Organização • Produtividade pessoal • Atitude
Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Bicicleta: Meio de transporte com efetividade, economia, saúde e menos poluição

Durante mais de um ano eu tive possibilidade de ir e voltar do trabalho pedalando, em um trajeto de cerca de 15 minutos (na ida, porque na volta era morro acima...)

Em alguns momentos era complicado, ou até mesmo inviável. Mas na maioria dos dias era agradável, econômico e usualmente bem mais rápido do que ir de ônibus, e tão rápido quanto ir de carro. E sem dúvida foi um dos períodos mais saudáveis da minha vida...

Estes temas, melhor aplicáveis em cidades que atendem bem às necessidades dos ciclistas, são abordados no texto a seguir, que foi enviado pelo Leonardo Saraiva, cujo site Aonde Andei você deve visitar - se morar em Curitiba, para conhecer opções de lugares para ir; se morar em outros locais, para se inspirar e fazer algo parecido sobre sua cidade!

“Inspirado no post sobre andar de moto, resolvi mostrar uma outra opção para tranporte - com efetividade - que foi eleito por mim: a bicicleta. Um meio de transporte muito antigo e difundido em diversas capitais européias, existem diversas iniciativas fazendo e mostrando que esse pode ser o futuro para mobilidade. Mas não adianta querermos comparar somente com Amsterdã, Londres e outras capitais desenvolvidas, então vamos mostrar as vantagens que ela trás para nós brasileiros sendo muitas delas não só para o bolso.

Economia: Conseguir sua bicicleta é simples e barato! Pode ser comprada com um investimento em torno de R$30,00 mensais e todo tipo de loja atualmente vendem-nas (mas eu indicaria comprar a sua em uma boa bicicletaria). Se comparada às tarifas de ônibus ela pode "se pagar" em torno de 3 meses. A segunda economia, vem já com outra vantagem, a economia da academia. E também não podemos esquecer que você gastará pouco com combustível (água nem é tão caro).

Saúde: Você de quebra estará cuidando de sua saúde, aproveitando um tempo que era desperdiçado, por mais um momento de exercício físico (economizando na academia ;). Sempre lembrando que é melhor buscar profissionais especializados para que sua bicicleta tenha as medidas, tamanho e especificação correta para seu tipo físico, peso e altura.

Meio ambiente: Atualmente vemos muita repercussão na mídia sobre super-aquecimento, poluição e outras coisas do gênero. A bicicleta é um dos meios de transportes menos poluentes e ainda não necessita de combustível.

Trânsito: Com os devidos cuidados e respeitando sempre as leis de trânsito, estaremos ajudando para que tenhamos um trânsito menos caótico.

Velocidade: Estaremos fazendo nossa parte para que o trânsito seja menos caótico, mas mesmo que não consigamos ainda, a bicicleta é um dos meios de transporte mais rápidos em distâncias até 15km. O que torna viável para a maioria das cidades brasileiras, incluindo as capitais.

Lazer: Pode ser usada ainda como uma forma de lazer, passeando com a família, namorada, amigos e até mesmo sozinho.

Como podem ver a bicicleta é uma opção bastante viável, sempre lembrando que sempre devemos estar ligados e respeitar as leis de trânsito (não que isso seja uma exclusividade da bicicleta, mas...). Não esqueçam do capacete, sinalizadores dianteiros, laterais e traseiros, luva e sempre - muita - água.

Para os baladeiros de plantão também pode ser uma opção, afinal muitos lugares apoiam e incentivam o uso de bicicleta, inclusive dispondo de estacionamento e outras formas.”

A indicação veio acompanhada desta referência (aondeandei.com.br).

O Efetividade.net registra seus agradecimentos a Leonardo Saraiva pelo envio deste material. Se você também deseja indicar material para divulgação no site, use o link "Indicar material". E, claro, fique à vontade para debater o tema na área de comentários abaixo!

Notícias - e parada para manutenção na próxima madrugada

Atenção: na próxima madrugada, e possivelmente na manhã de quarta-feira também, faremos uma parada programada para manutenção e desentupimento nos tubos que conectam o BR-Linux e o Efetividade às Internets.

Cruzem os dedos, pois tenho 99% de certeza absoluta de que tudo vai dar certo!

Em paralelo, estou passando por uma série de situações positivas que provavelmente resultarão em, nos próximos dias, termos um novo artigo sobre efetividade na hora de planejar e realizar mudança de residência ;-)

Por outro lado, talvez resultem também em um novo período de algumas semanas em que teremos uma proporção maior de posts enviados pelos leitores. Mas não há de ser nada negativo, tem uma série de posts de boa qualidade já enfileirados!

Do leitor: O que fazem os profissionais de Personal Planning?

O texto a seguir foi enviado por Nair Baranski, ela própria uma profissional atuante no apoio ao planejamento pessoal, área na qual o Efetividade também busca ser um elemento de apoio:

Podemos ser Gerentes de nossa própria vida. Um gerente tem 4 atividades principais:
1) Planejar ( definir o rumo)
2) Organizar (fazer acontecer)
3) Dirigir (tomar decisões/correr riscos)
4) Controlar (follow-up)

Eu sou administradora de empresas e "personal planner". Ensino pessoas a fazer seu Planejamento de Vida Pessoal cobrindo 6 áreas:
- saúde / corpo / embalagem
- carreira / trabalho / estudos
- finanças / dinheiro
- amizades / lazer / cidadania
- família e afetos
- eu-interior (emocional / alma)

As pessoas precisam conhecer seus pontos fortes e fracos, assim como as suas oportunidades de melhoria e as ameaças decorrentes da não-mudança. Esse auto-conhecimento também faz parte do curso de Personal Planning, que pode ser feito de forma individual, em grupos e até online.

As empresas usam rotineiramente o Planejamento como ferramenta para de melhoria de performance, a proposta do PP é que nós, pessoas físicas, também passemos a usar essa mesma ferramenta, para alcançar nossos objetivos com sucesso.

A indicação veio acompanhada deste link de referência: http://www.personalplanning.com.br

O Efetividade.net registra seus agradecimentos a Nair Baranski pelo envio deste material. Se você também deseja indicar material para divulgação no site, use o link "Indicar material". E, claro, fique à vontade para debater o tema na área de comentários abaixo!

Leia também:

Emprego: evite os 5 erros na sua procura, dos classificados ao currículo

Emprego é a palavra da moda. Nunca se falou tanto em currículos, classificados e vagas. Se você ainda tem o seu emprego, conserve, porque está cada vez mais difícil encontrar! A crise realmente chegou, e todos os dias vemos notícias de mais demissões em massa, trazendo consigo uma concorrência cada vez mais elevada para as vagas de emprego que surgem aqui e ali.

E a concorrência acirrada por vagas de empregos favorece quem se prepara melhor, excluindo um ou outro caso de pura sorte. Mesmo assim, todos os dias vemos exemplos de pessoas cometendo os mesmos erros básicos que as excluem de processos de seleção sem necessidade.

Será que você está cometendo algum deles? Ou algum amigo, ou pessoa da família, está procurando emprego há tempo e não consegue, apesar de ter o perfil e qualificação adequados? Confira a lista dos 5 erros mais comuns que você deve evitar.

Garanta sua vaga de emprego evitando os 5 erros básicos

  1. Atirar para todos os lados
    Você precisa ter um alvo. Por mais que a situação esteja complicada, você deve evitar o desespero de responder a todo tipo de oportunidade que aparecer, deixando assim de considerar a área, a especialidade, a localização, etc. Além da desvalorização pessoal, agir sem prioridade nem foco reduz a sua eficácia - enquanto você estiver gastando tempo em uma fila para uma vaga para a qual não tem qualificações, ou que fica longe demais para você de fato poder aceitá-la, pode estar deixando de aproveitar uma oportunidade muito melhor.
     

    O ideal é definir claramente, e o quanto antes, o que você deseja, considerando suas aptidões, pontos fortes e vulnerabilidades. A partir do conhecimento de si próprio, defina que tipo de vaga você está buscando, sendo tão seletivo quanto a sua situação permitir. Delimite por mercado, por região, por natureza da atividade, ou pelo critério que fizer mais sentido para você. Tendo escolhido um conjunto de parâmetros que constituem seu alvo, todas as outras etapas da busca poderão ser melhor direcionadas e aproveitadas. Mas cuidado para não construir muros ao redor de si: ao longo do processo, saiba quando rever os parâmetros definidos.
     

  2. Concentrar-se só nos sites e jornais de classificados de emprego
    Você precisa correr atrás das vagas ocultas. Muitas vezes as empresas recorrem aos anúncios na imprensa apenas em último caso, após já ter tentado selecionar candidatos a partir do banco de currículos já cadastrados (por isso é importante enviá-lo sempre), ou a partir de indicações de seus funcionários (está vendo a importância da sua rede de relacionamentos?), ou até mesmo em pesquisas nos bons sites de bancos de currículo. Nem sempre é o caso, mas com certeza há bem mais vagas em aberto do que aquelas que saem no jornal.
     

    Se você definiu bem o seu alvo, terá em mente qual o mercado e região em que deseja atuar. Com um pouco de pesquisa, você poderá identificar as empresas que atuam dentro destes parâmetros, e enviar a elas seu currículo, acompanhado de uma carta de apresentação personalizada deixando claro o tipo de vaga que tem em mente. Em empresas com políticas atualizadas de gestão de pessoas, estes currículos são bem recebidos, e seu envio revela iniciativa e informação. As empresas mantêm seus próprios bancos de talentos, e o seu currículo será incluído nele, e pesquisado a cada nova vaga que surgir.

  3. Ser mais um na multidão
    Você precisa ter um diferencial. Nas cidades maiores e em época de crise, dificilmente deixará de haver múltiplos candidatos para qualquer vaga de emprego que for anunciada. E a maior parte deles, aos olhos de quem estiver selecionando, será praticamente igual a quase todos os outros, sem nenhum diferencial que aumente sua chance de obter a vaga.
     

    Alcançar um diferencial relevante nem sempre é fácil, especialmente para quem já está sem emprego. Mas buscar oportunidades de fazer um curso de formação (no SENAC, SENAI, SENAT, SEBRAE, sindicatos ou outra entidade similar em sua região), publicar um artigo no jornal sobre um tema relacionado ao seu mercado de trabalho, obter alguma experiência relevante atuando como voluntário em ONGs, sempre considerando o alvo que você definiu, pode fazer a diferença para o seu currículo ir para a pilha dos que irão ser chamados para a entrevista.
     

  4. Ser discreto demais
    Sua rede de contatos precisa saber que você está em busca de uma oportunidade. Quando a necessidade não chegou ao ponto crítico, muitas pessoas tendem a considerar deselegante comentar que estão entre empregos, procurando uma oportunidade. Isto não é boa estratégia: seus amigos e conhecidos podem ficar sabendo de vagas, informar a você ou até mesmo estar em posição que permita recomendá-lo para contratação. Como já visto acima, é comum as empresas só anunciarem vagas quando não encontram alguém habilitado em seu próprio banco de talentos ou em recomendações dos funcionários atuais.
     

    Um amigo meu costuma resumir assim: o segredo para estar empregado é conhecer pessoas bem empregadas. Para o primeiro emprego às vezes é um pouco mais difícil, mas o ideal é que você comece o quanto antes a formar uma rede de relacionamentos e contatos (”networking”) a que possa recorrer, sem parecer inoportuno, quando chegar o momento de procurar uma nova colocação. Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, isso não significa tentar praticar algum tipo de alpinismo social ou de forçar envolvimentos com diretores e presidentes de grandes empresas - o que ai lhe ajudar é ser próximo (de uma forma espontânea, natural e de longo prazo) de pessoas que trabalhem no mercado e região que lhe interessam, que conheçam outras pessoas e empresas, e possam assim não apenas ficar sabendo (e lhe avisar) de vagas em aberto, como ainda idealmente lhe recomendar para o responsável pela seleção. Mas tentar formar a rede de contatos só no momento da necessidade não dá certo.
     

  5. Dar pouca atenção ao currículo e à entrevista
    Em tempos bicudos, a quantidade de candidatos é tão grande, que as empresas acabam dedicando pouco esforço à análise preliminar, removendo boa quantidade da pilha sem uma leitura completa. Se você quer ser chamado, as chances aumentam se você demonstrar empenho e capricho. Veja como fazer seu currículo, e siga também os links adicionais ao final deste artigo, para que ele se destaque positivamente dos demais.
     

    E se você for chamado para a entrevista, não vacile: prepare-se, e saiba como se comportar durante a entrevista, para aumentar suas chances. Conhecer algumas respostas para perguntas comuns de entrevistas também pode ajudar!

A bem da verdade, deixar de cometer todos os erros acima não basta para que você consiga um emprego. Mas cometer qualquer um deles reduz as suas chances de obter o emprego certo, portanto não perca a oportunidade de virar o jogo um pouco menos contra você.

Muitas vezes os empregos são perdidos por razões quase surreais, como enviar o currículo no dia errado da semana. Em outras, embora haja qualificação, o perfil do candidato não é valorizado pela empresa (mas há esperanças para quem busca emprego sem experiência ou está tentando voltar ao mercado de trabalho). Não desanime: as regras do jogo podem não estar a seu favor, mas todos os dias algumas pessoas conseguem as suas oportunidades, e você pode ser uma delas.

Aproveitando melhor o seu tempo livre em casa, mas sem chegar atrasado aos compromissos

Usualmente eu acordo várias horas antes de precisar sair de casa para o primeiro compromisso do dia, mas mesmo assim, quando chega perto da hora de sair, me vejo correndo contra o tempo para conseguir estar pronto e sair sem me atrasar.

O que acontece comigo também acontece com várias outras pessoas, embora muitas vezes a fatia de tempo que se expande incontrolavelmente não esteja entre acordar e sair. Pode ser entre jantar e dormir, por exemplo, ou em qualquer momento da rotina em que você faça atividades diversas sem maior controle.

No meu caso, estas atividades matinais discricionárias que ocupam todo o tempo disponível são uma mistura de afazeres domésticos, lazer e eventualmente a escrita de algum artigo. Eu pego a caixa de ferramentas para fazer "só um ajustezinho" em algum aparelho, e quando dou por mim, 90 minutos se passaram, eu já resolvi 4 ou 5 outras coisas, me diverti, espaireci, mas esgotei todo o tempo que tinha disponível, e mais um pouco.

Isso é bom e é ruim. É bom porque este tipo de atividade, feita por prazer e não por obrigação, deve mesmo ficar isenta de controle. E é ruim porque a ausência de controle pode prejudicar outros compromissos.

Mas é claro que existe solução, e ela está no meio do caminho. Quando necessário, eu uso até mais de uma, e vou compartilhá-las com vocês.

Abusando do despertador ou agenda eletrônica

Quando os compromissos se repetem sempre no mesmo horário, pode-se usar um despertador barato (desses que o camelô dá de troco...) para tocar todos os dias da semana, no horário em que você precisa parar o que estiver fazendo e se concentrar em ficar pronto para encarar o seu compromisso.

Se puder contar com uma agenda eletrônica (até mesmo a agenda do celular pode servir), você pode até mesmo definir horários específicos para cada dia da semana, evitando inclusive a possibilidade de esquecer de desativar a campainha no final de semana.

Meus horários são suficientemente flexíveis, e eu sou disciplinado o bastante para poder fazer soar o alarme um pouco antes, e ter tempo de encerrar com calma o que estiver fazendo. Se você tiver um cronograma diário mais apertado, ou tiver menos disciplina, o ideal é obrigar-se a para imediatamente assim que o alarme soar.

Abusando de um timer de cozinha

Timers de cozinha movidos a corda são fáceis de encontrar em lojas de produtos para o lar (e nas tradicionais lojas de R$ 1,99, e até em camelôs), em formato de ovo, de cozinheiro, de legumes diversos, de animais da fazenda, e mais.


A Galinha Temporal

Eu uso há anos uma Galinha Temporal (sim, era isso que constava na caixa dela, vinda direto da China), já mencionada em outros artigos aqui do Efetividade, para marcar a duração de bem mais coisas além do tempo de fervura de alguma receita.

E ela entra no nosso assunto de hoje exatamente no contexto dos compromissos irregulares que correm o risco de prejuízo devido à nossa tendência de perder a noção do tempo quando fazemos algo que nos entretem.

Vamos imaginar o seguinte cenário:

Sábado chuvoso, você precisa sair de casa às 18h para ir à colação de grau de um primo, e calcula que consegue se aprontar para isso em 45 minutos. Mas ainda são 16h45, portanto você dispõe dos 45 minutos necessários, e mais meia hora de folga. Quem sabe você não liga o videogame para tentar terminar aquela fase que faltava no seu jogo preferido? Certamente dá de jogar só uns 20 minutinhos, e ainda sobrar uma boa folga.

Reconhece o cenário? Ele tem grande potencial de terminar em atraso, ou em correria. E se você não gosta de videogame, pode trocar por "ler um capítulo de um livro", "assistir o começo de um filme", ou mesmo "tirar uma sonequinha na rede da sacada", ou o que quer que você tenha a ilusão de que vai durar só 20 minutos.

E é aí que eu emprego a Galinha Temporal: por ser uma maravilha tecnológica, extremamente durável, portável e sem precisar de tomadas ou de substituir baterias, eu posso colocá-la exatamente sobre o videogame, ou ao lado da bancada de ferramentas, junto à TV, ou ao lado da rede da varanda, com a segurança de que na hora certa ela vai tocar, e me lembrar do compromisso.

Tem outro lado

Despertador, rádio-relógio, timer de cozinha, agenda do celular e similares são apenas ferramentas que permitem que você seja lembrado, na hora certa, de que precisa ir se preparar para seu compromisso.

Elas não vão conseguir motivar você a largar o que estiver fazendo para poder encarar o compromisso. Essa parte é com você ;-)

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Eficiência supermercadológica: usando uma lista de compras permanente para nunca mais esquecer o adoçante do vovô, nem a pilha do controle remoto da garagem

Quando eu estava no ensino médio, lembro que as mercearias próximas à casa do meu avô distribuíam como brinde seus bloquinhos de listas de compras pré-impressas, patrocinados por atacadistas ou por marcas de mantimentos ou produtos de limpeza.

Meu avô não as usava, e fazia bem: os itens pré-preenchidos do bloquinho incluíam muitos supérfluos, procurando criar um hábito que substituísse a típica compra deles por impulso, e ao mesmo tempo deixavam de fora várias compras frequentes da casa.

Mas a idéia da lista pré-impressa em si é boa, e por muitas vezes eu as revisitei ao longo dos anos. Hoje fazer e imprimir uma lista é bem fácil, e ter um modelo pré-impresso ajuda em 2 momentos:

  • na hora de verificar o que está faltando em casa,
  • na hora de fazer a compra

Ter o roteiro pronto ajuda ainda mais quando sabemos que os supermercados são mestres da arte de nos fazer comprar o que não precisamos, mas não oferecem garantia de que vamos lembrar de tudo que precisávamos.


Uma lista de compras da semana retrasada - não achei os sacos de lixo...

Se você já tem o hábito de montar uma lista de compras antes de ir ao supermercado, e já considera as compras uma tarefa objetiva, a vantagem principal é reduzir o esquecimento da inclusão de itens: você parte de uma lista completa e rapidamente verifica o que falta, sem ter de fazer mentalmente um inventário do que deveria estar (mas já não está) em cada prateleira do armário da cozinha e da lavanderia, e sem deixar de lado categorias menos evidentes, como lâmpadas de reserva, pilhas, sal ou o que quer que de vez em quando falta na sua casa, por mero descuido, às 23h30 de uma noite chuvosa.

Criando a lista permanente

A lista permanente de compras é uma herdeira direta das práticas de controle de estoque, embora só parcialmente, pois concentra-se na disponibilidade e em registrar a lista completa dos itens estocáveis em casa, e não chega nem mesmo (por não precisar) a tentar manter um controle atualizado das quantidades presentes de cada um deles.

Montar a versão inicial da sua lista pode ser bem simples - pegue papel e caneta e dê uma volta em todos os "estoques e almoxarifados" da casa: geladeira, armários da cozinha, do banheiro, da área de serviço, gavetas diversas, etc. Em cada um deles, anote todos os itens cuja compra é regular.

Quando terminar de anotar tudo, simplesmente digite, agrupando em categorias, cada um dos itens que anotou. Há dois grupos básicos de categorias: relacionadas ao local em que você armazena os itens em casa, ou relacionadas à organização das prateleiras do seu supermercado usual.


Minha lista permanente

Ao final, coloque em colunas, e procure copiar várias vezes no espaço de uma página, para aproveitar melhor o papel. Se não for imprimir em papel rascunho, tente aproveitar ambos os lados da folha!

Se necessário, crie uma categoria extra para incluir itens relacionados a outros estabelecimentos anexos ao supermercado, como a farmácia, lavanderia ou o caixa automático do banco. E deixe espaço reservado, no final, para quando precisar anotar itens extraordinários!

Usando a lista permanente para verificar o que falta

Eu deixo o exemplar em aberto da lista permanente no balcão da cozinha, e ao longo do período, vou fazendo círculos à esquerda de cada item que esteja para acabar, ou cuja falta seja percebida.


Círculos e confirmações

Quando chega o dia de ir às compras, uso a própria lista como roteiro para verificar o que mais pode estar faltando ou quase acabando, marcando também com os mesmos círculos - e assim nunca mais esqueci de verificar os itens raramente usados por aqui, como o adoçante (ninguém em casa usa, é só para conveniência dos visitantes) ou as pilhas dos milhares de controles remotos.

Usando a lista permanente na hora de comprar

Ir ao supermercado sem uma lista é uma maneira segura de gastar mais do que o necessário, e ainda voltar para casa sem comprar tudo o que precisava.

Com a lista em mãos, basta ir direto aos itens anotados, e ir fazendo uma marcação (como na imagem acima) de cada item que coloca no carrinho. Quando deixar de comprar algo porque está em falta (ou muito caro, ou má qualidade), risque o item inteiro (e lembre de já inseri-lo na próxima lista!).

Quando você tiver marcado todos os itens, poderá fazer algo que o supermercadista odeia: ir direto para o caixa, sem ter de dar "mais uma olhadinha" pelos corredores para ver se faltou algo - oportunidade em que todas as chances estariam mais favoráveis ao interesse do comerciante do que ao seu.

Aproveitando as informações

Se você trouxer as listas e tickets de volta para casa poderá comparar o planejado com o realizado, e eventualmente encontrar novos itens para inserção em uma futura versão da lista permanente, bem como já marcar na lista da próxima compra os itens que não comprou.

Claro que daria para também fazer uma série de comparativos com relação a preços, duração, ciclos e mais. Mas aí já estaríamos falando de sistemas de estoque (ou de logística, dependendo da amplitude) completos, algo que vai bem além da utilidade de uma simples lista de compras permanente ;-)

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