Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Escritório: como organizar

Como organizar um escritório doméstico e corporativo de forma a garantir a funcionalidade sem abrir mão do conforto? Essa é uma dúvida bastante comum, e vários artigos anteriores aqui do Efetividade.net trataram dos mais variados aspectos da sua resposta.

O MeioBit publicou hoje o artigo "Onde trabalham os blogueiros?", com fotos das mesas de trabalho de diversos autores de blogs brasileiros (inclusive a minha mesa, de onde escrevo o BR-Linux e o Efetividade), e isto me motivou a publicar este apanhado de artigos sobre o tema.

Veja como organizar o escritório doméstico ideal para trabalhar a partir de casa nestes links para artigos anteriores do Efetividade.net:

  1. 7 dicas para o escritório doméstico ideal - das cadeiras ao cartão de visitas!
  2. Efetividade em casa e no escritório: 50 produtos que facilitam meu dia-a-dia (parte 1)
  3. Efetividade em casa e no escritório: 50 produtos que facilitam meu dia-a-dia (parte 2)

  4. Trabalhar em casa? Veja a solução para 6 problemas comuns no escritório doméstico
  5. Trabalhar em casa: 10 dicas para aumentar sua produtividade
  6. Um organizador de cabos completo por menos de R$ 20, com uma grelha e 2 sargentos
  7. Ganhe produtividade sabendo lidar com as interrupções no trabalho
  8. Usabilidade em casa: 7 dicas para mais efetividade na sua organização doméstica
  9. Organização doméstica e no escritório: combata excessos nas gavetas, estantes e outros acumuladores

  10. Magaiver: 5 produtos para trabalhar bem a partir de qualquer lugar
  11. Ergonomia: Tendinite nunca mais - dicas para sua mesa de trabalho, parte 1
  12. Produtividade pessoal: “Top 10″ de dicas para render mais, sem arrancar os cabelos

  13. Escritório doméstico: como arquivar documentos pessoais
  14. Organização doméstica e a Galinha Temporal - Vencendo a bagunça, 20 minutos de cada vez
  15. Maleta para notebook: a Targus Citygear TCG-400 é um escritório completo

  16. Leve o escritório nas costas com a mochila ideal para seu notebook
  17. “O mundo é meu escritório”: um exemplo de organização da mochila geek

Como passar no vestibular na próxima tentativa

O vestibular é uma das grandes barreiras de entrada para muitas faculdades concorridas, mas todos os anos várias dezenas de candidatos conseguem entrar em cada um dos cursos oferecidos. Ser um deles está ao seu alcance mas, em última análise, isto depende basicamente da sua capacidade de tirar uma nota alta o suficiente, o que em geral significa compreender os conteúdos e estar apto a responder sobre eles na hora da prova, além de não ter maiores dificuldades com a redação.

Tentar e não conseguir faz parte do jogo, mas deve servir como motivação para se preparar melhor da próxima vez. "Quando você não passa, fica arrasado, pensa em desistir. A pior parte de não conseguir é as outras pessoas ficarem com pena de você", diz Rodrigo Sato, que acaba de ser aprovado em sua terceira tentativa, em reportagem do G1. "E não adianta os pais tentarem consolar, porque não conseguem. Conselhos manjados prejudicam", avisa.

E de fato, na hora em que sai o resultado negativo de uma prova, não é de conselhos manjados que nós precisamos. Nem é a hora de cobranças exageradas, ou de oferecer algum prêmio de consolação ou, pior, oferecer um prêmio motivacional condicionado a o aluno conseguir passar na sua próxima tentativa. Entrar na faculdade escolhida deveria ser motivação suficiente, e oferecer um carro, uma viagem ou qualquer prêmio de alto valor financeiro condicionado a isso acaba diluindo o valor da conquista, ou até mesmo desviando eventuais escolhas cruciais que podem precisar ser feitas neste momento.

O G1 tem 5 dicas para lidar com o vestibulando reprovado, e vou reproduzi-las aqui, para que você possa enviar por e-mail para aquele parente sem-noção:

  1. Não repita frases clichês nem demonstre pena. O processo seletivo é apenas o primeiro desafio da vida profissional.
  2. Não vincule o ingresso na faculdade a prêmios como carros ou viagens. O candidato deve querer a vaga, que por si só já é uma grande conquista.
  3. Ser permissivo e deixar que o candidato desista não é a solução. Pais devem ser minimamente rigorosos.
  4. Os pais podem ajudar na organização dos estudos para o ano de cursinho.
  5. Auxilie o candidato a decidir se quer continuar como vestibulando na mesma carreira ou se tem alguma outro curso que pode ser até mais satisfatório.

Para vestibulandos adultos ou mais maduros, as dicas precisam de adaptação. Não necessariamente serão os pais a apoiar, e eventualmente a idéia de um "ano do cursinho" passa a ser mais utópica. Mas a situação é a mesma, apenas em outro contexto: você quer ser aprovado, terá que fazer o que for preciso e possível, e o apoio bem direcionado das pessoas próximas poderá ser muito útil, mesmo que seja no sentido de desafiá-lo.

Se você está lendo isto, certamente não é um cabeça-de-vento que não tem idéia de como estudar. Pelo contrário, você está em busca de uma forma de ir em frente, ajustando o que não funcionou na tentativa anterior. E é exatamente o que você precisa fazer. Dê a si mesmo uma semana após a divulgação do resultado para descansar, refletir, processar a perda e encontrar motivação, e em seguida recomece. O primeiro passo é identificar em que matérias você foi mal, pois é nessas que você precisa se concentrar. Coloque em "modo de manutenção" as matérias que você já domina, dedicando menos tempo a elas, e comece a aprender o que faltava. Se os resultados da prova passada não forem suficientes para esta análise, refaça-as em casa, bem como provas de anos anteriores e as de outras faculdades do mesmo nível, para ter um bom diagnóstico.

Depois do diagnóstico, é só agir. Se você deseja mesmo passar, vai precisar vencer esta barreira, por mais que as condições possam lhe parecer desiguais e injustas. É bobagem contar com a sorte; estude com efetividade, vá até o limite da sua capacidade, e faça render cada minuto, e cada página. Mantenha em mente qual é a sua motivação. Desistir de se esforçar em geral é fácil, mas abrir mão de algo que você deseja exige uma decisão mais profunda - portanto, coloque a questão sempre sob este último prisma.

E no dia da próxima prova, não deixe seus próprios aspectos psicológicos trabalharem contra você. Use técnicas para evitar a tensão, procure lembrar que você está preparado e mantenha-se confiante. Se notar que está aumentando a ansiedade, largue a caneta e respire fundo até se acalmar. Não converse com os outros alunos sobre a prova imediatamente antes de ela começar: a ansiedade é contagiosa! Seu foco e sua energia devem estar na prova em si, e não no desempenho ou nas preocupações dos outros concorrentes.

E se o que você procura está relacionado mais às técnicas de estudo em si, e menos aos aspectos motivacionais, dê uma olhada nestes artigos anteriores:

Quando comecei a escrever este artigo, o título era "O que fazer se você não passou no vestibular". Mas, como dizem por aí, atitude não é tudo mas é 100%, então mudei para dar a minha contribuição adicional ;-)

Como trabalhar a noite inteira - quando necessário

Trabalhar a noite inteira é algo quase natural para quem tem este turno, ou é plantonista - embora não seja agradável nem saudável para a maioria deles. Mas para quem usualmente trabalha de dia, ter de encarar um plantão noturno, seja planejado ou emergencial, pode ser massacrante. E o pior é que só vale a pena se você conseguir realizar o serviço para o qual resolveu (ou foi obrigado a) virar a noite, então não dá de simplesmente se jogar nas cordas. A situação também tende a ser diferente daquela vivida pelos estudantes que viram a noite para estudar para uma prova, mas há pontos em comum suficientes para que eles também possam aproveitar algumas das mesmas dicas.

Na minha área de trabalho, a necessidade de entrar pela noite trabalhando acontecia umas 2 ou 3 vezes por ano, em média, mas vem se tornando menos comum. Algumas destas vezes eram com data previamente conhecida, enquanto outras eram tipicamente emergenciais. Mas isto sempre foi aceito como um fato da vida, e todas as pessoas que precisavam ficar, ficavam - as demais iam para casa dormir, sem ressentimentos. Note que nada do que é dito aqui é voltado a atividades que ocorrem naturalmente em regime de plantão, mas apenas a plantões extraordinários.

Estar preparado para este tipo de acontecimento ajuda a torná-lo menos traumático, e aqui vão algumas dicas que funcionam para mim - e podem ajudar você também, a não ser que você já trabalhe como plantonista e tenha o hábito - neste caso, coloque suas próprias dicas nos comentários!

  1. Preparação: uma das facetas da preparação é que ela permite saber com antecedência quando vai ser necessário realizar um plantão da madrugada. As pessoas conhecerão suas escalas, as famílias estarão preparadas e terão seus planos de contingência, ninguém se assustará. Se a preparação for *realmente* bem feita, a necessidade de realização deste tipo de plantão será reduzida ao mínimo permitido pelos recursos disponíveis. E ninguém terá dúvida de que está ali por um bom motivo.
  2. Objetivos claros e comunicação: Cada pessoa deve saber a razão de estar de plantão - em outras palavras, cada um tem que saber qual é a sua parte, e estar apto a fazê-la. A equipe deve comunicar-se bem entre si, cada um deve procurar adiantar a sua parte, de forma coordenada, e todos devem estar dispostos a colaborar com os demais quando não estiverem envolvidos em sua própria parte - ou então sair do caminho. Nada pior do que um grupinho de pessoas que já acabaram o que tinham a fazer, ou que estão esperando sua parte começar, e ficam por ali de braços cruzados, atrapalhando a concentração dos demais. Pensando bem, tem algo pior sim: um objetivo definido de forma difusa, com especificações que vão mudando conforme a madrugada avança, ao sabor do humor do encarregado.
  3. Alimento, hidratação e agasalho: Deveria ser preocupação do responsável pela equipe, mas nem sempre é assim - ou pelo menos não de forma completa. Vale a pena jantar na quantidade que você jantaria em uma noite normal, para depois não passar mal. Se for pedir comida, não adie indefinidamente a janta - mesmo nos grandes centros, as opções disponíveis vão se reduzindo conforme a madrugada avança. Quem é prevenido tem em seu armário ou gaveta algumas barras de cereais, frutas desidratadas ou mesmo biscoitos, chocolates ou um pacotinho de amendoim guardados para estas horas. E chiclete! Beba bastante água, suco, chá ou o que quer que seja a sua preferência usual. E tenha ao seu alcance um casaco, uma roupa que não seja desconfortável e um sapato flexível. Se você for *mesmo* prevenido, terá uma muda de roupa inteira para trocar no momento em que começar a se sentir desconfortável.
  4. Cuidado com o excesso de cafeína: cafeína ajuda mesmo a deixar acordado, mas se você tomar acima do que está acostumado ou consegue processar, pode ter mais dificuldade em se concentrar, ou mesmo em manter o humor. Não se iluda, nem baseie a sua ingestão de café no que perceber que os outros estão fazendo - como no caso do álcool, a quantidade de cafeína que você pode ingerir e se manter funcional é um parâmetro individual!
  5. Fique acordado: Mesmo que haja uma pausa de 2h entre suas atividades, mantenha-se acordado, a não ser que você possa realizar a sua próxima atividade sem se concentrar, ou se já tiver o hábito das sonecas durante o plantão bem desenvolvido por anos de prática. Mas também não fique parado em algum canto escuro, quentinho e silencioso, lutando contra o sono: encontre algo mais para fazer, e fique acordado naturalmente.
  6. Trilha sonora e "entretenimento": Tudo varia de acordo com o ambiente e o tipo de atividade. Alguns dos melhores plantões em que eu já trabalhei foram em centros de coordenação e operações, em que basicamente os especialistas e atendentes ficavam a noite inteira à espera para ação emergencial imediata caso o telefone tocasse. Em outras palavras, todo mundo acordado, mas nenhuma atividade ordinária a desempenhar, a não ser que o telefone tocasse. Alguns destes centros têm até telões, e nenhum administrador se opunha a que fossem exibidos neles a programação da TV, jogos de videogame, shows, clips da DJ Nikki Belucci ou o que quer que desejássemos, desde que fosse possível ouvir o telefone tocar, para aí desligar tudo. Em outros lugares não dá de fazer isso, mas se a música não atrapalhar sua concentração nem a dos outros, uma playlist bem escolhida (mesmo que seja no fone de ouvido, quando nem todo mundo gostar do mesmo som) pode ajudar o tempo a passar e você ficar acordado. Nos momentos em que você estiver em stand by e não tiver a quem ajudar diretamente, um game silencioso, uma pausa para acessar a web ou qualquer outra atividade que o distraia, mesmo que seja uma caminhada pelas escadas até o térreo, podem ser opções para não deixar o sono chegar.
  7. A família: Já mencionei no passo 1, mas este aspecto é importante o suficiente para merecer seu próprio ponto. A sua família imediata (sejam os seus pais, seus filhos, ou quem quer que seja) precisa saber do seu planejamento ou contingência o quanto antes, se possível com dias de antecedência. Passar uma noite inteira em um trabalho que usualmente é diurno bagunça 2 a 3 dias da sua agenda, e pode afetar profundamente a agenda de todo mundo: da filha que você usualmente leva para a escola de manhã, da esposa que vai precisar desmarcar compromissos para fazer isso em seu lugar, e assim por diante. Deixar para resolver isso em cima da hora pode até funcionar, mas é mais estressante para todos os envolvidos, e consome minutos que você pode não ter, até que tudo acabe se acertando.

Algumas destas dicas podem ser encontradas também, com o ponto de vista de outro autor, em "How to Work Effectively for 24 Consecutive Hours".

Uma dica extra é: guarde alguma energia para conseguir chegar até em casa depois, e no caminho do trabalho até em casa vá se esforçando para tirar da mente o stress do trabalho, se não quiser chegar em casa e perceber que não consegue dormir porque a cabeça ainda está ocupada com o que aconteceu.

E agora aguardo as dicas de vocês nos comentários!

Leia também

Escritório doméstico: como arquivar documentos pessoais

Para ter um escritório pessoal em que as coisas não somem, no mínimo, você precisa de gavetas e de uma boa estrutura de arquivamento organizado de documentos e papéis em geral.

Um arquivo de pastas suspensas econômico, com estrutura em plástico ou aramado, custa menos de R$ 50 nas papelarias, e continua sendo útil por anos e anos a fio. Se você for caprichar, custa um pouco mais; uma das gavetas na minha escrivaninha é do tamanho certo e tem os trilhos para as pastas suspensas, e assim eu as tenho sempre ao alcance das mão.

Uma boa estrutura inicial é considerar uma pasta para cada um dos projetos em que você estiver envolvido, e mais algumas pastas extras para arquivamento das suas categorias de materiais de referência. Você vai identificar com facilidade as pastas extras que necessitar, como a de contas pagas, a de notas fiscais e termos de garantia de equipamentos, a dos seguros e documentos do carro, e assim por diante. Cada pessoa tem seu modelo particular de arquivamento, mas o essencial é que ele seja adequadamente transposto para o conjunto de pastas.

E se você está pensando em começar um arquivo pessoal, o artigo "Organize Yourself- Create Your Own Personal Personnel File" tem uma lista interessante dos documentos não relacionados a projetos correntes (portanto, menos óbvios) que você pode querer armazenar junto, seja em originais ou em cópias, no seu arquivo de consulta permanente. Aí só vai ficar faltando escolher as categorias para compor as pastas ;-)

Alguns exemplos:

  • Seus contratos de trabalho: o contrato de trabalho com o empregador atual, com empregadores anteriores, com seus clientes, ajustes, termos aditivos, e tudo o mais que define o conjunto dos seus direitos e obrigações ajustado entre as partes.
  • Cópias de todos os documentos pessoais que você assina no trabalho: Muitos documentos que você assina no trabalho podem se estender ao seu interesse pessoal: termos de confidencialidade, responsabilidade sobre patrimônio, uso de carros, notebooks, celular corporativo e mais. Quando devolver este tipo de recurso, exija um recibo também por escrito, e guarde em seu arquivo pessoal. Se for obrigado a comprovar despesas pessoais (por exemplo, em viagens a serviço), guarde consigo cópias das notas fiscais, anotando nelas mesmas as viagens a que se referem.
  • Documentos fiscais: não só os emitidos pela Receita! Guarde bem todos os que possam fazer diferença em sua declaração de imposto de renda. Recibos de doações, consultas médicas, serviços que você prestou, e tudo o mais. Guarde também os documentos emitidos pela Receita, é claro: sua declaração, comprovante de entrega, recibos dos pagamentos, etc.
  • Tudo relacionado aos seus planos de previdência, seguro e saúde: seja a oficial ou eventuais planos particulares complementares. Contratos, apólices, atualizações, contatos, e toda a papelada que eles entregam, seja assinada ou não.
  • Comprovantes de obrigações legais: Já falamos acima sobre os documentos fiscais, mas eles não são os únicos que você precisa guardar praticamente pela vida toda. Comprovantes de votação, de alistamento militar, carteira de trabalho... até mesmo a sua certidão de nascimento entra nesta categoria.
  • Histórico acadêmico: diplomas, certificados, histórico escolar, comprovantes de matrícula e freqüência, e tudo o mais que um futuro curso ou empregador pode querer de você. Inclua aqui também os seus artigos publicados, certificados de cursos complementares, seminários e outros eventos.
  • Histórico profissional: um bom registro de suas atividades profissionais, datas de início e final de empregos, razão da saída (lembre-se de que este é um arquivo pessoal, e não para consulta por terceiros), cartas de referência antigas, advertências, concursos em que você tenha sido aprovado, certificados, prêmios que tenha recebido profissionalmente, e tudo que possa servir para compor uma retrospectiva de sua carreira, ou um currículo completo.
  • Menções na imprensa: esta é sempre uma pasta interessante.

Lendo o arquivo em inglês, publicado pelo Thejobbored, fica claro que há uma preocupação (talvez em segundo plano) em sempre dispor de documentação e evidência caso algum dia seja necessário enfrentar seu empregador, ou um cliente, ou a companhia de seguros, ou um banco, possivelmente em um tribunal. Raramente esta é uma boa perspectiva, mas dispor de arquivos completos e organizados nesta hora é sempre uma razão de preocupação a menos, acredite.

Outras áreas da sua vida podem merecer pastas específicas: o carro, os imóveis, animais de estimação, contratos de câmbio, contratos bancários e de crédito, e tudo o mais. Não há receitas prontas, você precisa encontrar seu próprio caminho. Ainda bem que um pacote de 20 pastas suspensas a mais é bem barato ;-)

Leia o artigo: Organize Yourself- Create Your Own Personal Personnel File. E se o assunto lhe interessa, aproveite para saber um pouco mais sobre GTD, um método eficaz de organização e produtividade pessoal que pode melhorar sua motivação e seus resultados.

Gerenciamento de projetos no governo e setor público: A abordagem de Ricardo Vargas

Quais são os grandes desafios de se gerenciar projetos no setor público? Para Ricardo Vargas, o perfil do gerenciamento de projetos é aproximadamente o mesmo no setor público e no setor privado - o que muda é basicamente a estrutura por trás do projeto.

Os podcasts semanais do Ricardo Vargas, autor conhecido no âmbito do Gerenciamento de Projetos no Brasil, vêm se tornando uma fonte constante de material para o Efetividade.net, mas a razão é simples: a sua visão prática e (por que não dizer?) efetiva do gerenciamento de projetos combina muito bem com a linha adotada pelo site.

A empresa pública tem um timing diferente do que as empresas privadas e do mercado. Vargas cita um exemplo: os processos de aquisição, quase que totalmente amarrados e restritos pela lei das licitações e suas congêneres.

Em uma abordagem de gerenciamento de riscos, isso torna o projeto no setor público um projeto usualmente mais arriscado que um projeto privado, por diversos motivos, dos quais ele menciona 3:

  • As aquisições e contratações, como já abordado acima.
  • Descontinuidades: Mudanças ocasionadas pelos mandatos ou sucessões políticas que não dão continuidade a projetos anteriores, ou ainda "rasgam" ou emendam o termo de abertura e a declaração de escopo, por exemplo, com o projeto já em andamento.
  • Ambiente de negócios: a imagem associada a atividades do setor público é muitas vezes vinculada a processos obscuros, e isso pode dificultar inclusive os relacionamentos com parceiros (internos e externos) e fornecedores, que têm expectativas moldadas por esta imagem.

Mas Vargas destaca: o interesse pelo gerenciamento de projetos no setor público merece atenção especial. Vários governos e órgãos governamentais brasileiros já estão fazendo suas experiências com escritórios de projetos, em variados graus de maturidade, e o próprio PMBOK já há alguns anos tem a sua Government Extension, voltada aos desafios específicos desta área: completar os projetos corretamente, no prazo e dentro do orçamento.

Sobre as experiências de escritórios de projeto em andamento no âmbito governamental, Ricardo Vargas faz uma recomendação especial lembrando da importância de adaptar as melhores práticas da literatura às condições específicas do ambiente governamental, seja na aquisição e contratação, nas exigências de documentação, ou onde mais fizer sentido em cada caso.

O país está ávido por projetos públicos bem gerenciados, e toda a sociedade tem muito a ganhar com isso, dependendo especialmente da habilidade de quem está à frente destas iniciativas, para prosseguir neste ambiente com características tão específicas.

Você pode ter acesso a este podcast no site oficial do 5"PM Podcast (exige login, gratuito), onde também estão disponíveis as demais edições. Se o site estiver fora do ar, fique à vontade se preferir usar a minha cópia local, em formato MP3. Os podcasts do Ricardo Vargas são gratuitos e de livre distribuição e reprodução.

Como aumentar a durabilidade de CDs e DVDs gravados

O Rodrigo Stulzer ficou vários meses sem atualizar o blog dele, mas agora que ressurgiu, veio com um artigo que não posso deixar de referenciar.

Ele conta os resultados de uma pesquisa que fez sobre como preservar por mais tempo o conteúdo de CDs e DVDs. Algumas coisas eu já sabia, outras confirmam o que o senso comum (ou o folclore urbano) já afirmava, mas outras são completamente novidade pra mim.

Alguns exemplos das dicas que ele coletou:

  • Discos feitos com camadas de phtalocyanine duram mais que discos manufaturados com outros químicos. Infelizmente esta não é uma informação disponível nas embalagens dos produtos.
  • Discos feitos de phtalocyanine têm uma camada refletiva dourada, mesmo assim não é possível garantir que discos dourados foram feitos de phtalocyanine.
  • Canetas marcadoras, usadas para escrever em CDs e DVDs, podem diminuir a vida útil da mídia. Estas canetas são feitas a base de xyleno ou tolueno, que podem danificar a superfície dos discos, comprometendo os dados ali guardados.
  • Papéis e decalques grudados nos discos também podem se deteriorar com o tempo e atacar o disco.
  • A recomendação para marcações de discos é escrever na parte central do mesmo, que é transparente e não possui dados.

Ele vai além: "O disco deve ser armazenado em local com temperatura e umidade condizentes e em caixas plásticas. Além disso deve-se gerar mais de uma cópia de segurança e armazená-las em locais diferentes. Periodicamente deve-se testar as mídias armazenadas e transferir os seus dados para tecnologias de armazenamento mais confiáveis, caso a anterior já tenha sido suplantada."

Tem bem mais lá de onde estas saíram, confira ;-)

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