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Reuniões que funcionam: a checklist definitiva

Um guia para organizar uma grande raridade: a reunião produtiva que agrada a quem participa dela.

Reuniões que NÃO poderiam ter sido um e-mail são valiosas, e os elementos essenciais estão ao alcance de todos as equipes, desde que esteja presente o requisito essencial: interesse em garantir a melhor preparação, o espaço para a manifestação, e decisões alcançadas em conjunto.

A reunião poderia ser um e-mail quando falta o interesse em garantir a melhor preparação, o espaço para a manifestação, e decisões alcançadas em conjunto.

É isso. Sem esse requisito básico e preliminar, é difícil realizar um evento que não deixe a sensação de que bastaria um e-mail.


Mãe, vem me buscar que to em mais uma reunião que poderia ter sido um e–mail.

Toda reunião tem custo, e de fato (e sem ironia) muitas vezes é possível substitui-las por outras formas de comunicação que não envolvam colocar todos os interessados ao redor de uma mesa de reunião – presencial ou não. Mas quando elas forem a escolha certa, seguir essa checklist vai ampliar as chances de ter participantes satisfeitos, decisões qualificadas, e comunicação efetiva.

  1. Agendamento prévio, com duração definida. O tempo de antecedência adequado depende da complexidade do assunto e do perfil dos participantes, mas é certo que marcar com antecedência permite que as pessoas venham preparadas, com informações mais completas e atualizadas. Por outro lado, marcar em cima da hora multiplica custos, porque as pessoas que participarem terão que abrir mão de outras agendas que não terão tempo hábil para ajustar.
  2. Pauta definida e divulgada. Todos os presentes devem saber a lista de temas, e o resultado pretendido (É para consulta técnica? Decidir? Comunicar algo?), para que possam se preparar com as informações atualizadas, e assim ampliar o valor da presença coletiva à reunião. Especificidade e clareza são qualidades valiosas de uma pauta – e tópicos como "outros assuntos", "diversos" e similares ocultam armadilhas.

Deixar para verificar telas, conexão e cadeiras só na hora agendada não é preparação. Antecipe!

  1. Preparação é feita antes. O nome já diz, certo? Senão seria pósparação. Na hora da reunião começar, tudo tem que estar em dia: telas, microfones, conexões, contato com palestrantes remotos, aceitar os participantes remotos, iluminação, climatização, cadeiras suficientes, material de anotação e escrita, etc.
  2. Reunião remota não tem núcleos locais. Se a reunião é de grande número de pessoas dispersas geograficamente, o ideal é que todos estejam participando em igualdade de condições – o que geralmente significa cada um em um ambiente separado, com seu próprio áudio e vídeo. Ter uma ou mais salas de reunião presencial, com grande número de outros participantes remotos, tende a só funcionar bem se a expectativa for de que os remotos sejam expectadores, e não participantes plenos.

Uma reunião equilibrada garante voz e vez aos participantes, pois as conclusões serão um compromisso de todos.

  1. Cuidado com discursos e monólogos. Essa é a situação adversa em que mais se aplica a já tradicional crítica “essa reunião poderia ter sido um e-mail”.
  2. Reunião não é assembleia. A complexidade de qualquer comunicação cresce de acordo com o número de pessoas participando. A não ser que seja algo unidirecional, o ideal é que estejam presentes apenas as pessoas que precisam se manifestar ou tomar parte da decisão – quem só precisa estar informado pode tomar conhecimento depois, pela ata ou registro.

A lista de participantes deve ser realista, considerando não apenas cargos, mas também os conhecimentos técnicos necessários às análises.

  1. Secretaria promove o andamento. Definir uma pessoa com o papel específico de secretaria a reunião (ou coordenar, dependendo do enfoque) é importante também para evitar dois riscos frequentes: o de que o andamento não corresponda à expectativa de horário de encerramento, e o de que os assuntos tratados não sigam a pauta. Uma secretaria forte também ajuda a evitar que algum dos participantes monopolize as falas, ou que uma discussão mais acalorada prossiga para tópicos que excedam ao que a pauta previa.
  2. Ata objetiva e divulgada. A efetividade da reunião é dada pelos seus resultados, e raramente o interesse neles se restringe às pessoas presentes. Uma ata (mesmo que resumida ou sintética) indicandoquando e onde a reunião foi realizada, quem estava presente, quais os temas foram discutidos, as respectivas conclusões, e as responsabilidades decorrentes, é o mecanismo adequado para ampliar a chance de a reunião ter efeitos concretos.

E se você estiver coordenando a reunião, aqui vai a dica essencial para maximizar o aproveitamento: ao conduzir o encerramento (preferencialmente ainda dentro do horário combinado), e após ter aberto a palavra para considerações finais, repasse – sem reabrir a discussão – os pontos decididos e os responsáveis pelas ações correspondentes.

Afinal, organizar-se para ter essas informações à mão já ao final da reunião é garantia de que a reunião é conduzida com foco em resultados objetivos, e mencioná-las em síntese ainda na presença de todos amplia a certeza de que a ata não será disputada.

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