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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

O que motiva os autores de blogs?

Nem problogger nem poorblogger - sou funblogger. Estou nessa há pouco mais de 10 anos (desde bem antes de conhecer o conceito de blog), e na absoluta maioria dos meses o fluxo de caixa deu negativo, mas continuou sendo muito divertido e gratificante escrever, ser lido e dialogar com tanta gente que compartilha dos mesmos interesses.

E hoje vi no O Velho a referência da coleção de entrevistas com autores de blogs brasileiros que o Caparica, do URL Sinistras, realizou e publicou, tendo como tema a questão: "o que motiva alguém a ter um blog".

As entrevistas vêm após um longo questionamento do autor, digno de reflexão, sobre o efeito que a mercantilização completa de um blog pode ter sobre a sua credibilidade a longo prazo, e sobre a forma como a monetização vem monopolizando o foco em diversas áreas, a ponto de prejudicar a imagem de técnicas de otimização, ou de gerar confusão entre SEO e tentativa de atrair leitores mal-informados publicando títulos que prometem celebridades semidespidas.

Eu sou funblogger, mas acredito no valor da otimização e na possibilidade de monetização como incentivo adicional, desde que a relevância do conteúdo seja preservada - e até que estou me dando bem com o retorno financeiro, já estou longe de ser poorblogger. Mas não vejo necessidade de criar uma jihad contra os que ultrapassam a linha que eventualmente me incomoda como leitor, porque a solução é simples: basta parar de ler. E se o conteúdo for tão interessante a ponto de me fazer ignorar o excesso, aí nem tem muito o que criticar. E se o cidadão exagera de forma realmente intensa, a credibilidade dele acaba se esvaindo, sem necessidade de nenhuma providência.

Considerando todos os posicionamentos extremos que vêm surgindo sobre estas questões, está sendo interessante e divertido ler as entrevistas dos blogueiros selecionados pelo Caparica, incluindo as de dinossauros como o Charles Mahna Mahna Pilger, Cris Dias, Edney Souza e vários outros seres antediluvianos. Mesmo nos pontos onde não concordo, reconheço o ponto de vista interessante - blogs não são ilhas e nem devem ser impermeáveis.

Torço para continuar vendo material divergente sendo apresentado em discussões abertas e francas, sem manipulação e principalmente sem apelação.

Adsense resolveu os problemas dos pagamentos no Brasil - receber é mais fácil do que parece

Li agora de manhã no Meio Bit que o Google resolveu fazer o óbvio e vai pagar seus parceiros do Adsense no Brasil através do ingresso dos recursos no sistema financeiro nacional, do jeito que as normas (e a Receita) preferem, para evitar mais problemas no futuro.


Cada parceiro do Adsense deve receber uma mensagem explicando datas e condições (embora elas não variem), mas em resumo o que acontecerá é o seguinte: você enviará para o Google um fax contendo os seus dados pessoais e bancários (incluindo ID do Adsense, banco, agência, conta, CPF e o código Swift do seu banco, entre outros), e na primeira quinzena de fevereiro receberá na sua conta bancária os atrasados (ou seja, o cheque que teria sido enviado no final de dezembro, e o do final de janeiro), convertidos em reais pelo seu banco. O próximo pagamento (no final de fevereiro), também já passará a ser feito regularmente desta forma.

O pagamento será feito em dólares pelo Google, e convertido em reais pelo seu banco antes de depositar na sua conta bancária, através de um contrato de câmbio. Eu já recebi pagamentos assim diversas vezes, graças aos anunciantes internacionais do BR-Linux (Oracle, Thawte, etc.), e embora pareça assustador na primeira vez, é mais fácil do que parece - embora possa envolver ir além dos caixas "comuns", dependendo da qualidade do atendimento do seu banco. Você precisará perguntar o código SWIFT do seu banco (peça para perguntarem para o setor de câmbio, se o seu caixa ou gerente fizer cara de dúvida), e posteriormente terá que assinar um contrato de câmbio, que registra inclusive a cotação do dólar, e deve ser guardado para facilitar mais tarde a declaração de imposto de renda.

Se você já tem conta em um banco e os caixas ou o gerente já o conhecem, provavelmente vale a pena fazer toda a transação pelo banco em que você já opera. Mas se você tem dinheiro o suficiente para ser bem atendido em qualquer banco, se ainda não tem conta ou se quer maximizar até o último centavo o seu pagamento, vale a pena pesquisar as taxas, prazos e cotações, porque variam de banco para banco. O Rafael Slonik já adiantou uma pesquisa sobre vários bancos, para facilitar a sua vida.

E aproveite para reler o artigo da semana passada "O dia seguinte no atraso dos cheques do Adsense: transformando o limão em uma boa limonada" antes de sacar o valor do pagamento, para não esquecer que você pode aproveitá-lo bem melhor se investir uma parte em si e no seu blog ;-)

Valorizando o currículo: como conseguir o emprego dos seus sonhos na área de Informática

Se você for esperto e capaz de realizar atividades relevantes, já tem meio caminho andado para preparar um currículo capaz de conseguir a vaga desejada.

Os artigos anteriores sobre currículos aqui no Efetividade.net tratavam especificamente dos aspectos técnicos da confecção do currículo: como contruir o visual de um bom modelo de currículo, o que escrever nele, como se preparar para a entrevista (esta série ainda está em andamento), e outros detalhes sobre o currículo enquanto documento.

Mas o profissional efetivo que percebe a tempo a questão da sua empregabilidade sabe que há um aspecto muito mais importante nos currículos: ter experiências, aptidões e objetivos para registrar nele.

E é neste sentido que um artigo de Dan Kegel, um desenvolvedor que já trabalhou em locais de prestígio como a Activision (nos bons tempos) e o laboratório de propulsão a jato da NASA, e já selecionou muito mais estagiários e funcionários do que eu provavelmente farei durante toda a minha vida, pode ajudar. Ele criou uma lista bastante curta e indo direto ao ponto sobre o que você pode fazer hoje para estar apto a encontrar o emprego de seus sonhos em TI, baseado em sua experiência com recrutamento e seleção.

Mas só por ser curta e direta, não significa que a lista é fácil de preencher - embora também não seja nenhuma lista de Trabalhos de Hércules. Vamos a ela.

Como ser contratado

Em primeiro lugar, por mais especialista que você seja, e por mais brilhante que tenha sido a sua carreira acadêmica, esteja disposto a demonstrar que você sabe o básico. Se o seu entrevistador pedir para que você construa um algoritmo, um programa que conte de 1 até 10 na tela, um script que renomeie com um prefixo todos os arquivos de um diretório ou um SELECT que retorne os primeiros 10 registros de uma tabela qualquer, saiba que não é nada incomum: muitos recém-egressos do mundo acadêmico não sabem ou não lembram dos conceitos mais triviais do mundo real, e ao pedir que os candidatos demonstrem habilidades tão simples, o entrevistador pode determinar rapidamente se está lidando com um destes (que pode ser muito valioso em determinadas áreas específicas, mas terá uma curva de aprendizagem pela frente em outras).

Os entrevistadores geralmente estão em busca de 2 características essenciais: pessoas espertas e capazes de realizações. É difícil descobrir se a pessoa é esperta, se ela "se vira". Mas a entrevista em geral tenta determinar isso. Claro que não basta ser esperto, e é por isso que o empregador procura no seu currículo: projetos completados, dificuldades ultrapassadas, criações concretas e evidência de brilho.

Portanto, pessoas que já tenham realizado coisas interessantes levam vantagem. Possuir experiência prévia que seja claramente aplicável à vaga que você está disputando é um trunfo muito difícil de ser superado por outros candidatos que não o possuam.

Assim, é muito difícil ser contratado para uma atividade que você nunca fez antes. Se a vaga é para desenvolver um sistema de comércio exterior em Java com Oracle, e você tem mestrado em inteligência artificial e ganhou prêmios internacionais por sistemas feitos em Delphi, você provavelmente entrará na fila atrás do cidadão que sabe de Java apenas o que aprendeu nas cadeiras introdutórias da faculdade, mas tem especialização em comércio exterior, e também da menina que nunca lidou com comércio exterior, mas já liderou o desenvolvimento de um sistema de controle de fluxo de caixa em Java com MySQL.

Como usar isto a seu favor

Agora que você já sabe o que os empregadores procuram, use isto a seu favor enquanto é tempo. Escolha a área em que você pretende um dia atuar (por exemplo, administração de redes, ou desenvolvimento de aplicativos), e trace um panorama de quais as experiências que serão necessárias para um bom candidato nestas áreas.

Aí é só usar seu coeficiente de viração própria para procurar obter estas experiências antes de chegar ao mercado de trabalho. Já contratei um desenvolvedor que obteve sua experiência em Java desenvolvendo em casa um sistema de controle para o estacionamento no qual trabalhava para pagar a universidade. Mas ele não se limitou a criar um "sisteminha": caprichou na portabilidade em relação a diversos SGBDs, usou conceitos de usabilidade de interface humana, criou documentação para desenvolvedores e usuários. Ou seja: ele sabia que estava construindo sua própria vitrine mesmo trabalhando em um singelo estacionamento, e quando terminou a faculdade estava em melhores condições de empregabilidade do que diversos de seus colegas que haviam estagiado em empresas bem maiores.

Por outro lado, todos os anos recebo candidatos a vagas de desenvolvedor recém-formados, cuja única experiência com tecnologias do "mundo real", como construção de consultas SQL ou desenvolvimento de sistemas nas linguagens mais populares, ocorreu no ambiente acadêmico, com os exercícios que o professor passava. Em uma situação assim, tendo de escolher um aluno nota 10 mas que nunca participou de um desenvolvimento de sistema, e o rapaz do estacionamento acima (mesmo supondo que a média de notas dele fosse 7,5), qual você acha que teria mais chances para uma vaga na área de desenvolvimento de sistemas hoje?

E você não precisa trabalhar em um estacionamento para se dar bem. Se você quer ser desenvolvedor, que tal contribuir com algum projeto de código aberto, a ponto de ter seu nome mencionado nos créditos do mesmo? Se quer administrar redes, que tal passar um semestre indo uma vez por semana como voluntário em uma escola pública, mantendo em operação a colcha de retalhos de equipamentos doados que elas muitas vezes têm, e dando um jeito de conectá-las em rede local e à Internet usando um gateway configurado integralmente por você? Se quer trabalhar com bancos de dados, que tal desenvolver algum website interativo que envolva funções de cadastramento e consultas diversas, e mantê-lo em operação cuidando não apenas do software em si, mas também dos backups e outros aspectos operacionais?

O resumo da ópera é usar o tempo a seu favor, aproveitando as oportunidades de agregar experiências interessantes ao seu currículo - sem deixar de enriquecê-lo das formas tradicionais, como a participação em palestras relevantes ou a escrita de artigos. Em qualquer vaga de emprego interessante, você certamente vai estar um passo à frente do que aquela sua colega que vai em todo seminário e palestra e memorizou todos os conceitos que o professor ensinou, mas nunca construiu nada.

Para saber mais: How To Get Hired -- What CS Students Need to Know, por Dan Kegel.

Aprenda a não depender das suas apresentações em Powerpoint na hora de expor suas idéias

E não basta trocá-lo pelo OpenOffice ;-)

Você é um dependente das apresentações de slides quando precisa expor um projeto ou idéia? "No reino do Power Point - Recurso da informática tornou-se vício entre executivos e homens públicos em apresentações de planos de ação". Esta é a chamada de um artigo publicado na Isto É Dinheiro desta semana, falando do uso crescente das apresentações de slides preparadas em computador como recurso básico de palestras e exposições por executivos e autoridades, e do perigo de este apoio virar dependência, quando o palestrante não consegue mais explicar e convencer se não puder contar com o recurso que deveria ser apenas um coadjuvante.

O artigo cita como exemplo uma recente exposição de um plano do governo federal, apresentada pelo Ministro da Fazenda, que não pôde começar enquanto um técnico não resolveu um problema nos slides. O Ministro massacrou a platéia com 84 slides em 40 minutos, muito além do que se recomenda quando o objetivo é transmitir e fixar um conjunto de idéias durante uma apresentação breve.

E o trecho crucial do artigo é o que pergunta o que aconteceria se o Powerpoint (ou qualquer outro programa usado para criar e exibir os slides) falhasse:

E se o Power Point falhasse? O que fariam os dois ministros de Lula? Deixariam a exposição para outra oportunidade? Evidentemente, não. Seriam forçados a fazer o que sempre se fez nos tempos em que não havia o recurso eletrônico. Teriam de convencer pelas palavras e não pelas imagens. Em dias não tão distantes, a clareza vinha das idéias, e não das telas computadorizadas. E nem por isso os executivos, públicos ou privados, tinham dificuldade em apresentar suas estratégias e seus planos de ação.

Mas justiça se faça à informática: as apresentações com powerpoint são mais convincentes. Em slides coloridos, o planejamento fica menos etéreo. Ganha mais solidez. O efeito positivo só não acontece quando o expositor se limita a repetir o que está demonstrado na imagem. Aí, a impressão é de que se procura convencer o espectador a golpes de repetição. As palestras, então, tornam-se monótonas e aborrecidas. E o moderno Power Point, um recurso inútil e irritante.
Que não se faça juízo errado: não foi esse o caso das exposições de Guido Mantega e Dilma Rousseff.

A pergunta, de qualquer forma, fica no ar: é possível viver sem a ajuda do powerpoint?

A resposta depende de cada um, mas é recomendável que todo palestrante esteja preparado para prosseguir sem apoio dos slides, no mínimo para não evaporar no dia em que a lâmpada do projetor queimar ou o computador do auditório não funcionar.

E mesmo quando tudo funciona, 84 slides em uma apresentação de 40 minutos é dose para leão... Quando for criar uma apresentação com ênfase em transmitir e fixar idéias, não faça como o Ministro: aproxime-se o mais que puder da regra dos 10-20-30.

Leia também:

Como arrumar malas, parte 3 - Dicas complementares para o viajante efetivo

Nos artigos anteriores nós vimos como escolher a melhor mala e seus acessórios, e também como melhor arrumar a mala propriamente dita, caprichando na seqüência de inserção. Hoje vem o complemento, com dicas adicionais para o viajante efetivo. Compartilhe as suas, ou debata as minhas, nos comentários!

  1. Nada de sapato novo na bagagem, quem viaja sempre caminha mais do que planejou e precisa de sapato confortável, já amaciado. E pergunte a qualquer soldado que já saiu em campo sobre a importância de meias limpas e secas...
  2. Líquidos de higiene pessoal (xampus, desodorantes, etc) devem ir em frascos pequenos e rígidos.
  3. Viajantes experientes dizem que devemos levar na bagagem roupas suficientes para uma semana ou para a duração da viagem + 2 dias, o que for mais curto. Nas viagens de mais de uma semana, vale mais a pena usar os serviços das lavanderias do seu caminho. Várias peças de roupa podem ser lavadas no banheiro do hotel e secam no quarto - procure no supermercado ou em uma loja de conveniência por um detergente líquido para lavagem de roupas, e leve consigo um cordão resistente e alguns prendedores.
  4. Leve seu óculos reserva como precaução. Não esqueça também dos remédios de uso contínuo (leve junto uma receita) e, dependendo de para onde você for, mais analgésico, antitérmico, antigripal, antialérgico, digestivo, repelente, protetor solar, colírio, acessórios para lentes de contato e pastilha para dor de garganta, além dos produtos de higiene pessoal.
  5. Se for para um lugar frio, ao invés de levar o casaco mais pesado do seu guarda-roupa, leve 2 casacos, um mais fino e outro um pouco mais pesado, que você possa usar separadamente (escolhendo o melhor para a temperatura de cada dia) ou em conjunto quando o frio realmente "pegar".
  6. Faça uma lista ou tire uma foto do conteúdo da mala, para facilitar a conferência na hora de arrumá-la para a volta, para ajudar a compor o álbum da viagem (se for turismo) e para ajudar a compor a reclamação em caso de extravio. E atenção para a gestão do conhecimento: guarde a lista ou a foto para ajudar na hora de arrumar a mala da sua próxima viagem!
  7. Aparelhos eletrônicos e objetos sensíveis devem ir todos na bagagem de mão, exceto se o regulamento não permitir. Verifique antes, porque o responsável pela inspeção vai te dar 2 opções: abandonar o objeto irregular, ou sair da fila e ir até o balcão da companhia para despachar. Ferramentas e itens cortantes ou perfurantes, por exemplo, devem ir todos na bagagem despachada.
  8. Tenha um plano geral do seu itinerário completo, mesmo se for uma viagem a passeio e você esteja disposto a flexibilizar todas as datas e destinos. Saber as principais rotas, estradas, hotéis, companhias aéreas, locadoras de carros, etc. do seu roteiro é algo que você descobre rapidamente via internet, não ocupa espaço na bagagem e pode fazer toda a diferença.
  9. Atenção para o peso da bagagem e para a segurança dos fechos dela, e para a possibilidade de abrir e fechar a mala a qualquer momento sem traumas. Você que vai carregá-la para cima e para baixo (sem rodinhas, nas escadas e nas calçadas menos regulares), e terá que lidar com o problema caso o zíper arrebente ou trave, ou se algum órgão de fiscalização resolver abri-la na sua presença. Não exagere na lotação da mala. As companhias aéreas podem cobrar o sobrepeso, o zíper pode não aguentar, e você terá que fazer muito mais força. Se for essencial levar tudo o que você separou, mas não está cabendo na mala com facilidade, não use truques - pegue uma mala maior (ideal), ou uma segunda mala. Em geral o passageiro pode levar 20 kg de bagagem na classe econômica e 30kg na executiva, mas nas linhas regionais o limite cai: 10 kg em aviões com até 20 assentos e 20 kg em aviões com mais assentos.
  10. A checklist de malas de viagem do efetividade.net - este item justificaria um artigo inteiro só para ele! Não esqueça de verificar se você vai precisar de: pilhas para tudo o que for eletrônico, câmeras, filmes ou cartões de memória adicionais, um baralho, um livro bom e leve, bloco e caneta, cartões de visitas, telefone celular, lanterna, canivete, informações sobre câmbio, hotel, passagens e aluguel de carro, documentos e cópias, dinheiro, ferro de passar e secador de cabelo (se você não vive sem), bloco, caneta, pente, escova de dentes, barbeador, desodorante, óculos escuros, capa de chuva ou guarda-chuva compactos, chaves, pijamas, relógio com despertador, transformadores, carregadores, adaptadores de tomadas, extensões, ferramentas, roupas de dormir, roupas para compromissos profissionais, roupas de baixo, roupas de lazer, roupas de frio, roupas de praia, calçados.

Leia também:

  1. Como arrumar a mala com efetividade – parte 1 de 3
  2. Como arrumar a mala, parte 2: a seqüência de inserção
  3. Como arrumar malas, parte 3 – Dicas complementares para o viajante efetivo

A efetividade das máquinas de fazer pão

Num dos capítulos da lista de sugestões de presentes que eu publiquei aqui no final do ano passado, eu incluí um presente que eu mesmo ganhei: uma máquina de fazer pão. Eis a descrição que escrevi na época:

Pão quentinho programado para ficar pronto na hora que você acorda, ou quando chega do trabalho. Muito fácil de preparar: é só colocar os ingredientes e programar. A máquina de pão se encarrega de bater, descansar a massa e assar na hora certa. Faz pão de até 900 gramas, com ajuste até da cor: mais claro, médio ou mais escuro. A forma é revestida de material antiaderente que facilita a limpeza. Após o término do preparo, o pão permanecerá quentinho por 60 minutos dentro da máquina, mas sem esquentar a parede externa. Acompanha xícara, colher de medida e - o essencial - um livro de receitas.

Uma vez eu consegui surpreender o professor de TGA e acabar com a monotonia da aula de calouro de administração ao mencionar (e sustentar) uma boa feijoada como um exemplo ideal de sinergia, onde o todo é bem mais do que a mera soma das partes. E no mesmo estilo a máquina de pão é um bom exemplo de efetividade: se bem usada, em geral ela pode ser tão eficaz quanto comprar o pão na padaria ou assá-lo no forno comum (ao final do processo bem-sucedido, você terá o pão que escolheu, disponível na hora que planejou), pode ser até menos eficiente do que estas alternativas (eventualmente você não produzirá pães em volume suficiente para compensar o investimento no equipamento ao longo de sua vida útil), mas é incrivelmente efetivo, como a maior parte das famílias não-completamente-preguiçosas que têm acesso a uma delas pode atestar: ela transforma para melhor o hábito de comer pães, agrega valor a ele e ainda dá a vantagem de ter pão quentinho na hora que você programar, mesmo que você chegue da aula só 23:30, horas depois de a última padaria já ter fechado.

O Eduardo Habkost tem uma máquina dessas há bem mais tempo que eu, e também é um apóstolo da boa nova trazida pela Britânia ;-) E ontem ele escreveu em seu blog:

É curioso, mas alguns dos posts mais visitados e comentados neste blog são os posts em que falo da máquina de pão que compramos há pouco mais de 1 ano. A maioria dos comentários é de gente perguntando onde encontrar mais receitas para a máquina.

O interesse gerado me fez criar uma lista de e-mail para usuários e simpatizantes da máquina. A lista começou devagar, ficou muitos meses com tão pouco movimento, que achei que a lista ia morrer, mas nos últimos dias a quantidade de membros começou a crescer bastante, e agora há movimento na lista praticamente todo dia. :)

Houve sugestões de catalogar as receitas que são trocadas no grupo. Para isso, eu e a Kátia criamos o blog maquinadepao.com, com receitas para máquina de pão. Além das receitas publicadas, há links para outros lugares onde é possível encontrar mais receitas e dicas.

Boa parte dos comentários nos meus posts era de gente que nem mesmo leu os outros posts, onde já havia ponteiros para a comunidade no Orkut e para o manual da máquina da Britania. A idéia é que as pessoas que antes encontravam os posts no meu blog e não sabiam onde encontrar receitas, agora encontrem o material no maquinadepao.com, junto com os ponteiros para os outros lugares onde é possível encontrar mais informação.

É isso aí. Desejo sucesso, e eu mesmo já anotei algumas receitas para experimentarmos aqui em casa ;-)

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