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Victorinox Stonehenge: uma mochila ampliada para suas viagens curtas

Não preciso nem contar que sou um aficcionado por mochilas - basta ver no histórico do Efetividade (ou nos links convenientemente reunidos no final deste artigo) a quantidade de artigos sobre mochilas que eu já publiquei por aqui.

Mas a questão é que eu realmente acredito nas mochilas como instrumentos de produtividade - seja no dia-a-dia ou nas viagens.

E o tema de hoje é essa segunda categoria: a das mochilas para viagens, capazes de levar a necessária muda de roupa e mais os apetrechos necessários para rapidamente se converter em um escritório móvel - seja no saguão do aeroporto, na sala de reuniões, durante um evento ou no quarto do hotel.

Já usei muitas mochilas para essa finalidade, mas conforme o tempo passa, parece que as distâncias a caminhar nos aeroportos, hotéis, estacionamentos e centros de convenção da vida só aumentam - e embora o peso dos notebooks tenha diminuído, as roupas, livros e outros materiais transportados continuam pesando o mesmo.

Ao perceber o estado em que minhas costas ficavam nas minhas viagens a serviço, eu percebi que as mochilas tradicionais não estavam mais sendo a melhor solução, mas ao mesmo tempo eu não queria migrar para as malas tradicionais com rodinhas (porque não são nada práticas na hora de transportar o escritório móvel até centros de eventos ou ambientes de reunião), nem para um combo de mala + mochila (porque com dois volumes eu fatalmente teria mais chance de ser levado a abrir mão da minha política de viajar só com bagagem de mão).

Entra em cena a maleta que é mochila

Eu já havia visto vários modelos (inclusive de marcas que aprecio, como a Targus) de mochilas que também possuem as rodinhas de transporte e uma alça retrátil para rebocá-la pelos quilômetros que os aeroportos nos fazem percorrer entre o desembarque e a conexão. Mas não me agradava muito a maneira como eram construídas, especialmente a questão daquelas rodinhas sempre expostas - a solução óbvia, que são as rodinhas retráteis, sempre me pareceu o pré-requisito.

Foi por isso que logo me interessei pela minha atual escolhida como mochila para viagens: a Stonehenge, da Victorinox. Vou descrevê-la com detalhes, mas imagino que você possa encontrar as mesmas característias em modelos de outras marcas (possivelmente bem mais econômicos), portanto não deixe de pesquisar.

Uma mochila grande o suficiente

Pesquisando no mercado encontrei vários modelos de maletas que também possuíam correias de transporte no estilo mochila (mas sem as divisões internas típicas das mochilas "de notebook"), e mochilas "de notebook" que também possuíam rodinhas e alça para transporte - as primeiras eram grandes demais e sem a vantagem da separação interna, as segundas eram bem organizadas, mas o espaço ocupado pela estrutura reforçada da alça retrátil deixavam ainda menos espaço para levar uma muda de roupa sem amassar tudo mais do que o necessário.

Seus 53cm de altura são, segundo meu olhômetro, pelo menos 30% mais altos do que a mochila que uso no dia-a-dia, e os 25cm de profundidade nominais impressionam pela quantidade de material que dá de colocar nela, mesmo considerando o espaço interno ocupado pela estrutura da alça telescópica.

Por falar nela, vale detalhar: é uma alça de uma única barra, retrátil, longa (a empunhadura fica a mais de 1m do chão) e que se abre em curva, facilitando a sempre complicada relação entre tornozelos e rodinhas. A empunhadura é confortável e pode girar livremente, embora tenha uma trava na posição mais usual, paralela à largura da mochila. Tenho puxado por ela em muitos estacionamentos, aeroportos e hotéis, com conforto e sem aquele efeito chato de ficar atropelando o calcanhar a cada desvio.

E o mais legal: as rodinhas só ficam expostas quando a alça retrátil está puxada. O ato de retrair a alça (que desaparece dentro de um bolso próprio pra isso, com zíper) faz as rodinhas também se recolherem, mais ou menos como os trens de pouso de um avião, e aí não incomodam quando a mochila é carregada nas costas.

Espaço interno bem dividido

Começando pelo compartimento dos bens mais valiosos: o espaço para notebook tem um zíper à parte, e dentro dele tem um compartimento acolchoado que acomodo até mesmo um notebook de 17 polegadas (ou um conjunto netbook + iPad, como testei na última viagem).

No mesmo compartimento há ainda 2 bolsos espaçosos para levar os cabos, fontes, mouse sem fio, modem 3G e outras tralhas que vão junto aos aparelhos. No mesmo espaço eu ainda levo uma pasta de documentos e outros materiais de leitura.

O outro compartimento interno é o das roupas, também com zíper próprio. Dentro dele há 1 bolso grande com zíper e 2 bolsos menores (para meias e similares), e um espaço vazio (com duas alças reguláveis para prender tudo no lugar) pronto para ser preenchido pelas roupas que eu usaria em uma viagem de 2 dias (talvez 3, forçando a barra), mas claro que isso depende das características da indumentária de cada um ;-)

E do lado de fora

A Stonehenge tem 2 bolsos externos frontais, sendo um deles (o de baixo) cheio de divisões internas (incluindo um bolsinho com zíper, vários porta-cartões, um bolsão para canetas, agenda e similares, um gancho para chaves e mais, e ainda trazendo do seu lado externo (exposto) um compartimento extra de fácil acesso, sem zíper, para aquele monte de papéis que você pode precisar ter à mão dentro do aeroporto.

O outro compartimento, superior e com cerca da metade do tamanho do primeiro, é dedicado aos celulares, tocadores de MP3 e similares, com 2 bolsinhos internos e uma abertura que permite passar o cabo de um fone de ouvido.

Do lado de fora também estão as 2 alças de mochila, que podem ser guardadas em um compartimento próprio quando não forem ser usadas, e a alça superior, em couro, para quando for o caso de carregá-la como uma mala tradicional, ou na hora de colocá-la no compartimento de bagagens.

Em conclusão

Algumas mochilas menores têm vantagens que a Stonehenge não acompanha, como bolsos externos laterais para levar a garrafa de água, o peso reduzido e o preço bem menor.

Em compensação a Stonehenge tem o espaço interno consideravelmente maior, sem abrir mão dos compartimentos bem divididos, espaço acolchoado para o notebook e outras benesses, agregando ainda as vantagens das maletas com alça retrátil e rodinhas - e retendo ainda um tamanho que permite ser levado na bagagem de mão nas companhias aéreas em geral.

Para mim, ela claramente não serve para viagens de uma semana (ou mais), nem para usar no dia-a-dia urbano. Mas para viagens de 1 ou 2 dias, no momento é a vencedora por aqui, e recomendo que você a procure (ou a outras com caracerísticas similares) no comércio local para avaliar, se a sua realidade inclui muitas viagens assim.

Mais mochilas no Efetividade

Promoção do livro de redes sociais: o vencedor, e descontão para os demais

Na semana passada divulguei minha breve resenha do livro Criando aplicações para Redes Sociais, publicado no Brasil pela Novatec, e ofereci aos leitores a oportunidade de concorrer a um exemplar.

Muitos de vocês resolveram participar, e ajudaram a divulgar a promoção no Twitter. Como só um pode ganhar, não vou fazer delongas: o ganhador é o @jeronimomadruga, que tem até dia 2 de julho para entrar em contato comigo, via formulário de contato do Efetividade, para me passar o seu endereço completo (com CEP) para envio do livro. Parabéns a ele!

Promoção para os demais: 25% de desconto (até dia 4 de julho)

O pessoal da Novatec acompanha de perto essas iniciativas, e gostaram da intensidade da participação de vocês. Para retribuir, estão oferecendo aos leitores do Efetividade 25% de desconto na compra do livro em seu site até o próximo dia 4 de julho.

Para ganhar o desconto basta fazer a compra do livro normalmente pelo site da Novatec, e informar o código de desconto EFETIVIDADE no campo apropriado quando estiver finalizando a compra.

Agradeço à direção da editora pela atenção e pela oferta, e desejo boa leitura a vocês!

Comprometimento é a vontade de fazer parte de uma história

por Patricia Wolff, autora convidada para a série "Competências"

“Os seres humanos são animais que fazem promessas”
Friedrich Nietzsche

O que nos leva a nos comprometer com alguém ou com alguma coisa?
O que nos leva a iniciar e terminar uma atividade?
A buscar a cada dia uma forma melhor de fazer as coisas?
A assumir a responsabilidade quando um erro aparece?
A cumprir aquilo que nos propomos a fazer?

Nada mais e nada menos do que o nosso COMPROMETIMENTO!

Comprometimento

A etimologia do verbo comprometer indica que a palavra significa “fazer promessa com”, ou seja, empenhar-se, obrigar-se.

E só agimos desta forma porque temos confiança no outro ou na empresa, valores em comum, uma causa em comum.

Grau de compromisso

Você têm valores em comum com a sua empresa?
Você têm uma causa comum com o seu parceiro?
Quando você se propõe a fazer algo para você mesmo você cumpre?

Desta forma é que avaliamos o nosso grau de compromisso com os outros e com nós mesmos.

O valor do comprometimento

E por que esta competência é tão valorizada?

Porque comprometimento refere-se a perseverar ou se destacar em tempos difíceis.

Ovos com bacon: a galinha até topou contribuir, mas o porco precisou estar totalmente comprometido!

Estar comprometido com um resultado nos ajuda a manter a calma diante das adversidades e obstáculos que nos cercam. Estar comprometido com uma meta nos ajuda a superar perdas ocasionais de motivação.

Mas quais são os fatores que determinam o comprometimento?

Eugenio Mussak, em seu livro Caminhos da Mudança (2008) identifica as cinco condições básicas para que ocorra o comprometimento, em qualquer tipo de relação:

  1. Admiração
  2. Respeito
  3. Confiança
  4. Paixão
  5. Intimidade

Isso significa que só ficamos ao lado de alguém que admiramos, e da admiração surge o respeito, que gera a confiança e a paixão e com todos estes ingredientes juntos queremos continuar convivendo com esta pessoa e sendo íntimos. Resumindo, é a soma destes fatores que sustenta uma relação, seja ela profissional ou pessoal.

À medida que assumimos e mantemos nossos compromissos, mesmo os pequenos, fortalecemos a nossa integridade e nos tornamos cada vez mais eficiente.

Quando digo integridade quero dizer uma pessoa que tem harmonia entre discurso e prática. Faz exatamente aquilo que diz que vai fazer. Parece simples? Na verdade é, mas não quer dizer que seja fácil.

Para que eu tenha harmonia entre discurso e prática eu preciso de: flexibilidade; iniciativa; disciplina; coragem; dedicação e criatividade.

Sem atalhos

Vale lembrar que não existe atalho para o desenvolvimento, para progredirmos precisamos de ação, dedicação e aprendizado, ação, dedicação e aprendizado!

Antes de mais nada precisamos identificar o que podemos melhorar. Feito a escolha precisamos estabelecer metas e nos mantermos fiéis a elas. Saber que somos responsáveis (responsabilidade = habilidade para responder) por concretizá-las e em cada pequena ação que realizo daquilo que me comprometi, aumenta minha eficiência.

Como favorecer o compromisso com a meta:

  1. Divulgue sua meta, pois quando ela se torna público o compromisso aumenta.
  2. Relacione com seus valores e propósito de vida. Por que ela é tão importante para você? O que você vai ganhar com isso?
  3. Estabeleça as ações para alcançar as suas metas.
  4. Minimize os obstáculos criando planos A, B e C.
  5. Monitore os progressos.
  6. Realize os ajustes necessários.

Agora é com você! Em que história você escolhe fazer parte?

A autora convidada da série de artigos sobre Competências, Patrícia Wolff, atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting.
 

Livro: "Criando aplicações para Redes Sociais" - Ganhe seu exemplar!

Recebi da editora Novatec um exemplar do livro "Criando aplicações para Redes Sociais", publicado internacionalmente pela O'Reilly, e acredito que pode ser do interesse de vários de vocês que trabalham ou convivem com desenvolvimento web.

Criar sites e aplicativos na web que atraiam suficiente interesse de pessoas a ponto de formar e desenvolver uma comunidade que interaja usando seus recursos é um grande desafio, e o autor Gavin Bell trata dele do jeito que eu aprecio: com ênfase no projeto e design, e sem exagerar na descrição da tecnologia envolvida, pois sabemos que esta é a parte que muda a cada 2 semanas, certo?

Se você é desenvolvedor, designer (de interação, de produto, visual, etc.) gerente de projeto ou outro tipo de integrante das equipes envolvidas neste tipo de sistema ou produto, acredito que este livro terá algo de bom a lhe dizer.

Da mesma forma, se você já tem um site no qual existe (real ou potencialmente) uma comunidade interagindo, o livro poderá dar algumas dicas do que você poderia fazer a mais para maximizar o proveito que essas pessoas terão, e o retorno que elas irão gerar umas às outras, e para você.

O sumário completo está disponível no site da editora, mas entre os tópicos abordados no livro, quero destacar alguns que me atraíram a atenção especialmente:

  • Como descobrir por onde começar
  • Como estruturar as diversas relações
  • Como representá-las da forma que parecerá correta para o público
  • Como fazer seu público sentir-se à vontade e em casa
  • Como ampliar conexões com o restante da web (usar e criar APIs e similares)
  • Por que simples cópias de um conceito já bem-sucedido tendem a falhar

Uma perspectiva pessoal

Pessoalmente acredito que esse negócio de posicionar sites como recursos de interação social jamais vai ser meu foco.

Comecei com desenvolvimento web na primeira metade da década de 1990 (que daqui a alguns meses será, oficialmente, "a década retrasada"), quando Kurt Cobain ainda era vivo, o Unabomber ainda mandava suas cartas, e ainda não haviam sido lançados o servidor Apache, o Windows NT e nem o primeiro Macintosh PowerPC (mas o Linux já rodava em computadores 386 no laboratório).

Tendo a enxergar meus sites, portanto, com uma visão retrô: são meios para eu transmitir ou disponibilizar informações para os leitores interessados. A adição de recursos de feedback on-line (como os comentários de vocês) é bem-vinda, mas creio que jamais será o meu foco principal.

Mas posso me dar ao luxo de ser retrô só porque a web para mim é um meio de comunicação pessoal. Hoje existe toda uma indústria digital baseada na interação e formação de comunidades, e o sucesso de alguns destaques dela mostram que há demanda por isso - e mesmo quem jamais espera criar o próximo Twitter ou Facebook pode se beneficiar colocando em seu site (ou mix de comunicação social) alguma ênfase na interação - e este livro parece ser um bom recurso para isso.

Ganhe um exemplar

Vou sortear um exemplar do livro no próximo dia 28. Para concorrer, basta ser assinante do @efetividadeblog no Twitter e twittar a frase a seguir:

Estou concorrendo ao livro que o @efetividadeblog vai sortear - é da @novateceditora, sobre comunidades virtuais: http://miud.in/6VN

Além disso, naturalmente, você deve ficar ligado no twitter no dia do sorteio, pois é lá que vou anunciar o vencedor e as instruções para que ele me passe seu endereço postal no Brasil para envio do livro.

Vencendo as tarefas domésticas diárias com uma lista genérica

Gerenciar a administração das tarefas domésticas diárias, quando há comprometimento genuíno com a qualidade delas, é atividade que dá trabalho, seja em uma república de estudantes, casa de solteiro ou casa de família...

Estou meio sumido daqui devido ao acúmulo de atividade profissional, mas essa dica me trouxe um resultado tão positivo que resolvi compartilhar com vocês.

Desde dezembro eu comecei a prever e registrar as tarefas periódicas de limpeza da casa, hábito que eu também tinha quando morava sozinho e não queria me limitar a limpar os cômodos apenas quando já estivessem visivelmente precisando.

Não precisamos exagerar...

O motivo do registro continua o mesmo, embora hoje a situação seja bem diferente: contamos com o serviço de uma diarista, que comparece 3 vezes por semana. Mas sem um pouquinho de controle, ela acabaria se concentrando em limpar sempre os mesmos cômodos, antes de precisar, deixando outros de lado - em outras palavras, alocando mal os recursos disponíveis.

Uma alternativa que funciona bem (embora com um esforço acumulado muito mais elevado) é gerenciar diretamente as atividades domésticas enquanto elas estão ocorrendo, no papel de supervisor ou capataz. Nossa escolha é diferente: preferimos preparar antecipadamente uma lista do que precisa ser feito, combinar como as tarefas serão avaliadas, e deixar a operacionalização nas mãos de quem vai executar.

A ferramenta: uma lista genérica de tarefas domésticas

Eu comecei a estudar a melhoria do gerenciamento das atividades de manutenção da nossa casa em dezembro, e apliquei a velha máxima: "não se pode gerenciar o que não se mede". E a medição, neste caso, é simples: basta produzir as listas com alguma atenção (para evitar descrever a mesma tarefa com palavras diferentes), e guardar todas as listas ao longo de algumas semanas, para aí fazer uma contagem simples das tarefas que mais se repetem, e sua frequência relativa.

Excesso de gerenciamento não é bom para ninguém

No começo eu fiz as listas diariamente no OpenOffice, depois desenvolvi um script simples para gerá-las em HTML a partir de um menu, mas depois que levantei os números envolvidos, percebi que nada disso era necessário já que:

  • Algumas tarefas (como "recolher as roupas do varal") se repetiam absolutamente todos os dias, no início ou no final da lista
  • É bem pequeno o número de tarefas genéricas ("faxinar o cômodo X") que se repetem com grande frequência,
  • Um número infindável de tarefas mais simples e específicas ("limpar o interruptor do corredor") aparecem apenas uma vez, tornando um pouco ineficiente a ideia de sistematizar seu cadastramento prévio em um sistema.

Mas a mesma análise dos números levou a uma conclusão simples: seria possível produzir uma lista genérica contendo todas estas atividades repetitivas, para que a cada dia marcássemos com um X as que deverão ser realizadas, e deixar um espaço para escrever manualmente as pequenas tarefas específicas que não poderiam ser sistematizadas com eficiência.


A lista genérica de tarefas da minha casa ficou assim

A imagem acima está quase em tamanho natural. Cabem 2 listas por face de uma folha de papel A4, e eu as imprimo em folhas já usadas de um lado, em qualidade de impressão rascunho.

Depois é só marcar X nos quadradinhos certos, e fixar com um imã na porta da geladeira. Conforme vão sendo executadas as tarefas, elas vão sendo riscadas com um pincel atômico, e assim ficamos sabendo quando exageramos na alocação (sobram muitas tarefas sem completar) e também quais tarefas precisam ser repetidas na próxima lista, por não terem sido executadas.

Os arquivos para download (para você editar e adaptar às rotinas da sua casa) estão disponíveis abaixo.

Gerenciamento de processos domésticos

A lista genérica acima não indica os ciclos (isso é algo diferente em cada casa), mas diferencia, para cada cômodo, as faxinas "completas" e "rápidas", sendo que as primeiras são aquelas que minha avó chamava de "de cima abaixo" - paredes, embaixo e atrás da mobília, bater tapetes, limpar vidraças, etc. Já as faxinas rápidas são aquelas de manutenção: remover poeira aparente, dar ordem ao que estiver bagunçado, varrer o chão exposto, e era isso.

Gerenciar exige esforço, mas não gerenciar exige mais

Assim, quando vamos definir o que vai ser feito em um determinado dia, podemos considerar nosso ciclo doméstico e escolher qual cômodo terá a faxina completa (até 2 por dia), quais terão faxina rápida (até 3 por dia), e sobra algum tempo para as demais tarefas anotadas no alto da folha (algumas das quais, por serem repetitivas, constam no quadro "Tarefas Comuns", facilitando a marcação).

Note que a lista tem também 2 quadros fixos e previamente preenchidos, contendo as tarefas que precisam ser cumpridas todos os dias ao iniciar os trabalhos e antes de encerrá-los. Assim quem vai executar não esquece, e quem solicita também fica sem condições de dizer que algo "é óbvio que tem que ser feito todo dia" sem nunca ter avisado - é bom para os 2 lados ;-)

Os arquivos para download

Para usar a lista genérica você precisa adaptá-la aos cômodos e tarefas da sua casa.

Eu criei o documento no BrOffice (arquivo ODT - OpenDocument), e exportei em 2 formatos (DOC e DOCX) para quem prefere o Word. As 3 versões podem ser obtidas nos links abaixo, mas não posso me responsabilizar pela qualidade da conversão para Word:

Exercício para o leitor: foco na qualidade

Todo mundo que estudou sobre qualidade sabe o quanto o simples ato de registrar como devem ser feitos os procedimentos tende a melhorar a execução e o resultado, porque quem solicita e quem cumpre passam a ter um critério único (e objetivo) de aferição, que também serve como guia.

Na nossa casa temos uma segunda folha, que não reproduzirei aqui (já seria exposição demais) detalhando as atividades mais importantes: o que exatamente significa a "geral diária" da cozinha, quais os passos de uma faxina completa e de uma faxina rápida, detalhes específicos de alguns cômodos, etc.

É apenas uma folha A4, permanentemente fixada à porta da geladeira, e causou grande ganho na qualidade do serviço: a diarista pode consultar sempre que necessário, e quando notamos que algum serviço está constantemente deixando a desejar, alteramos a descrição para esclarecer o ponto em que está acontecendo a falha, e aí conversamos com ela sobre a alteração e a nova referência. Tem funcionado muito bem.

Sugiro que você produza um guia similar - é fácil de fazer e de manter, e faz maravilhas pela qualidade do resultado.

Leia também nosso artigo anterior sobre listas de compras permanentes.

Entendendo a Comunicação para utilizá-la com mais eficiência

por Patricia Wolff, autora convidada para a série "Competências"

“Em tempos de mudança, os aprendizes herdarão a Terra, enquanto os sabe-tudo estarão perfeitamente equipados para se desenvolverem num mundo que já terá deixado de existir.” Eric Hoffer

Por que a Comunicação continua sendo um dos principais desafios para o ser humano?

Pense na pessoa que está mais próxima a você, seu melhor amigo, sua namorada, seu marido, seu irmão, seu vizinho. Estas pessoas adquiriram ao longo da vida, um padrão de comportamento que provavelmente não te agrade 100%. Quantas vezes você já pontuou isso? Se já fez isso ótimo, meus parabéns! Caso contrário, pense no que te impediu de fazê-lo?

Às vezes, nós seres humanos, perdemos a oportunidade de comunicarmos algo ao outro por alguns motivos: quando nos sentimos ameaçados de perder algo; quando o nosso amor próprio esteja envolvido; quando os assuntos abordados são importantes e o resultado duvidoso; quando temos muita ligação com o que está sendo discutido; etc.

Pedir um aumento? E se o pedido for recusado?

E se seu chefe lhe der bons motivos para recusá-lo?

Quais serão as conseqüências para você?

Comunicar-se é se expor. É convidar o outro para conhecer sua forma de pensar, que nem sempre é lógica pois envolve emoções, vivências, expectativas, crenças, valores.

Exemplos do mecanismo em ação

Vamos ver três exemplos de como isso funciona.

Primeiro: Na hora de pedir um aumento ou dizer a um colega que ele roubou a sua idéia, estamos mergulhados em muitas emoções e nos esforçamos bastante para nos manter racionais pois os bons julgamentos ficam embaçados e confusos. E se eu falar e o outro ficar chateado comigo? Criamos mil e uma desculpadas para evitar o bom e velho bate papo.

Segundo: Para uns a pessoa é um mau-caráter, para outros um doce de pessoa. O que faz com que diante de um mesmo fato, duas ou mais pessoas tenham interpretações (vejam ou sintam) tão diferentes? Bom ou mau são julgamentos que correspondem ao sujeito que os faz. Temos diferentes perspectivas acerca de um mesmo fato e isso é assim porque nossa experiência é filtrada pelos nossos sistemas de crenças e por nossos modelos mentais que influenciam na nossa maneira de perceber o mundo.

Terceiro: “Carlos chegou tarde às últimas duas reuniões de equipe” (observação, fato). “Carlos não está interessado no projeto” (julgamento). Muitas das crises pessoais e interpessoais são geradas pela confusão nesta distinção. Para eu me comunicar de forma eficiente meu foco tem que ser o comportamento/fato e não a pessoa/julgamento.

Algumas causas que atrapalham a Comunicação:

  • Necessidade de ter razão
  • Dificuldade em aceitar as diferenças entre as pessoas
  • Falta de foco
  • Falta de visão global

Quando alguém não entender a sua mensagem, pergunte a si mesmo: “Por que será que eu não me fiz entender?” em vez de transferir a responsabilidade para o outro, perguntando: “Por que será que ele não me entendeu?”

Habilidades para se Comunicar bem:

  • Saber ouvir
  • Empatia
  • Auto-confiança
  • Clareza de idéias
  • Ritmo adequado da fala
  • Paciência
  • Organização

Como fazer isso muito bem

Uma ferramenta que pode contribuir com o aumento da eficiência em nossa comunicação é a Escada de Inferências, desenvolvida por Chris Argyris.

Esse modelo descreve como atuamos baseando-nos em subjetividades que muitas vezes estão apenas sutilmente relacionadas com o que observamos. Demonstra nosso processo de pensamento.

  1. Observações ou fatos imediatamente verificáveis para qualquer observador.
  2. Seleciono os dados a partir do que observo. Neste momento as minhas crenças influenciam as minhas escolhas.
  3. Articulamos estes dados, agregando-lhes sentido e fazendo uma interpretação a qual somamos inferências, suposições e crenças pessoais e culturais.
  4. Tiramos conclusões (que passam a se tornar ‘a verdade’)
  5. Com base nos níveis anteriores tomo uma decisão.
  6. A ação propriamente dita.

Muitas vezes ocorrem conflitos porque o nível de discussão fica da metade da escada para cima, ou seja discute-se apenas a conclusão, decisão e ação.

Vamos ver o seguinte exemplo:

Participei de uma reunião cujo foco era reverter a queda nas vendas do mês anterior.

A Gerente de Marketing logo concluiu: “Os nossos clientes não conhecem nossos diferenciais” e decidiu “Vamos fazer uma campanha de Marketing explorando mais os nossos diferenciais”.

O Controller logo se manifestou e concluiu: “Com esse resultado ruim não temos dinheiro para fazer uma nova campanha de marketing” e decidiu: “É melhor cortarmos algumas despesas”.

Qual seria a melhor alternativa, a da Gerente de Marketing ou a do Controller? Depende. Dependo do momento que a empresa está vivendo, depende das estratégias da Cia. A melhor saída seria fazer com que ambos descessem a sua própria escada de inferências para que os demais participantes entendessem suas lógicas de pensamento e juntos pudessem concluir e decidir baseado nos interesses da empresa e não das áreas em si.

O mais interessante desta ferramenta é que ela nos ajuda a compreender as percepções, interpretações e os valores dos outros, o que é libertador pois não há necessidade em desperdiçar energia para provar que estamos certos, além de propiciar que nos transformemos em seres proativos ao invés de reativos.

A partir do momento que desenvolvemos a capacidade de aceitar que cada ser humano percebe o mundo de uma forma diferente (de acordo com seu histórico, seus valores, suas crenças) concluímos que nossa forma de pensar não é uma “verdade universal”. Mas para isso precisamos de uma boa dose de humildade (ainda que eu acredite firmemente na minha opinião, reconheço que não é a única e que pode não ser a mais adequada ou válida).

Importante: Saber o que deve ser feito e conseguir fazê-lo são duas coisas diferentes. O verdadeiro aprendizado nos expõe tanto ao medo da incerteza quanto ao desconforto da incompetência. Eliminar o medo e a ansiedade são objetivos fantasiosos, reduzi-los e aprender a lidar com o que restou é mais plausível.

Então, preparado para testar esta ferramenta?

Bom trabalho e sucesso!

Para saber mais:

A autora convidada da série de artigos sobre Competências, Patrícia Wolff, atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting.
 

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