Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

GTD: os leitores do Efetividade comentam

Um elemento crítico para o sucesso de um blog é a capacidade dos seus leitores influenciarem o desenvolvimento dos assuntos abordados.

Eles podem fazê-lo pelo feedback passivo, que o autor detecta e procura interpretar a partir de estatísticas e monitoramento, ou – idealmente – pelo feedback ativo, entrando em contato, deixando um comentário, twittando, comentando em seus próprios blogs e de outras formas expondo o que gostam e o que não gostam nos blogs que acompanham.

Aqui no Efetividade sou agraciado por uma grande riqueza de dados de feedback passivo, que me permitem procurar entender como melhor atender ao público, mas eventualmente também acontecem picos de feedback ativo, que eu naturalmente aprecio muito mais ;-)

Foi o caso com o recente post “GTD: Organização Pessoal começa com um inventário completo”. Eu pedi que os leitores se manifestassem sobre o interesse na continuidade no assunto, e recebi uma calorosa resposta, com detalhes e tópicos que não imaginava receber.

A conclusão é bem clara: o post em questão irá se transformar no início de uma série que tratará sobre GTD e métodos complementares.

Mas as manifestações lá registradas merecem muito mais do que serem apenas lidas por mim, portanto preparei a seguir uma coletânea (com comentários meus) sobre as manifestações que trataram da demanda por organização pessoal,  a comparação entre GTD e ZTD, ferramentas e outros temas.

A demanda sempre presente

O Umberto Lima descreveu o problema comum que a ausência de um procedimento definido para completar a organização pode gerar:

Já tentei fazer esse método algumas vezes, mas o problema que no final eu desanimava e guardava a caixa com tudo que juntei. Espalhei várias caixas pela casa. Gostaria da continuação do artigo principalmente para passar dessa fase!

E a Nivanda Pereira complementou mostrando que tratar de técnicas de organização é sempre oportuno:

Essa matéria veio ao encontro do meu momento atual de vida. Hoje fui em uma loja que vende caixas de organização e comprei várias e falei com um amigo sobre a necessidade de fazer um inventário sobre tudo o que temos. Realmente esse site é item obrigatório todos os dias.

E a abordagem do Efetividade.net sobre o GTD parece mesmo agradar. Vários comentários apontam para isso, mas o do Turismo&Paradigma (Gustavo MB) trouxe 2 elementos a mais que quero comentar:

Há mais ou menos 06 meses comprei esse livro, por indicação sua, e amei, literalmente. Seus resumos são mais didáticos do que qualquer livro. Estamos aguardando um livro seu. Continue pensando em como aplicar as práticas de organização com as pessoas com transtorno de déficit de atenção.

Um livro meu não está nos planos imediatos, especialmente porque o que me encanta é escrever para vocês interativamente, podendo usar seu feedback imediato para planejar cada “próximo capítulo”.

Já a questão do Déficit de Atenção é algo a que tenho dado maior atenção mas, embora já tenha experimentado convidar autores nos 2 extremos da situação (pacientes e médicos) para serem autores ou co-autores de posts especificamente a respeito, até agora não tive sucesso. Mas alguma hora isso vai sair, e não tenho pressa, porque acredito que os posts hoje existentes também têm aplicabilidade aos desafios adicionais que as pessoas com esta condição encaram todos os dias!

GTD e ZTD

O Ricardo comentou demonstrando a atração que o GTD exerce sobre quem sente que precisa passar para uma fase mais gerenciada da sua organização pessoal:

Sempre que leio algo relacionado ao GTD, fico com aquela sensação de “como eu nunca pensei nisso antes?” Comprarei o livro e usarei não só para trabalho, como para rotinas domésticas e faculdade.

Mas há alternativas como o ZTD, que considero filosoficamente superior (veja os detalhes em “ZTD: Produtividade Zen”), embora ache as descrições de procedimentos do GTD melhores para quem está tentando pela primeira vez gerenciar sua organização pessoal. O Daniel Bolgheroni evidencia sua opinião sobre a diferença:

A vida não precisa de sistemas, softwares, métodos, técnicas e outras peculiaridades para se tornar efetiva. Métodos mais simples são muito mais eficazes para gerenciar uma inerente “vida moderna”.

Uma alternativa a esse método foi desenvolvido por Leo Babauta, do blog zenhabits. http://zenhabits.net/simple-work/

Sou um tanto avesso a qualquer tipo de processo de organização somente para se viver, porém, para as pessoas que tendem a procrastinar, esse método ajuda.

Ele não foi o único. Vejamos o que diz o Agulha3al:

Oi meu caro amigo!! Nunca fui fã do GTD… O sistema que funciona comigo muito bem já foi apresentado aqui, é o ZTD!

Claro que, quanto à operacionalização, os métodos possuem muito mais partes em comum do que diferenças profundas, percepção bastante presente no comentário do Alexandre Bagetti:

Eu aplico o método para tudo: e-mails, correspondências, papeis em casa, etc… O assunto pode até estar fora de moda, mas se forem ver qualquer novo método de organização passa pelas mesmas fases, só que outros nomes.

Ferramentas

O Samuel foi além, pedindo para continuarmos a série sobre o GTD mas tratarmos também sobre o ZTD, e aproveitou para pedir uma dica de ferramenta:

O problema é que acabo ficando com as informações descasadas. Normalmente não consigo sincronizar as informações.

Já ia me esquecendo, peço e suplico para continue com a série sobre GTD. Se depois continuar com o ZTD será mais interessante ainda.

Gostaria de uma dica Augusto, você recomenda deixar tudo em um sistema só? Se sim, qual seria, Evernote ou papel e caneta?

Recomendo deixar tudo em um sistema só, Samuel, mas isso não quer dizer usar uma ferramenta só. Use cada ferramenta nos casos em que ela lhe atender melhor, desde que você não tenha ambiguidades, situações em que depois não saberá se determinado item está na ferramenta X ou na ferramenta Y, ou em que a ferramenta adotada não esteja ao seu alcance na hora da necessidade!

Ele não foi o único a tratar de ferramentas: o Denis Feriance também entrou no assunto, sugerindo abordar os wallpapers que auxiliam na adoção do GTD, como os que foram abordados há algum tempo em um post da Bia Kunze. Como temos a honra de tê-la como leitora também, quem sabe ela não aparece nos comentários e nos conta se continua usando, e qual sua impressão após algum tempo de uso?

Outros

Vários outros leitores compartilharam experiências e interesses relacionados ao GTD e à continuidade da série. Agradeço a todos, foram lidos com atenção e serão levados em conta na continuidade da série. É impossível fazer uma síntese de todos mas, para representá-los, vou usar o comentário do Vando, que indicou o testemunho de um fotógrafo que ele admira, mostrando sua aplicação do GTD.

Você pode ler todos os comentários dos leitores no post GTD: Organização Pessoal começa com um inventário completo, que dará início a uma série de outros textos sobre métodos de organização pessoal.

GTD: Organização Pessoal começa com um inventário completo

O método GTD, descrito pelo autor David Allen em 2002 e desde então adotado como referência em produtividade pessoal por um contingente cada vez maior de pessoas em todo o mundo, prevê uma série de requisitos e procedimentos para aumentar a capacidade de produção pessoal sem ampliar o stress.

As ideias de David Allen (publicadas no Brasil no livro “A Arte de Fazer Acontecer”) são descritas na forma de tópicos simples e fáceis de botar em prática, baseando-se em uma premissa que qualquer um compreende sem esforço: nossa capacidade de produzir é diretamente proporcional à nossa capacidade de deixar o trabalho fluir sem necessidade de intervenção consciente no gerenciamento da seqüência de tarefas.

É preciso, portanto criar uma base de organização mental e do ambiente para poder atingir o patamar desejado de produtividade com menos stress, liberando o nosso potencial criativo.

Começando pela coleta

As etapas do método GTD são interligadas e pouco efeito produzirão se forem executadas apenas de forma parcial.

Mas, ainda que você não pretenda implantar o GTD na sua vida, a primeira das suas fases pode ser útil até mesmo para quem só esteja precisando de uma boa sacudida nas suas próprias práticas de produtividade.

Trata-se da fase de coleta, momento em que a pessoa reúne e ordena, de maneira racional, um inventário de tudo aquilo que está incompleto o u pendente no seu escritório, homeoffice ou mesmo na sua vida (uma abordagem ambiciosa mas lucrativa).  É a hora de esvaziar as gavetas, prateleiras, pastas e caixas de entrada de e-mail, guardando separadamente o que está associado a alguma pendência ou necessidade de ação, e o que não exige mais nenhuma movimentação mas você precisa manter como referência ou ferramenta mesmo assim – e descartando ou reciclando o restante.

Em especial, a coleta precisa cuidar também de um detalhe difícil de ser percebido: a lista de pendências que você guarda apenas na sua cabeça. Como a coleta busca também ser um mecanismo de redução de stress futuro, ela precisa se encarregar de deixar espaço no seu cérebro pra cuidar melhor do que você estiver fazendo a cada momento, sem ter de ficar se dedicando a malabarismos para não esquecer de que tem que passar na padaria na volta, ou que o aniversário da tia é na semana que vem, ou do número do modelo do cartucho de tinta que acabou.

Dicas para uma boa coleta

A primeira coleta é importantíssima para o sucesso do GTD (ou de boa parte dos processos de organização), e é algo que merece algumas horas de espaço livre na sua agenda, pois idealmente você primeiro vai “esvaziar todas as gavetas” (real e metaforicamente), e só depois começar a processar o conteúdo, todo de uma vez.

Para conhecer o procedimento completo, recomendo dar uma olhada no livro A Arte de Fazer Acontecer (ou outra obra que descreva o GTD), mas as dicas a seguir (todas vindas do método GTD) podem ser suficientes para aumentar a chance de uma boa coleta inicial:

Não priorize ANTES de coletar: é importante ter uma visão completa da “tralha” que você hoje acumula, e à luz dela os critérios de priorização podem mudar para melhor. Resista à tentação de não abrir determinadas pastas, ou de “já ir separando” parta do seu material – primeiro faça uma grande pilha (na prática, uma grande Caixa de Entrada), e só depois comece a processar. Os itens que não devem ser movidos, basicamente, são os suprimentos, materiais de referência, itens de decoração e equipamentos – e apenas se já estiverem no seu lugar correto e definitivo.

Anotações fazem parte da coleta: enquanto você vai processando seus documentos e materiais, vai lembrar de detalhes sobre a natureza da pendência associada a eles. Já as registre por escrito, em forma completa, se possível de uma forma que possa ser anexada ao documento original (Post-It, clips...) – e assim a “coleta mental” também ocorrerá.

Consistência requer esforço: é possível que você já tenha uma parte das suas informações bem organizadas, e o restante esteja precisando ser processado. Pare para pensar qual foi a razão de o sistema de organização que você havia adotado não ter “dado conta” de todo seu material – dependendo da resposta, você pode concluir por 2 boas alternativas: organizar o material restante, integrando-o à sua ordem anterior, ou desfazer também a ordem anterior, juntando seu conteúdo à bagunça existente para reprocessamento e criação a uma nova ordem que possa cuidar do conjunto completo.

Comece pelo tampo da sua mesa: quanto papel há no tampo da sua mesa ou bancada? Correspondências, contas, anotações, recados, cartões de visita, contratos, recibos... Por que estão ali? Remova tudo e empilhe para processamento posterior.

Siga pelas gavetas, armários e prateleiras: após esvaziar o tampo da mesa, prossiga pelo seu ambiente de trabalho. Dê atenção especial às “pilhas de papeis”, aquelas entidades disformes e misteriosas que, quando se formam em alguma gaveta ou prateleira, viram quase indestrutíveis, às vezes resistindo até mesmo a incêndios e mudanças. Nos armários, veja também os itens que você guardou sem saber por que: equipamentos quebrados, suprimentos para produtos que você não tem mais, etc.

Atenção às agendas e aos quadros de avisos: É possível que na sua agenda haja mais coisas além do que deveria estar lá: recibos, faturas, cartões de visita, prospectos... Nos quadros de avisos talvez haja anotações de compromissos, ou outros papeis que deveriam estar arquivados mas estão lá fixados há meses, inpedindo que você use o quadro adequadamente. Remova, coloque na caixa de entrada para processar.

Esvazie sua mente: no momento de uma coleta inicial, você precisa coletar também as pendências da sua mente, como já vimos. A maneira recomendada pelo GTD é ir anotando em uma folha separada cada item, pendência, compromisso ou similar que você lembrar, e ir colocando as folhas na mesma caixa de entrada em que estão os demais papeis que você coletou, para serem processadas da mesma maneira!

Após coletar tudo...

Depois de uma coleta inicial bem executada, provavelmente você estará com pilhas enormes de itens pendentes, formando uma caixa de entrada repletíssima – que, conceitualmente, incluirá também todos os e-mails que estiverem no seu computador, todas as pendências do seu smartphone, agenda, etc.

Agora, naturalmente, vem a próxima fase crítica: o processamento, que vai definir, para cada item, o que fazer: resolver imediatamente, adiar, delegar, descartar, arquivar, etc.

Cada método de produtividade sugere uma maneira diferente de fazer este processamento, e o GTD não é exceção.

Mas nosso tema de hoje era apenas a coleta ;-) Se houver interesse de vocês (manifestem nos comentários), podemos voltar ao tema em breve para tratar do processamento da caixa de entrada inicial à luz do GTD!

--

Este artigo de Augusto Campos é integrante da série do Efetividade.net sobre o método GTD de produtividade pessoal, baseado no livro A Arte de Fazer Acontecer, de David Allen. Adotado como referência em produtividade pessoal, o GTD prevê uma série de requisitos e procedimentos para aumentar a capacidade de produção pessoal sem ampliar o stress, baseado em uma premissa simples:  criar uma base de organização mental e do ambiente para poder deixar o trabalho fluir sem necessidade de intervenção consciente no gerenciamento da seqüência de tarefas.

 

Organize o home office com um arquivo de pastas suspensas

O Efetividade está no ar desde 2006, e ao longo dos últimos anos eu já perdi a conta de quantas vezes repeti o quanto considero os arquivos de pastas suspensas um instrumento essencial para a organização do escritório ou dos documentos da casa.

A oportunidade mais recente em que fiz este registro foi no post explicando como agir desde já para facilitar a sua declaração do Imposto de Renda do ano que vem, e a base do truque é exatamente o uso de um conjunto simples de pastas, cada qual com um conjunto de documentos e registros que vão sendo acumulados nela ao longo do ano.

Pastas suspensas são muito mais práticas do que trabalhar com pastas tradicionais (de trilho ou de elástico) ou com envelopes, pois reduzem o ato de arquivar a largar o documento na pasta certa, que já está aberta e (idealmente) acessível ao alcance da sua mão, sem deslocamento.

Anos de prática me fazem precisar hoje de um arquivo com um trilho de 40cm para o conjunto de pastas suspensas que uso, mas isso ocorre porque eu guardo nelas até mesmo materiais pouco manipulados e que estariam melhor acondicionados em caixas de arquivamento, como certificados de garantia e manuais de produtos.

Na prática, a maioria dos arquivos domésticos poderia caber em um organizador pequeno, e é neste sentido que hoje apresento o Organizador com Tampa Dello File, um produto que se adapta muito bem às demandas de um  escritório doméstico.

O organizador com tampa já vem com 10 pastas A4 coloridas (2 de cada cor), e estas pastas já vem prontas para o uso: além de trazer o “olho” onde você escreve (ou cola, se for realmente caprichoso!) a descrição do conteúdo de cada pasta, cada uma delas inclui 4 porta-CDs em TNT embutidos nas suas capas internas – ou seja, estão adaptadas a uma realidade em que o armazenamento digital ocorre em paralelo com o arquivamento de papeis.

Ao contrário de outros produtos que já testei – um aramado que cedia ao peso dos documentos, e um modelo em madeira que era muito resistente e bonito mas excessivamento volumoso para as demandas iniciais da maioria dos usuários – este organizador da Dello é feito em plástico rígido fosco complementado com metal e fixado com parafusos, e suas medidas (36cm x 16cm, com 26cm de altura) são adequadas a quem está começando a se organizar (talvez no segundo ano você vá querer comprar mais um, e usá-los lado a lado!)

A tampa é um detalhe curioso: ao mesmo tempo em que sabemos que cada obstáculo entre um papel que esteja nas suas mãos e o seu local de armazenamento definitivo aumenta a chance de que ele seja largado em uma pilha na mesa ou na gaveta, ela tem a vantagem de proteger do pó e eventuais respingos de faxina o conteúdo das pastas.

Testei e aprovei. Recomendo! Os produtos da Dello são encontrados em papelarias e em lojas de produtos de organização doméstica, e o post “Escritório doméstico: como arquivar seus documentos pessoais” explica melhor como você pode fazer uso desta ferramenta!

Design para quem não é designer

Antes de prosseguir, um alerta: consultar um profissional do design gráfico geralmente é o melhor caminho para aumentar a chance de chegar a um cartaz, cartão, flyer, capa, layout de página, folder e tantos outros produtos gráficos que usamos no dia-a-dia.

Só que a fronteira entre o que é um trabalho de design profissional e a mera aplicação de técnicas de design ao nosso próprio trabalho pode ser tênue e subjetiva. Alguns exemplos de oportunidades de aplicação de elementos do design gráfico que ocorrem no dia-a-dia de quase todos nós são:

  • a disposição da capa de um relatório
  • a escolha dos tipos ou fontes dos títulos e corpo de texto de um trabalho
  • o cartaz no elevador avisando da reunião do condomínio
  • a mensagem de aniversário enviada por e-mail

entre tantas outras. Todos nós estamos expostos a decisões de design gráfico todos os dias, e embora sejamos dotados de algum bom senso, estética e ferramentas que até permitem um bom trabalho (na classe amadora, claro!), um pouco de método sempre ajuda.

As opções mais básicas que conduzem ao mínimo necessário em termos de resultado harmonioso e que comunica bem a sua mensagem são simples, fáceis de aprender e de memorizar.

Mesmo assim, todos os dias somos expostos (e às vezes até mesmo cometemos) cartazes e capas integralmente feitos em fonte tamanho 12pt, só maiúsculas, e 100% centralizadas - quando não são alinhadas aleatoriamente, cercadas por uma variedade de molduras e misturando várias fontes parecidas entre si.

Melhorando o mundo pelo design

Ninguém deveria ser obrigado a ver mais capas de relatório feitas em Times New Roman 12pt maiúsculas centralizadas - os últimos 20 anos de popularidade de processadores de texto já nos ofereceram quantidade suficiente disso.

Mas isso só mudará se aprendemos a entender o be-a-bá do design gráfico e empregarmos no que produzimos e expomos ao mundo. Quanto mais gente fizer isso, maior será a chance de os demais perceberem que há outras alternativas à Times além da Comic Sans!

Para mim, essa percepção veio a partir de uma leitura que, desde então, recomendo a todo colega de equipe que precisa produzir algum material gráfico de uso interno: o livro "Design para quem não é designer", que no momento em que escrevo pode ser encontrado por cerca de R$ 50 em livrarias on-line como Saraiva e Fnac.

Li esta obra pela primeira vez na virada do século, e desde então já comprei pelo menos 7 exemplares, sendo 3 para mim mesmo (acabo emprestando, e não voltam, cumprindo assim sua missão!) e os outros para dar de presente. Recentemente comprei também a edição em inglês em formato ebook, e agora ele não some mais ;-)

Design para quem não é designer

A autora, Robin Williams, escreveu várias outras obras voltadas a difundir entre nós, amadores, os conceitos essenciais do design. Na minha opinião, o "Design para quem não é designer" é o essencial entre eles, sendo que os demais são especializações do conceito, tratando mais aprofundadamente sobre tipos, sobre apresentações, sobre web e mais.

No exemplar em português que tenho em mãos, identificado como "2a edição revista e ampliada" (2008), o tema é tratado em 194 páginas. Sei que há edições mais recentes, incluindo uma já transposta para a nova ortografia do nosso idioma, e me parece que a "terceira edição" do Brasil foi construída a partir da segunda edição do original dos EUA (onde já há uma terceira edição), portanto quem lê também em inglês deve pesquisar bem as suas alternativas.

O livro é de leitura facílima, muito bem ilustrado (geralmente com exemplos de aplicação profissional das técnicas do design gráfico), e apresenta basicamente 5 grandes temas, cada um deles explicado quanto ao seu conceito, funcionamento e objetivo de seu uso.

Conhece a definição sherlockiana sobre o conceito de óbvio? Depois de apresentado e explicado, tudo é óbvio. Este é um livro que trata sobre o que é imediatamente óbvio assim que explicado, mas que muitas vezes temos dificuldade de aplicar ao nosso trabalho por não termos jamais parado para identificar este pequeno conjunto de técnicas.

Claro que não posso detalhar os 5 temas por aqui (inclusive porque não sou designer), mas certamente posso listá-los e descrevê-los brevemente, sem o universo de dicas nem a variação de exemplos trazidos pela autora. São eles: proximidade, alinhamento, repetição, contraste e tipologia.

1. Proximidade

Itens relacionados entre si devem estar próximos. Itens ou grupos não relacionados devem estar separados.

Note que no exemplo à esquerda 100% das informações foram colocadas em um único grupo - dá trabalho até para tentar identificar quantos serão os concertos!

2. Alinhamento

Nada deve ser colocado arbitrariamente em uma página. Cada item deve ter uma conexão visual (por linhas precisas, mas geralmente imaginárias) com algum outro elemento da página.

Por que se limitar ao centralizado?

Nos primeiros anos dos processadores de texto, o alinhamento centralizado floresceu inclusive porque as pessoas estavam acostumadas à relativa dificuldade de obter o mesmo efeito com máquinas de escrever, e se maravilhavam com a possibilidade de centralizar com o mero toque de um botão. Mas esse tempo já passou, e há tantas outras formas de alinhar!

Claro que a falta de imaginação não é a única fonte de problemas com alinhamento: a falta de percepção sobre as possibilidades de alinhamento também é um problema comum. Veja os exemplos acima: no segundo, apesar de os elementos terem tamanhos diferentes, todos eles (título, texto e as 3 caixas) estão alinhados uns aos outros, o que muda completamente não só a estética como também a comunicação.

3. Repetição

Algum aspecto do design deve se repetir no material inteiro, e nos conjuntos de materiais associados entre si. O uso de um negrito, um fio (linha) grosso, um elemento de design, em suma algo que dê a ideia de consistência quando o leitor reconhecer visualmente.

Quando se trata de um único documento, isso é evidenciado usando sempre a mesma fornte para os títulos, ou por um rodapé padronizado para as páginas, por exemplo.

Quando se trata de um conjunto de materiais, a presença de um elemento que possa ser reconhecido ao longo de cada uma das peças é que dá essa ideia de consistência e facilita a identificação - compare o cartaz acima com os modelos de papel timbrado de uma mercearia usados anteriormente como exemplo de alinhamento para identificar!

4. Contraste

Se dois itens não forem exatamente análogos, diferencie-os completamente. Itens parecidos (quanto ao tipo, tamanho, peso, posição, etc.) geram conflito. Contraste é quando eles são completamente diferentes.

O contraste pode ser alcançado de várias formas: tamanho das letras, fios grossos e finos, cores quentes e frias, horizontal x vertical e mais.

No exemplo acima, há contraste de fontes, bem como entre o título horizontal longo e as colunas curtas, por exemplo.

5. Tipologia

Ao longo de vários capítulos, esta parte (descrita pela autora como "a segunda metade") do livro apresenta os conceitos básicos sobre o uso consciente das fontes, incluindo as dicas essencias sobre contraste de tipos: tamanho, peso, estrutura, forma, direção e cor.

O que mais?

O capítulo mais interessante do livro está escondido, discretamente, entre o capítulo que trata do contraste e o início dos capítulos sobre tipologia - porque depende do entendimento sobre os princípios básicos, no mínimo para permitir o uso dos termos adequados.

Trata-se de uma lista de dicas e truques específicos para:

  • cartões de visita
  • papeis de carta, timbrados e envelopes
  • folhetos em geral
  • boletins e newsletters
  • folders
  • postais
  • anúncios de jornais

Claro que, para boa parte dessas aplicações, consultar um profissional pode ser a melhor solução. Mesmo assim há valor em conhecer o básico a respeito - no mínimo vai melhorar a comunicação entre você e o prestador de serviço.

Além disso, há uma série de exercícios (com respostas ao final do livro), capítulos de revisão e outros recursos para facilitar o aprendizado se você fizer como eu e ler do início ao fim.

Depois de ler, o livro vira um excelente guia de consulta e referência sobre os elementos mais básicos do design gráfico - mas só o empreste se tiver garantias ou se não se importar quando livros emprestados não voltam, porque este é o tipo de livro útil que, quando emprestado, acaba sendo emprestado andiante ou incorporado à biblioteca de referência de quem o recebeu ;-)

"Mente anti-hacker": ganhe seu exemplar

O leitor Paulo Moraes escreveu para compartilhar a novidade do lançamento de seu livro "Mente anti-hacker" sobre segurança da informação com foco no usuário final, tema que já foi abordado diversas vezes aqui no Efetividade.net.

Pedi a ele que produzisse uma breve descrição da obra, que agora publico, abaixo. Para estimular o interesse de vocês, vamos sortear um exemplar do livro do Paulo, com uma regra bem simples: basta responder nos comentários deste post qual dos 10 capítulos do livro (mencionados abaixo) é o que trata do tema que você anda precisando dar mais atenção na sua própria segurança digital.

Mas não vale só dizer o número do capítulo e título do capítulo: tem que dizer a razão da escolha, ok? E não esqueça de preencher corretamente o seu e-mail no formulário do comentário, ou eu não terei como identificar você caso você seja o sorteado.

O sorteio ocorrerá na próxima segunda-feira, 16 de maio de 2011 já ocorreu - venceu a Ana Karenina, que receberá por e-mail instruções para informar o endereço postal no Brasil para onde deverá ser enviado seu livro.

Segue a descrição do livro providenciada por seu autor Paulo Moraes:

Mente anti-hacker - proteja-se

A Obra "Mente Anti-hacker - Proteja-se" tem o objetivo de levar o entendimento para qualquer usuários que necessite do mínimo de proteção para evitar infecções, invasões ou se tornar vítima de golpes virtuais, quase sempre resultando em transtornos e prejuízo financeiro.

O livro aborda os principais conceitos e definições das ameaças que cercam os usuários diariamente ao utilizar a Internet, seja para atividades domésticas ou empresariais.

Focado no sistema operacional Microsoft Windows 7, explora os recursos de proteção dessa plataforma e todos os softwares utilizados no livro estão disponíveis para uso gratuito no ambiente doméstico, não sendo necessário nenhum outro investimento após adquirir o livro.

É demonstrado claramente desde a instalação das ferramentas de proteção e dicas comportamentais de segurança que podem ser usadas diariamente, tornando a experiência com o computador mais tranquila.

A parte mais agrádavel durante a criação do livro foi o capítulo 4, abordando o recurso Filtro de Conteúdo, onde pais e usuários podem identificar e restringir o acesso a alguns sites na Internet de acordo com a sua classificação, evitando que sejam visualizados conteúdo impróprio no computador quando os responsáveis estão ausentes do local.

Maiores informações podem ser visualizadas em www.menteantihacker.com.br

Sumário

1. Ameaças Digitais e Métodos de Contaminação
2. Phishing – A Arte de Pescar Vítimas
3. Sistemas de Proteção
4. Controle o Acesso das Crianças
5. Criptografia – Confidencialidade à Prova de Hackers
6. Descobrindo Falhas no Computador
7. Utilizando Redes Sociais com Segurança
8. Backup e Restauração do Sistema
9. Contas de Usuário
10. Proteção de Redes Sem Fio

Características

Ano: 2011
Edição: 1
Lançamento: 15/04/2011
Páginas: 196

Paulo Moraes é um profissional de TI com mais de 10 anos de experiência, com formação em Redes de Computadores e Especialização em Segurança da Informação, possuindo as certificações ISO 27002/ITIL (EXIN) e MCDST/MCSA (Microsoft). Atua no mercado como Consultor de Segurança da Informação.

Organização doméstica com caixas Top Stock

As caixas organizadoras da Sanremo são velhas conhecidas de quem dá atenção organização doméstica, e ultimamente têm adetido à tendência de oferecer soluções para lares cada vez mais enxutos e carentes de espaço disponível.

A linha Top Stock, em particular, é familiar a quem tem uma casa organizada, pois apresenta modelos em formatos variados mas com 3 características em comum: presilhas que mantém fechada a tampa (ideais para transporte e para casas com crianças pequenas ou animais domésticos), pés largos que apoiam melhor, e material robusto e resistente.

Na minha casa, há caixas Top Stock de tamanhos diversos guardando lâmpadas, ferramentas, inseticidas, pilhas e até mesmo uma caixinha com um kit-apagão: pilhas, lanterna, velas, fósforos, um rádio AM, caneta, palavras cruzadas e lista de telefones úteis.

Rodas!

Mas assim como as demandas da organização doméstica evoluem, avançam também as soluções voltadas a ela, e assim a familiar Top Stock recebeu uma renovação na forma de produtos que trocam uma de suas características essenciais (os pés largos) por um substituto interessantíssimo: rodinhas.

Pedi à Sanremo para avaliar estes produtos (nem tão recentes assim) no contexto da organização doméstica, e fiz alguns testes práticos com 2 deles, que conduziram a resultados positivos e às conclusões que compartilho a seguir.

Organizador baixo com rodas

O organizador baixo com rodas parece feito sob medida para uma tarefa bem específica: aproveitar o espaço embaixo da cama para guardar objetos, mas sem expô-los à poeira e outras condições adversas daquele ambiente.

Com dimensões generosas (84cm x 47xcm e 17cm de altura) e acomodando um volume de pouco mais de 50 litros, este organizador pode lidar muito bem com itens leves (como sapatos, botas, casacões, cobertores e similares), mas eu experimentei carregá-lo com objetos pesados e ele não cedeu – as rodas continuaram girando livremente.

Não posso afirmar que o material não cederia com o tempo, neste situação de uso extrema (enchi de livros!), mas para o uso típico (calçados, roupas de cama, etc) ele demonstrou ser bastante adequado.

Infelizmente a altura de 17cm é excessiva para o uso sob modelos comuns de camas do tipo box (na minha casa não coube), adequando-se melhor a camas com estrutura tradicional.

Organizador “médio” com rodas

Coloquei a palavra médio entre aspas no título porque, embora este seja o nome oficial do produto, eu não o descreveria com outro adjetivo que não fosse “grande”. Com 37cm de altura (e 83 de comprimento por 48 de largura), este modelo conta com mais de 100 litros de espaço interno, e suas rodas o tornam ideal para  armazenar no chão da garagem, em depósitos ou mesmo em uma sacada abrigada.

Ao contrário dos modelos sem rodas da linha Top Stock, que aqui em casa resistem há anos ao teste da chuva (mais uma vez, graças à boa vedação proporcionada pelas presilhas das tampas), o organizador “médio” e o organizador baixo não são feitos para vedar tão completamente: suas tampas são articuladas,  o que permite abrir cada metade delas como se fosse uma tampa de baú – e por consequência fazem com que a água possa passar pelas dobradiças plásticas.

Embora precise ser mantido em local abrigado, entretanto, este “baú com rodas” da Sanremo dá um show quanto à sua aplicabilidade. Entre os testes que realizei com ele estiveram a guarda de material de praia (pé de pato, snorkel, raquetes, sacola térmica e até o guarda-sol couberam com folga), de ferramentas e até mesmo de material de churrasco (espetos, grelhas, chapa, espátula, faca, tábua e ainda sobrou espaço para uma saca de carvão).

Como se trata de um volume muito grande, não considerei prático para armazenar algo que vá ser usado com muita frequência, a não ser que se trate de um ambiente muito espaçoso ou pouco frequentemente utilizado (como um depósito ou uma churrasqueira externa).

Mas nos casos em que ele cabe, o organizador “médio” demonstrou ser prático, e as rodinhas se tornam muito úteis na hora de transportar entre o canto onde ele fica guardado e o local em que seu conteúdo irá ser útil!

Os produtos da Sanremo podem ser encontrados em supermercados, lojas de utilidades e de materiais para organização doméstica.

Artigos recentes: