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Técnicas de negociação e fundamentos da definição de preços de design, desenvolvimento, web e freelances

Colaborou: CamilaFS

Definir preços e sustentá-los em uma negociação é um desafio constante, ainda mais nestes tempos de "nova economia", em que empresas com estruturas enxutas muitas vezes negociam frente-a-frente com multinacionais em áreas como design, desenvolvimento, web, produção gráfica e outras, e que mesmo os free-lancers encontram dificuldades para concorrer contra os preços absurdamente baixos cobrados pelos famosos sobrinhos, vizinhos e aqueles conhecidos que "entendem de Corel".

Como designer, procuro ter sempre controle sobre os preços que pratico, de modo a poder defendê-los na mesa de negociação, e explicar por que não é possível comparar este preço com o do sobrinho do vizinho que sabe tudo de Photoshop e tem noções de Flash.

Este artigo pretende apresentar os princípios da negociação, com foco na busca de um resultado racional e otimizado levando em conta os objetivos de todas as partes, bem como uma explicação do processo de formação do preço de venda. A conclusão une os dois conceitos, apresentando a importância do preço como fator-chave na negociação de produtos e serviços. Não posso ensinar você a definir um preço e defendê-lo, mas entender como funciona o processo certamente poderá lhe ajudar!

Uma negociação racional de produtos e serviços baseia-se em fatos, e usualmente o preço é o foco durante todo o processo. Detalhar os princípios de ambos os fatores, e conjugá-los em uma conclusão objetiva, é essencial para o entendimento das negociações bem-sucedidas.

Os princípios da negociação efetiva

O objetivo de uma boa negociação é atingir o melhor acordo para todos os participantes, e cada participante busca também garantir o melhor resultado para a sua parte, considerando sua própria agenda – idealmente tendo definido antes os 3 cenários básicos:

  • seus objetivos mínimos – que procurará alcançar mesmo no caso de um ambiente desfavorável de negociação,
  • seus objetivos prováveis – para a situação que lhe parece mais equilibrada entre as partes, e
  • seus objetivos ideais, que ele buscará atingir no caso de uma situação francamente favorável.

A negociação é um processo que envolve troca de mensagens entre as partes, portanto aplicam-se a ela os conceitos da comunicação. E como o seu interesse é fazer com que sua mensagem esteja adequada, chegue integralmente ao destinatário e cause o efeito pretendido, é importante que ela seja previamente planejada, levando em conta um estudo sobre a outra parte, procurando identificar fatores como:

  • Questões político-sociais e jurídicas
  • Crenças e cultura
  • Aspectos comerciais e mercadológicos
  • Questões financeiras e fiscais
  • Características das pessoas que representarão a outra parte na negociação

Considerando os aspectos e cenários acima, o negociador busca definir previamente suas alternativas táticas, cria planos de ação que envolvem oportunidades de suspensão dos trabalhos caso surjam aspectos não considerados previamente, define como irá apresentar sua pauta (resumidamente ou não, completa ou em partes, etc.) e parte para a negociação.

O ato de negociar em si deve ser isento de viés emocional, considerando com respeito o ponto de vista da outra parte, sem subestimar a ela, suas necessidades nem seus interesses.

O processo deve prosseguir com foco no interesse comum, até alcançar o máximo possível de satisfação mútua. Após o processo, antes de encerrar a reunião, deve-se recapitular o que foi discutido e acordado, e registrar – formalmente ou não, mas de forma que seja reconhecida por todas as partes.

Assim, podemos destacar como sendo os princípios da boa negociação a lista a seguir:

  1. Objetividade: definir com clareza um objetivo, e orientar todos os esforços durante o processo a buscar alcançá-lo - sem deixar que aspectos emocionais, interesses pessoais ou mesmo a sede de “ganhar a discussão” interfiram. O objetivo deve ser definido de forma escalonada, identificando inclusive quais deles são irrenunciáveis (o “escopo mínimo”, do qual o negociador não pode abrir mão) e quais são apenas desejáveis.
  2. Comunicação: Comunicação é tornar comum, é fazer com que uma mensagem alcance o receptor e (idealmente, em uma comunicação efetiva) influencie seu comportamento. Uma comunicação efetiva demanda planejamento prévio e grande capacidade de adaptação às condições do ambiente e dos interlocutores – o que nos leva ao terceiro princípio:
  3. Preparação: para ter sucesso no processo, é necessário conhecer de antemão os interlocutores, garantir as melhores condições ambientais e conjunturais possíveis, e ter um plano detalhado contendo inclusive os “checkpoints” e roteiros de escape para o caso de ser melhor interromper a negociação antes de chegar ao objetivo desejado, de forma a continuá-la posteriormente em condições mais favoráveis. A análise é fundamental: leva vantagem o negociador que consegue compreender e definir qual o objetivo de sua contraparte, e identificar até que ponto ela está preparada para ceder.
  4. Pauta: A pauta de negociação deve ser definida levando em conta os critérios acima, e deve ser planejada levando em conta a forma como será transmitida. Uma pauta para um almoço de negócios é diferente da pauta para uma reunião formal, que é diferente da pauta para uma conferência. Decisões sobre como ela deve ser apresentada (paulatinamente ou de uma vez só, verbalmente ou por escrito, etc.) e sobre por quais pontos iniciar a conversação são importantes e não devem ser subestimadas.
  5. Impessoalidade: a negociação não deve misturar os interesses das pessoas com os objetivos do processo. Pode ser necessário assumir o papel da parte que “perdeu” a negociação, aos olhos dos demais, para garantir o alcance dos objetivos previamente definidos. Uma boa negociação é um processo racional, e não deve considerar aspectos emocionais ou exaltar os ânimos dos participantes. O foco deve ser sempre mantido nos objetivos definidos, e não nas posições assumidas pelos participantes ao longo do processo.
  6. Análise: como no método científico, o ideal é primeiro ser analítico para só depois ser sintético. O processo deve gerar múltiplas soluções possíveis, todas elas adequadamente registradas, e apenas ao final desta fase analítica deve-se passar à fase de síntese, em que se classificam e selecionam as melhores opções e se escolhe a melhor.
  7. Racionalidade: o resultado de todos os passos acima, se seguidos corretamente, é uma decisão equilibrada, considerando todos os dados existentes ou estimados, e baseada em critérios objetivos – e que atende da melhor forma possível a todas as partes interessadas.

O papel do preço na negociações de vendas de serviços

A microeconomia explica como são compostos os preços que o mercado está disposto a pagar por um determinado bem ou serviço, na forma de equações relativamente simples mas cujos componentes são agregados compostos de uma série de fatores sobre os quais raros vendedores e compradores têm algum controle.

Em especial, a elasticidade da demanda é um fator que todo vendedor gostaria de manipular, mas em geral apenas os monopolistas podem exercer algum controle, mesmo que restrito. Que vendedor não gostaria de influenciar seu mercado de forma a garantir que um aumento de preço não reduzisse a procura por seus produtos ou serviços? Mas a lei da oferta e da procura não pode ser revogada, e em mercados saudáveis, o preço baixo, ou o mítico “preço justo”, são os reis no que diz respeito às negociações.

Já estabelecemos que as negociações bem-sucedidas são processos racionais e baseados em fatos, e todos sabemos que em negociações de vendas de produtos ou serviços, o fator preço é um dos mais relevantes.

Composição racional dos preços de venda

Mas se você é a parte ofertante, como pode definir o seu preço de forma a garantir a venda no volume necessário para manter suas operações e alcançar seus objetivos, e como saber qual o preço inicial a propor, e até que ponto estar disposto a ceder na negociação?

Existem alguns fatores básicos a levar em conta, dos quais podemos destacar os essenciais:

  • Seus desembolsos: os custos (recursos dispendidos diretamente no processo produtivo ou como consequência dele, como matérias-primas, mão de obra direta, etc.) e despesas (outros dispêndios da empresa);
  • Competitividade: é necessário levar em conta os preços praticados por outros concorrentes diretos e por possíveis produtos ou serviços que possam substituir o seu, mesmo que com desvantagem. Se o seu produto tem diferenciais e o mercado está em expansão ou é amplo o suficiente, você pode cobrar mais que o concorrente imediato. Caso contrário, a tendência é ter dificuldades para fechar negócios.
  • Rentabilidade: vender pelo preço de custo não dá margem para crescimento da empresa e nem para atividades importantes como Pesquisa&Desenvolvimento ou o marketing institucional. É necessário definir e perseguir margens de lucro aceitáveis que capitalizem a empresa e garantam o retorno para o investimento dos sócios e acionistas.
  • Fatores regulatórios e legais: Impostos, taxas, incentivos, subsídios, tabelamentos e outros.

O conhecimento dos custos envolvidos na produção de cada produto, serviço ou projeto, a análise dos preços praticados no seu mercado e a margem de retorno desejada é importante em todas as operações da empresa, mas se torna essencial em alguns momentos específicos, como no lançamento de uma nova linha de produtos, na preparação para uma negociação de venda intrincada ou estratégica, ou quando o mercado passa por uma reviravolta (como na abertura da importação dos têxteis asiáticos, que quebrou tantas tecelagens catarinenses na década passada) e a empresa precisa se adaptar rapidamente.

Naturalmente há outros fatores envolvidos na formação dos preços. Por exemplo: uma empresa pode aceitar prestar a preço de custo um serviço que dará retorno a ela na forma de publicidade, ou para formar sua carteira de clientes, ou mesmo por questões de responsabilidade social. Da mesma forma, algumas empresas estabelecem preços bastante superiores aos seus custos como forma de diferenciação ou posicionamento do mercado (“custo da marca” e outros fenômenos similares).

No momento da negociação, todos estes fatores precisam ser conhecidos e dominados. Raramente uma empresa divulga sua estrutura de custos, mesmo na mesa de negociação. Mas o negociador precisa estar apto a decidir até que ponto pode ceder (o ponto em que o retorno do investimento passa a ser nulo ou desinteressante), e também que aspectos do produto ou serviço devem ser destacados e valorizados para justificar o preço proposto.

Concluindo

O preço geralmente inicia a negociação como o fator-chave, e é o foco durante todo o processo, portanto ele é a variável básica que pode ser manipulada para alcançar o sucesso na negociação.

Ele deve ser formado atendendo a critérios racionais e objetivos, atendendo tanto aos aspectos internos da empresa (sintetizados nos desembolsos e na expectativa de rentabilidade) e nos aspectos de mercado (especialmente a competitividade).

Para uma negociação bem-sucedida, comprador e vendedor encaram o preço como a variável essencial, e leva vantagem aquele que melhor consegue identificar os limites até onde a outra parte está disposta a ir, e que outras ofertas ela pode ter recebido anteriormente.

Na minha opinião, conhecer suas próprias forças e fraquezas, dominar as informações sobre as oportunidades e ameaças do mercado e especialmente conhecer os preços praticados pelos concorrentes (inclusive os que comercializam produtos diferentes mas que podem substituir o seu) são os ingredientes essenciais tanto da boa formação de preços quanto da negociação bem-sucedida. E ambas as habilidades (formação de preços e negociação) são importantes para o sucesso de qualquer projeto ou organização.

Os melhores softwares livres e gratuitos, em download para Windows e Mac

Acabei de publicar a notícia abaixo no BR-Linux, mas creio que será do interesse também dos leitores aqui do Efetividade, servindo como complemento à nossa notícia anterior sobre o PortableApps.

“Já está disponível a versão 2007.01 do Software for Starving Students, uma imagem de CD para download contendo apenas softwares gratuitos (e a maior parte deles é de código aberto também) disponibilizada para download de usuários de Windows e Mac OS X. Esta nova versão inclui "clássicos" como Firefox, OpenOffice, Audacity e Blender, e também outros softwares para multimídia, conectividade, atividades escolares e muito mais - todos com instalação facilitada, tanto em Windows quanto em Macs.

Se você tiver interesse em um CD semelhante mas que se concentre em softwares livres, conheça também o TheOpenCD.”

(Enviado ao BR-Linux por Tatiana T - referência.)

SEO no Brasil: otimizando seu site ou blog para obter melhores posições no Google - parte 2

Otimização para sites de busca, ou SEO (Search Engine Optimization) é uma ferramenta de efetividade, porque faz com que a sua mensagem chegue a quem está realmente (e literalmente) em busca dela. Além disso, é uma ferramenta de produtividade, especialmente se o seu site tem banners ou serviços de anúncios como o Adsense (saiba mais detalhes), pois com o mesmo conteúdo você terá maior oportunidade de rendimento.


Se o que você quer é apenas escrever, não é necessário se preocupar com estes assuntos. Mas se você quiser ser lido, aí a coisa muda de figura, e levar em conta os métodos para fazer com que seu site fique em primeiro no Google para as palavras-chave mais relevantes começa a fazer diferença.

A parte 1 deste artigo fixou-se nos aspectos externos do blog: relacionamento com outros blogs, uso de diretórios e agregadores, atenção a indicadores, etc.

A parte 2, que você está lendo neste momento, se concentra nos aspectos internos: conteúdo, ferramentas, layout, palavras-chave e outros. Você irá notar que há pontos em comum entre as duas listas, o que é natural: alguns aspectos têm características externas e internas.

Vamos à lista, e aguardo os seus comentários e complementações!

13 dicas de otimização para blogs

  1. Escolha uma boa hospedagem: É possível ter hospedagem gratuita de blogs com qualidade relativamente boa (os serviços do Google Blogger ou do Wordpress.com são bons exemplos), mas a partir de um certo volume você vai preferir ter seu próprio contrato de hospedagem, que costuma custar 10 dólares ou menos por mês. Eu recomendo o Dreamhost, mas recomendo mais ainda que você pesquise bem antes de fechar negócio. Se o seu único critério de seleção for o preço, provavelmente você vai acabar fechando contrato com os "pipoqueiro hostings" tão abundantes no Brasil, e que geralmente não mencionam nada a respeito, mas muitas vezes se limitam a lotear e revender serviços de hospedagem que eles contratam em provedores internacionais. Os critérios de escolha ideais devem envolver variáveis como espaço de armazenamento disponível, cota mensal de transferências de dados, velocidade, disponibilidade, suporte, ferramentas de administração, confiabilidade, e os demais que forem relevantes para o seu caso.
  2. Escolha o domínio certo: O ideal é registrar o seu próprio domínio desde o começo, e hospedar o site nele desde o princípio. A idade do registro do domínio entre nos critérios de avaliação de diversos sites de busca, portanto não deixe para depois. Registrar um domínio internacional (.com, .net ou .org) tem pouca ou nenhuma burocracia, não é caro e o domínio pode ser usado até mesmo se você for hospedar seu site em um provedor brasileiro. Vale lembrar que ao fazer seu contrato de hospedagem no Dreamhost, você ganha grátis um registro de domínio internacional. O domínio conta muitos pontos na avaliação pelos sites de busca, então certifique-se de escolher uma palavra-chave que vá constar nas pesquisas dos leitores - por exemplo, se você vai escrever sobre chicletes, prefira um domínio que tenha a palavra chiclete no nome, e não opte por sinônimos como goma-de-mascar.com. Escolha também uma palavra fácil de lembrar, de escrever, de entender quando você fala (para não ter de soletrar a cada vez que for dizê-la a alguém) e que não seja uma marca registrada por ninguém.
  3. Escolha as ferramentas certas: Você pode perfeitamente criar e manter o seu blog em ferramentas públicas como os já mencionados Google Blogger ou do Wordpress.com, mas nada oferece a mesma flexibilidade que instalar o seu próprio CMS (gerrenciador de conteúdo). O meu preferido para blogs comuns é o Wordpress (o mesmo usado no serviço Wordpress.com), e para sites maiores é o Drupal - ambos de código aberto. Mas vale mencionar que a ferramenta mais usada entre os 100 mais populares blogs do mundo (segundo o Technorati) é o Movable Type, que não é de código aberto.
  4. Identifique e use palavras-chave: A cada novo artigo, pare para pensar quais as palavras-chave pelas quais os leitores potenciais poderão associá-lo ou encontrá-lo, e procure usá-las ao construir seus títulos, subtítulos, destaques, links, legendas de fotos e no primeiro parágrafo. Não exagere nem seja artificial, apenas empregue-as naturalmente. Pergunte a você mesmo: o que as pessoas que estão procurando por este artigo vão digitar no Google? A resposta são as suas palavras-chave essenciais. Mas se você exagerar, não vai agradar nem os leitores e nem os sites de busca. Hoje de tarde vi um post cujo título falava em "Rebelde RBD" para forçar artificialmente a inclusão de palavras-chave adicionais. Este é o passo adicional que você deve evitar dar.
  5. Defina o seu assunto: Não é necessário se restringir a apenas um tema ou a um conjunto restrito de temas, mas vale a pena cobrir com maior intensidade alguns temas específicos, e complementá-los com posts sobre assuntos variados que possam interessar a quem chegou ao seu site procurando por estes seus assuntos específicos. Tanto os usuários quanto os sites de busca vão aumentar a sua classificação como autoridade em um determinado assunto se você tiver grande quantidade de posts sobre este assunto. E ao escrever cada post, fixe-se em um tema somente, e escreva algo com começo, meio e fim sobre este tema específico. Se tiver outro assunto no mesmo momento, publique 2 posts, não faça um post misto-quente - os leitores até podem entender, mas os mecanismos de busca ficarão confusos.
  6. Informe-se sobre usabilidade: A maioria das técnicas que aumentam a usabilidade do site são favoráveis também à indexação pelos sites de busca. Uma boa fonte de informação - verdadeiras apostilas grátis sobre usabilidade - é o UseIt, site do especialista Jacob Nielsen. Leia no mínimo a breve Introdução à Usabilidade e os 10 maiores erros de design de blogs. Se você quiser investir, mais do que recomendo o clássico livro Projetando websites, do mesmo autor.
  7. Atualize regularmente: Se possível, diariamente. Quando você atualiza diariamente por um período longo o suficiente, tanto os leitores quanto os sites de busca percebem, e passam a visitá-lo a intervalos mais curtos também. E quando os sites de busca indexam você diariamente, o intervalo entre você postar seu conteúdo e ele começar a ser encontrado por interessados que ainda não conheçam seu site se reduz, e o retorno pelo seu esforço é maximizado.
  8. Inclua links para conteúdo relevante: Inclua links para as fontes onde você mesmo se informou, ou se informaria, sobre o assunto do seu post. Isto aumenta a qualidade do seu post, sob o ponto de vista do leitor, e pode valer alguns pontos a mais, sob a ótica dos mecanismos de busca.
  9. Seja original: Blog não é serviço de clipping. Tanto os leitores quanto os mecanismos de busca identificam quando você não agregou nenhum valor ao reproduzir alguma informação já existente, e reagem de acordo.
  10. Volume e quantidade: Estudiosos de otimização dizem que sites com mais páginas ou posts *tendem* a ter classificação mais alta do que os sites menores, e que o tamanho ideal de post para fixar a atenção dos leitores e pontuar melhor nos sites de busca é por volta de 250 palavras. Mas Não se trata de regras fixas: há sites pequenos com Pagerank alto, assim como há posts longos cujos leitores lêem até o fim. Certo? ;-)
  11. Atenção ao design e à redação: Aspectos como a tipografia (não apenas a escolha da fonte - e a Verdana é a mais popular entre os top 100 do Technorati - mas também os espaçamentos, alinhamentos, margens, bordas, etc. - veja as 7 dicas de tipografia do Efetividade.net), seleção de cores e imagens (a cor de fundo mais popular entre os top 100 é o branco), posicionamento de anúncios, seleção de conteúdo auxiliar para as barras laterias e rodapés, bons títulos, redação caprichada (não abrevie, não use gírias, não copie citações sem traduzir nem deixe de acentuar), transmita sua mensagem vigorosamente.
  12. Use bem as ferramentas auxiliares: aprenda a utilizar as ferramentas de análise de logs disponibilizadas por seu provedor de hospedagem, e recorra a serviços como Google Analytics, Google Webmaster tools (crie e mantenha atualizado o seu sitemap), instale bons plugins do Wordpress, e mantenha-se sempre atualizado.
  13. Direcione seus esforços: Comece a tomar nota de idéias para posts futuros, tenha um arquivo de posts iniciados mas ainda não prontos, acompanhe publicações e notícias sobre os seus assuntos, e saiba reconhecer quando um post ainda não está pronto - é melhor guardá-lo para o dia seguinte do que colocá-lo no ar ainda incompleto ou com qualidade abaixo da que você desejaria.

E a dica extra é muito importante: tenha prazer escrevendo, e saiba quando é a hora de abandonar as regras e partir para fazer o que você tem vontade. Um blog é a sua expressão pessoal, e a otimização, ou o retorno financeiro, nunca devem ser a primeira motivação.

Referências e complementos:

Relatórios anuais de blogs nacionais

O pessoal interessado em blogging, SEO e otimização já deve ter percebido, mas não custa deixar claro que os relatórios anuais que muitos blogs conhecidos e bem-sucedidos vêm publicando nos últimos dias são um tesouro de informações, dicas e análises importantes para ajudar a orientar os passos daqueles que ainda estão começando, ou que irão ser os novos blogs de sucesso em 2007.

Li hoje o relatório anual do Revolução etc, e o Henrique passou muitas informações úteis, misturadas ao seu posicionamento bastante interessante. Em resumo, ele mostra que a seriedade e comprometimento fazem parte da receita de sucesso que permitiu a ele quadruplicar o número de visitantes diários ao longo deste ano.

Em particular, gostei de um trecho:

Aprendi que feeds não é a maior fonte de visitantes diários e ao contrário do que muitos pensam, o Google acaba trazendo mais visitantes que se tornam fiéis tanto quanto outros sites relacionados com o seu. SEO se tornou a palavra preferida do meu jargão técnico. As consequências disso tudo é que, como eu não preciso dar detalhes de cifras, as circunstâncias só não me transformam em um ProBlogger hoje (vivendo exclusivamente do site) porque não tenho interesse em largar o meu trabalho, que inclusive justifica eu ter mais assunto para escrever aqui. Em resumo esta realidade não é só minha (acredite) e por mais que exista vários blogs silenciosos sobre o fato de obterem renda, este ano de 2006 no Brasil os blogs se consolidaram como modelo de negócios sério com uma capacidade econômica que só cresce. Não tem mais volta. Qualquer site que conseguiu obter mais de 1000 visitantes por dia (talvez até menos) consegue começar a obter uma renda considerável se souberem explorar o próprio tráfego sabiamente.

Assino embaixo da conclusão do Henrique!

Entrei na onda também e publiquei o balanço anual do BR-Linux hoje. Em um site de 10 anos de idade, é difícil quadruplicar os visitantes diários em 12 meses, como o Henrique fez, mas estou muito feliz em ter aumentado em 46% o número de visitantes únicos em 2006, e em ter alcançado pela primeira vez (em outubro) a marca de 1.000.000 de visitantes únicos no mesmo mês.

Pra inspirar todo mundo e mostrar que dá para gerar um bom retorno com sites e blogs, publiquei ali em cima uma screenshot dos rendimentos gerados ontem (28 de dezembro) com o Adsense. Não é todo dia que passa dos 80 (é até relativamente raro), mas isso acontece sem nenhum golpe - o segredo é o conteúdo, a atenção e o esforço constante. Vale lembrar que daquele valor ali, de ontem, US$15,00 foram gerados por projetos iniciados este ano, fora do BR-Linux.

Você também pode, e quanto mais conteúdo de qualidade na parte brasileira da Internet, melhor para todos nós.

A grande queima de livros e de bebês

O Melo, do vizinho Verdade Absoluta, foi conferir a promoção de presentes de pós-Natal com até 80% de desconto no Submarino que eu noticiei aqui anteontem, e acabou encontrando bem mais do que esperava ;-)

Neste caso, pelo menos o Submarino fez o Óbvio, ainda que tardiamente: corrigiu os títulos absurdos, rapidinho. Mas faria melhor se assumisse e reconhecesse o deslize, interagindo com seu público e aproveitando para converter uma falha em uma oportunidade para angariar a boa vontade do pessoal mais antenado. Mas aos poucos eles aprendem!

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