Aprendendo com a geração Z: quando não basta dizer “não”
Recusar com firmeza e sem culpa deixou de ser grosseria para se tornar uma habilidade de sobrevivência no século XXI.
No sentido pessoal, o conceito de Efetividade também diz respeito a ter atitude, e isso inclui priorizar aquilo que faz diferença para os resultados que queremos alcançar, mesmo ao custo de recusar outras oportunidades (que em geral correspondem a prioridades de outras pessoas).
Cada vez mais tem ficado evidente que o século XXI exige saber definir e preservar nossos limites.
A primeira vez que tratamos por aqui sobre o assunto "dizer não" foi em 2009, com dicas sobre como fazer isso de maneira profissional, com firmeza e sem se colocar como vítima – nem no discurso, nem na prática.

Desde então, cada vez mais tem ficado evidente que o século XXI exige saber definir e preservar nossos limites, portanto voltaremos hoje ao tema, mas indo um passo além: listando atitudes que nossos avós chamariam de falta de educação, mas hoje são preservação do nosso espaço.
A geração Z já nasceu sabendo de tudo isso, mas quem nasceu no século XX possivelmente precise fazer um curso de reciclagem sobre algum desses hábitos:
- Sair da festa quando a energia mental esgota, sem fazer uma turnê de despedidas e explicações.
- Não responder a mensagens que chegam em horários absurdos.
- Responder "não estou confortável com isso", sem achar que demanda explicação adicional.
- Declinar um convite invasivo, sem propor outra data ou dar justificativa.
- Se afastar da pessoa que te chama de egoísta quando você não se desdobra para ser conveniente.
- Sair do grupo em que é normalizado expressar coisas que ofendem ou comprometem.
- Ter uma existência que te satisfaz mesmo sem ser considerado útil ou oportuno pelos outros.
- Não estar interessado em agradar quem exige algo em troca de te tratar com respeito.
Eu já sou campeão na 1 e na 6, mas tem várias em que ainda preciso praticar muito pra evoluir e internalizar.
Quais você acrescentaria a essa lista?
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