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O que é qualidade

Qualidade é adequação ao uso. Qualidade é atender ao que foi especificado. Qual está correto? Algum dos 2 conceitos está errado?

Por que qualidade? O conceito de qualidade é multifacetado: existem várias definições, referentes a aspectos diferentes, cada uma aplicável a determinados contextos - incluindo os da ISO (ISO 9001 e congêneres) e os de Gerenciamento de Projetos, que veremos de forma específica.

Uma pós-graduação em qualidade não é necessária para entender estes conceitos, que veremos em detalhes a seguir.

Leia também:

Vamos falar sobre os "papas da qualidade" (Deming, Juran, Ishikawa e outros) mais adiante nesta série, mas neste momento teremos que referenciá-los para conhecer os conceitos que propuseram ou empregaram.

Pessoalmente, gosto do conceito de qualidade dado por Juran: “Qualidade é adequação ao uso”, onde a adequação é definida pelo consumidor – mesmo quando ele deseja fazer algo fora do que o fabricante imaginou. Na minha opinião, por ser voltado à expectativa do consumidor (ou ao exterior da empresa, como definiu Feigenbaum), ele ganha por larga margem do conceito um pouco mais voltado para o processo, de Philip Crosby, que é: “Qualidade é conformidade às especificações”.

Mas há vários outros, incluindo no oriente. O conceito bi-dimensional de qualidade dado originalmente por Noriaki Kano é geralmente descrito no ocidente como “Produtos e serviços que atendem ou excedem as expectativas do consumidor”. Genichi Taguchi definiu o inverso: para ele, a ausência de qualidade representa “o prejuízo que um produto impõe à sociedade após ser embarcado”.

Falaremos mais sobre isso adiante, mas Deming freqüentemente se referia ao efeito, e não ao conceito, da qualidade. Para ele, “os custos caem e a produtividade sobe, conforme a melhoria da qualidade é alcançada por meio de melhor gestão de design, engenharia e testes, e por melhorias nos processos. A melhor qualidade a um preço mais baixo tem chance de capturar mercado. Cortar custos sem melhorar a qualidade é fútil.”

Nos conceitos mais próximos do original de Juran (“adequação ao uso”), a qualidade não tem um significado sólido e objetivo enquanto não estiver associada a uma função ou uso específicos – ela se torna, assim, condicional, e com algum grau de subjetividade.

No contexto das certificações da série ISO 9000, a qualidade pode ser entendida como o grau em que um conjunto de características inerentes preenche os requisitos. Para escapar da selva de definições, a Associação Norte-Americana da Qualidade (ASQ) reconhece que cada pessoa tem sua própria definição, mas para uso técnico adota 2 significados específicos. Para ela, qualidade pode ser:

  1. as características de um produto ou serviço que suportam sua capacidade de satisfazer necessidades declaradas ou implícitas; ou
  2. um produto ou serviço livre de deficiências.

Finalmente, ao tratar de Qualidade como função em uma organização, você pode estar se defrontando com 2 pontos de vista bastante distintos, embora complementares: a garantia de qualidade, que se refere à “prevenção de defeitos” por meio de sistemas integrados de gestão de qualidade e outras técnicas, e a outra é o controle de qualidade, que se refere à “detecção de defeitos” que chegarem a ocorrer, tipicamente associada a sistemas de verificação e validação por meio de testes e estatísticas.

Conceito de Qualidade no Gerenciamento de Projetos

Segundo o PMBOK, a abordagem básica do gerenciamento da qualidade descrita pelo PMI pretende ser compatível com a da ISO, e também deve ser compatível com as abordagens de gerenciamento da qualidade recomendadas por Deming, Juran, Crosby e outros, e com modelos como Gerenciamento da qualidade total (TQC), 6 Sigma, Análise de modos e efeitos de falha, Revisões de projeto, Voz do cliente, Custo da qualidade (CDQ) e Melhoria contínua.

O PMI adota a definição da qualidade proposta pela ASQ, traduzida oficialmente como: "Qualidade é o grau até o qual um conjunto de características inerentes satisfaz as necessidades”, e assim um elemento essencial do gerenciamento da qualidade no contexto do projeto passa a ser "transformar as necessidades, desejos e expectativas das partes interessadas em requisitos, através da análise das partes interessadas, realizada durante o gerenciamento do escopo do projeto."

Outra distinção importante que o PMI destaca é a que ocorre entre qualidade e grau, que não são a mesma coisa, embora muitas vezes sejam confundidos. O grau é aquilo que faz um produto ser considerado de "primeira linha", "alto padrão", ou conceitos similares - são diferenciações de características técnicas entre produtos de uso similares.

Assim, é possível que um produto seja especificado com a intenção de ter grau baixo ("segunda linha", ou eufemismos como "padrão popular"), e isso não é necessariamente um problema: significa que terá menos recursos, possivelmente uma aparência não tão moderna, menor emprego de tecnologia, material mais barato ou outras diferenças de especificação em relação a outros produtos que cumpram funções similares, e provavelmente terá como alvo consumidores diferentes daqueles dos produtos de "primeira linha". Mas se cada uma das unidades deste produto for produzida de acordo com esta especificação de grau inferior, e a especificação atender às necessidades (explícitas e implícitas) dos seus usuários, ele terá qualidade mesmo assim.

Por exemplo, dois cursos de pós-graduação em ciências políticas podem ter graus completamente diferentes:

  1. o primeiro tem grande número de professores renomados, com doutorado e larga experiência, vindos dos grandes centros, instalações de alto padrão localizadas em região central, material didático atualizado, completo e original, uso constante de recursos didáticos de informática e Internet, conteúdo programático atualizado freqüentemente;
  2. o segundo tem o número mínimo exigido pelo MEC de professores com formação avançada, seleciona os docentes principalmente entre os professores de graduação locais, emprega material didático de procedência variada e reproduzido localmente, tem instalações populares e em local afastado da região central, usa ferramentas tradicionais de ensino (quadro e transparências) e tem conteúdo programático mínimo e fixo ao longo dos anos.

Como você viu no texto acima, a diferença exposta é de grau, e não de qualidade. Caso a diferença de grau seja divulgada, e também se reflita em questões de acesso e custo, é provável que ambos os cursos encontrem usuários satisfeitos, pois ao contratar seus cursos, terão consciência do grau que deverão encontrar.

Mas caso a primeira das instituições (nitidamente de grau superior ao da outra) deixe de entregar seu material didático com a antecedência necessária, passe a fazer uso de métodos de ensino e avaliação ineficientes e diferentes do previsto, não mantenha o calendário de aula, seus professores passem a não cumprir os horários estabelecidos para as aulas, ou os contatos dos alunos com os representantes da instituição não recebam resposta nos prazos definidos, aí ela poderá ser a que tem menor qualidade entre as duas, mesmo dispondo de maior grau.

Cenas dos próximos capítulos

Ao longo desta semana, o Efetividade.net publicará diariamente uma série de artigos sobre a Qualidade, como parte da Semana da Qualidade no Efetividade.net. Outros temas que serão abordados incluem: os papas da qualidade, ferramentas da qualidade, ilusões da qualidade, obstáculos da qualidade, os 14 pontos de Deming para a melhoria da qualidade, as 7 doenças mortais da qualidade, gerenciamento na qualidade à luz do PMBOK, normas ISO, referências e bibliografia.

Planejamento estratégico: quais são os seus valores?

Planejamento Estratégico é um conjunto de disciplinas inter-relacionadas, geralmente aplicado à definição do curso de ação de organizações de médio ou grande porte e considerando períodos de tempo extensos. Sua intenção é estabelecer um direcionamento a ser seguido pela empresa, para alcançar a missão definida por ela - mas você também pode aplicar seus princípios à administração de seu dia-a-dia.

Nosso artigo anterior sobre Planejamento Estratégico aplicado à vida pessoal já tem quase um ano e é consistentemente um dos mais lidos do site, o que me leva a acreditar que pode estar na hora de revisitar o tema.

E o aspecto escolhido para esta nova abordagem é o menor nível da Base Estratégica Corporativa: os valores estratégicos. Mas primeiro vamos a uma breve revisão sobre os conceitos essenciais envolvidos:

Base estratégica corporativa: definir missão, visão e valores

Definir a missão é uma tarefa árdua para organizações, e ainda mais para indivíduos. A missão é aquilo que queremos ser, uma definição permanente sobre o que pretendemos fazer e ser, e sobre quais demandas queremos atender, ou qual o valor que geramos para a sociedade ou o mercado.

Algumas pessoas têm uma idéia clara de sua missão e se fixam a ela com facilidade, enquanto outras seguem a metodologia de Zeca Pagodinho e deixam a vida as levar. Se você está neste último grupo, pare para pensar sobre o que você pretende ser ou alcançar. Identifique objetivamente a sua missão de longo prazo - se você conseguir internalizar a sua missão, isto pode ajudar a tomar todas as outras decisões da sua carreira.

Tendo definido a missão você pode identificar também sua visão de futuro - seu alvo, prático e alcançável: como quer ser visto, onde quer chegar. E você completa a fase de definições quando registra também os seus valores, os princípios que vão balizar as suas ações enquanto pratica a Missão, em busca de atingir ou manter a Visão. Em um ponto de vista pessoal, determinadas missões e visões individuais podem ser vistos sob luzes completamente diferentes, dependendo dos valores escolhidos. Por exemplo, buscando as mesmas visões de sucesso pessoal, algumas pessoas escolhem privilegiar a qualidade de vida, o convívio familiar, o prestígio, a fama ou o acúmulo econômico - e assim as definições de princípios e valores acabam diferenciando de forma clara as escolhas que elas farão.

Sim, são conceitos complexos para uma definição em 3 parágrafos, mas confio que você conseguirá entender a idéia e buscará a reflexão. Para ajudar, busque exemplos: você já deve ter visto declarações de missão e visão de diversas empresas, afixadas em quadros nos seus escritórios ou em seus sites. Se desejar, veja alguns exemplos de missão, visão e valores de organizações.

Um pouco mais sobre os valores estratégicos

Os valores descrevem como cada um deve se comportar no cumprimento da missão estratégica proposta. Mas ao defini-los, existem 2 armadilhas comuns que você precisa evitar:

  • Incolor, inodoro e insípido: muitas vezes o conjunto de valores definido não inclui nada que não seja óbvio ou mesmo obrigação. Não há problemas em incluir algum valor óbvio (como ética, eficiência, transparência...) na sua lista, se você quiser dar atenção *especial* a ele. Mas se você só colocar valores deste tipo, o seu planejamento perderá todo o brilho e a capacidade de gerar distinção - seus valores serão óbvios e iguais aos de todo mundo. Tenha diferencial, tenha sabor.
  • Dupla personalidade: ocorre quando a oportunidade de resolver conflitos de direcionamento não é aproveitada durante o planejamento estratégico, e valores conflitantes de duas (ou mais) correntes de pensamento são todos aprovados igualmente. Numa empresa, isso pode levar a situações impossíveis em que se busca ao mesmo tempo valores que tendem a conflitar entre si, como "sempre o menor preço", "oferecer opções individualizadas a cada cliente" e "inovação contínua" - tudo ao mesmo tempo. O espectro dos valores pode ser amplo, mas precisa haver coerência entre eles, ou pelo menos não haver contradição.

Na vida pessoal, estas mesmas armadilhas ficam no seu caminho quando você vai planejar - desde uma simples resolução de ano novo até um planejamento estratégico pessoal, ou familiar.

A primeira delas (incolor, inodora e insípida) se traduz em um plano que, resumido, pode ser descrito como "meu diferencial é ser igual a todo mundo". Planejar muitas vezes significa reconhecer seus diferenciais: não há problema em valorizar conceitos bonitos como cidadania, ecologia e responsabilidade social, mas você tem que escolher alguma coisa relacionada à sua personalidade e ao que o torna diferente - melhor? - que os demais.

A segunda delas, da dupla personalidade, ocorre quando você define valores conflitantes, que acabarão fazendo surgir objetivos ou ações conflitantes. É difícil conseguir um emprego exigente e ter também tempo para criar pessoalmente e de perto os filhos, assim como é difícil: dormir tarde e acordar cedo; ter qualidade de vida, segurança e morar num grande centro; brilhar simultaneamente nas artes, na tecnologia e na política; e muito mais. Quando for planejar, faça escolhas consistentes: defina o que é mais importante, e deixe de lado, ou para depois, outros objetivos valiosos que possam conflitar com estes.

O executivo e escritor Jack Welch destacou recentemente, em sua coluna na revista Exame, dois exemplos de valores estratégicos corporativos que ele considera especiais, por traduzirem claramente elementos da personalidade da organização, que cada colaborador tem condições de traduzir claramente em ações percebidas pelos clientes. São eles:

  • Comunicar as más notícias rapidamente, aos colegas e aos clientes. Quantas vezes você já foi enrolado por funcionários relutantes em dar uma má notícia? A turma do curso não fechou, o quarto reservado não está disponível e você terá que se contentar com outro sem vista para o mar, a bagagem se extraviou e ninguém tem idéia de onde ela foi parar, a escala de folgas para o próximo final de semana terá que ser cancelada, ocorreu um imprevisto e o aeroporto terá que fechar para pousos e decolagens... e ninguém avisa ao principal interessado, até que seja absolutamente inevitável - e mesmo então, com o mínimo de detalhes possível, e sem assumir qualquer compromisso. Em uma empresa com este valor definido, é de se imaginar que cada funcionário terá uma noção clara de como se comportar no caso de más notícias.
  • Assumir pessoalmente a responsabilidade pelos resultados, e não só pelo processo. A desculpa de que "eu fiz tudo certo, não tenho culpa se o resultado não ao aconteceu" não combina com ambientes em que há foco no cliente. A telefonista passa a ligação e coloca em espera sem verificar se o outro lado atendeu, o atendente registra a reserva mas não verifica se ela se confirmou, o médico escreve a receita sem se preocupar se o farmacêutico vai conseguir entender a caligrafia, e por aí vai. Mas quando o valor estratégico está definido assim, todos passam a ter uma razão a mais para refletir sobre como agir, e a organização tem justificativa para avaliar cada integrante desta forma.

E é assim que os seus valores pessoais devem ser: eles precisam lhe indicar claramente como agir no dia-a-dia, sempre buscando a missão que você definiu para si próprio. Desta forma, eles poderão lhe dar inspiração, irão tornar consistentes as suas ações e atitudes, e favorecerão o alinhamento estratégico de tudo o que você faz.

Franquia virtual: pensando em abrir uma loja virtual da Neomerkato?

Ganhar dinheiro em casa, via Internet, é um desejo comum. Infelizmente, o número de picaretas de fundo de quintal oferecendo "oportunidades" neste segmento torna bastante difícil separar o joio do trigo, como uma breve consulta aos comentários dos leitores no nosso artigo anterior "Trabalho em casa: como encontrar um emprego e escapar das armadilhas" pode demonstrar.

Infelizmente o trabalho destes inescrupulosos é facilitado pela atitude de muitas das pessoas que estão de fato em busca de uma oportunidade de ganhar dinheiro em casa sem fazer nenhuma atividade que gere valor, sem nenhum diferencial ou sem grande esforço - a ponto de acreditar que alguém de fato está oferecendo oportunidades de ganhar dinheiro envelopando malas diretas ou oferecendo planos em que você ganharia dinheiro sem produzir ou vender nada - simplesmente encontrando mais pessoas dispostas a fazer o mesmo, e ganhando um percentual sobre... o que mesmo?

Mas existem, de fato, oportunidades para ganhar dinheiro em casa com pouco investimento financeiro, embora seja necessário ter dedicação e aprender algumas habilidades - e o sucesso em geral é proporcional à sua habilidade de construir um site que seja facilmente encontrado por pessoas genuinamente interessadas em comprar o que o seu parceiro ou afiliado estiver vendendo. Posso testemunhar pessoalmente: não dedico muita atenção a desenvolver este programa em particular, mas faz mais de um ano que o programa de afiliados do Submarino paga sozinho meu condomínio e aluguel, e ainda sobra para a gasolina, a partir de simples vitrines virtuais como esta (que precisa de atualização urgente, aliás).

Além dos programas de afiliados, outra oportunidade cada vez mais comentada é a formada pelas franquias virtuais (ou e-franchising), especialmente aquelas que se baseiam na montagem rápida de uma loja virtual para vender aparelhos eletrônicos e "novidades" como aquelas que todos conhecemos dos infomerciais da TV, no estilo Shoptime. Como não exige grande investimento em instalações (ponto, loja física, refrigeração, decoração...), este tipo de franquia vem atraindo bom número de interessados, e alguns deles de fato divulgam estar obtendo bom retorno. Não sou um deles, embora não duvide da real possibilidade de sucesso com este tipo de programa - mas é que para o meu caso específico os programas de parceria simplesmente funcionam melhor.

A maior parte dos casos de sucesso que eu pude verificar pessoalmente são de franqueados da importadora mineira Neomerkato, em atividade desde 2004, e com franquias virtuais desde 2007. Seus mais de 50 franqueados diretos montam lojas virtuais para vender aqueles aparelhos que nós vemos na TV, incluindo mini-câmeras, fones de ouvido sem fio, DVDs automotivos, rotomatic, mesinhas, lanternas variadas e similares. Mas consta que vendem muito bem, e que em geral recuperam o investimento inicial (de no mínimo R$ 3.500,00) no primeiro ano de operação.

Consta também que é possível operar inteiramente nas horas vagas, embora dê trabalho - não é "dinheiro fácil". As vendas, entregas, etc. são realizadas pela Neomerkato, assim como os aspectos técnicos mais especializados, e sobra para você a parte mais relacionada à divulgação e captação de clientes (investigue no contrato as suas responsabilidades), mas o retorno que você irá obter depende, naturalmente, de quão efetivo você for nesta divulgação. Segundo o site da empresa, "Toda a estrutura tecnológica, atendimento e logística será provida pela Neomerkato. Sua loja já entra no mercado com toda a linha que oferecemos (produtos inovadores e diferenciados), além de contar com um departamento de Marketing que está constantemente criando promoções, pesquisando novos produtos, melhorando a estrutura do site e as ofertas promocionais para os clientes. Sua franquia terá a sua marca própria, que será criada junto ao departamento de criação e design da Neomerkato. Você inicia seu empreendimento com uma estrutura completa e com sua marca aliada aos produtos mais inovadores e interessantes da internet."

Claro que há risco envolvido, portanto estude bem antes de embarcar. Veja três exemplos de lojas afiliadas da Neomerkato: Obabox, Safari Shop e Interney Shop. Todas elas dispõem de programas de afiliados também, portanto se você quiser investir menos (e se arriscar menos) enquanto conhece melhor o modelo de negócios, verifique como se afiliar a algum dos franqueados. Converse com os proprietários, eles têm interesse em lhe passar informações - ao contrário de mim, eles ganharão um percentual sobre as vendas que você fizer, caso resolva aderir ao plano.

E se for assinar algum contrato, fique atento! Pesquise, estude, verifique quanto pode investir, se dispõe de capital de giro, de reservas, faça seu dever de casa completo - o ideal é fazer um plano de negócios completo.

Mas atenção: além dos riscos usuais de qualquer empreendimento ou franquia, esta modalidade de franquia virtual tem um desafio bem específico: todas as lojas virtuais oferecem uma seleção a partir do mesmo conjunto de produtos e, ao contrário de uma loja física, estão acessíveis a qualquer pessoa, sem vantagens de localização, sem preços diferenciados. A concorrência entre franqueados pode ocorrer de forma muito mais intensa do que nas franquias físicas tradicionais.

Ainda assim, há gente ganhando dinheiro com este modelo. O vídeo acima (com má qualidade de imagem, infelizmente) mostra uma reportagem do programa Pequenas Empresas Grande Negócios sobre a LojaMais, outro modelo de "shopping virtual" em que o interessado pode inclusive participar pagando uma mensalidade. Não conheço nenhum caso de sucesso, mas a PEGN os considera referência no assunto, portanto pode valer a pena investigar.

Um Brasil de Cidadania - também na web social

O site Um Brasil de Cidadania, desenvolvido para a Ação Global do SESI, vem para criar uma maneira efetiva para que cada um faça sua parte em prol de uma imagem melhor sobre nosso país, usando as ferramentas da web... social.

Embora eu sempre evite tratar de questões político-partidárias, tenho grande interesse nas questões de educação e conscientização política, e também nos aspectos da ação social propriamente dita, incluindo aquelas categorias que têm origem paraestatal. Por isso, quando vi a campanha "Um Brasil de Cidadania", do SESI, sendo veiculada em blogs, tive interesse em participar. Não gosto de publicar posts patrocinados, ou publieditoriais (embora algum dia certamente vá acabar fazendo algum, e aí avisarei vocês), mas aceitei o convite para participar da campanha, e vou pedir que a agência depois deposite em prol de alguma iniciativa social o que me pagaria pelo serviço.

Existem muitas formas e atitudes que podem servir para formar a imagem de cidadania, mas o programa tem como missão estimular as pessoas a mostrar, via Internet, como elas têm colaborado. A idéia proposta é que uma foto, um vídeo, uma simples frase, coisas do dia-a-dia, cada coisa tem seu valor na construção da imagem que fazemos sobre um Brasil com mais cidadania.

E, seguindo o plano proposto, isso pode ser mais fácil do que parece. Existem duas formas de contribuir. A primeira é adicionar tags específicas às fotos do Flickr , posts no Twitter e vídeos do YouTube ligados ao tema (a lista de tags segue abaixo) e eles serão mostrados no site da ação. A segunda é contribuir no próprio site, deixando seu depoimento. Para entender melhor como funciona, visite o site "Um Brasil de Cidadania".

As tags para vídeos, posts e fotos são: cidadania, caridade, voluntariado, voluntário, beneficente, doação, donativos, SESI, ONG, "Ação Global", "ação social", "ajuda ao próximo", "responsabilidade social", "serviço comunitário", "brasil de cidadania".

Portanto, se você costuma publicar este tipo de conteúdo no Flickr, Twitter e YouTube, aproveite este canal de divulgação extra, e contribua para a imagem que fazemos todos os dias sobre nosso país.

Liderança e motivação: quer ser levado mais a sério?

Você já percebeu que, em qualquer grupo, algumas pessoas são naturalmente levadas a sério, e outras não? E isso raramente tem relação com ser ou não sisudo - o indivíduo de gravata com mais cara de brabo e sem graça numa equipe pode não ser levado a sério por ninguém, e o colega que está sempre de bom humor pode ser visto com respeito por todos.

O que há em comum entre as pessoas que são levadas a sério? É difícil fazer uma lista completa, mas no caso das pessoas em posição de liderança (formalizada ou não), eu gosto de uma definição de W. E. B. Griffin: o que elas dizem tem um tom especial, que indica "eu serei levado a sério" - ou "eu serei obedecido", no caso da liderança aliada a chefia formal. Mas esse tom não é produzido pela voz, e sim pelas atitudes, que aos poucos conquistam o respeito dos que estão ao seu redor.


Chega de desculpas

E o que os outros vêem em nós, por intermédio das nossas atitudes, começa nas nossas escolhas e no modo como nós mesmos nos vemos - em outras palavras, o caminho começa quando nós mesmos começamos a nos levar suficientemente a sério. O artigo "5 Reasons People Don’t Take You Seriously and How to Fix It" apresenta uma série de razões pelas quais as pessoas podem não estar levando você a sério, e convido você a passá-las rapidamente em revista neste meu resumo. Vamos a elas:

  1. Não manter a palavra: isso não significa exatamente a mesma coisa que "ser mentiroso", neste contexto. Significa anunciar freqüentemente planos e intenções que na prática você acaba não realizando, fazer promessas que não poderá cumprir, ou mesmo que não pretende cumprir. A cada mês você anuncia que vai fazer uma dieta, que vai melhorar as condições de trabalho da equipe, e que no sábado que vem vai levar a família toda para a praia - e nunca cumpre? Então pare de anunciar que vai fazer as coisas que dependem apenas de você, e adote a política de fazê-las primeiro, e anunciar seu sucesso depois.
  2. Não dar continuidade: você começa e não prossegue? Paga a academia e só vai na primeira semana? Começa o curso de inglês e deixa de ir já no segundo mês? Ninguém vai levá-lo a sério assim. Comece a compor planos de metas sucessivas, em degraus, e persiga cada uma das metas com atenção. E comece menos coisas. E... veja novamente o item 1.
  3. Não separar trabalho e vida pessoal: não há problema nenhum em ir para a happy hour com os colegas de trabalho, ser próximo dos clientes, ou ter amizades reais no ambiente de trabalho. Mas - a não ser em casos específicos - colegas de equipe e clientes não deveriam ser todos os seus *melhores* amigos, e deve haver um limite a partir do qual a sua vida pessoal fica reservada em relação ao conjunto geral deles. Todo mundo tem seus desafios, e uma parte deles precisa transparecer; a outra parte deve ficar acessível apenas a quem tem interesse positivo e genuíno nela - não necessariamente seus colegas, clientes ou fornecedores.
  4. Dar mais desculpas do que resultados: releia o item 1, e depois faça mentalmente uma lista das pessoas que você conhece e que têm sempre uma desculpa na ponta da língua para explicar por que não cumpriram aquilo que disseram que fariam, ou por que a culpa não é dela. Dar desculpas é um hábito companheiro da procrastinação, e leva as pessoas a não levarem você a sério. Faça acontecer, ou não se proponha.
  5. Andar com a turma errada: esta tem várias alternativas - se as pessoas com quem você se associa são exatamente as que você deseja se associar, francamente, permaneça com elas e se concentre em outras formas de ser visto com seriedade pelos demais. Mas se você está associado sem razão, e freqüentemente questiona a atitude e as decisões destas pessoas, pare para pensar se quem olha de fora não faz os mesmos questionamentos em relação a você. Mas seja autêntico - nada de abandonar amizades genuínas ou virar a casaca pensando apenas na sua imagem - isso só fará com que ainda mais pessoas deixem de levar você a sério.

Fiz um rápido censo mental das pessoas em posição de liderança com quem convivo no trabalho e na pós-graduação, e que não são levadas a sério pelos seus públicos, e eu marcaria um X para cada uma delas em 4 dos 5 critérios acima.

Faça você também, e em seguida faça também uma auto-análise - talvez você reveja algum conceito! Depois compartilhe conosco nos comentários quais as características mais freqüentes que impedem os seus colegas de levarem a sério os líderes das suas equipes!

Emprego sem experiência? Existe solução

Sem experiência? Conseguir o primeiro emprego, ou um novo emprego em uma área em que você nunca trabalhou, pode ser muito difícil em um mercado que valoriza cada vez mais a experiência anterior.

A maioria das empresas seleciona preferencialmente candidatos que possam demonstrar experiência nas atividades que irão desenvolver, e é exatamente isto que dificulta a vida de quem está tentando o primeiro emprego ou mudar de área. Parece injusto, do ponto de vista de quem não têm experiência, mas muitos empregadores têm medo de contratar alguém que, mesmo qualificado, pode nunca ter estado em um emprego formal, com chefe, metas e horários, ou nunca executou a tarefa que irá desempenhar, e assim abrem mão do potencial de revelar um novo talento, em prol do conforto de reduzir os períodos de adaptação e necessidade de treinamento.

E sempre é difícil obter experiência quando ninguém está disposto a contratá-lo sem ela. Mas existem caminhos alternativos, que idealmente você deve começar a trilhar bem antes de precisar fazer uso deles. Vejamos alguns dos mais comuns:

  1. Trabalho voluntário: as ONGs e organizações sem fins lucrativos da sua região em geral precisam de vários tipos de ajuda, e podem lhe dar experiência exatamente no seu campo - e além do benefício para a sociedade, o trabalho social fica muito bem no currículo. Identifique ONGs que possam estar precisando de apoio técnico na área em que você quer ter experiência, e procure-as para uma conversa! Em geral não dá de fazer isto de forma remunerada, mas o horário é flexível, gera bons contatos e... já mencionei que fica muito bem no seu currículo?
     

  2. Certificação: cada profissão tem seus próprios métodos, exames e entidades certificadoras, e em muitos casos elas suprem bastante do que o empregador desconfiado espera saber antes de chamar você para uma entrevista. Certificação não substitui experiência nem comprova competência, mas pode fazer a diferença entre você e todos os colegas sem experiência que estão concorrendo à mesma vaga. Mas pode dar trabalho para obter, e pode ter custo.
     

  3. Freelance ou trabalho autônomo: este é um caso em que pode valer a pena aceitar realizar como freela atividades que você normalmente não faria - assim você enriquece o seu portfolio e pode mencionar a experiência no currículo. Atividades de duração maior podem ser mais interessantes do que as curtas. Nem todas as áreas de atividade podem se beneficiar deste método, mas se você trabalha com informática, design gráfico, publicidade, profissões liberais e várias outras, vale a pena verificar. Dá de obter alguma remuneração assim (menos do que você está procurando, com certeza, ou você não estaria fazendo isso para obter experiência), e também forma contatos e referência.
     

  4. Estágio, programas de trainee e aprendizado: alguns são remunerados, outros não. Alguns são oportunidades reais de obter experiência e aprendizado, outros são formas de a empresa obter mão de obra barata para trabalho desqualificado. Faça sua escolha pensando a longo prazo - um período em uma empresa que seja referência em seu mercado pode fazer maravilhas pelo seu currículo, mesmo que você se sinta explorado. E decida desde o princípio se você está no estágio para aprender, para ganhar a bolsa, ou para tentar ser contratado pela própria empresa - e se comporte adequadamente.
     

  5. Oportunidades sazonais: chances sazonais, como as contratações de empregados (mesmo vendedores e atendentes) temporários no Natal ou em períodos turísticos, e empregos voltados a pessoas sem experiência, como várias categorias de operador de telemarketing, entre outras, podem fazer a diferença em um futuro processo seletivo. Muitos empregadores têm medo de contratar alguém que nunca esteve em um emprego formal, com chefe, metas e horários, e este tipo de trabalho pode ser suficiente para acalmar esta preocupação.
     

  6. Seja notado: faça seu nome aparecer: envie artigos para revistas científicas do seu campo de atuação, contribua com sites, colabore ativamente em listas de discussão, dê aulas em cursos comunitários, seja voluntário, envolva-se em grupos de trabalho e de interesse em sua região, vá em eventos, inscreva-se como palestrante ou voluntário, mande pautas para o jornal local... O networking genuíno em geral vale a pena, e mesmo que seu potencial empregador possa não encontrar você desta forma, você poderá mostrar a ele este seu histórico.

Pode parecer frustrante se o que você busca é uma alternativa imediata, mas a não ser que você tenha a alternativa de ser um empreendedor, a forma usual de enriquecer um currículo é bem aos poucos, não em grandes saltos.

E não se perca nos detalhes: saber procurar emprego, fazer o currículo e enfrentar a entrevista também é muito importante. Por isso, leia também:

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