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Como liderar seu chefe - a dica de Stephen Covey

Não sou propriamente um fã de Stephen Covey, autor de "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes" e de toda uma série de livros ordenhando a mesma idéia básica.

Mas na semana passada o Lifehacker destacou uma dica rápida de Covey, publicada em novembro no recém-inaugurado blog dele, em que ele explica como você pode liderar o seu chefe. E é sobre isso que vamos conversar hoje.

Mas não lidere apenas o chefe!

Ele começa fazendo uma distinção importante: liderança não precisa ser ligada a autoridade formal, ela nasce do poder de influenciar. Assim, liderar seu chefe não significa ser o chefe dele, nem mandar nele, mas sim ter considerável poder de influência sobre ele.

E com a dose habitual de água-com-açúcar, ele apresenta a chave desta equação: a empatia. Pode parecer óbvio, especialmente para quem já desenvolveu bem este traço, mas é surpreendente o número de pessoas que acaba chegando a posições em que deveria liderar, mas não tem - e nem reconhece a sua carência - o nível necessário deste requisito.

Por outro lado, quem conhece o valor da empatia sempre pode dar o passo a mais, especialmente no que diz respeito a liderar ou apoiar pessoas, equipes ou... o chefe! E isto acaba tendo grande valor na busca dos objetivos pessoais ou coletivos, e até mesmo no avanço na carreira, desde que você seja autêntico e não erre a mão - para não acabar sendo visto como um manipulador ou, pior, um completo puxa-saco. E desde que a equipe e a organização acabem percebendo e reconhecendo este valor, é claro.

Covey explica como fazer, neste contexto específico: a empatia precisa permitir que você perceba os desafios, problemas, planos para o futuro e preocupações do seu chefe, e antecipar as suas próprias ações baseando-se nestes dados. Ele não diz isso, mas se você tem mesmo este dom, talvez nem precise tentar ativamente liderar o seu chefe, basta não usá-lo mal, complementar com as competências específicas adequadas, e a tendência será que você se torne um líder da equipe naturalmente.

Mas Covey também não está propondo que você desenvolva a empatia com seu chefe para manipulá-lo, e sim para simplesmente ser mais eficaz - e possivelmente efetivo - na organização. Ele cita um exemplo que eu consigo visualizar: uma pessoa que conseguiu lidar com um chefe extremamente crítico e detalhista, que se comunicava mal e sempre procurava - e encontrava - defeitos e considerava incompleto qualquer trabalho apresentado por sua equipe.

A pessoa do exemplo usou a empatia e começou a tentar descobrir o que o chefe realmente queria, e por que queria, a cada relatório e providência que solicitava, e aí entregava a ele resultados que atendiam ao que ele pretendia, mesmo que ele não comunicasse bem a sua intenção. E assim progrediu na carreira e saiu desta situação lastimável e comum, enquanto os demais colegas continuavam se limitando a falar mal do chefe na hora do cafezinho.

História água-com-açúcar? Sem dúvida, mas quantos chefes assim existem, quantos membros da equipe se limitam a falar mal dele no cafezinho (ou a tentar sabotá-lo), e quão poucos usam a observação e a empatia para dar o passo além que pode tirá-los dessa situação incômoda?

Fica a dica do Stephen Covey, portanto. Leia na íntegra em Become the Leader of Your Boss..

Organização doméstica: Está na hora de uma geral no seu guarda-roupas

O verão está começando, e chegou na hora de revisar o seu guarda-roupa. Muita gente guarda por anos a fio peças de roupa que nunca mais pretende usar, quando poderia perfeitamente dar utilidade a elas, ou doá-las a quem precisa.

E o pior: estas roupas tornadas inúteis ocupam espaço e ficam no caminho sempre que você quer escolher o que usar.

Marque na sua agenda para algum dia desta semana, e dedique duas horas a rever cada uma das prateleiras, cabideiros e gavetas. Compre alguns cabides extras, vista-se confortavelmente, com uma roupa que permita provar as peças sobre as quais você tiver dúvida se ainda servem ou não, e já separe duas ou 3 caixas médias para separar as peças que não retornarão ao guarda-roupas. Veja abaixo como fazer.

Organizando o roupeiro

Para melhores resultados, você tem que tirar 100% das peças do guarda-roupa. Dê atenção especial às seguintes categorias:

  • Roupas que não servem mais: Muito grandes, ou muito apertadas. Decida o que quer fazer com elas, mas não as coloque junto com as que servem. Se achar que é cedo para doá-las, coloque-as em uma caixa e guarde-as em separado, para não ficarem no caminho a cada vez que você for escolher o que quer usar.
  • Peças que você precisa, mas raramente tem oportunidade de usar: coloque-as fora do caminho, em um canto. Se estiverem em cabides, tente arranjar algumas capas plásticas (aquelas que as lavanderias usam para proteger peças em cabides) para preservá-las melhor. Aproveite e avalie se não está na hora de mandar lavá-las!
  • Peças puídas ou que perderam a forma: esticadas, tortas, elástico "cansado"? Separe-as e livre-se delas. Avalie se ainda estão em condições de uso para doação, ou transforme-as em estopa.
  • Peças manchadas ou desbotadas: A não ser que seja uma camiseta de dormir ou aquela que você usa para lavar o carro, você precisa tomar uma decisão: ou vale a pena tentar tirar a mancha, ou a peça tem de sair definitivamente do guarda-roupa.
  • Peças da estação passada: O verão está começando, e está na hora de rever com atenção as peças de inverno. Separe (e doe) as que você tem certeza de que não irá usar no inverno seguinte, e avalie quais das que sobraram (especialmente roupas de cama) estão precisando ser lavadas antes de ser guardadas.
  • Cama, mesa e banho: Você não tem toalhas demais? E lençóis? Se faz muito tempo que não usa alguns deles, pode ser a hora de se livrar deles.

Quando terminar o emagrecimento do guarda-roupa,é hora de recolocar tudo, mas agora repensando o uso do espaço. Coloque primeiro as peças usadas com mais freqüência, dando a elas os melhores espaços, e depois use as sobras para armazenar as peças usadas mais raramente.

Um passo a mais: se você for usuário de cabides e quiser facilitar a nova reorganização, que você fará no final do verão, use o velho truque dos cabides invertidos: retire todas as peças do cabideiro, e recoloque-as todas com o cabide invertido, com o gancho apontando para o lado que você normalmente não usa. Quando você usar uma peça, ao recolocá-la no cabideiro, use a direção normal do cabide. Ao final do verão, as peças que ainda estiverem com o cabide invertido serão as que você não usou nenhuma vez, e bastará decidir o que fazer com elas.

Motivação: efetividade nas resoluções de ano novo - o que você vai mudar no ano que vem?

Dica rápida para hoje: resoluções de ano novo raramente funcionam a contento, porque a pessoa faz uma longa lista, e não transforma em planos objetivos. Acaba virando um mecanismo de procrastinação para itens que poderiam perfeitamente começar a ser feitos desde já, como praticar 100 abdominais por dia, praticar esportes 3 vezes por semana ou começar a estudar "de verdade" para algum concurso ou certificação.

Na verdade, não faz sentido tratar o ano novo como se fosse uma folha em branco na qual você terá como escrever uma história completamente nova. Todos os seus hábitos, seus conhecimentos, suas obrigações continuarão valendo assim que estourar o último dos foguetes na madrugada de primeiro de janeiro.

Se você gosta de resoluções de ano novo, que tal tentar fazer diferente desta vez? Não é necessário ser nenhum gênio do gerenciamento de projetos para aumentar as chances de a sua resolução de ano novo dar certo. Eis aqui algumas sugestões:

  • Escolha um objetivo e a meta: não é razoável imaginar que você conseguirá mudar vários pontos da sua vida de uma vez só, baseado em uma lista de resoluções de ano novo. E os objetivos de ano novo já compartilham entre si uma característica de meta: têm prazo definido por natureza. Então aproveite e defina o seu único objetivo já na forma de uma meta desafiadora, alcançável e mensurável. Alguns exemplos: perder 6kg sem voltar a recuperá-los, praticar esportes 3x por semana, estudar 6h por semana, economizar 8% do salário todos os meses para comprar um carro, ou o que quer que seja. Mas defina com clareza!
  • Crie o plano de ação: da meta precisa nascer o plano de ação, que neste caso pode tomar a forma de uma lista simples de atividades ou pendências: parar de tomar refrigerante em casa, tomar café da manhã reforçado e jantar menos, caminhar 60min 4 vezes por semana, parar de fazer refeições em lanchonetes, etc.
  • Escolha como acompanhar o progresso: você pode definir em qual mês irá realizar determinadas atividades do seu plano. Por exemplo: se o objetivo é aprender inglês básico para poder viajar no final do ano que vem, e se março chegar e você ainda não tiver se matriculado em um curso, já vai dar para saber que a coisa não está indo bem. Se a intenção é perder peso, você pode quantificar metas (realistas!) para cada mês. Mas não quantifique apenas o efeito (a perda de peso), e sim os processos (número de horas de caminhada semanais, redução de refrigerantes, etc.)
  • Comece já: Após definir seu plano, registre-o detalhadamente e comece imediatamente a segui-lo. Não esperar o ano que vem começar pode ser um grande fator de motivação. E esperar o ano que vem começar, dando a si mesmo o mês de dezembro para agir ao contrário do que você planeja para o futuro, é simplesmente uma forma de se enganar.
  • Siga o plano: Projetos pessoais e definidos informalmente não têm grandes chances de sucesso se você não se esforçar para seguir o que planejou, ou para alcançar as metas que definiu. Cabe só a você!

E tenha um feliz e efetivo 2008!

Como perder peso jogando videogame - com o Nintendo Wii

O Nintendo Wii é um videogame que revolucionou o mercado, trazendo formas de controle da ação completamente diferentes dos joysticks usuais. É difícil explicar para quem nunca viu, mas espero que o vídeo abaixo (38 segundos) valha mais do que 1000 palavras para você entender estes controles.

Não é novidade, para quem acompanha a cena dos videogames, que o Wii vem sendo usado como aparelho de exercícios, e não faltam relatos de usuários que afirmam ter perdido peso com o seu uso constante. A própria Nintendo embarcou neste nicho, com seu sofisticado (e caro) sistema Wii Fit (veja um vídeo demonstrativo).

Não posso dar conselhos sobre dietas, e recomendo que você procure uma opinião profissional antes de adotar qualquer programa de exercícios - e que concorde com ela quando ela insistir com você que exercícios ao ar livre, em grupos ou na academia podem ser bem mais vantajosos. Mas se você não consegue se motivar para outras modalidades, e já tem um Wii (não recomendo comprar tendo em mente apenas esta finalidade), talvez valha a pena considerar a idéia de usá-lo regularmente desta forma - bem dentro do espírito de nosso artigo anterior, "Emagrecer: Como perder peso de verdade, parte 1 - aprenda a gostar dos exercícios".

O artigo Wii Sports Weight Loss Program traz algumas estimativas de gasto de calorias praticando as modalidades do jogo Wii Sports cerca de 30 a 45 minutos por dia, e sugere que em 2 meses e meio é possível obter grande avanço na redução do peso desta forma. Nunca pratiquei regularmente, mas posso afirmar que 45 min jogando o Tênis do Wii Sports me deixa bem cansado.

O artigo tem dicas sobre como maximizar os efeitos, e também para evitar que os jogos fiquem chatos com o passar do tempo. Mas não se esqueça: leia antes as recomendações de segurança da própria Nintendo, e busque avaliação e acompanhamento profissional sempre.

Personalizando seu notebook - pelo lado de fora

O notebook é cada vez mais uma ferramenta de trabalho e de estudo, integrado ao dia-a-dia de muita gente. Os preços baixos - com cada vez mais modelos bem abaixo dos R$ 2000 - vêm colocando este luxo ao alcance de uma parcela cada vez maior (embora ainda ínfima) da população, o que sem dúvida é uma excelente notícia.

Entretanto esta proliferação, aliada aos preços reduzidos, causa um efeito colateral: muitos notebooks iguais ou extremamente parecido, ajudando a criar uma atmosfera de padronização nos ambientes em que há alta densidade de tecnologia por metro quadrado.

Minha opinião sempre foi de que o visual dos aparelhos eletrônicos, como as gravatas, são um reduto da desconformidade: não devem ter a mesma aparência para todos, exprimem personalidade e comunicam uma mensagem.

Claro que algumas pessoas se diferenciam porque podem comprar um notebook com visual incomum, como um Asus Lamborghini (foto) ou um Acer Ferrari. Mas quem compra notebooks "populares", de marcas e modelos sem tanto investimento no design, também pode se diferenciar de várias formas.

Cada um tem sua própria receita de personalização externa do notebook, mas certamente uma das mais comuns é colar adesivos na sua tampa - e não há falta de opções nesta área. Mas é justamente aí que entram em cena os Schtickers, adesivos que preenchem a tampa inteira.

Tenho os 2 Schtickers da foto acima aplicados em notebooks que uso diariamente. O da esquerda é o da máquina que uso no trabalho e nos estudos, e o da direita - que traz o símbolo internacional de perigo de envenenamento - é o de um notebook mais velho, que costumo usar como laboratório para artigos do BR-Linux.

O Schticker não é propriamente barato - custa aproximadamente R$ 50 - mas é durável, reaplicável e fácil de colocar. O adesivo não é uma película tão fina quanto a dos adesivos comuns que você compra em bancas de revistas, e no meu caso serviu até mesmo em um notebook HP DV 4000 que tem o logo da empresa aplicado na sua própria tampa - sem deixar perceber que o logo estava ali. Ele chega pelo correio em um envelope rígido, e no meu caso posso afirmar que não tive problema nenhum.


Meu notebook adesivado

São tantos modelos de Schtickers que é até difícil escolher um deles - e você pode até mesmo enviar sua própria imagem e pedir para que seja produzida especialmente. E há a questão dos tamanhos: a empresa oferece modelos adequados a vários padrões, ou corta sob medida. Meu notebook é pequeno e fora das especificações comuns da empresa, mas optei por solicitar um adesivo maior e cortar em casa, seguindo as instruções fornecidas pela própria empresa. Funcionou muito bem.

Comprar produtos diretamente do exterior nem sempre é fácil, portanto avalie bem suas opções. Para mim chegou sem nenhum problema, trazendo o carimbo de aprovação e liberação da Receita Federal. Mas não represento, não sou afiliado e nem ganho nada ao mencionar os produtos da empresa, portanto analise criteriosamente antes de comprar!

Caos aéreo: como se preparar para longas esperas em aeroportos

O final do ano se aproxima, e a soma de passagens baratas e demanda adicional nos já tumultuados aeroportos brasileiros faz surgir a preocupação com problemas causados por atrasos, filas gigantescas, conexões perdidas e desorganização completa.

Para alguns deles, como a ausência de informações nos balcões das companhias ou a perda de compromissos (ou de valioso tempo de lazer) nos destinos, não podemos oferecer soluções. Mas com um pouco de preparação você pode minorar o seu sofrimento nas longas esperas nos aeroportos, e hoje veremos como fazer.

Como se preparar para longas esperas nos aeroportos

Como em todas as situações imprevistas e incontroláveis, quando várias pessoas em condições idênticas são expostas a uma mesma situação desagradável, o que acaba diferenciando a forma como isso as afeta é o binômio atitude e preparação.

A questão da atitude é algo que você precisa desenvolver por si mesmo, de acordo com a situação. mas no que diz respeito à preparação, o Efetividade.net pode lhe ajudar ;-)

Comece lendo dois de nossos artigos anteriores que tratam da preparação da sua bagagem de mão:

E a bagagem de mão é mesmo a chave, porque ela fica com você até mesmo nas conexões. Que viajante freqüente já não viu algum passageiro tremendo de frio em Guarulhos ou Congonhas, esperando por uma conexão para um lugar quente e sem ter lembrado de trazer consigo um agasalho?

Se você estiver viajando acompanhado ou em grupo, a situação pode ficar ainda menos pior, pois será até mesmo possível realizar turnos de vigilância das bagagens e da segurança dos que precisarem de um cochilo. Se for o seu caso, considere levar na bagagem de mão ou colocar em uso os seguintes itens adicionais, considerando que em alguns aeroportos as lanchonetes e lojas fecham durante a madrugada mesmo quando há passageiros esperando:

  • Almofada ou travesseiro inflável, à venda em lojas de malas.
  • Fones de ouvido com supressão de ruídos externos - mas só se você puder contar com os colegas para chamá-lo se surgir alguma necessidade.
  • O despertador do seu celular, preferencialmente com alerta vibratório, para acordá-lo ou chamar sua atenção na hora certa mesmo se estiver usando os fones acima.
  • Jogos (eletrônicos, um baralho, etc.), caneta e papel, material de leitura
  • Lenços umedecidos
  • Água engarrafada e barras de cereais
  • Roupa adicional para frio, e uma muda das roupas que você poderia querer trocar em uma permanência prolongada.
  • Dinheiro trocado.

Atenção para os regulamentos sobre bagagem de mão do seu vôo. Dependendo da companhia, do país e até do aeroporto, as regras podem ser mais restritivas, proibindo até mesmo levar a sua garrafa de água.

Se você estiver viajando sozinho, é interessante ter também um bom dispositivo de segurança para sua bagagem de mão. Uma possível solução é a Trava de Segurança DEFCON 1, da Targus, que além de cadeado, tem também sensor de movimento e um alarme *alto*. Mesmo assim, não desgrude da sua bagagem de mão em nenhum momento.

É impossível relaxar quando estamos ansiosos para chegar em algum lugar, nossos direitos como consumidores e cidadãos estão sendo desrespeitados, e especialmente quando ninguém assume a responsabilidade ou oferece qualquer previsão de quando a situação irá se resolver. Mas se você estiver preparado para este ordálio, ao menos a tortura será menor.

Leia também o artigo How to Sleep in an Airport 101.

Conto com suas dicas adicionais nos comentários!

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