Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Criar um blog pode dar dinheiro de verdade?

Sim, pode. Posso testemunhar diretamente: mantenho 2 blogs nas horas vagas, e faz um bom tempo que os rendimentos deles rivalizam com (e eventualmente superam) os do meu emprego formal. E não realizo vendas, nem envio spam ou mala direta, nem há nada de escuso ou suspeito nisso: no meu caso o dinheiro vem exclusivamente de programas de publicidade contextual (especialmente o Adsense, do Google), de parcerias de divulgação em programas de afiliados (especialmente o do Submarino), e de anúncios que negocio diretamente no BR-Linux e no Efetividade - sem cobrar nada nem restringir acesso do leitor, e sem vender propaganda disfarçada de conteúdo.

Mas muitas vezes esta pergunta é feita com uma condição adicional que fica implícita, e poderia ser melhor descrita assim: "Criar um blog pode dar dinheiro imediatamente e sem esforço?" - e aí a resposta muda bastante.

No começo do ano publiquei o artigo "Ganhar dinheiro com blog: Associated Press mostra como", mostrando alguns casos de autores de blogs que faturam bem com as suas criações, sem precisar atuar nelas em tempo integral - e em vários casos mantendo o seu emprego formal original. O blog pode ser até mesmo um complemento ou reforço da carreira, e não apenas do faturamento!

Mas esta semana vi o artigo do Problogger.net, que lança a pergunta: "É possível ganhar um salário integral trabalhando em tempo parcial como blogueiro?", e oferece sua resposta, baseada em uma série de casos não-explicitados, listando uma série de fatores que contribuíram para o sucesso de quem conseguiu alcançar o rendimento a partir das suas iniciativas pessoais em blogs.

São elas:

  • Eles trabalharam duro: pode não ter sido o mesmo que um emprego em tempo integral, mas também não foi 2h por semana. Vários deles trabalharam extensivamente durante determinados períodos até consolidarem as iniciativas.
  • Eles eram excepcionalmente bons no que faziam: criar um blog está ao alcance de quase qualquer pessoa alfabetizada e com acesso à Internet, mas a maioria deles não chegará a ter 30 artigos antes de encerrar sua existência, ou a atingir 300 leitores por semana. Os realmente bem-sucedidos contam seus visitantess diários em dezenas de milhares, e a receita para realizar este salto ao longo do tempo não tem apenas a persistência como ingrediente: os autores precisam disponibilizar conteúdo que corresponda ao que o público procura e deseja ler.
  • Alguns contaram com o elemento sorte: o bom goleiro tem que ter sorte; a sorte ajuda a quem trabalha direito, mas alguns não planejam e mesmo assim acabam estando no nicho certo na hora certa.
  • Eles souberam encontrar colaboradores: alguns conseguem chegar ao sucesso sem equipe, mas é bem mais difícil alcançá-lo com uma má equipe.
  • Alguns ganharam como conseqüência de seus blogs, e não por intermédio deles diretamente: O blog pode ter se tornado veículo para uma loja virtual, um livro, um curso, uma contratação, um serviço ou de outra forma colaborado para obter rendimentos adicionais, enriquecer o currículo e realizar bom networking.
  • Alguns trabalharam em tempo integral nisso por um período: e depois de formar a massa crítica necessária, tanto em conteúdo quanto em contatos e leitores, puderam reduzir sua participação e continuar com os rendimentos e a manutenção ou atualização em menor intensidade.

Eu não sou e nem nunca fui blogueiro profissional, e durante os primeiros 7 anos de existência do BR-Linux.org ele teve fluxo de caixa negativo, mês após mês - eu não estava, nem estou, nessa iniciativa pelo dinheiro. Mas no oitavo ano o sinal do fluxo mudou, e desde então eu venho usando as técnicas que aprendi no banco da escola e na vida para aumentar os rendimentos sem interferir no conteúdo - vem funcionando bem!

Mas a quem busca fazer o mesmo nas horas vagas, dirijo o mesmo alerta feito pelo problogger.net: se o objetivo for ganhar dinheiro, e você ainda não começou, reconsidere o objetivo, coloque-o em plano secundário, ou ainda adie-o. Pois ganhar um valor considerável a partir de um blog é relativamente raro, e exige considerável investimento de esforço; por outro lado, manter o blog por outras razões, e a partir de um certo ponto começar a tentar transformá-lo em um esforço sustentável (por exemplo, ganhando o suficiente para pagar a hospedagem do site, o seu acesso à Internet ou até a manutenção ou renovação do seu computador) pode ser mais realista, e permite aprender com o processo até estar apto a ir além, e de fato migrar para o objetivo de ter faturamento real com a atividade.

Colocar o faturamento como único objetivo pode ser desmotivante e até contraproducente. Experimente inverter a equação, e defina metas em relação ao seu próprio esforço e a resultados não monetários, como nos exemplos (pouco ambiciosos) abaixo:

  • Até o final do primeiro mês, definir claramente o tema sobre o qual irá se concentrar, considerando seus interesses e aptidões, mas também a existência de anunciantes e leitores interessados neste tema (dica: use a ferramenta de palavras-chave do Google).
  • A partir do fim do primeiro mês, publicar ao menos 3 posts sobre o tema acima por semana; a partir do final do quarto mês, publicar posts novos todos os dias.
  • Ter no mínimo 100 visitantes por dia até o terceiro mês; ter picos semanais de 1200 visitantes por dia no sexto mês; ter picos semanais de 3000 visitantes por dia até o final do terceiro trimestre, e aí realizar novas projeções de crescimento.
  • Ser mencionado em 3 outros blogs relevantes para o seu nicho escolhido antes de completar 6 meses, e em 5 dos principais sites do mesmo nicho antes do fim do primeiro ano.
  • Ter PageRank 2 antes de 6 meses, e PageRank 4 ao final do primeiro ano.
  • Antes de 6 meses, estar na primeira página de resultados do Google para 6 palavras-chave relevantes para o seu nicho, e estar entre os 3 primeiros resultados para 2 delas.

O faturamento é uma função de uma série de variáveis, mas o número de visitantes e o posicionamento junto aos sites de busca estão entre os principais deles. São metas palpáveis, sobre as quais você pode atuar mais diretamente, e cuja continuidade leva a boas condições de faturamento (e cuja ausência o prejudica).

Conheço uma série de blogueiros brasileiros que ganham mensalmente valores na casa dos 4 dígitos, e alguns casos que ganham na casa dos 5 dígitos mensais. Não é impossível, mas para nenhum dos que eu conheço o retorno financeiro veio rapidamente ou sem esforço. Você pode ser o próximo, basta encontrar seu caminho, e um bom nicho!

Uma dica é estudar o que há em comum entre as pessoas que chegaram lá. Confira:

Veja também o que há em comum entre alguns dos blogs mais populares do Brasil:

Para saber mais dicas, leia também:

  1. Parcerias com blogs: “Tio, me dá um link?”
  2. Entrevista conta os bastidores do Efetividade.net
  3. Efetividade.net no Lifehacker e no site da revista Make
  4. 10 Artigos que todo blogueiro deveria ler, segundo a Performancing
  5. 10 dicas sobre o que você pode evitar para alcançar e manter o sucesso do seu site ou blog
  6. SEO no Brasil: otimizando seu site ou blog para obter melhores posições no Google
  7. Adsense: como ganhar dinheiro na Internet - de verdade
  8. Estadão e blogs: matéria sobre o Wordpress em 2 páginas do caderno Link
  9. Dreamhost: hospedagem de qualidade com suporte a PHP, Rails, MySQL, Moodle e mais - além do registro grátis do seu domínio
  10. Efetividade.net - e SEO - na Folha de São Paulo novamente
  11. Escrever: como vencer o bloqueio da página vazia
  12. Nichos em blogs
  13. 10 dicas para ganhar dinheiro de verdade com seu site ou blog usando o Google Adsense

SeidiMobile: novo blog dedicado aos smartphones

O Seidi Magori, meu contemporâneo da Escola Superior de Administração e Gerência, e há muito tempo envolvido com a cena da Internet brasileira por intermédio da Grupos S.A., da qual é co-fundador, me avisou via web 2.0 que está começando uma nova iniciativa: um blog dedicado aos smartphones.

O SeidiMobile.com.br busca reunir conteúdo, reviews e opiniões pessoais sobre: smartphones, seus acessórios e assuntos relacionados. O Seidi informa que o seu objetivo não é de apenas de compartilhar informações com os vários usuários já imersos neste mundo, mas também de dar referências àqueles que iniciam sua jornada ou que pretendem adquirir seu primeiro smartphone. Boa sorte, e espero que ele amplie a cobertura até chegar a dar bastante atenção aos modelos com Symbian também!

Leia também:

Top 10: artigos sobre escritório em casa

Se você chegou ao Efetividade trazido pela matéria "Lar, Doce Trabalho" (partes 1, 2, 3), do Diário Catarinense ou da Zero Hora deste domingo, bem-vindo! Aproveite e coloque o site nos favoritos do seu navegador e assine o feed RSS das notícias!


Meu escritório em casa

E dê uma olhada nestes artigos anteriores sobre escritório doméstico e trabalho em casa publicados por aqui:

  1. Trabalhar em casa: 10 dicas para aumentar sua produtividade
  2. Trabalhar em casa? Veja a solução para 6 problemas comuns no escritório doméstico
  3. 2 monitores no seu PC: ganhe produtividade e reduza o stress
  4. Usabilidade em casa: 7 dicas para mais efetividade na sua organização doméstica
  5. Produtividade pessoal: “Top 10″ de dicas para render mais, sem arrancar os cabelos
  6. 7 dicas para o escritório doméstico ideal - das cadeiras ao cartão de visitas!
  7. Ganhe produtividade sabendo lidar com as interrupções no trabalho
  8. Trabalho em casa: como encontrar um emprego e escapar das armadilhas
  9. Acordar cedo: como criar o hábito e ganhar mais tempo em seu dia-a-dia
  10. Escritório: como organizar

Mas a pauta do Efetividade é muito mais variada do que este tema. Veja esta seleção de outros artigos, para ter uma idéia do que você pode encontrar por aqui:

  1. Efetividade.net e Grazi Massafera na edição deste mês da Rolling Stone
  2. Efetividade.net - e SEO - na Folha de São Paulo novamente
  3. Ganhar dinheiro com blog: Associated Press mostra como
  4. GTD: Conheça um método eficaz de organização e produtividade pessoal que pode melhorar sua motivação e seus resultados
  5. Notebook: aprenda como escolher para comprar bem e pagar menos
  6. Como fazer seu currículo: modelos originais de curriculum vitae e dicas de preenchimento
  7. Modelo de plano de negócios: como fazer o seu com efetividade
  8. 10 dicas para criar os melhores cartões de visita e usá-los com efetividade
  9. Entrevista de emprego: como se sair bem - parte 1: antes da entrevista
  10. Fluxo de caixa: instrumento essencial para profissionais independentes
  11. 10 dicas: Como NÃO fazer uma excelente apresentação

Se não for suficiente, saiba mais sobre o Efetividade.net.

Economizando palitos: Consulta a alunos da Estácio de Sá

Caros amigos, faço uso deste espaço, que trata sobre efetividade, para consultá-los sobre uma medida que me pareceu inefetiva (tanto quanto economizar palitos e guardanapos em um banquete) anunciada esta semana pelo coordenador do meu curso de pós-graduação em gerenciamento de projetos, realizado em Floripa:

Por determinação da mantenedora da Faculdade Estácio de Sá os cursos de pós-graduação não poderão reproduzir mais o material de aula dos docentes do curso. Todo o material será publicado no sistema Aluno On-line em formato digital para reprodução pelo próprio aluno(a).

Ou seja: aquela apostila fotocopiada, com as transparências utilizadas pelo professor em aula, tão útil para acompanhar o contexto e fazer anotações, que custa pouquíssimo, e que era provida ao aluno pela instituição no início de cada disciplina, já era. E a mensalidade continua a mesma.


Economia de palitos?

Ela é barata, mas a mudança no escopo do produto no meio do curso chamou bastante a atenção. Reparei também que não se trata de a instituição achar que o material didático é desnecessário ou inefetivo: ela espera que os alunos o levem, só que quer que cada um reproduza o seu - sem o ganho de escala, portanto - e pague por isto diretamente.

Me afeta como aluno? Provavelmente não, posso imprimir ou mesmo acompanhar via Eee. Gera redução de custo para a instituição? Provavelmente sim, embora pequena em comparação com a mensalidade cobrada. Pode gerar conseqüências à imagem da instituição e dos cursos? Creio que sim também, especialmente quando o aluno em potencial parar para imaginar no que mais eles estarão cortando custos, se chegam a reduzir o gasto com reprodução de material didático.

Curiosamente, hoje mesmo recebi uma proposta para promover anúncio de um novo curso de pós-graduação da mesma instituição, aqui no Efetividade.net. Mas não vai ser desta vez, neste momento não me sinto em condições de recomendá-lo.

Portanto aqui vai a minha pergunta a outros alunos da Estácio que estejam lendo o Efetividade.net: nos seus cursos e unidades também ocorreu este tipo de redução do serviço recentemente? E qual a sua opinião sobre isso?

Se houver respostas, vou tentar encaminhá-las à universidade. Só não vale responder de forma ofensiva à instituição, porque aí vou me ver obrigado a editar ou descartar o comentário.

Atualização: 3 horas após a publicação desta nota, recebi mensagem do coordenador do curso, informando que a restrição foi revogada, e que para isto foi fundamental o conjunto de manifestações recebidas dos alunos. É isso aí!

Gestão da Qualidade em Projetos

Este é o quarto e último capítulo da Semana da Qualidade no Efetividade.net. Já vimos a conceituação no artigo "O que é qualidade", depois conhecemos (no artigo "Os papas da qualidade") a perspectiva histórica, incluindo as pessoas e os contextos em que surgiram as diversas definições, ferramentas e técnicas associadas à Qualidade, ontem chegou a vez de conhecer alguns detalhes sobre a qualidade hoje, incluindo alguns dos desafios atuais, as normas ISO (e ABNT) relevantes, e as ferramentas clássicas que continuam essenciais, e agora encerraremos com uma perspectiva introdutória da conceituação e tratamento da qualidade no gerenciamento de projetos, baseada no PMBoK.

Leia também:

Já vimos, em "O que é qualidade", que o PMI adota a definição da qualidade proposta pela ASQ, traduzida oficialmente como: "Qualidade é o grau até o qual um conjunto de características inerentes satisfaz as necessidades”, e assim um elemento essencial do gerenciamento da qualidade no contexto do projeto passa a ser "transformar as necessidades, desejos e expectativas das partes interessadas em requisitos, através da análise das partes interessadas, realizada durante o gerenciamento do escopo do projeto."

Outra distinção importante no contexto do Gerenciamento de Projetos, também já mencionada, é a diferença entre qualidade e grau, sendo que este último é definido como as diferenciações de características técnicas entre produtos de uso similares, que fazem com que um produto seja considerado de "primeira linha", "segunda linha", "popular", etc. Assim, grau é uma categorização, e um produto pode perfeitamente ser de grau inferior e alta qualidade simultaneamente.

Tanto o Gerenciamento de Projetos quanto as disciplinas da Qualidade reconhecem um conjunto de premissas em comum, incluindo:

  • A importância da satisfação do cliente, tanto no que se refere a atender os requisitos quanto à adequação ao uso.
  • Prevenir é mais econômico do que inspecionar & corrigir.
  • Responsabilidade da gerência em fornecer os recursos necessários para o sucesso.
  • Melhoria contínua.

O PMBoK define 3 processos associados ao Gerenciamento da Qualidade, e estes "incluem todas as atividades da organização executora que determinam as responsabilidades, os objetivos e as políticas de qualidade, de modo que o projeto atenda às necessidades que motivaram sua realização." Segue a lista, com os diagramas e as descrições que constam no capítulo 8 do PMBoK, e comentários adicionais de Mauro Sotille:

  • Planejamento da qualidade – identificação dos padrões de qualidade relevantes para o projeto e determinação de como satisfazê-los. Determinar qual vai ser a qualidade do projeto e como será medida. Ocorre durante o Planejamento.

  • Realizar a garantia da qualidade – aplicação das atividades de qualidade planejadas e sistemáticas para garantir que o projeto emprega todos os processos necessários para atender aos requisitos. Determinar se suas medidas de qualidade ainda são apropriadas. Ocorre durante a execução.

  • Realizar o controle da qualidade – monitoramento de resultados específicos do projeto a fim de determinar se eles estão de acordo com os padrões relevantes de qualidade e identificação de maneiras de eliminar as causas de um desempenho insatisfatório. Efetuar a medição e comparar com o Plano de Gerenciamento de Qualidade. Ocorre durante o Controle.

Segundo Mauro Sotille, "gerenciar com qualidade é fazer o que você disse que ia fazer" - nem menos, nem mais do que o acertado, considerando que os requisitos registrados atendem as necessidades do cliente.

O primeiro dos processos, Planejamento da Qualidade, inclui entre suas saídas, entre outros itens:

  • o plano de gerenciamento da qualidade, que descreve como a equipe de gerenciamento de projetos implementará a política de qualidade da organização executora e deve abordar o controle da qualidade, a garantia da qualidade e a melhoria contínua dos processos do projeto.
  • as métricas de qualidade, descrição específica de como serão as medições realizadas pelo processo de controle da qualidade. "Não é suficiente dizer que cumprir as datas planejadas do cronograma é uma medida da qualidade do gerenciamento. A equipe de gerenciamento de projetos também deve indicar se todas as atividades precisam começar pontualmente ou somente terminar pontualmente e se as atividades individuais serão medidas ou se somente determinadas entregas e, se for o caso, quais delas."
  • as listas de verificação de qualidade, checklists usados para verificar se foi executado um conjunto de etapas necessárias.
  • a linha de base da qualidade, para medição e emissão de relatórios de desempenho da qualidade.

O processo de Realizar a Garantia da Qualidade inclui entre suas saídas, entre outros itens:

  • Mudanças solicitadas: ações para aumentar a eficácia e a eficiência das políticas, processos e procedimentos da organização executora, para oferecer benefícios adicionais aos stakeholders.
  • Ações corretivas recomendadas: ação recomendada imediatamente como resultado de atividades de garantia da qualidade, como auditorias e análises de processos.

Finalmente, o processo de Realizar o Controle da Qualidade inclui em seu arsenal diversas das ferramentas essenciais da qualidade descritas por Ishikawa, e tem entre suas saídas, entre outros itens:

  • Medições de controle da qualidade
  • Reparo de defeito validado (após reinspeção)
  • Ações corretivas recomendadas
  • Ações preventivas recomendadas
  • Mudanças solicitadas
  • Reparo de defeito recomendado
  • Entregas validadas - Uma meta do controle da qualidade é determinar se as entregas estão corretas.

A qualidade tem custo, mas a ausência da qualidade tem custo maior. Recentemente verificou-se que esta diferença faz com que o custo do carro médio da Toyota seja equivalente a 2/3 do equivalente norte-americano, com salários similares. Segundo Mauro Sotille, a diferença é atribuída à orientação de qualidade da empresa japonesa, voltada à prevenção e ao trabalho com conformidade.

Segundo Ricardo Vargas, a maioria das pessoas acredita que há uma reação linear entre custo e qualidade, ou seja, se o orçamento é aumentado em 10%, a qualidade também pode ser aumentada em 10%. Entretanto, na prática, observa-se que os primeiros 80% do orçamento conseguem evidenciar apenas 10% da qualidade, e os 20% restantes do orçamento é que possibilitam os 90% de qualidade restantes.

Os impactos da não-qualidade no projeto incluem redução da produtividade, aumento do risco e incerteza, aumento da necessidade de monitoração, redução da motivação e aumento do custo final do projeto devido às não-conformidades (que geram devoluções, manutenção, retrabalho, recalls e mais).

Para fechar, alguns exemplos de métricas de qualidade comuns: ROI, percentual de rentabilidade do projeto, índices de desempenho de custo e prazo, percentual de pacotes de trabalho realizados no prazo, variação percentual do cronograma, do orçamento ou do esforço, número de erros ou retrabalhos, índice de satisfação do cliente, quantidade de mudanças de escopo.

Bibliografia consultada

LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Qualidade Total em Serviços. 5a. ed. Atlas. 2006.
MONTGOMERY, Douglas C. Introdução ao Controle Estatístico da Qualidade. 4a. ed. LTC. 2004.
PMI. Guia PMBoK. 3a. ed. PMI. 2004.
SOTILLE, Mauro. Capacitação em gerenciamento de projetos. 3a. ed. PMTech Consultoria e Assessoria Empresarial, 2007.
VARGAS, Ricardo Viana. Gerenciamento de Projetos: estabelecendo diferenciais competitivos. 5a. ed. Brasport. 2003.

Artigos on-line consultados e referências

Suporte articulado para monitor LCD

Por muitas vezes já publiquei aqui no Efetividade fotos da minha mesa de trabalho em casa, e em várias delas ocorreu de os leitores ficarem curiosos sobre o monitor LCD na vertical (em "retrato" e não "paisagem") e sobre o suporte de monitor que eu uso, que dá mais flexibilidade de posicionamento e libera espaço extra na mesa.


Minha mesa de trabalho em casa

Usar 2 monitores pode ser uma grande fonte de aumento da produtividade, e no caso de quem opera especialmente com documentos ou páginas da web, colocar o segundo monitor na vertical pode ajudar ainda mais.

E não é difícil. O monitor mostrado na foto é um Samsung Syncmaster comum, e eu simplesmente fixei ele na posição vertical, e configurei o sistema operacional para usá-lo deste modo, sem maiores problemas.


Suporte articulado para monitor LCD

Outra pergunta que me fizeram várias vezes foi sobre a origem daquele suporte articulado para o monitor, fixado no tampo da mesa. Eu sempre respondia que era um suporte da Clone, mas não lembrava o modelo.

Mas ontem encontrei um por acaso, no CompraFácil, e agora informo a quem interessar: é um suporte para monitor LCD Clone, biarticulado, com ajuste de altura e inclinação, fixação no tampo, tolerância até 10kg (eu uso um monitor de 21 polegadas, mas nunca estendo muito o braço do suporte, senão é possível que a própria mesa não agüente o momento da força peso). Não é exatamente igual ao meu, mas o meu já tem quase 2 anos - esse que está à venda agora deve ser o sucessor melhorado.

A fixação do suporte ao monitor é por um conector padrão VESA, que todos os monitores LCD que e usei até hoje suportam - são 4 parafusos formando um quadrado ("Aplicação: VESA 75mm x 100mm, Padrão VESA: MIS-D"), e o CompraFácil oferece 6 meses de garantia. Hoje custa R$ 199 por lá, e o meu saiu por R$ 230 quando comprei. É possível que você encontre mais barato por aí - não sou afiliado, parceiro ou coisa que o valha do CompraFácil, mas já comprei lá diversas vezes sem sustos!

Artigos recentes: