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Fazendo acontecer: O que podemos aprender com Adams Óbvio

Obvious Adams, traduzido no Brasil como Adams Óbvio, é um personagem de ficção que eu vim a conhecer ainda na adolescência, devido a uma jogada de marketing brilhante da Souza Cruz, que encartou a sua história (na forma de livreto) nas principais revistas brasileiras, para ajudar a promover o conceito do cigarro Free - em uma época em que as leis contra o tabagismo ainda eram bem menos severas do que hoje.

A campanha não me transformou em um fumante, mas a história de Adams Óbvio (juntamente com a "Mensagem a Garcia", que abordarei em outra ocasião) me deu diversas dicas que até hoje me inspiram na hora de realizar escolhas complicadas ou de procurar o fio da meada de problemas complexos.

(alerta de repost!) Escrevi e publiquei o artigo abaixo originalmente no final de 2006, mas trago-o de volta à capa hoje em homenagem à quantidade de soluções complicadas que tenho visto surgir para os problemas simples do dia-a-dia, e em atenção ao contingente de leitores que começou a seguir o Efetividade.net mais recentemente.


Capa de uma edição recente

Em meados de 2006 comprei uma reprodução da edição original do livro em inglês (datado de 1916), e acredito que os leitores do Efetividade.net gostarão de saber que existe uma tradução completa (e legalizada, acredito) do livro disponível para livre acesso na Internet. Não vou reproduzi-la aqui, mas compartilho meus comentários sobre o que podemos aprender com Adams Óbvio, e os links para onde o texto integral pode (ou podia) ser encontrado.

Quem é Adams Óbvio

"Adams Óbvio" é a biografia ficcional de Osborne Adams, que trabalhava para a Oswald Advertising Agency, em New York. O livro foi um sucesso instantâneo quando foi publicado - um fenômeno comparável ao de "Como fazer amigos e influenciar pessoas", nos anos 70, ou "A terceira onda" nos anos 80.

É um livro bastante curto, com estilo que trai seus mais de 90 anos de idade, que você pode ler tranquilamente em menos de 1 hora, e eu recomendo - mas muito mais pelo potencial de inspiração do que pela possibilidade de aprender alguma lição prática.

Consta que sucessivas edições se esgotaram durante anos a fio, inclusive porque executivos tinham a prática de presentear suas equipes com exemplares do livro, na esperança de inspirá-los a seguir o exemplo de Adams, por mais óbvia que a sua história seja ;-)

Todas as pequenas "parábolas" da história de Adams Óbvio acabam demonstrando a razão do seu sucesso: fazer o óbvio. Mas não aquele óbvio que salta aos olhos, que freqüentemente é a razão do insucesso de quem não analisa suficientemente suas questões - Adams sabia que o óbvio nem sempre é evidente, e ia até o cerne, não se deixando desviar dos fatos, nem cedendo à tentação de analisar apenas a parte mais interessante da amostra.

Olhar objetivamente os fatos, analisá-los, chegar a uma conclusão clara, e agir de acordo com ela, é a receita da maioria das vitórias. Ainda assim, muitas vezes estas vitórias nem chegam a ser reconhecidas como tal, devido ao sherlockiano efeito de considerar simples um problema complexo, uma vez que a solução seja apresentada.

Necessário, mas insuficiente

É claro que a atitude de Adams não é suficiente para levar ninguém ao sucesso, pois da direção dele não surgem as estratégias surpreendentes que acabam sendo o diferencial ou o ponto de vantagem em relação a outras empresas ou organizações que tenham a mesma competência. Mas os resultados do exemplo de Adams são um exemplo a ter em mente para quem atinge menos do que ele por duas razões básicas:

  1. Por não dedicarem atenção suficiente à análise, acabam fazendo menos do que o óbvio; ou
  2. Por desejarem se destacar mais do que desejam resolver o problema, deixam de fazer o óbvio.

Na minha opinião, toda equipe bem-sucedida deseja ter pelo menos um Adams Óbvio, e todo líder de sucesso deve saber quando seguir o exemplo de Adams, e quando fugir dele.

E não tenho dúvida de que todo mundo em busca de um avanço em sua carreira não pode deixar de ler e refletir sobre a história de como Adams obteve seu primeiro emprego em publicidade.

E quem lida com chefes ou equipes que têm dificuldades em remover a neblina que esconde o óbvio deve recomendar especialmente o trecho em que Adams descobre como aumentar a lucratividade da filial da loja de calçados.

Para ler a história completa, veja a tradução oficial disponibilizada on-line e gratuitamente por uma agência de marketing chamada... Óbvio.

Ao final do texto traduzido, há um anexo escrito pelo autor, anos depois da publicação, explicando 5 maneiras de testar o óbvio, e 5 caminhos criativos para reconhecê-lo. Eis os caminhos, mas para saber a explicação e os exemplos do autor você terá que ler lá ;-)

  1. Não se impressione como a coisa sempre tenha sido feita ou como outras pessoas gostariam de fazê-la.
  2. Imagine como seria divertido se tudo pudesse ser completamente invertido. (O fato de uma coisa ter sido feita ou construída de um certo jeito, por vários séculos, significa, possivelmente, que chegou a hora de questioná-la.)
  3. Será que você conta com a aprovação e com a participação do público no seu projeto?
  4. Quais oportunidades estão passando desapercebidas porque ninguém se importou de examiná-las?
  5. Quais são as necessidades específicas do caso?

Os exemplos são bastante ilustrativos, mas também são um testemunho da idade do livro: a invenção dos carros-leito em ferrovias, a caneta esferográfica, os supermercados (o conceito do "pegue e pague"), os queijos Kraft. Todas estas idéias parecem óbvias hoje, e não dão a idéia de serem uma grande aplicação de tecnologia. Mas elas certamente não eram óbvias antes de serem inventadas!

O resumo da ópera: fazer apenas o óbvio não é receita de sucesso, mas fazer menos do que isto, ou deixar de fazê-lo, é sempre um caminho arriscado.

Como entrar em forma para o verão: 8 dicas de motivação para sair do sofá

Entrar em forma para o verão é um desejo comum. Mesmo acreditando que muitos leitores compartilham comigo a característica de ser mais sedentário e menos atlético do que gostaria, entretanto, eu preciso começar com uma ressalva: deixar para entrar em forma só quando o verão se aproxima não é a forma mais saudável de lidar com a situação, não importando se a motivação é estar apto para as atividades físicas das férias ou uma preocupação adicional com a estética.

Mesmo assim, bastante gente começa a sentir o impulso do exercício quando o inverno começa a acabar e a primavera desponta. Se isso puder levar você a uma vida mais saudável, entretanto, não há razão para evitar, desde que de forma comedida e segura, ou seguindo a orientação de um profissional habilitado.

Como fazer, que atividade praticar, e com que intensidade e frequência, eu deixo para você escolher com a ajuda de quem estiver habilitado a falar sobre o assunto (uma dica é dar uma olhada nestes 3 estágios para entrar em forma). O que eu quero falar é sobre a motivação para começar e continuar com os exercícios, assunto relacionado mais de perto à temática aqui do Efetividade - para os demais detalhes.

Entrar em forma para o verão pode não ser TÃO saudável

Entrar em forma para o verão pode ser, em si, uma prática pouco efetiva, a não ser que você cuide da sua condição física durante todo o ano, e no verão busque apenas um brilho adicional.

Como diz o Nuno Cobra, em "Entrar em forma no verão: o erro mais comum":

O corpo não é uma máquina que se liga na tomada e já entra em 220, como a gente vê por aí todos os dias. Há que se ter a noção concreta da fragilidade desse corpo. Principalmente, para quem se descuidou durante anos e anos a fio. É necessário, portanto, desenvolver esse controle emocional e entender definitivamente que o trabalho saudável com o corpo, requer muita paciência e aceitação do baixo nível físico do momento. Tudo deve ser feito de forma absolutamente gradativa, com muito critério e bom senso.

Ou seja: avance aos poucos, atento aos seus limites e sem perder de vista os objetivos. E não pare depois que o verão chegar, e acabar ;-)

Como se manter motivado

Fazer a primeira sessão de exercícios já é custoso (acaba sempre ficando pra semana que vem, que nunca chega...), mas quando chega a acontecer, abre as portas de novos desafios: chegar à terceira sessão, à terceira semana, ao segundo mês, etc. As tentações que surgem no caminho da pista ou da academia são muitas, assim como os obstáculos, na forma de chuvas, frentes frias e de cobertores quentinhos que convidam a ficar mais 45 minutos na cama.

Motivação é algo que não vem de fora: ela está (ou não) dentro de nós. Mas ela pode ser estimulada, inclusive por nós mesmos - e a motivação para se exercitar, quando não vem dos objetivos em si (a forma física, a saúde, a preparação para alguma prova, etc.), é algo que precisa ser permanentemente renovado, porque as tentações e obstáculos mencionados acima também se renovam sem parar.

Na minha opinião, o primeiro passo é ter um plano razoável, exequível e alinhado aos seus objetivos, e estar disposto a segui-lo. No meu caso, o exercício praticado é o ciclismo (ou os passeios de bicicleta, para não dar a impressão de que eu sou mais atlético do que a realidade), e eu defino previamente o número de vezes que quero andar por semana, e a quilometragem mínima a alcançar. O plano deve ter o grau de flexibilidade adequado: no meu caso, por exemplo, chuvas (no inverno) e temperaturas abaixo de 10 graus cancelam o compromisso.

Mas ter o plano não motiva - é apenas um requisito. Para realmente manter a motivação do exercício regular, já encontrei na literatura muitas sugestões, e posso listar as que funcionam bem para mim. Vamos a elas!

As 8 dicas para manter a motivação dos exercícios

Equipamentos são recompensas! Comece com o básico que você já tem, investindo inicialmente apenas nas necessidades essenciais de segurança. Não saia comprando o melhor tênis e o melhor traje ao seu alcance na primeira semana, nem faça com que isso seja a condição para que os exercícios comecem: inverta o jogo e use isso para se motivar! Associe a busca dos equipamentos ao seu plano (veja a dica abaixo sobre metas), e vá adquirindo os equipamentos melhores ao seu alcance conforme for alcançando os resultados definidos. Para mim, no começo da minha retomada, pedalar alguns quilômetros a mais ficava mais fácil quando isso estava associado como condição para comprar um fone de ouvido melhor ou um pára-lamas para a roda traseira.

Defina e registre métricas do seu rendimento: acompanhar os exercícios com base nos resultados (redução do peso, da cintura, da pressão arterial, etc.) pode ser suficiente para algumas pessoas, especialmente quando a coisa funciona bem. Mas para manter a motivação antes de a rotina engrenar, registrar indicadores de execução pode ser bem mais eficaz. Escolha o conjunto de métricas mais adequado aos seus objetivos, e passe a anotar em uma tabela o resultado de cada sessão. Eu tenho um velocímetro e odômetro na bicicleta, mas registro só a quilometragem diária, as condições climáticas de cada sessão e o número de sessões por semana. Dependendo do objetivo do exercício, poderia ser interessante registrar também velocidade média, por exemplo. As métricas escolhidas devem ser condizentes com o seu plano, é claro.

Acostume-se a consultar a série histórica: a cada vez que registro os indicadores do dia, comparo com os anteriores. Ainda estou em uma retomada de condicionamento, após um longo período de inatividade, portanto ainda é especialmente agradável perceber que a cada dia ando mais do que no anterior, já que o condicionamento vai chegando aos poucos. Ando de 50 a 90min por sessão, e quando comecei completava 8km por sessão, agora já passei do dobro: estou em 17km. Logo vou chegar ao limite do conforto, e o gráfico vai ficar mais próximo de uma reta, mas vai continuar fazendo sentido consultar a série, especialmente porque eu registro as condições climáticas, e posso comparar o efeito que um dia de vento mais forte, ou de temperatura mais alta, ou mais baixa, causa sobre o meu desempenho.

Fixe metas de execução, e não de resultado: os resultados sempre demoram mais para aparecer, e seu ritmo pode não ser constante. Fixar metas baseadas apenas neles ("perder 3kg no primeiro mês", por exemplo) é uma forma pobre de acompanhar seu desempenho, e um risco ao seu sucesso. Defina metas alcançáveis, claramente quantificadas e com prazo, mas baseie-se na execução, e não no efeito: por exemplo "pedalar 15km em 1 hora até o final do segundo mês". As metas motivam com base no desafio, e quando se trata de alcançá-las, competir consigo mesmo é um desafio constante.

Nada de pressa: atenção aos seus limites: vá aumentando suas metas aos poucos, e com base no seu rendimento real. Ter metas irreais desmotiva, quando não conseguimos alcançá-las, e é um risco à saúde e ao condicionamento, quando de fato tentamos. Acabar com um estiramento muscular ou tentado a recorrer a aditivos químicos com fortes efeitos colaterais e que podem acabar comprometendo os objetivos do exercício não vale a pena. Encontre seu ritmo aos poucos.

Pratique um exercício que lhe agrada e esteja ao seu alcance: se o esporte que você gostaria de praticar não estiver ao seu alcance, esta é uma boa razão para não praticá-lo por lazer. Mas quando se trata de exercícios para manter a forma, às vezes é preciso estar disposto a abrir mão do luxo da escolha. Eu gosto de bicicleta e aqui perto de casa dá para andar, então não é difícil para mim praticar. Por outro lado, não aprecio corridas e caminhadas, e só recorreria a elas se não houvesse outra opção. Mas esta condicional pode ser a chave: as escolhas são limitadas aos exercícios que estão ao nosso alcance, mas neste contexto o conjunto do que está ao nosso alcance é amplo: há quem acorde de madrugada para ter tempo de se exercitar, há quem pratique séries de abdominais, apoios e halteres dentro de casa, e há até mesmo quem consiga usar esteiras e bicicletas ergométricas em casa sem deixá-las em um canto já na segunda semana, transformando-as em cabides ou acumuladores de poeira.

Saiba se preparar: Aquecimento, alongamento, alimentação adequada e cuidados com a segurança são fundamentais. Se for pedalar de noite, por exemplo, tenha atenção especial com os refletores (ou recorra a lanternas e faroletes adequados). Se preferir uma modalidade com riscos maiores, como os esportes de aventura que o Stulzer cobre lá no Transpirando.com, ou como a natação oceânica que o meu pai pratica, equipe-se adequadamente, e tenha o apoio necessário. E faça da preparação uma parte importante e interessante do exercício!

Marque na agenda: a idéia de que você não tem tempo para se exercitar fica pior quando você deixa esta atividade fora da sua agenda. Se você é sério em relação ao objetivo de se exercitar regularmente, e se o tempo para isso existe, assuma isso como um compromisso tão sério quanto os demais que você tem, agende-o da mesma forma, e cumpra. Provavelmente você já tem itens bem menos importantes e úteis na sua agenda! ;-) Eu pedalo segunda, quarta e sexta, e levo esse compromisso bem a sério.

Para mim, as 8 dicas acima funcionam bem. Quais são as suas?

Belkin Cushtop: um suporte para notebook que passa no teste do sofá

Suportes para notebook são produtos que já passaram em grande número pelas minhas mãos (até já avaliei 2 deles aqui para o Efetividade.net), mas sem exceção eles funcionavam melhor sobre uma escrivaninha, como ferramentas para transformar o notebook temporariamente em um desktop, geralmente dependendo de um teclado e mouse externos para cumprir melhor a sua função.

Mas aos preços atuais os laptops estão cada mais presentes também nas casas, e aí o uso onde o nome indica (laptop significa, em tradução livre, "sobre o colo") se torna mais desejável - afinal, nem todo mundo vive a atmosfera de home office, e é comum os notebooks funcionarem como ferramenta de entretenimento, estudo ou lazer - e aí nada mais natural que usá-lo na poltrona ou sofá.

E aí surgem oportunidades para muitas empresas que se dedicam a oferecer acessórios de informática para nós, consumidores finais de tecnologia. E no que diz respeito aos suportes de notebook, eu testei realmente vários, e nenhum deles havia passado com sucesso no teste do uso casual na poltrona ou sofá - ou são desajeitados, ou não oferecem bom apoio, ou lhes falta firmeza ou - horror dos horrores - colocam obstáculos no caminho do trackpad ou do teclado.

Eis que surge aqui na área o Cushtop, da Belkin: um suporte para notebook projetado especificamente para o uso no colo, seja no sofá, no colchão ou mesmo no chão.

Feito com interior rígido e cobertura acolchoada, a abertura central permite inserir a fonte de alimentação e o mouse, na hora de guardá-los. As duas faces do produto não têm a mesma área: uma delas tem dimensões apropriadas para um notebook de até 15 polegadas, e a outra é um pouco maior, caso você tenha um desses notemonstrengos de 17 polegadas.

A espuma acolchoada é projetada para não contribuir com o superaquecimento do notebook, e a capa de microfibra permite que você limpe o produto quando necessário.

O modelo que temos aqui em casa foi comprado no Submarino, e está em uso constante desde o final de 2008, sem desgaste visível. O notebook fica firme, sem escorregar, sem superaquecer e sem esquentar o colo de ninguém. O compartimento para o mouse externo e a fonte é uma grande sacada (onde cabe até o HD externo eventual), e contribui para a redução do potencial de bagunça causado pela mobilidade informatizada doméstica.

Recomendamos!

Melhorando o café da sua cafeteira elétrica

Você usa cafeteira elétrica? Eu já tive o hábito, mas sou fã do sabor do café, e hoje aqui em casa só sai café produzido à moda antiga, com água fervida no fogão (e filtros descartáveis). Só que durante algum tempo fomos vítimas diárias de uma cafeteira elétrica, e acabamos nos acostumando a uma realidade que é a de muitos usuários deste dispositivo perverso: o primeiro café do dia (justamente o mais importante) nunca saía com a mesma qualidade dos demais.

E o pior é que quem só faz café uma vez por dia pode até mesmo levar anos consumindo um produto de qualidade bastante inferior ao potencial do seu aparelho, sem perceber nem descobrir. Mas é para isso que o Efetividade.net está aqui, e vem em seu resgate com a dica que pode resolver a questão.

No nosso caso, doar a cafeteira a quem precisava dela, e aí adotar o café à moda antiga, resolveu completamente o problema do café da manhã da casa. Mas há casos - como em copas de escritórios, por exemplo - em que a cafeteira elétrica é a melhor alternativa disponível, e neste caso a dica que veio da Newsweek via Lifehacker pode significar um enorme salto de qualidade na sua dose diária de cafeína.

Efetividade no café de cafeteira

E a dica é muito simples: o primeiro café do dia não sai com a mesma qualidade dos demais porque -- exceto nas melhores cafeteiras do mercado (não basta apenas ser de "marca boa"!) -- a capacidade térmica da cafeteira não é suficiente para garantir, no começo da operação, que a água passe por todo o processo na temperatura adequada. Ela começa o ciclo, ainda no reservatório de água pura, na temperatura certa, mas esfria no caminho, e isso acaba prejudicando bastante a qualidade da solução que pinga na jarra refratária.


Uma cafeteira italiana (moka) também produz uma alternativa saborosa

Mas resolver isso é simples, e é algo que muitas pessoas experientes já fazem, abrindo mão de um pouco da pressa e da eficiência energética do aparelho em nome de mais qualidade para o produto final: basta encher o reservatório com um pouco mais de água do que o habitual e colocar a cafeteira para fazer um ciclo completo sem colocar o filtro (nem o pó de café, naturalmente). Quando acabar, esvazie a água quente da jarra refratária diretamente dentro do reservatório de novo, e aí comece outro ciclo - dessa vez com filtro e pó de café.

Com a temperatura uniforme, a infusão também vai ganhar qualidade, e o produto final que você beberá estará mais próximo do sabor esperado - desde que você o tome logo, e não o deixe ali sobre a chapa por um longo período.

O mesmo efeito pode ser alcançado aquecendo a água antes em uma chaleira ou em alguma outra fonte de calor mais rápida e eficiente, mas eventualmente o grau de esforço (e a multiplicação de aparelhos que precisarão ser limpos depois) deixarão de compensar, e você vai acabar percebendo que vale mais a pena recorrer a outro método - foi o que aconteceu aqui em casa.

Ou você vai se resignar e tomar aquela infusão semelhante a café que a cafeteira elétrica libera ao final de sua operação inicial a frio - que se não é o melhor que ela pode fazer, também não é tão ruim a ponto de ser desprezada por quem não tem estes minutos a mais para gastar.

E se tudo o mais falhar, você sempre pode considerar a possibilidade de tomar o café na padaria da esquina do trabalho até chegar o dia em que poderá comprar a sua própria máquina de café espresso ;-)

Motivação profissional X zumbis corporativos

O avanço na carreira, e até mesmo a oportunidade de alcançar determinados empregos ou cargos, podem estar ligados à motivação, ou mais diretamente aos efeitos dos diversos fatores que a compõem.


A "motivação" baseada apenas no contracheque leva ao risco da criação de zumbis corporativos

Vamos portanto dedicar alguns parágrafos a discorrer sobre as origens da motivação, a incapacidade das organizações de realmente motivar seus funcionários, e o que você pode fazer a respeito para motivar-se e dar um impulso à sua carreira.

Em busca da motivação

Um dos laboratórios mais férteis para o estudo da motivação profissional, na minha opinião, são as organizações ou iniciativas baseadas no trabalho de voluntários fixos - sem plano de carreira, geralmente sem compensação financeira, e unidos apenas por um interesse comum, é fácil perceber que alguns avançam cada vez mais na prestação do seu serviço, enquanto outros ficam estagnados e outros ainda tendem a durar pouco como integrantes ativos da organização - algo que você pode perceber facilmente nos clubes, associações, grupos de usuários e outras entidades similares a que é associado.

Deixando à parte (em um processo subjetivo, admito) as diferenças individuais (inclusive quanto à disponibilidade e aos fatores que levam cada um a participar da organização), percebe-se nessas condições um conjunto de comportamentos presentes nas pessoas que avançam na prestação do seu serviço, e que acredito poderem ser extrapolados para a situação profissional de muitos de nós - funcionários, gestores e até mesmo os que trabalham de forma independente.

Os 5 fatores essenciais da motivação

Os dois primeiros são pré-requisitos, na minha opinião, e precisam ser apresentados em conjunto: o interesse e a compreensão do seu papel. O interesse, tanto na atividade desempenhada quanto na missão da organização, nasce de muitas origens, indo muito além dos mais comuns, que são os de cunho técnico, e os relacionados à obtenção dos meios essenciais de sustento, segurança e aceitação social, que não são bons motivadores profissionais, mas apenas pré-requisitos básicos. Já a boa compreensão do papel depende do interesse do indivíduo e também da capacidade da organização comunicar adequadamente seu funcionamento ao público interno.

Somando interesse e compreensão, temos os elementos daquela velha (e piegas?) máxima da diferença da motivação entre dois pedreiros com a mesma habilidade, que faziam a mesma tarefa e ganhavam o mesmo por elas, mas tinham desempenho muito diferente: um deles via seu trabalho como empilhar tijolos unidos por cimento, e o outro descrevia sua atividade como construir paredes fortes para uma grande catedral.


A diferença que o profissionalismo faria...

Os próximos dois fatores são mais comportamentais, podem ser desenvolvidos por iniciativa própria com mais facilidade do que os 2 primeiros, e são diferenciais importantes entre os integrantes de qualquer equipe: o profissionalismo e a auto-renovação constante.

O profissionalismo aqui deve ser entendido em um sentido restrito, como o que aplicamos usualmente a artesãos ou trabalhadores manuais: é não aceitar soluções parciais, artifícios técnicos e gambiarras, recorrendo sempre ao procedimento correto e entregando um serviço completo, com qualidade e no prazo. Esta atitude, quando bem desenvolvida (e apoiada pela organização), é um fator motivador bastante positivo e conduz à inovação, pois ao rejeitar atalhos e atrasos tende a continuamente testar os limites dos processos e recursos disponíveis.

Já a auto-renovação constante é a atitude que permite ao profissional obter sempre novos estímulos a partir de sua atividade, aceitando desafios e provocando a transformação genuína a partir das pequenas coisas que estão ao seu alcance. Esta renovação pode ser buscada observando o que está sendo feito melhor na concorrência ou em áreas de conhecimento similares, atualizando-se profissionalmente, mantendo bons contatos, acompanhando publicações da sua área, e conduzindo suas próprias experiências controladas.

O quinto e último fator da lista é uma raridade que, quando genuína e associada aos fatores acima, é valorizada por todo colega, subordinado e chefe, e o retorno deles é um grande motivador. Trata-se da capacidade de assumir suas decisões. Quem gosta daquele colega que só assina um documento sob sua responsabilidade após conferir com todo mundo e levar mais alguém a compartilhar a decisão, para se precaver, "dividindo a culpa"? Quando você desenvolve a capacidade (genuína!) de assumir seus atos com responsabilidade (e não por impulso ou de forma impensada) e manter o que faz e diz, encarando o mundo de frente, terá muito mais chance de ser visto como um líder em decorrência da sua responsabilidade, e não do seu cargo.

Sintetizando: fatores e pré-requisitos da motivação

Nesta visão, portanto, a motivação acaba decorrendo mais dos fatores pessoais que levam a pessoa a levar o trabalho a sério e desenvolver-se para estar à altura dele.

Como há 2 pré-requisitos (o interesse e a compreensão), minha conclusão natural é que em determinadas atividades é impossível que o profissional se motive, a não ser que a reinvente completamente, ou encontre nela algo novo que faça surgir os fatores iniciais. Quem trabalha "porque o papai mandou", deixando de lado as suas próprias aptidões ou sem entender o que é produzido a partir do seu esforço, pode ter bem mais dificuldade em realmente se motivar.

Os fatores diferenciais (profissionalismo e auto-renovação) são encontrados, em menor ou maior grau, em todos nós - mas geralmente temos condições de investir esforço pessoal na sua ampliação. Quem consegue ampliá-los geralmente sai ganhando não apenas pelo lado da motivação, mas também na empregabilidade e no potencial de avanço na carreira. E as organizações que desenvolvem boas estratégias de estímulo a eles costumam colher bons frutos, enquanto as que os renegam acabam impondo um teto ao desenvolvimento de seus funcionários, que tendem a procurar alternativas de crescimento em outros lugares quando alcançam o limite.


Chega de desculpas

E o fator complementar, que infelizmente é raro de encontrar em estado bruto na natureza, é um grande fazedor de líderes, e também um motivador por excelência: a capacidade de realmente assumir suas decisões. Desenvolvê-la pode ser custoso, e ter oportunidade para demonstrá-la pode exigir circunstâncias excepcionalmente felizes, mas ser levado a sério é um grande motivador, e um impulsionador de carreiras.

E o salário, benefícios, jornada, plano de carreira...?

Adiro às definições comuns e que costumam classificar estes itens como pré-requisitos e como fatores de desmotivação (na sua ausência), mas incapazes de realmente motivar.

Salários mais altos, benefícios melhores, ambiente agradável, boa localização, jornadas diferenciadas e adequadas à realidade dos profissionais, planos de carreira bem estruturados e outros objetos de desejo similares são ótimos fatores para atrair profissionais com o nível desejado; quando surgem como novidade, criam também uma onda positiva de boa-vontade e predisposição à motivação que dura algum tempo, mas não consegue se sustentar por si só.

Todos estes incentivos, quando oferecidos no nível adequado às funções desempenhadas, e ajustados de acordo com o desempenho do profissional ao longo da sua carreira, geralmente são apenas requisitos essenciais para que o comprometimento e a motivação profissional possam ocorrer - sua ausência ou insuficiência, entretanto, podem causar a desmotivação até mesmo pela via da redução do interesse, que é pré-requisito básico da motivação, e geralmente decresce quando o profissional tem razão para acreditar que poderia encontrar recompensa melhor pelo seu trabalho e conhecimento em outro lugar.

E é claro que estes não são os únicos meios de que a organização dispõe para desmotivar seus funcionários. Seja por suas limitações reais, seja pela incapacidade de reconhecer o funcionamento dos mecanismos da motivação humana, muitas empresas negam a seus funcionários as condições para desenvolver até mesmo os fatores motivacionais que estariam ao alcance deles individualmente, e algumas ainda pioram a situação ao tentar "substitui-los" por sistemas de incentivos associados a metas. Desafios são positivos, competitividade interna pode ter suas vantagens, mas são complementos à motivação, e não substitutos.

Motivação e avanço na carreira

Como em tantas outras questões da vida em sociedade, a ligação entre motivação e promoção ou avanço na carreira é mais profunda do que pode parecer em uma primeira análise.

É senso comum que um funcionário motivado tem mais chance de ser considerado para uma promoção, mas será que isso é uma decorrência apenas do efeito (a motivação em si, que nem sempre é visível) ou da soma dos fatores que levam à motivação?

Não acredito que as promoções devam refletir o esforço dos funcionários, mas sim o seu potencial de gerar maior valor na nova posição a que ele é alçado. Neste sentido, acredito que a soma dos efeitos visíveis de cada um dos 5 fatores da motivação mencionados acima (e em especial dos 3 últimos) é mais do que suficiente para diferenciar positivamente muitos profissionais, mesmo que a motivação em si (bem mais abstrata) não fique aparente para o observador casual, ou mesmo para um superior mais distante.

O efeito é similar ao que ocorre nas seleções de candidatos (involuntários, claro) às demissões em uma reestruturação empresarial: quem está melhor preparado para encontrar outra colocação no mercado acaba tendo menos chance de ser despedido - não necessariamente pelas mesmas qualidades que outros empregadores valorizariam, mas sim pelas causas delas.

O que, aliás, é uma razão a mais para buscar sempre alcançar e manter a excelência profissional, ainda mais nestes tempos bicudos, em que prever o dia de amanhã é impossível, e nos damos por felizes quando conseguimos ter razoável certeza do que vai acontecer daqui a duas horas...

Peter Drucker, Milton Nascimento e a morte(?) dos comentários em blogs, assassinados pelo Twitter

Você acredita que toda crise é composta por uma ameaça e uma oportunidade? E acha que Milton Nascimento não tem nada com isso?

A morte, ou pelo menos a redução radical, do hábito de manter conversações abertas e amplas em comentários de blogs é uma tendência (ou alegação) cada vez mais frequente, e a última repetição que vi foi em uma palestra de Khris Loux, mantenedor de um sistema de comentários que está presente em 600.000 sites - e se há alguma tendência de aumento ou redução de comentários, alguém assim deveria saber, certo?


"Onde foram parar os comentários?"

Na condição de blogueiro amador e veterano (o BR-Linux está no ar desde 1996...), eu só concordo parcialmente. Tenho visto cada vez menos comentários em uma série de blogs voltados ao público mais tecnológico, mas em outros os comentários continuam presentes e crescentes, inclusive com a manutenção da antiga noção do blog ou site como o ponto focal de uma comunidade que o usa como central de debates sobre as novidades do dia (e os comentários de gente que não está entendendo direito o que está acontecendo mas quer fazer a sua perguntinha sem ler o texto permanecem mais vivos do que nunca, claro...).

Mas o que me chama a atenção é a idéia, que tantas vezes vejo repetida, de que a redução dos comentários é um sinal da decadência do fenômeno dos blogs em si. Pessoalmente, sempre achei que o número de comentários em um blog é uma medida pobre da sua relevância, e tende a confundir controvérsia com popularidade. Como tenho acesso às estatísticas de alguns blogs populares, venho observando que o número de comentários diários em vários deles vem mesmo caindo aos poucos, enquanto o número de leitores e page views diários permanece em suave crescimento. Ou seja: a tal "morte dos comentários" não necessariamente é algo tão ruim

Entra em cena Peter Drucker

Pessoalmente não boto muita fé naquela velha crença de que a palavra crise, em algum idioma oriental, é escrita como a soma dos ideogramas de "ameaça" e "oportunidade" (e não sou o único). Mas não nego que muitas vezes as falhas e crises são acompanhadas por oportunidades importantes.

Em um artigo recente já comentei o quanto já recorri, durante a graduação em Administração, aos escritos de Peter Drucker, que sempre me dava a impressão de ter discorrido sobre praticamente todos os assuntos do universo administrativo, em sua vasta obra. E aparentemente estou voltando ao hábito, pois hoje volto a recorrer aos seus escritos.

Drucker também não aderiu diretamente ao "ditado oriental" acima, mas ele dá uma dica mais objetiva: toda falha imprevista deve motivar a busca de oportunidades de inovação, e esta busca não deve se limitar à usual análise dos dados existentes, e sim à uma coleta de informações adicionais sobre as circunstâncias, ambiente e motivos da falha, e até mesmo sobre como ela afetou a concorrência, parceiros, fornecedores, etc.


Algumas falhas são apenas... falhas

Para ele, muitas falhas se devem a motivos banais, e apontam apenas para a "oportunidade" de corrigir o processo ou sanar a deficiência que deu origem a ela e não deveria estar lá desde o princípio. São essas as falhas causados por erros resultantes da ganância, estupidez, adoção impensada da prática de seguir o que todo o mercado estiver fazendo no momento, ou até mesmo da incompetência no projeto ou execução.

Mas a porca torce o rabo (e aponta uma oportunidade) quando algo que foi genuinamente bem planejado e executado falha mesmo assim. Essas situações, quando acontecem, podem estar apontando mudanças ambientais que trazem consigo a oportunidade de inovar. A causa pode ser uma nova ferramenta, uma nova expectativa dos clientes, uma alteração nas ofertas da concorrência ou, de forma genérica, uma alteração nos valores e percepções do público.

Voltando aos comentários dos blogs

Quando o fenômeno acima acontece, geralmente é percebido pela falha inesperada em algo que funcionava bem, e sua análise leva à conclusão de que as premissas que guiavam o projeto ou a estratégia de mercado para um determinado produto ficaram subitamente ultrapassadas.

E é isso que eu vejo acontecer com os comentários "comunitários" em blogs. Eles não estão extintos, mas boa parte deles agora acontecem fora dos blogs: migraram para as pastagens mais verdes que encontram na liberdade dos microblogs (como o Twitter), no diálogo mais amplo e associativo que acontece nas redes sociais, ou (em casos menos frequentes) para os novos blogs criados por aquelas pessoas que antes tinham o hábito de comentar frequentemente nos blogs alheios.

Ou, voltando a Drucker, neste caso o público continua querendo consumir o mesmo serviço, que é a oportunidade de comentar com outros interessados sobre as notícias do dia, mas agora busca nisso um novo valor, que é o interesse em fazê-lo livre e diretamente junto à comunidade dos seus amigos e colegas, e não à audiência de um determinado blog.

Os comentaristas migraram. Faz diferença pro blogueiro?

Se os comentários que antes aconteciam no seu blog migraram para o Twitter ou para alguma rede social, isso pode não ser o fim do seu modelo de viabilização. Afinal, a não ser que os comentários sejam mais relevantes que o material que você mesmo publica, as pessoas interessadas no assunto continuarão acompanhando seu blog, ou ao menos seguindo os links em profusão nos comentários das mídias sociais e microblogs.


Indo aonde o público está

Mas se a interação com os leitores é um valor importante no seu mix, você terá que seguir o conselho tradicional de Milton Nascimento: o artista tem de ir aonde o povo está. Se o seu público é atuante no Twitter, integre-se a ele lá. Se foram para o Orkut, respire fundo e participe lá também. Considere ferramentas de integração entre o seu conteúdo e estas comunidades, mas siga a regra número 1 do Efetividade.net para quem quer popularidade para seu blog: Não Seja Chato! Se você tentar forçar a barra para forçar todo mundo a ver seu post, com palavras-chave forçadas e inserções artificiais e mal-disfarçadas, você não estará sendo melhor do que tantas agências de publicidade que falham fragorosamente (ou silenciosamente, o que é bem pior para elas) ao tentar oferecer "estratégias de redes sociais" para seus clientes.

Concluindo a discussão: pesquise e mude - ou não

Meu guru Peter Drucker já dizia: ao identificar as causas prováveis de uma falha, aplique-as ao que você fará de agora em diante. Foi o que fez o Khris Loux, que mencionei lá no início do texto: ele notou a redução do uso da ferramenta de comentários que oferece a 600.000 blogs, e agora já está oferecendo outra para agregar aos blogs os comentários realizados no Twitter.

Se você percebeu a mesma situação, que tal ir atrás de alternativas também? Acho pouco provável que os comentários diretos voltem a ser o que eram (quantitativa e genericamente falando), mesmo que os microblogs sejam uma moda passageira - se o caso for este, eles acabarão migrando para a próxima moda.

Ou então prossiga com o que você sempre fez. De modo geral, há permanente escassez de conteúdo original, interessante e relevante na Internet, e se você já estiver com uma boa estratégia de produção desta mercadoria rara, é provável que a situação dos comentários não vá inviabilizá-la, desde que você não dependa deles para medir ou alcançar o seu sucesso.

Efetividade no Twitter

Pessoalmente, ainda não tenho uma tal "estratégia de redes sociais", embora esteja de olho no Twitter (lá sou o @augustocc), principalmente para ir aprendendo o que não fazer ;-)

Dica extra

Se você ficou curioso com as minhas referências ao Peter Drucker, recomendo dar uma olhada em algum de seus livros que continuam circulando. Para o pessoal da web, sugiro especialmente procurar na sua livraria preferida o A Administração na Próxima Sociedade e o Administrando em tempos de grandes mudanças.

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