Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Como organizar melhor suas chaves e chaveiros

Chaves e mais chaves. Conforme fui me aproximando dos 30 anos, os chaveiros só cresceram. São as chaves de casa, do trabalho, do carro, da bicicleta, de gavetas & maletas, da correia do notebook, e tantas outras que nem consigo inventariar de cabeça.

Uma das maneiras que adotei para lidar com isso é ter mais de um chaveiro, o que traz conveniência mas pode reduzir a disponibilidade ou a segurança final da solução, dependendo das alternativas adotadas.

Mas mesmo com um chaveiro menor, reduzido às chaves de casa (2 portas em série + caixa de correio), do carro e do escritório (3 portas em série), às vezes é chato o processo de encontrar a chave certa, ainda mais quando algumas são parecidas e há fatores complicadores - escuro, pressa, etc. E é sobre algumas soluções para esta situação tão corriqueira que trataremos hoje.


Antes um esclarecimento: essa semana publicarei um post requentado (é um que eu publico já há 3 anos, sempre nesta época), mas achei que desde nosso recente acordo sobre a periodicidade ideal dos posts, e considerando o quanto vocês vem sendo bacanas quando peço feedback, vocês mereceriam este post extra de hoje.

Passos 1 e 2: reduzir e separar

Há quem carregue consigo um molho de chaves que parece aquele de chefes de zeladoria de locais de crime em filmes policiais: tem chave de tudo, desde a central de refrigeração do prédio até a mala de viagens usada só uma vez a cada 3 anos.


Organizador de chaves, adesivo, para 8 chaveiros - custa R$ 12 ali na papelaria da esquina

Se for o seu caso, pense se há necessidade de andar com tudo isso consigo, e no trabalho que você terá se perder este molho. Coloque em chaveiros separados por função (casa de praia, gavetas, portas auxiliares, etc.) as chaves que usa mais raramente, e aí guarde-os em um lugar seguro e fácil de lembrar. Pode ser a oportunidade de instalar um claviculário simples - como o da imagem acima - dentro de algum armário da sua casa - mas escreva os rótulos dos chaveiros sempre considerando a possibilidade de que uma identificação muito clara possa ser, em si, um risco à segurança caso o chaveiro caia em mãos erradas.

As chaves que sobrarem serão as que você terá que continuar levando consigo diariamente - talvez separados em 2 chaveiros, como acontece com quem tem excesso, ou mesmo prefere separar as chaves do carro para evitar danos ao contato da ignição (ou mesmo à lataria), entre outros motivos.

Passo 3: classificar e ordenar para facilitar

Escolher a chave certa nem demora tanto assim, mesmo que haja 5 chaves aparentemente iguais no chaveiro. O problema é que é comum precisarmos achar ainda mais rapidamente a chave certa - para aproveitar o elevador que já está no nosso andar, porque estamos apressados para ir ao banheiro, porque o telefone está tocando, porque é pouco seguro aguardar do lado de fora, etc.

Uma solução simples e que facilita até mesmo para achar a chave certa no escuro é colocar as chaves na ordem do seu uso comum, contando a partir do chaveiro. Quando você segura o molho de chaves pelo chaveiro, a chave que fica mais aparente (na foto acima poderia ser a amarela) deve ser a que abre a primeira porta no seu caminho para entrar em casa, e as demais ficam na ordem das portas correspondentes - assim, basta ir rotacionando conforme você avança.

Se o mesmo chaveiro tiver as chaves de mais de uma casa, ou de casa e do escritório, agrupe-as desta forma, mas cada um dos caminhos (o de casa e o do escritório, por exemplo) deve começar pelas duas extremidades do molho de chaves. Chaves que não sejam das portas do seu caminho (da bicicleta, da caixa do correio, da gaveta...) devem ficar no centro ou, idealmente, colocadas ao lado de uma chave maior que sirva como referência para localizá-las mesmo sem vê-las.

Passo 4: identificar e destacar o que merecer

A classificação em ordem de uso funciona bem quando seguimos uma sequência básica de uso das chaves: por exemplo, quando seguimos a rotina de abrir primeiro o portão externo, depois a portaria do prédio, a caixa do correio e finalmente a porta de casa.


Estas NÃO são as chaves que eu pintei

Mas há chaves que não abrimos em nenhuma ordem particular. Por exemplo, no meu escritório eu tenho 3 chaves visualmente parecidas que servem para abrir 2 gaveteiros e um armário de documentos. Passei algumas semanas me confundindo com elas, até que arranjei um pouco de tinta para modelismo (verde, vermelha e azul) e pintei as cabeças das 3 chaves com uma grossa camada, cada uma na sua cor - já que não havia no comércio local a opção de fazê-las já coloridas previamente. Para evitar de vez a confusão, fiz um discreto pontinho da mesma cor no pé dos móveis respectivos - e a partir daí acabou a dúvida.


O Lifehacker sugeriu pintar com esmalte de unha, mas eu tenho minhas dúvidas...

Como essas chaves não andam no bolso, provavelmente a tinta vai durar bastante nelas - e se ela se desgastar, eu volto a pintar, ou de repente já terei encontrado outra forma de diferenciá-las - como a pintura com esmalte de unhas que o Lifehacker indicou - mas não boto muita fé na durabilidade, mesmo se for aplicada uma grossa camada como a da foto acima. As leitoras que pintam as unhas regularmente talvez possam avaliar melhor!


Serra, lima e morsa de bancada

Uma alternativa que eu também uso (e também herdada do meu avô) resiste muito melhor aos maus-tratos dos bolsos e chacoalhadas a que os chaveiros estão sujeitos. E é bem simples: quando uma chave for usada com frequência mas tiver que ficar no meio do molho (pelos critérios apresentados acima), pode-se pegar uma lima, ou uma serrinha para metais, prender a chave firmemente em uma morsa (ou grampo, ou torno, ou o que você usar para dar firmeza e segurança à operação) e fazer um pequeno "dente" de 1x1mm na lateral da cabeça da chave (não esqueça de lixar depois, para não se cortar nem furar os bolsos).

Com isso, dá para achar a chave facilmente mesmo no escuro. A maioria das chaves tem a cabeça arredondada, e se só uma delas tiver um dente, você logo vai estar encontrando a chave certa antes mesmo de tirar o chaveiro do bolso.

Complementos criativos

Para mim o ideal seria ter um chaveiro que fosse tão pequeno quanto possível, e isso se consegue (também) limitando as diversas funcionalidades extras que se pode agregar a ele. Mesmo assim, eu não abro mão de duas delas, que ilustrarei a seguir.


Chaveiro-lanterna

A primeira é o chaveiro-lanterna com LED, cuja pilha já vem durando há muitos anos e já iluminou muitos corredores e escadarias quando faltou luz, o interior da caixa postal pra evitar ter de abri-la para ver se algo chegou, o interior do porta-malas quando cai algo pequeno dentro dele, e assim por diante. É baratinho, fácil de encontrar e ajuda nas mais variadas circunstâncias.


Swisstech Utili-key

A segunda é o Utili-key - até já escrevi um artigo inteiro sobre ela. Em resumo, ela se encaixa no chaveiro, têm o tamanho aproximado de uma chave de fusca, e oferece lâmina (inacessível quando no chaveiro), chave philips e de fenda, e abridor de garrafa.

A gambiarra acima não é minha, mas confesso que gostaria de ter os meios e habilidades para fazer uma dessas, usando as instruções do Instructables.

Estes pendrives em forma de chave, da Lacie, parecem também ser bastante práticos (especialmente o modelo pequeno), e certamente são criativos. Nunca usei, mas noticiei o lançamento deles, acrescentando alguns detalhes a mais.

Para fechar, temos a chave-chaveiro. Pode não ser perfeita (melhor seria se o anel dela fosse rotacionado 90 graus, para ela se encaixar lateralmente com as demais chaves do chaveiro), mas não há dúvida de que é uma idéia criativa.

Concluindo

Às vezes há pouco a melhorar nas tarefas do dia-a-dia, mas são justamente estes problemas pequenos (que às vezes nem reconhecemos) que usualmente oferecem grande sensação de benefício quando podemos torná-los mais eficientes, produtivos e efetivos.

Como na ocasião em que tratei de como tornar menos volumosa a sua carteira, tenho certeza de que muitos leitores terão suas próprias dicas e opiniões sobre o que foi apresentado. Se for o caso, compartilhe conosco nos comentários!

Plágios: A "Estratégia Shakira" para lidar com o "roubo de conteúdo" de nossos blogs

Plágios de conteúdo são um fato da vida, mas entre os blogs que publicam material original a questão de ser vítima do plágio é especialmente presente. Considero uma situação inevitável no momento, mas a "estratégia Shakira" ajuda a minorar os danos (ou até mesmo a questionar o tamanho do impacto real deles) e me permite encarar a situação com muito menos stress.


A cantora colombiana Shakira

Coloquei a expressão "roubo de conteúdo" entre aspas até no título, porque ela é bem imprecisa. Roubo é algo bem definido na nossa legislação, mas o que o pessoal que reproduz sem autorização (e sem nem mesmo citar a origem, às vezes) o conteúdo de blogs em desacordo com os direitos autorais de seus verdadeiros autores, quando é crime, tem outros nomes - não é propriamente roubo.

O que a Shakira tem com isso?

Roubo ou não, essas reproduções não autorizadas incomodam bastante gente - a alguns mais do que a outros. Vejo tantas vezes artigos e posts apresentando detalhamento jurídico da questão, descrevendo estratégias para lidar (extra-judicialmente ou não) com a questão de reagir às pessoas que plagiam artigos, e outros temas relacionados, e sempre me pergunto sobre a efetividade disso tudo, porque na prática sempre chega mais gente para copiar mais e mais, e raramente vejo medidas individuais que compensem esforço.

Se este tipo de medida reativa ou punitiva (que não vou abordar) lhe interessar, dê uma olhada no post da Nospheratt a respeito, e depois consulte seu advogado - inclusive sobre aspectos como as limitações aos direitos autorais, que são o instrumento que, quando bem usado, pode permitir reproduzir material até mesmo quando o autor colocou uma tarja de "todos os direitos reservados, reprodução proibida".

Mas minha abordagem é bem outra, e o que me levou a pensar em dividir com vocês minha opinião sobre isso foi uma notícia da semana passada sobre o posicionamento da Shakira sobre os downloads não-autorizados de suas músicas.

E ela tem até bastante dinheiro a potencialmente perder com isso, afinal tem sido recordista de vendagens internacionais (inclusive por ter apelo em várias situações demográficas...), mas mesmo assim se preocupa pouco com os fãs que obtém as músicas via Internet sem pagar, e sem autorização: para ela, isso até a faz sentir mais próxima deles.

Mas a ligação essencial entre o que ela pensa sobre o compartilhamento não-autorizado das suas músicas e o que eu penso sobre os plágios do nosso material escrito em blogs é este: Shakira acha inevitável que compartilhem os arquivos de suas músicas - e por isso se estressa menos com isso.

Temos isso em comum, eu e a Shakira: também assumo que o plágio do meu material textual é inevitável, e por isso me estresso menos com ele. Me estresso tão pouco com o assunto, que optei desde o nascimento do site pelo uso de uma licença que permite livre republicação - o que não me livra dos plágios, porque o pessoal não quer republicar, eles querem mesmo é copiar na íntegra sem mencionar fonte nem autoria, e ainda agir como se o material fosse criação deles.

Afinal, a cada minuto surgem 5 adolescentes achando que vão ficar ricos rapidamente montando um blog com material que "encontram pronto" na web, mandando "propostas de parceria" pra todos os sites com PageRank 4 ou superior que encontrarem, e enchendo todo o espaço disponível com bannerzinhos questionáveis ;-)

É preciso reconhecer o inevitável

Note que não estou sugerindo que você não deveria tentar evitar ou coibir plágios. Cada um escolhe a conduta que melhor se adequa às suas circunstâncias.

Mas ao reconhecer o plágio na web como algo inevitável leva a pelo menos uma vantagem: precisamos levar isso em conta na hora de desenvolver uma maneira de lidar com a situação - afinal, a resposta planejada a um risco precisa considerar a probabilidade de que a situação ocorra. E esta resposta pode ser algo simples, como decidir ignorar completamente a questão (que não é o que eu recomendo).

Outra alternativa é a "estratégia Shakira" que mencionei no título, e que eu pessoalmente adoto há tempo, e que hoje vi também ser recomendada no artigo "25 things I wish I’d known when I started blogging": tirar algum proveito da preguiça e desatenção dos plagiários.

Aplicando a "estratégia Shakira"

Links para seu site publicados por quem vive de plagiar conteúdo alheio valem pouco como "ferramenta de SEO" no sentido em que esta expressão é mais frequentemente empregada: algo que faça aumentar o PageRank ou gere algum benefício em decorrência da classificação do seu site nos mecanismos de busca.

Mas eu tenho o hábito de analisar as estatísticas de acesso dos meus sites, e percebo como é frequente receber visitantes vindos destes sites plagiários, e como muitos destes visitantes inesperados navegam por várias páginas dos meus sites. São visitantes da categoria mais desejada: já chegam interessados nos assuntos que cubro. E acredito que muitos deles até mesmo acabem voltando mais vezes, ou assinando o feed do site - a lei das probabilidades indica que sim.

Isso acontece devido à minha implementação da "estratégia Shakira" mencionada acima. Como sei que a maioria destes plagiários é de preguiçosos que mal dominam suas ferramentas de publicação, faz tempo que aplico a prática de, sempre que consigo, encaixar em meus próprios textos alguns links que façam sentido dentro do contexto, e conduzam a outros textos aqui do Efetividade que tratem de temas relacionados.


A cada 5 minutos surgem vários teenbloggers achando que vão revolucionar a web - com conteúdo alheio

Como os plagiários compartilham entre si a característica essencial de ser preguiçosos, geralmente eles copiam os posts integralmente, incluindo os links - e aí, ao publicar o artigo em seus próprios sites, acabam fornecendo aos seus leitores estes links para o meu conteúdo original. Não que eles tenham muitos leitores, mas dentre os poucos que há, alguns têm interesse nos temas abordados, e acabam chegando a mim desse jeito - e parto da premissa de que o conjunto de material original que disponibilizo aqui tende a ser mais interessante que as coleções de artigos plagiados que há nestes sites de onde estes visitantes surgem ;-)

E leitores que já chegam interessados nos temas que abordo é algo que sempre me interessa, mesmo que eles cheguem a mim por este caminho tão pior que os demais...

Ninguém espera a inquisição espanhola

O pessoal que reza pela cartilha do SEO para aumentar a visibilidade dos seus blogs pode ficar preocupadão com este tipo de prática da "estratégia Shakira" (que, de fato, não é uma técnica de SEO), porque são doutrinados a acreditar que conteúdo duplicado e links vindos de sites duvidosos prejudicam o PageRank e outros indicadores gerenciados pelos sites de busca.

A premissa é mesmo verdadeira, mas não necessariamente a conclusão. Ocorre que os sites de busca não são bobos e nem burros - eles nos permitem aplicar a técnica de seleção de alvos desenvolvida inicialmente pelas tropas católicas, na Idade Média.


Cruzada Albigense

Explico: a História registra que durante a Cruzada Albigense, dirigida contra a chamada "heresia cátara" na França, em um determinado momento o líder das tropas papais deu a ordem de que se exterminasse a população da cidade de Béziers sem levar em conta a filiação religiosa de cada uma das vítimas e pronunciando, segundo a crônica de Cesáreo de Heisterbach, a frase: "Matai-os todos, Deus reconhecerá os seus!"

Por trágico que possa ser o exemplo, e sem querer fazer paralelo entre os agentes envolvidos, a estratégia de seleção de alvos da Cruzada é similar à que pode ser aplicada por muitos de nós (exceto em casos bem específicos de tramas armadas com a intenção de prejudicar um site) na hora de se preocupar com o "efeito SEO" de artigos duplicados e links de procedência duvidosa: saber que o Google costuma ser muito bom em "reconhecer os seus", e em remover os efeitos (positivos ou negativos) destes sites sobre as suas métricas.

Concluindo e resumindo

O tempo passa, e fico cada vez mais com a impressão que a palavra problogger, que já foi popular, está caindo em desuso. Nunca me considerei enquadrado na categoria (sou blogueiro amador há mais de 10 anos, com muito orgulho), mas entendo o interesse das pessoas que lidam com seus blogs como se fosse um empreendimento com fins lucrativos.

Para mim, o interesse maior é ter leitores interessados no que escrevo, e de preferência que venham até aqui regularmente, de modo a estabelecer um diálogo, seja pelos comentários ou pelas reações silenciosas que detecto ao analisar as estatísticas de acesso do site - qual a expressão de busca que as pessoas estavam procurando quando chegaram aos artigos, quais os links internos que elas seguiram, etc.

Neste sentido, os plagiários não ajudam, mas ao mesmo tempo eu reconheço que não conseguirei evitá-los, assim como a Tecnologia, a Lei e a Justiça não conseguirão - ao menos a médio prazo. Reconheci isso há bastante tempo, e montei uma estratégia de redução de dano para trabalhar isso a meu favor, dentro do possível.

Os resultados, em números absolutos, são pequenos - afinal, sabemos que estes blogs plagiários não têm tantos leitores assim, nem costumam durar muito. Mas eles são constantes, e têm um componente interessante: todos os (poucos) leitores que chegam desse jeito todos os dias, chegam porque estão de fato interessados nos temas que abordo, e não por acidente ou como efeito de redes de contatos. Leitores assim são sempre bem-vindos!

Portanto, concluo: um brinde à Shakira e ao gerenciamento de riscos!

Rapidinha efetiva #1: organização de cabos, celular no banheiro, e filtro de privacidade para tela de notebook

Conforme combinamos na semana passada, vou tentar manter uma coluna regular (semanal, sem data fixa) para tratar mais rapidamente de uma coletânea de assuntos que tenham atraído minha atenção mas não o suficiente para escrever um artigo completo sobre eles.

Dependendo do feedback de cada um dos temas nos comentários, eu eventualmente voltarei a ele posteriormente com mais profundidade. Isso é uma dica sutil de que eu gostaria muito que você comentasse sobre o que achou ;-)

Nova pesquisa sobre os "zumbis de celular"

Lembra quando eu escrevi sobre os zumbis de celular, e sobre uma pesquisa que mostra como a maioria das pessoas se irrita com esta gente sem noção?

Pois agora surgiu outra pesquisa, agora patrocinada pela Intel, comprovando as conclusões da primeira: o público sente falta de "regras de etiqueta" mais claras (e difundidas!) quanto ao uso de celular.

Além de tratar das questões da oportunidade de uso (se a pessoa se incomoda ou não quando outra responde mensagens ou atende o telefone durante uma refeição, por exemplo), também tratou de outros aspectos mais sutis, como o entendimento dado a cartões de felicitações recebidos on-line, por exemplo.

E, ao contrário da pesquisa anterior, desta vez a maioria dos entrevistados disse não estranhar quando percebem pessoas usando celular ou notebook no banheiro.

Boa pauta para o Dr. Bactéria, né? Por favor, por favor, por favor não façam isso com notebooks e smartphones da empresa, ou outros cujo uso seja compartilhado com mais pessoas.

Organizando cabos atrás da mesa

O Túlio Magno escreveu para avisar que ele encontrou uma implementação alternativa interessante para o meu organizador de cabos de R$ 20 que dispensa adesivos e furos na mesa. O meu continua em uso com exatamente os mesmos componentes originais (uma grelha e dois grampos-sargento), mais de 2 anos após eu ter escrito o artigo sobre ele.


A base da solução alternativa do Túlio

Ao contrário do meu modelo, que tem sustentação superior, pendendo do tampo da mesa, o do Túlio se baseia em um pequeno biombo aramado, que se compra (por R$ 12) em lojas de artigos para varejistas. Ele descreveu a experiência dele em Organizando cabos e acessórios - vai lá!

Alguém já usou o "filtro 3M Gold" para privacidade da tela do notebook?

O "filtro 3M Gold" é uma película nada barata (50 a 100 dólares) que, segundo consta, reduz bastante a visibilidade da tela do notebook para quem não está imediatamente à frente dela.


De frente, tela normal; de lado, só um brilho dourado. Alguém confirma?

Ou, como diz a Info, "você já parou para pensar no quanto a pessoa que está sentada aí do seu lado tem acesso às informações confidenciais do seu computador?" Eu já, e por isso não costumo manipular informações confidenciais quando há alguém ao lado que não possa vê-las. Mesmo assim, um filtro destes que funcione aumentaria bastante a sensação de privacidade ao usar o notebook fora do escritório...

Só que, pelo preço mencionado, não vale a pena fazer o teste e correr o risco. Por isso a pergunta: alguém já testou ou viu funcionar?

Sites recomendados da vizinhança

O tema aqui do Efetividade é amplo e difuso - passa por produtividade pessoal, lifehacking, tecnologia, home office, finanças pessoais e muito mais.

Isso significa que temos uma grande vizinhança de blogs nacionais com temas similares, muitos deles excelentes. Vou tentar ir recomendando alguns deles, a cada semana, pra estimular a boa vizinhança e para garantir que vocês saibam onde procurar mais assuntos relacionados.

Ao invés de começar pelos grandes e mais claramente relacionados, que muitos de vocês já devem conhecer, quero iniciar com um blog cujo relacionamento é mais colateral, mas tem muitos pontos de contato com as pautas daqui, embora às vezes seja bem mais "de menininha" (no bom sentido): o Canto da Lu.

Comece por estes posts de lá, que tem ligação mais direta com os temas daqui:

E isso conclui nossa "Rapidinha Efetiva" desta semana. Aguardo suas opiniões para que o formato possa ir sendo aperfeiçoado nas próximas edições. Bom final de semana!

Pilhas e mais pilhas? Como organizar suas revistas e periódicos de referência

Quem tem o hábito de ler revistas e periódicos está sujeito a acumular grandes quantidades delas, por variadas razões: apego, colecionismo, interesse em consultas posteriores, etc.

E se perguntarmos a diversos profissionais, teremos variadas respostas sobre qual a forma correta de lidar com elas: alguém da biblioteconomia ou arquivologia explicará como melhor classificar e armazenar, a turma da produtividade pessoal explicará como o GTD (ou outro método) indica que devemos lidar com materiais de referência, e o pessoal do colecionismo (por hobby ou não) virá com suas técnicas avançadas, envolvendo armazenagem individual em sacos plásticos selados, uso de luvas para manipular as revistas (sempre pelas bordas, jamais pelo lado encadernado!) e outras medidas que parecem exageradas para quem não compartilha dos mesmos interesses (é o meu caso).


É o correto procurar os conselhos de alguns destes especialistas (arquivistas, etc.) quando temos necessidades específicas, mas às vezes basta um pouco de atenção e algumas horas de trabalho podem dar uma arrumação suficientemente boa para aquelas pilhas de revistas que estão ali ocupando espaço e nas quais você nunca acha nada na hora em que precisa procurar.

Como eu fazia tudo errado

Para quem já se converteu à leitura somente por via eletrônica, o relato que farei a seguir parecerá extremamente anacrônico. Parcialmente eu também penso assim: as raízes dos fatos narrados ainda estão no final do século passado, e eu mesmo hoje já leio bem mais edições eletrônicas de periódicos do que já o fiz no passado.

Mesmo assim, antes de prosseguir eu preciso confessar: já houve época em que eu fazia tudo errado no que diz respeito a guardar revistas em casa. Morei durante alguns anos no mesmo apartamento, e neste período simplesmente fui acumulando (cuidado com os acumuladores!) e empilhando, sem grande classificação, e chegando até mesmo a comprar uma estante extra quando o espaço acabou.

Eu colaboro com textos para algumas revistas, e isso me levava a guardar com atenção exemplares delas - não apenas os que tinham minha participação. Além disso, sou a alegria do jornaleiro: leio avidamente revistas nacionais e importadas sobre variadas áreas de interesse - afinal, para ter assunto na hora de escrever para vocês, é preciso ler bastante, e de fontes variadas, certo?


As bandeirolas ajudam mas não resolvem...

Mas só empilhar e marcar páginas não ajuda muito - não importa se você tem apenas uma pilha, ou se tem mais de 10 pilhas altas e sempre correndo o risco de tombar, como era o meu caso, as pilhas são grandes acumuladores de pó, são difíceis de organizar e manter organizadas, e a presença delas é um estímulo constante a continuar acumulando cegamente as revistas.

Resultado: chegou um dia de mudança e eu percebi que tinha grande quantidade de papel guardado, e que mesmo que o conteúdo fosse interessante, eu já havia lido tudo o que me interessava, e grande parte não voltaria a me interessar. Passei 2 tardes separando o que me interessava preservar, e o que poderia interessar a outros, doei algumas coleções completas para uma biblioteca escolar, e descartei (para reciclagem) 2 carrinhos de supermercado cheios de revistas que estavam lá acumulando espaço.

Como tudo pode ser melhor

Depois da mudança, resolvi tomar os passos necessários para evitar que o mesmo comportamento (que acontecia no meu "modo automático") se repetisse. Continuei lendo a mesma quantidade de revistas (embora tenha mudado algumas categorias - boa parte das revistas nacionais do "mundo PC" permitiu que a Internet as tornasse irremediavelmente atrasadas e obsoletas), mas providenciei para que o acúmulo cego e o empilhamento sem sentido não acontecessem mais.

A primeira providência, como para mim a questão das revistas é de interesse profissional, foi inserir no planejamento financeiro do home office a compra de alguns organizadores de revistas como o da foto acima, da Acrimet. Aproveitei uma promoção do site da Kalunga e já comprei direto uma dúzia, para ter alguma folga na época (mas desde então já precisei comprar mais alguns, porque o crescimento vegetativo é inevitável).

A Kalunga entrega rápido, então no fim de semana seguinte já pude dar fim às pilhas, classificando por área de interesse todas as revistas que optei por guardar - algumas por ter participações minhas que eu tinha interesse especial em preservar, outras pelo interesse para referências futuras, outras pelo potencial de entretenimento: tenho várias revistas sobre História moderna e contemporânea, lado a lado com algumas sobre curiosidades (no estilo Charles Fort), e um revisteiro inteiro cheio de graphic novels dos anos 1990, por exemplo.

Assim, as revistas sobre administração e gerenciamento de projetos ganharam suas caixinhas, as de código aberto, TI e video games idem, e ainda reservei uma caixinha específica para cada título que assino ou compro regularmente, como a Trip e a T3, para guardar nelas todos os exemplares que couberem, em ordem cronológica - quando a caixinha enche, descarto (doando ou reciclando) os 3 exemplares mais antigos da mesma caixa.


Revisteiros acima da minha escrivaninha (no alto)

A foto acima, tirada com o celular, mostra a prateleira dos revisteiros no meu escritório, no alto e diretamente acima da escrivaninha. Todas as caixinhas estão devidamente rotuladas e agrupadas, e na hora de consultar, basta baixar a caixinha desejada.

Olhando com atenção e boa vontade, dá para ver que alguns dos porta-revistas são de uma tonalidade diferente (incluindo o que está isolado, mais à direita). Eles são 'made in China', em madeira, e têm o dobro da largura dos de plástico, contando com um divisor central. Comprei em uma loja de materiais de construção(!), e paguei bem mais barato do que o preço dos de plástico.

Outra consideração essencial é que o uso da prateleira para esta finalidade foi levado em conta na hora de projetar o móvel. Revistas e livros são materiais pesados, é preciso haver sustentação adequada.

Mas tudo também pode ser diferente

Os revisteiros de plástico são apenas uma ferramenta: o essencial é que você tenha um local pré-definido e auto-classificante para ir guardando as revistas assim que terminar de lê-las. O fato de o espaço ser limitado ajuda a estimular o descarte (doe, ou recicle!) das revistas que não precisam ser guardadas.

Vale mencionar que não é muito difícil construir seus próprios revisteiros, se você tiver as habilidades necessárias (e as ferramentas, e os materiais!). De fato, é uma construção tão simples que pode até mesmo se basear em outras caixas e recipientes que você já tenha à mão. As da foto abaixo são caixas de sucrilhos recortadas, por exemplo.

Para encerrar, um alerta importante: guardar revistas em pé, agrupadas e expostas à luz, à umidade do ambiente, ao pó e aos insetos é algo que só pode servir como solução para quem guarda as revistas por poucos anos e considerando apenas o seu potencial de ser re-lidas. Se você estiver guardando revistas pensando em algum potencial valor histórico ou mesmo de revenda posterior, o melhor é seguir as dicas (exageradas para outros propósitos) do link que mencionei na introdução.

Quero produtos "bons o bastante" - chega de me oferecer recursos que não me interessam!

Você já ouviu falar na revolução do "Good Enough"? Eu quero produtos que sejam suficientemente bons, chega de complicação e excesso de recursos.


Este luxuoso cortador de grama me inspirou a escrever este artigo

Há anos o "mercado" vem nos condicionando a associar a idéia de qualidade à impressão de que o produto tem uma quantidade maior de recursos, ou adere aos mais avançados padrões tecnológicos. Isto se aproxima de conceitos válidos de qualidade e de grau (saiba mais: "O que é qualidade"), mas está longe de ser o meu conceito preferido: eu prefiro identificar qualidade pelo conceito clássico de Juran, que a define como "adequação ao uso".


Um "MP12 dual chip" quadriband 11MP com TV, FM, bluetooth, compositor de melodias e muito mais! ;-)

Esta associação de qualidade ao número de recursos conduz até mesmo a contradições ambulantes, como é o caso dos aparelhos tipo "MP9" e alguns celulares clones: o aparelho vem com funções de player de áudio e de vídeo, gravação e edição de áudio e vídeo, jogos nativos e emulados, tira fotos, acessa a Internet, faz ligações como celular (com 2 chips!), conecta ao computador, à TV, à impressora, a periféricos variados, tem viva-voz, suporta jogos nativos e emulados, tem uma infinidade de conectores e cabos. O usuário tem trabalho para aprender a operar, passa por dificuldades nas conexões, no uso dos menus, nos manuais e até mesmo para alternar entre as diversas funcionalidades.

No final das contas, o produto é difícil, complexo, faz bem mais do que o usuário queria, às vezes nem faz muito bem o que o usuário queria, e mesmo assim vende bem, porque comunica bem a idéia de ser alta tecnologia a um preço acessível, mesmo sendo um exemplo da inflamação conhecida em inglês como featuritis: o inchaço causado pela adição de excesso de novos recursos e "vantagens".

Só que a mesma conclusão vale para diversos aparelhos que não passam pelo estereótipo do design clonado na China: grandes marcas também lançam aparelhos de DVD, celulares, notebooks, tênis, câmeras, carros e outros aparelhos que excedem em muito os recursos que seus clientes realmente desejam usar. Mas os clientes compram assim mesmo, inclusive porque associam esta "capacidade adicional" a qualidade superior, a distinção, a exclusividade (porque outras marcas não oferecem os mesmos recursos), sem perceber que a complexidade para instalar, configurar e operar o produto se deve muitas vezes apenas a estes recursos que não serão utilizados.

Entra em cena o "good enough"

Fiquei sabendo da idéia da "Revolução do good enough" ('suficientemente bom') lendo o longo artigo The Good Enough Revolution: When Cheap and Simple Is Just Fine ('A revolução do bom o suficiente: quando o barato e simples já está bom'), de Robert Capps, na Wired.


Este liquidificador a gasolina simboliza para mim o oposto da idéia de "good enough"

A idéia é complexa e foi apresentada através de exemplos, então acho difícil sintetizar aqui (leia o artigo da Wired, vale a pena!). Mesmo assim, vou apresentar a conclusão: cada vez mais consumidores optam por produtos e serviços que tenham estas 3 características:

  1. custam bem menos que os concorrentes
  2. são bem mais fáceis de usar
  3. estão disponíveis a qualquer momento e lugar

Em outras palavras: para os experts, profissionais e aficcionados, continuam a existir as opções premium em cada campo. Mas o restante do mercado vem optando cada vez mais pelos produtos que são apenas... suficientemente bons.

O princípio de Pareto, que já abordamos anteriormente (ao falar sobre arrumação de roupeiros, acredite!), usualmente leva a concluir que se escolhermos bem os recursos de um produto, podemos chegar a um grupo de 20% deles que será responsável por atingir 80% das necessidades de seus usuários.

Qual a fração dos aplicativos do seu celular que você já usou, descontando os primeiros dias com ele, quando você estava ainda experimentando tudo? E dos recursos do seu sistema operacional? E das opções do menu de preferências do seu navegador, ou do seu editor de textos?

Vamos aos exemplos

A tese do Good Enough pode ficar mais clara se exemplificarmos um pouco, e vou tomar emprestados alguns dos exemplos do autor.

Note que além de ter as 3 características acima, todos eles têm algumas desvantagens também, bem como a ausência de uma série de recursos presentes em seus concorrentes. Mesmo assim, sua adoção só cresce:

  • Formato MP3: a compressão causa perdas na fidelidade do som, mas é o preferido de toda uma geração - cabe nos nossos aparelhos de bolso, pode ser facilmente transmitido e obtido pela Internet, é fácil de manipular e usar, custa menos.
     

  • Netbooks: eles têm menos memória, menos armazenamento, tela menor, teclado apertado. Mas são fáceis de transportar e usar em qualquer lugar, resistentes, mais baratos... bons o suficiente. E vendem muito bem. Quem sabe não teremos em breve uma junção dos netbooks com os notebooks low-end, e aí estes aparelhos serão o único computador de muita gente que hoje tem o netbook como segunda opção?
     

  • Anúncios textuais: sem celebridades, sem jingles, sem mascotes. Mas vendem bem, são baratos, alcançam o consumidor em quase todos os lugares, etc. Bons o suficiente, e responsáveis por 45% dos anúncios na Internet nos EUA.
     

  • Google SketchUp: O SketchUp é uma ferramenta de modelagem 3D gratuita, com uma versão mais completa que custa $500. Faz muuuuuito menos que o seu concorrente supremo AutoCAD ($4000), e mesmo assim foi abraçado entusiasticamente por profissionais (arquitetos, engenheiros, artistas...) e amadores nos EUA, que fazem o layout de seus móveis, cômodos e outros projetos simples, repassando-os a um programa mais complexo apenas quando necessário - e nem sempre é. Meu home office foi inteiramente projetado no SketchUp (mas não é aquele da ilustração acima), mas depois a arquiteta se sentiu obrigada a refazer num sistema de CAD que ela adota - nos EUA consta que isso já começa a ser menos frequente, possivelmente porque o número de projetos simples é grande.
     

  • Google Docs e similares: cada vez mais gente usa. Os documentos estão disponíveis em qualquer lugar com conectividade à Internet, o uso do aplicativo é barato ou grátis, e costuma ser bem mais simples do que seus equivalentes desktop.
     

  • Nintendo Wii: Tem bem menos opções, botões, poder de processamento e definição de vídeo que seus concorrentes da mesma geração, custa mais barato, tem jogos tecnologicamente mais restritos, e mesmo assim atrai cada vez mais gente.
     

  • "Avião" Predator: Barato e não-tripulado, o veículo aéreo não-tripulado Predator voa até 20 horas consecutivas sobre áreas de combate, pode levar 2 mísseis, e faz tudo mais lentamente, e em menor proporção, que seus primos tripulados. Mesmo assim é cada vez mais usado, porque é mais barato, mais fácil e está sempre disponível.
     

  • Vídeos no Youtube: Muitos deles gravados com configurações como as da câmera abaixo. Bem abaixo da capacidade dos nossos monitores, mas acessíveis, fáceis de assistir, baratos para o usuário.
     

  • Flip Ultra: foi a câmera de vídeo digital mais vendida nos EUA nos últimos 2 anos, mesmo gravando apenas em formato VGA (640x480) quando suas concorrentes da Sony, Panasonic e Canon já gravavam em alta definição 1080p. Sua tela é pequena, os controles são poucos, não há ajustes de cores... e os consumidores adoram. É bem mais fácil de usar, e custa $150 (um modelo médio da Sony custa $800).
     

  • Telefonemas com Skype e similares: A qualidade varia, mas bastante gente usa e tem. O serviço custa pouco ou nada, a operação é fácil de aprender, e muitos dos seus contatos já têm e sabem usar.

A lista poderia continuar indefinidamente, e certamente em cada uma das categorias mencionadas há produtos "premium" que continuam sendo preferidos por muitos. A ênfase aqui é que estão também sendo oferecidos produtos só com os recursos básicos, e um nível de qualidade aceitável. Bons o suficiente!


Novo PS3 Slim, agora mais econômico e com MENOS recursos!

E mesmo os produtos "high end" e "premium" já começam a sentir a influência desta revolução, bastante adequada a um período econômico de recessão. A versão mais nova do iPhone não acrescentou muitos recursos à versão anterior, como era o costume. O recém-anunciado Playstation 3 Slim vai além, e remove recursos que a versão anterior tinha; o novo PSP também trilha o mesmo caminho. E não estamos falando aqui de empresas de design de fundo de quintal: tanto a Apple quanto a Sony são reconhecidas pela forma como atuam nesta área.

E eu com isso?

Faz algum tempo que venho trazendo à minha vida os produtos tecnológicos mais simples. Escolho as soluções mais com base no nível de conforto proporcionado e no problema que elas deverão resolver, do que na soma dos recursos e características que elas têm listados no manual e eu não usarei.

Nem sempre o componente "menos caro" da definição se aplica igualmente. Comprei um Mac Mini, com seu exterior relativamente espartano (quando comparado a outros Macs e similares, especialmente no campo de media centers) buscando as qualidades do "Good Enough", mas estou longe de considerá-lo propriamente barato, por exemplo.


Meu 'media center' - Mac Mini e seu controle sem fio

O problema é que em muitos casos ainda não encontrei alternativas, aqui no nosso mercado, que ofereçam apenas os recursos que eu valorizo. Mas isso não é motivo para que eu pare de procurar, ou que deixe de recomendar que vocês façam o mesmo. Nas que eu já encontro (como o Google Docs, os netbooks, o SketchUp e o Mac Mini), fico feliz - e nas que ainda não encontrei, continuarei procurando!

Feedback aos leitores, terceira rodada: os assuntos priorizados - e mais

Chegamos ao terceiro round deste diálogo produtivo. Deve ser o último post sobre o assunto neste momento, e na manhã de segunda voltaremos à programação normal, com novo post ;-) Mas se os comentários de vocês por aqui mudarem alguma conclusão, talvez voltemos ao assunto em breve!

Acompanhei ao longo do final de semana os comentários de vocês no primeiro e no segundo posts do nosso bate-papo sobre o Efetividade, e agora resumo mais uma vez as conclusões.


Diversos de vocês comentaram elogiando (obrigado!), outros escreveram sobre seu interesse em deixar de ser só recebedores de feeds e passarem a ser comentadores ;-) - obrigado também!

Outros atenderam sem demora ao meu pedido de classificar os assuntos do site que mais lhes agradam, com base no mapa mental abaixo:

As respostas colocam em destaque os temas:

  1. Gadgets,
  2. Home office e
  3. Atitude.

Fora do pódio, mas com menção honrosa, estão Carreira e Comunicação.

Os links acima levam a uma seleção de artigos sobre os assuntos mencionados, para você conferir o tipo de abordagem que é dado a eles por aqui ;-)

Isso não significa que os outros temas irão desaparecer - é apenas um critério para eu me guiar quando a pauta estiver em aberto, ok? E aguardo suas manifestações sobre este resultado da consulta, bem como as indicações de links quando vocês publicarem algo sobre estes assuntos nos seus próprios blogs e quiserem ver se dá para encaixar uma menção a eles nos mini-posts aqui do Efetividade!

Outros assuntos tratados:

  • A Bia fez uma distinção importante que também quero destacar: os 2 posts (+ 1 mini-post) semanais são uma meta, e não um compromisso. Como é uma meta combinada de comum acordo entre nós, vou me esforçar para atingi-la, mas naturalmente não tenho como garantir a disponibilidade e a inspiração todas as semanas ;-)
  • O Gabriel L. fez um acréscimo importante à já aprovada meta de 2 posts (+ 1 mini-post) por semana. Ele disse: "acho que o proposto por você (2 por semana) está ótimo :D Ex: Terça e sábado… e não 2 seguidos, pra não deixar o blog ‘morto’ o resto da semana…"
  • O Philemon chamou de "reunião" esse conjunto de 3 posts em que conversamos sobre as direções que o site pode tomar. Gostei da definição, embora eu tenha visto mais como um papo de cafezinho!
  • O Carlos Magno encaminhou o feedback de uma amiga arquiteta sobre o meu home office. Carlos, aé agora só mostrei o cantinho dele! Qualquer dia mostro e conto sobre o ambiente inteiro, aí conto com uma re-avaliação dela ;-)
  • O Saulo se adiantou e já está até falando em preço de um eventual livro do Efetividade.net. ;-) Vamos com calma!
  • O Luiz viu nos mini-posts a mesma possibilidade que eu. Ele disse: "Com posts curtos e links, há a possibilidade de conteúdo de outras pessoas e em maior quantidade, para aqueles ávidos por leitura e bom conteúdo."
  • O Anderson escreveu que "já demorou para algum veículo grande de mídia na internet lhe oferecer uma boa proposta por seu site/conteúdo" - mas propostas não faltam, Anderson, e eu até aceito algumas, como a parceria com o Yahoo. Mas a maioria não vale a pena, e creio que vocês sairiam perdendo se eu tivesse aceitado muitas delas.
  • O Rodrigo comentou positivamente sobre "o nível de pessoalidade e envolvimento do autor nos artigos do blog" (obrigado!), e aproveito para destacar que esta é mais uma razão que torna difícil para mim recorrer a estratégias que envolvam autores convidados regulares.
  • O Fernando Lima e o Rodrigo comentaram sobre o uso de mapas mentais. Funciona mesmo!
  • O StartingUp escreveu sobre a possibilidade de outros blogs conduzirem consultas similares à que estou fazendo. Para mim já está dando muito certo, desejo sucesso a quem mais tentar ;-) Mas é importante saber antes qual o problema que se quer resolver!
  • E o Rafael Ramos escreveu sobre a possibilidade de acompanhar por e-mail os comentários de um post. Por e-mail não dá, Rafael, mas agora coloquei mais destaque no link para a assinatura do feed dos comentários de qualquer post (agora aparece no quadro "Fique ligado", ao final dos comentários de cada post).

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