Em terra de prompts, quem tem autenticidade é rei
Nunca foi tão valioso ir direto ao ponto e se expressar com a sua própria voz.
Autenticidade tem valor e, como tudo que tem valor, fica mais cara quando se torna escassa.
Já há serviços e tutoriais sobre como inserir erros e maquiar textos gerados a partir de prompts.
Pela minha formação e profissão, fui treinado ao longo de anos para ser capaz de ir direto ao ponto, dizer no primeiro parágrafo o meu argumento principal, e transmitir uma ideia completa e fundamentada em apenas uma página, escrita em 20 minutos ou menos.

Quem dá presente bom não precisa de embrulho vistoso: o que vale é o argumento forte e a proposição que inspire o convencimento, não os floreios. O texto fica com a minha voz, não há espaço para filtrá-la. Esse era o exercício constante, em várias cadeiras, na minha graduação. Nem sempre eu pratico, mas quando posso, é o que eu prefiro.
Quem dá presente bom não precisa de embrulho vistoso: o que vale é o argumento forte e a proposição que inspire o convencimento, não os floreios.
Por outro lado, a fase inautêntica que vivemos como sociedade do conhecimento chegou ao ponto em que hoje já há serviços e tutoriais sobre como inserir erros e maquiar textos gerados a partir de prompts, para que eles se pareçam menos com um filho de chocadeira.
Mas nenhum desses tutoriais é capaz de ampliar a profundidade e remover a solidez de isopor e o sabor aguado, e continua sendo amargo o gosto de perceber que alguém preferiu não ter o trabalho de escrever a mensagem de boas-vindas ou de parabéns, que a o discurso de agradecimento se aplicaria igualmente a qualquer outra pessoa ou situação, ou que a apresentação de valorização da equipe usa platitudes e fotos de equipes genéricas, e não das pessoas que se quer valorizar.
Não existe absolutamente nenhuma hipótese em que eu vá preferir receber um texto seu modificado por um prompt.
Falando por mim mesmo, a verdade é que se você vai usar um prompt de duas linhas para gerar um texto de 5 parágrafos e me mandar, eu preferiria receber o prompt, sério mesmo. E não existe absolutamente nenhuma hipótese em que eu vá preferir receber um texto seu modificado por um prompt. Acredite, eu vou aproveitar muito melhor o original.
E isso se multiplica quando a pessoa usa um prompt para tornar mais volumoso um texto original – que continua com conteúdo insuficiente, mas agora diluído e mais prolixo.
Não faz sentido um discurso de agradecimento ter consistência de isopor, ou a apresentação de valorização da SUA equipe usar imagens representando equipes genéricas.
Tenho certeza de que não sou o único, e que mesmo muitas das pessoas que colecionam prompts matadores para transformar o texto em alguma coisa que consideram superior aos seus originais preferem receber dos outros os seus textos originais.
Sério, manda o original autêntico e conciso! Se precisar passar por um filtro de máquina, a gente mesmo filtra…
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