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Liderança: Aprenda a ser um bom ouvinte

Você sabe que é desconfortável procurar alguém para contar algo, pedir uma informação ou mesmo orientação, e perceber que a pessoa está escutando, mas não está ouvindo. Pior: às vezes ela nem mesmo está escutando: está apenas esperando você terminar de falar, e pensando em algum problema dela mesma, porque já decidiu o que vai lhe responder para parecer interessada, ao final.

Nada pior para o funcionamento interno de uma equipe do que os problemas de comunicação. E em toda equipe há pessoas assim: fingem que ouvem o que você está dizendo, mas na verdade estão o tempo todo pensando em uma resposta que lhes permita ter a última palavra, ou em escapar da situação em que se encontram. Pior: muitas vezes esta pessoa é o seu chefe. Mas você já parou para pensar que esta pessoa pode ser você?


Quem nunca teve um chefe assim?

Conheço muitas pessoas que não sabem ouvir, e muitas que sabem. Na vida profissional, a regra que eu percebo é que as pessoas que estão em posição de comando mas não sabem ouvir perdem *muito* da sua capacidade de liderar, e infelizmente há muitas destas pessoas pelo caminho. Mas as que sabem ouvir, mesmo não estando em posições de comando, muitas vezes chegam a posições de liderança, até porque sabem que ser reconhecido como um bom ouvinte leva a todo tipo de contatos e informações relevantes.

Para evitar ser uma delas, e ter uma barreira a menos no seu contato com a equipe, parceiros e clientes, eis um rápido checklist:

  • Não fique pensando em sua resposta. É natural ficar maquinando a sua resposta, mas evite, a não ser que se trate de um debate em que o objetivo seja vencer um oponente - o que raramente deveria ser o caso dentro de uma equipe funcional. Ouça com atenção até o fim, procure lembrar dos pontos em que discorda e concorda, mas mantenha o foco no que o interlocutor está dizendo, e não no que você vai dizer.
  • Permita-se prestar atenção. Interrompa de fato o que estiver fazendo. Se estiver quase terminando algo, peça um instante e termine, ou combine de conversar em meia hora. Depois, dê o máximo de atenção ao interlocutor, sem manter a cabeça no que estava fazendo.
  • Demonstre atenção: além de fazer o essencial, mantendo contato visual com o interlocutor e interagindo ativamente, faça também o que é acessório: desligue o monitor, encoste a porta, coloque o telefone no silencioso... Permita que o interlocutor perceba que você está abrindo espaço para ele.
  • Lide com as interrupções. O telefone toca, pessoas batem na porta, mensagens chegam, imprevistos acontecem. Saber lidar com as interrupções no trabalho é básico, e se você está em uma situação em que decidiu dar atenção a um interlocutor, precisa saber o que fazer com o telefone ou com a pessoa que bate à porta e quer um momento do seu tempo.
  • Visualize a questão sob o ponto de vista do interlocutor. Mesmo que você não concorde, ou não aceite, usar a empatia pode permitir que você entenda melhor o que a outra pessoa realmente quer, e de que forma você pode (ou não) contribuir, participar ou oferecer algo que interesse a ela. Insistir em analisar a questão apenas sob o seu próprio ponto de vista é uma das formas de transformar a conversa em uma discussão em que ninguém sai ganhando.
  • Vá além das palavras. Não analise apenas o que estiver ouvindo. Preste atenção na entonação, na linguagem corporal, nos contextos e situações.
  • Faça perguntas.Mesmo que você não tenha dúvidas, faça perguntas. Raramente a pessoa diz tudo o que tem a dizer, ou expõe completamente sua situação, sem essa interação essencial. Pergunte e deixe o interlocutor responder.
  • Observe os bons ouvintes que você conhece. Pergunte a si mesmo o que faz você pensar que eles são bons ouvintes, e por que eles são bons ouvintes. E procure fazer o mesmo!
  • Observe os maus ouvintes ao seu redor. Veja o que eles perdem com isso, ou o que deixam de ganhar. E pense se você está disposto a abrir mão das mesmas coisas, quando custa tão pouco valorizá-las!

Algumas das dicas acima constam no artigo "The 10 Step Program to Becoming A Better Listener", que inclui vários outros passos para se tornar um bom ouvinte. Confira!

Leia também:

Dicas para seu celular e smartphone: ringtones mais discretos, e bookmarklets interessantes

Seu celular não tem aquele modo (extremamente útil) em que ao receber uma chamada, primeiro vibra, e só começa a tocar 10 segundos depois? O meu não tinha, e eu já usava essa dica, mas agora que saiu no Lifehacker me ocorreu que talvez alguns de vocês não tenham tido a mesma idéia ainda, portanto compartilho: se o seu aparelho suporta toques em MP3, simplesmente pegue seu ringtone favorito, abra-o em um editor de áudio simples (eu prefiro o Audacity), insira 5 a 10 segundos de silêncio no início dela, grave de novo e use em seu celular.


Caso esteja se sentindo particularmente inspirado, aplique ainda o efeito de Fade In nos primeiros 3 segundos do áudio, para evitar sustos: assim ele vai começar baixinho e aumentará o volume ao longo dos 3 segundos. A dica simples e eficaz está em Make Your Cell Phone Vibrate First, Ring Second.

Outra idéia interessante saiu no MicroPersuasion: Three Bookmarklets for Happier Mobile Browsing traz 3 bookmarklets para ter no navegador do seu dispositivo móvel. São serviços conhecidos, mas o uso como bookmarklet pode ser uma grande idéia para a produtividade. Um deles facilita as buscas na Wikipedia (em inglês), outra facilita registrar links para acessar posteriormente em seu computador, e o terceiro usa serviços (como o do Google Mobile) para visualizar páginas feitas para a web "normal" em uma forma simplificada, apropriada para dispositivos móveis.

Para entender melhor como funciona, veja como fica a capa do Efetividade otimizada para a web móvel, por cortesia do Google.

Prepare-se para acordar bem, fazendo outro despertador tocar toda noite às 22h

Ou às 21, ou às 23, ou no horário que para você melhor traduza a idéia de "45 minutos antes da hora em que eu gostaria de estar dormindo".

Já tratamos anteriormente da sugestão de habituar-se a uma rotina diária de preparação para o sono, mas sempre com o foco de facilitar o sono em si. Mas agora, em seu artigo "The 10 O’Clock Rule", o Lifeclever trouxe um outro ponto de vista sobre a mesma questão, e propôs acostumar-se a uma rotina noturna para facilitar o início da manhã seguinte.

E a proposta é bem simples: colocando o despertador para tocar todas as noites em um mesmo horário, você pode não apenas lembrar que está na hora de começar a se preparar para uma boa noite de sono, como ainda arrumar tudo o que precisa para um despertar mais tranqüilo no dia seguinte.

Mas não exagere, ou isso ainda vai acabar virando razão extra para stress. Tem que haver tempo suficiente para terminar de assistir o que estava assistindo, escrever o que estava escrevendo, ler o capítulo que estava lendo, terminar a partida do jogo, etc. e AINDA fazer as tarefas noturnas diárias, com a motivação extra de que poderá acordar alguns minutos mais tarde e ter menos coisas para fazer de manhã cedo.

E o artigo até sugere algumas, tais como:

  • Deixar prontas as roupas que pretende usar no dia seguinte.
  • Separar tudo o que vai precisar levar no bolso ou na mochila - as chaves, carteira, fichas e passes, etc.
  • Repensar as pendências para o dia seguinte, considerando o seu itinerário
  • Colocar para carregar as baterias de todos os aparelhos que vai usar no dia seguinte
  • Antecipar a preparação do que puder para o café da manhã (especialmente se você tiver uma máquina de fazer pão)
  • Ajustar o seu outro despertador para tocar na manhã seguinte

É importante não deixar a rotina escravizá-lo, mas se você tem dificuldade de lembrar de ir deitar, ou nunca tem tempo suficiente para arrumar as coisas de manhã, pode ser algo a experimentar.

Leia também:

Eee PC, da Asus: eu recomendo

O Eee PC é o complemento ideal para um smartphone, e tirou alguns quilos da minha mochila - agora só levo o notebook "grande" quando sei que vou precisar, e o Eee atende a todas as necessidades ocasionais ou casuais de conectividade, edição de texto, planilhas, etc.

Este é um post rápido em resposta a um comentário do leitor Thiago Marangon nos comentários da minha consulta sobre smartphones, do início da semana ("Smartphone: você usa um? Quais os pontos fortes dele?"). Ao saber que eu tinha interesse em um smartphone que pudesse ser usado ocasionalmente como modem bluetooth para o meu Eee, ele comentou: "Estou pensando em comprar um Eee, vale a pena?"

E eu respondo desde já: para mim, vale muito. Ele é um computador completo, considerando as funcionalidades de que preciso quando estou "na rua" (na especialização, em uma sala de espera, em uma apresentação emergencial, etc.). A tela e o teclado são pequenos, e não há CPU, memória ou armazenamento suficientes para rodar o AutoCAD ou o VMWare confortavelmente, mas há recursos de sobra para o OpenOffice, o Firefox, o Thunderbird, ouvir MP3, assistir um filme, acessar o home banking, etc. Ele tem saída VGA para monitor ou projetor externo, wireless, 3 portas USB, configuração de conectividade bastante fácil de usar, e já vem com uma seleção de aplicativos que me atende bem.

Mas para mim o principal é o peso. Um notebook de 900g é *leve*, mal pesa na mochila. É cômodo de transportar, discreto, silencioso, resistente (essa é a vantagem de o HD ter sido substituído por uma memória flash), bem conectado, a bateria dura, e de modo geral ele faz tudo que eu preciso. Acessar uma shell e configurar o Eee para usar um ambiente gráfico mais comum foi bem fácil também, embora ocasionalmente eu volte ao ambiente gráfico simplificado original, porque ele é bem cômodo. Em resumo, recomendo!

O vídeo acima, de menos de 5 minutos, é uma boa apresentação sobre o Eee PC 701. Leia também a pré-análise da Bia Kunze sobre o EeePC, e acesse o blog Eee Brasil, do Carlos Mafort.

Como estar preparado para sua apresentação em sala de aula

Fazer uma apresentação na sala de aula é uma necessidade comum, desde o ensino fundamental até a faculdade, especialização, mestrado, doutorado e além. Muda a complexidade, a responsabilidade e as ferramentas disponíveis, mas existe um núcleo comum de habilidades e desafios que permanece constante.

Reinaldo Polito faz por merecer o seu status de autoridade em técnicas de comunicação pessoal. A cada novo texto que ele publica, embora o tema central seja sempre o mesmo, ele encontra um novo detalhe, uma nuance adicional, algo que faz a diferença no contexto que ele escolheu cobrir. E no artigo dele publicado esta semana no UOL Plano de Carreira, intitulado "Apresentações brilhantes em sala de aula", ele resolveu tratar justamente deste desafio tão comum.

Eu gostei especialmente da sugestão do "tema de apoio" que, sem fugir do tema principal dado para a apresentação, ajuda a compor e suportar a apresentação do tema dado. Mas toda a explicação sobre como selecionar, analisar e ordenar o tema é bastante interessante.

Como de hábito nos artigos do mestre Polito, o fecho é dado por uma coleção de dicas rápidas. Selecionei três delas para reproduzir aqui:

  • Faça uma rápida introdução comentando a importância do tema que irá expor
  • Alterne o volume da voz e a velocidade da fala para que o ritmo seja interessante
  • Mantenha o semblante arejado e simpático e olhe para todos os colegas da sala

Leia o texto completo no UOL, em Apresentações brilhantes em sala de aula.

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