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Getting Things Done: Um resumo do GTD em 2 parágrafos, pelo próprio autor do método

David Allen, o autor do bastante conhecido método GTD (Getting Things Done - traduzido no Brasil no livro "A Arte de Fazer Acontecer") escreveu um segundo livro sobre o mesmo tema, chamado Ready for Anything (já disponível em tradução brasileira, com o nome de "Gerencie sua mente, não seu tempo - 52 princípios do código da produtividade".

O método é suficientemente exposto no primeiro livro, mas o segundo serve para esclarecer e expandir os conceitos, na forma de 52 capítulos curtos e independentes que trazem princípios adicionais de produtividade pessoal.


David Allen, criador do método GTD

Eu comprei a edição e inglês e estou lendo aos poucos, 2 ou 3 capítulos por dia. Mas logo no começo do livro - mais precisamente, no capítulo 5 - encontrei uma pérola que merece ser compartilhada com vocês. É a resposta que David Allen dá quando alguém pergunta a ele em uma entrevista ao vivo (quando as respostas não devem ir além dos 60 segundos) qual é o maior obstáculo que as pessoas colocam no caminho da sua própria produtividade pessoal.

Como bônus, ele explica também a sua resposta padronizada para a inevitável próxima pergunta: o que fazer para evitar esta armadilha?

Veja abaixo as respostas, que equivalem a um resumo concentrado do método GTD.

Quanto à primeira pergunta, que diz respeito ao maior obstáculo que as pessoas colocam em seu próprio caminho e que as impede de alcançar maior produtividade pessoal, eis a resposta de David Allen, em tradução livre:

“Não é um obstáculo, mas sim 5 obstáculos encadeados. As pessoas mantêm coisas em suas cabeças. Elas não decidem o que precisam fazer sobre coisas que elas sabem que terão que fazer algo a respeito. Elas não organizam lembretes de ações e material de apoio em categorias funcionais. Elas não mantêm nem analisam uma lista completa e objetiva de seus compromissos. Aí elas desperdiçam energia e se desgastam, deixando suas atividades serem conduzidas pelo que for mais recente e estridente, esperando que seja a coisa certa a fazer mas sem nunca ter o alívio da certeza.”

A resposta de Allen elenca as piores práticas relacionadas aos 5 estágios da gestão do fluxo de atividades: coletar, processar, organizar, analisar e executar. Assim, não é de surpreender que a resposta da segunda pergunta - sobre como evitar esta armadilha - seja o comportamento inverso. Veja a resposta de David Allen:

“É uma combinação das melhores práticas. Tire tudo de sua cabeça. Tome decisões sobre cada coisa no momento em que toma conhecimento dela, sem esperar elas explodirem. Organize lembretes de seus projetos e das próximas ações em cada um deles em categorias apropriadas. Mantenha seu sistema atualizado, completo e analisado com uma freqüência suficiente para ter confiança em suas escolhas intuitivas sobre o que você está fazendo (ou deixando de fazer) a cada momento.”

Satisfeito com este resumo do método, preparado pelo seu próprio autor? Pois saiba que tem mais! Ele preparou um resumo do resumo, nas seguintes palavras:

“Mantenha o foco nos resultados positivos e continuamente execute a próxima ação na atividade mais importante.”

Eu preferi o resumo de 5 frases do que este de uma frase só. Mas mesmo tendo apreciado o resumo, valeu a pena ler o livro original (o "A Arte de Fazer Acontecer"), para ver todo o detalhamento, as técnicas e os procedimentos sugeridos.

Você também já leu? Qual a sua opinião?

Veja também: GTD: Conheça um método eficaz de organização e produtividade pessoal que pode melhorar sua motivação e seus resultados - aqui mesmo no Efetividade.net.

Leve o escritório nas costas com a mochila ideal para seu notebook

Eu sou um fã de mochilas, e desde que a minha vida digital começou a exigir o transporte de um grande número de itens em quase todos os meus deslocamentos profissionais, passei a depender muito mais delas, como você pode ver neste outro artigo recente aqui do Efetividade.net.

Até recentemente eu usava exclusivamente um laptop de 14 polegadas, por isso no ano passado resolvi escolher e comprar uma mochila adequada para transportar um notebook com conforto e segurança, deixando espaço para todos os demais itens.


Sporty Backpack, da Case Logic

A vencedora, na época, foi uma mochila modelo Sporty, da Case Logic. Comprei no Brasil mesmo, no Submarino, e de fato foi a melhor mochila de notebook que eu já havia tive até então, tendo me servido por mais de um ano sem defeitos em zíper, sem rasgar alças, sobrevivendo a alguns banhos de chuva e a vários solavancos sem nunca danificar o seu conteúdo.

E ela continuaria me servindo bem, se não fosse por eu ter trocado o notebook por um de 15 polegadas, um pouco maior do que o tamanho especificado para ela (o limite é 14,37 polegadas). Ainda dava de usá-la com o notebook maior, mas era necessário forçar o zíper, o que não é bom nem para a mochila nem para os cantos do notebook. Assim, já passei-a adiante para que possa ser útil por mais um bom tempo nas mãos de outra pessoa.

Veja abaixo o que faz da Sporty a mochila ideal para notebooks - e quem sabe ela não seja aquela idéia de presente de Natal que estava faltando?


1. O laptop fica seguro. O bolso maior da mochila tem um compartimento especial, acolchoado e com fechamento ajustável, para manter o notebook fixo em seu lugar e mais protegido contra impactos. Segundo o site oficial, o compartimento abriga notebooks até 14,37" x 11,02" x 2".


Alças acolchoadas, reguláveis e com trava

2. Ela é confortável. As alças são acolchoadas, firmes, reguláveis e no tamanho certo. A parte de trás da mochila, que fica em contato com as suas costas, tem sulcos para permitir que o ar circule, e é feita de um material diferente do nylon da parte da frente da mochila. Uma das alças tem bolso para celular.

3. Você tem espaço de sobra. O bolso maior, onde fica o compartimento do notebook, tem uma segunda divisão interna (onde cabe até mesmo um notebook adicional, e ali um notebook de 15" cabe com folga, embora sem as proteções adicionais do item acima. No mesmo compartimento tem ainda 2 bolsos internos menores, tipo canguru, com cobertura de tela transparente, para transportar os acessórios - pen drives, cabos de conexão, adaptadores USB, etc. E tem ainda um segundo bolso grande, com divisão interna, onde dá de levar cadernos, fichário, o livro que você está lendo, ou mesmo uma muda de roupa.

4. Os bolsos laterais externos são amplos o suficiente para carregar a sua garrafa de água, as fichas do metrô, o tylenol, o cadeado da bicicleta, os fones de ouvido e muito mais. O meu modelo tinha bolsos com zíper dos 2 lados da mochila, mas me parece que os modelos atuais trazem bolso com zíper em um dos lados, e bolso aberto (específico para garrafa) do outro.


Bolso frontal aberto

5. O bolso da frente é enorme e tem divisões para canetas, bloco, vários escaninhos para cartões de visita, bolso com velcro para levar o celular, PDA e bolso com velcro para o CD player, sem contar o espaço do bolso em si, onde eu costumo carregar um pocket book quando viajo. Além disso tudo, o bolso já vem com um suporte e clip para você prender suas chaves, sem perdê-las no fundo da mochila. Veja na foto acima o bolso aberto com todos os espaços ocupados. Claro que se você for usar o bolso com este conteúdo todo, vale a pena arranjar um cadeado e uma corrente fina para dificultar que alguém resolva aliviar o peso que você está carregando...


Acesso externo para o fone de ouvido

6. No mesmo bolso da frente tem uma extensão de fone de ouvido, com conector macho na parte interna do bolso e conector fêmea na parte externa (veja na foto acima), para você poder ouvir o seu som sem ter de deixar o ziper semi-aberto. Consta que esse tipo de conexão é patenteado pela Case Logic, mas não pude confirmar. De uma forma ou de outra, é uma grande idéia.


Compartimento semi-transparente

7. A cobertura do bolso frontal tem um compartimento adicional, bem fino mas cobrindo toda a parte frontal da mochila, cuja superfície é de tela semi-transparente (foto acima). Nele você pode colocar itens que queira manter visíveis, ou mesmo algum tipo de identificação.


O porta-CDs para 14 discos vem de brinde

8. Entre os 2 compartimentos grandes, e entre o compartimento intermediário e o frontal, há bolsos estreitos acessíveis pelo topo da mochila. O da frente não é muito fundo, mas pode ser usado para levar itens que você precisa acessar com facilidade, como o seu bilhete de embarque. O de trás é fundo, e vem de fábrica com um porta-CDs como o da foto acima.

9. Ainda por cima, ela é bonita, discreta e fácil de manter limpa.

Você também tem uma mochila predileta? Descreva-a nos comentários, e nos conte onde comprou!

Links:

Gravata How-To: Como dar nó em gravata sem se enrolar - em 10 dicas simples

Você não precisa passar por aperto na próxima vez que precisar usar uma gravata - basta seguir algumas dicas e você se sentirá tão seguro de si quanto qualquer um dos demais candidatos à vaga, tão elegante quanto qualquer um dos outros convidados da formatura, e tão à vontade quanto os demais padrinhos do casamento ;-)

O Efetividade.net não é um site de moda, e francamente eu seria a última pessoa para dar conselhos sobre estilo de vestuário para qualquer um de vocês. Mas o meu trabalho exige que eu use gravata regularmente, e com isso eu percebi que uma operação aparentemente tão difícil e complexa como dar o nó na gravata pode se tornar corriqueira, bastando estudá-la, compreendê-la e praticá-la - mais ou menos como a maior parte das técnicas que nós usamos no dia a dia.


Como dar nó de gravata Semi-Windsor - cortesia Tom James Co.

Sobre as 10 dicas e instruções que vêm à seguir, uma ressalva: eu acredito no Fernando de Barros (consultor de moda masculina da Playboy), que disse, em resposta a um leitor que queria saber algo sobre gravatas-borboleta: "Se esse for o seu estilo de vestir, não se preocupe com o que os outros dizem e nem se vai parecer estranho ou não. A moda é uma questão de gosto pessoal".

Portanto não siga como se fossem dogmas as dicas que vêm a seguir, e foram colhidas em sites e livros sobre o assunto (alguns deles referenciados ao final). São apenas 10 dicas para que você dê seus primeiros passos - com efetividade, é claro - nas próximas vezes em que uma ocasião social ou profissional exigir o uso da gravata. Mas depois crie ou escolha seu próprio estilo!

  • 1. Acerte nos componentes: Para não errar, nas situações em que você acha necessário usar uma gravata, use também o sapato social, o terno e a camisa de manga comprida. Outras combinações são até possíveis, mas não são para principiantes.
  • 2. O mix correto: Você pode usar uma gravata "diferente" (estamos falando de cores, e não em estampas do Mickey aqui...) se quiser passar uma mensagem - ela não precisa combinar com as cores da roupa. Mas se estiver em dúvida, combine a cor da gravata primariamente com a do terno, e faça contraste com a cor da camisa.
  • 3. Acerte o comprimento da gravata: Quando você estiver de pé e relaxado (na postura com que você caminha), a ponta da gravata deve tocar ou no máximo cobrir a fivela do seu cinto. Abaixo ou acima disso você vai chamar a atenção de forma negativa. Dê uma olhada em algum filme antigo dos Trapalhões e você vai entender.
  • 4. Não se aperte: em geral, a sensação de aperto no pescoço quando se usa gravata não é causada pelo nó da gravata, mas sim pelo colarinho mais apertado do que devia. Para evitar, escolha bem as suas camisas! Quem usa colarinho número 5 em geral consegue abotoar os colarinhos número 4, mas aí passa o evento inteiro sofrendo. Outra dica é caprichar no barbear, e sempre com alguma antecedência.
  • 5. A gravata vem por último. Coloque-a só depois de já ter vestido e ajustado todas as demais peças, incluindo as que são essenciais para a própria colocação da gravata (camisa, calça e cinto).
  • 6. Escolha boas gravatas. As mais formais são lisas (sem estampa ou padrão) e escuras. As de melhor qualidade costumam ser 100% seda. Para não errar, você pode usar sem medo também as de listras coloridas (geralmente diagonais), e as de padrões repetidos (bolinhas, texturas...) - mas neste caso, quanto menor o detalhe do padrão, melhor.
  • 7. Não compre gravata de nó pronto: Aquelas gravatas com zíper podem parecer muito práticas, mas você não tem como ajustar a altura delas, elas estragam facilmente, e simplesmente não causam o mesmo efeito. Da mesma forma, não guarde a gravata sem desfazer o nó.
  • 8. Você não precisa de um prendedor de gravatas: a não ser que você almoce sopa todos os dias ou trabalhe em um farol, esqueça o prendedor - deixou de ser um acessório comum há muito tempo. Mas você pode usar, se desejar muito - neste caso, prenda-o 20cm acima da ponta da gravata, e não deixe de prender na camisa também.

    9. Aprenda como fazer o nó de gravata Four-in-hand, ou "nó triângulo"


    Seqüência de passos do nó Four-in-hand


    O Four-in-hand é o coringa dos nós de gravata, e pode ser usado todos dias, tanto pelo motorista quanto pelo presidente da empresa ;-) Ele é relativamente fácil de fazer, embora seja uma seqüência de vários passos. A sugestão é praticar na frente do espelho várias vezes, desfazendo o nó a cada vez, até estar seguro de que sabe fazê-lo.


    Fotos do nó Four-in-Hand - cortesia Tom James Co.

    Com o diagrama e as fotos acima, você deve conseguir se virar - mas se precisar, recorra a este diagrama adicional. Pratique antes do dia do evento, quando não estiver com pressa (que tal agora?). Lembre-se de ajustar bem o nó, deixando-o alinhado à camisa e ao colarinho.

    Ele pode ser usado tanto para trabalhar quanto em eventos, mas se você dominar mais de um nó de gravata, reserve o Four-in-Hand para os dias em que estiver usando camisas com o colarinho mais estreito.

    10. Aprenda como fazer o nó de gravata Semi-Windsor


    Seqüência de passos do nó Semi-Windsor

    O Semi-Windsor é um nó de gravata mais cheio, adequado aos colarinhos mais abertos e exigindo uma gravata de tecido mais leve. Pode ser usado diariamente, e não é tão fácil de fazer quanto o Four-in-hand.


    Fotos do nó Semi-Windsor - cortesia Tom James Co.

    Consta que o Semi-Windsor é o nó mais usado no Brasil, portanto vale a pena conhecê-lo e praticá-lo regularmente ;-) Mas lembre-se de ajustar bem o nó, deixando-o alinhado à camisa e ao colarinho.

    Referências

10 dicas de visual e formatação para criar um modelo de curriculum caprichado

Completando a série de artigos sobre currículos iniciada na semana passada aqui no Efetividade.net, preparei um conjunto de dicas para evitar 10 erros comuns na edição e formatação de currículos.

Já vimos que nem sempre o candidato com o currículo mais caprichado leva vantagem na seleção para uma vaga de emprego ou estágio, mas é comum que aqueles que enviam um currículo desleixado ou incompleto acabem ficando para trás, porque as informações essenciais para a tomada da minha decisão acabam não estando tão acessíveis ou visíveis quanto deveriam - e isso certamente diz alguma coisa sobre o profissional que enviou aquele documento.

Devido às minhas atividades profissionais, eu analiso dezenas de currículos de profissionais da área de informática todos os anos, e muitas vezes tenho a desagradável tarefa de pré-selecionar exclusivamente pelo currículo pessoas para agendar entrevistas para as vagas mais disputadas, e quando isso acontece, a forma de apresentação do currículo é muito importante.

Um currículo caprichado pode fazer a diferença entre uma leitura atenta por parte do avaliador, ou uma simples análise apressada que classifica você como "mais um que copiou o modelo que saiu no jornal", e o coloca na pilha de descarte. Você não precisa ser um designer profissional para fazer um currículo caprichado - basta ter um pouco de bom senso, e usar bem os recursos que o seu editor de texto lhe coloca à disposição.

Leia também a primeira parte deste artigo, "10 dicas de conteúdo para criar um modelo de curriculum caprichado". Mas antes continue lendo as dicas abaixo, que foram selecionadas em diversas origens e complementadas com minha própria experiência na relutante condição de pré-avaliador de currículos. Ao final, veja também uma coleção de links para as fontes de informação que selecionei sobre o assunto.


O resumo da ópera é que ao mesmo tempo em que você deseja que seu conteúdo seja lido e entendido, você não quer correr o risco de ser visto como "mais um", ou que seu avaliador tenha a impressão de que você não se aplicou o suficiente na preparação do currículo. Mas você também não pode correr o risco de se destacar negativamente por cometer exageros na sua composição, ou por fazer com que a forma do currículo chame mais atenção do que o conteúdo. Vamos às dicas, que se concentram nos erros comuns que você deve evitar.

  • 1 - Não seja "mais um". Fuja dos modelos de currículo pré-fabricados e dos sites que preenchem os currículos automaticamente para você: você não deseja que o seu avaliador veja você como "mais um". Pelo contrário, você quer se destacar, e precisa fazer isso sem perder a linha. Não há problema em consultá-los, estudá-los ou mesmo em adotar algumas idéias deles, entretanto.
  • 2 - Não use papéis extravagantes. Se você deseja investir na qualidade do papel de seu currículo, escolha um papel de boa qualidade, mas branco, liso e em formato A4. Peça na papelaria por papel A4, gramatura 90 g/m2. Texturas, cores, marmorização e outros "diferenciais" nem sempre passam a mensagem que você gostaria que passassem.
  • 3 - Não inclua uma folha de rosto. É um currículo, e não um relatório escolar! Veja no artigo anterior (10 dicas de conteúdo para criar um modelo de curriculum caprichado) o que deve constar imediatamente na primeira folha do seu currículo.
  • 4 - Não desperdice esforços com uma capa ou envelope especiais. Não há nada de errado com eles, mas tende a ser esforço desperdiçado. A não ser que a empresa seja muito pequena, é provável que os currículos sejam recebidos por um setor de protocolo, repassados a alguém que vai colocá-los em uma pasta e só então entregues ao avaliador - e o seu envelope, capa ou invólucro especial têm enormes chances de irem para o lixo nas primeiras duas etapas.
  • 5 - Não use fontes Times New Roman, Comic Sans ou uma fonte extravagante. A primeira seria adequada (não há nada de errado com ela), mas como é a fonte padrão de vários editores de texto, tem grande chance de ajudar você a parecer "mais um". A segunda só é adequada para decorações de festas infantis. Escolha uma fonte clara, sóbria e com boa legibilidade. Experimente Arial, Georgia, Verdana. Minha preferida é Georgia 10 ou 11.
  • 6 - Nada de fontes microscópicas. Seu avaliador pode enxergar mal. Uma fonte bastante legível pode ser reduzida até no máximo 9 pontos. O ideal é não descer abaixo dos 10 pontos. Se a parte essencial do seu texto não couber na primeira página, não tente espremê-la reduzindo a fonte.
  • 7 - Use fontes em qualquer cor, desde que seja preto. O uso de fontes em cor cinza é um truque comum para reduzir o "peso" de uma página, mas existe um limite abaixo do qual ele prejudica a legibilidade. Prefira o preto, ou no máximo um cinza bem escuro (75% ou mais).
  • 8 - Sem decoração excessiva. Nada de desenhos, gravuras, ilustrações. Molduras e bordas também devem ser evitadas. Se for usar alguma cor (além do preto), limite-se a apenas uma, e apenas onde houver necessidade de destaque.
  • 9 - Fuja de papéis em formato estranho. Seu avaliador vai receber muitos currículos, e terá que guardá-los em um envelope ou pasta. Se o seu for muito grande, não vai caber. Se for muito pequeno, pode ficar solto, ou ficar entre 2 outros e nem ser lido. No Brasil, use sempre papel em formato A4.
  • 10 - Não imprima em formato paisagem. Ninguém quer virar o seu currículo de lado para ler, especialmente se ele estiver grampeado a vários outros, ou fixado em uma pasta. Arranje outras maneiras de ser diferente ;-)

Que outras dicas você acrescentaria a esta lista? Inclua nos comentários!

Referências e links para mais informação

7 dicas para o escritório doméstico ideal - das cadeiras ao cartão de visitas!

Cada vez mais pessoas trabalham a partir de casa, e esta é uma tendência que não deve diminuir. Pelo contrário, a nova organização da economia está indo cada vez mais nesta direção, e algumas pessoas começam a ser bastante bem-sucedidas nas suas atividades profissionais executadas parcial ou totalmente a partir de um escritório doméstico.

Mas um pouco de planejamento pode tornar o seu ambiente profissional doméstico muito mais efetivo, sem perder as vantagens de trabalhar dentro de casa. Veja abaixo 7 dicas para compor o escritório ideal na sua casa ou apartamento.

  • Defina o local. O ideal é que seja um ambiente isolado do restante da casa, bem iluminado, com acesso fácil (especialmente se você pode vir a receber clientes, parceiros ou fornecedores no seu escritório doméstico), e com a infra-estrutura necessária: energia elétrica, linha telefônica, etc. Como em tudo na vida, aqui também o foco é importante. Tratar a casa inteira como se fosse o seu escritório é receita de confusão e perda de produtividade, mesmo se você mora sozinho.


    Mini-arquivo de pastas suspensas

  • Organize espaço para armazenamento: no mínimo, você precisa de gavetas e de uma boa estrutura de arquivamento organizado de documentos e papéis em geral. Em qualquer papelaria você encontra arquivos de pastas suspensas "modelo econômico", que podem ser um bom primeiro passo. E não basta possuir: você tem que usar bem. Coloque etiquetas nas abas de todas as pastas, e guarde tudo na pasta certa imediatamente, sem deixar acumular em uma pilha. A melhor forma de garantir que isso ocorra é manter o arquivo sempre ao alcance de sua mão. Nas gavetas, você pode manter o material de escritório, equipamentos eletrônicos e outros itens que não precisam ficar sobre a sua mesa. Se você precisa de muito material de referência, prateleiras em um local conveniente também passam a ser essenciais. E um balcão (para a impressora, o arquivo e outros itens que precisam ficar expostos mas fora da sua mesa), de preferência conjugado a um armário fechado é o primeiro passo no caminho de um escritório doméstico completo. O que você não pode encontrar, você não pode usar - e em um escritório em casa, você não terá a quem culpar. Mantenha tudo organizado, etiquetado e limpo!
  • Escolha bons móveis de escritório: além do mobiliário específico para armazenamento, você precisará de móveis de escritório comuns, inclusive uma escrivaninha com gavetas (na hora de escolher, leve em conta o espaço disponível!), uma cadeira giratória e com rodas para facilitar a sua movimentação, pelo menos uma cadeira para seus interlocutores, um bom cesto de lixo, e um balcão que possa abrigar a impressora, fax, arquivo e a garrafa de café. Considere os aspectos ergonômicos, e ao escolher o local dos móveis, não coloque nada no seu próprio caminho: facilite seu deslocamento entre a mesa, o arquivo e a impressora, ou você perceberá que está deixando de imprimir, ou empilhando os papéis em cima da escrivaninha, para evitar ter de dar uma volta e chegar lá.


    Fone auricular

  • Invista em comunicações: Se você mora com mais pessoas, ter um número telefônico exclusivo para o escritório doméstico é essencial, e não custa caro. Certifique-se de ter uma secretária eletrônica ou correio de voz, para os momentos em que você não puder atender. O computador também não pode manter a linha ocupada, portanto um sistema de banda larga vem a calhar. Compre um aparelho telefônico com suporte a viva-voz ou um fone auricular - você vai trabalhar sozinho, ter as mãos livres é essencial.
  • Seja encontrável: Ainda que você não tenha um website completo, registrar um domínio com o nome da sua empresa ou o nome mais adequado à sua atividade, publicar nele uma página de contato e usar um e-mail baseado neste domínio, custa pouco e faz toda a diferença na hora de causar uma primeira boa impressão, ou de ajudar um cliente a lembrar como encontrá-lo. Registre também seu telefone, e-mail e URL em todas as listas telefônicas classificadas ("páginas amarelas") de sua cidade. Tenha cartões de visita e use todos os dias. Não imprima em casa: use serviços profissionais para isso. Diga neles quem você é, o que você faz, e como pode ser encontrado.
  • Cuidado com o computador: Um dos itens com maior impacto no orçamento. Use o mais adequado às suas necessidades, mas se você for comprar um só para isso, prefira um notebook econômico, ainda que não seja especialmente leve ou compacto: na maior parte do tempo você vai usá-lo na sua própria mesa. Compre e use uma corrente específica para fixar o notebook à mesa (à venda na maior parte das lojas de informática brasileiras), reduzindo o risco de furto. Exija suporte a redes sem fio, e o máximo de memória RAM que você puder adquirir.


    Multifuncional em ação

  • Escolha bem os periféricos: Se você ainda não tem impressora, provavelmente a melhor opção é partir diretamente para uma multifuncional, que além de imprimir com qualidade, serve também como scanner e copiadora (e às vezes fax). Contrate um plano de banda larga - ADSL, Cable modem ou similar. Faça cópias de segurança de todos os seus dados regularmente.

Claro que, se você não mora sozinho, a dica mais importante é: faça com que sua família compreenda e apóie a sua dedicação a atividades profissionais dentro de casa, e trate adequadamente o período em que você está no escritório.

Aproveite a oportunidade e compartilhe com os leitores as suas dicas!

GTD: Conheça um método eficaz de organização e produtividade pessoal que pode melhorar sua motivação e seus resultados

GTD é um método eficaz de organização e produtividade pessoal que pode melhorar sua motivação e seus resultados, e como tal já foi abordado diversas vezes aqui no Efetividade.net.

A metodologia GTD, ou Getting Things Done, foi descrita inicialmente no livro "Getting Things Done: The Art of Stress-Free Productivity", de David Allen. Os preceitos de Allen (veja um resumo deles na Wikipedia), baseados em idéias simples e relativamente fáceis de manter, por não dependerem de nenhuma técnica complexa nem de suporte tecnológico avançado, vêm ganhando adeptos no mundo todo, e inclusive me inspiraram a criar o Efetividade.net - embora eu esteja longe de ser um dos seguidores quase religiosos que seguem à risca os dogmas do "Culto de Allen" ;-)

Em compensação, após ter lido e estudado os 2 métodos recentes aparentemente mais populares no Brasil, acredito que quem está em busca de organização e produtividade pessoal está muito melhor nas mãos de David Allen e sua metodologia GTD do que se buscar ajuda da Franklin-Covey e seus "7 hábitos das pessoas muito eficazes", método que está muito mais próximo da escala da auto-ajuda.

As idéias de David Allen são realmente simples e fáceis de botar em prática, se baseando em uma premissa que qualquer um compreende sem esforço: nossa capacidade de ser produtivos é diretamente proporcional à nossa capacidade de deixar o trabalho fluir sem necessidade de intervenção consciente no gerenciamento da seqüência de tarefas. É preciso criar uma base de organização mental e do ambiente para poder atingir o patamar desejado de produtividade com menos stress, liberando o nosso potencial criativo.

E o método está longe de ser abstrato. Embora inclua "regras" como as que permitem escolher quais tarefas realizar imediatamente e quais adiar, ou como tratar a sua lista de atividades e projetos pendentes, ele também envolve aspectos bastante práticos, incluindo sugestões sobre qual a melhor forma de armazenar e classificar o oceano de papéis (contas, bilhetes, relatórios, etc.) em que nossas vidas flutuam, ou como usar um Palm ou o seu cliente de e-mail a seu favor, e não contra a sua produtividade.

Veja abaixo como se informar melhor (e em português) sobre os métodos e conceitos de produtividade pessoal e o ganho de motivação e desempenho que o método GTD pode trazer.

Para saber mais sobre GTD em português, recomendo a leitura da tradução mais recente do livro que descreve o método, que no Brasil recebeu o título de "A Arte de Fazer Acontecer", com o subtítulo de "Uma fórmula anti-stress para estabelecer prioridades e entregar soluções no prazo". O link é do Submarino, mas você deve encontrar o livro à venda em sua livraria preferida, já que é da editora Campus e foi publicado em 2005. São 224 páginas de tradução bem feita e fácil de ler, eu comprei (mesmo já tendo lido a versão em inglês anteriormente) e achei que valeu o investimento de R$ 39,00 (na época).

Se você já conhece o básico do GTD e quer dar o próximo passo, uma sugestão é ler também o novo livro do próprio David Allen, lançado nos EUA 2 anos depois do Getting Things Done com o sugestivo título de "Ready for Anything: 52 Productivity Principles for Work and Life". Eu recebi meu exemplar esta semana e ainda não li, mas acabei de ver que já saiu a tradução brasileira, com o título de "Gerencie sua mente, não seu tempo - 52 princípios do código da produtividade". Eu folheei o meu exemplar e percebi que os 52 princípios se concentram ao redor da idéia central do GTD: criar suportes confiáveis para não ter de ficar mantendo o estado de todas as pendências e tarefas constantemente na sua mente, procurar ativamente (e fechar) as pontas soltas, como ajustar o foco, etc. etc. As dicas e exemplos práticos continuam presentes, então estou recomendando a leitura também ;-)

Se você quiser saber mais sobre GTD sem gastar nada, uma boa dica é visitar a página do gtdbr, grupo de entusiastas que discutem, em português, "assuntos relacionados ao sistema de organização pessoal Getting Things Done - GTD - de David Allen". O grupo não se limita ao método GTD, falando também sobre produtividade e desenvolvimento pessoal e temas relacionados, usando principalmente GTD, mas não exclusivamente. Assuntos relacionados são bem vindos. Você pode visitar o arquivo de mensagens sem fazer parte do grupo, mas para enviar mensagens, ter acesso aos arquivos e outras vantagens, é necessário assinar (gratuitamente) a lista de discussão.

Outra dica é ler os diversos artigos sobre GTD já publicados aqui no próprio Efetividade.net, incluindo:

Entre outros. E muitos outros virão!

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