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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Como pedir desculpas

Pedidos de desculpas podem ser o caminho mais direto entre a ofensa e o perdão, mas podem ser bem complicados de executar. Não procure por mensagens de desculpas ou fórmulas prontas: os componentes essenciais são o reconhecimento do erro e a disposição genuína de apresentar este reconhecimento à pessoa prejudicada.

Todo mundo comete erros. E nem todos eles podem ser consertados, mesmo quando são entendidos e reconhecidos. Pedir desculpas, entretanto, quase sempre está ao alcance, mas bastante gente erra na hora de colocar esta idéia, aparentemente tão simples, em prática.

Comunicar claramente o que se pensa e sente é um talento que precisa ser desenvolvido, mas algumas necessidades de comunicação do dia-a-dia das nossas vidas (profissionais, acadêmicas, familiares, afetivas, etc.) são tão comuns, que é possível se preparar para elas de maneira bastante específica, como já vimos em artigos anteriores:

E a situação dos pedidos de desculpas é mais uma que pode ser tratada desta forma. E aqui é necessário fazer uma distinção importante: pedir desculpas não é a mesma coisa que dar as famosas "desculpas" para se justificar. Estas últimas servem para que você não ser levado a sério, enquanto as primeiras podem fazer muito pela sua reputação e imagem.

Não há técnica nenhuma que faça você arrepender-se genuinamente, nem que garanta que irá receber o perdão, ou mesmo que chegará a ser ouvido pela pessoa de quem deseja este benefício, mas se você conseguir reunir estas condições, a técnica poderá ser bem empregada e levar a melhores resultados.

Como fazer tudo errado

Antes de explicar os passos que conduzem a um bom pedido de desculpas, vou usar o recurso didático de apresentar alguns dos elementos centrais mais comuns de um mau pedido de desculpas:

Um mau pedido de desculpas:

  1. força a barra para ser apresentado quando a pessoa não está pronta para ouvir
  2. não é feito diretamente à pessoa atingida ou ofendida
  3. só surge depois que o erro cometido se torna público e "pega mal"
  4. é apresentado na condicional ("desculpe se por acaso exagerei")
  5. diz que o erro foi de interpretação de quem se ofendeu ("desculpe se alguém entendeu erroneamente que eu estava sendo preconceituoso")
  6. não gera o entendimento de que há arrependimento e haverá um esforço para corrigir, compensar ou evitar repetições do mesmo erro
  7. é seguido de novas ofensas caso as desculpas não sejam integral e imediatamente aceitas

É fácil exemplificar alguns destes itens. Muitas vezes acontece de o ofensor mencionar seu arrependimento somente a uma terceira pessoa, esperando que ela vá contar ao ofendido ou, pior ainda, querendo evitar que esta terceira pessoa fique com má impressão sobre o ofensor, que não está nem aí pra opinião do ofendido. É como uma pessoa pública que ofende uma comunidade inteira e, ao ver que pegou mal, não se dirige a ela para se desculpar, mas sim procura os jornais e revistas que o público dela (e não a tal comunidade) lê, para "pedir desculpas" publicamente, também.

Os itens 4 e 5 são tristemente comuns - são o tipo de pedido de desculpas que amplia a ofensa. É como se a pessoa estivesse, ao invés de pedir desculpas, chamando o interlocutor de burro por não entender o que se quis dizer, ou dizendo que na verdade não houve ofensa, mas SE a pessoa quiser achar que houve, recebe as desculpas por esta ofensa imaginária.

O item 6 é o mais inefetivo de todos, porque caracteriza as famosas "desculpas vazias". A pessoa está fazendo um gesto por educação ou por sentir-se obrigado, mas nada vai mudar.

Como pedir perdão

Um bom pedido de desculpas tem muitos ingredientes, mas os mais essenciais entre eles são o reconhecimento genuíno de que se fez algo errado, e o desejo sincero de apresentar este reconhecimento à pessoa ofendida ou prejudicada pelo erro.

Quando estes 2 ingredientes estão presentes, até mesmo um pedido de desculpas mal executado tem chances de ser aceito. E se houver suspeita da ausência deles, a chance de o pedido de desculpas ser aceito com sinceridade passa a ser bastante reduzida.

Depois de verificar que você reune os 2 ingredientes acima, prossiga com a minha versão adaptada do procedimento proposto pelo Wikihow:

1 - identifique qual foi o erro, quem foi a vítima e de que forma ela foi prejudicada. Para pedir desculpas corretamente, você tem que aceitar que houve um erro, e que este erro ofendeu ou causou prejuízo a outra pessoa ou pessoas. Identifique claramente estes elementos, para poder se referir a eles de forma objetiva na hora de pedir desculpas.

2 - aceite a responsabilidade por este erro e ofensa. Já ouvi o ditado "nunca peça desculpas por algo fora do seu controle", e concordo com ele - se você vai pedir desculpas genuínas, não acrescente junto a ela estas "desculpas" que não comovem ninguém. "São as normas da casa", "foi problema com o entregador", "foi orientação superior", "eu estava bêbado", etc. podem até ser explicações verdadeiras, mas não cabem no seu pedido de desculpas - ou você aceita toda a responsabilidade pela situação, ou apresentará desculpas parciais que irritam e agravam a ofensa.

3 - escolha momento e local adequados. Você precisará de tempo, pois um bom pedido de desculpas é muito mais um diálogo do que uma declaração. Pense na oportunidade ideal, e tome providências para conseguir que ela aconteça, evitando embaraços e constrangimentos desnecessários. Oportunidades comuns são após uma reunião, em um convite para almoço, em uma conversa de corredor, etc. Às vezes temos a felicidade de pedir desculpas imediatamente após cometer o erro (e aí tudo fica mais simples), mas nem sempre é o caso, e nem sempre é melhor, dadas as emoções envolvidas. Mas esperar demais também não é bom.

4 - Apresente o seu pedido de desculpas, que idealmente não deve ser um longo discurso, e precisará ser dito de forma espontânea, mas deve incluir componentes como estes (possivelmente nesta mesma ordem):

a) O reconhecimento de qual foi o erro, e qual o prejuízo causado ("Desculpe por eu ter amassado a lataria do carro e guardado na garagem sem te contar", "Desculpe por eu ter contado ao Fulano qual era o preço máximo que você pretendia oferecer, e assim ter arruinado a compra da casa", ...)

Este é o ponto em que você precisa ter cuidado com os erros comuns que mencionamos acima: caso a sua frase tenha um "se" ou um "mas", ou você estiver se desculpando por como a pessoa se sentiu, e não pelo que você fez, cuidado!

Cuidado também com sutilezas e insinuações - elas têm seu lugar na comunicação, mas este lugar raramente inclui os bons pedidos de desculpas.

b) A proposta de fazer algo concreto para compensar o dano causado, ou para evitar que a situação se repita. Aqui também não deve haver nada no condicional - não diga "se você me perdoar e continuar emprestando o carro nos sábados, eu prometo nunca mais dirigir acima do limite de velocidade". A proposta deve ser em termos absolutos.

c) A reafirmação do valor que a pessoa ofendida tem para você (caso tenha)

d) O pedido de que ela o desculpe, perdoe, dê nova oportunidade para compensar ou para reiniciar o processo sem voltar a cometer o mesmo ato.

Assim como na web, em um bom pedido de desculpas o conteúdo é o rei. Fazê-lo acompanhado de poemas, olhar triste, um cartão, presente, um jantar, flores, vantagens e firulas, mas sem um reconhecimento sincero, pouco adianta para o objetivo intrínseco.

5 - Seja paciente. Você pode ser desculpado na hora, mas também existe a possibilidade de a pessoa ainda não esteja pronta para lhe desculpar, perdoar e esquecer. Se acontecer este segundo caso, esteja preparado para simplesmente encerrar o seu pedido, reforçar que espera que no futuro isso possa ser revisto, e se retirar. Se acontecer o primeiro caso, aja normalmente, sem forçar a pessoa a situações para "testar" se ela realmente o perdoou.

6 - Mantenha sua palavra. Se você se disse arrependido, fez uma proposta de mudança, ela foi aceita, e você não a cumprir, chegará o momento em que o resultado será bem diferente...

O método John Wayne

Em um western de 1949, o personagem interpretado por John Wayne disse uma frase emblemática, que traduzo livremente: "nunca se explique e nunca peça desculpas - são sinais de fraqueza".

Há pessoas (e corporações) que levam suas vidas com base nesta filosofia. Na vida profissional, já tive oportunidade de encontrar dois superiores que conheciam a frase e a citavam como política de relações públicas e marketing pessoal.

Com um suprimento inesgotável de impulso próprio e capacidade de ignorar os feedbacks e solicitações recebidos, até acredito que seria possível levar uma vida aparentemente feliz e saudável adotando este lema. Mas estes suprimentos inesgotáveis não são tão fáceis de encontrar...

Eu não compartilho da idéia, nem a recomendo. Mas resolvi mencioná-la aqui, como nota de rodapé do texto, porque ela pode servir de contrapeso importante ao que foi dito acima, na hopra de lembrar que também não é ideal passar a vida se explicando e se desculpando.

No artigo "Evite acidentes, faça de propósito!", já tratamos do tema: o ideal é ter consciência das atitudes que se deseja tomar, e estar preparado para as suas consequências. Reproduzo um parágrafo de lá:

Fica, portanto a dica: se sua vida está em algum compasso de espera e você não está gostando, talvez você esteja precisando fazer algumas escolhas, tomar algumas decisões e correr para viabilizá-las – antes que o destino decida, possivelmente contra você. Faça de propósito, não espere pelo acidente!

Mas quando fizer, não se desculpe: foi sua escolha, e você não deveria estar arrependido dela ;-)

Resoluções de ano novo podem funcionar - pergunte-me como ;-)

Resoluções de ano novo raramente funcionam na prática, por uma série de razões bem conhecidas. Para mim ela funciona mais ou menos como uma oficialização da procrastinação: "quero mudar tais e tais coisas na minha vida, mas só vou começar a fazer algo de prático a respeito depois que o ano virar.

Faz sentido? Acredito que sim, e embora eu não negue que elas possam ter algum valor na motivação (mesmo se for como uma espécie de prêmio de consolação para quem não consegue mudar de verdade, mas ao menos pode acreditar estar decidindo algo a respeito), acredito que vale muito mais tomar a atitude desejada desde já, não importando em qual área da sua vida.

Alguns exemplos de resoluções que ouvi desde que comecei a estudar o assunto, em 2007:

  • comer salada 4 dias por semana,
  • publicar mais artigos no blog,
  • parar de fumar,
  • correr 6km 3 vezes por semana,
  • alongar "de verdade" antes de fazer exercícios,
  • fazer natação até no inverno,
  • começar a estudar a sério para alguma certificação ou concurso,
  • ler bons livros,
  • dormir mais cedo,
  • zerar o cartão de crédito,
  • tomar mais água,
  • viajar nas férias,
  • deixar de ligar a TV quando não estiver assistindo,
  • Jantar em família pelo menos 3 vezes por semana.

E há muitos outros. Mas é necessário deixá-los para uma "data mágica", como se fosse o pote de ouro no final do arco-íris?

Até quando esperar?

Na vida cotidiana, faz pouco sentido tratar o ano novo como se fosse a folha em branco na qual você terá como escrever uma história completamente nova. Todos os seus hábitos, seus conhecimentos, suas obrigações continuarão valendo assim que estourar o último dos foguetes na madrugada de primeiro de janeiro.

Curtir a vida, ou fazer alguma mudança que você deseja para si mesmo, não é algo que deva ser postergado assim. Se você gosta de resoluções de ano novo, que tal tentar fazer diferente desta vez?

Resoluções mais concretas

Não é necessário ser nenhum gênio do gerenciamento de projetos para aumentar as chances de a sua resolução de ano novo dar certo.

O essencial é dar um passo além, saindo do terreno das intenções e entrando no dos planos. Eis aqui algumas sugestões:

  1. Junto com o seu objetivo defina uma meta: não é razoável imaginar que você conseguirá mudar vários pontos da sua vida de uma vez só, baseado em uma lista de resoluções de ano novo. Mas os objetivos de ano novo já compartilham entre si uma característica de meta: têm prazo definido por natureza. Então aproveite e defina o seu único objetivo já na forma de uma meta desafiadora, alcançável e mensurável. Alguns exemplos (que deixam de mencionar o horizonte temporal por razão óbvia): perder 6kg sem voltar a recuperá-los, praticar esportes 3x por semana durante, estudar 6h por semana, economizar 8% do salário todos os meses para comprar um carro, ou o que quer que seja. Mas defina com clareza!
     

  2. Crie o plano de ação associado: da meta precisa nascer o plano de ação, que neste caso simplificado pode tomar a forma de uma lista simples de atividades que conduzirão ao objetivo desejado: parar de tomar refrigerante em casa, tomar café da manhã reforçado e jantar menos, caminhar 60min 4 vezes por semana, parar de fazer "refeições" em lanchonetes, etc.
     

  3. Não tenha medo de ser gradual: mudanças radicais também podem ser atingidas em passos pequenos. Se puder, defina seu plano de ação pensando grande, mas começando pequeno - ninguém começa correndo 12km por dia. Associe metas temporais, ou já preveja a periodicidade em que irá revê-las.
     

  4. Acompanhe a execução de olho no calendário: você pode definir em qual mês irá realizar determinadas atividades do seu plano. Por exemplo: se o objetivo é aprender inglês básico para poder viajar no final do ano que vem, e se março chegar e você ainda não tiver se matriculado em um curso, já vai dar para saber que a coisa não está indo bem. Se a intenção é perder peso, você pode quantificar metas (realistas!) para cada mês. Mas não quantifique apenas o efeito (a perda de peso), e sim os processos (número de horas de caminhada semanais, redução de refrigerantes, etc.)
     

  5. Comece já: Após definir seu plano, registre-o detalhadamente (será um contrato de você consigo mesmo!) e comece imediatamente a segui-lo. Não esperar o ano que vem começar pode ser um grande fator de motivação. E esperar o ano que vem começar, dando a si mesmo algumas semanas para agir ao contrário do que você planeja para o futuro, é simplesmente uma forma de se enganar.
     

  6. Siga o plano: Projetos pessoais e definidos informalmente não têm grandes chances de sucesso se você não se esforçar para seguir o que planejou, ou para alcançar as metas que definiu. Cabe só a você!
     

    E tenha um feliz e efetivo 2010!

Rapidinha Efetiva #007: automação do amigo secreto, "Técnica Pomodoro" e mais!

Na semana passada não tivemos a "rapidinha efetiva", portanto, buscando restaurar o equilíbrio da Força, dessa vez temos a coluna no começo da semana. Vocês continuam gostando desta abordagem rápida de assuntos variados?

E bota variados nisso: essa semana temos uma técnica de gerenciamento de tempo, duas dicas sobre compras de Natal, uma dica de amigo secreto e como bônus a minha revolta contra quem dá cinzeiros de presente a não-fumantes!

Presentes de Natal: alerta vermelho para a data das compras

Já faltam apenas duas semanas para a data mais aproveitada pelo comércio nacional. A partir de agora é ladeira abaixo, tendendo a lojas cada vez mais lotadas, sem vagas para estacionar, acotovelamentos, empurra-empurra, etc.

E se você pensa em comprar on-line, também não deve deixar para a última hora - nem sempre os prazos mágicos ("entrega em 24 horas", "entrega em 3 dias úteis em todo o Brasil") são cumpridos, e o pior é que às vezes é necessário algum tempo para suprir erros ou problemas na entrega. Eu já fiz os meus pedidos, e eles vêm sendo entregues, todos com prazos mais dilatados do que costuma ser em outras épocas do ano.

Como dizem por aí, "fica a dica": se você vai comprar on-line e ainda não fez os seus pedidos, não espere mais muitos dias, pois o risco de incomodação só aumenta. Encontre sua loja on-line preferida, reavalie se não será mais efetivo comprar no mercado local, e liquide esta pendência - aproveitando nossas dicas para comprar os presentes com menos stress. Aproveite e faça uma lista de compras bem completa para o que der de antecipar da ceia, ou para a primeira semana de férias, ou o que for, e evite também fazer essa compra complicada integralmente na semana do Natal, quando todos os supermercados estarão explodindo.

Para completar: preparei já há algum tempo uma lista de sugestões de presentes de Natal que podem ser comprados on-line. Vários dos links dela não funcionam mais, mas as sugestões podem continuar válidas, caso você não tenha idéia do que presentear. A Central de Presentes on-line também pode ser uma boa dica, porque sugere presentes com base no sexo, faixa etária e preço. É um serviço do Submarino, mas não necessariamente você precisa comprar lá o presente, depois de ter a idéia ;-)

Produtividade pessoal com a "Técnica Pomodoro"

Tenho recebido quase semanalmente sugestões de publicar algo sobre a tal "Pomodoro Technique", método de gerenciamento de tempo e produtividade pessoal (tem até livro sobre ele) que - dizem - se encaixa perfeitamente no contexto das assim chamadas "metodologias ágeis", como o Scrum e a XP.

O método se baseia em um timer de cozinha - tendo, portanto, forte identidade com a técnica da "Galinha Temporal" que descrevi por aqui em 2007, mas trazendo também um diferencial forte e que não me agrada tanto: a idéia central do Pomodoro me parece ser a divisão prévia do dia em "fatias" de 30 minutos (incluindo em cada uma delas 5 minutos para descanso), e aí atribuir a cada uma dessas fatias as pendências ou tarefas previstas para aquele dia. Há várias especificidades e detalhes adicionais (ordenação, pausas maiores intercaladas, etc.), mas deixo elas para quem quiser se informar melhor a respeito nas fontes linkadas.

A razão de eu não gostar tanto da proposta é que eu reconheço as interrupções e reidentificações/reordenações de tarefas ao longo do período de atividade como algo inerente ao processo, por isso prefiro deixar mais espaço para a discricionariedade do executor (ou seja: eu) na hora de escolher a próxima tarefa, e de definir (dinamicamente) o intervalo de tempo dedicado a cada uma das pendências - basear-se em roteiros pré-definidos e em uma janela de tempo dividida em múltiplos de 30 minutos com pausas fixas não se adapta tão bem à minha própria forma de encarar a produtividade pessoal, cujo foco é a efetividade e não a eficiência.

Saber lidar bem com as interrupções é essencial no meu modelo, e para mim isso se adequa melhor a um modelo de organização orientado a eventos do que a um modelo orientado a temporização ou ritmo.

Só que para quem precisa garantir sincronismo ou tempo de atividade, a temporização pode ser uma ótima - e o artigo do Paulo Amaral sobre a Pomodoro Technique pode ser um bom começo - depois siga para o site oficial.

E não pense que eu rejeito o uso de temporização estrita - pelo contrário, na minha vida ela também tem o seu lugar, como já descrevi no artigo da "Galinha Temporal". Só que eu não divido o dia em fatias de tempo, e nem uso o timer para marcar o início das atividades. Para mim, ele serve para marcar o final de fatias de execução de alguma atividade específica que não tem um marco de término em si mesma - por exemplo, as série de intervalos de 3 minutos que eu uso para praticar a mudança de acordes ao estudar guitarra, ou um intervalo de 20 minutos para housekeeping do escritório.

Aí quando o timer apita, eu interrompo a tarefa e volto à programação normal, não temporizada. Mas talvez a temporização de tudo funcione melhor para você do que para mim, portanto não descarte a idéia antes de procurar saber mais sobre ela.

Sedex: chega rápido, mas não deixe para a última hora

No começo da semana fui a uma agência de correio enviar por Sedex os brindes da promoção de final de ano, e ela já estava bem mais cheia que o normal, com bastante gente aguardando para despachar caixinhas decoradas com motivos natalinos, e pilhas de cartões de boas festas.

Sou frequentador dos Correios, e sei que este movimento também tende a picos absurdos conforme se aproxima a semana do Natal, e conforme os picos se aproximam, é necessário maior preocupação com extravios, atrasos ou danos - não apenas no transporte, mas também na entrega, na recepção por porteiros, etc. Quanto mais pacotes trafegando, menor é a atenção individual que cada um deles pode receber nesta longa cadeia logística.

Nossas famílias são geograficamente distribuídas: somando a minha e a da minha mulher, e considerando apenas o primeiro grau de parentesco (pais e irmãos), somos 9 pessoas e estamos em um total de 7 cidades. Talvez isso seja cada vez mais comum no país, e o envio de encomendas para estas pessoas importantes que estão distantes fica cada vez mais frequente nesta época - e os variados serviços do Sedex (incluindo Sedex Hoje, Sedex 10, e o Sedex "comum", que já costuma chegar rápido e permite rastreio) podem ser uma boa opção - mas é melhor não deixar para enviar no final da tarde do dia 23 ;-)

Quero aproveitar a gentileza do pessoal dos Correios (cuja campanha do "Papai Noel dos Correios" eu divulguei recentemente) que me respondeu por carta (enviada via Sedex) fazendo comentários elogiosos ao Efetividade e lembrando que o serviço deles também é uma alternativa para presentes de Natal com menos stress ;-)

Automatizando o Amigo Secreto

Combinar um amigo secreto (ou amigo oculto) é uma forma eficaz de aumentar a chance de que ninguém do grupo fique sem presente, e que o valor investido por cada um dos participantes fique dentro de parâmetros definidos previamente. Tem também uma imensa lista de possibilidades de problemas, inclusive ausências, descumprimento do combinado e o azar - eu tenho uma tendência incrível a ganhar DVDs de shows que não curto, e uma vez ganhei um *cinzeiro* (e não fumo!)

Mesmo assim é uma alternativa popular, a ponto de o meu amigo @marrcandre ter mandado a sugestão de um artigo específico sobre isso. Só que o pessoal do IDG Now foi mais rápido, e o Juliano Moreira publicou por lá o artigo "No amigo-secreto, fique com a festa e deixe a complicação para a web", falando de uma variedade de sites brasileiros que deixam para trás o sorteio presencial baseado em pedacinhos de papel e com a permanente possibilidade de alguém "pegar" a si mesmo e aí ter de fazer novo sorteio.

Ou, como diz o Juliano,

"Com os serviços online de amigo-secreto, a pessoa encarregada da confraternização poderá criar um grupo com os nomes e e-mails dos participantes. Em seguida, bastará estimar a faixa de preço dos presentes e agendar os dias do sorteio e da troca de presentes.

Os sites organizam as brincadeiras, evitam repetições e facilitam os sorteios, já que alguns grupos têm muitos participantes e nem sempre eles vivem perto um dos outros."

Ele também menciona especificamente 3 sites com este tipo de serviço:

Parecem simpáticos. Mas nunca usei nenhum dos 3, portanto não posso recomendar.

Nem sou muito fã de amigos secretos (nem especialmente das variações recentes, com sorteio na hora e oportunidade de uns "roubarem" os presentes dos outros), mas se um site desses puder reduzir a chance de eu ganhar outro DVD da Electric Light Orchestra, eu serei grato para sempre!

HD externo USB de 500GB: teste prático do S2, da Samsung

Que tal um HD USB de 500GB, com bom desempenho, design atual, leve e que cabe no bolso da camisa?

Testei o modelo S2, da Samsung, e ele tem bem mais forças do que pontos fracos - e abaixo apresento ambos os pontos de vista.

Mobilidade digital na prática

Sou um grande fã da mobilidade informatizada que começa a ser cada vez mais comuns nos equipamentos e acessórios disponíveis no mercado. No ano retrasado aderi entusiasticamente a um dos primeiros netbooks da safra moderna (o Eee PC 701, cuja mini-análise, já obsoleta, publiquei na época), e ele já reunia alguns dos requisitos cada vez mais exigidos para aparelhos móveis: era mais leve que seus concorrentes, sua redução de desempenho e funcionalidade era aceitável (mas a definição de aceitável foi ficando menos elástica conforme os meses passaram e novos modelos surgiram), e ele suportava bem os solavancos e impactos do dia-a-dia em mochilas e bagageiros.

Só que um dos recursos de mobilidade essenciais, para mim, não era bem suprido pelo Eee PC 701: seu volume de armazenamento interno era insuficiente, a ponto de eu ter de levar comigo alguns pen drives e cartões SD para complementá-la. Mas eu sabia, e aceitava, que este era o preço a pagar por uma vantagem, que naquele momento apenas começara a ser explorada: no lugar do típico e sensível disco rígido mecânico, o Eee usava unidades de memória flash, conhecidas pela sua resiliência - sabe-se que elas costumam tolerar, sem perda de dados, até mesmo condições extremas, como um ciclo completo na máquina de lavar, quando um dono descuidado esquece uma delas (em um pen drive, por exemplo) no bolso da calça.

Mas o tempo passou, eu mudei para um novo netbook (e este tem um HD tradicional, com 160GB de armazenamento interno), e agora vivo mais longe do extremo da escala representado pelo antigo Eee PC 701: meu micrinho atual tem lugar para todos os dados que eu queira levar nele no dia-a-dia - e os dados especialmente sensíveis recebem backup fora dele, em pen drives resistentes a quedas e chuvas inesperadas ;-)

O outro lado da moeda: cada vez mais dados, cada vez mais volumosos

Só que esta evolução tem um preço a ser pago. Para mim, dados importantes só estão seguros quando há um backup externo deles, e para isso sou grande fã dos HDs externos USB. Meu home office conta com 2 deles permanentemente disponíveis, sendo um sempre conectado, para manter backups de recuperação rápida e arquivos volumosos temporários, e o outro ativado apenas periodicamente, para backups completos periódicos. Os dados realmente importantes também são reproduzidos, periodicamente, em mídias removíveis arquivadas fora do escritório.

E haja dados nestes backups! São imagens de instalação de sistemas operacionais (algumas com tamanho contado em gigabytes), vídeos, áudio, documentos digitalizados, código-fonte de sistemas diversos, bases de dados de sites, e todos os demais tipos de arquivos volumosos - compactados ou não.


Menu principal do meu media center no Mac Mini

Existe um terceiro HD externo na casa, e nele residem os arquivos do meu media center (já abordado anteriormente), que ultimamente tem existência virtual: às vezes é operado a partir do Playstation 3 (com HDMI e conexão de áudio digital ativados), e mais frequentemente a partir do veterano Mac Mini, que me oferece bem mais opções de software para exibição, edição e organização do conteúdo.

Para completar, há um veterano (safra 2004) HD externo de 20GB sendo usado para tarefas eventuais de transferência de dados.

Em ambos os casos principais (backup e multimídia), lidamos com arquivos volumosos, e aí a velocidade de acesso (especialmente na hora da recuperação ou acesso aos dados) é crucial.

S2 Portable: O HD portátil da Samsung

Por todas essas razões, dei boas-vindas à oportunidade oferecida pela empresa de testar em laboratório o HD portátil USB de 500GB que a Samsung está promovendo no Brasil. Meu caso de uso, embora extremo quanto ao volume de armazenamento profissional doméstico, não deve fugir muito do que vocês considerariam na hora de escolher um dispositivo de armazenamento secundário externo, embora talvez desaponte a quem gostaria de ver um teste que considerasse múltiplos formatos de filesystem, desempenho de acesso não-linear e outras características consideradas tipicamente em dispositivos de armazenamento principal de alto desempenho - que não é o caso.

Todos os comentários abaixo são sobre o modelo de 500GB que eu testei a convite da empresa, mas a mesma linha está presente no Brasil também em modelos de 160, 250 e 320GB.

É bonitão - mas tem cara de "eletroportátil"

Começarei pela aparência, que me chamou a atenção desde o momento em que abri a caixa: o Samsung S2 é muito bonito, com um design que combinou bem linhas, brilhos, padrões e formato para produzir um aparelho que se destaca positivamente pelo visual - e esta minha opinião foi confirmada por 100% das visitantes do laboratório no período de uma semana em que o aparelho esteve por aqui.

Só que tem um detalhe intrigante: o visual dele lembra muito as demais linhas de eletrônicos da Samsung, de forma que ele parece muito mais com um acessório do home theater lá da sala do que com uma "peça de computador". Nenhum problema quanto a isso - ele até combina com as cores do meu netbook... - mas esta constatação chamou a atenção por aqui.

O modelo que passou por aqui é o preto ("black piano"), mas também estão disponíveis as versões branco, vinho e café. O gabinete é plástico, e há apenas um conector, para o cabo USB (mini-B) padrão.

É pequeno - literalmente cabe com folga no bolso da minha camisa

O Samsung S2 mede 11,1 x 8,2 x 1,7cm - pouco mais que o meu celular, e eu desejaria conseguir manter a minha carteira sempre arrumada para ser tão fina quanto ele - as demais dimensões dela são bem parecidas.

Os 170g do seu peso pouco fazem variar o peso total da minha mochila, o que neste sentido o tornaria uma boa opção para levar comigo no dia-a-dia ou em viagens.

Também vejo o recurso de stand-by automático após 5 minutos de atividade como algo que aumenta a portabilidade, na prática, porque há mais oportunidade de usá-lo até mesmo em notebooks operando longe da tomada por períodos mais longos.

É espaçoso - maior do que qualquer HD da casa

Aqui em casa não há falta de discos rígidos: há os do home office, os dos nossos notebooks, do videogame, do media center, etc. São tantos, desempenham funções tão diferentes, e foram adquiridos ao longo de um período de tempo tão amplo, que eu nem sabia quais as suas capacidades. Mas hoje, enquanto rodava um teste de desempenho no S2, aproveitei para fazer um levantamento, e descobri que este pequeno portátil tem mais espaço de armazenamento do que qualquer um dos HDs da casa.


Mais de 100 DVDs

Quinhentos gigabytes, ou os 476,9GB disponíveis após a formatação, é muito espaço para usar em um cenário de informática pessoal - em um cenário típico, corresponde a mais de 70 horas de vídeo, ou mais de 40.000 músicas em MP3, segundo a Samsung.

Para mim, o tamanho do espaço disponível foi melhor representado pela constatação de que não havia por aqui nenhum disco rígido com esta capacidade. Mas a Samsung fez questão que isso ficasse bem claro, e mandou na mesma caixa um pino contendo 106 DVDs virgens, destacando que é o mesmo espaço de armazenamento disponível no S2. Ficou bem claro para mim ;-)

Consequência do paradigma: não é para jogá-lo no chão

Nem colocar na máquina de lavar! No âmago do seu ser, o S2 de 500GB tem um disco rígido tradicional, como este Samsung SpinPoint M, feito para ser usado em dispositivos móveis (segundo a imprensa internacional, o modelo específico roda a 5400 RPM, tem 8MB de cache e interface interna Serial ATA/300).


O S2, visto pelos fundos

Portanto, ele até tem alguma tolerância a impactos, como qualquer HD para notebooks deveria ter, mas nada comparável à resiliência do armazenamento em flash. Por outro lado, ainda não encontramos drives flash de 500GB a preços assim acessíveis, portanto é uma questão de escolher - e esta escolha, no caso, é o principal ponto negativo do S2 para quem quer usá-lo na estrada, na minha opinião.

Mas aos amigos que pediram, via Twitter, que eu fizesse um teste de impacto largando o aparelho do alto da escrivaninha (ou do terceiro andar!), já aviso: este é um teste que faz sentido aplicar em um aparelho feito para resistir a este tipo de impacto, e não é o caso - mas tenho razoável expectativa de que ele resista bem aos solavancos da mochila, algo que infelizmente não vai dar tempo de testar.

Desempenho e compatibilidade

Existem muitos testes padronizados de desempenho de dispositivos de armazenamento, mas para o meu caso de uso, a maioria deles faz pouco sentido - se eu estivesse testando discos para uso em servidores, em configurações RAID ou em outras aplicações específicas, aí sim faria sentido para mim testar algo mais. Mesmo assim agradeço a quem sugeriu os testes não-lineares, e as comparações em inúmeros formatos de filesystem - isso pode dar uma matéria futura interessante.

Na prática, o meu teste foi o tradicional, de desempenho de leitura. Para contextualizar, comparei com o HD interno de um notebook VAIO (safra 2009) que andava por aqui, e com um pen drive DaneElec de 1GB - e todos os testes foram realizados com a mesma ferramenta de benchmark, sem configurações especiais (só pluguei e testei), no mesmo computador, que não estava rodando nenhum outro aplicativo em paralelo.

Como esperado, o desempenho do Samsung S2 externo não chegou a igualar o do HD interno, mas também esteve longe de ser lento. E teve um mérito importante: seu desempenho foi contínuo ao longo de todo o tempo do teste, com pouca variação entre desempenho mínimo e máximo - respectivamente, 26,6 MB/s (mín.) e 30,3 MB/s (máx.), com tempo de acesso médio de 20,5 ms.

A melhor forma de comparar este desempenho, na minha opinião, é com um pen drive, pois este também se conecta via bus USB, e tem a seu favor a possível vantagem de gravar diretamente em memória, e não em um dispositivo mecânico. Mas o S2 deu um banho no pen drive do teste, cujo desempenho mínimo foi de 10,4 MB/s e o máximo alcançado foi de 11,9 MB/s.

Já o HD interno do Vaio teve desempenho superior, mas em uma acentuada curva descendente: começou com um desempenho máximo de 65,4 MB/s, mas após um minuto já havia caído para um mínimo de 31,4 MB/s - bastante próximo da média do S2. Se o teste (ou a transferência) se prolongasse mais, acredito que as médias tenderiam a se aproximar mais.

Testes práticos de escrita no desktop podem ser um pouco mais complicados, porque há grande número de buffers envolvidos, mas eu testei o tempo de gravação (incluindo sync ao final) de um arquivo de 25MB (3,04 segundos), de 1,7GB (2 min e 12 seg), para você ter uma idéia. Arquivos menores de 1MB foram testados também (tempo sempre inferior a 1s), mas não vou registrar porque acredito que a aferição é inerentemente imprecisa.

Quanto à compatibilidade, foi plugar e usar, tanto no Linux, quanto no Windows (testei XP e Vista), quanto no Mac OS X e no Playstation 3. Ficam as menções honrosas para a escolha do conector - o S2 usa o USB mini-B, de longe o conector USB mais fácil de encontrar em periféricos - e a ausência de chatice na conexão ao Windows: foi plugar e usar imediatamente, sem a instalação de um monte de firulas como ocorre em vários HDs externos e pen drives do mercado.

Aplicativos adicionais

Minha escolha de sistema operacional não me permitiu simpatizar com os aplicativos adicionais que vêm gravados no S2, mas fica a descrição deles, para o caso de a informação ser importante para você.

O primeiro é um sistema de backup, com opção de acompanhamento on-line (a propaganda chama de "em tempo real") ou execução programada. Por melhor que este aplicativo seja, a minha própria experiência profissional me leva a optar por sistemas de backup que sejam fornecidos com o próprio sistema operacional, ou que sejam bastante populares na sua plataforma e fáceis de instalar em outro computador, ou ainda que sejam padronizados na sua empresa, porque na hora de se recuperar de uam catástrofe, é bom poder contar com a questão da portabilidade plena e imediata dos dados, em qualquer lugar e situação.

O outro é um sistema de criptografia ("SecretZone") que cria drives virtuais (no Windows) em que tudo o que for gravado será transparentemente criptografado - mais ou menos como ocorre no mais poderoso, portável e maduro (e gratuito) TrueCrypt, que eu recomendo para a mesma funcionalidade.

Resumindo e concluindo

Considero os HDs externos uma ferramenta essencial, tanto para a mobilidade quanto para os backups on-line. Minha rotina digital depende deles, tanto profissionalmente quanto no lazer.

O modelo S2 de 500GB passou com louvor nos meus testes, e apenas lamento a impossibilidade de testá-lo de forma mais prolongada (quem sabe uns 3 ou 7 anos?), pois amanhã ele já retornará à empresa, nos termos do nosso acordo, como de praxe - é um daqueles casos de produtos testados de forma tão bem-sucedida que dá vontade de guardá-los.

Na prática, eu não recomendo usar nenhum dos 2 aplicativos que vem pré-gravados no equipamento, mas todos os outros aspectos testados foram positivos: aspecto visual, interface padronizada (é o cabo USB mais comum), desempenho, compatibilidade, tamanho e capacidade.

A única exceção é para quem quer um dispositivo de armazenamento externo que resista a grandes impactos e a condições ambientais extremas: para estes, minha recomendação é procurar uma unidade baseada em armazenamento flash, mesmo que seja de menor capacidade.


O tamanho é este mesmo, mas o gabinete de verdade NÃO é translúcido

Mas para os pequenos impactos comuns do dia-a-dia (transporte urbano, mochila, etc.) as unidades baseadas em disco rígido tradicional costumam ter tolerância suficiente, e eu usaria sem medo, assim como uso na prática os demais modelos baseados na mesma tecnologia.

A Samsung não mandou informações sobre onde comprar no Brasil, mas consta que é possível encontrá-lo na rede Fast Shop, e o site oficial do produto também inclui um link "Achar Loja" que poderá ajudar os interessados. Para comparar preços, a página de HDs externos do Submarino pode ajudar.

Aeroportos lotados: reduzindo o stress das viagens de final de ano

A imprensa nacional já deu a dica: neste final de ano, os dias de pico nos aeroportos serão 19, 20, 26 e 27 de dezembro.

A sugestão essencial para quem deseja escapar do caos nos aeroportos, portanto, é evitar estas datas para viajar (ou ter de buscar alguém no aeroporto), só que na prática às vezes não há escolha: para passar as festas de final de ano nos locais desejados, a pessoa às vezes precisa se sujeitar a este calendário.

Já abordamos este assunto no passado, mas a ideia se renova a cada ano: se não dá pra escapar de estar neste ambiente estressado (e o mesmo vale, com algumas adaptações, para quem é passageiro nas estradas brasileiras engarrafadas na mesma época), ao menos podemos ir preparados para destoar do clima tenso ao nosso redor: chegar cedo, estar bem informado, e trazer consigo o mínimo de conforto que é possível garantir nessas horas - e torcer para não ser colocado em situações de stress inevitável, como estradas interrompidas, trapalhadas das companhias aéreas e similares.

Conforto esperado X conforto possível na situação

Geralmente o caos ambiental no aeroporto afeta igualmente bom número de pessoas - embora com variação de grau, dependendo da urgência que cada um tem para chegar ao seu destino.

Mas há algo que diferencia a reação delas, e o impacto que a situação igualmente adversa tem sobre elas: a atitude e o nível de preparação de cada um. Há os que deixam o stress os dominar, e passam as horas olhando intensamente para os painéis e esbravejando contra a empresa, e há os que conseguem aguardar com o máximo de conforto possível (nas circunstâncias), até que a situação, usualmente fora do seu controle, seja resolvida.

Claro que é necessário reconhecer: o nível de conforto oferecido pelos aeroportos e companhias aéreas nessas horas geralmente deixa muito a desejar, faltando acomodações, informação atualizada, alimentação, comunicação e muito mais. Conseguir complementá-lo de alguma forma pode fazer grande diferença!

Quero saber, nos comentários, a sua opinião, mas primeiro vou apresentar algumas dicas que você pode seguir para se estressar o mínimo possível no caos dos aeroportos e engarrafamentos turísticos de final de ano!

O checklist da bagagem de mão

Quem viaja sabendo da possibilidade de caos no aeroporto tem oportunidade de ir preparado para ele, viajando com roupas confortáveis e fáceis de limpar, adequadas às condições climáticas não apenas do destino, mas também das escalas e conexões, e levando na bagagem de mão um kit básico de sobrevivência aeroportuária, incluindo um subconjunto dos itens abaixo:

  • Roupa adicional para frio, e uma muda das roupas que você poderia querer trocar em uma permanência prolongada. Afinal, encarar uma espera noite adentro em um saguão de aeroporto em roupas suadas, ou tremendo de frio, amplia bastante o stress.
     

  • Almofada ou travesseiro inflável, à venda em lojas de malas. Quase não ocupa espaço, é fácil de inflar e desinflar, e amplia o conforto quando você encontrar um local para montar uma caminha com páginas de revista e revezar com alguém as sonecas e a vigilância das malas e dos horários de vôos.
     

  • O celular com bastante carga na bateria e crédito para ligar para quem precisar saber da situação. Leve junto o carregador e, se a bateria dele não for duradoura a ponto de se usar com tranquilidade suas funções de MP3, despertador, etc., vale a pena complementá-lo com outros aparelhos portáteis específicos para estas finalidades, para não acabar ficando incomunicável ou sem despertador - função essencial neste tipo de situação.
     

  • Fones de ouvido com supressão de ruídos externos – mas só se você puder contar com os colegas para chamá-lo se surgir alguma necessidade.
     

  • O despertador do seu celular, preferencialmente com alerta vibratório, para acordá-lo ou chamar sua atenção na hora certa (ou periodicamente) mesmo se estiver usando os fones acima.
     

  • Distração: Jogos (eletrônicos, um baralho, etc.), caneta e papel, material de leitura casual agradável.
     

  • Higiene pessoal: Escova de dentes, pente, desodorante.
     

  • Todos os remédios que você toma regularmente, kit de viagem das lentes de contato, analgésico, antigripal, lenços umedecidos, pastilha para garganta - as farmácias dos aeroportos fecham!
     

  • Alimentação: Barras de cereais ou biscoitos, agua engarrafada (quando possível) - as lanchonetes dos aeroportos fecham!
     

  • Algum dinheiro trocado.
     

  • Conexão móvel à Internet: se você tiver (em um celular, smartphone, netbook, laptop, etc.) esta pode ser a situação ideal para tê-la consigo: para consultar informações, comunicar-se, ou mesmo distrair-se. Para mim tem funcionado (com desempenho aceitável) em todos os locais para os quais viajei recentemente, e mesmo quando o desempenho piora, é melhor do que não ter acesso na hora da necessidade.

Atenção aos itens controlados (como medicamentos, desodorante ou mesmo a garrafinha de água) - consulte antes o regulamento ou as instruções das autoridades competentes!

O essencial da segurança

Um aeroporto caótico é uma oportunidade e tanto para os larápios, portanto todo cuidado é pouco: nada de objetos valiosos nos bolsos externos das mochilas, mantenha atenção constante ao que estiver nos seus próprios bolsos, e não se descuide do que largar sobre as mesas, balcões ou mesmo no chão: seus oponentes neste jogo são acostumados ao que fazem, e é muito difícil recuperar algo surrupiado em situações caóticas.

Merece consideração especial a questão dos grupos: um mínimo de organização pode permitir turnos alternados de vigilância (sobre a bagagem, sobre os painéis e sobre os avisos da companhia) enquanto os demais relaxam; ao mesmo tempo, pode ser importante combinar especificamente horários e pontos de reunião caso alguém se desgarre da manada.

E se você estiver sozinho, atenção redobrada, especialmente se for usar fones de ouvido ou prestar atenção a um jogo ou livro - no mínimo, prenda uns aos outros todos os itens soltos (o casaco na mochila, a mochila na maleta, etc.), e não deixe à vista nada que "dê pinta" de que você está carregando algo altamente roubável, especialmente aparelhos eletrônicos.

Eu costumo prender a alça da mochila à minha perna, quando sento para ler um livro ou ouvir música. Mas se você for viajante frequente, pode valer a pena investir em uma correia para notebooks como as travas da Targus que têm detector de movimento e, quando ativadas, protegem a mala inteira contra ladrões furtivos - se alguém pegá-la, ela vai berrar bem alto, imediatamente.

Quanto à bagagem que você despacha, sugiro duas providências simples e eficazes: (1) tire foto da mala e do seu conteúdo, antes de fechá-la - pode facilitar sua vida em caso de extravios ou de disputas diversas. (2) identifique-a de forma chamativa, com fitas coloridas e etiquetas adicionais (com seu nome e contato) presas às alças - não vai impedir que alguém a roube, mas facilita que você a identifique na esteira, e evita que alguém que tenha mala igual a pegue por engano.

Gestão da informação

Viagens geram grande volume de dados e documentos: números de assentos, de reservas, dados do check-in do aeroporto, dados do hotel, endereço da casa alugada, e tantos outros.

O que estiver em papel (ou anotado) pode ir em uma pasta ou envelope específico, com bolso certo na mochila, para que nada se perca misteriosamente e só reapareça quando não for mais necessário, como é a tendência natural destes objetos ;-)

Mas há algo ainda melhor que você pode adotar, em complemento ao envelope: use bem a câmera do seu celular, tirando fotos dos recibos, dos comprovantes, das instruções, das telas dos sistemas, do telefone ou URL que voce viu em um cartaz ou outdoor, da fachada de uma loja que vai recomendar a alguém, etc. Serve como backup e também como facilitador de consulta.

Além disso, há uma consideração logística importante a fazer: itens que possam ser necessários em momentos específicos devem ter um lugar certo, para que ninguém tenha que perder tempo procurando na hora de usar, e assim acabar perdendo uma foto espetacular, seu lugar na fila, a paz de espírito, etc. E aqueles mais urgentes, como o bilhete de embarque, devem ficar à mão, mas em um local seguro, à salvo dos dedos leves dos amigos do alheio!

Entretenimento portátil

Cada um tem sua receita: livro, revista, sudoku, palavras cruzadas, música, filmes, videogame... O essencial é ir bem suprido.

Eu às vezes recorro ao celular (para um jogo rápido ou para navegar na web, quando dá), mas tenho levado comigo um videogame PSP com alguns jogos, mas também com uma seleção de músicas, e algum filme ou seriado na memória. Basta estar em um local suficientemente seguro e discreto, colocar os fones de ouvido (ligando ou não a atenuação de ruídos externos, dependendo da ocasião), e relaxar, escapando da programação duvidosa da central de entretenimento do avião, ou tentando esquecer do desconforto das salas de embarque.

Parei de usar o notebook para esta finalidade, porque no final das contas o PSP é mais prático e discreto, é leve o suficiente, e não há necessidade de se preocupar com consequências mais sérias de um eventual esgotamento das suas baterias. E caso elas acabem (e acabam…), sempre posso contar com um livro leve ou revista que vai como backup na bagagem de mão.

Aumentando a duração das baterias

Quando há tomadas para recarregar, elas costumam ser disputadas quase a tapas, e o melhor é depender delas o mínimo possível - o que vai ficando cada vez mais difícil conforme a estadia não-programada no saguão se prolonga.

Para o notebook funcionar ao longo de um período extenso sem precisar de recarga, desativar os efeitos 3D, reduzir o número de processos desnecessários em execução, desligar a rede wireless (se não estiver em uso) e não usar CDs e DVDs nele pode ajudar.

No caso do celular, já demos várias dicas para aumentar a duração da bateria, mas o Lifehacker insiste em uma que não mencionamos: segundo ele, deixar o celular em contato com nosso corpo (por exemplo, no bolso da calça) tem um malefício extra: o calor acelera o consumo da bateria. Uma razão a mais para deixá-lo em um local mais saudável.

Outra dica, para os casos em que for necessário, é ter baterias extras, os carregadores para elas, e o preparo físico para transportar o peso extra delas por aí.

Como diria nossa ex-ministra do turismo...

Na hora de falar sobre o tema, é difícil não lembrar do imortal conselho dado pela Ministra aos brasileiros expostos ao caos aéreo há alguns anos: "relaxa e goza!"

Muitas vezes é difícil relaxar e aproveitar quando nossos direitos estão sendo desrespeitados, condições mínimas de conforto estão sendo negadas, falta informação, falta responsabilidade e ao nosso redor todo mundo está estressado, com pressa de chegar ao seu destino, e parados em filas intermináveis que podem não chegar a lugar nenhum.

Mas ceder ao stress dificilmente resolve a situação, e pode agravá-la. Tomando algumas providências de preparação, e optando por uma atitude positiva, você pode sofrer menos que o vizinho, e ainda reservar um pouco mais de energia para aproveitar quando finalmente chegar ao seu local de destino!

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Resultado da promoção - ganhadores dos blocos e cadernos da Cícero Papelaria

Coroando uma bem-sucedida campanha para divulgar nosso perfil @efetividadeblog no Twitter, chegou o momento do sorteio anunciado há 2 semanas, com o apoio da Cícero Papelaria, que faz os blocos e cadernos no estilo "moleskine" que eu recentemente descrevi e agora sorteei para vocês.

Agradeço a todos os que participaram, conto que continuarão ajudando a divulgar o blog e o perfil no Twitter, e vou me esforçar para continuar colocando conteúdo interessante para justificar seu apoio!

Sem mais delongas, vamos à lista dos vencedores. Todos devem entrar em contato comigo por e-mail (augustoΘaugustocampos.net) com o subject "sorteio do efetividade" até o dia 6/12/2009 para me informar seu endereço postal completo (com CEP) - após este prazo, ou assim que eu tiver todos os endereços, farei os envios! Vou responder a estes e-mails, confirmando o recebimento, em até 24h - se eu não responder, use o formulário de contato para descobrirmos o que houve de errado com sua mensagem!

Seguidores do @efetividadeblog

Tenho a felicidade de informar que alcançamos a marca de 950 followers ao longo da segunda semana da promoção. Agradeço a todos que ajudaram a divulgar! Os sorteados foram:

  • @techberto (Alberto Fabiano | São Paulo, Brasil): brinde 2 ("Caderneta Cícero Papelaria pautada, formato caderno escolar (14×21cm), capa rígida em vermelho vivo com elástico, 160 páginas em papel alcalino especial.")
  • @ricardovm (Ricardo Mannrich | Curitiba - PR): brinde 1 ["Kit com caderneta Cícero Papelaria grande (19×25), 80 páginas, papel alcalino especial, encadernação costura + caderneta Cícero Papelaria bolso (9×13cm), 64 páginas, papel alcalino especial – ambos sem pauta e com capa flexível."]

Blogueiros que ajudaram a divulgar a campanha

Obrigado a todos! Os sorteados são:

  • Delicate Fences: brinde 3 ("Caderneta Cícero Papelaria grande (19×25), 80 páginas, papel alcalino especial, encadernação costura, sem pauta e com capa flexível.")
  • Panela de Expressão: brinde 4 ("Bloco Cícero Papelaria de bolso, 96 folhas, papel alcalino, encadernação espiral superior, sem pauta.")

100 primeiros seguidores do @efetividadeblog

Muitos deles começaram a seguir antes mesmo de eu iniciar a campanha. Obrigado! O sorteado foi:

  • @tonycelestino - brinde 6 ("Duas cadernetas Cícero Papelaria de bolso, 64 páginas, papel 100% reciclado, capa flexível, sem pauta.")

Pessoal que mandou a frase pelo formulário de contato

Foram tantos! Mas a sorteada foi a:

  • Sabrina Nunes (22/11/2009) - brinde 5 ("Caderneta Cícero Papelaria de bolso, com papel especial para desenho, 112 páginas, papel alcalino especial, capa rígida preta com elástico.")

Pessoal que ajudou a divulgar o @efetividadeblog no Twitter

Agradeço todo o apoio! O sorteado foi o:

  • @rodrigofoca (6/11/2009, 19h30): brinde extra: Caderneta A6 Cícero Papelaria, sem pauta, 10x15cm, 96 folhas, papel alcalino especial, capa rígida vermelha.

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