Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Gerenciamento de projetos no governo e setor público: A abordagem de Ricardo Vargas

Quais são os grandes desafios de se gerenciar projetos no setor público? Para Ricardo Vargas, o perfil do gerenciamento de projetos é aproximadamente o mesmo no setor público e no setor privado - o que muda é basicamente a estrutura por trás do projeto.

Os podcasts semanais do Ricardo Vargas, autor conhecido no âmbito do Gerenciamento de Projetos no Brasil, vêm se tornando uma fonte constante de material para o Efetividade.net, mas a razão é simples: a sua visão prática e (por que não dizer?) efetiva do gerenciamento de projetos combina muito bem com a linha adotada pelo site.

A empresa pública tem um timing diferente do que as empresas privadas e do mercado. Vargas cita um exemplo: os processos de aquisição, quase que totalmente amarrados e restritos pela lei das licitações e suas congêneres.

Em uma abordagem de gerenciamento de riscos, isso torna o projeto no setor público um projeto usualmente mais arriscado que um projeto privado, por diversos motivos, dos quais ele menciona 3:

  • As aquisições e contratações, como já abordado acima.
  • Descontinuidades: Mudanças ocasionadas pelos mandatos ou sucessões políticas que não dão continuidade a projetos anteriores, ou ainda "rasgam" ou emendam o termo de abertura e a declaração de escopo, por exemplo, com o projeto já em andamento.
  • Ambiente de negócios: a imagem associada a atividades do setor público é muitas vezes vinculada a processos obscuros, e isso pode dificultar inclusive os relacionamentos com parceiros (internos e externos) e fornecedores, que têm expectativas moldadas por esta imagem.

Mas Vargas destaca: o interesse pelo gerenciamento de projetos no setor público merece atenção especial. Vários governos e órgãos governamentais brasileiros já estão fazendo suas experiências com escritórios de projetos, em variados graus de maturidade, e o próprio PMBOK já há alguns anos tem a sua Government Extension, voltada aos desafios específicos desta área: completar os projetos corretamente, no prazo e dentro do orçamento.

Sobre as experiências de escritórios de projeto em andamento no âmbito governamental, Ricardo Vargas faz uma recomendação especial lembrando da importância de adaptar as melhores práticas da literatura às condições específicas do ambiente governamental, seja na aquisição e contratação, nas exigências de documentação, ou onde mais fizer sentido em cada caso.

O país está ávido por projetos públicos bem gerenciados, e toda a sociedade tem muito a ganhar com isso, dependendo especialmente da habilidade de quem está à frente destas iniciativas, para prosseguir neste ambiente com características tão específicas.

Você pode ter acesso a este podcast no site oficial do 5"PM Podcast (exige login, gratuito), onde também estão disponíveis as demais edições. Se o site estiver fora do ar, fique à vontade se preferir usar a minha cópia local, em formato MP3. Os podcasts do Ricardo Vargas são gratuitos e de livre distribuição e reprodução.

Como aumentar a durabilidade de CDs e DVDs gravados

O Rodrigo Stulzer ficou vários meses sem atualizar o blog dele, mas agora que ressurgiu, veio com um artigo que não posso deixar de referenciar.

Ele conta os resultados de uma pesquisa que fez sobre como preservar por mais tempo o conteúdo de CDs e DVDs. Algumas coisas eu já sabia, outras confirmam o que o senso comum (ou o folclore urbano) já afirmava, mas outras são completamente novidade pra mim.

Alguns exemplos das dicas que ele coletou:

  • Discos feitos com camadas de phtalocyanine duram mais que discos manufaturados com outros químicos. Infelizmente esta não é uma informação disponível nas embalagens dos produtos.
  • Discos feitos de phtalocyanine têm uma camada refletiva dourada, mesmo assim não é possível garantir que discos dourados foram feitos de phtalocyanine.
  • Canetas marcadoras, usadas para escrever em CDs e DVDs, podem diminuir a vida útil da mídia. Estas canetas são feitas a base de xyleno ou tolueno, que podem danificar a superfície dos discos, comprometendo os dados ali guardados.
  • Papéis e decalques grudados nos discos também podem se deteriorar com o tempo e atacar o disco.
  • A recomendação para marcações de discos é escrever na parte central do mesmo, que é transparente e não possui dados.

Ele vai além: "O disco deve ser armazenado em local com temperatura e umidade condizentes e em caixas plásticas. Além disso deve-se gerar mais de uma cópia de segurança e armazená-las em locais diferentes. Periodicamente deve-se testar as mídias armazenadas e transferir os seus dados para tecnologias de armazenamento mais confiáveis, caso a anterior já tenha sido suplantada."

Tem bem mais lá de onde estas saíram, confira ;-)

Escrever: como vencer o bloqueio da página vazia

Dizem que no Brasil o ano só começa depois do carnaval, e eu discordo. Mas é impressionante quanto material eu tive que escrever nas últimas 2 semanas, e os prazos eram todos relacionados ao carnaval. Que coincidência, não?

Escrever profissionalmente, ou mesmo academicamente, nem sempre é uma atividade fácil, especialmente quando há prazos envolvidos. Não costumo ter dificuldades com isso, mas às vezes é grande o poder intimidador que podem ter a pressão do prazo acabando, agindo em conjunto com a folha em branco (real ou virtual - pode até ser o campo de edição do seu blog) esperando por ser preenchida.

Já escrevi sobre isso anteriormente, mas como passei por esta situação várias vezes nesta semana, chegou a hora de revisitar o tema, com as minhas dicas para superar a barreira do primeiro parágrafo, e ir até o fim do texto com o mínimo de dificuldades. Nem todas as dicas servem para todos os tipos de texto - relatórios científicos, por exemplo, podem ter dificuldades não resolvidas aqui. Mas você sempre pode adaptar como achar melhor.

  1. A primeira coisa que eu faço é sair da mesa em que estou escrevendo, com um papel e caneta na mão, para anotar os principais tópicos sobre os quais penso em falar. Escrevo fora de ordem, conforme as idéias vêm à cabeça, registrando só as palavras-chave, e deixando espaço para complementos posteriores, que vou anotando quando vêm à cabeça. Depois deste breve "brainstorm individual", a estrutura principal do texto já está na cabeça, e o papel serve como guia. A figura abaixo é a folhinha que eu usei para anotar os tópicos deste texto que você está lendo, com a minha caligrafia primorosa:


    Praticando o que se pregou

  2. Às vezes, mesmo tendo a estrutura já em mãos, é difícil encontrar o tom ou a alma do texto. Para estas situações, o truque que funciona melhor pra mim é o do e-mail para o Fulano. Fulano, no caso, é um cidadão imaginário que tem interesse no assunto sobre o qual quero escrever, e já tem os conhecimentos básicos que eu imagino que a minha audiência terá. Então eu escrevo para ele um e-mail, contando sobre o que eu iria redigir, e tentando escrever de forma natural e correta. Ao final, em geral eu termino tendo o esqueleto completo do texto, e ele vem naturalmente provido de ritmo e espírito. Depois é só complementar. Mas atenção: é difícil usar este truque quando o texto precisa ser impessoal.
  3. Quando uso o truque acima, em geral é natural usar também a técnica do parágrafo (ou capítulo) suicida. É muito comum o parágrafo inicial de muitos rascunhos bem-feitos ser completamente dispensável, em uma segunda análise. Quantas e quantas vezes eu cortei integralmente o primeiro parágrafo, ou o primeiro capítulo, de textos que eu estava escrevendo, quando ficaram prontos. Eu cortaria o primeiro parágrafo deste artigo que você está lendo (e que escrevi com naturalidade, sem forçar esta situação), mas optei por manter ele lá em cima, pra ilustrar.
  4. Em geral eu escrevo ouvindo música, ou até mesmo com a TV ligada passando algum vídeo que não exija acompanhamento consciente - clipes, ou algo assim. Quando fica difícil, entretanto, eu recorro ao silêncio e porta fechada. E sempre procuro o conforto: iluminação, cadeira ajustada, temperatura, etc.

  5. Uma coisa que me atrapalha bastante na hora de escrever criativamente é o excesso de opções de formatação, e de informações visuais que a maioria dos editores de texto coloca na tela enquanto estou escrevendo. Margens, réguas, barras de botões, menus diversos, indicadores de coluna e linha em que o cursor está, e mais. É por isso que eu uso um editor de textos simples - o Mousepad, mas usuários de Windows podem recorrer ao Bloco de Notas para ter acesso a uma configuração semelhante - na hora de compor textos. Maximizo ele, fecho os demais programas, e nada fica no meu caminho. Existem editores que vão bem além disso, incluindo até mesmo um modo de tela cheia, sem menu ou barra de status.
  6. Para completar, quando eu não consigo escrever o artigo inteiro de uma vez só - por exemplo, quando fiz o trabalho de conclusão da pós - eu uso a Galinha Temporal para trabalhar no texto 50 minutos de cada vez, e aí com concentração total. Quando acabam os 50 minutos, eu vou fazer outra coisa, até chegar a hora de escrever mais 50 minutos. Não é uma forma de maximizar a produtividade da escrita, mas ajuda a evitar o esgotamento.

E você, como faz para vencer a folha em branco? Leia os 10 links abaixo, e depois compartilhe suas dicas nos comentários!

  1. Redação: ao escrever, cuidado com aquele plus a mais adicional extra!
  2. Como escrever melhor: as dicas de Stephen King
  3. Revisão de texto: 5 dicas para aumentar a qualidade dos seus artigos
  4. Efetividade na volta às aulas: 12 dicas para começar o semestre com o pé direito
  5. Convencendo o leitor: Como escrever de forma persuasiva
  6. Escrever artigos e textos: como começar
  7. Como começar - e completar! - seu relatório de estágio ou trabalho de conclusão
  8. Como começar um texto ou apresentação com mais efetividade
  9. As 5 dicas de Ernest Hemingway para escrever textos com efetividade
  10. 5 passos para redigir notícias que atraem mais atenção para seu blog

Sono: como dormir bem, a partir de hoje

Insônia, dificuldades para dormir, sono de baixa qualidade e outros problemas relacionados a esta necessidade tão essencial do ser humano são razões associadas à redução da qualidade de vida, perda de produtividade e até a problemas de saúde. Estima-se que 30 a 40% da população enfrenta dificuldades relacionadas ao sono, muitas vezes sem perceber - com efeitos sobre a capacidade de memorização, o nível de stress em geral, e várias outras áreas afetadas pelo seu metabolismo - que o seu médico é a pessoa mais indicada para comentar.

Existem muitas técnicas e dicas para ajudar a enfrentar este problema, e o Efetividade me faz encontrar novidades sobre elas todas as semanas. Portanto, além do que já tratamos no artigo anterior "Como dormir melhor sem esforço - 10 dicas para o sono", aqui estão algumas dicas extras, extraídas do artigo "Achieve a Deep, Uninterrupted Sleep":

  • Crie uma rotina de transição: Como a seqüência de descompressão dos mergulhadores que vemos em filmes antigos do James Bond, esta é uma rotina que, se bem aplicada, serve para mudar o ritmo do seu corpo e da sua mente, colocando-o no modo "DORMIR". Identifique as coisas que você faz antes de dormir, e passe a fazê-las de forma ritual, até o ponto em que comece a executá-la sem pensar. Esta rotina tem potencial de, por associação, passar a induzir seu corpo e mente a preparar-se para o sono. Se ela puder incluir atividades relaxantes, tanto melhor.
  • Conheça o seu ciclo de sono, e adapte-se a ele: Eu tendo a me sentir sonolento entre as 22 e 23h, e depois este sono passa, retornando só depois da 1h. Se o trem do sono das 22h30 passa (como geralmente acontece), sei que não há o que fazer, e que vou dormir só depois da 1h30 - portanto nem me estresso. Dificilmente consigo lutar contra o ciclo em uma noite isolada, por isso eu o uso a meu favor - e você pode fazer o mesmo, se conhecer o seu.
  • Nada de relógios luminosos: a não ser que você precise saber as horas durante a madrugada, não deixe visível um relógio luminoso. Se você já está com insônia, saber precisamente o horário a cada momento é um fator de aumento do stress. Há anos eu troquei meu rádio relógio iluminado por outro que só acende quando eu aperto um botão, e assim não fico o acompanhando como se fosse o placar de um jogo em que eu estou perdendo.
  • Isole os ruídos externos. Mesmo se você consegue pegar no sono, os ruídos externos são um fator de redução da qualidade do sono. Se você não puder isolá-los, tente gerar ruído branco (existem até mesmo CDs de ruído branco contínuo, se você procurar bem), ou ligue um ventilador apontado para a parede.
  • Cuidado com o que você leva no estômago: Estudos mencionados no artigo indicam que antes de dormir você pode tomar um copo de leite, ou comer uma banana (fontes de melatonina ou de aminoácidos relacionados ao sono), ou água (para matar a sede), mas não é bom tomar suco. A esta altura não precisamos mencionar que bebidas com cafeína ou álcool estão fora da jogada também, certo?
  • Tome um banho quente 90 minutos antes de ir deitar: Mais uma vez, estamos falando de estudos alheios que indicaram que o banho quente bem antes de ir deitar ajuda na qualidade do sono.
  • Faça a revisão do dia ANTES de ir deitar: Você fica remoendo os problemas do dia anterior e antecipando os do dia seguinte quando vai deitar? Se quiser manter o hábito, mas deixar de perder o sono por causa dele, antecipe-o! Se for o caso, tome notas das idéias e pendências, para ter certeza de que vai lembrar delas no dia seguinte. E o seu estado de espírito vai determinar se é melhor deixar estas anotações longe da cama, ou perto dela.

E estas foram apenas uma amostra. Tem mais 15 dicas no artigo Achieve a Deep, Uninterrupted Sleep. Discuta-as com seu médico e adapte-as à sua situação particular!

Leia também:

Estadão e blogs: matéria sobre o Wordpress em 2 páginas do caderno Link

E a minha recente migração do BR-Linux para o Wordpress acabou servindo para ilustrar a matéria.

Nem parece aquele mesmo jornal que esteve associado a uma campanha contra os blogs no ano passado: o caderno Link do Estadão desta segunda-feira apresenta uma matéria em 2 páginas sobre blogs com o Wordpress, explicando as vantagens, como migrar para ele blogs feitos em outros serviços, e mais.

A questão da credibilidade dos blogs, que era o foco daquela campanha publicitária infame do ano passado, é abordada só colateralmente, mas já no primeiro parágrafo do texto, que lembra que a revista Time, a CNN, o New York Times, o Le Monde e a Ford também são usuários do Wordpress.

A matéria vem em uma oportunidade interessante, poucos dias após a divulgação da pesquisa do CMSWire indicando que o Wordpress é a opção majoritária (com 34% de preferência) de plataforma entre os Top 100 blogs do ranking do Technorati. Não tenho acompanhado estas pesquisas, mas na última vez que eu havia visto, o mais popular entre os Top 100 era o Movable Type, que agora ocupa um honroso segundo lugar, com pouco menos da metade do percentual do Wordpress (ou um pouco mais, se somarmos junto os hospedados no Typepad).

Mas o que mais me agradou na matéria, naturalmente, foi que eles mencionaram a recente migração do BR-Linux para Wordpress, e a minha foto (com o notebook "decorado") acabou servindo para ilustrar o texto, como você vê abaixo:


Legenda da foto: "Augusto Campos, que colocou o Wordpress no seu site; simplicidade e versatilidade do programa foram as principais razões da mudança"

Scannear formato jornal por aqui é complicado, então me restringi à metade de primeira página da matéria. Embora o foco em um comparativo com o Blogspot não tenha me agradado tanto, e alguns fatos apontados não estejam 100% corretos, achei a matéria bem interessante e também muito bem-vinda.

E eles mencionaram a URL completa do BR-Linux, com direito até mesmo a link, na versão on-line. A Folha também fez a mesma cortesia na matéria comigo na semana passada, pelo jeito vários veículos brasileiros estão pegando o jeito da convivência com a Internet ;-) Certamente o autor desta matéria, e o editor do caderno Link, não estão contaminados pela epidemia de usura de links que grassa em outras paragens.

Veja a versão on-line da matéria do Estadão.

A dieta de quem trabalha em casa

Quando o autor de um blog fica impedido por alguns dias de escrever posts originais, não tem nenhum texto pronto guardado na gaveta, mas não quer deixar os leitores sem material, o que ele faz? Depende: ou ele faz retrospectivas, ou publica links para artigos interessantes de outros blogs.

E mais uma vez eu resolvi escolher a segunda alternativa. O Christiano Anderson escreveu um post bem interessante sobre os hábitos alimentares de quem trabalha em casa. Olha um trecho:

Existem dois grandes problemas para os trabalhadores de home office: sedentarismo e má alimentação. Esses dois problemas juntos funcionam como uma bomba no organismo. (...)

Não adianta fazer exercícios e chegar no final do dia, consumir aquela pizza com borda recheada de catupiry. Os profissionais que trabalham em Home Office acabam conhecendo todos os restaurantes delivery que têm perto de casa. Eu sou um caso típico, minha geladeira está cheia de ímãs com telefones de vários restaurantes e sempre faço pedidos, embora seja um hábito que tento mudar, até para fazer uma economia em dinheiro, pois delivery apesar de cômodo, não é uma refeição muito barata, principalmente em São Paulo.

Fazer comida em casa pode ser divertido, saudável, saboroso, além de muito mais barato do que pedir. Um bom grill, como aqueles famosos George Foreman são ótimos para fazer um grelhado de peixe, carne, frango, sem fazer muita sujeira e muita bagunça. Basta escolher a carne, completar com legumes, cebola, aquele tempero especial e em cinco minutos está pronto. Mais rápido e barato que um delivery.

E bem mais apetitoso que um shake da Herbalife, eu acrescentaria! As dicas do Christiano são interessantes. Leia na íntegra em "Home office e alimentação saudável". Estou longe de ser um exemplo nisso, mas recorro a um grill com freqüência, e venho conseguindo reduzir *bastante* as refeições via tele-entrega.

Leia também:

Artigos recentes: