Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Meus primeiros bons livros de 2010 - e um convite: sugiram leituras de verão!

2010 já está encaminhado: o primeiro mês do ano está perto de acabar. Como já fiz em anos anteriores, reduzi o número de posts por aqui (e vou voltar ao normal gradualmente) porque as estatísticas do servidor indicam que este é o melhor mês do ano para eu tirar férias, já que o número de leitores cai de forma espantosa (e normaliza, subitamente, na semana após o carnaval).

Aproveitei o tempo extra à minha disposição para fazer bastante atos de efetividade para a minha qualidade de vida: ir à praia, praticar com a guitarra, jogar videogame, conviver em família, e muito mais. E também tive oportunidade de dedicar algumas horas a mais a um de meus passatempos favoritos: a leitura, tão necessária para eu ter o que usar para temperar o que escrevo para vocês no restante do ano...

Como acredito que muitos de vocês também estejam com tempo livre, vou aproveitar para compartilhar com vocês minhas impressões sobre o que eu li desde a última semana de dezembro, na expectativa de que vocês retribuam a gentileza sugerindo também algumas leituras para nós todos nos ocuparmos nas horas livres - especialmente as que vão de agora até o carnaval, quando o ano realmente começa ;-)

Primeiro os nem tão bons

Divulgar uma opinião negativa sobre um livro pode ser uma descortesia com o autor ou a editora, mas beneficia os potenciais outros leitores que se baseiem pelos mesmos critérios (e claro que todos são livres para discordar da opinião alheia).

Mas devo ser claro: não recomendo a ninguém a leitura de "O que acontece quando morremos", de Sam Parnia (editora Larousse). A premissa é bem interessante: um médico que estudou as declarações de quem teve experiências de quase morte (especialmente em casos de parada cardíaca) sobre o que encontrou no elusivo "outro lado", e encontrou pontos em comum nas marrativas, além de evidências de memórias semelhantes registradas na literatura e outras artes desde a antiguidade.

Quando eu vi este livro na livraria do aeroporto, achei que era bem o que me prenderia a atenção. E prendeu mesmo: a narrativa é ágil, os detalhes necessários estão presentes, e ele evita completamente as armadilhas potenciais de misturar sua pesquisa científica com temas religiosos ou espirituais.

Mas tem um problema grave: o livro acaba de repente, e sem concluir nada. Os métodos de pesquisa e teste, tão cuidadosamente descritos, não chegam a ser empregados em sua totalidade. No último capítulo, descobrimos que a pesquisa ainda está em andamento e as partes mais suculentas, previstas e aperitivadas nos capítulos iniciais, não chegam a ser expostas ao leitor. Fuja, ou aguarde a próxima edição.

Não tão chato, mas longe de me empolgar, mesmo eu sendo um apreciador da história recente do Brasil, foi o "Olho por olho - os livros secretos da ditadura", de Lucas Figueiredo (Record). Ele conta a história do (nem tão) secreto livro "Orvil", preparado pelos militares como uma resposta ao "Brasil: Nunca Mais", que por sua vez detalhava os porões da tortura e violência contra os à época inimigos do regime.

O livro começa bem, contando de forma até mesmo empolgante a história da confecção do "Brasil: Nunca Mais". Mas quando chega a hora de falar sobre a reação na forma do "Orvil", a empolgação some, sendo substituída por atenção a pequenos detalhes importantes que mereceriam um livro adicional só para si (confirmando ou negando afirmações anteriores dos protagonistas da revolução e contra-revolução), mas meio que se diluem, como se fossem grandes atores atuando em papéis secundários em uma história menos interessante, que é a da descoberta e leitura do tal Orvil (que hoje é bem menos do que secreto...)

Mas também tem os bons livros

Ganhei de presente de uma amiga nossa, no Natal, o oportuno "Comédias brasileiras de verão", do Luís Fernando Veríssimo (Objetiva). LFV na série "Comédias" para mim é sempre mais do mesmo, mas é um mais do mesmo que me agrada. São crônicas e histórias curtas, menos ou mais engraçadas, menos ou mais provocativas, mas sempre com alto potencial de entretenimento.

Pena que é tão curto. A leitura é leve, apropriada à leitura na beira do mar ou balançando na rede após o almoço. E tem personagens que mereceriam livros à parte, como a faxineira que resolvia todos os problemas de um casal, até que chegou o momento em que ela começou a assassinar quem causava dissabores a eles - deixando-os em um dilema: ir à polícia imediatamente, ou antes dar tempo de ela completar mais algumas execuções? Recomendo.

Já "Z - a cidade perdida", de David Grann (Companhia das Letras) não padece do mesmo mal de acabar rápido demais: é um alentado volume de 410 páginas, com a narrativa de um jornalista que resolveu, em pleno século XXI, investigar o fim do explorador Coronel Fawcett, que desapareceu na primeira metade do século XX enquanto procurava, nas florestas brasileiras, uma cidade lendária que ele acreditava existir por aqueles lados.

Como filho da década de 1970, ainda lembro que as expedições do Coronel Fawcett eram tema relativamente frequente na TV, em especial no Fantástico. O homem fez diversas expedições por aqui, e na última desapareceu sem deixar vestígios. Mas como se trata de algo relativamente recente, havia suficiente número de registros, e até uma índia anciã que testemunhou a passagem do Coronel em sua última expedição, e estava viva para contar.

Curiosamente, a conclusão do livro está em sintonia com descobertas arqueológicas recentes dando conta de que sim, a lendária civilização pode ter existido, e a moderna tecnologia (juntamnente com o trabalho incansável de arqueólogos como o que foi entrevistado ao final do livro, na região em que Fawcett foi visto pela última vez) vem permitindo descobrir vestígios arqueológicos dela, mesmo considerando o quanto os materiais de construção disponíveis na floresta à época eram suscetíveis à degradação pela própria floresta, bastando algumas décadas sem manutenção para virtualmente desaparecerem (diferente, portanto, das construções em pedra dos primos dos Andes e da América Central).

Outro fato curioso é como o autor tantas vezes se aproximou de dizer que havia algum interesse ulterior entre o jovem filho de Fawcett e o seu amigo de infância que foi o terceiro integrante da expedição final da qual ninguém voltou vivo.

Para completar a série, trago o livro que terminei hoje, e que aborda um tema que me é caro: "The Unthinkable: Who survives when disaster strikes, and why", de Amanda Ripley (Crown). Ele me agradou porque é bem diferente de outros livros sobre desastres, que ficam repetindo fórmulas de sobrevivência ("treine! faça uma horta! armazene água! aprenda primeiros socorros! etc! etc!").

(atualizado: o leitor Rudimar complementou nos comentários que este livro já saiu também no Brasil, com o título de Impensável: como e por que as pessoas sobrevivem a desastres, pela editora Globo. Não sei nada sobre a qualidade da tradução, entretanto.)

O esquema dele é um pouco mais parecido com o do livro sobre a cidade perdida: uma jornalista (com apoio da revista Time) sai em busca de relatos de sobreviventes de grandes desastres (11 de setembro, quedas de aviões, incêndios, naufrágios) para descobrir o que há em comum entre eles.

Assim como no caso do primeiro livro que mencionei, que evita a armadilha da mistura com temas religiosos, este evita a armadilha da mistura com auto-ajuda - a autora não tenta lhe dizer o que você deve fazer para estar mais apto a sobreviver em desastres, apenas pesquisa e relata o que aconteceu com estes sobreviventes.

Como ela teve oportunidade de tratar com cientistas que estudam este tema, há também um bom pano de fundo teórico, lidando com nossos comportamentos em relação ao risco, as razões pelas quais algumas pessoas reagem rapidamente e outras ficam paradas, e o que os profissionais das crises (forças especiais, bombeiros, projetistas de segurança, etc.) mais frequentemente encontram como obstáculo comportamental à sobrevivência.

A narrativa é ágil e a leitura é leve, mesmo se tratando de um tema tão amplo. E mesmo não sendo um livro de entretenimento, ele prende a atenção e apresenta um fecho adequado. Recomendo a quem tem interesse de conhecer um pouco mais sobre este lado menos mapeado do comportamento humano.

Agora é a vez de vocês

Compartilhei minha opinião sobre os 5 livros que li nas últimas 4 semanas, e agora tenho uma expectativa: que vocês também comentem algumas leituras recentes, para orientar as minhas próximas.

E boa leitura!

Adaptador para as novas tomadas brasileiras: como eu me virei

O novo padrão de tomadas brasileiro (muito bem explicado aqui) criou a tomada-jabuticaba que, assim como dizem da popular fruta, só existe no Brasil.

Apesar das garantias do INMETRO (que na sua FAQ afirma que "Com a ampla divulgação do padrão brasileiro, [esta mudança] vai acontecer de forma tranqüila como a esperada") de que "essa mudança vai ocorrer de forma muito tranqüila, sem causar nenhum transtorno para os consumidores, para a indústria eletroeletrônica ou da construção civil", bastante gente está pagando o preço na fase de transição.

Tomada e plug com o terceiro pino

O caso que parece mais problemático é o dos novos plugues com terceiro pino para aterramento, que oficialmente exigem uma tomada do novo modelo, mesmo que o local não conte com instalação aterrada. Como já aconteceu com mais de um amigo meu, agora quem compra uma geladeira, um microondas ou outro aparelho similar chega em casa e provavelmente descobrirá que não tem uma tomada para ligá-lo, precisando recorrer a um eletricista ou técnico habilitado para fazer a conversão.

A idéia de aumentar o incentivo ao aterramento elétrico é positiva, mas fica em aberto descobrir se a mudança do padrão de tomadas é uma forma eficaz de fazê-lo. No momento, o que parece a muitos clientes é que os fabricantes estão lhes dizendo: "EU já cumpri a norma, agora você que se vire pra arranjar uma tomada".

Adaptadores para as novas tomadas: a lenda

No ano passado, antes de a nova norma proibir a fabricação de aparelhos com as tomadas antigas, vários veículos de imprensa divulgaram que não seria permitida a fabricação e venda de adaptadores para usar os novos plugs nas tomadas antigas.

Mas aparentemente não é bem assim: até mesmo a FAQ do INMETRO esclarece que "o Inmetro ciente da utilização de adaptadores, elaborou o Regulamento de Avaliação da Conformidade - RAC, que tornará compulsória a certificação desses produtos". Ou seja: proibido não é, mas tem que obter o carimbo do Inmetro antes de colocar no mercado.


Adaptador de tomada para aparelhos novos com 3 pinos

Isso explica a existência no comércio - embora nada fácil de encontrar hoje (eu vi um no site do Ponto Frio) - de adaptadores como o da foto acima, que permitem colocar os aparelhos novos (com a nova tomada de 3 pinos) nas tomadas aterradas antigas, ou mesmo (com o uso não-recomendado de um segundo adaptador) em uma tomada antiga de 2 furos.

O caso dos notebooks

Quando se fala em geladeiras, microondas e outros eletrodomésticos, a idéia de revisar a instalação elétrica residencial, certificar-se da existência de aterramento de qualidade, e trocar a tomada da cozinha pode até fazer bastante sentido, nestas circunstâncias adversas de transição.

Mas o caso dos notebooks, que já começam a chegar ao mercado com o plug de 3 pinos da nova tomada (atendendo ao cronograma da norma) é diferente: eles são transitórios por natureza, e precisam funcionar desde hoje na tomada do aeroporto, da sala de espera, do escritório do cliente, em todos os cômodos da casa, no escritório, na biblioteca da universidade, no home office, etc.

É razoável imaginar que, cedo ou tarde, todos estes lugares irão se adaptar à nova norma NBR 14136. Mas para quem precisa de mobilidade hoje, e tem em suas mãos um notebook com a nova tomada, esta razoável expectativa simplesmente não é suficiente.

Muitos profissionais móveis já andam com um kit de adaptadores (tomada chata, tomada com terra, sem terra, etc.) para funcionar onde for necessário. A diferença no momento é que não está fácil encontrar no mercado os adaptadores necessários para garantir a compatibilidade do novo plug em relação às tomadas legadas.

Como eu fiz o meu adaptador para as novas tomadas brasileiras

De posse de um reluzente netbook com um adaptador AC cujo conector do cabo de força tem um formato proprietário, e cujo plug exigia uma nova tomada de 3 pinos, eu fiz 3 coisas:

1) lamentei que o novo padrão brasileiro não tinha compatibilidade reversa e que a transição tenha que ser às minhas custas desse jeito;
2) procurei em lojas de material elétrico da região um adaptador "oficial", sem sucesso;
3) decidi colocar logo as mãos à obra enquanto uma solução definitiva e aprovada não chegava ao meu alcance.

Para mim o problema é bem simples: meu netbook precisa funcionar nas tomadas que estiverem à disposição, sejam elas com pinos redondos ou chatos, do novo modelo ou do velho, aterradas ou não. Quem dera todos os locais contassem com aterramento de boa qualidade e tomadas adequadas, mas infelizmente a realidade é outra...


Meu adaptador caseiro

A norma tem uma justificativa importante: evitar que as pessoas levem choques e tornar mais segura a operação dos equipamentos. Não recomendo que você construa seu próprio adaptador, pois o risco de causar dano a pessoas, aos equipamentos e até mesmo às instalações elétricas é bastante real. O único procedimento seguro e correto para quem deseja levar consigo um adaptador desses é aguardar que haja no comércio adaptadores de boa qualidade, certificados pelo INMETRO.

Mas no meu caso, tendo tido treinamento de eletricidade na adolescência, dispondo dos materiais adequados, e estando revoltado com esta transição às minhas custas, acabei seguindo um caminho diferente, que você não deve imitar: produzi meu próprio adaptador para uso interno.

E apesar de ser algo tão fora da norma da ABNT, não foi nada difícil. Bastou reunir:

  1. Um conector fêmea, 3 pinos, do novo modelo, comprado no supermercado da esquina
  2. Um plug macho de 2 pinos (modelo novo ou antigo, tanto faz - os de 2 pinos são compatíveis, exceto no caso de não caberem no encaixe de uma tomada nova), comprado no supermercado da esquina
  3. 10 cm de fio elétrico paralelo apropriado à tensão, potência e uso pretendido
  4. Uma chave philips para abrir o conector e o plug
  5. Um estilete para desencapar 6,2mm de cada uma das extremidades do fio paralelo.
  6. Um multímetro para testar tudo no final.

A instalação das tomadas em si não é diferente das dos modelos antigos, e qualquer profissional habilitado e ciente dos riscos envolvidos sabe fazer. O cuidado necessário em preservar o isolamento, prender bem todas as extremidades e caprichar na fixação também é o usual, e é necessário estar consciente que agir assim abre mão de todos os benefícios que o aterramento poderia trazer.


Meu adaptador pronto para o uso

Para mim a montagem em si (incluindo o teste com multímetro) demorou menos de 5 minutos, e desde então o meu adaptador está permanentemente plugado na extremidade do cabo da fonte de alimentação do netbook, funcionando em todo lugar que eu o leve.

Mas você não deve me imitar

O exposto acima é uma descrição do que eu fiz, e não um guia do que você deve fazer. Fuja das gambiarras!

O manuseio da eletricidade é perigoso para você, para os outros e para os equipamentos

O único curso de ação seguro e recomendado, na ausência da possibilidade de procurar um profissional habilitado para revisar as instalações elétricas dos locais em que você usa seu aparelho, é adquirir um adaptador certificado pelo INMETRO.

E é o que eu também farei, assim que conseguir encontrar um - por um preço não-exorbitante - no comércio local!

Como organizar os arquivos e pastas no computador

Organizar os arquivos e pastas no computador vai ficando mais complexo à medida em que os discos rígidos aumentam de capacidade, guardamos digitalmente cada vez mais coisas, por cada vez mais tempo, e usando essencialmente a mesma infra-estrutura de organização que era usada para os pequeninos disquetes dos PCs da década de 1980 - embora com alguma evolução, como os bem-vindos nomes de mais de 8 caracteres para os arquivos.


Um disco rígido de 5MB em 1956

Eu já trabalhei com isso, vi muita gente não conseguir localizar seus arquivos (mesmo quando adotavam técnicas estritas de organização), e acabei desenvolvendo minha própria estratégia de organização, que hoje compartilho com vocês.


Este é semi-automático

Em termos de precisão, minha abordagem está mais para rifle automático do que para bisturi. Mas vem funcionando bem, e eu venho migrando essa minha estrutura de pastas de micro em micro já há alguns anos, juntamente com os scripts que cuidam dela para mim. E é isso que compartilharei hoje com vocês, contando com suas manifestações e complementos nos comentários.

Meu histórico: um profissional dos arquivos perdidos

Durante anos eu trabalhei como administrador de rede e sistemas, e uma das tarefas mais chatas que ocorriam regularmente era a necessidade de ajudar algum usuário a localizar o arquivo que ele tinha perdido.


Em chamas!

Esse tipo de contratempo dos usuários (geralmente resolvido após algum esforço) acontecia em basicamente 2 cenários:

a) o usuário era meticulosamente organizado, adotava nomes de arquivo padronizados (tipo "oficio-004-2010.doc") criava sua própria estrutura de pastas e subpastas, em vários níveis, divididas cronologicamente, por projeto, em ordem alfabética do assunto, etc. e subitamente percebia que o arquivo que ele *tinha certeza* de ter gravado não estava mais na "pasta certa", ou

b) o usuário não se esforçava por classificar seus arquivos, centenas deles eram gravados em uma mesma pasta, sempre com o nome default que o editor de texto ou planilha sugeria, e subitamente ele percebia que não estava conseguindo encontrar o arquivo que ele *tinha certeza* de ter gravado, mas não sabia o nome.

Com o tempo percebi um padrão: a solução SEMPRE era mais fácil nos casos em que os nomes de arquivos eram escolhidos de forma manual, e meticulosamente. Portanto, se você se satisfizer com a dica à qual eu atribuo 80% da minha efetividade em localizar rapidamente os arquivos que preciso usar, pode parar de ler por aqui mesmo, e lembrar de sempre adotar nomes de arquivos que apresentem palavras-chave sobre o seu conteúdo: esqueça o "oficio-004-2010", e adote o "of-004-10-solicita-contrato-consultor", ou qualquer outro padrão que permita uma rápida busca por palavra chave a partir do nome do arquivo, sem ter de ficar clicando para abrir cada um dos numerozinhos que aparecem na sua pasta.

A organização em pastas

Aquele cenário (a), acima, do usuário meticuloso que cria uma intrincada estrutura de pastas e subpastas, me parece bastante comum, e quase invariavelmente esbarra em uma mesma limitação: divisões por temas e subtemas fazem com que muitas vezes um mesmo arquivo se encaixasse muito bem em mais de uma categoria, e aí o usuário precisa fazer escolhas na hora de gravar, e não necessariamente vai lembrar disso na hora de procurar.

E em um sistema assim compartimentalizado, na hora em que se percebe que o arquivo não está na pasta em que achávamos que ele estaria, muitas vezes é necessária uma busca um pouco mais trabalhosa, navegando pela estrutura de pastas e subpastas e inspecionando cada uma delas.

A coisa piora quando os nomes de arquivos são pouco descritivos (e o usuário precisa ficar abrindo para olhar o conteúdo), e fracassa de vez quando, ao não encontrar o arquivo na pasta em que procurou inicialmente, o usuário acredita que ele foi removido, sem lembrar que algumas semanas atrás havia motivo para guardá-lo em uma outra pasta.


Excesso de pastas me atrapalha bastante

Existem diversos artifícios para lidar com isso, desde o simples (mas trabalhoso de manter) hábito de manter atalhos ou links para os documentos em todas as pastas que eles poderiam caber, até o uso de aplicativos e utilitários para fazer indexação, busca semântica e agregar metadados aos arquivos.

Eu já tentei vários deles, principalmente pelas camadas adicionais de complexidade que eles agregam aos procedimentos de restauração dos dados após uma reinstalação de sistema operacional, pela dificuldade de interoperar em ambientes em que arquivos são enviados e compartilhados entre múltiplos usuários, etc. Se eles funcionam para você, vá fundo (especialmente se no seu sistema for possível atribuir "tags" aos arquivos) - mas para mim, a minha forma simplificada satisfaz mais ;-)

A *minha* organização geral em pastas

Um dos princípios do GTD que eu assumo no meu dia-a-dia é de que os métodos de arquivamento devem estar sempre à mão, sem serem obstrusivos nem inacessíveis - se o gaveteiro fica do outro lado da sala, a tendência a deixar papéis empilhados em cima da mesa aumenta. E este é o princípio que apliquei ao meu método de classificar os arquivos no PC.

Como eu tenho já arraigado o hábito de dar nomes BEM descritivos aos meus arquivos, para mim é vantajoso concentrar os arquivos em poucas pastas, pois os próprios recursos nativos do sistema operacional me facilitam a busca visual pelos nomes dos arquivos, além de oferecer recursos comuns como ordenação por nome, por data, por tipo, etc. - e, quando necessário, basta pressionar poucas teclas para listar todos os arquivos que tenham em seu nome a palavra-chave que eu estiver procurando.

Assim sendo, eu adotei uma pasta geral (vamos chamá-la de "/Arquivos") abaixo da qual existem 4 subpastas genéricas: /Arquivos/textos, /Arquivos/imagens, /Arquivos/compactados e /Arquivos/media. As 3 primeiras não têm subpastas, mas a última ainda se divide em /Arquivos/media/audio e /Arquivos/media/video.


Meu robô script guarda tudo nas pastas certas para mim

Como a organização é com base no formato, e não no conteúdo, eu simplesmente vou gravando todos os meus novos arquivos diretamente no /Arquivos, sem me preocupar em colocar nada no lugar certo. De manhã cedo, todos os dias, um pequeno script roda no meu computador, procura no /Arquivos tudo o que estiver gravado lá há mais de 3 dias sem alteração, e se encarrega de mover para a pasta certa.

Assim, as funções de "documentos recentes" do editor de texto e da planilha continuam funcionando bem (pois documentos mexidos há menos de 3 dias nunca são movidos), e tudo que eu já concluí ou parei de usar de forma imediata vai "sozinho" para a pasta apropriada, onde eu encontrarei (pelo nome ou pela data) sempre que precisar.

Uma vantagem extra é que no caso de eu reabrir um documento que já havia sido "arquivado" pelo script, e aí voltar a gravar uma versão editada dele no /Arquivos, no momento do rearquivamento automático (após 3 dias), o script preservará automaticamente a versão anterior também, renumerando-a, como se fosse uma versão simplificada de um sistema individual de controle de versões que faz o mais essencial: permite retroceder a versões antigas, que sempre permanecem fáceis de localizar.

O script: meu script é relativamente cru, e funciona bem para mim (em Linux). Provavelmente funcionará também, com pouca ou nenhuma adaptação, pro pessoal do Mac OS X e do Unix em geral - o conteúdo do script está aqui, façam bom uso ou adaptem/evoluam, mas saibam que não ofereço garantia, nem suporte! Pro povo do Windows não posso oferecer nenhum script pronto, mas quem sabe algum leitor empreendedor não programa um igual em BAT e nos manda o link?

Sempre há exceções

Regras de organização pessoal precisam distinguir bem entre o que é o comportamento geral e quais as exceções necessárias, e para a minha organização de arquivos não é diferente: algumas situações não se adequam bem ao tratamento automatizado, e destaco as 3 principais para mim:

A primeira delas é a das fotos digitais. A facilidade com que as tiramos, e o grande volume de armazenamento hoje disponível, permitem que acumulemos muitas delas, e os softwares e técnicas para dar nomes distintivos a cada uma delas me cansam rapidamente. Já tentei muita coisa, mas hoje para mim o que funciona bem é ter uma pasta "/Arquivos/Fotos" e dentro dela criar subpastas para cada um dos eventos ou temas fotografados. Na hora de copiar para o PC as fotos da festa de natal da família, já crio a subpasta "natal2009" e gravo direto lá, onde eu as encontrarei facilmente quando quiser, e os sistemas de organização de fotos (como o Picasa, por exemplo) também saberão encontrá-la.


A grande vilã

A segunda são os arquivos que abro periodicamente. A cada mês preciso fazer encaminhamentos fiscais e contábeis, partindo sempre de um mesmo conjunto de modelos de documento, e gerando novos arquivos que precisarão ser consultados nos meses seguintes e no momento da declaração do IRPF. Eles poderiam se beneficiar do script que mantém automaticamente o versionamento, mas a praticidade de tê-los separados tem facilitado o processo de confecção e análise, por isso eles ganham uma pasta à parte.

A terceira são os projetos de mais longa duração em que me envolvo: cursar a especialização, por exemplo, ou ministrar algum treinamento. Essas atividades geram grandes coleções de arquivos que servirão como referência para miom por meses a fio, e ganham também suas pastas específicas. Quando o evento acaba, copio tudo para o /Arquivos, e em 3 dias estará tudo arquivadinho do jeito padrão.

As suas exceções podem ser bem diferentes das minhas. Adapte-se a elas! Pode fazer sentido, por exemplo,

Backup e coleta de lixo

A maioria dos arquivos que eu mesmo produzo são em formatos que ocupam pouco espaço no disco, e assim podem ficar armazenados permanentemente, sem maiores problemas.

As exceções, como os eventuais arquivos de áudio, vídeo e imagens, são avaliadas em conjunto ao final de cada ano. Se acho que ainda vou precisar delas, mantenho onde estão. Quando desconfio que elas nunca mais serão necessárias, eu as copio para alguma mídia de backup barata (no momento a minha preferida são os DVDs) e arquivo externamente, porque nunca se sabe o dia de amanhã - e se elas não voltarem a ser restauradas até o prazo de validade dos backups caseiros em DVD, é porque realmente podem expirar em paz.

Haja DVD!

O backup anual complementar em DVD também é um costume que mantenho há muitos anos. Chega dezembro, e eu insiro um DVD virgem de boa qualidade no drive, copio o que tiver de mais importante dos meus arquivos, e guardo bem longe, em um local seguro.

Para os backups diários, ultimamente tenho feito algo mais simples: um script automatizado sincroniza diariamente a pasta /Arquivos (e suas subpastas) com um HD externo permanentemente conectado, e semanalmente eu conecto um segundo HD externo para fazer uma cópia completa adicional.

Anteriormente eu me esforçava para separar conteúdos "mais importantes" que merecessem o backup diário, mas hoje adotei um novo posicionamento que assume (exageradamente) que se está arquivado, é importante e precisa de backup - e investi em ter os 2 HDs com capacidade suficiente pra isso.

Como complemento, parte considerável dos meus arquivos também é copiada periodicamente (e automaticamente) para o serviço de backup do meu provedor de hospedagem, o que já me foi útil diversas vezes.

Mas não sei se devo recomendar que você adote uma técnica de backup similar à minha. Eu recorro ao script de backup feito em casa porque sou da velha guarda e preservo velhos hábitos. Se eu fosse implementar uma estratégia de backup do desktop para mais alguém hoje, provavelmente escolheria alguma ferramenta similar ao Time Machine, do Mac OS X.

Compartilhamento entre múltiplos computadores

Compartilhar arquivos entre múltiplos computadores que não estão permanentemente conectados entre si é um problema difícil para o qual existem muitas soluções prontas. E conforme se popularizam os notebooks e netbooks, o problema também fica mais comum.

Mais uma vez, o fato de eu ser da velha guarda (com anos de experiência administrando arquivos alheios) me faz desconfiar bastante das ferramentas prontas, pois elas acrescentam dependências e muitas vezes falham em momentos cruciais.

Por isso, também aqui adoto uma estratégia simplificada (e que envolve abrir mão de facilidades que as ferramentas prontas oferecem): não importa a situação: a versão que vale sempre é a que está gravada no PC do meu escritório, o qual eu me esforço para tornar sempre acessível, via Internet (e com segurança) para quando estou fora (com o netbook, por exemplo) e preciso de algo.

Quando estou fora e faço alterações em arquivos cuja versão original reside no PC do escritório, uso os recursos da Internet para enviar a nova versão imediatamente para ele de volta, ou mando um e-mail para mim mesmo com a nova versão, caso seja impossível.

Sendo o meu próprio BOFH, sempre colocando em prática esta regra bastante estrita, eu me poupo dos problemas das falhas de sincronização e compartilhamento que são tão comuns. Mas só funciona porque eu conscientemente abro mão de algumas das suas vantagens.

Estratégias alternativas, baseadas em serviços on-line, em mídias removíveis ou em aplicativos de sincronização, são abundantes. O fato de eu não gostar delas não é razão para que você não as adote, mas quero frisar que considero que perco menos ao abrir mão de algumas de suas vantagens do que já perdi anteriormente ao adotá-las e ficar exposto, em momentos indesejados, às suas limitações.

As soluções dos leitores

Em 2008 eu consultei os leitores sobre o que eles faziam para organizar seus arquivos.

Na época recebi pouco mais de 50 respostas, e destaco a seguir links para algumas delas:

E vários outros leitores deram também suas dicas, na época. Agora você está convidado a fazer o mesmo, compartilhando aqui nos comentários a sua forma de organizar arquivos no PC!

Rapidinha Efetiva #009: Feliz 2010, efetividade no IPhone, apagões X eletrônicos, passarela para gatos

Feliz 2010!

Hoje é o último dia do ano, e vamos fechar com uma edição completamente ordinária da nossa Rapidinha Efetiva, já que a Retrospectiva 2009 já saiu no Natal! ;-)

E se as suas ainda não estão em prática, não termine o dia sem ler "Resoluções de ano novo podem funcionar – pergunte-me como ;-)"!

Como proteger aparelhos eletrônicos durante apagões

Apagões localizados ou GRANDES variações na qualidade da energia elétrica são comuns durante a temporada de verão, especialmente em cidades que recebem grande influxo de turistas, como é o caso da minha querida Floripa.

Aqui em Jurerê a invasão de veranistas já trouxe consigo alguns blackouts, brownouts e episódios da chamada "meia fase" ou tensão insuficiente, danificando aparelhos elétricos e eletrônicos de muitos moradores. Mas claro que isso não acontece só aqui, e na prática poucos lugares no Brasil podem se considerar a salvo de interrupções ou oscilações graves do fornecimento de energia elétrica.

Embora algumas pessoas até tolerem a via crucis necessária para fazer a operadora de energia pagar o prejuízo com equipamentos danificados, o melhor mesmo é evitar o prejuízo, prevenindo os danos.

Estabilizador Isolador Microsol

Os méritos relativos de filtros de linha, estabilizadores e no-breaks são sempre discutidos, mas quando eles são de boa qualidade (e adequados à carga existente, e instalados em uma rede elétrica aterrada e de boa qualidade), acredito que é melhor tê-los do que não tê-los. Mas pode ser difícil encontrar algum de boa qualidade: há poucos meses o Inmetro reprovou 11 marcas de filtro de linha, e a avaliação da Pro Teste sobre estabilizadores, há um pouco mais de tempo, também chegou a resultado similar.

Mas mesmo quando temos uma instalação de boa qualidade e uma proteção adequada instalada, muitas vezes o que acontece com os frenéticos elétrons da fiação da casa, durante ou imediatamente após o apagão, vai muito além do que estes aparelhos de proteção poderiam suportar - e aí temos de nos dar por felizes quando o que queima é só o estabilizador ou um fusível, porque às vezes a carga tem tempo de chegar até os aparelhos que deveriam estar protegidos, antes de ser cortada.

Por isso, esta matéria do Conta Corrente sobre como proteger os aparelhos em apagões é leitura mais do que recomendada neste início de verão. Não por trazer grandes novidades, mas por lembrar de alguns cuidados óbvios, como tirar da tomada tudo o que puder ser tirado durante os apagões ou anomalias, e só recolocar depois da estabilização.

Na condição de quem já viu mais de uma vez estabilizadores queimarem e filtros de linha permitirem que aparelhos queimassem no momento de um retorno após um blackout, há bastante tempo adoto a política de considerar estes aparelhos apenas como facilitadores para a tolerância a oscilações pequenas. Quando dá de prever a possibilidade de um tranco maior, o melhor isolamento para mim é o ato de retirar da tomada os aparelhos ;-)

Passarelas para os gatos

Quem tem felinos em casa já deve ter visto alguma vez (na TV, na web, em revistas ou na casa de algum amigo mais empreendedor) as passarelas para gatos que substituem, com várias vantagens (especialmente onde há pouco espaço) os escaladores/arranhadores que são mais fáceis de encontrar em lojas de produtos para animais de estimação.

E este projeto do Moderncat tem uma característica especial: ele usa componentes fáceis de encontrar (prateleirinhas, retalhos de carpê) e facilita a adequação às paredes que estiverem sobrando no apartamento.

Se você for fazer, ajuste-se à segurança do felino (vale fixar bem o cestinho ou almofada que ficar lá no alto), e dos demais moradores, que não deverão dar topadas ou testadas nos degraus nem mesmo no escuro.

Aqui em casa um projeto similar (integrado a uma prateleira já existente) já entrou nos planos para 2010, com apoio do veterinário. Oportunidades para usar a furadeira e a parafusadeira sempre são bem-vindas!

Efetividade no IPhone

A idéia de oferecer automaticamente conteúdos diferentes para cada navegador, identificando a plataforma do usuário com base nos parâmetros que o servidor web identifica durante a conexão, sempre me pareceu bastante inefetiva, pois cria uma série de novos problemas para quem administra o site (eu) e, por tratar como iguais todos os usuários dos navegadores "beneficiados" pelo tratamento diferenciado, acaba desagradando aos que têm alguma necessidade diferente, ou que não se incomodam de ver o site do jeito normal em seu navegador minúsculo.

De qualquer modo, aparentemente os usuários do IPhone cada vez mais esperam receber automaticamente versões adaptadas dos sites quando os acessam, quase como se fosse um feed RSS artificialmente empobrecido para tirar o texto e as figuras - só sobram os títulos, as tags e a frase inicial, e aí eles clicam nos posts que querem ver, e recebem uma versão também empobrecida dos mesmos, mas aí com o texto integral.

Resisti bastante a isso, até mesmo quando uma jornalista me criticou por não oferecer esta opção, durante uma entrevista. Mas continuam me pedindo, então o site começa 2010 oferecendo aos usuários do IPhone (e Palm Pre, Androids em geral, alguns Blackberrys, alguns Nokias, iPod Touch, e assemelhados) uma visualização default modificada, para ficar com a carinha que eles tanto me pediram:

Por enquanto está em teste (bem com calma, porque não sou usuário do iPhone), e vou acompanhar o que vocês me disserem a respeito, certo?

Retrospectiva: Efetividade em 2009

Feliz Natal!

Espero que todos vocês a esta altura já tenham refletido bastante sobre o significado do Natal, e também tenham oportunidade de comemorá-lo e de compartilhar um pouco da sua prosperidade com aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades, ou não as aproveitaram tão bem!

De minha parte, já deixei preparado meu presente para vocês, que vai ao ar às 18h da véspera de Natal: uma "retrospectiva" dos posts que eu mais gostei de publicar por aqui em 2009.

Eles não estão em nenhuma ordem particular, e espero que a leitura (ou re-leitura) agrade até mesmo aos colegas que estão de plantão hoje, em frente ao micro, torcendo para o telefone não tocar e nenhum incidente acontecer.

Feliz Natal a todos, e nos próximos dias me avisem (pelos comentários ou via Twitter) se vocês estão na escuta, para eu saber se vale a pena publicar alguma coisa na semana do ano novo ;-)

Retrospectiva 2009: meus posts preferidos de todo o ano

Kit de ferramentas doméstico: 10 itens indispensáveis - "(...) Mas o artigo da Popular Mechanics me inspirou a olhar outro lado desta questão. Me perguntei: quais as ferramentas que eu realmente preciso ter dentro de casa? Quais podem ficar na garagem, ou ser dispensadas?"

Melhorando o café da sua cafeteira elétrica "(...) E o pior é que quem só faz café uma vez por dia pode até mesmo levar anos consumindo um produto de qualidade bastante inferior ao potencial do seu aparelho, sem perceber nem descobrir. Mas é para isso que o Efetividade.net está aqui, e vem em seu resgate com a dica que pode resolver a questão."

Escritório em Casa não é Central de Entretenimento! "(...) Nas reportagens sobre os centros de desenvolvimento do Google, ou da Microsoft, vemos videogames, mesas de ping-pong, sucos, ginástica e tantas outras atividades, que aparentemente funcionam tanto para reduzir o desgaste das pessoas quanto para estimular sua produção e mantê-las no emprego. Mas será que o mesmo tipo de solução funciona quando trabalhamos em um home office auto-administrado?"

Apartamentos pequenos: como sobreviver – com menos aperto "(...) A “classe média apertada” é uma realidade cada vez mais comum – estudantes solteiros, grupos de amigos, pequenas e médias famílias, cada vez mais gente vive em espaços que vão se tornando mais restritos."

Produtividade pessoal: 10 dicas para fazer a vida caber nas 24 horas de cada dia "Embora seja cético sobre métodos prontos para alcançar a produtividade reduzindo o stress, isso não me impede de ter também as minhas sugestões para quem quer repensar suas atividades e buscar um caminho que permita aumentar o rendimento sem perder de vista seus valores pessoais."

Efetividade ao contrário: como o esforço das vítimas contribui para o sucesso dos contos do vigário "A credulidade humana no que se refere aos contos do vigário parece não ter limite, e há bastante tempo é campo de estudo que observo com interesse, por ser quase o oposto do conceito de efetividade: o esforço da vítima contribui para o sucesso do golpista, contra ela."

Promovido no emprego? Evite o mal da incompetência súbita "Você já acompanhou uma situação em que um profissional, recém-promovido no emprego, descobre que não está pronto para o desafio a que foi alçado? E não acha que pode ser muito pior quando o próprio profissional não percebe isso, a autoridade que o alçou não reconhece, mas a equipe inteira logo descobre e precisa se adaptar ao tenente novo em pleno calor do combate?"

Home office: fazendo caber em apartamentos pequenos "Manter seu escritório doméstico em um apartamento pequeno pode ser um desafio. E se eu não posso lhe oferecer uma fórmula geral para fazer caber, ao menos posso lhe dar algumas idéias interessantes, com base no que outras pessoas já conseguiram ;-)"

Inclusão: dando oportunidade a vegetarianas e vegetarianos no churrasco do fim de semana "(...) Afinal, se a vegetariana ou o vegetariano em questão foram convidados para participar do evento, parto aqui do princípio de que eles são importantes para você (ou para alguém que é importante para você), e que a satisfação deles também é de seu interesse como anfitrião, mesmo considerando que o churrasco é um evento que tradicionalmente orbita ao redor do consumo de carne."

Pen drives da LaCie em formato de chave, para nunca mais perder – e mais alguns gadgets interessantes Só se perder o chaveiro inteiro! "(...) Hoje, entretanto, eles ainda enfrentam 2 grandes desafios: o da segurança (são vetores ideais para malwares, e ainda por cima podem comprometer a política de segurança de informações de muitas organizações), e o da facilidade de extravio ou perda, como já abordamos anteriormente – e em especial quando eles vêm com as intoleráveis tampas removíveis."

Wireless: maior alcance para sua rede sem fio com um repetidor wi-fi "(...) Mas há casos que passam bem longe do ideal, e aí as soluções começam a ficar menos simples. Um deles é o da insuficiência de cobertura: às vezes o sinal da rede wireless chega muito fraco (ou simplesmente não chega) a algum cômodo que você gostaria de atender."

Crie o seu Fundo de Reserva pessoal, e encare a vida com mais opções "Fundo de Reserva é um montante mantido à parte, sempre disponível para cobrir despesas extraordinárias, emergenciais ou imprevisíveis. Toda pessoa ou família pode ter um fundo de reserva, mas para formá-lo é necessário aplicar mensalmente uma parcela do orçamento, e fixar critérios no que diz respeito ao seu uso e manutenção."

Evite acidentes, faça de propósito! "(...) Claro que a frase espirituosa não nasceu com o sentido que eu hoje vou abordar, mas ela cabe bem para a situação que quero tratar: a das pessoas cuja “solução” básica para os dilemas da sua vida é aguardar e torcer fervorosamente para que um acidente aconteça e mude sua situação. É uma situação comum, e todo mundo ao redor identifica, mas às vezes é complicado para a pessoa que está envolvida perceber objetivamente o que ela (não) está fazendo."

Como escrever melhor – em 5000 caracteres ou menos "Você é capaz de descrever um conceito ou uma proposta, por escrito, em menos de 1000 palavras?"

Concurso: 12 dicas testadas e aprovadas para passar A autora convidada já tomou posse e vai muito bem no início da nova carreira. "Quem passou há menos de 3 meses em um concurso público federal em que havia mais de 400 candidatos por vaga certamente pode ter alguma dica a compartilhar, certo?"

Rapidinha Efetiva #008: checklist pra sua bagagem, dicas pras festas de fim de ano, e leituras pra temporada

Para muita gente, no período de festas de final de ano ocorrem viagens para comemorar em família, para fazer turismo, ou mesmo para aproveitar a temporada anual de praia.

Arrumar as malas passa a ser uma tarefa comum, e sobre isso já dedicamos uma série de 3 artigos, que talvez valha a pena ler. Vale também reler o Kit de sobrevivência geek: o que incluir na mochila para férias e viagens curtas?

Mesmo se a sua mala já estiver arrumada, que tal aproveitar este checklist (que inclui itens variados - viagem pra praia, camping, casa da família; nem tudo se aplica a todas as situações) e ver se não está faltando alguma coisa importante, além do básico?

Checklist de bagagem do efetividade.net:

  • pilhas e carregadores para tudo o que for eletrônico
  • câmera
  • filmes ou cartões de memória adicionais
  • um baralho, jogos de mesa, jogos eletrônicos e seus acessórios
  • um livro bom e leve
  • bloco e caneta
  • cartões de visitas
  • telefone celular, com carregador, crédito
  • equipamento sonoro, fones de ouvido, música
  • lanterna
  • canivete
  • as chaves de todas as portas e cadeados
  • ferramentas básicas pra casa, carro, bike, barraca (escolha a partir dessas aqui)
  • informações sobre câmbio, hotel, passagens e aluguel de carro,
  • documentos e cópias,
  • alternativa de conexão móvel à internet
  • dinheiro e similares,
  • ferro de passar e secador de cabelo (se você não vive sem),
  • pente, escova de dentes e pasta, barbeador, desodorante,
  • óculos escuros,
  • todos os remédios que você toma regularmente, kit de viagem das lentes de contato, analgésico, antigripal, lenços umedecidos, pastilha para garganta,
  • capa de chuva ou guarda-chuva compactos,
  • roupa de baixo, roupa de praia, pelo menos uma roupa pra temperaturas inesperadas e pijamas,
  • relógio com despertador,
  • transformadores, carregadores, adaptadores, cabos, extensões,
  • calçados.

O artigo sobre redução do stress das viagens de final de ano também pode servir para você, mesmo que a viagem seja pra perto, e de carro ou ônibus!

Festas de fim de ano: como receber a turma

Quando se trata de receber a sua própria família, e a dinâmica familiar é saudável, ficam poucas dúvidas - geralmente todo mundo sabe como receber.

Mas e quando vão vir parentes menos próximos, recém-reconciliados, recém-agregados ou quando se é recém-casado e vai ser a primeira festa dada para as duas famílias unidas, ou só para a família do cônjuge?

Na prática, pra mim, a parte de como preparar a casa e como tratar bem as pessoas é meio óbvia, e eu só recomendaria adaptar à situação as dicas destes 6 artigos anteriores:

Mas para quem tem dúvidas sobre os aspectos mais básicos (que deve ser mais o caso de quem não está recebendo sua própria família), o iG ajudou e publicou este guia para receber a família no Natal.

As dicas desta "notória anfitriã" também são interessantes, porque confirmam o bom-senso. Vou resumir as essenciais:

  1. Arrume e decore a casa
  2. Cuide da seleção musical
  3. Coloque no menu alimentos que todos gostem (básico: carne ou ave + massa + salada)
  4. Providencie refrigeração suficiente e sirva a bebida sempre bem gelada

Leituras para a temporada

Uma das vantagens de alcançar alguma notoriedade por blogar sobre os temas que a pessoa aprecia é que começam a chegar releases que me interessam pessoalmente - especialmente os de livros e artigos!

Vou compartilhar com vocês um título de cada uma das editoras que me mandaram algum aviso nas semanas recentes, e um post de blog como contrapeso valioso:

Apresentações: Não faltam por aqui artigos sobre como fazer apresentações, e os amigos da Novatec deram a dica sobre o lançamento de "Boas Apresentações Vendem Ideias, que é "uma obra voltada para profissionais de todas as áreas de negócio que buscam aprimoramento em técnicas de produção de slides e condução de apresentações para obter sucesso tanto na transmissão inequívoca de sua mensagem, pelo envolvimento do público, quanto na aceitação de suas propostas ou projetos, pelo uso adequado de recursos audiovisuais, maximizando seu potencial para a venda de ideias." Meu exemplar já está aqui na mesa!

Planejamento estratégico colaborativo: O tema planejamento estratégico me interessa bastante, e a M. Books avisou do lançamento de "TI Tecnologia da Informação - Tempo de Inovação - Um Estudo de Caso de Planejamento Estratégico Colaborativo", que "apresenta um caso prático de planejamento estratégico executado por uma organização que presta serviços de TI (Tecnologia da Informação) e inovou incorporando conceitos de gestão cooperativa e liderança humanista. O texto mostra como foi desenvolvido este Planejamento Estratégico e como este evoluiu com a incorporação de ações e metas de Sustentabilidade."

Organização pessoal: O Marcelo Toledo avisou sobre uma leitura on-line que tem tudo a ver com o Efetividade: seu artigo o segredo da organização pessoal. Quem sabe ainda dá tempo de incluir algo de lá nas suas resoluções de ano novo?

Tomada de decisão: escrevi recentemente o artigo "Evite acidentes, faça de propósito!", que trata só de um dos aspectos da tomada de decisão: a coragem de encarar as conseqüências. E agora o pessoal da Ediouro mandou a dica do "10-10-10 Hoje, Amanhã e Depois", escrito pela Suzy Welch, que talvez você conheça como co-autora do "Paixão por vencer", com Jack Welch. Métodos de tomada de decisão existem muitos, e são todos meio que complementares (e insuficientes como método geral), mas o modelo dela, que considera horizontes de 10 minutos, 10 meses e 10 anos parece ter mérito. Ainda não li, mas certamente lerei.

E pra fechar, se você estiver em busca de livros pra ler na beira da piscina ou na areia da praia, tomando uma geladinha ou uma caipirinha, a lista dos 200 melhores livros de 2009, com descontos de até 60%, pode ser uma boa. Mas o meu conselho é: não conte com a entrega antes do Natal!

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