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Parcerias com blogs: "Tio, me dá um link?"

Cada vez mais autores de blogs tentam conseguir que outros sites publiquem links para eles usando a estratégia errada. Veja como isso acontece, e de que forma obter links para seu site sem cair nos mesmos problemas.

Devido ao entendimento precário sobre como funciona a geração de valor na web, parece ser crescente a tendência de novos participantes tentarem alcançar seu lugar ao sol por meio de propostas de trocas de links, chamadas (em geral impropriamente) de parcerias, na intenção de melhorar seu posicionamento em sites de busca, com base em seu entendimento de como funcionam as técnicas de SEO (otimização para sites de busca).

A busca de obter links relevantes é algo muito importante para o desenvolvimento da audiência de um blog ou site. Se os seus planos incluem a busca da audiência, é normal desejar e mesmo procurar ativamente obter estes links. Mas isto não é a primeira atividade a que você deve se dedicar, e nem mesmo a mais importante.

Antes de pensar em buscar ter links, você precisa ter outras coisas, entre as quais se destaca o conteúdo ou o serviço prestado. Original, relevante e correto, sobre um assunto que possa interessar à sua audiência, mesmo que ela ainda não saiba disso.

Tem sido comum a busca por um atalho neste caminho, na forma de uma mensagem a autores de outros blogs, pedindo o apoio na divulgação, na forma da inclusão de um link para o blog do pedinte, na barra lateral ou no rodapé. Não há nada de errado em pedir, mas em geral estas mensagens compartilham algum dos problemas a seguir:

  • O seu blog ainda não tem conteúdo, ou este não é original, relevante ou atualizado.
  • O assunto do seu blog não tem relacionamento claro com o público do site para o qual se pede o link.
  • A sua proposta não oferece nenhuma vantagem clara para o público do site para o qual se pede o link.
  • Mesmo assim, você inclui a oferta de alguma contrapartida cujo valor para o público do site para o qual se pede o link é negligível ou mesmo inexistente - por exemplo, a inclusão de um link em retribuição.
  • A mensagem é enviada em massa, para diversos sites, sem acrescentar nada que indique que você se deu a qualquer trabalho que não fosse obter uma lista de endereços de sites e compor uma mensagem genérica.
  • Além de ser enviada em massa, a mensagem é disfarçada para parecer que é pessoal ou individual.

Oferecer links a outros sites interessantes é algo que todo site faz com prazer, ou pelo menos deveria. Mas antes de pedir os links, você precisa garantir que o seu site *é* interessante, e dar um jeito de comunicar ao autor do site no qual deseja um link qual o motivo pelo qual isto será interessante para os seus leitores, ou para ele mesmo.

Claro que há um Ardil-22 nisto tudo - mas ele funciona a seu favor. Basicamente, se você caprichar o suficiente no seu conteúdo, você nem mesmo precisará pedir muitos links - outros autores que começarem a conhecer o seu trabalho vão escrever recomendando algum texto seu, e nem se darão ao trabalho de lhe avisar. O oposto também é verdade: se o seu conteúdo é desinteressante, o esforço para obter links será infindável e inefetivo.

Mas se você quer obter um atalho, e se deu ao trabalho de ler até aqui, vou dar uma dica: encontre quais são os principais sites no seu nicho ou assunto, escreva alguns artigos *caprichados* que complementem material que eles tenham publicado recentemente sem esgotar, publique em seu blog, e os notifique, pedindo que ajudem a divulgar este conteúdo. Se o seu conteúdo for bom, o atalho tende a funcionar bem!

Gerenciamento de Projetos: uma versão "light" para aplicar em pequenos projetos

Você também associa Gerenciamento de Projetos à construção de plataformas de petróleo e à pesquisa espacial? Não deveria se restringir a isso, mas aparentemente esta é a imagem que a maioria dos livros e professores sobre o tema incutem de forma mais vívida na memória de seu público.

Os podcasts semanais do Ricardo Vargas, autor conhecido no âmbito do Gerenciamento de Projetos no Brasil, vêm se tornando uma fonte constante de material para o Efetividade.net, mas a razão é simples: a sua visão prática e (por que não dizer?) efetiva do gerenciamento de projetos combina muito bem com a linha adotada pelo site.

Na edição desta semana, ele tratou da questão do gerenciamento de pequenos projetos, na forma normalmente encontrada em micro e pequenas empresas, mas também nos projetos individuais. Ou seja: gerenciamento de projetos não é uma disciplina a ser aplicada só nas áreas em que os insumos chegam em containers e os produtos lotam navios.

O tema da edição pega um gancho em uma discussão recente na lista PMISP_PMO, do Grupo de Estudos Técnicos em PMO do capítulo paulista do PMI, que versou exatamente sobre gerenciamento de projetos "light". Na discussão por e-mail sobre se era válido ou não adaptar as melhores práticas de gerenciamento de projetos aos casos de pequeno porte, adotando um "modelo light", o Prof. Ângelo Valle, presidente do PMI carioca, sintetizou: "Sim. Você tem o direito de pensar livremente, usando as suas próprias palavras. Você pode usar as planilhas e ferramentas que quiser. Devemos entender o Guia PMBOK como Guia e não camisa-de-força."

Você pode ouvir o podcast em seu site oficial, que exige cadastramento prévio. Mas o Prof. Ricardo Vargas gentilmente autorizou a disponibilização do arquivo para download direto, portanto se preferir você pode ir baixando a versão disponibilizada pelo Efetividade.net (MP3 zipado, 5 minutos de duração de áudio) enquanto continua lendo o texto, abaixo ;-)

Gerenciamento de projetos de pequeno porte: como adaptar?

Ainda na discussão na lista do PMISP_PMO, Gerhard Tekes expôs de forma bastante didática a fundamentação que justifica a adaptação dos processos de Gerenciamento de Projetos às necessidades específicas do contexto das pequenas organizações:

"Você não estará ferindo princípios. Ao contrário. O PMBOK se entende como guia para o corpo de conhecimento e não como modelo ou framework. Trata se de processos que representam as melhores práticas na maioria dos projetos, na maioria das vezes na maioria das organizações.

Você sempre deve adaptar o conjunto na sua aplicação, intensidade e rigor às necessidades do projeto. Isso inclusive é a principal função dos processos de Integração. Isso se chama na literatura muitas vezes “Tailoring”.

E como se faz esta adaptação? É aí que entra o conteúdo do podcast do Ricardo Vargas em si. Segundo ele, o Gerenciamento de Projetos é conceitual, a base é entender a forma como você trabalha. Nas pequenas empresas e nos projetos individuais, há menos pessoas envolvidas, menos dinheiro, menos insumos e escopo menor. Essa situação justifica insistir em aplicar os 44 processos do PMBOK?

Geralmente não, mas uma saída melhor do que simplesmente deixar de gerenciar os projetos é passar a gerenciá-los de forma "light". Por exemplo: se o projeto não for lidar com aquisições, já são 6 processos a menos. Se puder dispensar o gerenciamento de risco, ou fazê-lo apenas de forma simplificada (ele explica um exemplo no áudio), já corta mais alguns dos aspectos mais complexos das melhores práticas do PMBOK também.

Há mais um detalhe importante: muitas vezes você acaba sendo ao mesmo tempo o gerente do projeto, o único executor e o patrocinador, o que pode reduzir as necessidades de gerenciamento de comunicação, recursos, as iniciativas de motivação (que você terá que fazer, mas de outras formas), e mais.

Mas ele alerta de forma bem clara: a proposta é enxugar, e não suprimir. Não corte todos os 44 processos, reduza-os a 15 ou 20 (cortando ou aglutinando) conforme a sua necessidade, e use-os bem. Se for o caso, agregue o termo de abertura com a declaração de escopo. Capriche na EAP (Estrutura Analítica do Projeto), faça um bom cronograma, mesmo que simples, pense na alocação de recursos, considere se vale a pena colocar os custos em uma planilha, avalie que tipo de atenção dar ao gerenciamento dos riscos. Ele chama bastante atenção para a questão da definição do escopo, que pode ser a chave para a conclusão ou o sucesso até dos menores projetos.

De forma bastante pragmática, ele conclui: nas microempresas, o gerenciamento precisa ser Fácil, Prático e Direto - senão o custo de fazer o gerenciamento acaba não sendo justificado pelo objeto gerenciado.

Dica extra

Pretendo voltar mais freqüentemente ao tema do gerenciamento de projetos aqui no Efetividade, e aos poucos vou esmiuçar e detalhar vários aspectos que hoje não detalhei e que possivelmente só fazem sentido para aqueles leitores que já tiveram alguma exposição formal ao PMBOK ou a algum outro enfoque sobre o assunto.

Mas para aqueles que querem ir se adiantando, e não fazem questão da ortodoxia das literaturas disponibilizadas pelo próprio PMI, sugiro 2 livros que eu li e venho recomendando a colegas que estão ingressando em ambientes orientados a projetos, ambos de autoria do mesmo Ricardo Vargas que nos forneceu o tema do artigo que você está lendo.

Gerenciamento de Projetos: Estabelecendo Diferenciais Competitivos, 6a. edição: é um "livrão", em formato típico de material escolar (bastante apropriado) que em suas 276 páginas apresenta um panorama geral (e bem prático) do gerenciamento de projetos. Vai desde os conceitos até a aplicação, bom como primeiro livro ou material introdutório.

Manual Prático do Plano de Projeto, 3a. edição: também em formato grande, traz em suas 232 páginas os modelos de documentos de projetos, desde o termo de abertura ("project charter") até o término dos processos previstos no PMBOK. Além de trazer os modelos, ele traz ainda exemplos de preenchimento para um projeto fictício, e inclui um CD-ROM com os arquivos correspondentes. Não é um bom primeiro livro, porque as explicações e conceitos são bem mais superficiais, mas pode ajudar bastante na prática dos projetos.

Procure ambos na biblioteca ou na sua livraria preferida, folheie e verifique se vale a pena comprar. Eu comprei o primeiro, e estou considerando seriamente comprar também o meu próprio exemplar do segundo.

Como enviar cartas para um amigo deficiente visual: Central Braile dos Correios

Braille é um sistema de leitura com o tato para cegos inventado pelo francês Louis Braille. O sistema Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, o deficiente visual distingue por meio do tato. A partir dos seis pontos salientes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais. Um cego experiente pode ler mais de duzentas palavras por minuto usando o método. Em português, aceita-se também o substantivo braile para se referir ao método inventado pelo genial Braille.

Segundo notícia do site dos Correios, recentemente os cegos do Brasil passaram a dispor de um serviço postal pioneiro que lhes permite comunicar-se, por escrito, com as pessoas que enxergam. O Ministério das Comunicações e a Diretoria Regional dos Correios de Minas Gerais perceberam a importância e a necessidade de se criar o Serviço Postal Braille, que representa grande avanço na luta pela socialização dos deficientes visuais. A iniciativa valoriza a comunicação, divulgando e ampliando o acesso ao Braille - instrumento que permite ao cego ser mais cidadão.

A transcrição é realizada pela recém-inaugurada Central de Braile dos Correios, e pode ocorrer em ambos os sentidos (tinta para braile e braile para tinta). Ela inicia suas atividades com capacidade de transcrição de 1000 mensagens por mês.

Se você tem um amigo, colega ou parente deficiente visual, poder enviar material por escrito para ele - desde um cartão de felicitações até uma carta contando como vai a família distante - pode ser uma gentileza rara e inesperada. Se você estiver interessado, basta enviar sua correspondência para a Central, que se encarrega da transcrição e em seguida encaminha ao destinatário. O serviço é gratuito, assim como o envio para a central de transcrições. Apenas é cobrado o valor da postagem para o destino desejado, ou seja, o mesmo valor de uma correspondência normal.

As correspondências a serem transcritas deverão ser enviadas a partir de qualquer agência dos Correios de todo o Brasil, para o seguinte endereço: Av. Afonso Pena, 1270 - sala 202 - Belo Horizonte/MG - Cep 30130-971 - Central de Braile dos Correios. Peça orientação no balcão de sua agência!

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Dia das crianças: como escolher um bom presente em cima da hora

Esqueceu de comprar os presentes dos sobrinhos, ou deixou para o último dia para comprar o presentão do filhote ou afilhado? Parabéns, e boa sorte nas filas e estacionamentos ;-)

Mas eu preciso confessar: também esqueci. Os leitores de longa data aqui do Efetividade devem lembrar que no Natal, no dia das mães e no dia dos pais eu preparei listas de sugestões de presentes que podiam ser comprados via Internet no Brasil. Queria fazer o mesmo no dia das crianças, mas... esqueci.

Em compensação, o Melo, do vizinho Verdade Absoluta (que eu invejo: é o único blog pessoal com estagiária de jornalismo, e ainda por cima ela é de Blumenau), preparou uma lista de sugestões de presentes para quem não sabe o que comprar.

Nos comentários lá da lista dele, está rolando um debate sobre se livro é um presente que agrada, ou não. Na minha família sempre agradou, mas talvez não sejamos uma família típica, então não sei, cada um que julgue.

E fica o convite, como de hábito: sugestões de presentes serão muito bem-vindas nos comentários desta notícia. O Melo ganhou o jabá gratuitamente, mas fica obrigado a levar a nova estag para ser apresentada no IV Churrasco dos Blogueiros de Floripa.

Modelo de plano de negócios: como fazer o seu com efetividade

Plano de negócio é o documento que estrutura as principais idéias e opções que o empreendedor que identifica uma oportunidade de negócio analisará para decidir quanto à viabilidade de abrir um negócio, ou da empresa a ser criada.


Um projeto ou empreendimento pessoal ou corporativo pode ser estruturado e administrado de diversas maneiras, mas se você pretende buscar capital ou recursos com investidores, bancos incubadoras ou outros órgãos de fomento, ou se pretende convencer outros parceiros a investir na sua idéia, colocar na ponta do lápis o seu plano de negócios passa a ser fundamental.

Existem muitos conceitos de planos de negócios, cada um em seu próprio contexto. No âmbito deste artigo, vamos considerar que o conceito de Plano de Negócios é um documento que agrega e sistematiza informação prática e atualizada para a concretização de um projeto e para a previsão e solução de seus problemas.

Como documento em si, o plano de negócios não é dos mais complexos, e existem inúmeros modelos de plano de negócios prontos na Internet, embora eles resolvam só a parte mais fácil do problema. Se o que você busca é um guia pronto para fazer download e preencher, verifique estes:

Para apoiar algum eventual trabalho acadêmico, veja também este exemplo de plano de negócios (também em cópia local) disponibilizado pela UniRIO - é o plano para a "Formação de uma Rede de Intermediação de Negócios do Pequeno e Médio Varejo, através do Modelo de Leilão Reverso Via Internet, com Retorno Projetado de 86% a.a.".

Mas ter modelos e exemplos disponíveis para download não quer dizer que é fácil fazer um plano de negócios. Pelo contrário: um bom plano de negócios mistura informações sobre os processos do negócio em si (características, partes envolvidas, oportunidades, ameaças, pontos fortes e fracos), previsões e projeções financeiras, análise do negócio, do mercado, fornecedores, concorrentes, parceiros, previsão do fluxo de caixa, necessidades de capital... Em resumo: dados, dados, dados! Você precisa obtê-los de forma atualizada e suficientemente precisa, caso contrário o seu plano de negócios pouco valerá. E é sobre isso que trataremos a seguir.

Como fazer um plano de negócios


Lembre-se de que trata-se de um documento vivo, e não de um árido demonstrativo contábil ou legal. E que uma de suas principais finalidades é convencer (a equipe, os investidores, o banco, os fornecedores, ou até mesmo os clientes potenciais) de que o seu negócio é viável e pode ser vantajoso a eles.

Portanto, ao criar o seu plano de negócios, coloque o foco nestes importantes leitores, e lembre-se de incluir, de forma simples e fácil de encontrar, as respostas às principais dúvidas deles. Se você não sabe quais são, eis algumas sugestões:

  • Sobre o negócio em si: o que é o negócio (em uma frase!), quais produtos e serviços serão oferecidos, quais as razões que levam a crer que será atingido o sucesso, quais são as oportunidades (já existentes ou que serão criadas) que você percebe e pretende explorar.
  • Sobre a administração: quem administrará o seu negócio? que experiência e formação essas pessoas têm? que qualificações busca para a equipe? quantos empregados precisará, quais suas atividades e remuneração? onde eles trabalharão? qual será a estrutura organizacional? qual a missão e a visão?
  • Sobre o mercado: quantos ou quem são os clientes potenciais, onde eles estão, alguns exemplos específicos, como você os atrairá, por que eles escolherão você e não o concorrente, quem serão seus parceiros e fornecedores, quem são os concorrentes, quais os fatores do sucesso atual destes concorrentes, qual o seu diferencial competitivo, qual o seu nicho, qual a sua delimitação geográfica, como você vai promover e divulgar seu negócio, como vai distribuir seu produto.
  • Sobre economia e finanças: fontes do capital, projeção de faturamento, investimentos e despesas para os 2 primeiros anos (trimestral), projeção de fluxo de caixa mensal para o primeiro ano, volume de negócios necessário para alcançar o ponto de equilíbrio ou o resultado operacional positivo e em quanto tempo você espera alcançá-lo, quais as condições para começar a vender e faturar, e quando você espera alcançá-las, valor do capital imobilizado em instalações e equipamentos, lista de fontes financeiras potenciais, garantias de empréstimo.
  • Mapas: estado atual, cronograma previsto, dificuldades esperadas, suas soluções e condições.

A dificuldade principal é conseqüência da natureza dos planos de negócio: eles tratam de idéias ainda não realizadas, e assim não podem (de modo geral) se basear em históricos ou em estatśiticas próprias para realizar sua previsão. O grande desafio é conseguir obter dados de organizações semelhantes, ou extrapolar a partir de outros dados, de maneira consistente, objetiva e, principalmente, convincente.

Atenção para o que ficar de fora. Na faculdade, quando me ensinaram pela primeira vez (e superficialmente, claro) a avaliar planos de negócios para análise de investimentos, o professor dizia: "Lembrem-se de encontrar as perguntas cujas respostas ficaram de fora!". O exemplo dele era simples, mas bem claro: se o plano de negócios é sobre abrir uma pizzaria no litoral, um bom plano vai esclarecer o que vai acontecer com ela quando a temporada de verão acabar, e como ela vai fazer para durar até a próxima temporada. Se vai demitir os garçons e a cozinha, para depois recontratá-los, os custos adicionais com os encargos e Custo Brasil do processo como um todo estarão considerados, junto com a manutenção do imóvel e custos fixos durante o período de inverno. E a ausência deles é o indício de um mau plano - como podem atestar inúmeros donos de empreendimentos de verão que terminam fevereiro com saldo positivo enorme, e em abril descobrem que na verdade estão falidos!

Capriche no resumo executivo. Ele é uma das últimas partes a concluir, mas deve estar bem no início do documento. Muitas pessoas lerão apenas o resumo, e avaliarão por ele se o seu negócio vale ou não a busca de maiores detalhes. Conquiste o leitor em cada linha do seu resumo! Fale nele sobre os objetivos, as razões de sucesso, e apresente os números principais, sem exagerar na densidade das informações.

O plano de negócios não é só para os outros. O processo de construção de um bom plano de negócios é uma forma segura de o empreendedor conhecer os aspectos essenciais que podem levar ao sucesso ou ao fracasso da sua idéia. Ele não descreve apenas os objetivos do negócio, mas também quais serão os passos para a sua realização, e do que eles dependem.

Assim, fazer um plano de negócios bem feito irá obrigar o empreendedor e seus sócios a organizar as idéias sobre a viabilidade de seu negócio, levando-os ao processo de discussão e reflexão da preparação de um documento com o qual todos concordem, trazendo todas as informações essenciais para o sucesso da idéia. Portanto, ele acaba substituindo por números e argumentos as opiniões iniciais, motivadas principalmente pela própria convicção dos empreendedores.

Para saber mais: além dos guias do SEBRAE e entidades públicas, que você encontra gratuitamente na Internet (ou com uma visita ao SEBRAE, que em geral vale muito a pena), recomendo muito a leitura do livro A Arte do Começo: o Guia Definitivo para Iniciar o Seu Projeto, de Guy Kawasaki. Ele é investidor de risco, ganha a vida avaliando os planos de negócios dos mais variados empreendimentos, e resolveu escrever um livro sobre como dar forma à sua idéia - de modo que ele mesmo possa estar disposto a investir nela. A tradução para o português é bem feita, o livro é fácil de ler, um verdadeiro achado.

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Comunicação efetiva: Saiba como ler discursos e pronunciamentos em público

Você sabe quando é preferível ler o discurso, e não simplesmente apresentar de forma livre?

Discursos feitos de forma espontânea, mesmo que tenham sido preparados e estudados de antemão, costumam ser muito mais vivos e agradáveis de assistir. A leitura, pelo contrário, muitas vezes é um fator de desmotivação do público. Mas em determinadas ocasiões a leitura pode ser a melhor opção. Por exemplo:

  • Se você está apresentando um pronunciamento assinado por outra pessoa, ausente.
  • Se está recorrendo a uma longa citação, ou se a intenção é apresentar um trecho de obra literária.
  • Em uma solenidade de posse, em que precisa apresentar de forma detalhada e completa o seu programa de trabalho.
  • Em uma solenidade de fim de mandato, quando é necessário apresentar de forma completa e precisa (incluindo todos os números exatos) o seu relatório de realizações da gestão.
  • Em discursos de saudação em que for necessário certificar-se de mencionar todos os méritos destacados dos homenageados.

Ler em público não é necessariamente muito mais fácil do que falar "de improviso" ou mesmo seguindo um plano memorizado de antemão. Por esta razão, em seu artigo "Aprenda a ler em público", o renomado autor Reinaldo Polito explica diversos truques que tornam mais fácil esta tarefa.

Você já parou para pensar que se imprimir o seu discurso em um papel de gramatura mais elevada, ele não vai reverberar de forma visível, e ninguém vai perceber se as suas mãos tremerem? É este tipo de dica que o experiente Polito compartilha. Além disso, ele fala sobre a que altura você deve segurar o papel, dicas para facilitar o contato visual com o público, critérios para verificar se a leitura é a melhor opção, e mais.

Ao final do texto, um pequeno quadro com dicas práticas extras complementa a lição. Segundo ele, é melhor manter as folhas soltas (sem clips ou grampos) durante o discurso. Toda página deve terminar com um ponto final, para que você nunca interrompa uma frase no meio enquanto vira a folha aceleradamente. As folhas precisam ser numeradas de forma bem visível, para você nunca se perder. As letras devem ser grandes, e em tipo minúsculo. E tem bem mais dicas por lá.

Parece muito óbvio, mas já cometi vários dos erros mencionados, e já vi muitos palestrantes cometê-los também. Confira!

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