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Entrevista de Emprego: prepare-se com uma lista de 15 perguntas difíceis

O currículo não basta, e a entrevista de emprego fica mais fácil quando você se prepara com a resposta para perguntas mais comuns – mas e as perguntas incomuns?

Cargos que exigem criatividade, solução de problemas, empenho, critérios éticos apurados, comunicação ágil e outros elementos de avaliação total ou parcialmente subjetiva muitas vezes exigem avaliação por meio de perguntas sem uma resposta correta, feitas para tentar entender o processo de raciocínio do candidato.

Já tratamos anteriormente de perguntas comuns em entrevistas, bem como de pegadinhas como a armadilha do silêncio e as velhas perguntas "qual seu maior defeito?" e "por que devemos lhe contratar?".

Hoje é dia de tratar de outra categoria: as que têm resposta aberta, propondo um cenário (às vezes sem uma solução prática ao seu alcance) para ver como funcionam as suas reações. São perguntas difíceis, reunidas pela consultoria inglesa Glassdoor considerando o seu grau de desafio, e são feitas na intenção de testar aspectos como:

  • o raciocínio crítico,
  • a forma de lidar com problemas,
  • a tomada de decisões em prazo curto
  • a tomada de decisões com dados insuficientes, e até mesmo
  • como o candidato procura informações adicionais ou se intimida sob pressão.

Perguntas de entrevista de emprego: uma seleção

Segue uma lista de perguntas de entrevistas reais selecionadas pela Glassdoor, com comentários do Efetividade sobre alguns dos temas que o entrevistador pode estar procurando na sua resposta.

  1. O que significa liderança para você? Liderança é uma palavra que expressa vários conceitos distintos, e a sua resposta permitirá identificar quais deles você prioriza, bem como a amplitude e a concisão da sua resposta, entre outras características. O mesmo poderia ser feito usando a palavra qualidade, por exemplo. (para um cargo de analista de marketing)
  2. Conte-nos sobre uma ocasião em que você tenha fracassado Você vai colocar a culpa em alguém ou assumi-la? Vai falar antes da causa, da consequência ou da solução? Que emoções deixará transparecer? (para um cargo de analista financeiro)
  3. O que alegra você no trabalho em uma tarde de sexta? Você usará chavões ou será original? Fugirá ao tema? Que elementos do seu mecanismo de motivação serão expostos? (para um cargo de gestão internacional em uma cadeia de supermercados)
  4. O que você faria sobre a situação atual do câmbio, se fosse o ministro da Fazenda? Você sabe qual a situação atual do câmbio? E quais as medidas a respeito que competem ao ministro? Sua resposta incluirá outros elementos macroeconômicos, como a poupança e o investimento? Se você não souber, tentará enrolar? (para um cargo de anallista de riscos, em um banco)
  5. O que menos lhe agrada na vaga para a qual está concorrendo? É quase um "por que devemos lhe contratar?" ao contrário. Você irá se expor e se comprometer, ou tentará ser evasivo? Você tem clareza sobre quais são as atividades do cargo, a ponto de dar uma resposta específica? (para uma vaga de gestão em empresa petrolífera).
  6. Se você entrasse em uma sala cheia de pessoas com interesses diferentes, o que você faria? Você é intrépido e extrovertido, ou reservado e tímido? Falador ou calado? A resposta pode revelar muito mais do que o mero comportamento social: essa pergunta é feita a candidatos a uma vaga de analista contábil em uma empresa de auditoria, função que por natureza tem acesso a muitas informações reservadas.

  7. Qual o critério pelo qual você avalia o seu desempenho? É similar à pergunta da definição de liderança: existem várias respostas possíveis e corretas, muitas delas são boas respostas, mas a ordem em que você as mencionar, a coerência da resposta e outros detalhes interessantes são revelados na forma como você se expressa. (para cargo de gerente de projetos em um aeroporto)
  8. Descreva a decisão mais difícil pela qual você passou nos últimos 12 meses. É como a pergunta do fracasso, mas inclui o elemento da solução encontrada. Além disso, e repetindo: você vai colocar a culpa em alguém ou assumi-la? Vai falar antes da causa, da consequência ou da solução? Que emoções deixará transparecer? (para um cargo de desenvolvedor de software)
  9. Como os seus subordinados descreveriam você? É uma variação do "qual seu maior defeito?". Você vai ficar só em elogios, vai tentar disfarçar algum elogio como se fosse crítica ("perfeccionista demais, muito focado em resultados, workaholic")? (para uma vaga de gestão de desenvolvimento de pessoal)
  10. Você acha que a qualidade dos nossos produtos de vestuário masculino é tão boa quanto à dos produtos de utilidades domésticas? Você conhece os produtos da empresa? Sabe como encontrar critérios de comparação entre elementos de categorias tão distintas? Sua resposta será coerente? (para uma vaga de TI em uma cadeia de varejo)

As perguntas acima são "respondíveis", mas abaixo encontramos uma pequena seleção de questões em que o que está em jogo pode ser muito mais a sua atitude e a sua coerência do que a solução objetiva que for apresentada:

  • Você preferiria lutar com um pato do tamanho de um cavalo, ou com 100 cavalos do tamanho de patos? (para uma vaga de vendas por atacado)
  • De quantas maneiras você consegue tirar uma agulha de um palheiro? (para uma vaga de desenvolvedor Java)
  • Qual é a função mais útil do Excel? (para uma vaga de analista de mercado).
  • Como fazer uma girafa caber numa geladeira? (para uma vaga de vendas)
  • Numa luta entre um tigre e um leão, quem venceria e por que? (para uma vaga de consultor)

Eu não gosto de perguntas assim, nem quando estou no papel de entrevistador, nem como entrevistado. Mas elas são um fato da vida de quem passa por processos seletivos, e estar preparado para elas é um diferencial.

Para ver a lista original com um total de 25 perguntas, veja o artigo 25 tough interview questions, no Telegraph. Agradecemos à leitora Maria Eugênia SPP pelo link!

Tchau, Wunderlist: perder meus dados (e nem saber dizer quais) é abuso demais

Não é sem tristeza que escrevo estas linhas, mas após o e-mail recebido hoje avisando de perda de dados (e eles nem sabem quais as tarefas afetadas) nos servidores deles, chegou o dia de eu começar a procurar uma alternativa para o Wunderlist.

Faz tempo que ele é o app que uso para gerenciar minhas tarefas e pendências, mas acabei de receber um e-mail enviado aos usuários (não sei se a todos) dizendo que eles tiveram problemas de sincronização, e pedindo para que eu entre na versão web do serviço e confira o que estiver faltando, recadastrando as tarefas que eu perceber que sumiram.

Eu tolerei bastante coisa do Wunderlist em nome da expectativa que tinha de que ele ia compensar, mas perder meus dados e fazer com que o procedimento de recuperação exija conferência visual e reentrada manual é uma prova muito grande de falta de preocupação com a robustez, em uma área de aplicação em que isso não pode acontecer.

Tchau, Wunderlist. Guardarei saudades de quando você funcionava bem.

E aos leitores que, como eu, acreditaram no Wunderlist mas acharem que é hora de migrar, em breve escreverei sobre qual a ferramenta que escolherei para sucedê-lo, e como farei a migração. Aguardem!

Alternativa para o Google Reader: eu já escolhi a minha

Alternativas para o Google Reader não faltam, e continuam surgindo, mas eu já escolhi a minha, e recomendo que você faça o mesmo nos próximos dias, se for usuário do serviço que está em vias de ser descontinuado.

O Google Reader encerra suas atividades na próxima segunda-feira, e quem o usa para ler ou concentrar os feeds dos seus sites favoritos está nos últimos dias para escolher um sucessor.

Não é uma decisão que me agrada: ele me atende bem, e traz muitos leitores ao meu site todos os dias. Mas por uma série de razões o Google vai encerrá-lo, e a minha sugestão é que você não deixe de baixar seus dados via Google Takeout para o caso de ter utilidade para eles no futuro em outro serviço.

Quanto a outro serviço on-line para passar a usar no lugar do Reader, eu já escolhi o meu: é o Feedly, e a razão que sacramentou a escolha foi apenas um botão: o "importar dados do Google Reader" com um único clique na capa do site, sem nenhum preenchimento extra (a não ser que você não esteja logado na sua conta do Reader no mesmo navegador antes de realizar a operação, e aí terá que primeiro se identificar).

A interface do Feedly não é muito diferente da do Reader (a não ser que você deseje escolher as suas visualizações alternativas), mas ele tem vários serviços que o Reader não tem, ou deixou de ter ao longo dos anos, incluindo o compartilhamento fácil dos links para as notícias por uma série de serviços on-line.

Eles também tiveram o cuidado de abrir sua API para desenvolvedores externos, e assim vários apps e serviços (incluindo o IFTTT) que antes usavam o Google Reader para armazenar seus feeds estão migrando para suportar o Feedly. Além disso, no período de 3 meses desde o anúncio do fim do Reader, o Feedly passou a ter acesso diretamente pela web, e uma visão baseada apenas nos títulos, como a do serviço que está saindo do ar.

Muito bem pensado e executado, autores do Feedly!

Alternativas ao Google Reader: opções adicionais

O Feedly certamente não é a única alternativa, não faltam grandes nomes embarcando nessa transição (a AOL lançou um "Reader" anteontem, o Digg está lançando o dele, dizem que o Facebook também está fazendo o seu, o Flipboard também embarcou timidamente nessa, etc.)

Se você quiser migrar sem aguardar, aqui vai uma lista de boas opções:

Nem todos eles são similares ao Reader, e cada um deles tem seu ponto forte. Se quiser apoio na decisão, dê uma olhada neste artigo do GigaOM e no comparativo do Lifehacker, cujos leitores votaram no Feedly (com larga vantagem) como melhor opção, e no The Old Reader como 2º colocado, deixando todos os demais concorrentes bem para trás.

Atualização: o leitor Luís Santos sugeriu entusiasticamente o InoReader (que também tem importação em um único clique), e a equipe do Rolio me escreveu para indicar o seu serviço, que importa do Reader via OPML e tem integração a redes sociais.

Saia da indecisão rapidamente: use a teoria do McDonald's

Jon Bell descobriu uma maneira de sair da indecisão e começar logo a criar soluções. Ele é desenvolvedor e designer, duas atividades em que é muito fácil encalhar devido à dificuldade de decidir entre várias alternativas de solução para o problema em análise – mas ele encontrou uma saída.

A raiz do problema, na opinião dele (e também na minha) é que, quando uma escolha de caminho para execução oferece múltiplas opções, o segundo passo geralmente é bem mais fácil e rápido do que o primeiro.

Após identificar a situação, ele chegou a uma solução simples: a teoria do McDonald's.

Acelere a largada com a teoria do McDonald's

A teoria do McDonald's é explicada com um exemplo: Jon conta que sempre que seus amigos encalham na hora de sair para o almoço porque ninguém tem uma proposta de em que restaurante ir, ele sugere o McDonald's.

O efeito é interessante: todo mundo concorda rapidamente que o McDonald's não serve, e opções melhores de restaurante começam a surgir, como por mágica.

É como se apresentar logo de cara uma ideia sabidamente ruim quebrasse o gelo e desse início à discussão que permite que as ideias de cada um aflorem. E a suposição de Jon sobre a causa é simples: as pessoas se permitem expor suas ideias criativas para afastar ideias piores que já foram apresentadas por alguém mais.

Aplicando a teoria do McDonald's a você mesmo

A descrição original da teoria do McDonald's trata da atuação de um facilitador para dar início ao fluxo de ideias criativas de um grupo, mas ela pode ser aplicada também a encalhamentos individuais, em que você se percebe encalhado e sem conseguir dar um primeiro passo em um projeto.

A ideia do Jon é a que eu pratico: deixar de lado a intenção de fazer uma "versão 0.1" que já inclua elementos que serão aproveitados na versão definitiva do produto, e criar rapidamente a descrição de uma "versão 0.0", mesmo que com erros e sem dados suficientes.

A criação da descrição do que seria a versão "McDonald's" (a de verdade, e não a do poster da lanchonete ツ) não apenas dá o impulso para chegar mais rapidamente à primeira versão correta da ideia, como ainda pode servir para identificar as características desejáveis, a partir da análise do que faz com que a versão inicial esteja errada.

Mas atenção: a proposta é apenas descrever o que seria essa "versão 0.0", e não de fato chegar a implementá-la: não há razão para chegar a gastar recursos, e muito menos para expor usuários ou clientes à realização de uma ideia descomprometida cujo único objetivo é servir de rampa para acelerar o início das ideias certas!

Aproveite e leia também:

Pen drive USB3.0 de 32GB que resiste ao fogo, queda e mergulho de 200m: LaCie XtremKey

O novo pen drive da LaCie transfere dados a até 230MB/s e foi feito para resistir a um mergulho no óleo de uma panela fritando batatas ou em nitrogênio líquido, a ser atropelado por um rolo compressor no asfalto, golpeado com um facão e a cair de 10m de altura, como mostra o vídeo abaixo.

Definitivamente ele vai resistir bem a ser transportado no seu bolso junto com as chaves, ou na mochila junto com as ferramentas. E se você perdê-lo, só precisa se preocupar com o backup, porque os dados estarão protegidos por criptografia AES de 256 bits.

Ele está disponível em 2 capacidades: 32GB e 64GB, ambas tirando proveito do desempenho de portas USB 3.0, se o seu computador tiver uma (mas funcionam com as portas de gerações anteriores também). E nenhuma delas é barata, assim como não deve custar pouco a informação que você precisa proteger de condições tão extremas ツ

7 itens para tomar notas de reunião que produzem resultado

Eu trabalho há alguns anos com gestão estratégica e com projetos, duas áreas que exigem ir a MUITAS reuniões, e há muito aprendi que vale a pena tomar notas delas, mesmo quando não há requisito de fazer um registro oficial – e se vale a pena fazer, vale a pena fazer bem feito.

Não importa se as notas são para depois fazer uma ata, se vão para o seu arquivo pessoal, ou apenas vão servir como referência para as próximas decisões: a forma como eu registro o que é dito ao longo das reuniões não varia, e é bem simples, como veremos a seguir.

Geralmente eu uso uma boa caneta esferográfica, e uma pilha de fichas 3x5, dessas que se encontra em qualquer papelaria – embora às vezes eu use umas pré-impressas por mim como a da imagem abaixo, quando a reunião é expositiva e resolvo usar o Método Cornell:


De uma forma ou de outra, eu sigo a dica de David Allen (autor do GTD): na hora da reunião escrevo tudo que me atrai a atenção, sem qualquer preocupação com formatação, e deixo para filtrar e formatar depois, o que contribui para a análise (e fixação, se for expositiva). Assim, não é nada incomum eu sair da sala de reuniões com mais de 10 fichas rabiscadas dos 2 lados, cheias de diagramas, rasuras, abreviaturas impróprias e tudo o mais que ninguém veria em uma versão final de trabalho meu.

Além de usar papel e caneta, escrever bastante e deixar para formatar depois, o que resta é saber o que não pode deixar de ser anotado, e para isso eu tenho um modelo, que hoje é puramente mental mas já foi uma etiqueta colada na minha pasta. Toda anotação de reunião feita por mim inclui:

  1. Local, data e lista de presentes (mesmo que tenham chegado no meio ou saído antes)
  2. Assunto ou tema geral
  3. Abertura (geralmente quem abre a reunião faz um bom resumo do que se pretende alcançar, e vale a pena anotar detalhadamente mesmo que ainda não esteja clara a utilidade)
  4. Principais pontos mencionados (decisões e contextos), e por quem
  5. Compromissos aceitos, e por quem
  6. Próximas ações de cada compromisso, quando e por quem
  7. Todas as ações cuja iniciativa ou acompanhamento caberá a mim

O último item é o que mais me interessa, naturalmente, e nele eu registro não apenas as ações que caberão a mim e foram mencionadas na reunião, mas também as que me ocorrerem a partir do que for mencionado – afinal, tem coisas que não precisam ser combinadas ou mencionadas, mas mesmo assim precisam ser executadas.


Note que, embora eu tenha numerado os itens acima, não se trata de um formulário ou de uma sequência estrita: eu anoto as ideias conforme vão ocorrendo, mas uso a lista acima para saber quais são os pontos que eu não posso deixar de anotar.

Vem funcionando muito bem, e as ocasiões em que as minhas anotações acabaram sendo cruciais para uma decisão futura são inúmeras. Recomendo!

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