Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Apresentações: perdendo o medo do microfone

Até quem é craque em apresentações e pronunciamentos em sala de aula ou em pequenas reuniões às vezes "treme na base" nas primeiras vezes em que um evento maior ou alguma necessidade especial (como a de gravação ou a de transmissão) o obriga a apresentar usando um microfone.

♬ Tudo falha, tudo falhará... ♪

E as razões são variadas, incluindo algumas de ordem prática, como o despreparo dos anfitriões, que vemos ocorrer vezes sem fim, e se traduzem em trapalhadas depois que o evento já começou, o palestrante já está lá na frente e a platéia já está lotada. Não sai som por todas as caixas, a localização delas gera diferenças ou ecos, o deslocamento natural do palestrante gera microfonia, o palestrante não tem retorno do seu áudio, etc.

Estes percalços acontecem sem ser por culpa do palestrante (a não ser que o evento seja promovido por ele mesmo), e poderiam ser prevenidos com uma providência simples: um breve ensaio com teste da infra-estrutura, meia hora antes de o auditório ser aberto.

E o palestrante precavido e experiente sempre marca sua chegada para mais cedo, e insiste para que o teste ocorra em sua presença, e inclua tudo o que sempre falha: recursos audio-visuais, microfones (incluindo o de reserva), mesa de som, caixas de som, telas, projetores, luzes, cortinas, apresentação, vídeos, arquivos, relatórios, acesso à Internet, softwares e tudo o mais que vá ser exibido ao público, com participação direta de toda a equipe que irá operar tudo isso.

Mas o microfone é um caso à parte

Só que o microfone é um caso especial. Telas, projetores, caixas de som e a própria apresentação são recursos importantes mas que ficam ali, no canto deles, longe de você.

Já o microfone... não há como se livrar dele, ele o acompanha, ou ancora você a uma posição fixa. Os erros que podem ocorrer com ele acontecem durante a apresentação, e muitos deles são responsabilidade integral do palestrante, que:

  • fica muito perto, ou muito longe;
  • tosse nele, sopra nele, assobia, grita;
  • larga-o estrondosamente em cima de uma mesa;
  • esquece de ligar ou desligar;
  • aproxima-o de uma caixa de som causando microfonia;
  • se afasta da base do microfone sem fio;
  • tenta, sem conseguir, segurar ao mesmo tempo o microfone, o apontador laser e algum material de apoio;
  • tem uma conversa particular ou vai ao banheiro sem desligar o sem fio de lapela;
  • etc., etc.

E ainda há o fator estranhamento, que pode ser o mais complicado de todos: a maior parte das pessoas desenvolve suas habilidades de apresentador em grupos pequenos, na sala de aula ou em reuniões de trabalho - e nelas podem estar presentes todos os materiais essenciais de apresentação, mas o microfone é a exceção, assim a prática com ele não se desenvolve, e surge apenas na primeira vez em que você tem que se dirigir a uma platéia maior.

Treine com microfone

Há alguns anos eu tive a rara oportunidade de ter um gestor com grande habilidade de comunicação, e que dava atenção a desenvolver estes elementos nos integrantes de sua equipe. Quando surgiu a necessidade de participarmos todos em um evento corporativo em que vários de nós teríamos que nos dirigir, em densas apresentações técnicas, a um auditório lotado de pessoas não-familiarizadas nem mesmo com a terminologia do negócio, ele nos convidou a viajarmos um dia antes para realizar, no próprio local, uma oficina de comunicação, apresentando uns para os outros nosso material repetidas vezes, ouvindo críticas e fazendo ajustes.

Isso foi essencial para ajustarmos e reduzirmos o escopo de nossas apresentações, mas também para que dominássemos suficientemente o equipamento que seria usado, incluindo o sistema de som do local, para que ele de fato nos apoiasse, e não fosse um obstáculo ou um complicador, como tantas vezes acontece.

Um dos pontos que praticamos foi que, a cada repetição de alguma apresentação, todos trocávamos de lugar, sentando na primeira fila, ao fundo, no meio do auditório, à esquerda, à direita, com cortinas abertas, com cortinas fechadas, etc. - e isso permitiu que cada um de nós, na condição de palestrante, acabasse percebendo como melhor usar a sua voz ao microfone naquelas condições, evitando tons muito altos ou muito baixos, e garantindo ser ouvido com qualidade por todo o público.

Claro que fazer isso a cada evento, e para cada auditório, raramente é praticável, e sairia bem caro. Mas estou convicto de que os principais valores da experiência toda foram gerados por 3 fatores:

  1. Apresentar repetidas vezes usando um microfone, para saber a que distância segurá-lo, perder o "medo" do instrumento, passar na prática pelas situações chatas de tossir, espirrar, assobiar, gritar nele, murmurar, ou aproximar-se de uma caixa acústica com ele ligado (para saber o que acontece, e conscientizar-se da necessidade de evitar).
     

  2. Ter uma pessoa interessada ouvindo tudo e fazendo críticas, com foco na comunicação, e não no conteúdo ou na apresentação. Há partes em que você fala alto demais? Rápido demais? Afasta o microfone da boca, sem notar, ao gesticular? Adianta o discurso? Aceite as críticas, e recomece, até aperfeiçoar.
     

  3. Conhecer antecipadamente as condições acústicas reais do auditório: sempre que é possível, eu peço para fazer teste de som, com o responsável pela sonorização falando ao microfone lá na frente, e eu me posicionando ao fundo, no meio e na frente, de ambos os lados, e pedindo ajustes quando necessário. É bem melhor do que ter de ficar perguntando, com a apresentação já iniciada, se o público está ouvindo - e reduz o risco de eles dizerem que não, e ter de rolar todo aquele improviso, com gente mudando de lugar, interrupções pra consertarem alguma caixa de som ou ajustarem algo no amplificador.

 

Só o terceiro destes fatores precisa mesmo ocorrer no local da apresentação. Os 2 primeiros já produzem efeito positivo (embora menor) mesmo se forem realizados por você em um microfone barato ligado ao seu PC ou aparelho de som doméstico, especialmente se o microfone for do mesmo tipo usado no auditório em que você vai se apresentar (de lapela, de pedestal, manual, etc.).

Algumas dicas de microfone para os marinheiros de primeira viagem

Catei nos livros de Reinaldo Polito aqui na minha estante algumas dicas consagradas para quem não tem a prática do microfone, e por isso deve usá-los da maneira mais ortodoxa possível:

  • Não resista ao microfone: Se o ambiente é grande, a platéia é numerosa e há microfone disponível, use-o! Mesmo se sua voz for potente, ela não vai ser distribuída por igual à platéia, e o cansaço pode prejudicar o final do discurso.
     


     

  • Se o microfone for de pedestal (ou de mesa), posicione-o bem, mas ANTES de começar a falar, e resista a ficar ajustando-o depois, causando ruídos e interrupções (a não ser que alguém além de você indique que o som está insuficiente). Se um ensaio não tiver determinado a posição ideal, coloque-o na altura do queixo, e a 10cm de distância da sua boca - e não se esqueça de que ele estará fixo, portanto você deve ficar ancorado próximo a ele.
     

  • Atenção à postura! Nos microfones de pedestal ou de mesa, é ele que precisa se aproximar de você. Jamais se incline, se debruce ou se estique para aproveitar uma posição de microfone previamente ajustada para mais alguém, pois a postura sempre distrairá a atenção do público, e pode causar um efeito negativo à sua imagem.
     

  • Se o microfone for "de mão", posicione-o onde ensaiou (ou na altura do queixo, a 10cm da boca), mantendo-o sempre no mesmo lugar. Deixe o braço naturalmente caído ao longo do tronco, dobrando para cima apenas o cotovelo, e tenha a consciência de que esta mão não poderá gesticular, nem segurar nenhum material de apoio. Eventualmente o microfone de pedestal ou de mesa permite a sua retirada e uso como se fosse "de mão", e se não for inapropriado, vale a pena fazer uso deste recurso algumas vezes ao longo da sua apresentação, dando assim mais dinamismo a ela. Mas não exagere, nem quebre o protocolo do seu evento. E não fique o tempo todo passando o microfone de uma mão para outra - indica desconforto, e pode prejudicar sua imagem.
     


     

  • Microfone de lapela e headset: é o mais fácil de se adaptar, pois deixa as duas mãos livres e fica sempre na mesma distância em relação à sua boca. Mas prenda-o bem, e necessariamente ensaie antes, pois a captação deles muitas vezes não é tão boa, gerando a necessidade de escolher bem aposição. Se sua preferência for o headset ("estilo Sandy", como dizem por aqui), vale a pena ter seu próprio, acompanhado de um kit de cabos, adaptadores e receptor - mas aí necessariamente chegue cedo, pois a ativação junto ao auditório pode exigir algum tempo.
     

  • Garanta o "plano B": especialmente quando estiver usando algum recurso sem fio, com pilhas ou baterias. Elas acabam nos momentos mais impróprios, e cabe a você insistir para que haja um backup pronto para entrar em uso imediatamente.
     


     

  • Microfone móvel para a platéia: Especialmente nos casos em que a apresentação estiver sendo transmitida ou gravada, é importante ter uma solução de captação das manifestações e perguntas da platéia. Mesmo quando não há gravação, o microfone para perguntas dá ao público a possibilidade de ouvir com clareza as perguntas feitas pelos demais presentes.

Como de hábito, o microfone está aberto (via comentários) para que você acrescente também as suas dicas, sugestões e comentários!

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Comprar netbook ou notebook?

Os ultraportáteis estão cada vez mais presentes no mercado e nas mochilas dos profissionais e estudantes que têm condições de ter acesso a esta tecnologia.


Netbooks: Acer Aspire One e LG Scarlet com modem 3G embutido - à venda no Brasil.

E isto ocorre mesmo considerando o fator preço, que no Brasil (ao menos no mercado oficial) funciona bem diferente do que é mais comum no exterior: com netbooks entre R$ 1400 e R$ 1700, não é difícil encontrar notebooks razoáveis com bem mais recursos por poucos reais a mais, bem como PCs de mesa de boa qualidade e mais baratos.


Netbook Ideapad S10E, da Lenovo

Só que o fator preço (consulte preços de netbooks) não seria mesmo um bom motivo para optar por um netbook, como se ele fosse um "notebook popular", mais barato. Claro que há quem faça isso, mas os recursos ausentes nos netbooks podem fazer falta a quem os adquire para usar como substituto de um desktop ou notebook convencional.


Netbook Sony Vaio P - um pouco menor, e... um pouco mais caro.

Mas claro que há outros bons motivos para escolher o minimalismo dos ultraportáteis. Minhas atividades me permitem a situação extra-confortável de ter tanto o desktop, quanto o notebook, o netbook e um MID, além de um celular com boa conectividade e teclado completo - e por isso acabei encontrando a fórmula para identificar qual a situação exata em que cada um deles é a melhor ferramenta para meu uso.


Meu MID - Mobile Internet Device

Só que nem sempre vale a pena (ou é possível) ter um de cada, e de vez em quando alguém me pergunta o que deve escolher, e eu não tenho medo de responder com base na minha própria experiência - afinal, pessoalmente não tenho dúvida de que o netbook é uma solução melhor que o notebook em diversas situações, e que ambos superam um desktop "parrudo" nas suas especialidades.

Só que antes de responder, é necessário saber o essencial: qual é o problema que o interessado quer resolver com esta ferramenta?

Esta semana, um colega de trabalho que vai passar um período de férias viajando pela Europa mas precisa manter em andamento algumas de suas atividades on-line que não podem ser resolvidas pelo smartphone (e ele não se sente à vontade para resolver em computadores alheios ou cybers) me trouxe a pergunta, e eu não tive dúvida: para atividades on-line, preservação do espaço na bagagem de mão e redução do peso que precisará ser carregado de um lado para o outro, ele precisa mesmo é de um netbook, com suas dimensões reduzidas, cerca de 1kg (os notebooks costumam pesar quase o triplo...), e toda a conectividade necessária.


Um caríssimo Vaio P, que a Sony não chama de netbook

Mas ele não se convenceu com a minha resposta dada de bate-pronto (eu devia ter demorado mais...), e assim acabou me levando a procurar mais argumentos a favor (e também os contra) a escolha de um netbook.

Vantagens dos netbooks

Vamos começar pelos argumentos a favor dos netbooks:

  • Peso e volume: aqui não há comparação, especialmente se houver previsão de longos períodos a pé (em pavilhões de eventos, por exemplo): os netbooks, com suas telas pequenas, capacidade reduzida e ausência de periféricos como drives de CD, usualmente pesam menos de 1,5Kg (alguns pesam 900g), e os notebooks mais comuns ficam entre 2,5 e 3Kg - e este peso faz toda a diferença nos seus ombros. O tamanho reduzido também faz diferença no espaço que sobra na pasta ou bagagem de mão.

     

  • Custo: para quem compra no mercado formal brasileiro, esta não é uma vantagem tão evidente. Mesmo assim, mesmo os melhores netbooks tendem a não ser tão caros como os notebooks de primeira linha, e este custo mais baixo é adequado a algo que vai ser transportado em bagagem de mão e exposto a condições de trabalho bem menos controladas do que as do seu escritório.
     


    Um HD externo

     

  • Modularidade: esta é uma característica dos PCs em geral, mas brilha nos netbooks, já que eles vêm com ainda menos itens pré-integrados. Assim, o conjunto básico é pequeno e leve (em geral, só o aparelho em si e a sua fonte de alimentação), e você leva consigo apenas o peso extra do que for precisar: mouse externo, modem 3G, disco USB, etc. Em tese, daria até mesmo de levar um drive externo para CDs e DVDs, mas se você precisa deste tipo de recurso, é possível que sua aplicação justifique a escolha por um notebook completo.

     

  • Integração e compartilhamento via Internet: outra característica que os notebooks também podem igualmente aproveitar, mas que fazem ainda mais diferença para os netbooks. Se você prevê que vai operar sempre em áreas com acesso à Internet, e já é usuário de serviços on-line para e-mail, compartilhamento de arquivos, comunicação, agendamento e outros, os recursos do netbook estarão bem mais adequados às suas aplicações, e haverá pouca dificuldade em integrar o que é feito "na rua" e o que é feito no seu computador de mesa. Mas vale a pena andar sempre com um pen drive de boa capacidade e que possa ser apagado sem maior preocupação, para eventualmente trocar dados mais volumosos.

As desvantagens do netbook

Mas não podemos deixar de mencionar também alguns argumentos contrários:

  • Hardware limitado: as limitações de memória, disco e desempenho podem ter impacto considerável na hora de rodar algum software exigente. Se você usa o navegador, um sistema de e-mail, outro de conversação, e ocasionalmente abre um editor de texto ou uma planilha, o netbook tende a suportar bem a carga. Mas dificilmente ele será a escolha certa para realizar tarefas mais intensivas de modelagem 3D, desenvolvimento de software, jogos, produção multimídia e várias outras categorias que exigem mais do hardware.

     

  • Hardware reduzido: para ser mais pequeno, leve e econômico, o netbook típico abre mão de uma série de opções que estamos acostumados a encontrar em notebooks. Alguns exemplos comuns são a ausência de drive de CD/DVD, ou as restrições à instalação de mais memória. Às vezes faltam portas de expansão que você usaria, também. Mas em geral o essencial está presente, incluindo rede sem fio, portas USB e Ethernet, suporte para cadeado, e até os conectores para fone de ouvido, microfone e monitor externo ou projetor. Alguns têm até luxos, como Bluetooth integrado e leitor de cartões de memória.
     


     

  • Conforto espartano: embora seja bem mais confortável que a telinha e o teclado da maioria dos smartphones, as dimensões ainda diminutas dos netbooks também cobram tributos do seu conforto de operação. Os modelos atuais têm telas com resolução de 1024x600 ou superiores, suficientes para mostrar sem cortes a maioria dos sites da web, e teclados que se aproximam das dimensões normais, mas vale a pena dar atenção a estes aspectos na hora da escolha. Em especial, vale a pena verificar se o teclado é modelo ABNT (com cedilha), e se tem a tecla dedicada à barra '/' e ao ponto de interrogação '?' - a ausência delas pode causar problemas de adaptação a quem está acostumado às suas localizações usuais, e é comum ter de optar entre uma e outra - ou tem tecla dedicada para a cedilha, ou tem a barra e interrogação.

     

  • Autonomia da bateria: alguns netbooks têm boa duração, outros não - e quando a bateria acaba rápido demais, todas as vantagens podem ficar prejudicadas. Se você está escolhendo uma máquina para usar na rua, é bom que ela possa operar por algum tempo longe de uma tomada. Os fabricantes e varejistas costumam divulgar dados bem otimistas, mas vale a pena consultar as análises da imprensa especializada, que muitas vezes publicam a duração real verificada em laboratório durante testes em condições reais de operação.

Outras alternativas

Na hora de escolher uma opção, é claro que não podemos descartar a priori outras possibilidades: notebooks e netbooks não são as únicas ferramentas que podem resolver a categoria geral de problemas a que eles se destinam.

Sugiro avaliar também:

  • Papel, caneta e telefone. Às vezes a necessidade de ter um computador conectado sempre à mão não é real. Reavalie a sua!
     


    Navegador do Nokia E71

     

  • O uso de um celular ou smartphone. Alguns, como o Nokia E71 que eu venho usando há algum tempo, oferecem conectividade, tela e teclado suficientes para diversas atividades, incluindo navegação casual na Internet e envio de e-mails (uso o Gmail e o Twitter diariamente nele). Mas escrever textos longos no teclado e telinha dele é impraticável para mim.
  • Contar com lan houses e cyber cafés. É preciso atentar para a questão da segurança, mais ainda do que quando se utiliza computadores emprestados. Mas se houver expectativa de ter acesso a este tipo de ambiente nos momentos em que você for precisar de computador e conectividade, vale investigar.
     


    Internet Tablet N810

     

  • MIDs, UMPCs e Internet Tablets. No meio do caminho entre o smartphone e os netbooks encontramos os MIDs, UMPCs e Internet Tablets, como o Nokia N810 da foto acima. São ainda mais leves, ainda menores, e em geral têm ainda menos recursos - mas podem ser suficientes para o que você precisa, e podem fazer a diferença na mochila de um esportista, por exemplo.
     


    Navegador do Nintendo DS, baseado no Opera

     

  • Videogames portáteis. se você, ou alguém que viaja com você, já tem e leva consigo um videogame como o PSP ou o Nintendo DS, eventualmente eles serão suficientes para acessar os websites que você precisa, e até para responder (sem o conforto de um teclado físico) um eventual e-mail. Investigue! Já li muitos sites enquanto aguardava em salas de embarque com o PSP em mãos...

Concluindo

Suas necessidades e interesses geralmente são únicos, e selecionar a ferramenta certa para atendê-los é uma decisão que só você pode tomar. Se eu vou participar de uma reunião externa que vai envolver poucos deslocamentos, não tenha dúvida de que prefiro ter comigo o meu notebook completo, com sua tela maior e capacidade muito maior - mesmo pesando 3Kg e sendo mais sensível.


Netbook Samsung NC10

Mas para meus deslocamentos maiores, ou para levar na bagagem de mão, o netbook sempre ganha - acompanhado de um mouse externo e de um modem 3G, para conexão em praticamente todos os lugares que costumo visitar.

Com os critérios acima, entretanto, você poderá também fazer a sua escolha informada e objetiva. E se você tiver critérios adicionais a propor, conto com a sua participação nos comentários!

Atualize já o Wordpress: tem um worm atacando versões não atualizadas

Interrompo a (esparsa) programação normal do Efetividade.net para uma notícia que pode interessar a quem tem seu próprio blog e usa esta popular ferramenta: tem um worm procurando e atacando, de forma automatizada, as instalações não-atualizadas de Wordpress pela Internet afora.

As versões 2.8.3 e 2.8.4 (ambas de agosto) estão seguras contra esta invasão automatizada, cuja descrição detalhada consta abaixo.

As consequências podem ser bastante sérias, incluindo ter o seu blog usado como disseminador de spam e de vírus, direcionados aos seus leitores e usuários, também de forma automatizada.

Portanto, quem não tem um serviço de atualização automática e nem fez nenhuma atualização do Wordpress em agosto ou setembro deve correr para o upgrade, além de considerar as suas alternativas (nada agradáveis) após perceber que houve uma invasão, e dar um jeito de acompanhar o lançamento das futuras atualizações de segurança para evitar este tipo de correria.

Segue nota do James Della Valle na Info:

Um novo verme para o sistema de publicação de blogs Wordpress está atacando instalações antigas no serviço e abrindo as portas para spam com links maliciosos.

Segundo os desenvolvedores, a praga faz o registro de um usuário falso e explora uma falha de segurança corrigida nas versões mais recentes do publicador.

O verme é capaz de ganhar privilégios de administrador e usar um JavaScript para se esconder do usuários. Em alguns casos, apesar das tentativas de se manter oculto, a ele acaba danificando links, mostrando que existe algum problema com o blog.

Assim que estiver “confortável” dentro do servidor, a ameaça começa a introduzir spam com links para malware em todos os posts antigos do blog. Como eles entram como comentários aprovados, não há meio de filtrar as mensagens falsas.

A equipe do Wordpress avisa que todos os seus usuários devem instalar a versão 2.8.4 o quanto antes, para evitar problemas com spam e com a estrutura de links que pode ser prejudicada pela ação do verme. (via info.abril.com.br)

Saiba mais (info.abril.com.br).

Embarque imediato: 12 dicas para viajantes efetivos

Viajar a passeio ou para visitar a família geralmente é bom e compensa o esforço e as dificuldades. Mas viajar a serviço nem sempre é assim: horários apertados, agenda lotada, compromissos em locais distantes e com pessoas desconhecidas, e a necessidade de se manter alerta e produtivo contribuem para aumentar o stress e tornar mais pesada a carga.

Cada pessoa tem suas preferências sobre como viajar. No caso das viagens aéreas, por exemplo, eu prefiro me programar para chegar bem cedo ao aeroporto, viajar nas poltronas do corredor, e jogar videogame durante o vôo. Você pode preferir chegar no horário limite do check-in, ir dormindo, ou mesmo ir na janela vendo a paisagem.

Esta semana vi um artigo no Lifehacker com dicas para viajantes, mas boa parte delas não parece adequada à realidade daqui. Isso me levou a colocar em prática a idéia antiga de registrar aqui a minha própria coleção de dicas que me ajudam a me manter produtivo durante as viagens, com menos stress, e reduzindo a bagagem para fazer caber os itens optativos (alguns diriam que eles são supérfluos) que eu gosto de levar. E são essas dicas - que servem igualmente pra quem prefere sentar na janela ou no corredor ;-) - que eu compartilho agora.

12 dicas para viajar com menos stress

  1. Roupas que viajam bem: Embora muitas vezes dê para contar com o (caro) serviço de lavanderia dos hotéis, ou mesmo com um ferro elétrico portátil, o tempo se torna escasso e valioso quando estamos viajando, por isso faço o possível para evitar gerenciar ou realizar estas tarefas. Raramente uso camisas de microfibras quando estou na cidade, mas elas são as minhas preferidas para viajar: amassam pouco, secam rápido, dependendo da situação dispensam o ferro elétrico - toleram até um pouco de aperto na mala. As calças são escolhidas também considerando a sua tendência a amassar ou a sujar rapidamente. Geralmente levo a quantidade mínima necessária, mais uma unidade de reserva para cada item.

     

  2. Bagagem na quantidade certa: geralmente viajo para reuniões ou eventos curtos, e muitas vezes dá para me safar apenas com bagagem de mão (com o inconveniente de ter de viajar vestindo o paletó...), poupando bastante tempo no check-in - especialmente em companhias modernas que permitem o check-in eletrônico - e escapando da espera pelas malas na esteira, na chegada. Se a viagem for mais longa e a serviço, recorro a uma mala, não muito grande, com as roupas para o período, muitas vezes contando com o (caro) serviço de lavanderia dos hoteis (ou alguma lavanderia próxima, se os horários permitirem) pelo caminho, como complemento. Eu já escrevi um artigo em 3 capítulos sobre como arrumar bem as malas, e sempre tenho que guardar espaço para o kit de sobrevivência Geek - e dando preferência aos itens mais leves, para reduzir o impacto ambiental do combustível aéreo necessário para transportá-los ;-)

     

  3. Estojos pré-prontos: PC e pessoal: Eu tenho 2 estojos escolares (daqueles de guardar canetas e lapiseiras) médios, e em neles guardo permanentemente os itens essenciais de viagem, para não ter de ficar procurando pelo escritório na hora de arrumar a mala, nem ter de ficar procurando pelos bolsos da mochila, às pressas, na hora em que eles forem necessários. Num deles guardo os cabos, adaptadores e outros acessórios que possam ser necessários para trabalhar com o notebook longe da minha mesa, e no outro levo utilidades variadas, incluindo, entre outros, remédio para dor de cabeça, pastilhas para dor de garganta (que às vezes permitem recuperar a voz durante uns 45 minutos, sem dor, quando não dá de adiar uma palestra), band-aid, lenço de papel, chiclete, cadeado, mini-lanterna e versões reduzidas de pente, escova e pasta de dentes, barbeador e desodorante. Fica tudo na mochila da bagagem de mão, disponível até mesmo quando o avião faz escalas inesperadas, ou a espera no aeroporto se prolonga. A cada viagem sempre ocorre alguma grande espera em que dá tempo de revisar e anotar o que está quase vencendo e precisa ser trocado, e assim eu posso até mesmo esquecer (ou deixar de propósito, no caso de viagens muito curtas) a frasqueira em casa, e não passar uma noite horrível no hotel até ter oportunidade de ir a uma farmácia no dia seguinte comprar os itens básicos de higiene pessoal.

     

  4. Ficha completa: Dependendo da situação e da complexidade do roteiro e das atividades envolvidas, eu reúno antes todo o material informativo (bilhetes de passagens, confirmação de reservas de hotéis, informações sobre veículos, horários e locais de palestras, contatos, etc.) e faço ao menos uma de duas coisas: fotografo cada um deles com o celular, ou tiro uma cópia reduzida de todos eles em uma mesma folha (frente e verso) para ter uma referência completa sempre comigo. Afinal, a experiência demonstra que estas informações acabam sendo necessárias nas horas mais inesperadas.

     

  5. Tudo no bolso certo: Quantas vezes você já viu gente tendo de largar todas as malas no chão, no aeroporto, rodoviária ou saguão do hotel, para procurar algum objeto importante? Pode ser um documento, a câmera fotográfica, o bilhete de embarque ou tantos outros itens que a pessoa não sabe se estão no bolso de uma jaqueta (que está dentro da mala), em um dos muitos compartimentos da mochila, ou na bolsa, ou na frasqueira, e assim por diante. A solução é uma só: itens importantes que possam ser necessários em momentos específicos devem ter um lugar certo, para que ninguém tenha que perder tempo procurando na hora de usar, e assim acabar perdendo uma foto espetacular, seu lugar na fila, a paz de espírito, etc. E aqueles mais urgentes, como o bilhete de embarque, devem ficar à mão, mas em um local seguro, à salvo dos dedos leves dos amigos do alheio!

     

  6. Registros instantâneos: Se você vai precisar posteriormente de alguma informação recebida por escrito, ou vai ter de prestar contas das despesas realizadas, use bem a câmera do seu celular: tire fotos dos recibos, das telas de uma apresentação (se for permitido, claro), dos cartões de visita, do telefone ou URL que voce viu em um cartaz ou outdoor, da fachada de uma loja que vai recomendar a alguém, etc. Caso você possa (ou precise) guardar o papel também, guarde (e posteriormente organize, com calma). Mas assim que a viagem terminar, ou em alguma das longas esperas que ocorrem durante elas, você sabe que terá reunido imagens de tudo (incluindo os itens que não dá pra levar consigo, como o texto de um outdoor) em um local de fácil acesso, e é só transcrever para seu relatório, planilha ou arquivo pessoal, ou mesmo enviar por e-mail aos interessados.

     

  7. Anotações centralizadas: Eu prefiro um bloquinho e caneta, e você pode preferir algo mais tecnológico, mas tem algo que funciona bem em qualquer caso: anotar tudo no mesmo lugar (e mantê-lo à mão - sem perder, claro!) - depois que a viagem acaba, cada anotação pode ser transcrita para onde melhor couber, mas durante ela, às vezes é necessário consultar alguma coisa durante um telefonema, dentro do táxi ou em um papo de elevador - e ter tudo em um só lugar ajuda muito.

     

  8. Aumentando a duração das baterias: Em viagens é comum acontecer de o notebook ter de funcionar ao longo de um período extenso sem possibilidade de recarga - e aí desativar os efeitos 3D, reduzir o número de processos desnecessários em execução, desligar a rede wireless (se não estiver em uso), e ficar de olho nas oportunidades de usar uma tomada - se possível, sendo um bom companheiro, e compartilhando-as com os demais. No caso do celular, já demos várias dicas para aumentar a duração da bateria, mas o Lifehacker insiste em uma que não mencionamos: segundo ele, deixar o celular em contato com nosso corpo (por exemplo, no bolso da calça) tem um malefício extra: o calor acelera o consumo da bateria. Uma razão a mais para deixá-lo em um local mais saudável. Outra dica, para os casos em que for necessário, é ter baterias extras, os carregadores para elas, e o preparo físico para transportar o peso extra delas por aí.

     

  9. Conexão em (quase) todo lugar: Muita gente reclama da qualidade ou desempenho das conexões 3G, mas para mim é uma alternativa que tem funcionado (com desempenho aceitável) em todos os locais para os quais viajei recentemente, e mesmo quando o desempenho piora, é melhor do que não ter acesso na hora da necessidade. Conexões de aeroportos, hotéis e restaurantes às vezes são boas, mas é difícil contar com elas: somem de repente, não têm bom suporte, e sua segurança nem sempre é das melhores - ter alternativa à mão pode fazer a diferença.

     

  10. Proteção para o notebook: existem alguns softwares que podem ajudar na recuperação pós-furto (pesquise junto ao seu fornecedor), mas na minha opinião o mais eficaz é prevenir a ocorrência. Nos locais em que há alta incidência destes crimes, uma trava bem visível pode ser uma boa forma de fazer com que o criminoso não escolha o seu micro. Eu prefiro uma trava Targus com alarme sonoro acionado por movimentos, porque ela ajuda também a não levarem o notebook quando ele está dentro da mochila. Claro que isso só ajuda contra o criminoso furtivo, que pretende levar um notebook discretamente e sem ser notado. Se ele quiser usar a violência, travas e alarmes pouco adiantarão.

     

  11. Entretenimento e distração: Já mencionei várias vezes ao longo deste texto a questão das longas esperas que ocorrem ao longo das viagens - os períodos nos aeroportos, o aguardo por conduções, o próprio tempo de vôo, os períodos não-ocupados durante os eventos, etc. É saudável usar vários deles para se manter em dia com as pendências, mas em alguns momentos é interessante dispor de uma alternativa que conduza ao relaxamento e à distração - mesmo quando você não deseja, ou não pode, tirar uma sonequinha. Eu às vezes recorro ao celular (para um jogo rápido ou para navegar na web, quando dá), e tenho levado comigo um PSP com alguns jogos, e uma seleção de músicas, algum filme ou seriado na memória. Basta estar em um local suficientemente seguro e discreto, colocar os fones de ouvido (ligando ou não a atenuação de ruídos externos, dependendo da ocasião), e relaxar, escapando da programação duvidosa da central de entretenimento do avião, ou tentando esquecer do desconforto das salas de embarque. Parei de usar o notebook para esta finalidade, porque no final das contas o PSP é mais prático e discreto, é leve o suficiente, e não há necessidade de se preocupar com consequências mais sérias de um eventual esgotamento das suas baterias. E caso elas acabem (e acabam...), sempre posso contar com um livro leve ou revista que vai na bagagem de mão.

     

  12. Final de ano e feriadões - Caos aéreo: Se você for viajar em um período em que é razoável imaginar que os aeroportos estarão lotados, tendendo ao atraso e bem mais estressantes que o usual, vale se prepara com um Kit para Caos Aéreo na bagagem de mão, para aqueles casos em que a lanchonete e a banca de jornal do aeroporto já fecharam, e você ainda estará lá por algumas horas. Travesseiro inflável, garrafa de água, biscoitos, uma muda de roupa para frio (não esqueça das conexões...), algum dinheiro trocado, um livro (leve) extra, baralho, os remédios que você toma regularmente, etc.

Sua vez

Compartilhei acima algumas das dicas que já colecionei, e alguns links para artigos complementares aqui do Efetividade.net. Mas, como de costume, conto com vocês para complementá-las com as suas próprias experiências, nos comentários!

Embarque imediato: 12 dicas para viajantes efetivos

Viajar a passeio ou para visitar a família geralmente é bom e compensa o esforço e as dificuldades. Mas viajar a serviço nem sempre é assim: horários apertados, agenda lotada, compromissos em locais distantes e com pessoas desconhecidas, e a necessidade de se manter alerta e produtivo contribuem para aumentar o stress e tornar mais pesada a carga.

Cada pessoa tem suas preferências sobre como viajar. No caso das viagens aéreas, por exemplo, eu prefiro me programar para chegar bem cedo ao aeroporto, viajar nas poltronas do corredor, e jogar videogame durante o vôo. Você pode preferir chegar no horário limite do check-in, ir dormindo, ou mesmo ir na janela vendo a paisagem.

Esta semana vi um artigo no Lifehacker com dicas para viajantes, mas boa parte delas não parece adequada à realidade daqui. Isso me levou a colocar em prática a idéia antiga de registrar aqui a minha própria coleção de dicas que me ajudam a me manter produtivo durante as viagens, com menos stress, e reduzindo a bagagem para fazer caber os itens optativos (alguns diriam que eles são supérfluos) que eu gosto de levar. E são essas dicas - que servem igualmente pra quem prefere sentar na janela ou no corredor ;-) - que eu compartilho agora.

12 dicas para viajar com menos stress

  1. Roupas que viajam bem: Embora muitas vezes dê para contar com o (caro) serviço de lavanderia dos hotéis, ou mesmo com um ferro elétrico portátil, o tempo se torna escasso e valioso quando estamos viajando, por isso faço o possível para evitar gerenciar ou realizar estas tarefas. Raramente uso camisas de microfibras quando estou na cidade, mas elas são as minhas preferidas para viajar: amassam pouco, secam rápido, dependendo da situação dispensam o ferro elétrico - toleram até um pouco de aperto na mala. As calças são escolhidas também considerando a sua tendência a amassar ou a sujar rapidamente. Geralmente levo a quantidade mínima necessária, mais uma unidade de reserva para cada item.

     

  2. Bagagem na quantidade certa: geralmente viajo para reuniões ou eventos curtos, e muitas vezes dá para me safar apenas com bagagem de mão (com o inconveniente de ter de viajar vestindo o paletó...), poupando bastante tempo no check-in - especialmente em companhias modernas que permitem o check-in eletrônico - e escapando da espera pelas malas na esteira, na chegada. Se a viagem for mais longa e a serviço, recorro a uma mala, não muito grande, com as roupas para o período, muitas vezes contando com o (caro) serviço de lavanderia dos hoteis (ou alguma lavanderia próxima, se os horários permitirem) pelo caminho, como complemento. Eu já escrevi um artigo em 3 capítulos sobre como arrumar bem as malas, e sempre tenho que guardar espaço para o kit de sobrevivência Geek - e dando preferência aos itens mais leves, para reduzir o impacto ambiental do combustível aéreo necessário para transportá-los ;-)

     

  3. Estojos pré-prontos: PC e pessoal: Eu tenho 2 estojos escolares (daqueles de guardar canetas e lapiseiras) médios, e em neles guardo permanentemente os itens essenciais de viagem, para não ter de ficar procurando pelo escritório na hora de arrumar a mala, nem ter de ficar procurando pelos bolsos da mochila, às pressas, na hora em que eles forem necessários. Num deles guardo os cabos, adaptadores e outros acessórios que possam ser necessários para trabalhar com o notebook longe da minha mesa, e no outro levo utilidades variadas, incluindo, entre outros, remédio para dor de cabeça, pastilhas para dor de garganta (que às vezes permitem recuperar a voz durante uns 45 minutos, sem dor, quando não dá de adiar uma palestra), band-aid, lenço de papel, chiclete, cadeado, mini-lanterna e versões reduzidas de pente, escova e pasta de dentes, barbeador e desodorante. Fica tudo na mochila da bagagem de mão, disponível até mesmo quando o avião faz escalas inesperadas, ou a espera no aeroporto se prolonga. A cada viagem sempre ocorre alguma grande espera em que dá tempo de revisar e anotar o que está quase vencendo e precisa ser trocado, e assim eu posso até mesmo esquecer (ou deixar de propósito, no caso de viagens muito curtas) a frasqueira em casa, e não passar uma noite horrível no hotel até ter oportunidade de ir a uma farmácia no dia seguinte comprar os itens básicos de higiene pessoal.

     

  4. Ficha completa: Dependendo da situação e da complexidade do roteiro e das atividades envolvidas, eu reúno antes todo o material informativo (bilhetes de passagens, confirmação de reservas de hotéis, informações sobre veículos, horários e locais de palestras, contatos, etc.) e faço ao menos uma de duas coisas: fotografo cada um deles com o celular, ou tiro uma cópia reduzida de todos eles em uma mesma folha (frente e verso) para ter uma referência completa sempre comigo. Afinal, a experiência demonstra que estas informações acabam sendo necessárias nas horas mais inesperadas.

     

  5. Tudo no bolso certo: Quantas vezes você já viu gente tendo de largar todas as malas no chão, no aeroporto, rodoviária ou saguão do hotel, para procurar algum objeto importante? Pode ser um documento, a câmera fotográfica, o bilhete de embarque ou tantos outros itens que a pessoa não sabe se estão no bolso de uma jaqueta (que está dentro da mala), em um dos muitos compartimentos da mochila, ou na bolsa, ou na frasqueira, e assim por diante. A solução é uma só: itens importantes que possam ser necessários em momentos específicos devem ter um lugar certo, para que ninguém tenha que perder tempo procurando na hora de usar, e assim acabar perdendo uma foto espetacular, seu lugar na fila, a paz de espírito, etc. E aqueles mais urgentes, como o bilhete de embarque, devem ficar à mão, mas em um local seguro, à salvo dos dedos leves dos amigos do alheio!

     

  6. Registros instantâneos: Se você vai precisar posteriormente de alguma informação recebida por escrito, ou vai ter de prestar contas das despesas realizadas, use bem a câmera do seu celular: tire fotos dos recibos, das telas de uma apresentação (se for permitido, claro), dos cartões de visita, do telefone ou URL que voce viu em um cartaz ou outdoor, da fachada de uma loja que vai recomendar a alguém, etc. Caso você possa (ou precise) guardar o papel também, guarde (e posteriormente organize, com calma). Mas assim que a viagem terminar, ou em alguma das longas esperas que ocorrem durante elas, você sabe que terá reunido imagens de tudo (incluindo os itens que não dá pra levar consigo, como o texto de um outdoor) em um local de fácil acesso, e é só transcrever para seu relatório, planilha ou arquivo pessoal, ou mesmo enviar por e-mail aos interessados.

     

  7. Anotações centralizadas: Eu prefiro um bloquinho e caneta, e você pode preferir algo mais tecnológico, mas tem algo que funciona bem em qualquer caso: anotar tudo no mesmo lugar (e mantê-lo à mão - sem perder, claro!) - depois que a viagem acaba, cada anotação pode ser transcrita para onde melhor couber, mas durante ela, às vezes é necessário consultar alguma coisa durante um telefonema, dentro do táxi ou em um papo de elevador - e ter tudo em um só lugar ajuda muito.

     

  8. Aumentando a duração das baterias: Em viagens é comum acontecer de o notebook ter de funcionar ao longo de um período extenso sem possibilidade de recarga - e aí desativar os efeitos 3D, reduzir o número de processos desnecessários em execução, desligar a rede wireless (se não estiver em uso), e ficar de olho nas oportunidades de usar uma tomada - se possível, sendo um bom companheiro, e compartilhando-as com os demais. No caso do celular, já demos várias dicas para aumentar a duração da bateria, mas o Lifehacker insiste em uma que não mencionamos: segundo ele, deixar o celular em contato com nosso corpo (por exemplo, no bolso da calça) tem um malefício extra: o calor acelera o consumo da bateria. Uma razão a mais para deixá-lo em um local mais saudável. Outra dica, para os casos em que for necessário, é ter baterias extras, os carregadores para elas, e o preparo físico para transportar o peso extra delas por aí.

     

  9. Conexão em (quase) todo lugar: Muita gente reclama da qualidade ou desempenho das conexões 3G, mas para mim é uma alternativa que tem funcionado (com desempenho aceitável) em todos os locais para os quais viajei recentemente, e mesmo quando o desempenho piora, é melhor do que não ter acesso na hora da necessidade. Conexões de aeroportos, hotéis e restaurantes às vezes são boas, mas é difícil contar com elas: somem de repente, não têm bom suporte, e sua segurança nem sempre é das melhores - ter alternativa à mão pode fazer a diferença.

     

  10. Proteção para o notebook: existem alguns softwares que podem ajudar na recuperação pós-furto (pesquise junto ao seu fornecedor), mas na minha opinião o mais eficaz é prevenir a ocorrência. Nos locais em que há alta incidência destes crimes, uma trava bem visível pode ser uma boa forma de fazer com que o criminoso não escolha o seu micro. Eu prefiro uma trava Targus com alarme sonoro acionado por movimentos, porque ela ajuda também a não levarem o notebook quando ele está dentro da mochila. Claro que isso só ajuda contra o criminoso furtivo, que pretende levar um notebook discretamente e sem ser notado. Se ele quiser usar a violência, travas e alarmes pouco adiantarão.

     

  11. Entretenimento e distração: Já mencionei várias vezes ao longo deste texto a questão das longas esperas que ocorrem ao longo das viagens - os períodos nos aeroportos, o aguardo por conduções, o próprio tempo de vôo, os períodos não-ocupados durante os eventos, etc. É saudável usar vários deles para se manter em dia com as pendências, mas em alguns momentos é interessante dispor de uma alternativa que conduza ao relaxamento e à distração - mesmo quando você não deseja, ou não pode, tirar uma sonequinha. Eu às vezes recorro ao celular (para um jogo rápido ou para navegar na web, quando dá), e tenho levado comigo um PSP com alguns jogos, e uma seleção de músicas, algum filme ou seriado na memória. Basta estar em um local suficientemente seguro e discreto, colocar os fones de ouvido (ligando ou não a atenuação de ruídos externos, dependendo da ocasião), e relaxar, escapando da programação duvidosa da central de entretenimento do avião, ou tentando esquecer do desconforto das salas de embarque. Parei de usar o notebook para esta finalidade, porque no final das contas o PSP é mais prático e discreto, é leve o suficiente, e não há necessidade de se preocupar com consequências mais sérias de um eventual esgotamento das suas baterias. E caso elas acabem (e acabam...), sempre posso contar com um livro leve ou revista que vai na bagagem de mão.

     

  12. Final de ano e feriadões - Caos aéreo: Se você for viajar em um período em que é razoável imaginar que os aeroportos estarão lotados, tendendo ao atraso e bem mais estressantes que o usual, vale se prepara com um Kit para Caos Aéreo na bagagem de mão, para aqueles casos em que a lanchonete e a banca de jornal do aeroporto já fecharam, e você ainda estará lá por algumas horas. Travesseiro inflável, garrafa de água, biscoitos, uma muda de roupa para frio (não esqueça das conexões...), algum dinheiro trocado, um livro (leve) extra, baralho, os remédios que você toma regularmente, etc.

Sua vez

Compartilhei acima algumas das dicas que já colecionei, e alguns links para artigos complementares aqui do Efetividade.net. Mas, como de costume, conto com vocês para complementá-las com as suas próprias experiências, nos comentários!

Efetividade também para manter limpo o banheiro

Só conheci uma pessoa, em toda minha vida, que de fato *gostava* de limpar o banheiro da sua casa. Todas as outras lamentam ter de desempenhar a tarefa (como seria bom se os banheiros fossem autolimpantes...), e algumas até mesmo tentam adiá-la ou evitá-la tanto quanto possível, quando não podem repassá-la a alguém mais. Por esta razão, todo produto ou serviço que conduza a mais efetividade, ou mesmo a mais produtividade, nesta obrigação inglória, precisa ser devidamente divulgado aos amigos.

Mas escrever sobre produtos de limpeza sempre conduz ao risco de sugerir ou mesmo mencionar o escatológico, ainda mais quando se trata de limpeza dos banheiros - o que me faz ter algum respeito pelo desafio que o pessoal da publicidade de papéis higiênicos encara, ao não poder mencionar o uso concreto a que seu produto se destina... ;-)

No meu caso, eu vejo como pouquíssimo higiênicos diversos produtos típicos de banheiros, tendo como vice-campeã a escova de limpeza interna de vasos sanitários, e como campeões absolutos aqueles tabletes "desodorizadores sanitários" (purific, fluss e tantos outros) que são fixados ou pendurados dentro do vaso sanitário, e acabam expostos a todo tipo de impureza para desempenhar sua atividade - isso sim é que é serviço sujo!

Para reduzir o problema das escovas de limpeza, só mantendo uma exclusiva para cada banheiro, minimizando o transporte delas (e do que elas levam consigo...) pela casa - só se desloca mais de meio metro quando é hora de levar pra uma limpeza mais caprichada do lado de fora.

Já para os tabletes, a minha solução era deixar de usá-los - por mais eficientes que fossem, eu sempre duvidei que as suas estruturas de fixação e suporte não acabavam gerando mais problemas, pelo acúmulo de detritos (microscópicos ou não) - pior ainda quando o suporte em si não é descartável, e só o tablete é trocado regularmente, na forma de refil.

Entra em cena minha irmã

Minha irmã é profissional da área de saúde, e compartilha comigo o interesse por produtos que reduzam o esforço e melhorem o resultado alcançado nas tarefas domésticas - por isso, de vez em quando ela surge com algum produto novo, ou alguma versão mais prática, como quando ela descobriu as latinhas pequenas do tradicional removedor Varsol Casa, e ajudou a sumir com as manchas dos pisos e paredes com bem menos esforço e cuidado.


Sempre um novo produto

E ela também foi a responsável por trazer a novidade que resolveu o problema dos tabletes de limpeza interna de vasos sanitários daqui de casa, de uma vez por todas - com uma idéia que ela já vinha aplicando na casa dela há algum tempo, usando um produto pouco divulgado, ou cuja estratégia de divulgação certamente não chegou a me alcançar.

Os tabletes para caixa acoplada

E a solução é genial em sua simplicidade: tabletes que, em vez de ficar pendurados dentro do vaso, são jogados diretamente dentro da caixa de descarga (modelo acoplado - se for embutida ou suspensa, fica difícil...), e ficam lá se dissolvendo por algumas semanas - e a cada acionamento da descarga, sai junto uma quantidade suficiente de líquido com ação desinfetante, ajudando a manter higienizadas as instalações. A caixinha fala em frescor, e em "limpos e brilhantes", mas eu não iria tão longe na descrição - quem mantém limpo e brilhante continua sendo o o procedimento regular, e o tablete só ajuda a prolongar o efeito.


Caixa acoplada

O líquido tem cor bem forte (azul, no caso do que nós adotamos aqui em casa), e assim dá de perceber facilmente quando é hora de trocar. E a troca em si é muito simples: levanta a tampa da caixa acoplada e joga o tablete lá dentro, onde ele ficará permanentemente imerso na água ainda não servida - o que sai na hora da descarga é apenas a pequena parcela que se dissolve a cada uso.


"Harpic Tablete para Caixa Acoplada"

Não sei se existem concorrentes (tomara que sim), mas aqui em Floripa nós só encontramos o produto da marca Harpic, com o nome original de "Tablete para Caixa Acoplada". Adotamos desde a mudança (5 meses...), estamos satisfeitos e recomendamos.

Outros produtos

Quando se divulga um produto destes, que parece uma idéia tão genial, sempre se corre o risco de depois descobrir que todo mundo já conhecia, que em outros estados o produto existe há anos (parece ser o caso - foi lançado em 2002), ou que era anunciado em horário nobre, em algum programa que eu não assisto.

Assumo o risco, na expectativa de que mais gente não conheça e vá achar interessante. Bom proveito! E se você tem alguma dica de produto de limpeza inovador ou inteligente que quiser compartilhar, a área de comentários está à sua disposição!

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