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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Como dormir pouco e permanecer funcional

No artigo "Stay Functional on Two Hours of Sleep a Night", o Lifehacker resume um artigo recente da revista Wired que fala sobre os mecanismos do sono, destacando um aspecto bem específico: como dormir pouco e permenecer funcional, mesmo com apenas 2h de sono por dia.

O método abordado, chamado Uberman's sleep schedule, é difícil de se acostumar e não se adapta nada bem a necessidades comuns de pessoas que trabalham em um emprego tradicional, 8 horas por dia. Mas consta que ele funciona bem para quem precisa (ou deseja) manter-se em atividade durante o dia todo, por um período de tempo extenso - semanas ou meses - por exemplo, navegantes solitários, astronautas, desajustados em geral, e quem não se conforma com as imposições da sociedade ;-)

Steve Pavlina, autor de um popular blog sobre desenvolvimento pessoal, adotou este método de sono polifásico por pouco mais de 5 meses, e relatou os resultados. Em resumo, como o seu estilo de vida permitia, ele adotou a prática de dormir 20 minutos a cada 4 horas do dia, perfazendo um total de 2h de sono por dia.

Segundo ele, os benefícios foram vários, depois de passar a primeira semana de adaptação. O artigo da Wired conta que a fase de adaptação é complicada, e o marco do seu término ocorre quando a pessoa começa a sonhar durante seus períodos de 20 minutos de sono, o que indica que ela está conseguindo entrar na fase REM do sono.

Mas ele só aproveitou os benefícios por pouco mais de 5 meses, devido às imposições da sociedade que eu já mencionei acima. E mesmo durante os 5 meses, ele registra um grande ponto negativo: ter de abrir mão de boa parte da flexibilidade na rotina diária, pois você passa a precisar dormir a cada 4h - algo que pode ser absorvido bem mais facilmente pela rotina de um navegante solitário do que pela de um habitante de uma metrópole, mesmo que ele trabalhe em casa.

Os possíveis ganhos de produtividade (especialmente sob o ponto de vista do navegante solitário) são óbvios, se considerarmos que a pessoa estará disponível para atividades durante várias horas a mais por dia, mas é necessário considerar a necessidade das interrupções freqüentes para os 20min de sono. Mas provavelmente as pessoas e recursos (em sentido amplo: comércio, serviços públicos, clientes, fornecedores, parceiros, etc.) com quem você interage funcionam no ciclo usual, então boa parte destas horas adicionais acabam sobrando para realizar tarefas solitárias.

Steve Pavlina conta que sua energia e atenção não foram prejudicadas durante a experiência (exceto durante a adaptação), mas ao mesmo tempo ele não desejaria trabalhar dia e noite, que é o que parece ser a conseqüência de ter mais horas livres em um esquema como este. E que provavelmente é justamente o que um navegante solitário precisa quando adota algo deste tipo de forma contínua.

O criador do esquema Uberman posteriormente criou mais um, chamado de Everyman, que inclui uma variação interessante: há um horário-núcleo de sono, com uma duração um pouco maior (por exemplo, 3h) e 3 ou 4 períodos de 20 minutos de sono ao longo do dia. De alguma forma ele me parece mais fácil de adotar, e aparentemente reduz um pouco o impacto de estar acordado todos os dias no horário em que toda a cidade está dormindo, e também nos horários em que ela está acordada.

Nada disso serve para mim: eu gosto de dormir, e espero nunca precisar entrar continuamente em alguma situação de insônia voluntária, que exija que eu esteja acordado 20h por dia ao longo de um período extenso - mesmo se o número de horas de sono for suficiente para me manter em boas condições.

Mas se você tem necessidades ou interesses diferentes, dê uma olhada no artigo da Wired e depois consulte seu médico para saber de outras conseqüências e fazer um bom acompanhamento.

E leia também:

Jabá: Dr. Love, do PapoDeHomem, lança novo site para tirar dúvidas

Já faz algum tempo que eu leio regularmente a Revista Papo de Homem, que traz o que o seu lema diz: conteúdo e diversão para homens, todos os dias. Eu mesmo já fui articulista convidado por lá, e me divirto vendo artigos sobre a saga de um dublê no Topa Tudo por Dinheiro (envolvendo um touro brabo na parada), indianos dançantes e muito mais. Claro que tem artigos mais sérios, como este sobre AIDS, e vários que com outro enfoque caberiam bem aqui no Efetividade, como este sobre o que não fazer durante uma discussão.

Mas a impressão que eu tenho é que o que mais ajuda a dar o tom do PdH é a coluna do Dr. Love, que responde a dúvidas sobre sexo, relacionamentos e assuntos relacionados, geralmente indo direto ao ponto, de uma forma que não costumamos ver em colunas análogas publicadas em jornais. Um exemplo: esta resposta para uma noiva ciumenta. Às vezes é mais light, como este que fala sobre como ter um bom papo em situações sociais, e às vezes se aprofunda, como neste artigo que concorreu em uma promoção passada aqui no Efetividade.

E agora o Dr. Love, juntamente com o Gustavo Gitti, deram um passo além: criaram um site específico para atender individualmente a tanta gente que envia questões. Segundo consta, ele recebe dezenas de "consultas" por dia, e certamente não chega a responder 10 por semana. Os interessados em acompanhar, participar ou mesmo enviar uma consulta dessas e ter certeza de receber um atendimento individualizado podem visitar o post sobre A Fantástica Cabana do Dr. Love para saber mais sobre os detalhes, preços e condições. Pelo que vi nos comentários de lá, a demanda existe, e está disposta a desembolsar o que está sendo pedido.

E antes que alguém se pergunte, já respondo: não, este não é um post patrocinado. Eu achei a idéia interessante e divertida, e aceitei fazer um jabá gratuitamente.

Boa sorte aos vizinhos!

Evite as discussões que você não precisa ter

Discussões fazem parte da vida, assim como os conflitos e diferenças de opinião. Um relacionamento - seja profissional, familiar ou de outra espécie - sólido precisa resistir a elas, e muitos ambientes saudáveis até mesmo as encorajam, como forma de evitar o aprofundamento dos problemas causados pelos posicionamentos diferentes. E uma coisa é certa: adiar uma discussão, quando se tem a oportunidade de tê-la, raramente faz bem a longo prazo.

Mas existem discussões que não agregam valor à vida de nenhum dos envolvidos: são aquelas que você tem automaticamente, de forma repetida, sempre com as mesmas pessoas e causadas pelos mesmos motivos, que permanecem sem solução.

Elas surgem em várias situações: é o cunhado que sempre precisa de ajuda para pagar as prestações no final do mês, o companheiro de equipe que sempre tenta ampliar o escopo "informalmente" no meio da execução dos projetos, o pai que se aposentou e fica procurando coisas pra arrumar nas casas dos filhos, o colega de apartamento que nunca lembra de colocar o lixo pra fora... Todos estes problemas têm solução, mas voltar a ter discussões sobre eles a cada vez que eles acontecem não é a mais eficaz delas.

E o artigo "Break the Argument Cycle Once and For All" tem algumas dicas para evitar estas discussões que não contribuem. Mas não as use como muleta para evitar tentar solucionar as causas dos problemas!

A dica essencial é usar a empatia. Coloque-se no lugar da outra pessoa, e identifique por que ela faz o que faz (e que lhe irrita), e por que não muda. Isso pode servir para encontrar a solução, mas também pode prevenir a sua irritação - entender o motivo de as coisas serem como são serve como consolo. Que não sirva como desculpa para não tentar mudá-las, se lhe incomoda! Mas às vezes as suas expectativas, e até o seu comportamento, podem mudar em conseqüência dessa análise.

Se alguma condição especial - como sono, stress, preocupações - aumenta a sua propensão a ter discussões inúteis, aprenda quais são esses gatilhos, e tente lidar com eles, evitando perder o controle.

E se você perceber que uma das causas de bate-boca está para acontecer e o ponteiro do seu medidor de pressão já estiver na área vermelha, vá dar uma volta, tome um suco de laranja, converse com uma pessoa que lhe acalma, deixe este excesso escapar antes de estourar em uma discussão desnecessária que não vai resolver nada.

Apresentações e discursos: mais meia dúzia de dicas

O medo de falar em público é bastante comum, e em geral decorre da ausência de experiência ou preparação para fazer apresentações, dar palestras, defender trabalhos ou conduzir reuniões.

Apresentações são um assunto freqüente aqui no Efetividade, mas sempre há espaço para mais 6 dicas, certo? Vamos a elas!

  • Os 2 "discursos do elevador": se você encontrasse no elevador a pessoa-chave da sua platéia, e tivesse que convencê-la, no tempo que leva para ir até o décimo andar, que a sua palestra interessa a ela, o que você diria? Este discurso de 30 segundos deve estar incluído na abertura da sua apresentação. Mas não é o único. Se essa pessoa perdesse a sua apresentação, você a encontrasse no elevador logo depois, e tivesse que resumir para ela a essência da sua apresentação no tempo que leva para ir até o térreo, o que você diria? Este outro discurso de 30 segundos também deve estar logo no começo, para permitir que todo mundo tenha uma boa idéia do panorama geral e da mensagem principal enquanto você explica os detalhes.
  • Os 3 pontos principais: se as informações divulgadas procedem, isto é algo que os maçons fazem certo: eles conhecem o valor do número 3. Mas não há necessidade em entrar em aspectos místicos: embora as pessoas em geral possam memorizar listas com mais itens (já falamos anteriormente aqui no Efetividade sobre a importância de não ter mais do que 7 itens em listas que precisam ser memorizadas), dividir os tópicos em grupos menores (e 2 é muito pouco, na minha opinião) ajuda a entender o conjunto. Especialmente nos casos em que você não estiver usando recursos audiovisuais, 3 é um bom número, mas não há razão para nÃO Ser (um pouco!) flexível. Deixe claro quais são os seus 3 pontos, que devem ser alinhados à sua mensagem principal, e faça com que a cada momento o público saiba de qual dos pontos você está tratando.
  • Concentre-se nos dados mais convincentes: Ao apresentar, você não precisa informar ao público sobre todo o detalhamento e as minúcias dos dados da sua pesquisa e suas conclusões. Concentre-se no essencial e no que for convincente, e apenas esteja preparado para tratar sobre os detalhes se a platéia pedir.
  • Pratique: se você praticar antes, vai ter uma idéia mais precisa do seu tempo, não vai tropeçar em palavras difíceis de pronunciar, vai fixar melhor as definições e estrutura da sua apresentação, e vai estar muito mais seguro na hora da verdade. Não é necessário (nem é positivo) decorar palavra por palavra, frase por frase. Mas saber a seqüência geral e o encadeamento dos assuntos sempre ajuda, mesmo que você prefira deixar espaço para o improviso.
  • Acalme-se antes de começar: faça o que funcionar para você. Vá para a sala de som, uma sala de reuniões vazia ou onde puder, e ouça uma música, cante um mantra, medite, faça um alongamento, relaxe. Mais uma vez, não precisamos entrar no terrno do misticismo, mas pensar positivo nestas horas sempre ajuda. Visualize como você quer se posicionar, soar, encarar o público, e entre no clima.
  • Lembre-se de se divertir: Se você estiver preparado e a platéia não for hostil, é muito fácil se divertir fazendo uma apresentação. Mesmo as pessoas que morrem de medo de falar em público freqüentemente conseguem relaxar depois que a apresentação já começou - o grande problemaocorre antes dela. Se você praticar um pouco, logo conseguirá falar em público sorrindo, e o que é melhor: a empatia natural aumenta a chance de o público sorrir com você. Saiba lidar com os pequenos problemas, pois - exceto no caso de desastres - se você estiver indo bem, eles só parecem grandes para você. Você tropeça, tosse, gagueja, o microfone falha, e você simplesmente continua em frente - muitas vezes o público nem percebe, ou não atribui a falha a você.

Para completar, leia o artigo "10 Fail Proof Tips for Delivering a Powerful Speech", que eu li antes de começar a escrever este texto, e depois compartilhe conosco as suas dicas de apresentação nos comentários!

Leia também:

Entrevista de emprego: perguntas e como responder - parte 2

Entrevista é o momento da verdade para muitos profissionais em busca de um novo emprego, e saber como lidar com as perguntas de entrevista mais comuns, escapando das pegadinhas e armadilhas, é uma necessidade comum.

Esta é a segunda (e última) parte do artigo que apresenta perguntas comuns em entrevistas de emprego elaboradas por profissionais típicos - leia também a primeira parte. Não existe uma única resposta certa para cada uma delas, e você deve responder sempre com naturalidade e de forma espontânea - nada de respostas decoradas! Mas em muitas das perguntas há um teste oculto, e estes testes acabam eliminando muitos candidatos.

Por isso, para cada pergunta foi acrescentada uma sugestão de resposta, e eventualmente um comentário sobre qual o teste oculto. Você não deve decorar estas respostas e usá-las na próxima entrevista; a idéia é que você as use como base para compor sua própria resposta, que deve ser sincera e espontânea. Assim, você não será pego despreparado por nenhuma destas perguntas comuns, muitas delas difíceis de serem respondidas de improviso.

Veja os detalhes no artigo anterior (que tem também as perguntas sobre o candidato e sobre seu histórico e carreira), e leia a seguir a continuação com as perguntas sobre a vaga e a empresa para as quais está se candidatando, sua opinião sobre sua empresa, equipe ou chefe anteriores, e algumas das armadilhas comuns em entrevista e redação para seleção de emprego.

Sobre a vaga e a empresa

  1. O que você procura aqui na empresa? Você certamente procura muitas coisas, inclusive a satisfação de necessidades pessoais. Não há razão para esconder isso, mas também não é necessário detalhar. Prefira detalhar aspectos que você procura e que interessem à empresa diretamente, como o desafio de fazer parte da história dela, a chance de contribuir para algum projeto ou estratégia notável dela, ou o envolvimento com um quadro profissional tão capacitado, por exemplo.
  2. Por que acha que devemos lhe contratar? Esteja preparado para esta, e mencione de forma objetiva 2 ou 3 diferenciais seus que você considera essenciais, e a forma como eles podem gerar resultado para a empresa.
  3. Por que enviou seu currículo para esta empresa? Esta é uma oportunidade para fazer valer a pena as horas de pesquisa que você fez sobre a empresa antes da entrevista. Fale sobre notícias recentes de sucessos da empresa, perspectivas de crescimento do seu mercado, e como acredita que o posicionamento dela a torna atraente para qualquer profissional.
  4. Quanto vai demorar até trazer uma contribuição positiva para esta empresa? Esta é uma pegadinha de entrevista, e o entrevistador que recorre a ela merece ouvir uma resposta pronta e enlatada. Aqui vai: "A partir do primeiro dia, na verdade mal posso esperar. E tenho certeza de que será uma contribuição crescente, conforme for conhecendo melhor a empresa e seus objetivos!"
  5. Quanto tempo pretende permanecer na empresa? Aqui em geral o entrevistador quer remover qualquer pessoa que afirme que tem, de fato outra oportunidade em vista, ou que tem planos para daqui a alguns anos ir fazer alguma outra coisa. Se for um bom entrevistador, ele também pode dar pontos negativos se entender que você é acomodado e só deseja um lugar para se encostar até a aposentadoria. A resposta segura é dizer que pretende permanecer enquanto houver perspectivas de desenvolvimento pessoal e profissional, e enquanto estiver apto a oferecer uma genuína contribuição, mas que pelo que você entendeu sobre a vaga e sobre a empresa, não vê qualquer motivo para que a relação não seja duradoura.
  6. E se tiver que assumir o lugar do seu futuro chefe aqui na empresa? "Farei com prazer, sempre que a empresa determinar. Quero crescer, mas de preferência em conjunto com ele, e jamais sendo desleal aos superiores."
  7. Qual a opinião que seus subordinados têm de você? Responda chamando-os de "a equipe" (e não "a minha equipe", ou "os subordinados"). O ideal é enfatizar que eles o respeitam, ou que o admiram. Nem sempre é ideal mencionar que você desenvolveu amizade com todos eles, e principalmente as inimizades pessoais.
  8. Já selecionou e admitiu funcionários? O que considera importante em um candidato? Aqui uma resposta perigosa é indicar uma característica qur você mesmo não possua, mesmo que seja simples explicar a razão disso. Também não vale a pena ser muito óbvio tentando indicar exatamente as características nas quais você mais se destaca. O melhor é dar uma resposta ampla, mencionando características objetivas, como a adequação aos requisitos da vaga, a capacidade de trabalhar em equipe, a experiência, o conhecimento técnico, etc.
  9. Descreva como seria seu emprego ideal. Sem surpresas aqui. O que o entrevistador espera é que você seja sincero, e ao mesmo tempo acabe descrevendo exatamente a vaga para a qual está sendo selecionado. Portanto não exagere nas tintas, para não parecer forçado, nem descreva algo que não corresponda ao que você imagina que a empresa tem em mente para você.
  10. O que você mudaria caso você estivesse na diretoria da empresa? Atenção aqui: a não ser que o seu processo seletivo seja justamente para um cargo da alta direção, dificilmente o avaliador estará realmente procurando obter sugestões reais. Ele quer saber como você pensa, e exceto em casos excepcionais, a resposta mais racional envolve dizer que você jamais poderia oferecer um remédio antes de realizar o diagnóstico, e que antes de propor qualquer mudança, você pretende conhecer bem a companhia, e as razões pelas quais as coisas são como são. Mas se você conhecer bem a empresa, pode arriscar uma jogada muito mais recompensadora, e complementar a resposta acima dizendo que se você fosse começar o diagnóstico hoje, iria se concentrar na área "X" da empresa, porque esta lhe parece a mais crítica para o seu sucesso. Mas não arrisque isso se não tiver um razoável grau de certeza do que está dizendo.

Sobre a empresa anterior

Aqui você precisa lembrar que o objetivo da entrevista é avaliar você - o entrevistador não está nem aí para a sua empresa ou chefe anterior, portanto todas as perguntas desta seção são testes ocultos, um verdadeiro campo minado. Ele quer saber se você tem uma postura ética, se é leviano com informações internas da empresa, se trata os conflitos de trabalho como se fossem pessoais, se é maduro nos relacionamentos profissionais, etc. É seguro assumir que o entrevistador imaginará que você falaria sobre a nova empresa as mesmas coisas que falar a ele sobre a empresa anterior.

  1. Qual sua opinião sobre a empresa ou chefe anterior? Nunca fale mal, evite até mesmo críticas construtivas, e nem mesmo pense em fazer comparações, mesmo que as 2 empresas sejam concorrentes diretas - aqui quem está sendo avaliado é você, e não o ex-chefe, e falar mal dele em sua ausência raramente conta ponto a seu favor neste contexto. Era uma boa empresa, e o chefe sempre agiu com você como um excelente profissional.
  2. O que você não gostava no emprego anterior? Não se queixe, e não se esqueça de que quem está sendo avaliado aqui é apenas você, e não o emprego anterior. Você gostava de tudo.
  3. Avalie honestamente seu antigo chefe e empresa, pontos positivos e negativos. Mesma rotina: você lembra de pontos positivos, e eles são todos sinceros, honestos - e pensados de antemão. O seu avaliador não está nem aí para a empresa anterior, ele quer saber se você é leal, se leva as coisas para o lado pessoal, se fala sobre a empresa quando está fora dela, etc.

Pegadinhas comuns

  • A armadilha do silêncio: após perguntas "difíceis", como a do seu "maior defeito", ou "maior arrependimento", alguns avaliadores com pretensões psicológicas empregam um velho truque: ao invés de continuar a entrevista, fazer um comentário ou a próxima pergunta, eles simplesmente ficam em silêncio, encarando o entrevistado sem passar nenhuma mensagem (de desaprovação, etc.) com sua expressão facial. Isto é uma pegadinha, e bastante gente cai - ao perceber a situação de stress, assumem que o entrevistador considerou a resposta errada, mentirosa, insuficiente, ridícula ou qualquer outra coisa, e começam a tentar "consertar", muitas vezes com resultados desastrosos para si mesmo. A intenção é mesmo intimidar e provocar stress, para ver como o candidato se sai. Se tentarem isso com você, aguarde alguns segundos calmamente, e em seguida não afirme nada, apenas pergunte: "há algo mais que eu possa esclarecer sobre este ponto?" Se o entrevistador continuar em silêncio, simplesmente aguarde silenciosamente também, em atitude respeitosa e séria, prestando atenção a ele,como se estivesse dando a ele tempo para pensar, até que ele perceba que você não se intimidou e nem vai "se entregar".
  • O dilema das informações confidenciais: para este não há solução simples. Se nas perguntas sobre seu antigo emprego ou chefe você perceber que o entrevistador de fato parece esperar receber respostas objetivas sobre questões internas da empresa em que você atualmente trabalha ou recentemente trabalhou, você terá um dilema entre sua integridade e o seu interesse em agradar o entrevistador. E a integridade deve ganhar em qualquer situação, especialmente em uma entrevista de emprego. No máximo responda o que considerar como informação pública, mas nunca viole a confidencialidade das informações sensíveis da empresa - e responda, de forma clara e sem se alongar, que ir além do que você disse violaria seu compromisso de confidencialidade. Evite falar que violaria a ética, a não ser que você queira ofender o entrevistador, pois isso equivale a dizer que ele está sendo anti-ético. Note que em muitos casos, a pressão para que você revele segredos de outra companhia é um teste, e você passa apenas se resistir a ela.
  • O problema hipotético sem solução: Esta é uma questão comum em seleções de executivos: você recebe uma breve descrição de uma situação desafiadora e complexa, e a pergunta: como você resolveria esta situação? Note que dificilmente o problema é na sua área de conhecimento específico, e mesmo que seja, dificilmente você terá recebido dados suficientes para poder saber como começar, ou como garantir o sucesso. A não ser que isso ocorra no contexto de uma avaliação de criatividade, ou em uma dinâmica de grupo, sua melhor chance pode ser considerar que se trata de uma pegadinha clássica, e entender que o que você deve responder é como agiria para resolver o problema: levantaria tais e tais dados, consultaria tais e tais pessoas, contrataria este e aquele serviço, e então daria a ordem a tal e tal departamento. Caso contrário, se você simplesmente propuser uma solução sem nenhum dado para suportá-la, vai parecer que seu processo de tomada de decisão é bastante falho.

Fontes e referências

O artigo 64 interview answers you need to know é a fonte da maioria das perguntas, e inspiração ou fonte para boa parte das respostas e análises deste artigo. Além disso, eu li e recomendo os seguintes artigos:

Leia também:

Entrevista de emprego: perguntas e como responder

Entrevista é o momento da verdade para muitos profissionais em busca de um novo emprego, e saber como lidar com as perguntas de entrevista mais comuns, escapando das pegadinhas e armadilhas, é uma necessidade comum.

Não existe uma regra geral. Se o seu entrevistador não tiver preparo ou técnicas específicas, ele irá conduzir o trabalho "de ouvido", e avaliar você puramente de acordo com suas próprias impressões e valores. Já se for um profissional competente e diferenciado da área de gestão de pessoas, especializado em seleção de pessoal, ele provavelmente empregará um conjunto de técnicas e escalas múltiplas para as quais não há escapatória - ele vai acabar construindo um raio-x completo da sua posição, da forma como a perceber, sem que você tenha qualquer controle sobre o processo - mas isso costuma acontecer apenas em seleções para cargos de altíssimo nível.

Para a maioria dos cargos comuns, a seleção é deixada a cargo da área de pessoal da empresa, ou de uma empresa externa contratada especialmente para isso, e eles tendem a adotar uma série de técnicas de entrevista e redação comuns e bem conhecidas, para as quais há respostas "certas" e "erradas" também comuns e bem conhecidas. As técnicas infelizmente incluem uma série de pegadinhas e outros expedientes que, a pretexto de excluir candidatos despreparados, acabam dificultando a criação de um ambiente em que os candidatos estejam aptos a oferecer respostas diretas e desarmadas.

Já apliquei a minha cota de entrevistas - nunca com pegadinhas! -, e já vi todo tipo de nível de preparo dos candidatos, desde aqueles extremamente aptos a assumir a vaga mas incapazes de se comunicar devido ao nervosismo, até aqueles completamente inadequados para a vaga, mas tão bons comunicadores que esperam convencer o entrevistador de que são sua melhor escolha - sem contar os mentirosos, os lisos, os nervosos e várias outras categorias.

Mas ao longo destas entrevistas, percebi que os candidatos experientes e traquejados se dão bem melhor que os mais "verdes", porque acabam percebendo o segredo do sucesso em entrevistas de emprego, que é: perceber (ou deduzir razoavelmente) quais as qualificações necessárias para a vaga em disputa, e aí moldar as respostas sobre suas características pessoais a ela, sempre dizendo a verdade, mas escolhendo criteriosamente quais aspectos destacar. Como no caso de um vendedor de carros que, ao vender o seu modelo mais importante, sabe que para um cliente deve dar destaque ao baixo consumo de gasolina, ao outro precisa chamar a atenção para o espaço interno, e a um terceiro precisa falar especificamente sobre a potência do motor, em uma entrevista de emprego você tem de identificar quais as suas características que a empresa está buscando, e colocá-las em destaque na vitrine, como veremos a seguir.

Perguntas de entrevista de emprego

O que temos a seguir é um conjunto de perguntas comuns em entrevistas elaboradas por profissionais típicos. Não existe uma única resposta certa para cada uma delas, e você deve responder sempre com naturalidade e de forma espontânea - nada de respostas decoradas! Mas em muitas das perguntas há um teste oculto, e estes testes acabam eliminando muitos candidatos.

Por isso, para cada pergunta foi acrescentada uma sugestão de resposta, e eventualmente um comentário sobre qual o teste oculto. Você não deve decorar estas respostas e usá-las na próxima entrevista; a idéia é que você as use como base para compor sua própria resposta, que deve ser sincera e espontânea. Assim, você não será pego despreparado por nenhuma destas perguntas comuns, muitas delas difíceis de serem respondidas de improviso.

Lembre-se que o entrevistador muitas vezes tentará impor um ritmo artificial à entrevista, pressionando você, antagonizando, questionando tudo. Faz parte da experiência, e nestes casos provavelmente ele deseja ver como você se comporta quando pressionado. Mas a sua posição sempre é o resultado de uma escolha pessoal - você pode antagonizá-lo de volta, mas pode escolher também manter a tranquilidade e continuar oferecendo respostas calmas e completas. De qualquer maneira, quanto mais preparado você estiver, mais apto estará a se sair bem mesmo que seja colocado contra a parede e levado a responder tudo sem tempo para pensar.

Uma dica é essencial: sempre que for possível, tente fazer com que a entrevista seja uma conversação bidirecional, e não apenas um questionário. Já no início, após a apresentação inicial por parte do entrevistador, faça alguma pergunta inteligente sobre algum aspecto da vaga ou do processo seletivo. Se ele responder, você terá não apenas um ambiente mais favorável, mas também alguma informação adicional que poderá ser útil durante a própria entrevista. Ou seja: nos primeiros minutos, momento em que o candidato típico está procurando falar sobre si às cegas, você já terá conseguido criar um clima favorável e obtido informações sobre o que o entrevistador está procurando, para saber o que oferecer a ele.

Vamos às perguntas e respostas:

Sobre você

  1. Fale sobre você. Isto não é propriamente uma pergunta, mas freqüentemente as entrevistas começam assim, e o candidato desata a falar sem parar, e o avaliador presta atenção à sua capacidade de se concentrar nas prioridades, encadear idéias, e comunicar-se livremente. Lembra quando falamos sobre o "discurso do elevador", no artigo anterior? Aqui ele será muito útil. Se você não sabe o que é um "discurso do elevador", imagine que você encontrou no elevador o responsável pela seleção da vaga dos seus sonhos, e tem apenas o tempo do trajeto entre 10 andares para fazê-lo se interessar em selecioná-lo para a vaga. O que você diria? Estas 2 ou 3 frases, que você deve desenvolver, memorizar e ensaiar com antecedência, são importantíssimas, e este é um bom momento para usá-las.
  2. Quais os seus interesses pessoais? Aqui o entrevistador quer saber se você não é o que ele classificaria como um desajustado, uma pessoa problemática, ou então alguém tão ligado a seus interesses externos que não teria energia suficiente para cuidar do seu trabalho. Pode ser uma boa oportunidade de quebrar preconceitos e estereótipos; se você for mais velho que a média do mercado, destaque atividades que demonstrem atualização, vigor físico e energia. Se for muito jovem, destaque algo que indique ponderação e oportunidades adicionais de ter adquirido experiência útil para a vaga, como algum cargo na diretoria de uma ONG, por exemplo.
  3. Que bons livros (ou bons filmes) você tem lido (ou assistido) ultimamente? Seu avaliador não está apenas querendo puxar papo. Ele quer saber algo sobre o seu nível cultural, e também se você é um mentiroso quando sob pressão (caso não tenha lido nenhum livro que possa mencionar, e aí invente que leu algum). Não importa qual livro você indique, ele vai lhe fazer perguntas sobre ele. Portanto, fica a dica: se você está procurando emprego, é bom ler algum bom livro sobre o qual você fique à vontade para discorrer em uma entrevista. De preferência, um livro que vá interessar ao seu entrevistador, e que seja recente o suficiente para ele não poder pensar que você não lê um livro há 4 anos!
  4. Qual seu ponto forte? Escolha previamente, e esteja preparado para exemplificar e detalhar, sem mentir. Eis uma lista de atributos estritamente pessoais mas que costumam ser valorizados pelos entrevistadores. Identifique quais deles você tem em maior grau, e passe esta idéia (ou afirme diretamente) em seu texto ou na entrevista: Motivado; Racional; Energético (atenção: não é a mesma coisa que enérgico. Tem relação com a disposição para realizar trabalho); Dedicado (veste a camisa); Honesto; Capaz de liderar; Com iniciativa; Com objetivos; Com visão; Com empatia; Persistente; Bom comunicador; Bom técnico.
  5. Qual seu maior ponto negativo? Cuidado! A maioria das pessoas que já leu dicas de entrevista acha que deve escolher algo que não seja tão negativo assim, como "ser muito perfeccionista", ou "exigir demais de si mesmo". Na minha opinião, quando eu mesmo entrevisto, essas respostas prontas que disfarçam um ponto positivo como se fosse negativo passam uma idéia de artificialidade, e de ausência de respeito pelo interlocutor e pela empresa. Diga que não consegue lembrar de uma característica profissional que possa comprometer seu desempenho no cargo para o qual está sendo considerado, e aí acrescente um ponto negativo real (no qual você pensou com antecedência), que faça sentido no contexto da empresa, mas que não vá comprometer suas chances de aprovação. Se possível, equilibre-o explicando a forma como você lida com este ponto negativo, e mencione um ponto positivo forte já em seguida. Mas não exagere escolhendo algo que possa soar pior do que é na realidade.
  6. Qual seu maior arrependimento? Como no caso do "maior ponto negativo", aqui o entrevistador não espera que você realmente confesse algo, mas ele quer saber como você lida com esse tipo de situação. Confessar um arrependimento verdadeiro em geral não é positivo para a sua pontuação, mesmo que seja algo inocente. E tentar mascarar uma vitória como se fosse arrependimento também é um truque manjado. Eu diria que não tenho arrependimentos, e que tenho um princípio, que também aplico na vida profissional, de agir de acordo com a minha consciência, e de sempre decidir de forma equilibrada, o que me permite prosseguir sem deixar espaço para arrependimento ou para o desejo de que eu tivesse decidido de forma diferente.
  7. Você aceitaria mudar algum aspecto importante da sua vida (por exemplo, mudar de cidade)? Não feche portas já na entrevista, mas ao mesmo tempo não mostre ser irrefletido ou desesperado por uma vaga. Diga que estudaria com prazer uma proposta, que decidirá quando souber dos detalhes, mas que não vê nenhum problema grave que o impeça de tomar esta decisão, se for a correta.
  8. Qual sua pretensão salarial? Raramente a empresa pergunta isso para lhe oferecer o que você está pedindo, caso ache que você está à altura - a entrevista de seleção raramente inclui negociação salarial, que ocorre em uma fase posterior, apenas com os aprovados. Aqui você está apenas sendo avaliado, e perde ponto quem se valoriza demais, ou de menos, em relação à estimativa do avaliador. Se você estiver empregado, pode dizer quanto ganha hoje, e que sua intenção é progredir, mas que aguarda para saber mais sobre as condições da vaga para a qual está sendo selecionado. Se não estiver trabalhando, ou estiver em situação instável, simplesmente diga que você é flexível e tem interesse em ganhar de acordo com o mercado, e que não tem dúvida de que o plano de cargos e salários da empresa é adequado. Se julgar relevante, pode mencionar quanto ganhava no emprego anterior.
  9. Qual seu objetivo de longo prazo? O entrevistador quer saber seu objetivo pessoal em um contexto profissional, e dentro da empresa. Não há problema em ser bastante objetivo e dizer simplesmente que deseja vir a ser o diretor operacional, ou o responsável pela sucursal do Centro-Oeste. Mas se você conhecer bem a empresa, pode ser mais amplo, dizendo por exemplo que deseja conhecer bem a realidade de todas as regiões em que a empresa atua, porque sua intenção é vir a ser o responsável pela logística. Não diga que quer ter um salário compatível, um bom plano de aposentadoria, ou outro objetivo que seja vantajoso apenas para você, e não para a empresa, mesmo que seja decorrência da vaga que você pleiteia.
  10. Quais suas metas de curto prazo? lembre-se de que metas são mais precisas, e que incluem datas, ou mesmo quantificações, quando for o caso. O entrevistador quer saber suas metas pessoais em um contexto profissional, e dentro da empresa. O ideal é poder dizer que quer chegar a ser gerente de uma filial já no ano que vem, ou que pretende conhecer a fundo o processo produtivo nos próximos 2 anos, para embasar uma carreira executiva na área de gestão fabril.
  11. Suas qualificações não são excessivas para esta vaga? Nenhum empregador gosta de contratar uma pessoa que logo vá ficar descontente com um trabalho que pode ser visto como abaixo do seu potencial, e acabe saindo da empresa logo após ter sido contratado. Se suas qualificações forem mesmo acima do que a vaga exige, esclareça as razões pelas quais a vaga é exatamente o que você deseja agora, que tem certeza de que a médio prazo surgirão oportunidades de prosseguir sua carreira dentro da própria empresa, e que as qualificações que você tem em excesso são do interesse da empresa.

Sobre sua carreira e posicionamento profissional

  1. O que você fez de bom no seu emprego anterior? Aumentou faturamento? Lucro? Reduziu custos? Motivou a equipe? Criou um novo departamento? Esteja preparado para responder objetivamente, com exemplos claros, datas e números.
  2. Conte-me sobre uma situação em que seu trabalho tenha sido criticado. Dessa não dá para escapar: todo mundo que toma decisões acaba sendo criticado, mais cedo ou mais tarde. Escolha antecipadamente uma situação em que você foi criticado por um superior (nunca por um cliente ou por um subordinado), mas comece dizendo o quanto é mais freqüente você receber feedback positivo do que negativo. Se possível, conte algo do início da sua carreira, e aproveite para explicar o que você aprendeu com o episódio, ou como teria agido hoje para evitar cometer a falha criticada - NÃO tente dizer que a crítica foi injusta ou imerecida. E não escolha uma situação que possa colocar em dúvida seu desempenho para a posição que você estiver pleiteando!
  3. Você consegue trabalhar sob pressão e com prazos curtos? É bom que consiga, porque você nunca deve mentir em entrevistas, e a resposta certa para esta pergunta dificilmente pode ser algo diferente de "Sim". Venha preparado, já com um exemplo previamente escolhido de situação em que você se destacou sob pressão.
  4. Já demitiu um funcionário? Diga a verdade. Se ocorreu em mais do que uma ocasião, exemplifique com a que for mais fácil de explicar, com a causa mais objetiva. Não critique o demitido, nem se justifique demais - o avaliado aqui é você. Mas esteja preparado para defender sua decisão, caso o avaliador insista.
  5. Com que tipo de pessoa você tem dificuldade de trabalhar? A resposta mais óbvia é perigosa - nada de dizer que você tem problemas com pessoas irresponsáveis, preguiçosas, ou qualquer outro adjetivo negativo. Se o entrevistador estiver procurando alguém com potencial de liderança, este tipo de atitude não é desejável, e ele vai selecionar aquela pessoa que estiver apta a trabalhar com quem for necessário para realizar a missão, ou mesmo que esteja apta a ser um bom exemplo e uma inspiração para elas. Portanto, o ideal é dizer que na sua experiência, você acabou descobrindo que tem facilidade de trabalhar com as equipes variadas que a vida nos traz, e que sempre percebe que é bem recebido por elas, e as admira.
  6. Quais decisões são mais difíceis para você? Aqui podem perder pontos os que dão respostas puramente egoístas ou que dizem que nenhuma decisão é difícil (mostrando que não estão acostumados a ter responsabilidade, ou que decidem irrefletidamente). O ideal é poder dizer que sempre decide de forma ponderada, considerando todos os fatos disponíveis, a estratégia da empresa (missão, visão, valores, objetivos), a ética profissional e os recursos disponíveis, e que as decisões mais difíceis de tomar são as que afetam a vida da equipe, em aspectos pessoais.
  7. Se pudesse começar tudo de novo, o que faria diferente? A não ser que algo muito sério no seu passado seja de conhecimento público, mostre equilíbrio dizendo que não mudaria nada de essencial. Mesmo o que aconteceu de negativo agregou experiência e ajudou a formar o seu caráter.
  8. Por que está saindo do emprego atual? (se estiver trabalhando) Esta é uma pergunta importante. Lembre-se de que o entrevistador vai se perguntar se você não faria o mesmo com a empresa para a qual você está se candidatando. Fale a verdade, mas não fale mal da empresa atual, nem do chefe. Você pode responder que está em busca de novas oportunidades e desafios, mais responsabilidades, crescimento pessoal e profissional, ou que tem interesse específico em alguma característica que a nova empresa tem, e que seja incompatível com a empresa anterior. Não invente que é por diferenças de visão com o chefe atual, nem por conflitos com a administração da empresa.
  9. Por que saiu do emprego anterior? (se estiver sem emprego) Diga a verdade, sabendo que pode ser verificado. Se foi em uma demissão coletiva por corte de custos, fechamento da empresa, absorção por outra empresa, etc., simplesmente diga isso, sem criticar a decisão. Se foi por outro motivo, diga de forma curta e objetiva. Se foi por sua causa, acrescente que aprendeu a lição e não cometerá o mesmo erro novamente. Não se alongue.
  10. Por que você ficou tanto tempo sem trabalhar? Essa pode não ser fácil, mas a saída é ser honesto. Escolhas pessoais, situações familiares, com o cônjuge ou os filhos, recessão, tentativa de iniciar negócio próprio... Se você tiver um motivo, apresente-o, para parecer seletivo, e não preguiçoso, e nem uma pessoa rejeitada pelo mercado. Explique que se manteve atualizado. Mas saiba que o avaliador vai dar muita atenção a isso.
  11. Por que você teve tantos empregos? É raro encarar uma pessoa com muitos empregos no currículo como um candidato persistente que tem experiência variada. A expressão pejorativa, muito mais comum, é que ele "pula de galho em galho". Se o entrevistador questionar, procure ser honesto, mas enfatize os empregos nos quais você ficou por mais tempo, e dê exemplos de casos em que sua saída foi provocada por fatores externos - empresas que fecharam, foram adquiridas, etc. Se você trabalhou em vários empregos temporários, explique também, bem como as razões para isso, e a experiência que isso lhe trouxe. Mas se você de fato pula de galho em galho, provavelmente o entrevistador perceberá, e pontuará de acordo.
  12. Você não deveria estar ganhando mais, neste estágio da sua carreira? Não dê a impressão de que você é movido apenas pelo dinheiro, mas também não pareça ser desprovido de ambição. Uma boa resposta é que você optou por cuidar de outras prioridades (família, estudos, ou outras que ninguém vá questionar) antes de dar início ao seu maior comprometimento com a carreira profissional, e que está convencido de que foi a decisão certa, porque agora você está muito mais preparado e estabilizado para assumir compromissos com a carreira.

Siga para a parte 2

Na parte 2 deste artigo, veremos perguntas que exploram suas expectativas sobre a vaga e a empresa para as quais está se candidatando, sua opinião sobre sua empresa, equipe ou chefe anteriores, e algumas das armadilhas comuns em entrevista e redação para seleção de emprego, bem como as fontes e referências deste artigo.

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