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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

US$ 250 com um clique? Adsense está mudando a forma de recompensar indicação de novos afiliados

Ganhar dinheiro indicando outras pessoas para participar de um programa bem-sucedido parece discurso piramidal, mas agora a remuneração de indicações bem-sucedidas pode ir de US$ 5 a US$ 250.


Até recentemente, o Google creditava com US$ 100,00 os seus parceiros que fizessem uma referência bem-sucedida do serviço Adsense. Nos termos de uso correntes, o Google entende por “referência bem-sucedida do próprio Adsense” o fato de alguém criar uma conta do Adsense a partir de uma referência no seu site, e este alguém chegar a alcançar seus primeiros US$ 100,00 no próprio Adsense em menos de 6 meses.

Eu já recebi este prêmio algumas vezes (a primeira foi em dezembro, conforme notícia anterior), mas posso atestar que a absoluta maioria dos usuários que criam suas contas do Adsense por intermédio de indicações daqui não chegam a alcançar seus primeiros US$ 100 em 6 meses, e portanto não geram nenhuma recompensa extra para mim.

Mas hoje o Darren Rowse (do pioneiro site problogger.net) contou que obteve informações (via o escritório dinamarquês do Google) que os diversos registros de créditos de US$ 5 na entrada relativa a referências, reportados por usuários do sistema nos últimos dias, são mesmo devidos a mudança na forma de remunerar as indicações bem-sucedidas.

Segundo a fonte citada pelo respeitado Rowse, o Google dinamarquês explicou que o mecanismo funciona assim: quando o seu indicado atingir seus primeiros US$ 5,00 de receita, você ganha US$ 5 também. E se ele chegar a US$ 100 em menos de 6 meses, você ganha não US$ 100, mas sim US$ 250!

Possivelmente a medida visa estimular a divulgação do Adsense agora que inúmeros outros programas similares vem começando a se popularizar (fora do Brasil, especialmente). E certamente ainda falta a confirmação oficial. Mas eu mesmo já recebi 9 créditos de US$ 5 na entrada das Referências nos últimos dias, então posso afirmar que alguma coisa realmente mudou.

Atualização: saiu a confirmação oficial (obrigado Rodrigo Ghedin), e tem mais uma novidade: se você alcançar a marca de 25 indicados completando os US$ 100 em um mesmo período de 180 dias, ganhará ainda um bônus extra de US$ 2000,00 - mas isso só pode acontecer uma vez por ano.

Alguns dos efeitos da norma também são total ou parcialmente retroativos - veja a explicação do Darren Rowse.

Linksys WRT54GC: com um access point compacto, você leva a rede sem fio na sua mochila

Redes sem fio são uma comodidade cada vez mais importante para os profissionais que precisam de mobilidade, e agora você pode levar uma na sua mochila, com um roteador/access point portátil.

Leia também: D-Link DWL-G730AP: um roteador para redes sem fio completo e pesando 50g.

A situação absurda já me aconteceu várias vezes: estar em um grupo de pessoas, cada uma com seu notebook e precisando de conexão com a Internet para completar suas atividades, mas no ambiente só há um ponto de rede disponível, então as pessoas precisam se revezar, ou então algum usuário mais empreendedor acaba montando uma rede improvisada a partir da placa sem fio de seu próprio notebook, explicando a todos os demais como fazer para ter acesso a ela, e assim cedendo uma parcela do seu poder de processamento e transformando o seu computador em um rotedor - e em um "gargalo" da rede (reboot, nem pensar!)

Outra situação chata e comum é estar em um quarto de hotel em que há ponto de rede disponível, e ter de trabalhar com o notebook naquelas mesinhas desconfortáveis porque só há cabos de rede com menos de 1m disponíveis. Já me aconteceu várias vezes, a ponto de eu achar que há alguma norma em hotéis impedindo disponibilizar cabos de rede com mais de 1,5m.


Coloquei a Bic como coadjuvante para dar a referência do tamanho

Para o segundo caso, andar com um cabo de 4m na mochila já ajuda bastante. Mas para o primeiro, a solução são os access points portáteis. Eles estão cada vez mais baratos (menos de R$ 300,00 no Submarino na data de fechamento deste artigo), e oferecem funcionalidade surpreendente para o seu tamanho.

Testes iniciais

Eu recebi para análise um roteador wireless Linksys compacto WRT54GC e confesso que não botei muita fé inicialmente, mas desde os primeiros testes ele me surpreendeu.

Aliás, o primeiro teste foi o que definiu minha experiência com este roteador. Retirei da caixa, pluguei na tomada e no cable modem, aguardei alguns segundos até o led Power parar de piscar, e pronto. Este foi o procedimento de instalação. A partir daí, bastou ligar o notebook (um HP Pavilion com Ubuntu Linux), e ao final do boot ele já estava conectado e navegando, sem precisar alterar nada. Para ter certeza de que tudo estava ok, conectei um computador desktop usado nos testes de laboratório do BR-Linux (com Windows, para o teste ser completo) com cabo a uma das portas físicas do WRT54GC, configurei para obter o endereço IP automaticamente, e ele também navegou logo na primeira tentativa.

Os testes de desempenho a curta distância foram mais do que satisfatórios: mesmo em 802.11B, com velocidade menor, em nenhum momento a velocidade disponível para o notebook conectado sem fio foi menor do que a velocidade real do cable modem ao qual o WRT54GC estava conectado. Aplicações em rede local, como jogos, impressão em rede ou transferência local de arquivos, podem obter velocidades bastante superiores, mas não realizei estes testes, por não se tratar de casos de uso típico de um access point portátil.

O acesso quando há obstáculos ou distância um pouco maior fica bem mais prejudicado, entretanto: para isto uma antena externa e maior potência de sinal fazem falta. Mas vale lembrar que este ponto de acesso sem fio foi projetado para uso em salas de reunião e quartos de hotel, e não em labirintos corporativos ou em ginásios de esporte.

Após verificar a conectividade básica, acessei a interface administrativa via web (o CD com software de configuração jamais chegou a ser tirado do envelope), com o visual e recursos típicos dos produtos das linhas de maior porte da Linksys, e experimentei as opções mais comuns: mudança de ESSID, ativação de WEP 128 bits, redirecionamento de portas para permitir acesso a jogos on-line e serviços P2P como o bittorrent e o emule, mudança da senha de administrador e vários outros. Experimentei também alguns recursos menos comuns, como a inserção de um dos computadores da rede local em uma DMZ gerenciada pelo WRT54GC, a ativação de restrições de controle de acesso por horário e por URL, e diversos outros. A interface de administração é clara e as opções estão suficientemente identificadas, deixando os recursos ao alcance de quem tenha um mínimo de conhecimento sobre configuração de rede.

Portabilidade

O primeiro aspecto importante em um equipamento cujo objetivo é ser levado na mochila é a portabilidade: formato, dimensões e peso. E neste ponto eu dou nota 10 ao WRT54GC: ele mede 9,8 x 9,8 x 2,5cm, e é menor que o meu CD player (chega a caber no bolso, embora não de forma prática), não tem pontas ou protuberâncias, e é suficientemente leve para não incomodar na mochila: 140g.

Ele vem acompanhado de uma fonte de alimentação externa, com chaveamento automático de voltagem (100 a 240V) e tomada de 2 pinos chatos - vai funcionar em qualquer quarto de hotel ou sala de reuniões do país, e funcionou bem tanto ligado diretamente na tomada 220 do laboratório, quanto usando um no-break com saída 110.

A caixa dele também inclui um terceiro componente que é vital para o acesso à Internet: um cabo de rede (de menos de 1,5m...) para conectar o aparelho a um ponto de rede do seu quarto de hotel ou sala de conferência, ou ao cable modem ou modem ADSL da sua casa.

Conectividade

O WRT54GC inclui tudo o que eu esperava de um roteador ou ponto de acesso sem fio disponível no mercado hoje:

  • desempenha com categoria a função de roteador, incluindo NAT, port forwarding, port triggering e vários recursos que raramente serão usados em um equipamento portátil, como controle de roteamento estático e dinâmico (RIP1 e 2) e DMZ Hosting (para DMZ composta por um único PC);
  • compartilha a Internet tanto com os clientes sem fio quanto com mais quatro equipamentos ligados diretamente às 4 portas locais 10/100 (auto-crossover e cascateáveis) do switch interno;
  • suporta o mais tradicional padrão sem fio 802.11B (11Mbps) e o mais recente 802.11G (54Mbps);
  • suporta WEP (64 e 128 bits), WPA/WPA2, filtro de endereços MAC, filtro de pacotes
  • inclui firewall statefull com suporte inclusive a bloqueio de URLs e restrições por horário;
  • suporta VPN pass-through (permitir conexões VPN passando atraés da firewall), com protocolos PPTP, L2TP e IPSec;
  • suporta obtenção de IP automaticamente (DHCP), e também disponibiliza este mesmo serviço para os clientes, via wireless e via switch;
  • Suporta clonagem de endereços MAC, manual ou automática, para atender requisitos de provedores e redes que exigem MAC fixo, mesmo sem necessidade ou presença de suporte contratual a esta exigência;
  • Suporta autenticação PPPoE, para o caso de conexão direta a modem ADSL que não seja também roteador;
  • suporte a DDNS (via Dyndns.org e tzo.com), para atribuir um nome de domínio dinâmico aos endereços IP utilizados por seu roteador;
  • Ferramentas de diagnóstico básicas: sistema de log interno, além de ping e traceroute embutidos na interface de administração.
  • a caixa diz que é compatível com Windows 98SE, Me, 2000 e XP, mas desde o primeiro momento pude usá-lo e administrá-lo (via interface web) em um micro com Linux.

Outros detalhes

Apesar do tamanho reduzido, o WRT54GC tem os mesmos recursos básicos de diagnóstico que seus primos maiores: leds de indicação de status e atividade das 5 portas Ethernet (4 do switch e 1 da conexão à Internet), do link wireless, e da alimentação elétrica.

A antena interna (+13 dBm) não é visível, para reduzir o número de protuberâncias e peças móveis (em favor da portabilidade), mas há um conector SMA para antena externa também.

Um dos lados do WRT54GC serve como base caso você queira mantê-lo em posição vertical. Para isto, basta girar a peça emborrachada que serve como apoio.

Ao contrário de muitos equipamentos maiores, o WRT54GC tem botão de reset - não é preciso tirá-lo da tomada para reiniciar. Para acessar o botão de reset é necessário girar a base emborrachada que serve como apoio.

Ao escolher a localização do seu access point, tenha em mente que o ideal é colocá-lo em local alto, com linha de visão desimpedida em relação aos principais locais em que haverá equipamentos conectados a ele sem fio, e o mais próximo possível do centro da área que se procura cobrir.

Se você é usuário avançado ou não deseja usar o CD com software assistente de administração e configuração que acompanha o equipamento, pode usar a excelente interface de administração via web. Se a configuração nunca tiver sido alterada, você precisa conectar seu micro ao WRT54GC via cabo de rede físico, e acessar o endereço http://192.168.1.1/ em seu navegador. Quando o sistema pedir para que você se identifique, deixe o login em branco, e informe a senha admin

Conclusão

Após concluir os testes, minha opinião é de que o roteador wireless Linksys compacto WRT54GC é uma peça importante para complementar o kit do profissional móvel, e também uma boa aquisição para organizações que frequentemente precisam prover acesso sem fio em ambientes diversos (salas de aula, auditórios, etc.), não apenas porque é leve, fácil de armazenar e de transportar, mas principalmente porque passou no "teste da tomada": bastou remover o celofane da caixa, plugar na tomada e no cable modem, e ele já estava funcionando e provendo seu serviço básico, sem absolutamente nenhuma configuração.

O peso inferior a 200g e as dimensões pouco maiores que as de um maço de cigarros também são pontos fortíssimos a favor deste roteador sem fio, assim como os recursos de rede importantes para usuários finais, como o port forwarding/triggering e os filtros de acesso.

Para ser ainda mais perfeito, faltou existir uma versão que pudesse obter sua alimentação elétrica a partir de uma porta USB, para poder funcionar alimentado pela própria bateria do notebook onde não houver tomadas suficientes, e ter um pouco mais de RAM e memória flash, de modo a tornar possível substituir o firmware padrão dele pelo OpenWRT. Se bem que dificilmente um roteador portátil vai precisar de algum dos recursos extras do firmware livre... Outro ponto negativo é o preço no Brasil, embora esta parte não seja culpa nem dos fabricantes nem dos vendedores. Ainda assim, nos EUA você compra este equipamento por menos de 50 dólares.

Se você viaja bastante com notebook, é definitivamente um acessório interessante para incluir na mochila!

Leia também: D-Link DWL-G730AP: um roteador para redes sem fio completo e pesando 50g.

Para saber mais

Observação importante: Se configurações de rede local não são uma arte que você domina, e se você acredita que ler o manual técnico do equipamento pode não ser suficiente para que você o coloque em funcionamento, identifique desde já um amigo com pendores tecnológicos e convide-o para um churrasco na sua casa exatamente no dia em que o roteador chegar!

O que motiva os autores de blogs?

Nem problogger nem poorblogger - sou funblogger. Estou nessa há pouco mais de 10 anos (desde bem antes de conhecer o conceito de blog), e na absoluta maioria dos meses o fluxo de caixa deu negativo, mas continuou sendo muito divertido e gratificante escrever, ser lido e dialogar com tanta gente que compartilha dos mesmos interesses.

E hoje vi no O Velho a referência da coleção de entrevistas com autores de blogs brasileiros que o Caparica, do URL Sinistras, realizou e publicou, tendo como tema a questão: "o que motiva alguém a ter um blog".

As entrevistas vêm após um longo questionamento do autor, digno de reflexão, sobre o efeito que a mercantilização completa de um blog pode ter sobre a sua credibilidade a longo prazo, e sobre a forma como a monetização vem monopolizando o foco em diversas áreas, a ponto de prejudicar a imagem de técnicas de otimização, ou de gerar confusão entre SEO e tentativa de atrair leitores mal-informados publicando títulos que prometem celebridades semidespidas.

Eu sou funblogger, mas acredito no valor da otimização e na possibilidade de monetização como incentivo adicional, desde que a relevância do conteúdo seja preservada - e até que estou me dando bem com o retorno financeiro, já estou longe de ser poorblogger. Mas não vejo necessidade de criar uma jihad contra os que ultrapassam a linha que eventualmente me incomoda como leitor, porque a solução é simples: basta parar de ler. E se o conteúdo for tão interessante a ponto de me fazer ignorar o excesso, aí nem tem muito o que criticar. E se o cidadão exagera de forma realmente intensa, a credibilidade dele acaba se esvaindo, sem necessidade de nenhuma providência.

Considerando todos os posicionamentos extremos que vêm surgindo sobre estas questões, está sendo interessante e divertido ler as entrevistas dos blogueiros selecionados pelo Caparica, incluindo as de dinossauros como o Charles Mahna Mahna Pilger, Cris Dias, Edney Souza e vários outros seres antediluvianos. Mesmo nos pontos onde não concordo, reconheço o ponto de vista interessante - blogs não são ilhas e nem devem ser impermeáveis.

Torço para continuar vendo material divergente sendo apresentado em discussões abertas e francas, sem manipulação e principalmente sem apelação.

Adsense resolveu os problemas dos pagamentos no Brasil - receber é mais fácil do que parece

Li agora de manhã no Meio Bit que o Google resolveu fazer o óbvio e vai pagar seus parceiros do Adsense no Brasil através do ingresso dos recursos no sistema financeiro nacional, do jeito que as normas (e a Receita) preferem, para evitar mais problemas no futuro.


Cada parceiro do Adsense deve receber uma mensagem explicando datas e condições (embora elas não variem), mas em resumo o que acontecerá é o seguinte: você enviará para o Google um fax contendo os seus dados pessoais e bancários (incluindo ID do Adsense, banco, agência, conta, CPF e o código Swift do seu banco, entre outros), e na primeira quinzena de fevereiro receberá na sua conta bancária os atrasados (ou seja, o cheque que teria sido enviado no final de dezembro, e o do final de janeiro), convertidos em reais pelo seu banco. O próximo pagamento (no final de fevereiro), também já passará a ser feito regularmente desta forma.

O pagamento será feito em dólares pelo Google, e convertido em reais pelo seu banco antes de depositar na sua conta bancária, através de um contrato de câmbio. Eu já recebi pagamentos assim diversas vezes, graças aos anunciantes internacionais do BR-Linux (Oracle, Thawte, etc.), e embora pareça assustador na primeira vez, é mais fácil do que parece - embora possa envolver ir além dos caixas "comuns", dependendo da qualidade do atendimento do seu banco. Você precisará perguntar o código SWIFT do seu banco (peça para perguntarem para o setor de câmbio, se o seu caixa ou gerente fizer cara de dúvida), e posteriormente terá que assinar um contrato de câmbio, que registra inclusive a cotação do dólar, e deve ser guardado para facilitar mais tarde a declaração de imposto de renda.

Se você já tem conta em um banco e os caixas ou o gerente já o conhecem, provavelmente vale a pena fazer toda a transação pelo banco em que você já opera. Mas se você tem dinheiro o suficiente para ser bem atendido em qualquer banco, se ainda não tem conta ou se quer maximizar até o último centavo o seu pagamento, vale a pena pesquisar as taxas, prazos e cotações, porque variam de banco para banco. O Rafael Slonik já adiantou uma pesquisa sobre vários bancos, para facilitar a sua vida.

E aproveite para reler o artigo da semana passada "O dia seguinte no atraso dos cheques do Adsense: transformando o limão em uma boa limonada" antes de sacar o valor do pagamento, para não esquecer que você pode aproveitá-lo bem melhor se investir uma parte em si e no seu blog ;-)

Valorizando o currículo: como conseguir o emprego dos seus sonhos na área de Informática

Se você for esperto e capaz de realizar atividades relevantes, já tem meio caminho andado para preparar um currículo capaz de conseguir a vaga desejada.

Os artigos anteriores sobre currículos aqui no Efetividade.net tratavam especificamente dos aspectos técnicos da confecção do currículo: como contruir o visual de um bom modelo de currículo, o que escrever nele, como se preparar para a entrevista (esta série ainda está em andamento), e outros detalhes sobre o currículo enquanto documento.

Mas o profissional efetivo que percebe a tempo a questão da sua empregabilidade sabe que há um aspecto muito mais importante nos currículos: ter experiências, aptidões e objetivos para registrar nele.

E é neste sentido que um artigo de Dan Kegel, um desenvolvedor que já trabalhou em locais de prestígio como a Activision (nos bons tempos) e o laboratório de propulsão a jato da NASA, e já selecionou muito mais estagiários e funcionários do que eu provavelmente farei durante toda a minha vida, pode ajudar. Ele criou uma lista bastante curta e indo direto ao ponto sobre o que você pode fazer hoje para estar apto a encontrar o emprego de seus sonhos em TI, baseado em sua experiência com recrutamento e seleção.

Mas só por ser curta e direta, não significa que a lista é fácil de preencher - embora também não seja nenhuma lista de Trabalhos de Hércules. Vamos a ela.

Como ser contratado

Em primeiro lugar, por mais especialista que você seja, e por mais brilhante que tenha sido a sua carreira acadêmica, esteja disposto a demonstrar que você sabe o básico. Se o seu entrevistador pedir para que você construa um algoritmo, um programa que conte de 1 até 10 na tela, um script que renomeie com um prefixo todos os arquivos de um diretório ou um SELECT que retorne os primeiros 10 registros de uma tabela qualquer, saiba que não é nada incomum: muitos recém-egressos do mundo acadêmico não sabem ou não lembram dos conceitos mais triviais do mundo real, e ao pedir que os candidatos demonstrem habilidades tão simples, o entrevistador pode determinar rapidamente se está lidando com um destes (que pode ser muito valioso em determinadas áreas específicas, mas terá uma curva de aprendizagem pela frente em outras).

Os entrevistadores geralmente estão em busca de 2 características essenciais: pessoas espertas e capazes de realizações. É difícil descobrir se a pessoa é esperta, se ela "se vira". Mas a entrevista em geral tenta determinar isso. Claro que não basta ser esperto, e é por isso que o empregador procura no seu currículo: projetos completados, dificuldades ultrapassadas, criações concretas e evidência de brilho.

Portanto, pessoas que já tenham realizado coisas interessantes levam vantagem. Possuir experiência prévia que seja claramente aplicável à vaga que você está disputando é um trunfo muito difícil de ser superado por outros candidatos que não o possuam.

Assim, é muito difícil ser contratado para uma atividade que você nunca fez antes. Se a vaga é para desenvolver um sistema de comércio exterior em Java com Oracle, e você tem mestrado em inteligência artificial e ganhou prêmios internacionais por sistemas feitos em Delphi, você provavelmente entrará na fila atrás do cidadão que sabe de Java apenas o que aprendeu nas cadeiras introdutórias da faculdade, mas tem especialização em comércio exterior, e também da menina que nunca lidou com comércio exterior, mas já liderou o desenvolvimento de um sistema de controle de fluxo de caixa em Java com MySQL.

Como usar isto a seu favor

Agora que você já sabe o que os empregadores procuram, use isto a seu favor enquanto é tempo. Escolha a área em que você pretende um dia atuar (por exemplo, administração de redes, ou desenvolvimento de aplicativos), e trace um panorama de quais as experiências que serão necessárias para um bom candidato nestas áreas.

Aí é só usar seu coeficiente de viração própria para procurar obter estas experiências antes de chegar ao mercado de trabalho. Já contratei um desenvolvedor que obteve sua experiência em Java desenvolvendo em casa um sistema de controle para o estacionamento no qual trabalhava para pagar a universidade. Mas ele não se limitou a criar um "sisteminha": caprichou na portabilidade em relação a diversos SGBDs, usou conceitos de usabilidade de interface humana, criou documentação para desenvolvedores e usuários. Ou seja: ele sabia que estava construindo sua própria vitrine mesmo trabalhando em um singelo estacionamento, e quando terminou a faculdade estava em melhores condições de empregabilidade do que diversos de seus colegas que haviam estagiado em empresas bem maiores.

Por outro lado, todos os anos recebo candidatos a vagas de desenvolvedor recém-formados, cuja única experiência com tecnologias do "mundo real", como construção de consultas SQL ou desenvolvimento de sistemas nas linguagens mais populares, ocorreu no ambiente acadêmico, com os exercícios que o professor passava. Em uma situação assim, tendo de escolher um aluno nota 10 mas que nunca participou de um desenvolvimento de sistema, e o rapaz do estacionamento acima (mesmo supondo que a média de notas dele fosse 7,5), qual você acha que teria mais chances para uma vaga na área de desenvolvimento de sistemas hoje?

E você não precisa trabalhar em um estacionamento para se dar bem. Se você quer ser desenvolvedor, que tal contribuir com algum projeto de código aberto, a ponto de ter seu nome mencionado nos créditos do mesmo? Se quer administrar redes, que tal passar um semestre indo uma vez por semana como voluntário em uma escola pública, mantendo em operação a colcha de retalhos de equipamentos doados que elas muitas vezes têm, e dando um jeito de conectá-las em rede local e à Internet usando um gateway configurado integralmente por você? Se quer trabalhar com bancos de dados, que tal desenvolver algum website interativo que envolva funções de cadastramento e consultas diversas, e mantê-lo em operação cuidando não apenas do software em si, mas também dos backups e outros aspectos operacionais?

O resumo da ópera é usar o tempo a seu favor, aproveitando as oportunidades de agregar experiências interessantes ao seu currículo - sem deixar de enriquecê-lo das formas tradicionais, como a participação em palestras relevantes ou a escrita de artigos. Em qualquer vaga de emprego interessante, você certamente vai estar um passo à frente do que aquela sua colega que vai em todo seminário e palestra e memorizou todos os conceitos que o professor ensinou, mas nunca construiu nada.

Para saber mais: How To Get Hired -- What CS Students Need to Know, por Dan Kegel.

Aprenda a não depender das suas apresentações em Powerpoint na hora de expor suas idéias

E não basta trocá-lo pelo OpenOffice ;-)

Você é um dependente das apresentações de slides quando precisa expor um projeto ou idéia? "No reino do Power Point - Recurso da informática tornou-se vício entre executivos e homens públicos em apresentações de planos de ação". Esta é a chamada de um artigo publicado na Isto É Dinheiro desta semana, falando do uso crescente das apresentações de slides preparadas em computador como recurso básico de palestras e exposições por executivos e autoridades, e do perigo de este apoio virar dependência, quando o palestrante não consegue mais explicar e convencer se não puder contar com o recurso que deveria ser apenas um coadjuvante.

O artigo cita como exemplo uma recente exposição de um plano do governo federal, apresentada pelo Ministro da Fazenda, que não pôde começar enquanto um técnico não resolveu um problema nos slides. O Ministro massacrou a platéia com 84 slides em 40 minutos, muito além do que se recomenda quando o objetivo é transmitir e fixar um conjunto de idéias durante uma apresentação breve.

E o trecho crucial do artigo é o que pergunta o que aconteceria se o Powerpoint (ou qualquer outro programa usado para criar e exibir os slides) falhasse:

E se o Power Point falhasse? O que fariam os dois ministros de Lula? Deixariam a exposição para outra oportunidade? Evidentemente, não. Seriam forçados a fazer o que sempre se fez nos tempos em que não havia o recurso eletrônico. Teriam de convencer pelas palavras e não pelas imagens. Em dias não tão distantes, a clareza vinha das idéias, e não das telas computadorizadas. E nem por isso os executivos, públicos ou privados, tinham dificuldade em apresentar suas estratégias e seus planos de ação.

Mas justiça se faça à informática: as apresentações com powerpoint são mais convincentes. Em slides coloridos, o planejamento fica menos etéreo. Ganha mais solidez. O efeito positivo só não acontece quando o expositor se limita a repetir o que está demonstrado na imagem. Aí, a impressão é de que se procura convencer o espectador a golpes de repetição. As palestras, então, tornam-se monótonas e aborrecidas. E o moderno Power Point, um recurso inútil e irritante.
Que não se faça juízo errado: não foi esse o caso das exposições de Guido Mantega e Dilma Rousseff.

A pergunta, de qualquer forma, fica no ar: é possível viver sem a ajuda do powerpoint?

A resposta depende de cada um, mas é recomendável que todo palestrante esteja preparado para prosseguir sem apoio dos slides, no mínimo para não evaporar no dia em que a lâmpada do projetor queimar ou o computador do auditório não funcionar.

E mesmo quando tudo funciona, 84 slides em uma apresentação de 40 minutos é dose para leão... Quando for criar uma apresentação com ênfase em transmitir e fixar idéias, não faça como o Ministro: aproxime-se o mais que puder da regra dos 10-20-30.

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