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Investimentos Inteligentes

Li, gostei e recomendo. Poderia resumir assim esta resenha do livro "Investimentos Inteligentes", de Gustavo Cerbasi (editora Thomas Nelson Brasil), que acaba de sair, completado, da minha pilha de leituras pendentes, onde foi incluído por cortesia dos editores.

Sou Administrador e no momento estou também fazendo uma especialização em Administração, portanto você pode acreditar que já completei uma boa cota de cadeiras na área de Finanças - consigo lembrar de pelo menos 7 disciplinas já cursadas. Em quase todas elas (a exceção foi uma ministrada pelo prof. Baima, egresso do Banco Central), terminei com a impressão de que o foco foi dado ao lado errado do problema: como operar as planilhas, a calculadora HP 12C, realizar transformações, conversões e projeções numéricas, comparar duas propostas expostas detalhadamente pelo professor (sem as sutilezas que os produtos do sistema financeiro empregam), etc. - ou seja: números, ferramentas e operacionalização, e não análise, critérios e decisões.

O livro Investimentos Inteligentes não comete este erro. Suas 274 páginas não apresentam como operar a calculadora financeira e nem a planilha e, ao apresentar seu conteúdo, nem mesmo pressupõem que você saiba fazê-lo (embora esteja claro, e o autor reforce todo o tempo, que é vantajoso desenvolver estas competências técnicas).

Parte I - contextualização

Evidentemente não se trata de um livro voltado a quem tem formação na área, mas eu li do começo ao fim sem me entediar com a apresentação de conceitos, feita de forma muito hábil e suficientemente completa. Neste sentido, gostei particularmente do primeiro capítulo, que apresenta com exemplos as diferenças entre investimento, acumulação, consumo e poupança, mostrando inclusive vários casos em que coloquialmente se descreve atividades como se fossem investimentos, quando na verdade se trata de consumo, ou de poupança.

Já no segundo capítulo somos apresentados à variada fauna que habita este ecossistema. Não sou investidor, nem financista, mas conheço vários exemplares destes bichos, incluindo o "meu" gerente (na verdade, o gerente *do banco*, que eu tenho consciência que trabalha para mim apenas até o limite em que isso for vantajoso para a instituição), os falsos especialistas, os traders alucinados, os grafistas com sua crença (tantas vezes justificada na prática pelo efeito das profecias que se auto-realizam) de que a análise do passado ajuda a prever o futuro, e a entidade disforme e virtual chamada de "o mercado". As descrições que mais me atraíram a atenção foram a do "conservador que não investe" (aquele cara que pensa que o que ele está fazendo é investir, e que o que ele adotou há 40 anos continua funcionando para quem estiver começando agora) e o falso insider, sempre com um palpite "quente", mas que perde o rebolado quando você pergunta a ele se ele já investiu nesta informação que está trazendo com tanto alarde.

Este mesmo capítulo traz ainda uma lista de "falsas oportunidades" comuns - práticas que continuam atraindo muitos incautos, apesar de estarem bem próximas do conto do vigário. Me chamou a atenção a questão da "renda fixa informal" que promete pagar continuamente acima do mercado - e quase sempre acaba mal, quando os "investidores" descobrem pelo jornal que aquele seu consultor foi preso, era um agiota, emprestava o seu dinheiro adiante a juros escorchantes (e por isso podia remunerar tão bem o seu investimento), mas agora tudo evaporou mas você não pode nem mesmo processá-lo, já que o que você fez também era ilegal.

O capítulo 3 é mais um que traz uma mensagem importante e que pode ser entendida completamente sem uso de calculadoras: o que não fazer. Partindo de dúvidas enviadas pelos leitores de seus livros anteriores, o autor apresenta uma série de práticas a evitar:

  • Ter uma única fonte de renda.
  • Começar a investir cedo demais - às vezes o esforço inicial deve ser para ampliar a renda, e só depois começar a investir.
  • Esperar demais (até ter dinheiro sobrando)
  • Contar com instituições demais (ou de menos) para gerenciar a riqueza
  • Querer já começar grande
  • Poupar, pensando que está investindo
  • Ter um único investimento
  • Sonegar impostos devidos
  • Paralisia, ou seu oposto, o giro excessivo

e vários outros.

Em seguida, o capítulo 4 apresenta as qualidades do bom investidor. Mas não é uma lista daquelas que escondem o pulo do gato: em vários casos, o autor explica a razão de cada qualidade ser importante, e como colocá-la em prática. Me chamaram a atenção a necessidade de ter objetivos clara e objetivamente definidos (não é "ganhar dinheiro" ou "ficar rico"), a diversificação, a prática constante do rebalanceamento de investimentos, e a presença de um plano B: "Planos para a dificuldade envolvem: a quem recorrer, o que vender, para quem vender e onde obter uma atividade remunerada, entre outros."

Ainda sobre o Plano B, cito um trecho que combina muito com o que eu mesmo penso e pratico: "Quem cresce na carreira já construindo uma segunda carreira alternativa está, de longe, com uma paz interior muito maior do quem foca completamente em um determinado cargo."

A primeira parte do livro termina no capítulo 5, apresentando mitos ou afirmações questionáveis sobre o mercado de capitais, incluindo questões sobre a realidade específica do Brasil, como lidar com o risco, a questão do perfil do inverstidor, e outras.

Parte II - estratégias

A parte II é mais concreta e direta, voltada a estratégias específicas usando famílias, produtos e alternativas usuais do mercado, e por suas características tão específicas, torna-se um desafio muito grande para a descrição em uma resenha, exceto da forma mais genérica. Temos assim:

  • No capítulo 6: estratégias com renda fixa, incluindo títulos públicos, a própria caderneta de poupança (que voltou a ter usos vantajosos) e similares, os CDBs, debêntures, LCIs e mais. A questão dos impostos que incidem é tratada com atenção especial, pois muitas vezes faz toda a diferença mas não é apresentada tão claramente pelo "seu" gerente.
  • No capítulo 7: estratégias com ações, desde por onde começar, o papel das corretoras e como selecioná-las, homebrokers, as estratégias comuns (que você precisa conhecer, mas não necessariamente adotar), detalhes sobre as análises fundamentalistas e grafistas, e um conjunto de dicas a considerar na hora de montar sua carteira.
  • No capítulo 8: estratégias com fundos, apresentando a variedade existente, vantagens e desvantagens, critérios para escolha, a questão tributária, e a recomendação de usar bastante os recursos que o banco oferece.
  • No capítulo 9: estratégias com previdência privada. As vantagens deste método são específicas para alguns casos, mas nestes elas podem fazer muito sentido. São apresentados os produtos disponíveis e suas vantagens, a questão da tributação, que é especialmente importante neste caso, e os cuidados que você deve ter na hora da negociação.
  • No capítulo 10: estratégias com imóveis: nem toda operação com imóveis é um investimento, mas neste capítulo vemos os ingredientes para que elas sejam, os riscos específicos e cuidados associados, a seleção de oportunidades, dicas para a maximização do rendimento.
  • No capítulo 11: estratégias com compra e venda. O popular "rolo" recebe atenção como forma de investimento também, com a advertência de que nem sempre ele funciona assim - a informalidade tem seus desafios, e às vezes o "investidor" não resiste à tentação de colocar para seu próprio uso o bem que planejaria negociar. Mesmo assim, exemplos bem-sucedidos são apresentados, incluindo a questão da atitude, as oportunidades com leilões e classificados, e a questão tributária.

O capítulo 12 fecha o livro com uma visão importante: a vida equilibrada. Não deixar as atividades de investidor interferirem negativamente na vida familiar, ter uma reserva para emergências facilmente acessível, usar a previdência privada para a sua finalidade básica (previdência), tratar com instituições e pessoas que mereçam a sua confiança, e vários outros toques de quem já tem experiência no assunto.

Para concluir

Quando o assunto é relacionado a finanças pessoais, múltiplos autores podem oferecer pontos de vista e informações diferentes, e é recomendável conhecer todos eles, até mesmo quando for para discordar.

Mas no caso de Gustavo Cerbasi, sabemos que no mínimo ele fala por experiência própria, pois no próprio livro descreve as opções que o levaram a atingir sua própria meta financeira (o mítico "primeiro milhão"), e deixa claros quais os momentos em que está falando de opinião pessoal, e não necessariamente de fato concreto.

Para fechar, voltando ao que já abordei na abertura, repito: li, gostei e recomendo.

CERBASI, Gustavo. Investimentos Inteligentes. Ed. Thomas Nelson, 2008. 274 páginas.

Leia também:

Home office: 10 dicas para melhorar seu escritório doméstico

O home office é uma alternativa cada vez mais comum entre profissionais. A nova organização da economia está indo cada vez mais nesta direção, e é cada vez mais freqüente encontrar exemplos de pessoas bem-sucedidas nas suas atividades profissionais executadas parcial ou totalmente a partir de um escritório doméstico.

Se você já tem o seu home office, que tal melhorá-lo? Um pouco de revisão e planejamento pode tornar o seu ambiente profissional doméstico muito mais efetivo, sem perder as vantagens de trabalhar dentro de casa.

Veja abaixo 10 dicas para compor o escritório ideal na sua casa ou apartamento, e acrescente suas próprias dicas nos comentários!

  1. Pare para pensar no seu ambiente: é iluminado? Arejado? A temperatura é aceitável? Como está o isolamento acústico? Um painel colorido, uma cortina, uma janela aberta, uma luminária, um espelho grande na parede, um quadro, um relógio na parede, um circulador ou um quadro de avisos (mesmo que seja para você mesmo) podem lhe fazer avançar vários pontos no conforto ambiental.

  2. Alimente-se melhor: já que você trabalha em casa, aproveite: estruture seu horário de forma a poder ter um bom café da manhã, e um almoço caseiro várias vezes por semana. Estruture-se, organize-se, aprenda a comprar os ingredientes certos e a congelar pratos, se necessário. Sua saúde agradece, a qualidade de vida comemora, e até o bolso pode ficar feliz! Nos dias de pressa, saiba acelerar a comida!
  3. Redistribua os móveis e objetos: Eu já disse antes, mas vou repetir a dica: pense no modelo adotado por um piloto de avião comercial: os instrumentos mais importantes para seu trabalho estão localizados exatamente à frente da sua posição usual de trabalho, e os demais ficam dispostos radialmente a partir deste núcleo, de modo que ele se desloca o mínimo possível para realizar seu trabalho. Não esconda dentro de armários distantes as ferramentas que você usa no dia-a-dia, nem desperdice o espaço das áreas mais nobres à frente da sua posição de trabalho.


    Remova móveis e fuja do aperto!

  4. Fuja do aperto: ao redistribuir os móveis, preste atenção: há mobília no seu espaço de trabalho que você não usa para trabalhar? Que tal tentar movê-la para outro local, dando mais espaço para a sua atividade profissional? Verifique também se sua mesa, cadeira, estante, arquivo ou monitor não são menores do que deveriam ser para permitir o trabalho com conforto e organização - e planeje sua substituição, se necessário.
  5. Acorde mais cedo: acordar cedo vale a pena, e fica mais fácil se você desenvolver o hábito de dormir bem. Um pequeno truque pode ajudar!
  6. Atitude ecológica: vá tão longe quanto for possível e prático. No mínimo, reuse os clips e folhas de papel, apague as luzes ao sair, e desligue os equipamentos quando não estiverem em uso!

  7. Arquive direito os documentos: Para ter um escritório pessoal em que as coisas não somem, no mínimo, você precisa de gavetas e de uma boa estrutura de arquivamento organizado de documentos e papéis em geral. Se quiser fazer apenas o essencial, um arquivo de pastas suspensas econômico, com estrutura em plástico ou aramado, custa menos de R$ 50 nas papelarias, e continua sendo útil por anos e anos a fio. Uma boa estrutura inicial é considerar uma pasta para cada um dos projetos em que você estiver envolvido, e mais algumas pastas extras para arquivamento das suas categorias de materiais de referência.

  8. Organize os cabos: eu já compartilhei a minha receita para manter os cabos sempre no lugar, acessíveis e fora do meu campo visual, mas você pode fazer algo similar gastando ainda menos, com alguns fixadores feitos de nylon ou velcro que você encontra em lojas de utilidades domésticas.

  9. Atenção às telecomunicações: Comunicar-se com clientes, parceiros e fornecedores exige um telefone, e eventualmente um fax. Considere avançar na digitalização, usando bem recursos como VoIP (incluindo Skype e similares, mas também serviços mais complexos), e-mail e web. Mas se você trabalha sozinho, ter uma secretária eletrônica (virtual ou não) e um aparelho telefônico que permita circular livremente e manter as duas mãos disponíveis é essencial. Eu recomendo um telefone sem fio com secretária eletrônica digital, identificador de chamadas e entrada para fone de ouvido/microfone - é suficientemente barato, você não perderá mais nenhum recado ou oportunidade de retornar a ligação, e poderá andar pela casa falando, com ambas as mãos livres, quando necessário. Este modelo da Panasonic tem até ramal interno sem fio, para transferir ligações entre cômodos da casa, mas existem modelos bem mais econômicos. O meu é um Panasonic KX-TG2935-LB.
  10. Considere a ergonomia: evite a tendinite e os problemas de visão! Coloque a mesa e a cadeira na altura e posição certa, evite sombras e brilhos excessivos, posicione bem o monitor, o teclado e o mouse, e faça pausas regulares, no mínimo.

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Home office: a convivência da família com o escritório doméstico

Montar um escritório doméstico pode ser mais fácil do que mantê-lo, especialmente quando outros familiares convivem no mesmo espaço.

Este problema pode ser difícil de equacionar, especialmente nos casos em que o profissional opta pelo escritório doméstico buscando justamente uma convivência de melhor qualidade com sua família. Mas algumas dicas podem ajudar a facilitar esta convivência. Vamos a elas:

  1. Defina os limites físicos. O ideal é que o home office funcione em um cômodo com porta, que possa fazer o papel de barreira e limite, além de isolamento acústico e visual. Se não for possível, improvise - e planeje como tornar possível. A barreira não deve funcionar apenas quando você está dentro do escritório - quando você estiver fora, resista à tentação de retornar a ele e fazer serão.

  2. Tenha um horário de trabalho definido e divulgado. E cumpra-o. E faça com que todos os familiares conheçam e compreendam o seu horário. Definir o horário é bom para a qualidade do seu serviço e da sua vida (acredite, não dá para estar à disposição 24 horas por dia durante muito tempo), mas é especialmente bom para facilitar a boa convivência com os demais habitantes da casa. Quando acabar o horário que você fixou como seu expediente, desligue o computador, coloque o fax no automático, ligue a secretária eletrônica, feche a porta (real ou metafórica) e vá fazer outra coisa - de preferência, com os familiares que respeitaram o seu horário ;-)
  3. Defina o que pode e o que não pode. É bom haver regras do jogo bem claras. Se a porta do home office estiver fechada, os familiares devem se considerar sempre bem-vindos para entrar para falar sobre assuntos triviais? Vale mexer nos papéis e gavetas? O material de expediente (tesoura, grampeador, ...) pode ser usado? Pode valer a pena investir em um conjunto de material para uso pelos familiares, para que eles não precisem interromper a sua cadeia de raciocínio para usar a única tesoura boa da casa.

  4. Crie uma política para o uso do telefone. Se você tem crianças e pode receber telefonemas de clientes, provavelmente a política não bastará - você vai precisar de uma linha separada (felizmente hoje não é mais tão caro), fora do alcance delas. E mesmo que não haja crianças, é necessário definir uma regra sobre o respeito às ligações profissionais - infelizmente, os clientes podem ficar com má impressão se ouvirem uma discussão ou o barulho do liquidificador ao fundo da sua ligação de negócios. Se for necessário, aceite - a vida da sua família não tem botão de pause. Mas se der de conjugar as duas necessidades, por que não tentar? Dica extra: tenha um telefone sem fio com secretária eletrônica digital, identificador de chamadas, viva voz e entrada para fone de ouvido/microfone - é suficientemente barato, você não perderá mais nenhum recado ou oportunidade de retornar a ligação, e poderá andar pela casa falando, com ambas as mãos livres, quando necessário. Este modelo da Panasonic tem até ramal interno sem fio, para transferir ligações entre cômodos da casa, mas existem modelos bem mais econômicos. O meu é um Panasonic KX-TG2935-LB.
  5. Entenda o que as crianças precisam. Adeque os seus horários aos dos filhos. Aproveite o horário da soneca, do programa preferido na TV (mas não aceite o canto da sereia de deixar a TV cuidar das crianças o dia inteiro para você trabalhar) ou das demais atividades infantis não supervisionadas diretamente por você para realizar as suas tarefas mais complexas e que não possam ser interrompidas. Tenha também um suprimento de facilitadores de atividades infantis (um DVD favorito, massa de modelar, giz de cera, um jogo de armar, ...) e coloque em ação quando você precisa de uma pausa.

Sumarizando: uma das maiores vantagens de trabalhar em casa pode ser a valorização da convivência familiar. Não vire esta vantagem contra você, colocando a família como antagonista da sua produtividade.

Tome as providências que estiverem ao seu alcance para prevenir ou antecipadamente mitigar este conflito, e quando ele se manifestar, reaja de forma equilibrada, preservando o interesse de todos os envolvidos.

Várias das dicas acima constam, embora sob outro ponto de vista, no artigo Home Office Tips for Parents, por Debbie Williams. Recomendo a leitura!

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Resenha e sorteio: livro "Marketing de otimização de buscas na web"

Recebi dos meus amigos da Linuxmall 2 exemplares do livro Marketing de Otimização de Buscas na Web, sendo que um deles eu guardei para meu próprio uso - incluindo a criação da resenha que você está lendo - e o outro vou sortear entre os leitores do Efetividade, conforme instruções ao final deste artigo

A autora, Martha Carrer Cruz Gabriel, é pós-graduada tanto em Comunicação de Marketing quanto em Design Gráfico, mestra em Artes, e várias vezes premiada como produtora web. Hoje atua como consultora em marketing de otimização de buscas e marketing de relacionamento.

E este background se reflete em um belo e conciso (100 páginas!) livro sobre o marketing de otimização de buscas na web, incluindo conceitos mais familiares como SEO e SEM, e bastante exposição técnica e prática dos conceitos e estratégias relacionados à área.

Eu gostei bastante do capítulo 2, que apresenta os conceitos de relevância adotados pelos buscadores, e como se adequar a eles para aumentar a chance de estar entre os primeiros resultados nas buscas que mais tiverem nexo com o seu negócio.

O quadro de idéias para link baits apresentado na página 35 apresenta uma série de dicas relativamente conhecida, mas raramente vista em um livro em português voltado ao público em geral, sobre como atrair links e visitantes para seu site. Para dar uma idéia, a lista inclui itens como:

  • fazer uma entrevista com alguém importante na área que você quer atingir
  • criar um evento ou concurso que atraia notícias
  • ser o primeiro a publicar as notícias relevantes no seu meio
  • criar um recurso interessante para uso em um evento que esteja para acontecer
  • criar um tema ou plugin

A minha preferida é a última: "Torne-se um especialista em seu nicho e escreva informações valiosas".

A comparação entre os pontos fortes e fracos da otimização orgânica (para influenciar os resultados ordinários dos buscadores) e da aquisição de anúncios para exibição em sites de busca, no estilo adwords, também é bem interessante.

Os capítulos 4 e 5 trazem uma atualizada lista de técnicas de otimização orgânica - aqueles toques sobre o que você mesmo pode fazer em seu próprio site para ser melhor percebido e indexado pelos sites de busca - e sobre o que você deve evitar para que estes sites não o coloquem em alguma lista negra.

Para fechar, alguns toques a mais sobre assuntos de interesse variado, como reinclusão de sites removidos de indexadores, landing pages, inclusão digital, dispositivos móveis, etc., e mais um capítulo dedicado a ferramentas e recursos que podem ser úteis.

Segue a referência: GABRIEL, Martha Carre Cruz. Marketing de otimização de buscas na web. Ed. Esfera, São Paulo, 2008. 100 páginas.

E o sorteio? Para ganhar o seu exemplar, é muito simples: escreva (até a meia-noite de 25 de julho, sexta-feira) um e-mail para livroseo@br-linux.org dizendo seu nome, endereço postal completo (com CEP), URL do seu site em que você gostaria de aplicar as dicas do livro, e duas palavras-chave de busca nas quais você gostaria que seu site estivesse bem posicionado. Vou ler todas as mensagens, mas não prometo responder. O sortei oocorrerá na semana seguinte ao término do prazo, e o ganhador será informado por e-mail, e terá seu nome e URL divulgados aqui no Efetividade.

Blogs nas Eleições 2008: afinal, quais são as restrições?

Eu tendo a concordar com a declaração do Presidente do TSE: "É um erro meter o bedelho" na Internet. Mas já que meteram, precisamos saber quais são os limites impostos a nós todos.

Na semana passada o IDG Now publicou o artigo "Saiba quais são as restrições à campanha eleitoral na internet", trazendo manifestações de especialistas sobre como devem ser interpretadas as leis e resoluções existentes no que diz respeito a publicações na Internet referentes à campanha para as eleições municipais deste ano.

A definição legal não ficou tão clara e objetiva quanto alguns desejariam, e assim a margem para interpretação de todos os envolvidos (seja blogueiro, jornalista, candidato, advogado ou juiz) ficou grande, embora cada um deva se preocupar com a sua própria segurança jurídica ao fazer sua interpretação.

As posições de Arthur Rollo (advogado especializado em direito eleitoral), José Luiz Toro (advogado e mestre em direito político e econômico) e Renato Opice Blum (especialista em direito na internet), mencionadas na matéria, podem ser interessantes para formar a sua opinião.

Mas se você quiser orientação jurídica sobre seu caso concreto, não se baseie apenas na sua própria interpretação ou no que viu na imprensa - consulte um profissional habilitado.

Pessoalmente, e até por questões profissionais, não tenho o menor interesse em fazer campanha político-partidária, e me alinho à opinião de Opice Blum, que sintetizo: "a manifestação de opiniões nas mídias sociais se enquadrará dentro do direito de expressão garantido pela Constituição e não será punida". Mas ele ressalta: “Desde que não haja interesses ou vínculos com candidatos disfarçados”.


Ayres Britto, presidente do TSE: "Deveríamos deixar a Internet em paz". Pena que não foi a visão dele que prevaleceu.

Gostaria que tivesse prevalecido a opinião do Presidente do TSE, Min. Ayres Britto, que registrou em entrevista à Veja da semana corrente: "Acabamos de discutir essa questão no TSE. Pela lei, o candidato só pode fazer propaganda na sua página. Meu ponto de vista, que acabou não prevalecendo, é que deveríamos deixar a Internet em paz. É um erro meter o bedelho nisso. A Internet talvez seja hoje o maior espaço de liberdade individual, um espaço naturalmente interditado ao poder regulador do Estado. Além disso, é impossível controlar a Internet. Quanto aos excessos, vamos decidir caso a caso"

Segue a íntegra da matéria do IDG Now.

Saiba quais são as restrições à campanha eleitoral na internet

Por Daniela Moreira, editora assistente do IDG Now!

Uso de mídias sociais - como blogs, comunidades online e sites de vídeos - para propaganda eleitoral divide opiniões de especialistas.

Desde o último sábado (05/07), os candidatos às eleições de 2008 - que disputarão cargos de prefeito e vereador - estão liberados para fazer campanha. Contudo, as regras para a campanha eleitoral na internet ainda estão nubladas.

O motivo de toda a controvérsia é a falta de leis que estabeleçam de forma detalhada o que pode ou não ser feito ou não na web. A resolução 22.718 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que define as regras para propaganda eleitoral, diz apenas que o candidato deverá usar apenas seu site oficial para fazer campanha.

No entanto, o uso de outras ferramentas como blogs, sites de vídeo e redes sociais - muito populares nas prévias da disputa presidencial dos Estados Unidos, por exemplo - não está contemplado nas regras.

A falta de especificação divide inclusive a opinião dos especialistas na área jurídica. Declarar apoio a um candidato no blog - pode ou não pode? E criar uma comunidade elogiando seu candidato favorito? Como ficam os vídeos no YouTube?

Os próprios ministros do TSE divergiram sobre o tema antes de chegar à decisão de que os casos de irregularidade de propaganda na internet serão avaliados pontualmente, nos processos que surgirem durante a eleição. A decisão ainda deve ser contestada pela Comissão de Informática e Tecnologia da Câmara dos Deputados, no entanto.

“Por enquanto, são os casos concretos que vão definir os limites”, diz Arthur Rollo, advogado especializado em direito eleitoral, que está assessorando juridicamente diversos candidatos às eleições de 2008. “Mas estamos dando uma interpretação conservadora aos nossos candidatos”, relata ele.

Rollo conta que já alertou usuários que tinham comunidades no Orkut declarando apoio a candidatos que eles correriam o risco de ser multados por propaganda irregular. “Se a resolução for interpretada a rigor, nenhuma propaganda pode ser feita fora do site do candidato”, declara ele.

“A linha entre o que é um comentário e o que é propaganda é muito tênue”, complementa José Luiz Toro, advogado e mestre em direito político e econômico. “Assim como a diferença entre o que é um veículo de informação e o que é um espaço de opinião”, avalia ele.

Já Renato Opice Blum, especialista em direito na internet, acredita que a manifestação de opiniões nas mídias sociais se enquadrará dentro do direito de expressão garantido pela Constituição e não será punida. “Desde que não haja interesses ou vínculos com candidatos disfarçados”, ele ressalta.

Confira, a seguir, qual é o parecer destes três especialistas sobre o uso de diferentes ferramentas online nas campanhas:

Blogs
Pela resolução atual, candidatos só podem manter blogs próprios se for dentro do seu próprio site, segundo avaliação dos especialistas.

Já os blogs “profissionais” - aqueles que estão ligados a grandes grupos de mídia ou que podem ser considerados veículos de informação de grande alcance - devem seguir as mesmas regras que se aplicam à imprensa, de acordo com os advogados.

“Eles podem expressar o apoio a um candidato - assim como os jornais e revistas -, mas devem dar espaço aos demais também, garantindo um tratamento isonômico”, opina Toro. “Pode apoiar, mas não de forma acintosa. Não pode desequilibrar o pleito”, avalia Rollo.

Mesmo quem tem um blog pessoal, com poucos acessos, deve tomar alguns cuidados, advertem os advogados. “Não pode usar para discriminar outros candidatos”, diz Toro. “Antes de postar, pense se o comentário pode gerar dúvida sobre a sua relação com o candidato ou partido”, adverte Opice.

Redes sociais
A propaganda eleitoral no Orkut já foi combatida pela Justiça do Ceará, Goiás e Minas Gerais, abrindo precedentes em relação ao uso das redes sociais para este fim.

Em Goiás, a Justiça pediu ao Google que uma comunidade de apoio a um pré-candidato a prefeito fosse tirada do ar. No Ceará, também houve decisão contra propaganda de um vereador no Orkut. A Justiça Eleitoral de Minas Gerais chegou a multar um pré-candidato a vereador por propaganda antecipada na rede social.

No entanto, em todos esses casos, a justificativa para a punição é que o período de campanha ainda não havia começado.

Já o TRE do Rio de Janeiro liberou a propaganda eleitoral na rede social e em blogs a partir de 6 de julho no Estado.

Contudo, como há precedentes negativos, os especialistas recomendam cautela ao expressar apoio aos candidatos na rede social. “É recomendável evitar propaganda explícita”, aconselha Opice Blum.

Vídeos
Vídeos com notícias sobre candidatos que já tenham sido veiculados na TV, por exemplo, podem ser reproduzidos em sites como YouTube, segundo Opice Blum. Já os vídeos institucionais de campanha devem ser veiculados apenas no site do candidato, ele defende.

Os vídeos de candidatos expressando suas opiniões - comuns nas prévias das eleições presidenciais dos Estados Unidos, por exemplo - estão liberados, na avaliação do especialista.

Punições
Se a justiça interpretar um blog, comunidade ou vídeo como infração à lei eleitoral, o autor do conteúdo poderá ser multado, assim como o candidato favorecido por ele - se for constatado que havia conhecimento prévio de sua parte.

Fonte: Site IDG Now! - "Saiba quais são as restrições à campanha eleitoral na internet" - julho/2008

Palestra sobre Blogs Profissionais e Corporativos em Floripa

O Rodrigo Lóssio avisa da Palestra sobre Blogs Profissionais e Corporativos que vai ocorrer em Floripa em 22 de julho (já lotado) e 28 de julho (ainda há vagas). Eu já me inscrevi para o dia 22, e repasso a vocês o convite!

Vai ser no auditório da ACATE (Assoc. Catarinense de Empresas de Tecnologia), na Trindade. Da descrição oficial: "O blog é a principal estrela da chamada Web 2.0 - a web social. Nesta palestra, empresários e profissionais catarinenses poderão conhecer as potencialidades do uso desta ferramenta por organizações de todos os portes e de diversas áreas de atuação. Serão apresentados os principais conceitos, funcionalidades, estratégias de relacionamento e benefícios dos blogs que tenham como objetivo a geração de oportunidades de negócios e de visibilidade. Casos de sucesso internacionais, nacionais e locais demonstram as vantagens na adoção desta ferramenta, alinhada às estratégias de marketing e comunicação."

O palestrante, Rodrigo Lóssio, "é jornalista, blogueiro e diretor da Dialetto Comunicação Estratégica, especializada no atendimento a empresas e entidades do setor de tecnologia da informação e comunicação de Santa Catarina. Mantém há quatro anos o blog Impressão Digital (www.lossio.com.br) e desde o ano passado presta consultoria para implantação de blogs profissionais e corporativos, além de ser um entusiasta do assunto."

Saiba mais e inscreva-se: Palestra sobre Blogs Profissionais e Corporativos.

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