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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Controle remoto para apresentações - com seu celular

Usar um controle remoto para avançar e retroceder slides em apresentações é cada vez mais comum, e ajuda a compor a atmosfera do evento, já que é a maneira mais garantida de fazer com que as transições de slides ocorram no momento exato em que você deseja que isto aconteça, sem ter de recorrer a passar sinais a um assistente, que sempre acabam sendo percebidos pelo público e quebrando a cadência ou a continuidade da comunicação.

Já falamos aqui anteriormente sobre os controles remotos de baixo custo, e também não é difícil encontrar no varejo brasileiro os excelentes controles de apresentação da Targus, com custo por volta de R$ 250 e trazendo trackball, apontador, controles de apresentação e controles multimídia.

Para quem faz apresentações freqüentes ou vive disso, é um bom investimento. Mas para o resto de nós, que fazemos apresentações ocasionais mas estamos sempre procurando alguma forma de torná-las mais efetivas, eu tenho uma alternativa interessante a oferecer: ensinar o seu celular a realizar este truque!

Claro que a forma de fazer isto varia a cada caso - depende do celular, e também do computador no qual você realiza suas apresentações. Eu tenho um celular Nokia N95 e o notebook no qual levo minhas apresentações roda Linux, portanto uma excelente opção para o meu caso é o software AMORA (A MObile Remote Assistant), criação do brasileiro Adenilson Cavalcanti da Silva, do Instituto Nokia de Tecnologia, sediado em Recife.

A foto acima mostra o AMORA rodando em um N95 com o teclado aberto. Não dá de ver muito bem, mas a tela do celular está mostrando a imagem do slide que está sendo exibido no computador remoto, e um cronômetro para o palestrante não se perder no tempo.

O AMORA se comunica com o PC usando Bluetooth, e implementa o controle do mouse e a maioria dos atalhos freqüentes de teclado (ESC, ENTER, espaço, setas, etc.). É bem prático, e é software livre. Outra alternativa interessante a considerar é o AnyRemote, que também controla PCs Linux mas roda em mais plataformas de celulares e smartphones - o requisito passa a ser o suporte a Java.

Mas é possível que o seu computador não rode Linux. Isso significa que você não pode ter acesso a estas funcionalidades? Não, vários outros softwares oferecem os mesmos recursos para usuários de outros sistemas operacionais. Um dos mais populares é o ControlFreak, que infelizmente não será atualizado para a edição corrente do padrão S60 - o que significa que o N95 não poderá rodá-lo, por exemplo. Mas se você dispõe de um celular com Symbian S60 de uma edição mais antiga, poderá rodar sem problemas. As telas acima mostram duas funcionalidades extras do ControlFreak: o controle remoto do desktop e do tocador de MP3 WinAMP. Uma alternativa a ele, para quem tem interesse específico em controlar players de áudio e vídeo no Windows, é o RemotUD.

Há bastante variedade de software comercial tentando preencher exatamente esta demanda, como o Salling Clicker, apresentado na imagem acima. Ele controla o PowerPoint, iTunes e muito mais, e faz uso inclusive dos recursos de rede Wi-Fi dos aparelhos que disponham desta funcionalidade. Uma vantagem interessante dele é mostrar na tela do celular as anotações de cada slide - aquelas que o público não estará vendo, naturalmente.

E para quem quer mobilidade sem limites, e dispõe de uma boa conexão IP em seu celular ou smartphone, investigar uma solução baseada no VNC pode ser a solução definitiva. O VNC é um padrão publicamente disponível, e dispõe de implementações livres & gratuitas para a maioria das plataformas correntes - tanto no mundo móvel quanto nos computadores de mesa.

Não conheço (mas sei que existem) alternativas voltadas especialmente para os usuários de PalmOS e para as versões portáteis de Windows. Conto com vocês leitores para expandirem as opções, contando as alternativas que testaram e que funcionaram, nos comentários!

Leia também:

Imposto de renda: dicas para a declaração 2008

O Imposto de Renda, ou mais propriamente a declaração de ajuste anual de Imposto de Renda de Pessoa Física, é uma das grandes preocupações periódicas dos brasileiros - ganhem ou não rendimentos com blogs ou sites.

Benjamin Franklin já dizia: neste mundo não há nada inevitável, exceto a morte e os impostos. E no caso da classe média brasileira, isso é uma verdade incontestável: a Receita já nos tributa diretamente na principal das fontes pagadoras, e depois ainda precisamos fazer a famosa Declaração de Ajuste Anual, que para muitos é razão de expectativa positiva, porque gera restituição de imposto pago a mais, e para muitos outros (especialmente os que têm fontes de renda adicionais) é um desprazer maior, porque vai gerar pagamento adicional, às vezes em grande volume. Mas, seja qual for o caso, preencher a declaração em si é um trabalho chato, tedioso e cheio de oportunidades para erros - que podem custar caro.

E já foi muito pior! Hoje a maioria das declarações de pessoa física são feitas em programas de computador, que bem ou mal oferecem recursos que indicam o que fazer em cada campo, sumarizam, transportam valores, transmitem os dados, tudo sem filas e sem nem mesmo sair de casa. Há pouco tempo as declarações eram feitas em formulários impressos, com calculadora na mão.

No caso específico de quem tem um blog e bons rendimentos com programas de publicidade internacionais, como o Google Adsense, pode haver um trabalho adicional: a Instrução Normativa SRF nº 627, de 24 de fevereiro de 2006, determina os casos em que o recolhimento do imposto devido deve ocorrer mensalmente, via Carnê Leão, considerando que os rendimentos sejam provenientes de fonte no exterior.

O blog Direito e Trabalho, mantido por Jorge Alberto Araujo, que é Juiz do Trabalho Titular da Vara do Trabalho de Rosário do Sul (RS), publicou no ano passado um resumo sobre o tema, mas ele adverte (e eu também): se quiser opiniões externas para decidir sobre como lidar com a *sua* declaração e o seu carnê-leão, procure um advogado especializado, ou um contador, ou ambos, e apresente seu caso concreto.

No meu caso, como tenho que apresentar o Carnê Leão mensalmente, há algum tempo selecionei e venho usando os serviços de um contador - aí me incomodo bem menos. Mas a minha declaração de ajuste continua sendo feita por mim mesmo.

Mas, seja você um blogueiro que tem renda do exterior, ou um contribuinte assalariado que deseja a restituição, e se pertence à multidão que deixou a declaração de imposto de renda para a reta final, aqui está um guia interessante, embora não oficial: Guia do G1 ajuda contribuinte a preencher declaração do IR. O guia ilustrado mostra como preencher a declaração, ficha por ficha, e sua produção foi supervisionada pela empresa de consultoria IOB.

Suporte para notebook: qual você recomenda?

Um bom suporte para notebook ajuda a dar ao compuador portátil um nível de conforto similar ao dos computadores de mesa comuns, especialmente quando eles são de fato utilizados em uma escrivaninha, com apoio de um teclado externo, para náo prejudicar os aspectos ergonômicos.

Em 2006 eu escrevi sobre 2 suportes para notebook que eu cheguei a testar, sendo um deles fabricado pela Designplast, adequado exclusivamente para uso estacionário em uma mesa de trabalho, e e o outro (que eu uso regularmente até hoje) da Targus, fácil de levar na mochila e usar em mesas de reunião, na lanchonete do aeroporto e em qualquer lugar que você tenha uma superfície suficientemente plana para apoiar o portátil.

Em 2007 eu fui além e falei sobre como construir seu próprio suporte para notebook gastando pouco, sob medida. Mas a partir daí não acompanhei mais a evolução destes produtos, o que me leva a fazer a pergunta de hoje a vocês, leitores do Efetividade.net.

E a pergunta é: que suporte para notebook você recomenda?

Eu continuo satisfeito com o meu LapDesk da Targus (foto acima), mas tenho visto cada vez mais suportes e bases com recursos extras, como hubs USB, ventilação ativa, etc. Gostaria de saber de quem os usa, se os ventiladores são muito barulhentos, se é possível usar com o notebook no colo, se a inclinação é regulável, se é fácil transportar na mochila, se são muito pesados, se são resistentes, etc.

Eu não compraria algo como a base xb3000 da HP (aquela ali da foto), que já embute até mesmo alto-falantes Altec lansing, além do teclado e mouse sem fio, mas o que realmente despertou minha curiosidade sobre o assunto foi esta nota da Info sobre um suporte novo da Akasa com ventilação e que aparentemente é leve e fácil de transportar.

Portanto, agora é com vocês! Acredito que alguns tenham tido experiências com bases, apoios, suportes ou docking stations para notebooks e poderão compartilhar conosco!

Rotulador eletrônico Dymo Letratag Plus LT-100T - eu recomendo!

Um dos pontos do método GTD em que David Allen abandona completamente o enfoque tático de dizer apenas o que fazer, e vai ao nível operacional, descrevendo detalhadamente como fazer, é na questão da organização e indexação de objetos e documentos. Seja para criar os “olhos” que identificam as pastas suspensas, ou para identificar prateleiras, ou caixas, ou envelopes de documentos, você precisa de uma solução que possa criar etiquetas adesivas uniformes, bonitas, facilmente legíveis e que não descolem. E David Allen sustenta (e me convence) que a solução mais efetiva é um rotulador eletrônico. As etiquetas geradas por eles grudam de verdade, a escrita é clara e permanente, a padronização é evidente, e você imprime quando quiser, quanto quiser (ao contrário das etiquetas de computador, em que é difícil imprimir folhas incompletas sem desperdício).


Um dia vou ter uma dessas! ;-)

Assim começava o meu artigo anterior sobre rotuladores Dymo, e continua sendo tudo verdade: David Allen recomenda o uso de um bom rotulador como ferramenta de estímulo à organização, e eu continuo assinando embaixo.

Continuo satisfeitíssimo com meu Dymo Letratag MT azul velho de guerra (e ele continua funcionando muito bem), mas eu agora trabalho em 2 locais e uma verdade inevitável do universo é que quando você tem 2 locais de trabalho, as ferramentas de produtividade estarão sempre no local em que você não estiver. Portanto, a conclusão lógica é que eu precisei de um segundo rotulador.

E isso me levou a pesquisar, e a passar a desejar um modelo avançado como aquele Dymo 400 Turbo da foto que abre este artigo, mesmo não tendo demanda para algo tão cheio de recursos. Mas aí botei o pé no chão e me limitei aos modelos pessoais. Estava quase comprando um irmão gêmeo do meu velho Letratag MT, quando encontrei no site da Kalunga um modelo mais recente e mais avançado: o Dymo Personal Labelmaker Letratag Plus LT-100T, da foto minúscula abaixo:

Os recursos do modelo anterior me parecem todos preservados, e o formato dos cartuchos de fita são os mesmos, mas há um monte de novidades. A que começou a me ganhar foi o display maior e melhor definido, mostrando com clareza as etiquetas tais como aparecerão na impressão, incluindo os efeitos gráficos e decorações. Mas eu decidi mesmo pela compra ao ver a nova interface com o usuário, baseado em uma série de botões de função e um navegador direcional, intuitivo para quem quer que tenha usado uma interface de computador nos últimos 10 anos, na minha opinião - embora seja necessário levar em conta as limitações do display. E quando vi que ele tinha memória permanente para armazenar até 9 etiquetas, terminei de decidir e fiz a compra.

O LT 100T é mais ou menos do tamanho de um CD player portátil de 10 anos atrás, com um teclado QWERTY que pode ser operado com o aparelho nas suas mãos (como se fosse um PDA) ou apoiado na mesa (como se fosse a calculadora FACIT do meu avô), imprime em 5 tamanhos de fontes, com etiquetas de uma ou duas linhas, e tem suporte a 195 símbolos (pontuação, matemáticos, letras gregas, desenhos decorativos e mais). A interface opera em inglês, francês e espanhol, e ele trabalha com 4 pilhas pequenas.

Na imagem acima, scanneada a partir do encarte que acompanha o produto, você vê alguns dos estilos de impressão disponíveis. Mas há bem mais - tem até molduras com flores ou com trenzinhos, para os pais que quiserem fazer etiquetas para o material escolar ou as lancheiras da criançada.

O modelo que eu comprei na Kalunga veio acompanhado de um folheto adicional, bem produzido, apresentando o produto e ensinando o essencial do seu uso, em bom português. Explica até mesmo como inserir caracteres acentuados, uma operação simples mas nada intuitiva. Trouxe também 2 cartuchos de etiqueta, sendo um deles de fundo branco e o outro de fundo transparente.

Eu comprei na Kalunga, mas os preços variam bastante - pesquise antes de comprar o seu. Para mim valeu cada centavo, mesmo não sendo barato. E várias pessoas que já me viram usando compraram os seus, então acho que não sou o único a gostar de ferramentas que ajudam a organizar o dia-a-dia ;-)

Está quase chegando a hora de comprar um projetor multimídia para notebook?

Há um bom tempo venho acompanhando o mercado de projetores multimídia, interessado em perceber quando chegará o momento em que els se transformarão em acessório de uso pessoal e individual, e não apenas corporativo. Fiz o mesmo durante cerca de 18 meses com os monitores LCD, e foi muito interessante perceber que de uma hora para outra eles quebraram alguma barreira econômica e subitamente o preço dos modelos de 14 polegadas ficou acessível bem na temporada de Natal, no Natal seguinte os de 17 estavam na mesma faixa de preços, e no seguinte foi a vez dos de 19.

E está me parecendo que os projetores estão se alinhando para seguir o mesmo caminho (talvez daqui a 18 meses?), e subitamente um destes equipamentos estará ao alcance de quem quer apenas projetar um filme ocasional em casa, ou ter uma experiência muito mais fantástica de realismo em jogos interativos. E neste momento, muitos profissionais que hoje recorrem a alugar estes equipamentos na hora de fazer suas apresentações farão as contas novamente e alguns concluirão que vale a pena ter o seu próprio aparelho sempre à mão, mesmo contando com os riscos e custos das frágeis lâmpadas.

O que me leva a crer nisso é a súbita aceleração que este mercado vem exibindo. Meus modelos de referência têm sido os projetores multimídia mais econômicos, como o Powerlite S5+ e o Epson Home 20, ambos na faixa entre R$ 3000 e R$ 4000 no mercado formal.

E esta semana fui surpreendido positivamente ao saber do recém-anunciado (no Brasil) projetor multimídia Dell M209X, já direcionado ao uso doméstico (de quem tenha bastante dinheiro sobrando...) ou de pequenas e médias empresas. É um projetor que pode ser levado na mochila (pesa menos de 1,2kg), e dá um banho nos meus 2 modelos de referência com relação às especificações que me interessam, como resolução (1024x768 nativo) e brilho (2000 lúmens contra os 1200 do modelo doméstico da Epson acima). E está na mesma faixa de preço dos modelos acima.

Ainda está muito caro, na minha opinião - R$ 3500 não é preço de produto eletrônico não-essencial. Mas a indústria eletrônica funciona assim mesmo: quando subitamente os produtos começam a ficar mais integrados tecnologicamente e mais avançados, a geração anterior passa a poder ser vendida a um patamar de preço inferior. Quem sabe em breve não teremos projetores de 2,5kg, 1200 lúmens e marca reconhecida a R$ 1000 no mercado formal?

Só resta aguardar, confiar no princípio da racionalidade dos agentes econômicos, e continuar acompanhando - a este preço eu não compro, nem mesmo se ganhar na loteria!

Goosync: sincronizando seu smartphone ou PDA com o Google Calendar

Se você tem um smartphone ou PDA com acesso fácil à Internet e já é usuário do Google Calendar, deve experimentar ainda hoje o Goosync, um serviço que sincroniza a agenda do aparelho com a do seu Google Calendar, com razoável segurança e praticidade.

Como a minha agenda anda complicadíssima (talvez você tenha notado que na semana passada não saiu nenhum artigo novo por aqui), nada melhor que começar a semana com um mini-artigo sobre um sistema de controle de agenda, certo?

Não vou dar instruções detalhadas de instalação e configuração, porque para cada tipo ou família de aparelhos é diferente. Mas no meu N95 ele criou simplesmente um perfil de configuração a mais, na ferramenta de sincronização nativa do aparelho, que conecta via Internet ao serviço Goosync e faz o que se propõe. Ao final da operação, as duas agendas ficam sincronizadas - e eu continuo usando a software de agenda original do aparelho, sem necessidade de instalar algum outro.

Na conta gratuita, disponível a qualquer interessado, você tem acesso a sincronização bidirecional, pode sincronizar com o Google Calendar normal ou com o do Google Apps, e acessa compromissos dos próximos 30 dias. No caso da conta Premium (paga, naturalmente), você passa a poder sincronizar compromissos de até 365 dias para a frente, acessar múltiplos Google Calendars, sincronizar contatos e pendências (Tasks) e ativar sincronização automática.

Existe uma página técnica explicando como o serviço funciona e os detalhes básicos sobre o modelo de segurança (eu fiquei feliz ao perceber que não precisei passar nenhuma senha minha pelo serviço deles), e outra página detalhando os aparelhos suportados.

Eu instalei há 10 dias e estou satisfeito com o serviço gratuito. Assinei o serviço pago também, para poder contar a vocês como é (fica pra depois!), mas não pude completar os testes devido a uma incompatibilidade com meu aparelho (aparentemente recém-resolvida, preciso voltar a testar).

Recomendo que você experimente! E se já experimentou, ou se conhece um serviço similar, compartilhe conosco sua experiência nos comentários!

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