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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Agenda Ambiental: Como fazer

Agenda ambiental é um plano de desenvolvimento e interação que diagnostica e propõe soluções para uma população reduzir os impactos negativos que suas intervenções causam sobre o meio-ambiente.

Agenda Ambiental

A conservação do meio-ambiente e o desenvolvimento sustentável são temas cada vez mais frequentes, e uma das consequências comuns sentidas por organizações e coletividades é a expectativa crescente - por parte dos clientes, dos parceiros, do poder público ou de outros interessados - do desenvolvimento e execução de uma Agenda Ambiental, conceito alinhado ao da célebre Agenda 21 proposta (com escopo mais amplo) na conferência Eco 92, mas que pode ser implementado em variados âmbitos: a agenda ambiental de um país, de uma empresa, de um município, de uma escola, de um órgão público, de uma família, etc.

A efetividade das agendas ambientais existentes pode ser debatida a partir do seu conteúdo, ou mesmo dos resultados realmente alcançados por elas. Mas mesmo quando a redução dos impactos ambientais negativos é de pequena monta, é frequentemente empregado o argumento de que o próprio processo de construção e divulgação da agenda ambiental de um grupo ou organização contribui para a conscientização sobre a importância da sustentabilidade e tem efeitos secundários positivos.

Mas debater a efetividade das agendas ambientais está fora do nosso escopo de hoje, pois a intenção deste artigo é bem mais modesta: apresentar um modelo simplificado de como fazer agenda ambiental, para você empregar na sua organização ou coletividade - preferencialmente com o apoio de uma consultoria versada em ISO 14000 ou de alguma organização voltada à promoção da sustentabilidade.

Elementos básicos de uma Agenda Ambiental

Alguns elementos precisam estar presentes e bem definidos para que possa ser construída uma Agenda Ambiental. Entre os essenciais sob o ponto de vista do processo, incluímos:

  1. A coordenação: é indispensável definir objetivamente quem responde pela criação da Agenda Ambiental, pela sua execução e pela avaliação e apresentação dos resultados. Pode ser uma pessoa, um departamento, um grupo de trabalho, ou o que fizer mais sentido na sua organização. Com sorte, serão voluntários e profundamente comprometidos com o tema, e a atribuição de responsabilidade será apenas uma formalidade. Em qualquer caso é desejável que o grupo responsável pelo planejamento e execução seja multidisciplinar, com a presença de especialistas nas diversas áreas de conhecimento usualmente necessárias: biólogos, educadores, comunicadores, engenheiros, gestores, etc. Este grupo tem que ter clareza sobre quais os recursos à sua disposição, o horizonte temporal e outras variáveis que servirão como parâmetros para suas ações e para o produto gerado.
     

  2. O público: é necessário identificar quem é o público atingido pela agenda, bem como o público interessado. A participação do primeiro é crucial para o sucesso não apenas da construção da agenda, mas também para a sua execução; já o segundo precisa ser bem conhecido, pois muitas das ações da agenda serão dirigidas a ele, ou irão considerá-lo como co-partícipe ou envolvido na implementação.
     

  3. O escopo territorial: uma agenda ambiental tem um âmbito de atuação, idealmente sob controle ou jurisdição da organização proponente do projeto. Os limites deste escopo precisam ser definidos com clareza - por exemplo, se for a agenda ambiental de uma escola, é preciso saber se seus efeitos pretendidos se restringem ao que ocorre no ambiente escolar propriamente dito, ou se expandem até as casas dos alunos e professores, ou mesmo à comunidade no seu entorno.
     

  4. O horizonte temporal: a agenda ambiental deve ser ajustada periodicamente, mas usualmente é produzida com um "prazo de validade" explícito, ao final do qual é necessário repetir o processo, com novo diagnóstico completo, pois os ajustes pontuais deixarão de ser eficazes para manter suas relevância.
     

Os produtos de uma Agenda Ambiental

O processo de construção de uma agenda ambiental é rico em vantagens possivelmente difíceis de confirmar ou mensurar, como a conscientização produzida nos envolvidos e atingidos, as mudanças em processos inspiradas pelo próprio processo de avaliação, o conhecimento produzido ou transferido, etc.

Em nossas mãos

Mas há 2 produtos principais que podem se constituir em entregas reais e possuem maior potencial de serem percebidos como "resultado" do processo construtivo do plano, ainda que o resultado real seja o efeito que eles ainda deverão produzir. São eles:

  1. diagnóstico: o levantamento objetivo da situação existente quanto aos impactos (sócio-)ambientais das atividades praticadas, identificando e classificando problemas e até mesmo elencando (sem detalhamento) alternativas de soluções possíveis, quando couber.
     

  2. plano de ação: o detalhamento das soluções aprovadas para as situações identificadas no diagnóstico, listando os projetos e atividades que serão iniciados em resposta a elas para corrigir, prevenir ou mitigar impactos ambientais negativos.
     

Como elaborar sua agenda ambiental: plano simplificado

O processo de elaboração deve ser adequado às práticas de sua organização, e às limitações de recursos, prazo e outras que estiverem em vigor, e que devem ser consideradas pelos responsáveis no momento de planejar suas atividades e delimitar o que será produzido.

Como referência, os 9 passos e a ordem abaixo indicam um modelo básico com base no que foi praticado no Ministério do Meio Ambiente:

  1. Comunicação e sensibilização: a direção da organização proponente do processo de construção da agenda ambiental deve comunicar, pelos meios usuais e adequados a cada público (interno e externo), a decisão de implementá-la. O plano deve considerar a realização preliminar (antes dos demais passos que necessitem de participação do público) de iniciativas de capacitação, sensibilização e conscientização que forem necessárias e interessantes no contexto. Depois que a construção da agenda ambiental tiver sido iniciada, e mesmo após a sua ativação, é usual que o plano de comunicações inclua participação em eventos que congreguem outras organizações passando pelo mesmo processo, para que possam trocar experiências e aperfeiçoar seus processos;
     

  2. Definição da equipe: é a instalação formal do grupo de trabalho, ou a atribuição formal da responsabilidade a um departamento ou órgão. Idealmente a composição da equipe deve ser representativa dos diversos segmentos da coletividade abrangida pela agenda.
     

  3. Delimitação do âmbito de atuação: é a definição formal do escopo territorial e do horizonte temporal já aludidos acima. Por exemplo, uma empresa pode optar por uma agenda que se limite a tratar interações que ocorrem dentro de suas próprias instalações, mas também pode estender seu escopo para incluir as comunidades no seu entorno, as residências dos colaboradores, as influências sobre as atividades dos seus fornecedores, as consequências do uso de seus produtos pelos clientes, etc.
     

  4. Identificação dos públicos: só pode ser feita após a conclusão do passo acima, pois define quem são as pessoas direta ou indiretamente envolvidas nas ações que serão objeto do plano.
     

    Diagnóstico
     

  5. Diagnóstico: é um dos principais produtos do processo, e é um documento amplo, que descreve detalhadamente os terrenos e instalações da organização (prédios, móveis, veículos, equipamentos, etc.), sua população, as plantas e animais presentes e ao redor, características do ar, da rede de esgoto e outros efluentes, do uso de energia elétrica e combustíveis, água, matérias-primas e outros consumíveis, acessos, produção sonora, impacto visual, geração de tráfego e outros elementos relevantes a uma análise de impacto ambiental, já identificando e classificando aspectos negativos.
     

  6. Levantamento de propostas: é a consequência propositiva do diagnóstico, elencando (com pouco detalhamento) propostas de potenciais soluções ou ações de redução de dano ambiental.
     

  7. Criação do plano de ação: a partir das propostas levantadas, selecionar as que serão colocadas em prática, detalhando-as na forma de um Plano de Gestão Ambiental. Aqui não deve haver espaço para definições vagas: cada ação deve ser acompanhada de um descritivo de como deverá ser executada, parâmetros de avaliação, prazos, responsáveis, metas de curto, médio e longo prazo, meios e recursos. Uma vez publicado, começa a execução, por parte dos responsáveis indicados.
     

  8. Acompanhamento e avaliação: é o núcleo da atividade de gestão do plano de ação. Deve haver um plano (e suporte informatizado, se for o caso) para coleta e análise dos dados sobre a execução, permitindo o monitoramento e a verificação da efetiva execução (e dos resultados) das ações previstas. Por sua própria natureza esta atividade compete à direção da organização proponente da agenda (que usualmente a delega a uma Comissão de Acompanhamento com as mesmas características representativas da equipe que produziu o plano), e inclui a verificação do atingimento das metas e até mesmo a execução de ajustes delas.
     

  9. Revisão anual: não há necessidade de repetir todo o diagnóstico e o levantamento de soluções anualmente, mas é importante reunir todos os envolvidos (no sentido amplo) em um evento anual de avaliação, divulgando resultados, apresentando pendências e ajustando metas (ou mesmo procedimentos) para o ano seguinte.
     

Focos iniciais comuns

As versões iniciais de agendas ambientais frequentemente usam uma abordagem ampla das interações sócio-ambientais no âmbito das organizações a que se referem, sem deixar de lado também a atenção a medidas cuja efetividade é percebida mais pelos ganhos em conscientização.

Um foco inicial bastante comum (que serve igualmente a indústria, comércio e serviços, públicos e privados) é a simples eliminação ou redução do desperdício de recursos como: matérias-primas, insumos, material descartável, combustível, energia elétrica, água, calefação, refrigeração, conectividade, material de escritório e similares.

O tratamento de "lixo" também é um foco inicial comum, com iniciativas de reuso e reciclagem, coleta seletiva, etc.

Em indústrias, principalmente, mas também onde haja frotas e outras fontes comuns de poluição visível, o tratamento de esgotos, outros efluentes, fumaça, poluição sonora, visual, eletromagnética e eletrônica também precisa estar em destaque desde a primeira versão do plano. Uma alternativa que tem se tornado comum (e cuja efetividade desconheço) é o plantio de árvores para compensar a emissão de gases poluentes.

O bom uso da água, especialmente nos grandes centros urbanos, é uma preocupação constante, e frequentemente é tratado à parte da redução do desperdício dos demais recursos, especialmente por haver grandes oportunidades de ganho neste quesito, com ações simples (mas nem sempre fáceis) como a adoção de descargas inteligentes, torneiras temporizadas, eliminação de vazamentos, reaproveitamento de água servida, estações de tratamento de efluentes, etc.

As ações de conscientização também costumam receber bastante atenção nas versões iniciais dos planos, com iniciativas como palestras, concursos diversos, exposições de arte feita com materiais reciclados, publicações, etc.

Iniciativas diversas e voltadas a temas correlatos, tais como a medicina do trabalho, a saúde mental, o tráfego urbano, o reflorestamento de encostas, a limpeza de rios e áreas costeiras, a prevenção de inundações, as hortas domésticas e muitos outros também tem sido incluídas frequentemente em agendas ambientais.

Exemplos de agendas ambientais

Alguns links para exemplos e mais informações:

Atualizar seu currículo é uma oportunidade de auto-avaliação da empregabilidade

Manter atualizado o seu currículo é um excelente exercício de auto-análise e uma forma de manter os olhos abertos para o que está acontecendo com a sua empregabilidade.

O modelo de currículo campeão do Efetividade

Mesmo estando plenamente satisfeito com minha situação de trabalho atual, eu costumo atualizar o meu próprio currículo duas vezes por ano, e o faço de uma forma que me permite ter uma visão bem pragmática sobre quais os conhecimentos e habilidades (lembrou da nossa série sobre Competências?) que estou agregando, e o que o ambiente profissional (no sentido mais amplo) em que atuo valoriza.

Eu fiz minha auto-avaliação e atualização de currículo no início do ano, e atualizei até mesmo a versão resumida em um único parágrafo (40 palavras) que mantenho no cabeçalho do meu site pessoal. O processo de revisão foi bastante proveitoso, e por isso compartilho com vocês a idéia de fazê-lo.

Por que é bom atualizar sempre o currículo?

Porque é uma ótima maneira de perceber o seu status profissional e compará-lo com a sua própria expectativa de desenvolvimento profissional, e com o que o mercado de trabalho vem valorizando. E, claro, planejar atitudes corretivas, ou ajustar as expectativas, quando necessário.

Esta razão é difícil de explicar detalhadamente, mas fácil de ser percebida com base no exemplo contrário: ao longo de minha vida profissional (que já passou por empresas que fecharam subitamente, estatal que foi privatizada, etc.), já vi vários casos de profissionais que eram bons na posição em que estavam mas foram "pra rua" de repente, e aí subitamente perceberam que não faziam nenhum curso há 12 anos, não eram especializados em nada, não tinham experiências profissionais dignas de menção - em resumo: sua empregabilidade estava baixa, seu currículo iria para o fim da fila em processos seletivos, e o momento era péssimo para que eles pudessem fazer algo a respeito.

Fila de emprego

E infelizmente a lógica dos processos seletivos mais frequentes, em que há excesso de candidatos qualificados concorrendo a poucas vagas reduz bastante a chance de quem precisa passar pela pré-seleção (baseada em currículo e geralmente sem oportunidade de entrevista) mas não consegue apresentar exatamente os atributos que estiverem sendo buscados pelo mercado, mesmo que tenha fartura de outros mais raros e caros.

Etapa 1: Atualizando o currículo

Um bom currículo profissional é objetivo, e se torna melhor quando é feito pensando exatamente nas competências e características que devem ser destacadas para concorrer a uma vaga específica. Quando se está preparando um currículo geral, entretanto, a objetividade deve ser preservada, mas a seleção e classificação das informações fica um pouco mais ampla e solta.

Mesmo assim, a idéia de caber em tudo em uma face de uma folha A4 (e haja poder de síntese!) sem atulhá-la continua sendo um bom referencial da objetividade exigida - na hora de usar seu currículo para falar com você, jamais conte com o interesse de algum avaliador em ler mais do que a primeira folha!

Veja o que não pode faltar nesta página tão importante:

  • informações de contato atualizadas (talvez o item mais crucial!)
  • uma caracterização breve sobre você (escolhendo só o que for relevante. Dependendo da ocupação, pode ser nome completo, data de nascimento, cidade onde mora, estado civil, se tem filhos)
  • dados sobre as experiências profissionais recentes: empregos, projetos, estágios – incluindo período e atividade desempenhada em cada um deles, no mínimo, mas idealmente abordando as realizações mais relevantes entre eles também.
  • formação acadêmica: com detalhes apenas sobre as formações e cursos mais relevantes e recentes
  • outras atividades e fatos que possam ajudar a definir você como profissional: participação em eventos, atividades como instrutor, atividades comunitárias, domínio de idiomas, aptidões adicionais (exemplo: dirigir, ter carro próprio…)
  • outros itens tidos como relevantes no seu mercado ou para a vaga pretendida

Para ajudar, temos 10 dicas de conteúdo para currículos que podem orientar na busca e seleção das informações, lembrando que deve sempre ser mantida a coerência interna, bem como o alinhamento em relação aos objetivos do currículo sendo produzido.

Nosso modelo de currículo em destaque na matéria da Veja - os erros foram inseridos por eles!

Depois de levantar as informações necessárias, identificar as mais relevantes e aceitar que o resto deve ser extirpado (ou ao menos guardado para uma segunda versão mais ampla e biográfica), chega a hora de cuidar da formatação do currículo.

Existem muitas maneiras de formatar o currículo, mas se você ainda não tiver adotado a sua, recomendo o modelo de currículo profissional simplificado do Efetividade, no ar desde 2007 e que já foi até mesmo destaque na Veja.

Mas não há por que parar por aí: aqui mesmo no Efetividade há um artigo explicando como melhorar o visual do seu currículo, apresentando 5 modelos de currículos alternativos construídos a partir do nosso modelo básico - bem mais bonitos, e usando formas variadas de atrair atenção para os aspectos que você gostaria de ver destacados.

Etapa 2: Avaliando o seu currículo

A subjetividade da tarefa geralmente impede que você veja seu próprio currículo com os mesmos olhos que um avaliador, e é relativamente raro podermos contar com um profissional da área para fazer a avaliação de forma isenta.

Exemplo de anúncio de emprego

Mas existe uma maneira de avaliar o conteúdo do seu currículo com um grau um pouco maior de objetividade: fazer uma lista dos requisitos que vem sendo solicitados em contratações para as posições às quais você gostaria de concorrer, e aí compará-las com o que você tem no seu cabedal. O ponto fraco do método é a comparação em si: tente não ser muito generoso ou elástico na interpretação, para não criar uma conclusão excessivamente positiva.

Para boa parte das vagas e profissões mais comuns, é fácil encontrar fontes sobre estes requisitos: são os anúncios em jornais, em revistas especializadas, em sites de bancos de vagas, os editais de concursos públicos, e talvez até o histórico de contratações recentes na sua própria empresa.

O processo é simples: identifique tudo o que aparece como requisito ou como diferencial nos anúncios e editais, se possível pontuando (pelo número de menções, ou por outro critério que faça sentido no seu contexto), e depois compare com o que está presente no seu currículo.

Mais um dos modelos de currículo originais do Efetividade.net
 

A longo prazo (após vários anos adotando a mesma prática, e guardando os resultados), esse processo vai permitir uma visão objetiva sobre a evolução das suas competências e mesmo da sua empregabilidade.

Mas é a curto prazo que ele se torna mais útil (mesmo já a partir da primeira vez que você o executar), porque permite identificar quais são as competências e características que o mercado procura (ou valoriza) e você ainda não oferece, para que você tenha a chance de buscar desenvolvê-las antes que elas sejam necessárias - porque se deixar para fazê-lo só quando precisar procurar emprego, pode ser tarde demais...

Claro que isso deve ocorrer sem correria. Após conhecer a natureza da diferença existente, coloque os aspectos em ordem de prioridade, ignorando os irrelevantes, decidindo o que fazer com os inatingíveis no momento, e fazendo um plano para alcançar os demais (nominalmente ou a fundo, dependendo do caso) ao longo de um prazo razoável, classificando também de acordo com o grau de disponibilidade - usar os acessos recomendados para enriquecer o currículo de quem não tem experiência, ou para quem está querendo voltar ao mercado de trabalho, pode ajudar.

Soluções criativas, como buscar experiência gerencial atuando como voluntário em uma ONG, podem ser tão úteis quanto as mais comuns (como fazer cursos e obter alguma certificação) - tudo depende do caso, da pressa e do tamanho da diferença existente.

Etapa 3 - Aproveitando o momento

Já que você vai fazer uma auto-análise com foco em empregabilidade, aproveite a oportunidade para pensar em outros aspectos também - nem todos eles aparecem no currículo!

  • Como anda sua postura profissional? Que imagem de profissional você passa às pessoas que interagem com você? Existem vários comportamentos e atitudes que podem fazer você não ser levado a sério, e isso pode ser um grande obstáculo à empregabilidade e à possibilidade de promoções ou oportunidades profissionais.
     

    Chega de desculpas! Assuma sua postura e seja levado mais a sério
     

  • E a reserva para momentos difíceis? Ter uma fonte adicional de recursos, ou mesmo um fundo de reserva pessoal ou familiar, é algo que pode facilitar em muito a absorção de golpes do destino, como uma demissão súbita - e aumenta sua capacidade de dizer não quando a situação profissional exigir.
     

  • Sem esquecer do diferencial...: Além de não haver garantia de que as vagas do futuro exigirão apenas os requisitos das vagas do passado recente, não esqueça que o ideal não é ter *apenas* o que os anúncios de recrutamento exigem - você precisa ter um diferencial, e também precisa desenvolver as habilidades que agradam a você mesmo. Enriqueça seu currículo permanentemente, aumente seu círculo de contatos e faça seu nome aparecer positivamente quando o empregador um dia pesquisar por ele no Google. Na sua comunidade, participe do centro comunitário, de alguma ONG ou de iniciativas que possam tirar proveito das suas aptidões, e nas quais você possa desempenhar algum papel que faça a diferença (como bônus, assim você também pode aumentar seu networking, além do óbvio benefício de contribuir com a sua comunidade). Academicamente, faça cursos de extensão, aprenda algo que o mercado valoriza (como um idioma, informática, estatística, técnicas de vendas, resolução de conflitos, matemática financeira, ou o que for) ou dê um jeito de obter uma graduação ou pós-graduação – hoje dá para fazer isso até via Internet. Em paralelo, participe ativamente de grupos ou comunidades relacionados à sua profissão, busque contribuir com revistas ou sites da área, faça seu nome aparecer.

    Networking
     

  • Como está a sua lista de contatos profissionais? O chamado networking funciona bem, mas só para quem se dedica a ele também quando não está precisando, e para quem não o usa como se fosse outro nome para falsidade e interesse. Manter contato é fácil e pode ser até bastante espontâneo. Fazer cursos e participar ativamente da sua comunidade local e profissional são maneiras de expandir seu círculo de contatos, mas não pense que simplesmente obter uma lista com os telefones e e-mails de todos eles ao final da reunião já conta a seu favor - é necessário cultivar ativamente os relacionamentos. Assim, você não vai se ver na situação chata de se ver sem ter a quem recorrer para obter indicações e dicas na hora em que precisar procurar trabalho, e nem vai fazer aquelas ligações que ninguém gosta de receber, de pessoas que não nos procuram há 20 anos, e só surgem quando têm um problema.
     

  • Acompanhe ativamente o seu mercado de trabalho! acompanhar passivamente, lendo as notícias e mantendo-se informado, é positivo, mas não é suficiente. O ideal é acompanhar ativamente, buscando fortalecer contatos com pessoas da mesma profissão que atuem em outras empresas (do mesmo ramo ou não), parceiros, fornecedores, consultores. Se possível, seja voluntário de alguma organização de ensino ou aprendizado da sua profissão, escreva artigos para as publicações da área ou da imprensa local, participe de eventos e vá às reuniões do seu conselho ou associação profissional. Um sábio conselho, que ouvi há tempo e acredito, é que a melhor forma de obter um bom emprego é ter amigos bem empregados.

Para completar

Os 3 passos acima já foram temperados com diversos links para artigos anteriores aqui do Efetividade que podem ser úteis, mas a lista a seguir tem alguns itens a mais, e pode ajudar:

Google Marketing, 3a. edição - e evento de lançamento em SP

detalhei para vocês minha opinião bastante positiva sobre a segunda edição do livro Google Marketing (em 2008), e hoje venho aqui mais brevemente apenas para contar que está saindo a terceira edição.

Recebi um exemplar da nova versão, por cortesia da editora Novatec (sempre muito gentis - obrigado!), e embora eu ainda não tenha começado a ler, vou cometer o pecado de descrever apenas o aspecto externo do livro, que já me chamou muito a atenção antes mesmo de abrir: é um alentado volume de 651 páginas (a anterior, que ficou entre as 5 mais vendidas de 2008 na área de marketing, tinha 480) e capa dura. A descrição na editora tem mais detalhes, mas já adianto que não é um "guia de receitinhas de SEO" - é de fato um livro sobre marketing na Internet.

E a razão de eu estar contando isso pra vocês em um mini-post, ao invés de esperar pela próxima Rapidinha Efetiva, é que recebi um aviso que interessa aos leitores de São Paulo que gostam do tema: na semana que vem haverá evento de lançamento e palestra do autor, na Fnac da Av. Paulista.

Detalhes no release, que reproduzo integralmente:

Livro brasileiro de marketing mais vendido do país tem nova edição com 650 páginas e capa dura trazendo estratégias de geração de valor para empresas por meio da internet.

Com foco em criação e implementação de estratégias de marketing digital visando aumento de receita e lucratividade, além de geração de valor para marcas e empresas, o livro Google Marketing 3ª edição, do publicitário e palestrante de marketing digital, Conrado Adolpho, chega às livrarias reunindo um conteúdo denso, prático e inovador. A obra descreve como as empresas dos mais diversos portes e segmentos devem utilizar a internet para construir marcas vencedoras em um mundo cada vez mais dominado pelos bits.

O lançamento do livro ocorrerá no dia 24 de fevereiro, às 19h, na Fnac da Av. Paulista, em São Paulo, com uma palestra homônima do autor. As vagas são limitadas e por ordem de chegada.

A terceira edição do livro, totalmente atualizada e ampliada, ensina a criar inteligência competitiva por meio da web, aumentar a quantidade de prospects de uma empresa de serviços ou produtos, melhorar o relacionamento com clientes, fornecedores e outros stakeholders, mensurar resultados de ações on-line e off-line, estimular o marketing viral e outras ações vitais para o crescimento de qualquer empreendimento.

O publicitário e autor do livro, Conrado Adolpho, comemora o lançamento de mais uma edição do livro, que já se tornou um Best-seller no mercado – tendo sido premiado, em 2009, pelo Jornal do Comércio. Em vista disso, trouxe uma nova versão mais robusta e incluindo, com exclusividade, uma metodologia de marketing e vendas para a web: "A metodologia '8 P’s do Marketing Digital', desenvolvida depois de anos de observação e de experiência em marketing para a internet à frente de minha agência, fez com que essa edição do livro traga algumas soluções há muito esperadas pelos empresários e dá um norte para agências e departamentos de marketing sobre como trabalhar corretamente com marketing digital. São técnicas claras de como gerenciar um negócio na internet, o que pedir para sua equipe ou como mensurar os resultados de uma campanha de forma eficiente” explica.

Passe lá!

Como estudar melhor: volta às aulas com Efetividade

O ano letivo está começando, e pode ser a hora de aplicar algum esforço para melhorar os resultados, corrigir o rumo ou, no mínimo, reduzir o nível de esforço necessário para atingir bons resultados.


Recomeça o ano letivo

O Efetividade.net, como faz todos os anos, revisita nossas dicas para ajudar você a se dar bem nas aulas e nas provas. Veja abaixo a lista, e participe comentando ou oferecendo suas próprias dicas na área de comentários!

15 dicas para estudar melhor

  1. Experimente tomar notas à mão: escrita não é sinônimo de edição de texto. Tenha um bloco ou caderno para anotações livres, acostume-se a anotar nele os conceitos interessantes, e coloque data, título e matéria no topo de cada página. Não arranque páginas deste caderno. A escrita manual, e simultânea ao momento em que você adquiriu o conhecimento, pode ser um poderoso estímulo à memorização imediata e definitiva dos conceitos. Dica extra: o método Cornell de anotações adapta-se a qualquer caderno, e facilita a consulta posterior.
     


    Uma página de anotações pelo método Cornell
     

  2. Passe a limpo suas anotações: aproveitar alguns minutos do seu tempo de estudo para escrever no mesmo dia, ou no dia seguinte, pela segunda vez (e preferencialmente à mão), os mesmos conceitos anotados durante a aula, organizando-os, analisando e sintetizando, é rápido, favorece a memorização e o entendimento, e pode reduzir a necessidade de algumas horas de estudo na véspera da prova.
     

  3. Exercite seu poder de síntese: O importante não é quantas páginas você escreve, mas sim o quanto estas anotações conseguirão ajudá-lo na hora de rever ou estudar o conteúdo. Dizer muito em poucas palavras é uma habilidade valiosa para toda a vida.
     

  4. "Quem não sabe, ensina": faça como os profissionais: ensine para aprender. Após ter estudado, encontre algum colega que entenda menos do que você sobre o assunto da prova, e procure explicar a ele alguns dos conceitos básicos. Organizar mentalmente o assunto, verbalizá-lo, vocalizá-lo e ouvir o feedback do colega são atividades que ajudam a solidificar os fundamentos do seu próprio conhecimento, a correlacioná-los, e até a identificar os pontos que você precisa revisar. E ainda por cima pode ajudar o colega.
     

  5. Encontre o ambiente certo para estudar: dentro das suas limitações, encontre um lugar sem ruídos externos, sem tentações que o distraiam, com os recursos necessários, e com espaço suficiente para espalhar seu material. Procure estudar sempre no mesmo local - o cérebro é uma máquina associativa, e se ele associar o ambiente ao ato de estudar, produzir e reter informações, você só tem a ganhar. Dê uma olhada nos nossos artigos sobre home offices para garimpar algumas dicas que se adequem às possibilidades de melhoria do seu ambiente de estudos!
     

  6. Experimente ouvir música: a música ajuda a cancelar ruídos externos, e para algumas pessoas pode ajudar na memorização - ao associar os conceitos com a música que estava tocando na hora, o cérebro pode recuperar a informação a partir deste mesmo estímulo. Se isto funcionar para você, saiba que não existe um estilo musical "certo": uns preferem Bach, outros preferem Chico Buarque. Para mim funciona muito bem: estudei para muitas provas da graduação ouvindo Nirvana ou com o rádio sintonizado em alguma emissora especializada em "música de sala de espera", e conseguia "puxar" conceitos na hora da prova ao tentar lembrar das músicas que tocaram enquanto eu estudava.
     

  7. Acorde cedo: Acostume-se a acordar mais cedo e tenha mais tempo para realizar seus compromissos escolares, e para aproveitar depois de completá-los!
     

  8. Tenha uma agenda: não importa a tecnologia. Pode ser um caderno simples, uma agenda de papel, um smartphone, a lista de compromissos do seu celular, um site (como a agenda do Google), ou o que quer que funcione para você. O importante é que você não esqueça dos prazos de seus compromissos escolares importantes. Se a sua opção de agenda tiver como avisá-lo ativamente sobre os compromissos, tanto melhor - diminui a chance de esquecer de preparar um trabalho ou estudar para algum exame.
     

  9. Preste atenção na associatividade: procure sempre encontrar padrões e pontos em comum entre os tópicos do seu estudo, e associe-os a imagens claras e vívidas. Se você fizer estes relacionamentos, fica mais fácil relembrar cada um dos tópicos, pois você pode seguir a cadeia de ligações.
     

  10. Não force: Estudar apenas na véspera, ou passar a noite estudando, são maneiras ineficientes de tentar reter a informação. Você pode ir melhor na prova, estudando menos horas, se fizer força para entender os conceitos durante as aulas, e procurar memorizá-los logo após aprender, e não apenas na véspera dos prazos-limite. Mas, por via das dúvidas, saiba como estudar em emergências escolares também.
     

  11. Não confunda material e aprendizado: aprender é algo que acontece dentro da sua cabeça, e não nas folhas do caderno. Rabisque, rasure, faça o que for necessário para entender e registrar os conceitos. Não adianta ter 16 canetas diferentes e o caderno mais completo da turma, se você não entender o que está escrito, ou se apenas copiar algo que não compreendeu.
     

  12. Faça o que tem que ser feito: se você adiar, vai ter de fazer do mesmo jeito e com mais pressa, ou não vai conseguir completar o curso. Saiba quais são suas obrigações, e planeje seu cumprimento para poder fazer tudo com menos esforço. Deixar para a última hora torna o trabalho mais difícil e arriscado. "Just do it", "Keep walking" e outros slogans de produtos famosos são bons resumos para o que você precisa fazer se quiser alcançar os melhores resultados.
     

  13. Lazer e descompressão: Dedicar-se aos estudos sempre pode exigir abrir mão de algumas coisas, mas se você ficar todo o tempo debruçado sobre os cadernos não vai se manter motivado por muito tempo. Programe pausas e saiba quando realizar um intervalo emergencial para evitar a sobrecarga. Na pausa, abra o MSN, cozinhe, ande de bicicleta, acesse a web, visite algum amigo, e tire os estudos da cabeça. Em compensação, evite manter atividades paralelas que prejudiquem a concentração durante o estudo.
     

  14. Não exagere na alocação das horas de estudo: Não deixe o exagero e o stress atrapalharem. O melhor é estudar *bem*, e não necessariamente estudar *muito*. Suspender um plano de estudos previamente traçado pode ter consequências sérias. Vale muito mais a pena criar um plano de estudos conservador, adequado a você e ao seu objetivo, e eventualmente ajustá-lo conforme a situação for progredindo.
     

  15. Lembre-se por que você está estudando: se você não está ali por opção, não encontrará motivação para ir bem. É provável que o ambiente escolar não esteja sempre a seu favor. Mesmo assim, lembre-se dos motivos pelos quais você está estudando, e avance na direção dos seus objetivos.
     

Leia também:

Resultado da Enquete: As 10 competências mais importantes

por Patricia Wolff

Tivemos um grande volume de participantes na escolha das competências que comporão a série. Isso é muito bom e mostra o comprometimento de vocês com seu desenvolvimento.

Segue a lista tão esperada:

  1. Assertividade
  2. Construção de relacionamento (network)
  3. Gerenciamento do tempo
  4. Criatividade
  5. Comunicação
  6. Comprometimento
  7. Auto-estima
  8. Capacidade de realização
  9. Disciplina
  10. Organização

O curioso neste resultado é que muitas competências “importantes” foram as menos votadas, tais como: paciência, saber ouvir. A conclusão que chego é que as competências mais votadas são as competências de alavancagem, isto é, no momento que consigo desenvolver tais competências eu melhoro competências correspondentes, como por exemplo: para eu desenvolver a minha assertividade eu preciso ser mais paciente, para eu melhorar a minha comunicação, necessariamente preciso aprender a ouvir melhor e assim sucessivamente.

Refletindo sobre cada uma das competências acima listadas, o que você diria do perfil de uma pessoa que tenha esta necessidade de desenvolvimento? Sendo uma construção coletiva, não posso visualizar essa pessoa claramente, mas minha experiência aponta para um jovem profissional (3, 8, 9, 10), com dificuldades para ser entendido (1, 5) e lutando para se destacar no ambiente de trabalho e no mercado em geral (2, 4). Sua formação pode não ser a que sonhou (7), mas tem muita garra para compensar esse fator (6).

Quero registrar que o simples fato de se ter escolhido (com as restrições impostas pelo sistema de votação) já foi o primeiro passo na sua auto-avaliação. Indicando onde você acha que precisa melhorar com mais urgência. No processo de coaching é feita avaliação 360º na qual comparamos a auto-análise com a visão dos outros e quase nunca existe unanimidade!

Agora é mãos à obra ! A boa notícia é que as competências podem ser aprendidas e praticadas em nossa experiência de vida, até que se tornem espontâneas, naturais. Mudar um padrão não é fácil , requer muita dedicação e vontade de ser melhor sempre. Para isso é necessário:

  • Consciência do seu comportamento atual
  • Estratégia
  • Preparação
  • Prática + Prática + Prática

Para você conseguir o máximo proveito dessa série quinzenal de artigos é importante:

  1. Desenvolver um profundo desejo de aprender.
  2. Ler cada artigo 2 vezes, antes de começar a aplicação dos exercícios sugeridos.
  3. Aplicar seu novo conhecimento em todas as oportunidades.
  4. Pedir para que um amigo observe seu comportamento e lhe forneça um feedback imediato quando você desviar da sua rota.
  5. Realizar avaliação constante do seu progresso perguntando a si mesmo: que erros cometi ? que melhorias realizei ? que lições aprendi ?

Aproveite para usar os comentários para dar sugestões, relatar experiências, fazer perguntas e estabelecer um canal de comunicação comigo. Irei me esforçar para responder, dentro do possível, as dúvidas que surgirem, afinal também estou desenvolvendo competências associadas a isso :-)

Bom trabalho!

A autora convidada da série de artigos sobre Competências, Patrícia Wolff, atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting.
 

Resultado da promoção - calculadora HP e livro do Peter Senge

Na semana passada tivemos a enquete para escolher as 10 competências que serão abordadas mais de perto na série sobre Competências que a autora convidada Patrícia Wolff está iniciando por aqui.

A votação foi bem expressiva, e o resultado - as 10 competências mais votadas, em si - sai ainda hoje, em um artigo da Patrícia apresentando e comentando.

HP Quick Calc

Mas enquanto isso já vou me adiantar e anunciar os 2 leitores felizardos que ganharam os brindes sorteados entre os participantes da enquete:

  • Leonardo Rocha (lsrocha@...) Salvador BA: ganhou a HP Quick Calc.
  • Fernanda E. de Lima (flimavix@...) Vitória ES: ganhou o exemplar de A Quinta Disciplina.

Ambos tem até domingo (21/2/2010) para me informar, via formulário de contato, o endereço postal (no Brasil) para onde devo enviar o brinde!

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