Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Saia da inércia agora, criando uma lista provisória de tarefas de 10 minutos

Começar pela tarefa mais difícil, pela mais urgente ou pela que produzirá maior valor?

Não existe resposta única. O método GTD enfatiza que, como todas as tarefas previstas para o período terão que ser feitas, pode-se simplesmente começar pela primeira da lista. Outros métodos enfatizam a motivação, o valor, os hábitos pessoais, etc.

Fico com o ZTD, que destaca: o importante é fazer, e para isso é preciso começar. A priorização cabe muito melhor nas revisões diárias da lista de pendências do que no momento de começar cada nova atividade.

Mas mesmo quando temos uma política de escolha que funciona para nós, às vezes o dia empaca: estamos esperando algo de alta prioridade, perdemos o foco ou mesmo o impulso. E aí surge a pergunta: o que faço agora?

Para essas situações de impasse, uma possível solução é: pegue sua lista de tarefas, identifique 2 ou 3 tarefas que possam ser completamente resolvidas em 10 minutos cada, e escolha qualquer uma delas para começar.

A técnica tem 2 vantagens principais: olhar para o conjunto de pendências selecionando as curtas ajuda a voltar a atenção às tarefas, e executar uma tarefa curta coloca você em movimento na direção certa, eliminando os efeitos negativos da inércia causada pelo impasse, e gerando o impulso para continuar completando outras tarefas.

Leia também: Vença a procrastinação hoje com UMA dica – e bem curta.

Ria e aprenda: vídeo japonês mostra como ficar pronto para sair 5min depois de acordar

Ficar pronto para sair de casa apenas 5 minutos depois de acordar é difícil, mas você sabia que também pode ser bem engraçado? E eu definitivamente quero aprender a dar nó de gravata expresso como o deste japonês acelerado.

Tenho certeza de que você não terá outro uso mais divertido para os próximos 5 minutos do que apertar Play no vídeo abaixo e ver este trecho de game show japonês em que um participante demonstra, de algumas maneiras práticas (e outras apenas cômicas, como é o objetivo) como levar 5 minutos entre acordar e sair de casa pronto para trabalhar:

Divertido, não? Faça uma pausa pra mandar este artigo pros amigos (preferencialmente compartilhe o link que postei no Facebook), e depois volte para ver meus comentários a seguir ツ

Note que o vídeo é cômico, mas tem algumas dicas boas: definitivamente quero aprender a fazer o nó de gravata da forma demonstrada (no final, após o fim dos 5 minutos, eles mostram de forma detalhada), e achei genial a forma de abotoar o colarinho com ajuda de um alfinete de segurança para puxar o botão.

E já tenho o hábito de vestir as jaquetas como o japonês da TV faz (na verdade aprendi o truque por meio do Presidente Bartlet, do seriado The West Wing).

Quanto à técnica de vestir as calças sem usar as mãos enquanto escova os dentes, e a de preparar o pão e o café, eu passo!

Acredito que sair 5 minutos depois de acordar é uma meta exagerada, mas acordar cedo e ficar pronto mais rapidamente são possibilidades práticas, como vimos nos artigos anteriores:

Falar em público: prepare-se como os profissionais usando Talking Points

Por mais que você prepare sua apresentação, discurso ou jantar para conhecer o sogro, existe uma parte da experiência que é difícil de antecipar: quando há a abertura ao diálogo, debate e perguntas do público.

Você já notou que muitos palestrantes bem-sucedidos convencem em suas respostas mesmo dando a impressão de que começam fugindo do tema? Frequentemente isso é fruto do bom uso dos talking points, tópicos de discussão previamente preparados (e muitas vezes ensaiados) que permitem simultaneamente fazer surgir a oportunidade de destacar um aspecto que favoreça ao seu objetivo, e ter tempo para encontrar um "gancho" que conduza mais diretamente ao que foi questionado.

Apesar do potencial de mau uso, a ferramenta em si é muito útil e versátil, servindo até para o dia de conhecer os sogros em um jantar, para um almoço de negócios com desconhecidos, além das apresentações, debates, entrevistas e discursos do dia-a-dia.

Os talking points podem ser empregados de maneira inofensiva, simplesmente para evitar "claros" em uma conversação. É como eu costumo usá-los, principalmente ao participar de podcasts e outras conversações transmitidas ao vivo: preparar antecipadamente um conjunto de informações relevantes ao tema da conversa, reduzi-los a frases curtas, memorizar 2 ou 3 deles, e ter à mão uma forma de consultar mais 2 ou 3.

Assim, na hora em que dá aquele "branco" na discussão, ou que um assunto morre ou precisa ser cortado, sempre tenho engatilhado um outro assunto para encaixar. Raramente acontece de precisar de mais do que 3 ou 4, mas também raramente deixo de usá-los.

Uma forma menos inocente de usar talking points (e que eu não recomendo) é usá-los para fugir de uma pergunta ao mesmo tempo em que se aproveita a atenção do público para passar a sua mensagem. Além de prejudicial ao debate, essa forma exige grande habilidade para não despertar a antipatia do público.

Preparar seus talking points pode ser tarefa para profissionais da comunicação, mas se você mesmo for praticá-los, aqui vão algumas dicas:

1. Limite a quantidade: o ideal é memorizá-los, portanto uma página pode ser demais. Pense em quantos itens pode precisar usar, e não exagere.

2. Limite o comprimento: mais do que uma linha por tópico é demais, pela mesma razão. Um bom talking point é uma frase de efeito curta a partir da qual você pode elaborar em direção ao ponto que deseja alcançar quando a necessidade surgir. Se necessário, defina (poucos) sub-pontos.

3. Coloque em ordem de relevância: memorize-os e procure usá-los nessa ordem. E não tente encaixar todos: use com moderação!

4. Antecipe possíveis perguntas: talking points bem planejados para debates podem ser usados de maneira tão eficaz que servem como respostas legítimas.

Em eventos nos quais normalmente se fala "de improviso", os talking points previamente preparados frequentemente são mais do que um elemento de apoio: por serem sucintos e terem sido lapidados bem antes da pressão do debate, muitas vezes são eles que acabam virando o destaque da cobertura do evento.

Por outro lado, os profissionais do ramo também se acostumam a reconhecê-los e desconfiar dos contextos em que são empregados. Portanto... use com cuidado!

Vença a procrastinação hoje com UMA dica - e bem curta

Geralmente o que diferencia as pessoas eficazes é que elas costumam entregar o produto ou o serviço que se espera delas. Quando são especialmente competentes, elas ainda se caracterizam por entregar no custo, prazo e nível de qualidade combinados.

Procrastinar é o ato de deixar as coisas para depois, e quem tem este hábito tem maior dificuldade em ser eficaz porque adia indefinidamente as tarefas necessárias a fazer o que precisa ser feito.

Para eles, segue a dica do autor do ZTD (o método de produtividade que eu pratico), bem curta para que você não deixe para ler depois:

Segundo o autor do ZTD, a maior dificuldade do procrastinador não é completar as tarefas, mas sim dar início a elas, bem como resistir à tentação de interrompê-las imediatamente após começar.

Ele recomenda, e eu assino embaixo: se você identificar qual a entrega mais importante que tem para fazer hoje, e concentrar toda a sua força de vontade em dar início ao primeiro passo que conduz a ela, e durante os 2 minutos iniciais conseguir resistir ao impulso de parar tudo e ir ler a nova página do Efetividade no Facebook "só por um minutinho", a sua chance de vencer a tarefa inteira é grande.

Ele descreve com mais detalhes a natureza dos impulsos e tentações que surgem, mas o essencial é: COMECE. E depois que começar, PERSISTA por 2 minutos. Depois que você pegar embalo, tudo fica mais fácil.

Leia também: Como ser produtivo mesmo sendo um procrastinador assumido: 3 dicas simples.

Como ser produtivo mesmo sendo um procrastinador assumido: 3 dicas simples

Procrastinação é o ato ou hábito de deixar as coisas para depois, adiar, delongar, postergar.

O hábito normalmente é visto como um grande inimigo da produtividade, e frequentemente é mesmo, pois interfere num componente essencial do conceito de produtividade, que é a quantidade de produto ou serviço produzido (que, quando deixado para depois, pode frequentemente se aproximar de zero), sem interferir no outro, que é o conjunto de recursos concretos que estavam à disposição para que a produção ocorressem.

Se você já tentou lidar com o impulso frequente de deixar para depois, continue tentando, e procure toda a ajuda que puder encontrar. Assim como em casos de dificuldade de atenção, concentração e foco, muitas vezes trata-se de problemas que merecem apoio especializado, e as consequências práticas também podem ser bem similares.

Mas enquanto você se identificar com o adjetivo procrastinador, não deixe para depois a leitura das 3 dicas abaixo, que o Wall Street Journal publicou a partir dos estudos de John Perry, doutor em Filosofia e autor do livro The Art of Procrastination, e que acredita que os procrastinadores podem ser produtivos quando encontram uma maneira de refinar suas táticas de deixar para depois. Será?

Vamos começar admitindo que para muitos indivíduos a tendência a deixar para depois pode ser atribuída à vontade (ganhando nomes como preguiça, desinteresse e similares), e nestes casos uma mudança pode estar a seu alcance também por meio da vontade ou motivação.

Para outros, entretanto, o hábito de procrastinar pode ser uma reação a fatores com os quais não conseguem lidar eficazmente, e assim a procrastinação se torna uma condição crônica e difícil de superar sem mudar condições externas, mas que eventualmente pode ser absorvida de um modo a reduzir as consequências negativas para si e para os demais.

Você sabia que Albert Einstein era considerado preguiçoso? Ele é um exemplo de que as mudanças externas podem remover este tipo de característica, mas hoje trataremos de quem permanece com ela.

O artigo do Wall Street Journal diz (e eu acredito, por conhecer exemplos) que há pessoas que claramente são procrastinadoras e mesmo assim produzem bastante, chegando a ser reconhecidas pela sua capacidade de produção.

A mesa deles não é organizada, eles vivem correndo atrás de pendências que deixaram atrasar, e geralmente compensam isso com outros atributos valiosos, como criatividade, aptidão para relacionamentos e... entregas valiosas.

O que os distingue dos procrastinadores improdutivos é que geralmente eles praticam a procrastinação de alguma maneira estruturada: ao deixar de fazer algo importante, eles estão criando outra coisa também importante, ou criando a condição de depois retornar a este problema (agravado pelo atraso) com uma solução superior.

Obviamente nem todo mundo atua em situações onde este tipo de comportamento é aceitável, mas as 3 dicas a seguir podem fazê-lo se tornar gerenciável.
 

1) Aprender a causar menos dano às pessoas ao redor. A sua atitude em relação aos prazos e ao valor do adiamento, da última noite e da última hora raramente é compartilhada pelas pessoas que dependem da sua produção. Assuma que é um problema, que é algo além do seu controle, e evite ao máximo gerar expectativas que você não vai cumprir a tempo: combine para cumprir, e pratique até o seu limite as atitudes profissionais que permitam que os outros lhe levem a sério.

Isso não resolve muitas situações práticas, mas negar o problema, agravá-lo com desculpas tardias ou assumir voluntariamente compromissos em termos que sabe que não irá cumprir, deixando a bomba na mão de quem aceitou, são ’’soluções’’ ainda piores.
 

2) Cuidado com os conselhos que tentam reduzir as suas opções. É verdade que para um procrastinador se sentir menos pressionado, o ideal é que ele aceite menos compromissos, defina prazos mais elásticos, e tome outras atitudes que no limite correspondem a férias permanentes (às vezes contra a vontade...). Mas isso também é o desejo de boa parte das pessoas, e raramente os leva muito longe em termos de produção.

Assim como nos casos de problemas com a atenção e o foco, reduzir as suas opções pode não ser a solução certa. Pode até ser o contrário: ao procrastinar algo, você não está sinalizando que não quer fazer nada, só que não quer fazer aquela coisa – e ter outra coisa para fazer pode ser uma solução. Mantenha uma boa lista de pendências, e procure organizar seus dias de modo a ampliar as possibilidades de escolhas entre elas, para que não aconteça o cenário pior: não fazer nada.
 

3) Menos encolhimento, mais ferramentas. Se a tendência a procrastinar atrapalha sua vida, não se renda a ela: procure ajuda e, enquanto não resolver, se ajude.

Conte com a ajuda da natureza. Por exemplo, se aquela "olhadinha no Facebook" sempre se converte em 45 minutos de distração, acostume-se a iniciá-la só quando já estiver com fome (ou próximo do intervalo do almoço), para haver um limitador natural. Aproveite e siga o Efetividade no Facebook e me ajude a divulgar o conteúdo, para tornar mais produtiva essa escapadinha ツ

E para ajudar a lembrar de "voltar à realidade" quando você decidir dar uma olhadinha em outra coisa, um simples timer de cozinha pode fazer maravilhas, desde que você não deixe para depois acioná-lo.

O mesmo timer de cozinha, por meio da Técnica Pomodoro, pode ser a solução para dividir um dia (difícil de gerenciar) em várias fatias de 20 minutos (fáceis de gerenciar).

Uma dica adicional do artigo é abrir mão do perfeccionismo. Isso não significa deixar de valorizar a perfeição das entregas, mas sim esquecer a fantasia de que todas as suas entregas serão perfeitas (leia-se "excederão os requisitos necessários"), porque esta fantasia é um fator a mais que faz as tarefas ficarem para depois, uma vez que se tornam mais complexas na sua mente do que deveriam ser na realidade.

Acredite: de modo geral, quem vai receber o resultado do seu trabalho prefere recebê-lo no prazo, no nível de qualidade ajustado, ao preço certo e com todos os elementos que foram combinados, do que receber 2 semanas depois uma obra-prima que excedeu o orçamento.

Fecho com uma confissão pessoal: eu não me descreveria como um grande procrastinador, mas no meu escritório tenho um timer de cozinha bem simples, e lembro de dar corda nele em 2 situações: quando decido fazer uma pausa no que estou fazendo, ou quando lembro que preciso fazer algo em seguida, mas não pode ser imediatamente. E já faz tempo que pratico a arte de deixar para depois o que para mim não tem pressa nem compromisso mas atrapalha o que precisa mesmo ser feito!

Comunicação: 3 dicas simples para aprender a manter a conversa fluindo

Estabelecer e manter uma conversação é essencial para o bom andamento de negociações, para apresentar uma proposta, levantar informações e tantas outras necessidades do dia-a-dia profissional e pessoal.

Para muitas pessoas trata-se de uma habilidade natural, um talento que facilita o desenvolvimento das competências relacionadas à comunicação.

Para outras tantas, manter a conversa fluindo para estabelecer empatia até chegar ao ponto em que o interesse comum possa ser encontrado e adequadamente tratado (nas situações em que não se deseja ir diretamente a ele, claro) é um desafio constante, que requer atenção e técnicas especiais até que seja internalizado e vire algo natural, pronto para ser colocado em prática quando uma oportunidade de conversa importante surge inesperadamente.

Não há regras definidas, mas o que "mantém a conversa andando" é similar tanto na conversa no corredor na firma, quanto na mesa de bar, quanto no começo de um almoço de negócios: ambas as partes precisam estar atentas, acrescentando elementos continuamente, seguindo em direção ao seu objetivo mas sem desconsiderar o que ouvem, nem colocar a outra pessoa em uma situação que a bloqueie de prosseguir em direção ao interesse comum.

Conhecer técnicas que facilitem o processo é interessante e pode conduzir a melhoria nas comunicações, e assim separei as 3 dicas a seguir, nascidas de orientações dadas aos atores de teatro de improviso (aqueles que recebem uma situação absurda, como 'um sapateiro e um dentista vendendo enciclopédias em uma aldeia esquimó' e a desenvolvem ao vivo, sem combinação prévia), para manter o fluxo da conversação:

1. Diga sim. Mesmo que você considere que há erros no que foi afirmado, se o seu interesse for manter a conversação fluindo (para mais tarde poder voltar a este ponto numa abordagem mais positiva), rejeite a tentação de negar ou corrigir (que leva a outra pessoa a cruzar os braços, fechar a cara e começar a se defender, e não à continuidade do desenrolar), e procure encontrar algo de positivo para dizer a seguir, com foco nos pontos em comum e relacionado ao que foi dito – mas cuidado para não confirmar, sem querer, que concorda com o ponto que você rejeita.

2. Acrescente algo. Não pare no Sim, diga "Sim, e...", e aí acrescente algum elemento novo à conversa. Um exemplo favorável, um caso que confirme o seu ponto de vista, uma exceção curiosa, uma hipótese, uma dúvida... não importa. Uma conversa que flui não é um protocolo rígido em que uma parte apresenta e a outra confirma ou nega, mas sim uma construção contínua em que ambas as partes acrescentam elementos, que individualmente não precisam ser relevantes (nem curiosos, engraçados, etc.), mas sim conduzir ao ponto que se busca discutir.

3. Pergunte menos, afirme mais. Uma conversação saudável não é um interrogatório, e enquanto você estiver criando as condições para chegar à parte objetiva da negociação, é positivo evitar fazer perguntas diretas que forcem a pessoa a expor algo específico ou literalmente fugir de uma questão que preferem não responder no momento. Para obter fatos, uma alternativa é começar contando algo sobre a sua própria situação, e depois acrescentar sua questão de forma ampla, tipo "e vocês lá, como lidam com isso?"

Um complemento importante às 3 regras acima é essencial para quem se sente inseguro em conversações sem estrutura formal: assim nos palcos como nos diálogos, não existe uma forma certa unificada de prosseguir, e as pessoas que conversam de maneira natural tratam eventuais erros e dificuldades de comunicação como um assunto a mais, usando-os como oportunidade para enriquecer e tornar mais pessoal a conversa.

Imite-os, e você acabará se tornando um deles!

Eu conheci as 3 regras acima por meio do livro "Bossypants", autobiografia da comediante (entre outras atividades) Tina Fey, cuja versão em audiobook (narrada pela própria autora) eu ouvi entre um engarrafamento e outro e recomendo!

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