motivação das pessoas, mas o básico pode ser saber que a forma mais fácil de diagnosticar é observando com atenção e dialogando francamente.
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  • Diga a verdade. Não adianta dourar a pílula se o desinteresse do seu subordinado esta atrapalhando o desempenho da equipe ou até mesmo o andamento do trabalho. Diga isto a ele com todas as letras, mas em uma conversa reservada. Nem sempre ele reagirá de forma negativa, desde que você o faça com respeito à sensibilidade de cada um. Você aumenta a chance de não ter problemas com isto se seguiu corretamente o primeiro passo.
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  • Comunique bem os objetivos. Reveja a comunicação de seus objetivos. Muitas vezes o desinteresse é resultado direto da falta de comunicação clara dos objetivos da empresa ou da equipe. Em muitos casos, além dos objetivos não estarem claros, os incentivos também não estão, ou seja, os desinteressados não fazem além do mínimo necessário porque não percebem a razão de fazer mais, e nem o incentivo para que o façam, as duas chaves para o interesse.
  •  

  • Inspire a equipe. Ouça a si mesmo. Perceba o que faz com que você esteja interessado. Falar com as pessoas armado de um interesse sincero muitas vezes faz com que elas partilhem da sua motivação. Um líder muitas vezes tem um pouco desta característica inspiradora que genuinamente move os outros a segui-lo, principalmente quando eles percebem que dividindo o sacrifício com você, também partilharão da vitória no final.

 

Dirigentes preocupados exclusivamente com o curto prazo recorrem a instrumentos adicionais, como oferecer premiações fantásticas, estimular a competição dentro da equipe, ou simplesmente ameaçar com demissões ou perda de benefícios.

Nada garante que estas soluções comuns e imediatas não sejam mais eficientes em sua organização a curto prazo, mas elas não motivam de verdade, apenas empurram o problema para a frente."

Plano de negócios: seu guia definitivo – Ganhe seu exemplar!

Plano de negócios é uma ferramenta essencial para os empreendedores, pois sintetiza e reúne em um corpo único as definições essenciais quanto a um novo negócio que se deseja iniciar: localização, investimentos necessários, custos previstos, público-alvo, estimativas de clientela, faturamento, custos, lucratividade, etc.

Além de ser uma forma prática e objetiva de testar a viabilidade de um negócio dentro de um conjunto de cenários propostos e dados levantados (e são muitos dados, trabalhosos de obter, mas vale a pena!), ele geralmente acaba fazendo o papel de embrião de plano estratégico para a implantação e operação inicial da empresa que está por vir (seja uma indústria, uma loja ou mesmo o seu home office), serve como a partitura que irá reger a atuação conjunta dos sócios e gestores, além de costumar ser essencial para atrair e convencer investidores – do sócio capitalista ao gerente do banco.

O meu artigo sobre planos de negócios publicado em 2007 aqui no Efetividade é uma das páginas mais acessadas do site, e atribuo isso a uma razão muito simples: ter plano de negócios pode ser o elemento que diferenciará o seu empreendimento nascente não apenas na hora de convencer o gerente do banco a oferecer uma taxa de juros mais camarada, mas também quanto à sua capacidade de lidar com os desafios que pegam de surpresa quem abre uma empresa sem colocar na ponta do lápis os custos, a expectativa de retorno, o mapeamento dos concorrentes e tantos outros elementos que ficam evidentes a quem planeja na hora certa.

Fazer um plano de negócios é trabalhoso, mas não tem mistério: seus componentes básicos (negócio, mercado, concorrentes, produto, operação, vendas, finanças, etc.) variam pouco e, embora o esforço dedicado a eles possa variar, merecem igualmente sua atenção.

Seguir um modelo para a construção do seu Plano de Negócios pode ser uma grande ajuda, e este papel é muito bem suprido pelo livro Plano de Negócios: Seu Guia Definitivo, de José Dornelas, recém-lançado pela editora Campus Elsevier.

Empreendedorismo é um assunto que me interessa profissionalmente, e este livro – dinâmico, curto, objetivo – é uma obra que faltava para este segmento essencial do tema.

Suas 133 páginas são divididas em 5 capítulos, sendo um introdutório, seguido de 2 dedicados ao aspecto interno do Plano (“O que é plano de negócios” e “Desenvolvendo um plano de negócios eficaz”) e os 2 finais tratam de um importante uso externo do documento: as relações com investidores (“Determinando o investidor ideal para sua empresa” e “Negociando com investidores”).

Complementando o livro, o site do autor traz exemplos de planos de negócios, textos adicionais, planilhas já com fórmulas previamente preenchidas e outros elementos úteis para complementar não apenas o aprendizado, mas também o processo de confecção dos seus próximos planos de negócio.

Ganhe seu exemplar

O meu eu já li, gostei e recomendo! Mas a Campus Elsevier me ofereceu a oportunidade de sortear um exemplar adicional entre os leitores do Efetividade, e não me fiz de rogado: vocês têm até a próxima segunda-feira (4/7/2011) para responder, nos comentários deste post, à seguinte pergunta: o que você acha mais desafiador: definir um negócio com viabilidade de gerar o retorno sobre o investimento necessário ou obter financiamento para colocar sua ideia em prática?

As respostas devem ser acompanhadas de uma justificativa (breve mas coerente!), e no dia 5 de julho eu sortearei entre os participantes quem será o felizardo ganhador, publicarei o resultado em uma atualização deste post, divulgarei no Twitter (@efetividadeblog) e mandarei e-mail com instruções ao vencedor, que terá um prazo de 3 dias úteis para indicar o endereço postal no Brasil para onde a editora deverá encaminhar seu exemplar!

Atualização: promoção encerrada! O vencedor já foi informado por e-mail. Aproveito para  agradecer a todos pelas participações interessantes, criativas e bem informadas. Espero que muitos de vocês optem por folhear o livro em alguma livraria e, quem sabe, acabar achando tão interessante quanto eu achei, a ponto de merecer levar para casa para uma leitura completa!

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