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Powerball: testando um aparelho de exercícios portátil que pode chegar a 16.000 RPM

Em fevereiro recebi um release de um produto bastante incomum: a Powerball, um aparelho baseado nos princípios do giroscópio e que vem sendo utilizado na prevenção e combate das lesões por esforços repetitivos e também no treinamento de atletas de tênis, golfe, kitesurf e outros esportes que exigem movimentos finos dos braços.

Publiquei o release no BR-Linux, na época, o que gerou bastante movimentação e depoimentos por parte dos leitores. Segundo as informações disponibilizadas pela empresa que importa a Powerball para o Brasil, André Agassi e Tiger Woods são usuários do aparelho, que é do tamanho aproximado de uma bola de tênis e por isto pode ser facilmente levado junto ao equipamento dos esportistas, em viagens e competições.

Mas o público lá do BR-Linux (e aqui do Efetividade) não é tipicamente esportivo - embora muitos pratiquem esportes, tenho certeza. Mesmo assim a Powerball tem seu apelo junto a este público também, devido à alta incidência de lesões por esforços repetitivos entre as pessoas que operam computadores regularmente.

Já disse anteriormente, e repito, que antes de usar qualquer aparelho para combater ou prevenir lesões, você deve consultar um médico. Mesmo assim resolvi solicitar aos importadores uma Powerball para análise, e agora compartilho com vocês os resultados.

Atualização: A NSD Power Ball está de site novo - www.nsdball.com.br

O que é a Powerball

A Powerball é um artefato aproximadamente no formato e tamanho de uma bola de tênis, que usa o princípio do giroscópio para gerar movimento e resistência, criando um dos mais compactos aparelhos de exercício mecânicos que existem.

O giroscópio de uma Powerball pode alcançar taxas de rotação superiores a 15.000 RPM, embora a força muscular exigida para atingir números tão elevados não esteja a alcance da maioria dos seus usuários. Mas mesmo a rotações menos elevadas, o aparelho cria condições para exercitar pulso, braços e ombros, e tem a vantagem de ser prático de transportar, guardar e usar.

Segundo o fabricante, os movimentos com a Powerball são circulares e não causam impactos. "A Powerball age aumentando simultaneamente sua força e resistência no braço, pulso, dedos, ombro e mão. Quanto mais rápido movimentá-la, mais força é preciso fazer. Dependendo da força de cada usuário, a Powerball pode alcançar 250 rotações por segundo e chegar até 16 kg".

É difícil descrever o uso de uma Powerball, mas em tempos de web 2.0 encontra-se vídeos de qualquer assunto ;-) O vídeo abaixo é excessivamente "comercial", e parece aquelas propagandas de canais de vendas pela TV (lembra das meias Vivarina?), mas tem o mérito de mostrar o funcionamento da Powerball de forma que nem mesmo mil palavras conseguiriam superar.

Neste outro vídeo você pode estimar (pelo esforço do usuário e pelo diâmetro do braço dele - que certamente não chegou ao tamanho atual fazendo apenas exercícios com aparelhos portáteis!) a força necessária para chegar a 16.000 RPM. Nos meus testes por aqui eu cheguei mais perto de 4.000 RPM apenas, mas mal cheguei a fazer força também - o objetivo era exercitar para prevenir a LER.

Testando a Powerball

Após receber a Powerball, eu a disponibilizei a diversos colegas de trabalho para que eles testassem livremente durante alguns dias cada um, e depois me informassem suas conclusões.

Tiago Machado, administrador de redes, já havia ouvido falar da Powerball antes, mas não tinha tido oportunidade de testá-la. Quando deixei a Powerball no setor em que ele trabalha, para alguns dias de testes, ele a recebeu de forma entusiasmada, e trabalhou com ela em sessões de 2 minutos de duração, com ênfase na obtenção de altas rotações. Ele relatou: "Percebi que ela realmente trabalhou a região o pulso e antebraço. Ambos ficaram doloridos como em um primeiro dia de academia. Vinha sentindo um desconforto em meu pulso da mão direita devido ao uso constante de mouse e teclado, e esta dor passou em 2 dias de exercícios."

Mas não é só isso que ele contou sobre a experiência. Segundo ele, "o aparelho despertou a curiosidade de todos os colegas de trabalho. Alguns estavam desconfiados achando que era apenas um brinquedo inútil, mas ao final do primeiro dia da presença da PowerBall podia-se notar uma pequena competição para ver quem conseguiria o número de rotações mais elevado. Funcionários de outras áreas também ouviram falar e vieram experimentar o aparelho. Hoje, terceiro dia, nem pude "brincar" com o aparelho pois o mesmo está passeando por outras seções com pessoas tentando derrubar o meu recorde (11342 RPM)..."

Ailton Pereira, mais um colega que tem o computador como instrumento diário de trabalho, também observou aspectos positivos: "A Powerball funciona. Principalmente para (até onde testamos) aqueles pequenos incômodos, causados pelo tempo excessivo usando o mouse, dor nos punhos, cotovelos e ombros. Testei da seguinte forma: 2 vezes por dia em dias consecutivos, em sessões de 5 minutos em cada mão, alternando o sentido de rotação e em baixa rotação, aproximadamente 4000 rpm." Mas ele faz uma ressalva: o aparelho não é mágico, e nem é remédio para LER ou qualquer outra lesão. É um exercício e pode ser benéfico, assim como pode ser objeto de abuso.

Quando publiquei o release inicial no BR-Linux, o leitor Caio Begotti acrescentou um comentário interessante: "Powerball é massa! Sempre tem alguém girando ela e, realmente, sempre se nota o pulso ficar mais firme e os músculos ficaram mais rígidos (também, mais de 10kg de força numa velocidade impressionante). O recorde na empresa são 12.900 RPM, o meu é 12.499 RPM; é bem legal tentar se acostumar com os giros dela pra tudo quanto é lado."

Com a palavra o preparador físico

Depoimentos de usuários são interessantes, mas uma confirmação médica viria a calhar, certo? Eu solicitei aos importadores brasileiros algum tipo de endosso ou recomendação médica a respeito do produto, e obtive como resposta algo que não é bem isso, mas ajuda: a recomendação de um preparador físico de pilotos e atletas de diversas modalidades - José Rubens D'Elia, autor do livro "Fábrica de Campeões".

A recomendação de D'Elia não é relacionada a lesões por esforço repetitivo, mas à preparação de atletas: ele tem usado com sucesso, e recomenda, a Powerball como aparelho para preparação física de mãos e braços para ciclistas, tanto nas modalidades que exigem muito estresse dos braços (como downhill e cross) quanto nas que exigem esforços prolongados.

Para exercícios de esforço, ele recomenda séries de 30 segundos em cada braço, seguidas de novas repetições no sentido contrário, com alongamento entre cada repetição.

Concluindo

Eu não posso afirmar que a Powerball é efetiva para quadros de lesão por esforço repetitivo ou qualquer outro tipo de doença ocupacional, e acredito que ninguém exceto o seu médico pode lhe dar conselhos quanto ao uso de qualquer instrumento ou tratamento nestes casos.

Não tenho quadro de tendinite, mas eventualmente sinto os efeitos do uso prolongado do teclado (ou do controle do PSP) e após mais de um mês de uso moderado da Powerball, posso contar que de fato ela aumentou a minha margem de tolerância a estes usos contínuos.

Além disso, de fato ela é interessante como brinquedo e como desafio - como relatou o Tiago Machado, é difícil não surgir um campeonato contínuo em qualquer ambiente em que ela esteja presente.

Existem vários modelos de Powerballs disponíveis no Brasil para você escolher. Mas se você for comprar, recomendo que opte por um dos que já vem com o contador digital de giros, pois sem ele é difícil acompanhar o desenvolvimento do exercício, além de se perder o aspecto do desafio.

Onde encontrar

O site oficial dos distribuidores nacionais é www.powerballbrasil.com.br, e vários modelos podem ser comprados via Internet na LinuxMall, que cedeu algumas das ilustrações deste artigo.

Se você conhecer algum outro revendedor adicional, on-line ou não, inclua nos comentários. Da mesma forma, relatos de experiências dos leitores serão bem-vindos.

Que aplicativos e ferramentas aumentam a sua produtividade?

O Lifehack.org publicou uma lista de 20 aplicativos, todos sem custo de aquisição, que eles julgam ser grandes ferramentas de produtividade no dia-a-dia.

A lista inclui vários softwares livres, programas multiplataforma ou independentes de plataforma, mesmo tendo como foco os usuários de Windows.

A idéia de selecionar e compartilhar softwares que aumentam a produtividade de seus usuários me pareceu interessante, e por isto lanço a pergunta: que softwares aumentam a *sua* produtividade?

Não há restrições de plataforma ou licenciamente, mas pense primeiro nos softwares que não tenham custo de aquisição e não sejam exclusivos de alguma plataforma, ok?

Eu começo, mas desde já fazendo o registro de que o meu perfil de uso talvez seja bem diferente do de vários de vocês, e que vou me limitar às ferramentas que uso para as atividades de publicação on-line.

Minha caixa de ferramentas

Assim, considerando especialmente as minhas atividades de manter blogs, os seguintes aplicativos e ferramentas são indispensáveis, e permitem que eu automatize várias das minhas tarefas:

  1. NcFTP Client - Um cliente FTP com facilidades adicionais para criação de scripts e procedimentos automatizados, facilitando a padronização de procedimentos repetitivos, como disponibilizar imagens, PDFs, árvores de diretórios e outros conteúdos, cada um deles com suas próprias características..
  2. GIMP - Editor de imagens multiplataforma interativo, com os recursos que eu uso para a adequação manual de imagens para publicação.
  3. ImageMagick - Editor de imagens multiplataforma não-interativo, com os recursos que eu uso para a edição automatizada de imagens para publicação, em operações como rotacionar, redimensionar, acrescentar bordas, etc, individualmente ou em lote.
  4. Gawk - Ferramenta multiplataforma para criação de scripts para manipulação de fluxos de texto, com recursos suficientes para tratar com conforto listas de arquivos, ou mesmo o conteúdo de logs e arquivos HTML. Eu uso para automatizar a aplicação dos 3 softwares acima (NcFTP, Gimp e ImageMagick), bem como para processar de todas as formas necessárias os meus arquivos e logs, obtendo informações e gerando material que ferramentas padronizadas de análise não me oferecem. Veja o meu tutorial da linguagem AWK.
  5. Nano - Um editor de textos simples e direto, fácil de usar, para atividades que não exijam um editor especializado.
  6. Midnight Commander - Para simplificar todas as operações manuais em lote com arquivos: copiar, mover, inspecionar, apagar, etc.
  7. CoLT - A única extensão do Firefox que considero indispensável.
  8. Gmail for domains - A variedade de recursos do Gmail, aliada à flexibilidade de administrar o seu próprio domínio.
  9. Google Reader - Meu agregador de feeds preferido.

Agora é a sua vez. Responda no seu próprio blog, se quiser ajudar a divulgar a busca pelo compartilhamento deste tipo de informação, ou use o espaço de comentários para isso. E não precisa se limitar a ferramentas de produtividade para publicação on-line - cada um sabe onde lhe aperta o sapato! Liste os softwares que auxiliam sua produtividade nas atividades que você desejar.

Escrever artigos e textos: como começar

Começar a escrever - um artigo, post, carta, relatório ou o que for - nem sempre é fácil. E a dificuldade aumenta conforme se aproxima o final do seu prazo e a inspiração se recusa a surgir. Mas você pode lidar com isso.

Não existe uma receita padronizada que faça surgir a inspiração ou o assunto, mas há uma série de providências que você pode tomar para aumentar as suas chances de começar logo a juntar letras, palavras e frases e fazer seu texto decolar. E quando não se trata de um texto científico ou sujeito a normas como as da ABNT, o processo criativo pode e deve ser estimulado.

Para início de conversa, escolha bem o seu tema, ou o foco que você vai dar ao tema, caso não haja liberdade completa de escolha. Se você achar o seu tema chato, é bem provável que seu texto, se um dia você o completar, vá ser mais uma razão para comprovar esta opinião. Mesmo os temas mais áridos podem ser abordados por perspectivas menos enfadonhas, e cabe ao autor descobrir como ter acesso a elas.

Um erro comum - e fácil de evitar - é já querer redigir desde o começo, na ilusão de que assim a tarefa terminará mais depressa. Puro engano: assim demora mais, e esta escolha ainda leva a retrabalhos e outros desperdícios de esforço - ou pior: boas idéias para o desenvolvimento e conclusão do texto acabam rejeitadas porque não combinam com os parágrafos iniciais que você já redigiu.

Comece pelo começo

Se você escreve com freqüência (e especialmente se ganha a vida - ou algum dinheiro - com isso), vale a pena reservar um espaço adequado para esta atividade, onde você possa trabalhar sem ser interrompido a todo instante. Se não for possível, no mínimo organize a sua escrivaninha ou área de trabalho - a desorganização visível é um verdadeiro escoadouro de concentração e energia mental, e o próprio ato de organizar a mesa pode ajudar a colocar em ordem as idéias que já devem estar rondando no seu subconsciente.

Aliás, se uma idéia surgir neste momento, não a censure, e nem deixe para depois. Anote imediatamente, e com os detalhes que tiverem surgido junto. Procure reunir todas elas em uma mesma folha, bloco ou documento, porque isso não apenas vai facilitar a sensação de progresso (pelo visual da folha sendo preenchida), como ainda vai facilitar a organização de todas estas idéias depois. Se você escreve com freqüência, vale a pena ter um bloco (ou, melhor ainda, um arquivo de fichas padronizadas) para catalogar as idéias que surgem

Nesta fase inicial, não imponha barreiras à sua capacidade geradora de idéias - faça como os profissionais da criação, que há décadas empregam o brainstorming, sessões de frenética anotação de idéias para *posterior* classificação. Em especial, não cometa o erro de tentar já ir compondo as frases e parágrafos que serão aproveitadas no seu texto final. Esta atividade de filtragem, moldagem e adaptação deve ficar para um segundo momento, quando você já tiver coletado suficiente matéria-prima na forma de idéias.

Se o brainstorm não gerar idéias em quantidade suficiente, aqui estão algumas sugestões de complementação: perspectiva histórica sobre o tema, estatísticas e outros números relacionados a ele, citações e frases de personalidades a respeito do seu tema, erros e equívocos cometidos a respeito do tema, correlações do seu tema com acontecimentos recentes e relevantes, estudos sobre como seu tema pode gerar vantagens ou ganhos para grupos específicos, concorrentes ou parceiros do seu tema.

Neste ponto você já começou a escrever

Após reunir um número suficiente de idéias, você verá que na verdade já começou a escrever o artigo, e já formou em sua cabeça o que será a idéia central dele, ou a sua conclusão. Neste momento começa a parte mais trabalhosa e mecânica da produção do seu texto: a filtragem, organização e composição do conjunto ordenado que vai levar o leitor a esta conclusão que você já identificou. Procure montar em sua mente (ou em uma folha de papel) o mapa do artigo, registrando quais das idéias levantadas anteriormente serão apresentadas na abertura, no desenvolvimento e na conclusão. A partir daí, passa a ser uma questão de preencher as lacunas e de redação propriamente dita.

Após completar a versão inicial, e antes de começar os cortes e adequações de formatos, entregue para alguém de confiança ler e conversar com você a respeito. Às vezes há saltos e furos na lógica que são muito simples de corrigir, mas que você nem ao menos chega a identificar - e eles podem ser evidentes para o seu leitor-cobaia. Quase todo trabalho escrito pode ser criticado e receber sugestões, portanto se o seu leitor de confiança sempre devolver suas versões iniciais dizendo que estão ótimas e que nada precisa ser mudado, talvez você precise escolher outras cobaias! Da mesma forma, quando receber um texto de outra pessoa de sua confiança para analisar, esforce-se para analisá-lo com a postura crítica que a ocasião exige.

E após esta análise, você terá chegado àquele marco que parecia tão inalcançável no início do projeto: você já tem sua primeira versão, e precisa apenas editá-la mais. É trabalho árduo pela frente, mas a parte mais difícil já estará vencida.

Foleo: a Palm perdeu mais uma oportunidade de oferecer um pacote completo?

A Palm anunciou o Foleo, uma extensão para seus smartphones que promete oferecer mais conforto e produtividade para tarefas comuns de seus usuários. Mas os seus usuários concordam?

Em todos os sites de tecnologia que eu visito, esta foi a semana do Palm Foleo, o não-notebook da Palm que promete fazer várias das coisas para as quais um notebook é útil: editar textos, visualizar documentos em formatos comuns, acessar e-mail e navegar na web.

Ele roda um sistema operacional baseado no Linux, e tem suporte a alguns dos recursos mais essenciais para competir com os subnotebooks: tela widescreen de 10 polegadas (1024x600), teclas em tamanho normal, bluetooth, Wi-Fi, slot para cartões de memória, "instant-on" e 5 horas de bateria.

Mas nem todos

Eu escrevi "alguns dos recursos", e este é o ponto principal da questão. O Foleo não é um notebook, e a Palm não o chama nem mesmo de subnotebook. De fato, mesmo custando "apenas" US$ 500 ele não poderia competir em funcionalidade com subnotebooks muito mais caros, como os Sony Vaio com tela de 11 polegadas, por não oferecer e nem mesmo prever a inclusão como adicional de recursos como drive de DVD, acelerador gráfico e as diversas portas de expansão comuns em notebooks. Posso estar enganado, mas o número de pessoas que busca *apenas* o conjunto de funcionalidades nas quais o Foleo parece brilhar é bastante restrito, e mesmo estas vão parar para pensar, agora que já é possível comprar no varejo dos EUA notebooks completos (embora não tão leves) nesta mesma faixa de preço.


Psion 7 - O ano 2000 ligou e quer seus subnotebooks de volta!

O Foleo foi apresentado ao mercado como uma extensão para os smartphones (como os da linha Treo, da própria Palm). Eu sou usuário e fã do Treo, e ocasionalmente sinto o desejo de que ele tivesse um teclado e tela maiores, como as de um Psion 7 da geração de 2000 (foto acima), por exemplo, mas retendo as funções existentes no Treo sem precisar levar um volume adicional. Não vejo como um penduricalho do tamanho do Foleo possa ser uma resposta a esta minha demanda, ainda que ele custe bem mais barato que um subnotebook comum. E vale lembrar que mesmo os Psions, cheios de recursos como eram, acabaram engolidos pelos próprios smartphones e pelos subnotebooks completos.

Podendo escolher, você compraria um trailer ou trocaria de carro?

Para explicar com um exemplo: se meu carro fosse pequeno e eu precisasse ocasionalmente trasnportar mais pessoas, eu não compraria um trailer, mas sim procuraria trocar de carro, e conviveria com o problema enquanto não pudesse fazer a troca. Se a Palm me oferecesse um subnotebook (digamos, a US$ 600 - ainda bem mais barato que um Vaio, mas com vários recursos a menos também) que oferecesse o pacote completo das funcionalidades do Treo e tivesse as dimensões e recursos adicionais do Foleo, eu certamente levaria a oferta bem mais a sério do que esta alternativa planejada para operar acoplada a outro dispositivo existente - uma decisão que me parece ter sido orientada muito mais pelo marketing do que pela engenharia.

Mas a minha aposta é que mais gente no mercado irá perceber o tamanho da demanda por subnotebooks econômicos, ainda que magros em recursos, e nos próximos meses veremos surgir ofertas provenientes da Ásia e que oferecerão tudo que o Foleo tem, mas posicionadas para a operação independente, incluindo confortos como mais portas de expansão internas e uma saída VGA para conectar-se a projetores comuns sem adaptadores, por exemplo. E se estes aparelhos tiverem Bluetooth, é provável que se comuniquem numa boa com os Treos - tão bem quanto o Foleo faz.

E estes subnotebooks novos provavelmente custarão menos que os US$ 500 que a Palm diz que vai cobrar - valor pelo qual dá de comprar um notebook bem razoável, diga-se de passagem.

Concluindo

Em síntese: o Foleo me parece um produto que tinha tudo para dar certo, mas em algum momento do desenvolvimento dele as decisões erradas foram tomadas. Espero que das lições aprendidas pela Palm sirvam para orientar o restante do mercado. Mas se eles resolverem baixar o preço para US$ 199, talvez eu repense ;-)

E você: qual a sua opinião sobre o Foleo?

Como fazer TCC, relatório de estágio e trabalho de conclusão

Se o seu prazo está acabando e você ainda não começou a fazer o relatório, não se dê por vencido: iniciar a elaborar o trabalho de conclusão de curso é fácil, e completá-lo não é tão difícil quanto parece.

Seu relatório de estágio ou trabalho de conclusão de curso (TCC) é a apresentação escrita e final de seu estudo, pesquisa, projeto ou curso. Como se trata de um relatório científico, você precisa ter em mente desde o princípio os processos básicos do conhecimento científico: seu trabalho deve ser a expressão da resposta à questão originalmente formulada, amparada na sua pesquisa e na sua interpretação dos resultados.

No caso específico do TCC ou relatório de estágio, ele deve incluir também um relato objetivo do cumprimento das atividades obrigatórias pelo currículo do seu curso, incluindo as experiências vividas, atividades desenvolvidas, com destaque para os objetivos - propostos e alcançados.

Assim, sua opinião ("eu acho que...") não é a estrela, e você também não pode parar após oferecer a solução de um problema proposto, como faria em um comunicado técnico - você tem que pensar como um cientista, e além da questão e das conclusões, o seu relatório tem que descrever o método e as circunstâncias da pesquisa (o que, por que, quando, que material foi utilizado, por quem, quais os critérios, etc.), fazer observações sobre como otimizar os processos, apontar caminhos para que a pesquisa seja aprimorada/ampliada, etc.

Como começar o relatório ou TCC


A maneira correta é tomar notas e ir dando forma ao relatório ao longo do projeto, com reuniões freqüentes com o orientador, e seguindo o projeto e o planejamento. Mas sabemos que muitas vezes não é assim que os estudantes procedem, e que muitos dos leitores que chegarem a este texto após procurar no Google já estarão no final do seu prazo, e tudo o que desejam é saber como escrever o seu relatório ou trabalho de conclusão.

Se você já realizou sua pesquisa ou estágio e agora só precisa relatar, mas não sabe como começar o seu trabalho ou relatório, pegue papel e caneta (computador também serve, mas não é tão legal) e anote as respostas para os itens mencionados no final da introdução deste texto (questão, conclusões, circustâncias, método, sugestões, etc.).

Se você conseguir colocar tudo isso no papel, já tem a estrutura do seu trabalho toda pronta, e só precisa preencher as lacunas, dando a seqüencia e o formato. Considere estas anotações como um rascunho e como parte do seu processo de organização mental, mas guarde-as bem - elas são o mapa do tesouro para todo o restante do seu trabalho. E se você não consegue colocar tudo no papel ainda, o que você precisa fazer é encontrar estas respostas.

Não comece a redigir imediatamente. Faça uma visita à biblioteca de sua instituição e peça para ver relatórios de turmas anteriores, de preferência com temas similares ao seu. Procure o que há em comum entre os que foram melhor classificados, e forme uma idéia clara do que é considerado um bom relatório no seu ambiente - é muito mais fácil acertar se você tiver formado um bom conjunto de parâmetros.

E quando começar a redigir, use o que você aprendeu naquela cadeira de metodologia que assistiu no início do curso. Lembre-se de ser impessoal (use bem a voz passiva, e a 3a pessoa do singular mesmo quando for referir-se a si próprio), claro, direto, sem ambigüidades, com atenção para a concordância, uniformidade e as questões ortográficas - nada de erros bobos (mas que chamam atenção de forma muito negativa) na pontuação, acentuação, uso de crase...

Quando estiver acabando, passe uma versão inicial para outras pessoas avaliarem e encontrarem os erros e pontos de falha que lhe escaparam, e revise você mesmo a versão já corrigida por eles, antes de considerá-la final e acabada.

A introdução e a conclusão

Já escrevemos antes sobre como formatar o relatório ou TCC, e lá há um bom detalhamento sobre a composição e estrutura do texto seguindo as normas da ABNT - elementos pré-textuais (capa, apresentação, sumário, etc.), textuais e pós textuais, como fazer a bibliografia, etc. Mas há duas partes do texto que sempre geram dúvida quanto ao que deve ser escrito nelas: a introdução e a conclusão.

A introdução é o último dos elementos textuais do trabalho a ser completado, porque precisa oferecer ao leitor um panorama geral a respeito do que ele encontrará no restante do trabalho. Não esqueça de escrever a respeito da relevância e delimitação do seu tema, deixar claro o que você pretende demonstrar, a justificativa (a razão pela qual a pesquisa foi realizada) e o que outros autores relevantes já escreveram a respeito - a famosa revisão bibliográfica. É normal a introdução ocupar entre 10 e 15% do total do seu texto.

Já na conclusão, além do óbvio, você pode incluir uma apresentação das principais dificuldades encontradas, sugerir perspectivas de continuidade ou aprofundamento do trabalho, mencionar possíveis fontes de erro e como lidar com elas, e apresentar sugestões sobre como corrigir os problemas ou falhas em experimentos, para o caso de outro pesquisador querer repeti-los ou mesmo ampliá-los.

Dicas extras

Ao longo do trabalho, lembre-se de seguir uma ordem lógica - tanto nos seus procedimentos, quanto no que você escreve. Avance consistentemente, sempre em uma mesma direção. Construa seus argumentos em uma seqüência lógica, preenchendo as lacunas entre as questões que você anotou naquele papel no primeiro dia de planejamento do seu trabalho escrito, que serve como o plano ou mapa geral dos pontos principais que você deve abordar.

Inclua apenas detalhes que sejam relevantes para o conjunto geral, e fuja das repetições e do óbvio.

Use os recursos estruturais e os agrupamentos a seu favor. Listas pontuadas ou numeradas, gráficos e tabelas, capítulos e subcapítulos, todos são ferramentas que ajudam a dar forma ao seu argumento.

Embora você não deva pecar pela falta, não peque também pelo excesso. Citações fora de contexto, ilustrações e gráficos desnecessários, referências a obras não consultadas podem acabar sendo gols contra.

Fuja das dores de cabeça: faça cópias de segurança, e guarde versões antigas. Mande versões do trabalho por e-mail para você mesmo, usando um serviço como o Gmail ou o Dropbox, que armazenam as cópias fora do seu computador, e você não apenas não os perderá, como poderá acessar de quase qualquer computador.

Banners na web funcionam - mesmo quando não geram clicks diretos

Uma pesquisa de consumo revela que o uso de banner funciona, sim. E que quanto maior a frequência de exibição da campanha, maior é a familiaridade do usuário, sem efeitos negativos.

O assunto foi trazido à atenção dos profissionais da web brasileira por um artigo no prestigiado WebInsider, de autoria de Rodrigo Polacco, que é analista especializado em métricas e atua em Business Inteligence na Predicta.

A conclusão vem de um estudo realizado pela Universidade de Chicago, e passa por aquilo que os anunciantes de primeira viagem (que avaliam o sucesso do seu anúncio só pelo número de clicks diretos gerados) têm tanta dificuldade em compreender e aceitar: o estudo demonstrou que a exibição de banners deixa uma impressão mental, mesmo quando os usuários não estão prestando atenção neles. Ou seja: mesmo quando seu banner é exibido mas o usuário não clicou, você ganhou alguma coisa.

Claro que não se trata de uma conclusão nova, mas como é freqüente alguma autoridade declarar a morte dos modelos de publicidade usando banners, de vez em quando surge também algum estudo acadêmico demonstrando que os banners continuam firmes - pelo menos para aquela grande parcela da população on-line que não usa recursos tecnológicos para bloqueá-los.

A pesquisa também trata da questão da atenção: mesmo estando com o foco voltado para outros aspectos dos sites, os usuários inconscientemente aceitam a marca exibida nos banners, conforme aumenta a freqüência de exposição.

Leia o artigo no WebInsider: "E quem disse que os banners não funcionam?" - ao final, ele tem links para o estudo original e para um artigo científico sobre ele.

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