Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Ganhou mais chocolates do que pretende consumir?

Páscoa é época de renascimento, renovação, fuga da escravidão do Egito para a Terra Prometida, e muito mais. É uma tradição milenar cheia de significados, mas por razões diversas acaba se traduzindo, para muitas pessoas, em uma fartura de chocolates que ameaça a eficácia de dietas, eleva o nível de diversas substâncias no organismo, prejudica a pele e muito mais. É um caso clássico do excesso de algo bom, que acaba se tornando algo... não tão bom.

Se você é o feliz destinatário de uma quantidade de chocolates maior do que pretende consumir em curto prazo, que tal tratá-los racionalmente, reduzindo a quantidade até um ponto de equilíbrio e ao mesmo tempo dando a outras pessoas menos afortunadas uma parcela deste excesso?

Basta escolher um abrigo de crianças (ou de idosos ou de qualquer outra categoria que conte com seu apreço especial) e deixar lá, amanhã ou depois, uma caixinha com o seu excesso. Eles provavelmente receberam bem menos que você!

Mas não deixe para a semana que vem. As ações de transformar boas intenções (ou, neste caso, um par de boas intenções: evitar o excesso de chocolate e distribuir algo com quem tem menos que você) em realidade costumam ser as primeiras vítimas da procrastinação, e manter a motivação para agir vai ser mais difícil conforme o estoque de chocolate for se reduzindo...

Uma opção extra é fazer uma implementação alternativa da curiosamente bem-sucedida experiência da revista Nova Escola que ofereceu livros a quem pedia esmolas no centro da cidade, e (onde a violência urbana não impedir) oferecer uma parcela do seu excesso a quem lhe aborda no cruzamento pedindo um trocado.

Aliás, as mesmas considerações valem para outras formas de excesso que entopem artérias ou gavetas em casa: tem mais pares de luvas e cachecóis do que vai usar? E brinquedos? Quem sabe está sobrando material para cuidar de animais de estimação? Abrigos e instituições de proteção provavelmente precisam deles bem mais do que você.

E dar uma nova utilidade a estes objetos está bem dentro do espírito de renovação que celebramos na Páscoa.

Transformando um laptop velho em um media center para a copa e cozinha

Na minha casa, grande parte do tempo útil é passada no conjunto copa+cozinha, cujo layout já foi criado considerando esta situação. Nos dias da semana, tomamos lá o café da manhã antes de sair para os expedientes, e no retorno comemoramos o fim do dia com um lanche ou mesmo uma cervejinha. Nos finais de semana, ocorrem as refeições mais elaboradas (e com execução coletiva), incluindo o eventual churrasco.

E sendo uma casa de pessoas conectadas, isso significa que algum jeito foi dado para que o noticiário e a previsão do tempo estejam disponíveis durante o café, e algum show ou trilha sonora adequada esteja em execução no momento da preparação das demais refeições. Esse jeito envolveu posicionar a TV da sala de modo a poder ser vista a partir de boa parte da copa+cozinha, e ouvida a partir do restante da área.

Este esquema vinha funcionando bem, embora naturalmente pudesse ser melhorado, ainda que (aparentemente) ao custo de uma nova TV pequena e um ponto extra de TV a cabo para a copa, para oferecer parte da funcionalidade da TV da sala. Até que eu vi este artigo sobre o KitcheNET, que acabou mudando completamente meus planos a respeito.

O KitcheNET é, essencialmente, um notebook velho (da virada do século) que estava sobrando na casa de seu dono, e foi ligeiramente reformado - essencialmente para inverter a posição da tela LCD, deixando-a virada para fora - para transformar-se em uma estação de entretenimento digital para a casa.

O processo não foi muito complexo (para quem não tem medo de encostar em parafusos e montagens delicadas), e ao final o aparelho foi fixado abaixo de uma das prateleiras da cozinha, rodando um aplicativo no estilo media center (cuja aplicação já foi abordada anteriormente por aqui) para assistir a coleção de vídeos e DVDs do seu dono (transmitida dentro da casa via streaming na rede sem fio), ver a previsão do tempo, a situação das rodovias e as últimas notícias em um ticker de RSS (que mostra, rolando lateralmente na base da tela, as últimas atualizações da sua lista de sites preferidos), ou ouvir a programação de uma grande variedade de rádios on-line.

Para ser sincero, eu gostei apenas da idéia do KitcheNET. A implementação (mostrada na foto acima) ficou meio mambembe demais para o meu gosto, e acredito que a aplicabilidade justifica ligar um notebook velho (escondido dentro de algum armário) a um monitor LCD externo mais recente e bonito, que fique exposto. E, naturalmente, recorrer a um bom controle remoto multimídia, ou algum outro tipo de interface que não precise ficar exposta nas bancadas.

Vou além: eu até consigo imaginar me sujeitar a interromper alguma atividade, lavar as mãos e só então pegar o controle para mudar a programação, mas a idéia de ter de interromper o que estou fazendo para limpar a bancada e poder usar o mouse não é compatível com a minha visão de mundo, e é também a razão para que não passemos a simplesmente colocar o notebook em cima da bancada quando queremos usá-lo nessas horas.

Na verdade parece ser uma aplicação ideal para o Mac Mini (que ficaria escondido no armário) e seu minúsculo controle remoto que lembra um iPod clássico, mas não sei se estou psicologicamente preparado para deixá-lo na cozinha. Vamos ver como esta situação vai se desenrolar e, caso eu venha a implementar algo, posteriormente compartilho com vocês.

Vale mencionar que manter hardware tão antigo na prateleira às vezes representa uma grande perda de oportunidade de contribuir com iniciativas de inclusão digital de sua comunidade. Se você tiver um propósito, aproveite - caso contrário, considere a idéia de procurar alguma instituição que possa fazer uso do equipamento que você não quer mais, evitando assim deixá-lo ocupando espaço no armário até passar da obsolescência à inutilidade!

E se você se interessou pelo tema, leia também esta coleção de dicas relacionadas a dar vida nova em sua casa a notebooks velhos: "Give an Old Laptop New Life with Cheap (or Free) Projects"

Efetividade.net no "top 10" de dicas para home offices do Lifehacker.com

O Lifehacker é a principal referência internacional em grande parte dos assuntos relacionados a produtividade pessoal também tratados aqui no Efetividade, o que me leva a comemorar cada vez que o material daqui é citado por lá.

E isso acaba de acontecer mais uma vez. O Lifehacker publicou um top 10 de dicas para home offices, e incluiu nele a versão em inglês do meu artigo descrevendo como eu organizo os cabos atrás da escrivaninha, em uma solução econômica (e sem danificar os móveis) para fazer desaparecer os cabos do computador, mantendo-os organizados.


Os cabos sumiram - versão 2007

Se os cabos do seu computador estão desorganizados, empoeirados e excessivamente visíveis, recomendo a leitura! O artigo é de 2007, mas duas mudanças de casa depois, eu continuo ainda usando a mesma solução, que custou menos de R$ 20, e menos de 1h de esforço para montar.


Versão 2008

As 10 dicas do Lifehacker para quem quer melhorar seu escritório doméstico estão detalhadas lá no artigo, mas estão relacionadas aos temas abaixo, com links para artigos do Efetividade quando aplicável:

  1. Qualidade da iluminação
  2. Limpeza e redução do ruído dos computadores
  3. Confortos não-óbvios
  4. Quadro branco
  5. Arquivamento de documentos e papéis
  6. Carregamento e armazenamento de eletrônicos
  7. Fazer desaparecer os cabos
  8. Ergonomia
  9. Uso de um rotulador ou etiquetador
  10. Manter limpo e organizado

Veja também as 10 dicas do Efetividade.net para seu escritório doméstico, e os nossos artigos anteriores da categoria Home Office.

E se você já tem um escritório funcional em casa, compartilhe suas dicas respondendo meu questionário para um artigo sobre o assunto que estou preparando aos poucos ;-)

Mudança sem sustos: guia prático, parte 3 - empacotando e encaixotando

Como contei no início da semana, estou de mudança para um novo apartamento, e envolvido no turbilhão de atividades necessárias neste tipo de ocasião. Mas já sou praticamente faixa preta em mudanças, devido inclusive a uma série de dicas que acumulei ao longo dos anos no caderninho de anotações que uso especialmente para esta finalidade.

Na minha mudança anterior eu publiquei a coleção de dicas que havia acumulado até então, mas elas se aprimoraram um pouco mais durante o processo, e agora estou compartilhando com vocês a versão atualizada, que estou usando na mudança corrente.

No capítulo anterior falamos sobre a organização da mudança, seguindo o capítulo inicial que tratou de como planejar a mudança. Hoje é a vez de fechar o ciclo, falando sobre a operacionalização do encaixotamento. Vamos às dicas!

Encaixotando a mudança com Efetividade

  • Antes de encaixotar, reduza! Você certamente tem em casa hoje muitas coisas que nunca mais irá usar ou precisar. Livros que não vai reler nem consultar, revistas, instrumentos, utensílios, roupas e muito mais. Muitos destes itens podem ser úteis para outras pessoas e instituições, que podem até mesmo ir buscar na sua casa. Alguns deles podem ter valor de mercado e ser vendidos, até. Você ganha múltiplas vezes: vendendo o que puder, doando o que quiser, deixando de transportar o que não irá mais usar, e aproveitando a oportunidade para reduzir a bagunça e renovar. A exceção são as toalhas, panos de pratos e lençóis velhos: ao invés de doá-los, considere a possibilidade de reciclá-los para embrulhar os seus itens mais frágeis (veja a dica a seguir).
  • Empacote e encaixote desde cedo: comece assim que estiver firmemente decidido a mudar, ou 10 dias antes da data da mudança. Mesmo que você more sozinho em um apartamento de 1 quarto, pode se surpreender com o trabalho que dá reunir e guardar tudo o que você tem. Já conheci vários amigos que imaginaram que poderiam fazer tudo na véspera, ou no dia, com ajuda da equipe de mudança, e sofreram grandes atrasos e decepções. Comece pelos itens menos importantes e utilizados. Se for contratar uma empresa de mudanças, verifique se ela faz o encaixotamento, e deixe para ela todos os itens menos frágeis e menos sensíveis.
  • Não empacote antes da hora nenhum item que você ainda vai precisar usar. Planeje a operação empacotamento com cuidado, pensando numa linha temporal. Até a hora de ir embora você pode precisar de alguns utensílios de cozinha, remédios, estojo de primeiros socorros, ração dos animais de estimação, ferramentas para desmontar e empacotar, fitas adesivas, higiene pessoal, lista telefônica, carregadores para os aparelhos eletrônicos, uma lanterna, etc.
  • Empacote em uma caixa diferente um kit de itens de necessidade imediata: quando você chegar no novo endereço, vai precisar de bastante coisa imediatamente: toalhas de mão e rosto, panos de prato, papel higiênico, sabonete, detergente, ferramentas, uma lanterna, agenda telefônica, carregadores, ração dos animais de estimação, lâmpadas, estojo de primeiros socorros, etc. Muitos deles são os mesmos que você vai precisar deixar disponíveis no endereço anterior até o último momento antes de sair (veja a dica acima), portanto fica fácil colocá-los todos em uma mesma caixa, que deve ser tratada com atenção especial. Não esqueça de colocar nessa caixa a cafeteira, pó de café, filtro, açúcar e biscoitos, para a primeira pausa no novo endereço ;-)
  • Proteja seus objetos mais frágeis: Louças, enfeites, aparelhos eletrônicos e outros itens facilmente quebráveis ou arranháveis precisam ser armazenados com cuidado especial para reduzir sua movimentação dentro da caixa, a possibilidade de pressão externa amassá-los, e a tolerância a impactos. Lençóis velhos, panos de prato, plástico bolha, bolinhas de isopor, jornais amassados e vários outros materias podem colaborar nesta tarefa. Depois de encaixotá-los, identifique a caixa como frágil, de preferência com uma cor facilmente visível.
  • Use fita adesiva e plástico bolha como se não houvesse amanhã: Comprar vários metros, ou mesmo um rolo inteiro de plástico bolha, pode custar menos do que você pensa, e faz maravilhas na hora de complementar o embrulho de tudo que você quer evitar que arranhe - até mesmo pequenos móveis. Uma fita adesiva de boa qualidade, com aplicador voltado a empacotamento, também permite se preocupar bem menos com caixas e embalagens abrindo na hora errada. O complemento a ambos é um bom estilete, manejado com cuidado na hora de desempacotar.
  • Reforce e etiquete as caixas: Não é difícil encontrar caixas em supermercados e atacadistas, mas muitas vezes elas não foram projetadas para lidar com o volume ou o peso que você irá querer colocar dentro delas. Fitas adesivas de boa qualidade não são caras, use-as generosamente para reforçar o fundo de cada caixa. Imediatamente após encher uma caixa, marque o exterior dela de uma forma bem visível com um pincel atômico (use etiquetas adesivas grandes, se for reusar cada caixa várias vezes), indicando o conteúdo e o cômodo de origem (veja a dica a seguir). Se as caixas contiverem itens de maior valor, ou se você quiser rapidamente poder encontrar algum item dentro de qualquer uma delas, considere tirar uma foto do conteúdo antes de fechar. E no caso dos itens de valor, não escreva claramente isso na etiqueta da caixa - ao invés de "porta-jóias", coloque "miudezas", e assim por diante.
  • Nada de espaço livre no topo das caixas: Se você fechar as caixas deixando muito espaço livre no alto delas, vai perceber posteriormente a dificuldade de empilhá-las, pois ocorrerá amassamento e consequente desequilíbrio. Use este espaço livre para distribuir material leve e volumoso, como edredons, ou então corte cuidadosamente o excesso, deixando espaço para dobrar e fechar uma aba construída a partir das laterais preservadas.
  • Cuidado com portas, paredes, escadas...: Na hora de transportar a mobília pela nova casa, muitas vezes o foco se reduz a "fazer chegar cada peça no cômodo certo o mais rápido possível", e assim acabam ocorrendo arranhões difíceis de corrigir em portas, paredes, colunas e outros obstáculos do caminho. Vale mais fazer com calma, dividindo a tarefa entre várias pessoas (para facilitar o esforço extra de desviar das quinas e cantos) e cobrindo com flanela ou panos brancos as extremidades mais aguçadas dos objetos sendo transportados.
  • Use sacos, panos velhos ou trouxas como amortecedores: Alguns itens macios e resistentes podem ser acomodados também em sacos de lixo reforçados (do tipo usado em indústrias) ou em trouxas, mas tome cuidado especial com eles, não deixando de também identificá-los. Eles também podem ser usados como amortecedores entre itens mais frágeis.
  • Livros e documentos pesam muito. Não coloque todos eles em uma grande caixa, é possível que você depois tenha dificuldade em carregá-la, e ela pode não suportar o peso. Use caixas médias, e encha-as só até a metade com papéis e livros, reservando a outra metade para itens de grande volume e pouco peso, como almofadas e edredons.

Mudança sem sustos: guia prático, parte 2 - organizando a logística

Como contei ontem, estou de mudança para um novo apartamento, e agora o meu home office vai ser praticamente um beach office ;-)

Mas já sou praticamente faixa preta em mudanças, devido inclusive a uma série de dicas que acumulei ao longo dos anos no caderninho de anotações que uso especialmente para esta finalidade.

Na minha mudança anterior eu publiquei a coleção de dicas que havia acumulado até então, mas elas se aprimoraram um pouco mais durante o processo, e agora estou compartilhando com vocês a versão atualizada, que estou usando na mudança corrente.

Ontem falamos sobre como planejar a mudança, e hoje é a vez de falar sobre a organização do processo, deixando para amanhã as dicas sobre a operacionalização do encaixotamento. Vamos às dicas! E se você mora em Jurerê, aqui em Floripa, avise - quem sabe não seremos vizinhos?

Organizando para mudar bem

  • Organize o encaixotamento por cômodos: Cada caixa deve conter materiais vindos de um cômodo específico da sua casa anterior: caixas com as coisas da sala, da cozinha, do quarto, etc. Se possível, use etiquetas coloridas (no topo e nas laterais) em cada caixa para permitir a rápida identificação, na hora em que você precisar separá-las, ou procurar rapidamente algum item em uma urgência. Se você tiver MUITAS caixas, numere-as e mantenha uma lista com todas elas, para poder verificar rapidamente a ausência de algumas, controlar quais já foram levadas, quais estão faltando, etc.
  • Defina um Centro de Distribuição: como na logística de transporte rodoviário de cargas, a figura do Centro de Distribuição pode facilitar a vida de todos os envolvidos. No caso da sua mudança, funciona assim: libere completamente, e o quanto antes, um cômodo da casa. A partir deste momento, lá só entram caixas fechadas e etiquetadas, prontas para transporte - e assim, todos os envolvidos saberão que tudo que está lá está pronto para ser levado embora.
  • A geladeira é uma caixinha de surpresas: Na hora de desligar tudo para fazer a mudança, você pode perceber que não sabe o que fazer com o conteúdo da geladeira e do freezer. Assim que souber que vai se mudar, dê uma olhada no que tem na sua geladeira ou freezer, e comece a consumir o que desejar, e puder, para não ter de transportar. Doe ou distribua o que não for consumir, a não ser que faça questão de levar consigo. Dá bem mais trabalho do que parece (e pode ser um risco à segurança alimentar e ao sabor dos alimentos) transportar consigo seus congelados, exceto se for em distâncias bem curtas! Lembre-se também de consultar o manual da sua geladeira ou freezer, porque às vezes eles precisam ser desligados algum tempo antes do transporte, para evitar problemas com os fluidos de refrigeração.
  • Pesquise em busca de uma boa empresa de mudança: A dica veio do leitor Gabriel Carlini Vieira, e pode poupar muita dor de cabeça. Todas as empresas de mudanças anunciam os mesmos serviços, mas para escolher uma de boa qualidade, uma boa técnica é procurar quem tenha se mudado recentemente. Nessa hora você quer pontualidade e agilidade, orçamento bem definido, cuidado e habilidade no manuseio e transporte, e muito mais. Em Florianópolis, uso e recomendo a empresa Mudanças Mônica, que na minha última mudança embalou até as taças de vinho e outros itens delicados, e entregou tudo na data marcada, sem nenhum arranhão.
  • Tome cuidado especial com cães e gatos: Ter uma medalhinha com o seu telefone pode não servir para nada se eles se perderem durante a mudança e você não for mais usar aquele número. Pense bem em como acomodá-los durante a mudança, como transportá-los em segurança e com conforto, e como assegurar que eles estejam bem identificados caso se extraviem, especialmente em trânsito.
  • Primeira necessidade: Separe uma sacola pessoal para cada morador: Cada pessoa deve ter uma caixa ou maleta, reservada desde alguns dias antes da mudança, para colocar roupas suficientes para 2 dias, os remédios que toma regularmente, higiene pessoal básica, um livro ou algo que use para desestressar, e outros itens de que possa precisar antes de abrir todo o restante das caixas, ao chegar no destino. Isso vai facilitar a vida de todos, e reduzir a necessidade de abrir caixas antes da hora de guardar seu conteúdo com eficiência. Preferencialmente, essas mochilas devem ser levadas junto com os seus proprietários, e não no caminhão de mudança.
  • Ferramentas e acessórios para a montagem: Coloque em uma caixa especialmente visível e facilmente encontrável todas as ferramentas e acessórios (como extensões de tomadas, adaptadores, etc.), bem como produtos de limpeza pesada, que serão necessários imediatamente após chegar ao novo endereço. Coloque-a por último no caminhão, para ter certeza de que ela será uma das primeiras a chegar ao novo endereço.
  • Atenção aos acessórios e parafusos da mobília: ao desmontar móveis para o transporte, coloque todos os acessórios de montagem dele em um plástico resistente, cole uma etiqueta bem descritiva neste plástico, feche bem, e prenda com fita adesiva a alguma peça grande do mesmo móvel. Se você guardar separadamente, ou se juntar tudo em uma só caixa, já era.
  • Tire fotos digitais detalhadas dos móveis montados: Se você mesmo vai se encarregar de desmontar e montar os móveis, tire fotos (pode ser até com o celular, mas aqui o melhor é ter clareza e detalhamento) dos detalhes da montagem, mostrando o que encaixa em que, onde vai cada parafuso, acessório, etc. Na hora de montar, às vezes o processo é menos óbvio do que deveria ser, e as fotos podem servir para tirar suas dúvidas.
  • Agende e orce tudo com antecedência: Se você vai precisar de montadores, carregadores, transportadores, instaladores, frete, carreto, caminhão de mudança, etc., o melhor negócio é acertar tudo previamente, pegar um orçamento por escrito, e preocupar-se bem menos depois. Uma mudança pode ser um processo intrincado, com uma série de envolvidos e interessados (a sua família, a companhia de luz, a telefônica, gás, água, banda larga, transportadora, imobiliárias, condomínios, vizinhos, etc.), alguns dos quais prestam serviço para você, e são pré-requisito para que os demais possam também desempenhar seus papéis - portanto, a atenção ao cronograma é fundamental.
  • Divulgue bem o seu novo contato: por mais que você se esforce, não vai conseguir comunicar a todos os possíveis interessados sobre a sua mudança. Avalie se as pessoas que possam ser procuradas como referência (sua empresa, o zelador, porteiro, síndico, vizinho) devem ser informadas sobre seus novos contatos, e combine com alguém para receber e encaminhar o que chegar pelo correio nas primeiras semanas. Verifique se pode manter seu telefone por mais um mês, usando o recurso de correio de voz da operadora - se possível, com uma mensagem gravada dizendo seu novo número de telefone, além da opção para que a pessoa deixe o recado dela.

Mudança sem sustos: guia prático

Mudanças podem ser oportunidades, mas geralmente também são grandes e custosos desafios. Algumas pessoas gostam, outras detestam, e boa parte delas concorda que 4 mudanças equivalem a um incêndio.

Mas, como quase tudo na vida, a mudança pode ficar muito mais fácil e prática se você planejar adequadamente, agir de modo eficiente no momento correto, e empregar as lições aprendidas anteriormente, seja por você mesmo ou por outros.

Devido a uma circunstância feliz, estou em processo de mudar de apartamento na mesma cidade (Floripa), algo que já fiz 5 ou 6 vezes anteriormente, e por isso já tive oportunidade de aprender minhas próprias lições, algumas das quais compartilho agora com vocês, com base no conteúdo do meu bloco de anotações de mudanças, e ampliando as dicas que já havia publicado na mudança anterior.

Você confere abaixo a parte 1, tratando sobre o planejamento, preparação e suporte à mudança. As outras duas partes saem ao longo da semana corrente, já postadas a partir do novo apartamento ;-)

Planejando e preparando a mudança

  • Tenha um ponto central de anotações: mudar pode exigir uma grande massa de informações, e nem sempre os meios digitais são adequados para mantê-las, embora os ases do smartphone possam discordar. No bloco que eu adotei para minhas últimas mudanças, constam informações que eu usei em diversos contextos em que o notebook não se adequaria para mim, incluindo esboços e medidas de cômodos e de peças da casa (úteis na hora de ir às compras de móveis e utilidades domésticas), listas de materiais a comprar ou a trazer com prioridade do endereço, listas detalhadas de contatos (síndicos, montadores, entregadores, imobiliárias e tantos outros envolvidos), listas de pendências, esboço de cronograma e muito mais.
  • Faça um inventário: antes de tirar qualquer coisa do endereço anterior, pare e calmamente faça uma lista de tudo que acredita que vai precisar levar, dando prioridade aos itens de maior volume e peso (móveis, eletrodomésticos, etc.), mais importantes, mais valiosos e mais frágeis (enfeites, obras de arte, lâmpadas fluorescentes, etc.). A lista irá ajudar a fazer várias das escolhas que você terá pela frente, e servirá para o controle operacional também. Use uma câmera, ou mesmo fotos tiradas com o seu celular, útil para lembrar como os móveis estavam dispostos ou montados, ou mesmo na hora de usar uma referência visual para melhor descrever algo a carregadores, montadores e outros profissionais envolvidos.
  • Avise aos amigos o quanto antes: Mesmo nos casos em que você não precise de uma mãozinha para carregar a mobília, avisar é sempre bom: nessa hora surgem boas dicas, os amigos e parentes podem ter caixotes, ferramentas das quais você vai precisar, podem ter tido boas (ou más) experiências com transportadoras, etc. Mas se você vai se mudar sem contratar uma empresa, não se iluda: exceto nos casos de ausência de mobília, é muito difícil carregar tudo sozinho. E se você estiver se mudando para longe, dará a eles mais oportunidade para uma iniciativa própria para se despedir, reforçar contatos, encerrar assuntos pendentes, "herdar" objetos que você não vai levar, etc. Mudar-se pode também ser (embora nem sempre - certamente não é meu caso) uma atividade traumática ou melancólica, e o contato com os amigos pode ajudar.
  • Ande com um kit-mudança: Essa eu aprendi na mudança anterior, e agora sigo quase religiosamente, durante as semanas em que o novo endereço estiver se estabilizando. Meu kit-mudança cabe no bolso, e é composto pelo bloco de anotações, uma trena de 4m, caneta e celular. Como eu tenho as medidas do novo apartamento anotadas do bloco, na hora da compra de utensílios eu uso a trena para medir e avaliar se cabem bem no espaço a que se destinam - e assim não vou comprar um porta-espetos que esbarre no interruptor... A caneta serve para riscar os itens completados e para anotar o que for surgindo, e o celular é a forma de manter contato com todos os demais envolvidos neste complexo projeto.
  • Aproveite a oportunidade de limpeza e renovação: Ao mudar, você desloca tudo o que tem em sua casa, e pode fazer uma revisão do que ainda quer levar consigo, o que pode ser melhor aproveitado por outra pessoa, e o que não precisa mais ser carregado. Não leve para a nova casa objetos que não tragam valor à sua vida!

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