Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Escrever artigos e textos: como começar

Começar a escrever - um artigo, post, carta, relatório ou o que for - nem sempre é fácil. E a dificuldade aumenta conforme se aproxima o final do seu prazo e a inspiração se recusa a surgir. Mas você pode lidar com isso.

Não existe uma receita padronizada que faça surgir a inspiração ou o assunto, mas há uma série de providências que você pode tomar para aumentar as suas chances de começar logo a juntar letras, palavras e frases e fazer seu texto decolar. E quando não se trata de um texto científico ou sujeito a normas como as da ABNT, o processo criativo pode e deve ser estimulado.

Para início de conversa, escolha bem o seu tema, ou o foco que você vai dar ao tema, caso não haja liberdade completa de escolha. Se você achar o seu tema chato, é bem provável que seu texto, se um dia você o completar, vá ser mais uma razão para comprovar esta opinião. Mesmo os temas mais áridos podem ser abordados por perspectivas menos enfadonhas, e cabe ao autor descobrir como ter acesso a elas.

Um erro comum - e fácil de evitar - é já querer redigir desde o começo, na ilusão de que assim a tarefa terminará mais depressa. Puro engano: assim demora mais, e esta escolha ainda leva a retrabalhos e outros desperdícios de esforço - ou pior: boas idéias para o desenvolvimento e conclusão do texto acabam rejeitadas porque não combinam com os parágrafos iniciais que você já redigiu.

Comece pelo começo

Se você escreve com freqüência (e especialmente se ganha a vida - ou algum dinheiro - com isso), vale a pena reservar um espaço adequado para esta atividade, onde você possa trabalhar sem ser interrompido a todo instante. Se não for possível, no mínimo organize a sua escrivaninha ou área de trabalho - a desorganização visível é um verdadeiro escoadouro de concentração e energia mental, e o próprio ato de organizar a mesa pode ajudar a colocar em ordem as idéias que já devem estar rondando no seu subconsciente.

Aliás, se uma idéia surgir neste momento, não a censure, e nem deixe para depois. Anote imediatamente, e com os detalhes que tiverem surgido junto. Procure reunir todas elas em uma mesma folha, bloco ou documento, porque isso não apenas vai facilitar a sensação de progresso (pelo visual da folha sendo preenchida), como ainda vai facilitar a organização de todas estas idéias depois. Se você escreve com freqüência, vale a pena ter um bloco (ou, melhor ainda, um arquivo de fichas padronizadas) para catalogar as idéias que surgem

Nesta fase inicial, não imponha barreiras à sua capacidade geradora de idéias - faça como os profissionais da criação, que há décadas empregam o brainstorming, sessões de frenética anotação de idéias para *posterior* classificação. Em especial, não cometa o erro de tentar já ir compondo as frases e parágrafos que serão aproveitadas no seu texto final. Esta atividade de filtragem, moldagem e adaptação deve ficar para um segundo momento, quando você já tiver coletado suficiente matéria-prima na forma de idéias.

Se o brainstorm não gerar idéias em quantidade suficiente, aqui estão algumas sugestões de complementação: perspectiva histórica sobre o tema, estatísticas e outros números relacionados a ele, citações e frases de personalidades a respeito do seu tema, erros e equívocos cometidos a respeito do tema, correlações do seu tema com acontecimentos recentes e relevantes, estudos sobre como seu tema pode gerar vantagens ou ganhos para grupos específicos, concorrentes ou parceiros do seu tema.

Neste ponto você já começou a escrever

Após reunir um número suficiente de idéias, você verá que na verdade já começou a escrever o artigo, e já formou em sua cabeça o que será a idéia central dele, ou a sua conclusão. Neste momento começa a parte mais trabalhosa e mecânica da produção do seu texto: a filtragem, organização e composição do conjunto ordenado que vai levar o leitor a esta conclusão que você já identificou. Procure montar em sua mente (ou em uma folha de papel) o mapa do artigo, registrando quais das idéias levantadas anteriormente serão apresentadas na abertura, no desenvolvimento e na conclusão. A partir daí, passa a ser uma questão de preencher as lacunas e de redação propriamente dita.

Após completar a versão inicial, e antes de começar os cortes e adequações de formatos, entregue para alguém de confiança ler e conversar com você a respeito. Às vezes há saltos e furos na lógica que são muito simples de corrigir, mas que você nem ao menos chega a identificar - e eles podem ser evidentes para o seu leitor-cobaia. Quase todo trabalho escrito pode ser criticado e receber sugestões, portanto se o seu leitor de confiança sempre devolver suas versões iniciais dizendo que estão ótimas e que nada precisa ser mudado, talvez você precise escolher outras cobaias! Da mesma forma, quando receber um texto de outra pessoa de sua confiança para analisar, esforce-se para analisá-lo com a postura crítica que a ocasião exige.

E após esta análise, você terá chegado àquele marco que parecia tão inalcançável no início do projeto: você já tem sua primeira versão, e precisa apenas editá-la mais. É trabalho árduo pela frente, mas a parte mais difícil já estará vencida.

Foleo: a Palm perdeu mais uma oportunidade de oferecer um pacote completo?

A Palm anunciou o Foleo, uma extensão para seus smartphones que promete oferecer mais conforto e produtividade para tarefas comuns de seus usuários. Mas os seus usuários concordam?

Em todos os sites de tecnologia que eu visito, esta foi a semana do Palm Foleo, o não-notebook da Palm que promete fazer várias das coisas para as quais um notebook é útil: editar textos, visualizar documentos em formatos comuns, acessar e-mail e navegar na web.

Ele roda um sistema operacional baseado no Linux, e tem suporte a alguns dos recursos mais essenciais para competir com os subnotebooks: tela widescreen de 10 polegadas (1024x600), teclas em tamanho normal, bluetooth, Wi-Fi, slot para cartões de memória, "instant-on" e 5 horas de bateria.

Mas nem todos

Eu escrevi "alguns dos recursos", e este é o ponto principal da questão. O Foleo não é um notebook, e a Palm não o chama nem mesmo de subnotebook. De fato, mesmo custando "apenas" US$ 500 ele não poderia competir em funcionalidade com subnotebooks muito mais caros, como os Sony Vaio com tela de 11 polegadas, por não oferecer e nem mesmo prever a inclusão como adicional de recursos como drive de DVD, acelerador gráfico e as diversas portas de expansão comuns em notebooks. Posso estar enganado, mas o número de pessoas que busca *apenas* o conjunto de funcionalidades nas quais o Foleo parece brilhar é bastante restrito, e mesmo estas vão parar para pensar, agora que já é possível comprar no varejo dos EUA notebooks completos (embora não tão leves) nesta mesma faixa de preço.


Psion 7 - O ano 2000 ligou e quer seus subnotebooks de volta!

O Foleo foi apresentado ao mercado como uma extensão para os smartphones (como os da linha Treo, da própria Palm). Eu sou usuário e fã do Treo, e ocasionalmente sinto o desejo de que ele tivesse um teclado e tela maiores, como as de um Psion 7 da geração de 2000 (foto acima), por exemplo, mas retendo as funções existentes no Treo sem precisar levar um volume adicional. Não vejo como um penduricalho do tamanho do Foleo possa ser uma resposta a esta minha demanda, ainda que ele custe bem mais barato que um subnotebook comum. E vale lembrar que mesmo os Psions, cheios de recursos como eram, acabaram engolidos pelos próprios smartphones e pelos subnotebooks completos.

Podendo escolher, você compraria um trailer ou trocaria de carro?

Para explicar com um exemplo: se meu carro fosse pequeno e eu precisasse ocasionalmente trasnportar mais pessoas, eu não compraria um trailer, mas sim procuraria trocar de carro, e conviveria com o problema enquanto não pudesse fazer a troca. Se a Palm me oferecesse um subnotebook (digamos, a US$ 600 - ainda bem mais barato que um Vaio, mas com vários recursos a menos também) que oferecesse o pacote completo das funcionalidades do Treo e tivesse as dimensões e recursos adicionais do Foleo, eu certamente levaria a oferta bem mais a sério do que esta alternativa planejada para operar acoplada a outro dispositivo existente - uma decisão que me parece ter sido orientada muito mais pelo marketing do que pela engenharia.

Mas a minha aposta é que mais gente no mercado irá perceber o tamanho da demanda por subnotebooks econômicos, ainda que magros em recursos, e nos próximos meses veremos surgir ofertas provenientes da Ásia e que oferecerão tudo que o Foleo tem, mas posicionadas para a operação independente, incluindo confortos como mais portas de expansão internas e uma saída VGA para conectar-se a projetores comuns sem adaptadores, por exemplo. E se estes aparelhos tiverem Bluetooth, é provável que se comuniquem numa boa com os Treos - tão bem quanto o Foleo faz.

E estes subnotebooks novos provavelmente custarão menos que os US$ 500 que a Palm diz que vai cobrar - valor pelo qual dá de comprar um notebook bem razoável, diga-se de passagem.

Concluindo

Em síntese: o Foleo me parece um produto que tinha tudo para dar certo, mas em algum momento do desenvolvimento dele as decisões erradas foram tomadas. Espero que das lições aprendidas pela Palm sirvam para orientar o restante do mercado. Mas se eles resolverem baixar o preço para US$ 199, talvez eu repense ;-)

E você: qual a sua opinião sobre o Foleo?

Como fazer TCC, relatório de estágio e trabalho de conclusão

Se o seu prazo está acabando e você ainda não começou a fazer o relatório, não se dê por vencido: iniciar a elaborar o trabalho de conclusão de curso é fácil, e completá-lo não é tão difícil quanto parece.

Seu relatório de estágio ou trabalho de conclusão de curso (TCC) é a apresentação escrita e final de seu estudo, pesquisa, projeto ou curso. Como se trata de um relatório científico, você precisa ter em mente desde o princípio os processos básicos do conhecimento científico: seu trabalho deve ser a expressão da resposta à questão originalmente formulada, amparada na sua pesquisa e na sua interpretação dos resultados.

No caso específico do TCC ou relatório de estágio, ele deve incluir também um relato objetivo do cumprimento das atividades obrigatórias pelo currículo do seu curso, incluindo as experiências vividas, atividades desenvolvidas, com destaque para os objetivos - propostos e alcançados.

Assim, sua opinião ("eu acho que...") não é a estrela, e você também não pode parar após oferecer a solução de um problema proposto, como faria em um comunicado técnico - você tem que pensar como um cientista, e além da questão e das conclusões, o seu relatório tem que descrever o método e as circunstâncias da pesquisa (o que, por que, quando, que material foi utilizado, por quem, quais os critérios, etc.), fazer observações sobre como otimizar os processos, apontar caminhos para que a pesquisa seja aprimorada/ampliada, etc.

Como começar o relatório ou TCC


A maneira correta é tomar notas e ir dando forma ao relatório ao longo do projeto, com reuniões freqüentes com o orientador, e seguindo o projeto e o planejamento. Mas sabemos que muitas vezes não é assim que os estudantes procedem, e que muitos dos leitores que chegarem a este texto após procurar no Google já estarão no final do seu prazo, e tudo o que desejam é saber como escrever o seu relatório ou trabalho de conclusão.

Se você já realizou sua pesquisa ou estágio e agora só precisa relatar, mas não sabe como começar o seu trabalho ou relatório, pegue papel e caneta (computador também serve, mas não é tão legal) e anote as respostas para os itens mencionados no final da introdução deste texto (questão, conclusões, circustâncias, método, sugestões, etc.).

Se você conseguir colocar tudo isso no papel, já tem a estrutura do seu trabalho toda pronta, e só precisa preencher as lacunas, dando a seqüencia e o formato. Considere estas anotações como um rascunho e como parte do seu processo de organização mental, mas guarde-as bem - elas são o mapa do tesouro para todo o restante do seu trabalho. E se você não consegue colocar tudo no papel ainda, o que você precisa fazer é encontrar estas respostas.

Não comece a redigir imediatamente. Faça uma visita à biblioteca de sua instituição e peça para ver relatórios de turmas anteriores, de preferência com temas similares ao seu. Procure o que há em comum entre os que foram melhor classificados, e forme uma idéia clara do que é considerado um bom relatório no seu ambiente - é muito mais fácil acertar se você tiver formado um bom conjunto de parâmetros.

E quando começar a redigir, use o que você aprendeu naquela cadeira de metodologia que assistiu no início do curso. Lembre-se de ser impessoal (use bem a voz passiva, e a 3a pessoa do singular mesmo quando for referir-se a si próprio), claro, direto, sem ambigüidades, com atenção para a concordância, uniformidade e as questões ortográficas - nada de erros bobos (mas que chamam atenção de forma muito negativa) na pontuação, acentuação, uso de crase...

Quando estiver acabando, passe uma versão inicial para outras pessoas avaliarem e encontrarem os erros e pontos de falha que lhe escaparam, e revise você mesmo a versão já corrigida por eles, antes de considerá-la final e acabada.

A introdução e a conclusão

Já escrevemos antes sobre como formatar o relatório ou TCC, e lá há um bom detalhamento sobre a composição e estrutura do texto seguindo as normas da ABNT - elementos pré-textuais (capa, apresentação, sumário, etc.), textuais e pós textuais, como fazer a bibliografia, etc. Mas há duas partes do texto que sempre geram dúvida quanto ao que deve ser escrito nelas: a introdução e a conclusão.

A introdução é o último dos elementos textuais do trabalho a ser completado, porque precisa oferecer ao leitor um panorama geral a respeito do que ele encontrará no restante do trabalho. Não esqueça de escrever a respeito da relevância e delimitação do seu tema, deixar claro o que você pretende demonstrar, a justificativa (a razão pela qual a pesquisa foi realizada) e o que outros autores relevantes já escreveram a respeito - a famosa revisão bibliográfica. É normal a introdução ocupar entre 10 e 15% do total do seu texto.

Já na conclusão, além do óbvio, você pode incluir uma apresentação das principais dificuldades encontradas, sugerir perspectivas de continuidade ou aprofundamento do trabalho, mencionar possíveis fontes de erro e como lidar com elas, e apresentar sugestões sobre como corrigir os problemas ou falhas em experimentos, para o caso de outro pesquisador querer repeti-los ou mesmo ampliá-los.

Dicas extras

Ao longo do trabalho, lembre-se de seguir uma ordem lógica - tanto nos seus procedimentos, quanto no que você escreve. Avance consistentemente, sempre em uma mesma direção. Construa seus argumentos em uma seqüência lógica, preenchendo as lacunas entre as questões que você anotou naquele papel no primeiro dia de planejamento do seu trabalho escrito, que serve como o plano ou mapa geral dos pontos principais que você deve abordar.

Inclua apenas detalhes que sejam relevantes para o conjunto geral, e fuja das repetições e do óbvio.

Use os recursos estruturais e os agrupamentos a seu favor. Listas pontuadas ou numeradas, gráficos e tabelas, capítulos e subcapítulos, todos são ferramentas que ajudam a dar forma ao seu argumento.

Embora você não deva pecar pela falta, não peque também pelo excesso. Citações fora de contexto, ilustrações e gráficos desnecessários, referências a obras não consultadas podem acabar sendo gols contra.

Fuja das dores de cabeça: faça cópias de segurança, e guarde versões antigas. Mande versões do trabalho por e-mail para você mesmo, usando um serviço como o Gmail ou o Dropbox, que armazenam as cópias fora do seu computador, e você não apenas não os perderá, como poderá acessar de quase qualquer computador.

Banners na web funcionam - mesmo quando não geram clicks diretos

Uma pesquisa de consumo revela que o uso de banner funciona, sim. E que quanto maior a frequência de exibição da campanha, maior é a familiaridade do usuário, sem efeitos negativos.

O assunto foi trazido à atenção dos profissionais da web brasileira por um artigo no prestigiado WebInsider, de autoria de Rodrigo Polacco, que é analista especializado em métricas e atua em Business Inteligence na Predicta.

A conclusão vem de um estudo realizado pela Universidade de Chicago, e passa por aquilo que os anunciantes de primeira viagem (que avaliam o sucesso do seu anúncio só pelo número de clicks diretos gerados) têm tanta dificuldade em compreender e aceitar: o estudo demonstrou que a exibição de banners deixa uma impressão mental, mesmo quando os usuários não estão prestando atenção neles. Ou seja: mesmo quando seu banner é exibido mas o usuário não clicou, você ganhou alguma coisa.

Claro que não se trata de uma conclusão nova, mas como é freqüente alguma autoridade declarar a morte dos modelos de publicidade usando banners, de vez em quando surge também algum estudo acadêmico demonstrando que os banners continuam firmes - pelo menos para aquela grande parcela da população on-line que não usa recursos tecnológicos para bloqueá-los.

A pesquisa também trata da questão da atenção: mesmo estando com o foco voltado para outros aspectos dos sites, os usuários inconscientemente aceitam a marca exibida nos banners, conforme aumenta a freqüência de exposição.

Leia o artigo no WebInsider: "E quem disse que os banners não funcionam?" - ao final, ele tem links para o estudo original e para um artigo científico sobre ele.

Estatísticas da web: o que podemos concluir analisando 6.000 posts do Rec6?

Você sabia que a maioria das entradas que chegam a ser destaque no Rec6 completa em até 7 horas o percurso entre a sua postagem por um usuário e a primeira aparição na capa do site, e apenas 8% delas chegam à capa em menos de 60 minutos?

A demografia dos sites de comunidades é um campo de estudo que permite chegar a uma série de conclusões sobre o público que lá se reúne, seus interesses, comportamentos e preferências. Ao longo dos últimos 3 meses venho coletando diariamente dados estatísticos sobre as notícias publicadas na área de Tecnologia do Rec6, um dos mais populares agregadores de notícias nacionais no estilo Digg.

Minha intenção é usar esta informações para outras finalidades, não relacionadas diretamente ao Rec6. Ocorre que o Rec6 é um ponto de reunião de indivíduos com vários perfis que interessam a outras atividades minhas, e estudar este tipo de informação ajuda a agregar valor a estas atividades, com informações, conclusões e insights que são difíceis de obter através de pesquisas estruturadas comuns, porque o que as pessoas publicam (e, especialmente, o que votam) em sites de comunidade tem um grau de espontaneidade que nenhuma pesquisa consegue reproduzir. Ao mesmo tempo, analisar estes dados tem que levar em conta que as margens de erro são imponderáveis, e que as conclusões acabam sendo muito mais subjetivas do que as oriundas de pesquisas tradicionais.

As análises que farei para meu próprio uso não são de interesse geral, e provavelmente não chegarão a ser publicadas aqui. Mas enquanto eu populava o banco de dados com mais de 6000 posts coletados no Rec6 ao longo destes 3 meses, percebi que há uma série de dados ali que podem ser do interesse geral, porque são indicadores de sucesso ou destaque de posts.

É bom lembrar que o sucesso de um post no Rec6 não é um indicativo de qualidade, mas apenas de popularidade. E que ele também não é condicionado apenas pelo conteúdo ou tema dos posts, ou mesmo pela sorte: durante o horário comercial, observa-se sistematicamente que há períodos em que bastam 5 votos (em média) para um post chegar à capa, enquanto há outros em que um post com menos de 9 votos não chegará a obter destaque.

Não sou fominha, e nem acredito que guardar este tipo de conclusão só para mim me daria alguma vantagem - até porque mais gente deve intuir ou mesmo ter apurado os mesmos dados. Os dados agregados não mencionam individualmente nenhum post ou usuário, assim não há preocupações com privacidade ou outras questões individuais. Assim, resolvi compartilhar com vocês estes dados de interesse geral, e imagino até que a divulgação deles não irá alterar em muito o perfil das estatísticas mencionadas, porque tenho certeza absoluta que o número de pessoas que tem o interesse e mesmo a habilidade de usar estes dados para alavancar a divulgação de seu material é relativamente pequeno - e provavelmente são pessoas que têm material de qualidade para divulgar, portanto todo mundo sai ganhando.

Por falar em relativamente pequeno mas com qualidade, vale lembrar que o potencial de geração de tráfego do Rec6 ainda não é muito grande. Mas ele faz algo muito bem: dar projeção e notoriedade a blogs, dentro de um pequeno universo composto por uma série de formadores de opinião em seus próprios nichos, no melhor estilo long tail. A lista dos sites, temas e até palavras-chave que mais aparecem nos posts publicados e destacados por lá contém informações bastante interessantes sobre quem e o que faz sucesso entre este público bastante específico, e selecionado.

Usando as estatísticas do Rec6 para escolher o horário certo de postar

Observações preliminares: As informações abaixo correspondem a uma amostra composta por pouco mais de 6000 artigos, publicados no Rec6 entre o final de fevereiro e o final de maio de 2007. Os dados foram processados de forma automatizada, e todas as análises apresentadas consideram a amostra completa, sem quebras por dias da semana, assuntos, site de origem ou outras. O grau em que estes dados podem ser usados para analisar outros fenômenos on-line não é determinado.

Como já adiantei na conclusão do artigo, a maioria das notícias que chega à capa do Rec6 faz o seu caminho (entre a inserção por um usuário e a chegada à capa) em 7h ou menos.

Algumas são bem mais velozes que as outras, entretanto. Entre as pouco mais de 1000 notícias que chegaram à capa entre as da amostra pesquisada, 8% das notícias chegaram à capa com 60 minutos (ou menos) de idade. Os sites campeões em notícias com estas características são o TNow e o IDG Now, e as palavras mais freqüentes nos títulos destas notícias são: blogs, Google, Internet, Linux, mundo, online, Rec6, sites, vídeos, Web, Windows, Yahoo e Youtube.

Aparentemente há 2 períodos privilegiados no dia, totalizando apenas 5h, para quem quer se aproveitar da demografia do Rec6 e aumentar suas chances de obter algum destaque adicional. Entre aquelas notícias que chegaram de forma acelerada ao destaque, 32% foram inseridas no sistemas entre 13 e 16h, e outras 18% entraram entre as 22h e a meia-noite. A outra metade das notícias se espalhou entre os demais períodos do dia.

Mas quem é menos impetuoso sabe que não há necessidade de apostar na velocidade, e que vale mais a pena procurar os horários em que há mais freqüência de as postagens chegarem a alcançar a capa, mesmo que demore um pouco mais. O período das 13 às 16h também é a aposta mais segura neste caso, pois 22% do total das notícias que chegam até a capa foram inseridas nesta faixa de 3h no início da tarde. Logo em seguida vem a curta faixa entre as 11h e o meio-dia (mas cuidado: posts entre as 12 e as 13h não têm grande sucesso, historicamente), e depois dela segue o período entre 16 e 19h.

Comparando os 2 parágrafos acima, uma conclusão interessante (e óbvia, uma vez exposta) é que os posts inseridos no período noturno tendem a tomar um de 2 caminhos: ou chegam à capa rapidamente (em menos de 1h), ou não chegarão nunca mais - porque a virada da noite faz com que eles sejam rapidamente ultrapassados pelas levas de posts matinais.

Outra curiosidade relacionada aos horarios é que no período matinal uma notícia precisa de 8,6 votos (em média) para chegar à capa, enquanto à tarde bastam 6,5 votos (também em média), possivelmente devido ao desequilíbrio numérico entre as pessoas que votam de manhã e as que votam de tarde, e entre os posts inseridos em cada um destes períodos.

Como curiosidade, a notícia que levou mais tempo para chegar à capa completou o seu percurso em um total de 40h, e falava sobre o Mac OS X Tiger. Ela está entre as 50 (cerca de 4,8% do total geral de notícias que chegaram à capa) que conseguiram chegar à página inicial mesmo levando mais do que 24h para isto.

E as conclusões?

As análises acima são básicas e genéricas por natureza, e eu ainda tenho milhares de registros para interpretar, correlacionar, extrapolar e interpolar de maneiras variadas.

Assim, deixo a cada um a possibilidade de interpretar estes dados como desejarem e puderem, e mesmo para compartilhar suas conclusões aqui nos comentários da notícia, ou em seus próprios sites e blogs.

Vale o comentário de que no caso de o perfil de uso do Rec6 mudar e se aproximar mais da popularidade do Digg, onde o número de usuários que vota excede de forma gigantesca o número daqueles que publicam material, é provável que as estatísticas a partir dos dados coletados no período atual tornem-se rapidamente ultrapassadas - e certamente os novos dados que poderão ser coletados identificarão um público bastante diferente do atual.

Ao Rec6 fica a sugestão de no futuro contribuir estatísticas (no estilo Zeitgeist) ao público que lhe oferece o conteúdo que ajuda a manter o site girando ;-) Seria uma adição bem-vinda e que certamente agregaria valor e diferenciação ao site, que justamente por se destacar dos demais Digg-like brasileiros pode se beneficiar bastante deste tipo de inovação.

Campanha pela qualidade das discussões nos comentários da web

Todos sabemos que os trolls de fóruns, listas e chats desejam mesmo é criar discussão e obter atenção - eles não estão ali para aprender nada, buscar orientação ou mesmo para tentar convencer os demais. O que eles buscam é o antagonismo - e a sua atenção, é claro. E sempre que você reage debatendo com eles, eles já estão obtendo o que queriam.

Então está lançada a campanha. Convido cada um dos leitores a fazer sua parte nas áreas de discussão em que participam: deixe um troll falando sozinho, e ele rapidamente sufocará. E se concordar com a idéia, ajude a espalhar essa idéia (meme?) onde puder.

Ao mesmo tempo lanço um convite aos leitores que estão assumindo o papel de trolls inconscientemente (ou semi-conscientemente), ou os estimulando e até mesmo ativamente os convidando a se manifestar ruidosamente nos fóruns e chats da vida. Repensem a atitude de gerar ruído, morder todas as iscas, forçar desvios de assuntos, ou ainda de desprezar as opiniões contrárias às suas.

Em especial, convido todos a demonstrar sua cortesia e respeito ao se dirigir aos demais participantes, pois algumas discussões interessantíssimas estão sendo deixadas de lado para atender a provocações.

Referência (BR-Linux.org)

Artigos recentes: