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Músicas do Iphone "já" podem ser controladas via Bluetooth

Usuários antigos do IPhone que o usam como player de música e possuem um bom fone de ouvido Bluetooth ou o conectam sem fio ao aparelho de som do carro, ao home theater ou outros dispositivos de áudio com suporte a Bluetooth possivelmente já perceberam que a impossibilidade de usar os botões de pausar, avançar e retroceder faixas no seu aparelho de som.

Embora a partir de uma determinada versão a Apple tenha decidido permitir que seus usuários fizessem uso de dispositivos Bluetooth para ouvir as músicas armazenadas no IPhone, a ordem de execução das faixas sempre foi controlada apenas pela sequência do iTunes, e só por meio de sua interface, na tela do IPhone, era possível ter acesso a esses controles essenciais.

"Dicas" alternativas não faltavam: deixar o fone de ouvido original da Apple conectado ao IPhone e usá-lo como controle remoto com fio, comprar um dos controles remotos vendidos por alguns trocados especificamente para este fim, manter o IPhone no dock e usar um Apple Remote, etc.

E nos fóruns especializados, todos os dias chegava alguém repetindo a velha pergunta: "meus fones de ouvido Bluetooth não suportam o pausar/ avançar/ retroceder no IPhone, alguém recomenda uma marca que funcione?"

Se tivesse sorte, esse usuário de fórum receberia a resposta tecnicamente correta: não dava de controlar o som do IPhone via Bluetooth devido a uma decisão da Apple, que não ativou no Iphone o perfil Bluetooth necessário para isso - não havia nada de errado com o fone de ouvido em questão, nem com o som do seu carro, ou o home theater da sua casa.

Perfis Bluetooth

Bluetooth é uma tecnologia complexa e cheia de detalhes, mas tem diversas características interessantes, incluindo a ideia de perfis: um aparelho com suporte a Bluetooth pode ter suporte a variados perfis, cada um útil para um conjunto específico de aplicações.

Alguns exemplos de perfis Bluetooth comuns:

  • HID (Human Interface Device) - é o perfil de suporte a mouse, teclado e periféricos similares.
  • HFP (Hands-Free Profile) - usado em sistemas de viva-voz veiculares e similares - com som mono, e controle da ligação.
  • DUN (Dial-Up Network) e PAN (Personal Area Network) - servem para permitir que seu computador acesse a Internet por meio de uma conexão Bluetooth ao seu celular conectado à rede.
  • A2DP (Advanced Audio Distribution Profile) - permite transmitir som estéreo do celular a um aparelho externo.
  • AVRCP (Audio/Video Remote Control Profile) - permite que um aparelho externo controle a execução multimídia no telefone, com comandos como avançar, retroceder e pausar.

Embora o IPhone tenha oferecido suporte ao Bluetooth desde sua primeira geração, ele começou bem modesto, oferecendo basicamente o suporte a sistemas de viva-voz.

Aos poucos, como é o costume da Apple, foi sendo liberado no software o acesso aos demais recursos que seu hardware já oferecia - em novas versões foram sendo liberados os perfis que permitiam a conexão à Internet via Bluetooth (perfil PAN), e ouvir as músicas do celular em um aparelho externo (perfil A2DP).

Notáveis ausências eram o suporte ao perfil HID (que permitiria o uso de um teclado externo Bluetooth) e ao perfil AVRCP, que praticamente todo aparelho de som e fone de ouvido sem fio suporta para controlar a execução das músicas via Bluetooth.

Uma mudança silenciosa

Há alguns meses, quando a chegada do iPad fez a Apple mudar o nome do sistema operacional Iphone OS para iOS e lançar uma versão 4.0, foi anunciada com destaque o suporte ao perfil HID para permitir o uso de teclados Bluetooth "genéricos" com o iPad (mas funcionando também no IPhone).

Poucas semanas após, no início de setembro, foi lançada a versão 4.1 do iOS, com atualizações de menor porte: Game Center, fotografia HDR, suporte à rede social Ping e poucos outros detalhes, que no momento ainda podem ser consultados on-line.

Mas a lista de novidades do iOS 4.1 anunciada pela Apple não mencionou uma mudança notável, porque a equipara neste quesito aos celulares Android, Symbian e outros que há anos têm suporte ao controle de execução das músicas via Bluetooth: agora o IPhone também tem suporte ao perfil AVCRP, e o seu fone de ouvido ou aparelho de som do carro poderão pausar, avançar e retroceder as faixas do telefone via Bluetooth sem precisar de configuração adicional.

Ou seja: se você gostaria de fazer uso desse recurso e não lembrou de testar depois da atualização do sistema disponibilizada em setembro, lembre-se de fazê-lo na próxima oportunidade, pois já deve estar tudo funcionando, e a Apple esqueceu de lhe avisar!

Eu descobri essa disponibilidade ontem, por meio de uma dica rápida do Lifehacker, e logo depois já pude usar o "novo" recurso no som do carro, para resolver rapidamente a situação quando o iTunes resolveu colocar uma música do U2 numa playlist automática de Rock Clássico - o que ele estava pensando?

Agora é torcer para a Apple demorar poucos anos para implementar as versões mais avançadas do AVCRP, que permitirão que o som do carro exiba na tela o nome da música que está tocando - algo tão simples e que já é suportado por ambos os equipamentos, mas só vai funcionar quando Steve Jobs achar que é bom para seus seguidores!

Qual deve ser o sexto tema da nossa série sobre ferramentas de produtividade pessoal?

Nossa série de artigos sobre as ferramentas de produtividade pessoal preferidas dos leitores do Efetividade.net segue a todo vapor. Já publicamos artigos sobre as ferramentas de:

e a consulta sobre as ferramentas de backup já foi concluída, devendo gerar seu próprio artigo na próxima semana.

Como já mencionado anteriormente, tivemos ainda um ganho extra: aquele quadro de Downloads Efetivos, ali na barra lateral, patrocinado pelo site Baixatudo, agora reflete apenas ferramentas de produtividade selecionadas em etapas anteriores da nossa série. Eles estão dando atenção a nós, e não são os únicos: recebi vários contatos de leitores relatando que adotaram ferramentas que conheceram por meio de nossa série, e estão muito satisfeitos - e é esse o objetivo final, certo?

Assim, como nas etapas anteriores, a partir de amanhã eu vou me dedicar a:

  • tabular as respostas que já chegaram sobre a etapa corrente;
  • compor e publicar um artigo falando das mais mencionadas ou mais interessantes, para publicar na próxima semana.

Mas ainda nesta semana já quero abrir nova questão para vocês irem respondendo enquanto eu processo a atual, por isso hoje pergunto (e conto com a resposta de vocês nos comentários até amanhã, quarta-feira) qual setor da produtividade pessoal eu devo abordar na consulta que começará a seguir.

3 opções

Várias outras etapas ainda virão, mas para esta próxima etapa ofereço 3 opções de temas:

  1. Gerenciamento de agendamentos e compromissos
  2. Ferramentas móveis - recursos que você usa em smartphone, celular, PDA ou tablet e que aumentam a produtividade pessoal (mesmo que sejam redundantes com os mencionados em outras etapas, mas especialmente se não forem!)
  3. Gerenciamento de contatos>: números de telefone, endereços de e-mail e todas as informações que precisamos ter à mão na hora de entrar em contato com alguém.

As outras categorias sobre as quais já consultei vocês também serão tratadas a seu tempo, mas agora estou apenas ajustando a escolha de qual será a imediatamente próxima, ok?

Estou satisfeitíssimo com as respostas até agora

As duas primeiras etapas tiveram mais de 80 respostas cada, e da terceira m diante, com aplicações menos comuns, quase chegamos às 60. Obrigado pela recepção calorosa, e continuem assim!

Eu optei, de propósito, por deixar as respostas em um formato livre, que dificulta bastante a tabulação automatizada e me dá bem mais trabalho para processar, compilar, ordenar e entender. Mas assim eu recebo bem mais detalhes, então o esforço acaba valendo a pena.

Portanto, vamos à questão de hoje: quero saber de vocês qual dos 3 temas enumerados acima vocês preferem que seja o próximo a ser tratado. Respondam nos comentários, e não se acanhem se quiserem fazer algum comentário adicional!

Não seja um mau perdedor

Ninguém gosta de perder uma competição, ou de ver o seu time ou representante não ser o vencedor. Lamentar a derrota é normal, e procurar as razões para a falha é importante - mas deve ocorrer em um contexto de atitude positiva, associada ao aprendizado e à busca de superar esta mesma causa em oportunidades futuras.

Nem toda disputa é esportiva, e a máxima "o importante é competir" não se aplica a todos os empreendimentos humanos, mas isso não impede que a boa atitude desportiva possa prevalecer entre rivais a partir do momento em que se conhece o vencedor de um certame.

Ter uma atitude indigna após uma derrota equivale a perder duas vezes, e estar preparado para não ser o vitorioso, e saber como lidar com a situação após o anúncio do resultado, é algo que se espera tanto dos participantes diretos quanto das suas torcidas, apoiadores e simpatizantes.

O "choro do perdedor", no sentido de desclassificar o adversário, as condições ambientais e a própria disputa - que até o momento da proclamação do resultado estavam plenamente aceitos - é um comportamento que pouco faz a favor de quem o pratica, e muitas vezes acaba aprofundando a natural insatisfação da derrota, além de impedir a reflexão sobre a origem real do resultado, associada ao comportamento do próprio participante e aos fatores que estiveram sob seu controle.

Como não ser um mau perdedor

É difícil manter o respeito por alguém que não consegue aceitar com dignidade a derrota - e isso ocorre desde a partida de videogame entre 2 irmãos, até o resultado das mais intensas disputas nacionais e internacionais.

Saber evitar este tipo de comportamento pode ser um sinal de maturidade, e costuma-se dizer que é mais importante saber como agir na derrota do que na vitória - pode-se errar em ambos os casos, mas a derrota é um obstáculo maior.

Para ajudar a identificar as atitudes de mau perdedor e assim facilitar combatê-las, eis as 5 principais atitudes do mau perdedor:

  • Inventar mil desculpas - a típica desculpa de um mau perdedor começa com "ah, mas". Pode ser algo como "ah, mas a outra equipe tinha muito mais recursos e apoio", ou "ah, mas deixaram a final para um feriadão e a torcida não estava lá para apoiar o nosso time". O que elas tem em comum é que procuram "culpar" as circunstâncias, ou fazer parecer injusta a superioridade demonstrada pelo adversário.
     

  • Menosprezar a vitória alheia - a súbita mudança de opinião sobre o valor da disputa é um sintoma claro do mau perdedor. Embora seja positivo compreender e comunicar que a recente derrota não impedirá vitórias futuras, isso não pode ter a lamentável conotação de "nem queríamos ganhar mesmo", como quando o derrotado que disputou até o final um campeonato estadual passa a dizer que está mesmo preocupado com o campeonato nacional, tentando assim (geralmente sem sucesso) desvalorizar a vitória do oponente.
     

  • Mudar de ideia sobre a validade da disputa - as regras e condições da disputa são conhecidas desde o princípio, e foram aceitas ao longo de todo o certame. Por que criticá-las só ao final e após não ter sido o vencedor? Se elas não tiverem sido cumpridas, a atitude correta é recorrer, e aí sim divulgar a providência tomada. Simplesmente criticar o que anteriormente foi aceito é o típico "choro do perdedor".
     

  • Culpar as circunstâncias - se as circunstâncias não desrespeitaram a regra que foi aceita, elas são parte da disputa, e todos os participantes terão estado expostos à possibilidade delas. A forma como as competências, habilidades e atitudes de cada oponente são usadas para fazer frente às circunstâncias que a eles se apresentem fazem a diferença. Vale lamentar que alguma circunstância tenha afetado de modo desproporcional o seu lado na disputa, mas não usar isso para implicar que o lado vencedor não mereceu sua vitória - afinal, se choveu forte e o adversário foi o melhor na pista por causa disso, o mérito de aproveitar melhor a circunstância é dele.
     

  • Desrespeitar o adversário - talvez o grau mais baixo da escala dos comportamentos de maus perdedores, quem pratica a atitude de desvalorizar o vencedor muitas vezes nem percebe a consequência lógica: se o adversário vencedor era mesmo tão ruim assim, que dizer de quem perdeu dele?

Atitude vencedora

É preciso força de caráter para o derrotado conseguir cumprimentar publicamente o adversário pela vitória, e manter um comportamento honroso nos momentos subsequentes à decisão de um certame.

Nada disso deve ser confundido com derrotismo - pelo contrário, a atitude vencedora pode ser demonstrada tanto na vitória quanto na derrota, e poucas demonstrações públicas são tão lamentáveis quanto a do derrotado que demonstra ser mau perdedor.

De uma derrota, além do exemplo de atitude e do mérito de ter disputado de forma honrada, pode-se adquirir conhecimento sobre seus próprios pontos fracos, bem como sobre quais as condições das quais o adversário conseguiu tirar melhor proveito - e usar isto a seu favor na próxima disputa.


Também existem os maus vencedores

Nada disso muda a realidade de que a derrota pode ser bastante dolorosa, e que ser exposto à comemoração da vitória do adversário prolonga a emoção indesejada. Raramente é interessante começar imediatamente a fase de análise e planejamento do próximo certame: dar um tempo para si mesmo, recolher-se e evitar cair nas eventuais provocações de maus vencedores permitirá alcançar o necessário grau de objetividade para buscar um melhor resultado na próxima vez!

Leia também:

"Manual de conduta do blogueiro" - evitando problemas jurídicos

Toda atividade que desempenhamos está sujeita aos limites definidos pela legislação - no nosso caso, de cidadãos comuns, a Constituição Federal até prevê uma amplitude razoável: "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei".

Essa definição, que vem do artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal, é o alicerce da proteção que nós cidadãos temos contra a arbitrariedade dos agentes do Estado: se não há uma lei impondo outro comportamento ou vedando o comportamento desejado, a princípio podemos agir da forma que desejarmos (embora uma explicação juridicamente correta deste princípio não seja assim tão simples).

Quando aplicada à atividade de quem publica blogs, a análise pode se tornar um pouco mais complexa, pela ausência de normas suficientemente atualizadas para contemplar de maneira específica e objetiva as peculiaridades desta atividade.

Por exemplo: mesmo após a recente extinção da antiga Lei de Imprensa, ainda existem orientações específicas sobre a atividade dos jornalistas, definindo e atribuindo responsabilidades e indicando com clareza limites de atuação. Mas quando aplicadas (por analogia) ao mantenedor de um blog, muitas vezes o que resta é a expectativa de que o bom senso prevaleça - muitas vezes uma esperança quase utópica.

Caso concreto é o da proteção do sigilo das fontes: a Constituição Federal garante este direito apenas quando necessário ao exercício profissional. Até existem blogueiros que se descrevem como profissionais e, se comprovada a condição, eles podem esperar que este direito lhes seja concedido. Em todos os demais casos, incluindo o da infinidade de autores de blogs que não consideram profissão a sua atividade, a garantia constitucional ao sigilo da fonte pode não estar ao alcance no momento, ou depender de uma interpretação extensiva que nem sempre ocorrerá.

O outro lado da moeda, entretanto, é a qualidade do material que vem sendo preparado pelo Poder Legislativo para preencher estas lacunas e atualizar as normas, que nem sempre tem atendido ao esperado por quem desempenha essa atividade.

Enquanto não houver normas específicas, entretanto, manter seu blog está sujeito a tudo que a legislação tem a dizer, incluindo questões relativas a

  • liberdade de expressão e vedação do anonimato
  • direito de autor
  • direito de imagem
  • calúnia, injúria e difamação
  • aspectos fiscais em geral
  • etc., etc., etc.

Cautela e as orientações preventivas

Orientação jurídica preventiva genérica muitas vezes tem uma característica nascida da cautela: são evitadas as interpretações mais elásticas e prevalecem as análises conservadoras, e a consequência é um posicionamento que não recomenda o uso pleno dos direitos e faculdades, mas sim a adoção de determinados limites considerando reduzir ou mitigar o risco de litígio ou outros problemas de cunho jurídico.

Mas é assim mesmo que precisa funcionar na prática, afinal só no caso concreto, ou na análise específica, que dá pra ir além e indicar uma linha de conduta mais ousada, buscando o limite entre o exercício de seu direito e o risco de ultrapassar as cercas que o ordenamento jurídico nos impõe.

Portanto, ao interpretar o material a seguir, tenha em mente que se trata exatamente da aludida "orientação jurídica preventiva genérica", e que para analisar o seu caso concreto e propor estratégias e medidas específicas, o procedimento correto é procurar um profissional da área e solicitar orientação.

Um "manual de conduta para blogueiros"

A advogada Patricia Peck Pinheiro, autora do livro "Direito Digital", preparou para o IDG Now um conjunto de sugestões de comportamento que, se adotados pelo autor de um blog, permitem tornar "possível exercer ao máximo a liberdade de expressão e evitar riscos legais e danos à reputação".

Entre as dicas da especialista, encontramos aspectos como:

  • a recomendação da conduta ética ao descrever fatos, evitando publicar textos difamatórios, ofensivos e boatos;
  • não cometer injúria nem ameaça que configurem ato ilícito ou crime contra a honra - lembrando que para configurar a conduta não é necessário identificar objetivamente a pessoa a quem está se dirigindo.
  • as pouco compreendidas questões do uso não-autorizado das marcas (nunca as altere ou modifique!) e da imagem das pessoas.
  • a questão da estratégia de moderação e do consequente tratamento dos comentários e outros materiais que constituam riscos jurídicos.
  • os limites da liberdade de expressão aplicáveis à crítica ou reclamação como consumidor.
  • a necessidade de mencionar a fonte, ao reproduzir corretamente material alheio, e a natural vedação de apresentar como se fosse seu o material dos outros.
  • A importância de o blog ter Termos de Uso (os termos de uso do Efetividade estão publicados desde a inauguração do site) solicitando que o público exerça de maneira responsável (sem ofensas, por exemplo) sua liberdade de expressão na hora de comentar, reduzindo assim a possibilidade de acabar como responsável solidário no caso de mau uso por parte dos leitores.

A última das dicas da lista preparada pela autora é tão importante - por tratar de uma situação em que a pessoa já errou e precisa evitar a oportunidade de aprofundar o próprio erro - que vou mencioná-la integralmente

Em caso de erro, escrever demais para se retratar pode piorar a situação; redija suas erratas ou mesmo um pedido de desculpas de forma simples e inequívoca;

Como já mencionado, para orientação específica sobre o seu caso, ou mesmo para debater a aplicabilidade a ele das sugestões da autora, o procedimento correto é consultar um profissional habilitado.

Para os demais casos, a reflexão sobre as sugestões da especialista podem ajudar a avaliar ou até mesmo ajustar seus procedimentos, sempre à luz do bom senso e mantendo o posicionamento ético, além do legal.

Leia a íntegra do artigo da autora: "Manual de Conduta do Blogueiro: 10 dicas para evitar problemas judiciais".

Gerenciamento de leituras pendentes: as ferramentas preferidas dos leitores

Dando continuidade à nossa série de artigos sobre as ferramentas de produtividade pessoal preferidas dos leitores do Efetividade.net, na semana passada perguntei quais as ferramentas que vocês usam para gerenciar suas leituras pendentes.

Ao contrário do que ocorreu nas ferramentas das etapas anteriores, dessa vez estamos lidando com uma atividade cujo significado é subjetivo e aberto a interpretação. Considero que isso enriquece o resultado, pois cada leitor que respondeu adotou sua própria visão sobre o que são "leituras pendentes".

Assim, de uma vez só, temos respostas relativas a livros, periódicos, feeds, artigos on-line, e até especialidades, como leitura dinâmica.

A maior parte das ferramentas abordadas está relacionada às leituras on-line, o que é natural e consequência de termos feito a pesquisa em um site - se a tivéssemos realizado abordando pessoas em uma biblioteca pública, a representação seria oposta ;-)

O mais popular: Google Reader

Aparentemente os feeds da web são mesmo a principal fonte de informações sobre novas leituras para o público do Efetividade, e isso se reflete no número de leitores que mencionou o Google Reader como sua principal ferramenta de gerenciamento das leituras pendentes.

Wanderley Caloni resume: "No Google Reader, mesmo já lendo na diagonal, marco os itens que me interessam com estrelas para leitura posterior com mais cuidado e anotações. Na navegação web uso também o Reader para criar notas e inserir tags, já compartilhando automaticamente."

E o Vegetando complementa: "Possui aplicativos em várias plataformas que facilitam a leitura em dispositivos portáteis. Uma vez lido um item ele não fica na lista de pendentes em nenhum outro lugar, já que os dados ficam no servidor."

Instapaper

O sóbrio Instapaper é também minha alternativa preferida para guardar artigos on-line para leitura posterior. Basta clicar em um bookmark criado por ele na barra do meu navegador, e ele salva o conteúdo em seu sistema, inclusive removendo barras laterais e anúncios, adotando um layout mais parecido com o do texto de uma revista. Depois é só ler na web, no tablet ou até no smartphone - sendo que nos 2 últimos casos é possível criar cópias locais dos textos, para permitir a leitura quando não houver conexão disponível.

O Bruno Gama resume: "Meu fluxo de leitura começa no google reader, ou no ipad usando a app Reeder. Quando encontro artigos muito grandes, que eu não consigo ler fazendo “scanning”, eu mando tudo para o instapaper.com. Daí após o almoço, ou enquanto eu estou comendo algo, pego o iPad e leio pela App dele. É totalmente multiplataforma, visto que em computadores tu irá ler pelo browser, tem recurso de eliminar banners e ler como um paper/documento, eliminando colunas em volta do site por exemplo e fixando só no conteúdo.

  Ver detalhes sobre Instapaper no BaixaTudo

Gustavo Diogenes complementa: "Eu uso o instapaper para ipad. É fenomenal porque integra com vários aplicativos como Fipboard e Pulse, tem bookmarklet pro Safari e tambem posso mandar links por email. O interessante é que ele formata a página e deixa só o conteúdo que interessa, aumentando muito a produtividade na hora de ler. Ele tambem mantem uma copia dos arquivos offline."

E a Stella Dauer esclarece sobre a portabilidade: "Basta ir passando pelos links e ir salvando o que quer ler depois no Instapaper. Depois, basta escolher onde quer ler. No meu caso, posso levar tudo para o Kindle ou utilizo o aplicativo gratuiro Hard Copy em meu smartphone Android. A facilidade e a praticidade são enormes, já que posso ler em qualquer lugar e manter tudo sincronizado. Tem aplicativos para todas as plataformas, a maioria gratuitos."

Skoob

Eis uma ferramenta interessante para quem prefere unir os livros em papel ao gerenciamento digital.

Handrus apresenta: "Para os livros tenho usado o Skoob, uma comunidade sobre livros interessante, que aliás tem promoções muito boas em parceria com editoras e uma lista crescente de livros."

Leo Araujo resume: "Eu uso o Skoob. Além de manter uma estante virtual onde eu posso avaliar e inclusive resenhar, há um histórico de leitura que eu posso registrar algo que li em uma determinada página. Muito bom!"

Francine Oliveira complementa: "Não faz muito tempo que descobri a rede e ela vem sendo a melhor ferramenta para gerenciar minhas leituras, posso, inclusive, anotar minhas opiniões à medida em que vou lendo o livro ou a revista!"

Prateleira de pendências

Mencionada por vários leitores, é uma solução similar à que aplico: a estante do meu home office tem uma prateleira dedicada a organizar os livros ainda não processados, e um tampo para as revistas e outros periódicos na mesma situação.

O Julio Carraro descreve: "o controle mais interessante que mantenho é físico, revistas e livros que curto e que preciso marcar e ter acesso fácil. Para isto meu marceneiro fez uma estante que vi numa revista de arquitetura, segue foto: http://tinyurl.com/2c5hog5. A vantagem da estante é trabalhar a gravidade, facilitando o acesso às revistas, que podem estar cheias de marcadores de páginas. Elas são melhores conservadas."

Uma variação é a pilha organizada, mencionada por vários leitores e sintetizada pelo João Paulo Novais: "Gosto de utilizar a fila de leitura (um livro sobre o outro) com o bom e velho marcador de página, virado para cima na página que estou lendo."

Menções honrosas

  • O Anderson Berg descreveu o Mendeley: "Mendeley é uma rede social de artigos científicos, adicionando amigos à sua rede é possível ver quais artigos eles estão lendo e quais assuntos os interessam. A ferramenta é totalmente gratuita. Existem versões para Windows, Linus e Mac, além de iPhone e iPad. É necessário criar um cadastro no site e realizar o download do software. O uso pode ser feito pelo software ou pelo site. O Mendeley tem a opção de criar coleções de artigos separados por assunto, por exemplo. O Mendeley ainda faz a busca de informações sobre um determinado artigo, levando em consideração título e nome dos autores, recuperando outros dados"
      Ver detalhes sobre Mendeley no BaixaTudo

     

  • A Livia Gabos apresenta: "Read it Later é um plugin Firefox que pode ser encontrado no repositório de plugins da Mozilla. Eu adoro ele porque eu posso criar uma conta e sincronizar as leituras de um computador para outro. Por exemplo, se estou no trabalho e encontro uma notícia muito interessante sobre moda e tendências, eu marco ela para ler depois e leio quando chegar em casa. Ao abrir o Firefox ele sincroniza automaticamente. E depois de ler posso tirar a marcação como não lida. Ele é gratuito e muito bom para você que tem vários computadores em que acessa diversos sites e se sente perdido em como vai fazer para lembrar de tudo que não leu, mas queria ler.
    Muito mais facil do que mandar e-mails para ler em casa. Ele pode ser utilizado em conjunto com o Google Reader também."
     

  • Eustáquio Rangel foi além e criou seu próprio software: "Eu uso o Remember the Milk. Crio as tarefas sem data específica, com o nome do livro/artigo e insiro as tags #leitura e alguma das seguintes para saber onde e como está o objeto da leitura: #pdf, #mobi, #web ou #livros. Quando uso a #web, insiro a URL na tarefa. Para ajudar a conferir e completar as leituras, uso uma pequena app que desenvolvi, o Gmilk."
      Ver detalhes sobre Remember the Milk no BaixaTudo

     

  • Rodrigo H. comenta: "Uso o Delicious. Como as leituras que tenho que deixar para depois são online, a melhor ferramenta para mim é colocar os links noo Delicious, onde consigo tê-los acessíveis de qualquer computador com internet, e após a leitura os apago. Uso a extensão do Delicious no Firefox para que os favoritos apareçam como se fossem os favoritos do Firefox mesmo, tornando prático o acesso."

Além disso, vale destacar que diversos leitores mencionaram tratar as leituras pendentes como casos ordinários de seus sistemas pessoais de anotações, projetos ou GTD/ZTD, mencionando como os tratam nas ferramentas específicas das suas técnicas preferidas. Essas descrições, bem como a das demais ferramentas mencionadas, podem ser encontradas nas respostas originais dos leitores ao questionamento sobre as ferramentas.

E veja também ">os outros posts da série sobre ferramentas de produtividade pessoal!

Disciplina: mais do que um comportamento, um estilo de vida

por Patricia Wolff, autora convidada para a série "Competências"

“Qualquer coisa que a mente do homem pode conceber, também pode alcançar.” -W. Clement Stone

Quem não sonha em conquistar uma posição melhor no trabalho? E quantos desenvolvem um plano para isso? E quantos colocam o plano desenvolvido em prática? Poucos, não é mesmo?

Se estudarmos com atenção pessoas realmente bem sucedidas na vida, encontraremos em abundância a disciplina, como por exemplo:

  • Ayrton Senna
  • Steve Jobs
  • Abílio Diniz

São pessoas que tiveram a capacidade de transformar sonhos em realidade e se valeram do bem mais precioso que temos: o tempo, pois é através dele que realizamos tudo aquilo que é importante.

Quanto tempo você tem se dedicado a atividades regulares? Tem praticado exercícios físicos regularmente? Tem se dedicado ao seu desenvolvimento profissional? Separa mensalmente uma parte da sua renda para um projeto futuro?

Se pelo menos uma das respostas acima for positiva, parabéns! Mas se por acaso todas forem negativas, não desista de tudo, pois eu tenho uma boa notícia: na prática, a disciplina, como qualquer outra competência, se aprende e pode ser treinada a partir da decisão e da persistência de cada um de nós.

Dicas de como começar a desenvolvê-la

Primeiro Passo: Planejamento – Seguem algumas perguntas que ajudarão a planejar seu objetivo de uma forma mais efetiva:

  1. Defina o que você quer de verdade.
  2. Que resultados concretos você deseja atingir em qual prazo ?
  3. Qual é o passo a passo para chegar lá ?
  4. O que poderia impedi-lo de dar esses passos ?
  5. O que você irá fazer para contorná-los, caso seja preciso ?
  6. Você necessita de algum recurso/apoio ? Como irá consegui-lo ?
  7. Quais são os critérios e medidas para o sucesso ?

Segundo Passo: Persistência na execução do planejamento

  1. Comece por aquilo que for mais fácil.
  2. Crie alternativas para minimizar os seus medos.
  3. Desenvolva o hábito de terminar tudo que você começou.
  4. Mantenha a serenidade e controle a ansiedade, não espere um retorno da noite para o dia. O mais importante é ter consciência que você está no caminho certo.

Para finalizar, lembre-se que a disciplina é muito mais do que um comportamento, é um estilo de vida que deve estar presente em todas as áreas da sua vida que requerem tempo para se desenvolverem. E quando a disciplina está presente, aquilo que foi planejado será executado, não tenha dúvidas quanto a isso.

Um abraço!

A autora convidada da série de artigos sobre Competências, Patrícia Wolff, atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting.
 

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