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Efetividade. Agenda em dia e caixa de entrada vazia

Economize espaço no armário e na mala com esta dobra "militar" de camisetas

Desde que aprendi (e compartilhei com vocês) a dica de uma comissária de bordo para fazer caber em uma malinha de bordo roupa suficiente para 10 dias de viagem a serviço, nunca mais tive dificuldade em arrumar as malas – mas a "nova" dica que veremos hoje torna ainda mais prático o resultado, e serve também para guardar camisetas no roupeiro ou gaveteiro.


A dica anterior, baseada no relato da comissária Heather Poole, se baseia em enrolar cada uma das peças, e de fato faz caber – sem estragar nem deixar vincado – todas as peças acima na mala que aparece na foto.

Mas a dica de hoje acrescenta um elemento estrutural importante: as camisetas passam a formar uma dobradura que as mantêm enroladas, também sem vincar, e reduz ainda mais o uso de espaço por elas.


A imagem acima mostra o resultado da minha primeira tentativa, em uma camisa tamanho GG, sem tentar apertar. O resultado lembra, dependendo do ângulo, um pastel oriental ou um estojo escolar de canetas, mas o interessante é que você pode jogá-lo para o alto, deixar cair, jogar em uma gaveta e ele não se desfaz – e mesmo assim não vinca o tecido.

Eu disse que é uma "nova" dica porque eu a aprendi ontem (graças ao LifeHacker), mas consta que é usada e ensinada há bastante tempo, em círculos militares, para uso operacional.

E o uso militar faz sentido: é fácil, rápido de fazer e de desfazer, eficaz e economiza espaço.

É bem difícil detalhar o procedimento, mas o resumo é: estende a camiseta, dobra as mangas para dentro, dobra 2 vezes no sentido da altura (cada lado em direção ao centro, com sobreposição), dobra para trás a parte de baixo (uma aba de 1/4 da altura), enrola a partir da gola (até a base), e usa a aba que vai se formar para envolver o restante, como usualmente se faz com meias.

Check out How to Fold a Shirt Military Style. Save Space and Room by Jolie Lopez on Snapguide.

Compliquei? Imagino que sim, mas o snapguide tem um passo-a-passo ilustrado com 12 fotos que vai facilitar. Já adotei, e recomendo. Confira!

Apresentações: 5 regras práticas para evitar a Morte por PowerPoint

Os anos passam e continuamos expostos a apresentações com dezenas de slides, textos gigantes, transições demoradas e deixando a parte importante para o final – reunindo assim uma coleção de obstáculos entre o público e a conclusão desejada.

Já tratamos algumas vezes do assunto, incluindo a meta dos 10/20/30 (10 slides, 20 minutos, nenhuma fonte menor que 30) definida pelo investidor Guy Kawasaki que vimos no artigo Os sete pecados capitais do Powerpoint, mas o fato é que ainda há gente que avalia o material de apresentação pelo volume de informação que consegue fazer constar nele mesmo, como se fosse uma apostila, e não como material de apoio à exposição pelo palestrante ou apresentador.


Você, leitor do Efetividade, provavelmente já faz ou prefere apresentações melhores do que a maioria, e talvez (assim como eu) sirva como consultor informal de outros apresentadores na hora de preparar as apresentações deles, e sofra pela insuficiência de argumentos para os convencer de que slide não é apostila, nem resumo – e que os slides que eles vêem em outras apresentações sonolentas não servem como termo de comparação.

Hoje comentarei, portanto, sobre as 5 regras para escapar de slides realmente ruins, evitando assim a Morte por Powerpoint. Elas foram propostas na década passada por Seth Godin, autor de vários best-sellers sobre liderança, marketing e a maneira como ideias são disseminadas.

Apresentações efetivas: 5 regras simples

As 5 regras a seguir foram propostas por Seth Godin, e seguem com meus comentários, e a ressalva: são metas, e não mandamentos; é preciso saber onde e quando quebrá-las, mas isso não deve ocorrer em todo slide de toda apresentação.

Não mais do que 6 palavras em cada slide. Eu iria além: 6 de título, 6 de subtítulo. Mais do que isso, e o slide servirá para informar ao público o que o apresentador falará nos próximos minutos, dando a eles o ensejo de checar seu e-mail no smartphone, em vez de observar aquilo que o autor deixou para transmitir pela eloquência e emoção.

Nada de imagens cafonas. Os cliparts que acompanham o seu pacote de ferramentas de escritório são reconhecíveis a quilômetros de distância e transmitem a ideia de que o que está sendo apresentado é tão clichê que pode ser representado por eles. Imagens mal redimensionadas, mal posicionadas, etc. também geram adjetivos sobre a sua mensagem. Se necessário, peça ajuda, e sempre recorra a bancos de imagens com qualidade profissional.

Sem transições entre slides. A tela girando, dissolvendo, fazendo barulhos e apresentando os mais belos (ou mais bregas) efeitos visuais entre um slide e outro, serve para distrair, para atrair os olhos para o slide (e não para você), e para atrasar a chegada da próxima ideia, em troca de nenhum efeito positivo para a transmissão da sua ideia.

Use os efeitos sonoros apenas para o bem. Os efeitos que vêm como exemplo com a sua ferramenta transmitem a mesma sensação que os cliparts dela, e nem todo auditório está apto a reproduzir sons com qualidade mas, se você quiser usar sons, use poucos, em momentos estratégicos, e voltados a transmitir uma emoção, não um lembrete ou um despertador.

Não distribua versão impressa dos seus slides. Bons slides só funcionam como apoio à sua apresentação. Ao invés de imprimi-los, imprima um breve documento com o texto que você DEIXOU DE INCLUIR nos seus slides, para distribuir ao final.

Seguindo essas regras, a definição de sucesso é fácil de compreender: cada novo slide transmite uma reação emocional (surpresa, etc.) à plateia, seguida da curiosidade em saber como aquela imagem e título serão encaixadas nas palavras do apresentador. As palavras servirão para fixar a imagem, e a força com que a imagem será armazenada na memória depois servirá para ajudar a lembrar da sua mensagem. Vitória tripla!

Wunderlist atualizado traz suporte a tags e mais

Atualização do meu gerenciador de tarefas preferido oferece tags, novos atalhos de teclado e mais desempenho.

O Wunderlist é o app que eu uso para gerenciar minha lista de pendências e tarefas, como parte da minha estrutura de produtividade pessoal, mas há vários pontos em que ele poderia melhorar – e desde o lançamento da versão 2 ele vem caminhando passo a passo nessa direção.


A atualização da tarde de hoje está disponível inicialmente no acesso ao Wunderlist pela web, mas em breve estará disponível em todas as plataformas suportadas pelo serviço: Mac, iPhone, iPad, Android e Windows.

A principal novidade é o suporte a #tags, adotando a mesma convenção das hashtags do Twitter: um símbolo de sustenido em frente a uma palavra no título da tarefa tranforma essa palavra em uma tag, e clicando nela você verá imediatamente todas as tarefas com a mesma tag. Simples, prático e útil.


Além disso, a nova versão tem também suporte a atalhos de teclado configuráveis pelo usuário para acesso direto às Smart Lists, e considerável ganho de desempenho na exibição e processamento de tarefas.

Scanner portátil: Epson traz seu modelo WorkForce DS-30 ao Brasil

O scanner portátil WorkForce DS-30 digitaliza seus documentos com categoria, e tem um diferencial especial: a Epson o distribui oficialmente aqui no Brasil.

No final do ano passado compartilhei com vocês como o scanner Doxie Go foi o upgrade ideal para os meus esforços de escritório sem papel – ele é leve, sem fio, tem bateria fácil de recarregar e que dura semanas, envia os documentos para o computador via Wi-Fi e grava uma cópia num cartão SD local, produz imagens de qualidade mais do que suficiente e é bem fácil de operar.


Mas no mesmo artigo eu notei um aspecto nada positivo: o Doxie Go (imagem acima) não é fácil de encontrar no Brasil (o meu foi comprado em uma viagem aos EUA), e não há muitos concorrentes disponíveis com características similares no mercado local.

Foi por isso que fiquei contente ao ser avisado pelo Henrique, do blog vizinho Ztop (recomendo!), de que o Mário Nagano havia publicado seu review, detalhado como de hábito, do scanner portátil Epson WorkForce DS-30:

Ele faz o básico, mas não tão bem quanto o Doxie Go, a julgar pelo review do Nagano (que deu nota final 7,5 para o produto).

Só que o scanner portátil Epson WorkForce DS-30 tem um diferencial que pode ser importantíssimo: a Epson o distribui oficialmente no Brasil, ao preço (recomendado) de R$ 649. Sim, curiosamente é bem mais caro do que uma multifuncional com scanner, e isso também acontece com os scanners portáteis no mercado dos EUA.


Um trecho do resumo final do artigo complementa bem a descrição: "O que é legal? Simples de usar, dispensa o uso de tomada, ótimo pacote de programas inclusos, permite enviar documentos diretamente para a nuvem. O que é imoral? Não digitaliza livros ou qualquer impresso encadernado. Não é a melhor solução para digitalizar fotos — especialmente aquelas impressas em papel glossy."

Visite e ajude a testar o futuro novo layout do Efetividade

Preciso voltar a passar mais tempo escrevendo conteúdo do que administrando o site. Estou planejando algumas mudanças debaixo do capô do Efetividade, que deixará de ser baseado na dupla WordPress + MySQL, e aproveitei para dar uma reestudada no layout (Atualização: o novo layout já está ativo desde 18/5/2013).

O novo layout é responsivo (ao visitá-lo, reduza a largura do seu navegador para ver como ele se adapta a larguras de tablets e de smartphones), tem bem menos distrações ao redor do texto, e usa fontes maiores e escolhidas com mais capricho.

O trabalho está em andamento, mas pretendo migrar oficialmente todos os meus sites, começando pelo caçula BR-Mac, que não tem nem 800 posts ainda, já nos próximos dias.

Não tenho como testar em todos os navegadores (atualizados) e plataformas, portanto conto com os interessados para visitar e comentar (aqui neste post, preferencialmente) sobre eventuais problemas, sugestões, críticas, etc.

O novo layout exibindo o conteúdo do BR-Mac é assim:

Naturalmente a versão para o Efetividade terá algumas diferenças visuais. Mas você pode visitar a versão atual em trilux.org/temp (está em testes, pode estar lento, errado ou mesmo fora do ar no momento em que você chegar). Não há problema em comentar lá, mas é possível que eu não leia, e a área de comentários que está lá não é a que vai ser ativada quando o site for migrado. Portanto, se o comentário for a respeito do próprio site, prefiro que seja feito aqui ツ

Para quem gosta de saber o que ocorre por baixo do capô, eu estou substituindo o WordPress + MySQL pelo Axe, o CMS estático que estou desenvolvendo há algumas semanas. Os detalhes estão publicados lá no site de testes, neste post.

Obrigado pela atenção e pelos seus testes!

Técnica Pomodoro: não a recomendo por inteiro, mas ela tem fatias boas a aproveitar

A Técnica Pomodoro de gerenciamento de tempo é tão popular a ponto de quase dispensar apresentação, portanto vou começar deixando claro: eu não simpatizo com ela, e ela não serve para mim. Mas ela tem alguns elementos positivos que eu aproveito, recomendo, e vou destacar a seguir.

Nascida na virada para a década de 1990, essa técnica baseada na seleção prévia das tarefas que serão realizadas no dia, e posterior divisão dos períodos em "fatias" de tamanho fixo (geralmente 25 minutos de ação + 5 minutos de pausa) que serão marcadas por um timer vem encontrando popularidade crescente junto ao público interessado em ferramentas de gerenciamento operacional de seu tempo.

Seu nome simpático deriva do instrumento essencial de sua implementação original: um timer de cozinha, desses que se usa para não deixar a panela queimar ou a bebida congelar no freezer.

O criador da técnica (e autor do seu manual), Francesco Cirillo, usava um timer em formato de tomate (que em italiano se chama pomodoro) para gerenciar suas atividades, e o nome acabou pegando juntamente com a ideia.

Por que eu não aplico a Técnica Pomodoro?

Vejo virtudes na Técnica Pomodoro:

  1. Sou bastante a favor de usar timers para controlar períodos finitos de tempo dedicados a uma tarefa, e já em 2007 eu escrevi sobre meu uso de uma galinha temporal para motivar e controlar a organização doméstica – funcionava bem, e eu continuo usando o mesmo sistema, embora no final de 2012 a galinha temporal original tenha sido destruída por desaceleração súbita e impacto após uma queda do alto da geladeira...
  2. Também sou muito a favor de definir previamente, no início de cada dia ou período, a lista de tarefas ou atividades que serão desempenhadas. De fato, trata-se de um elemento fundamental da forma como eu pratico o método ZTD de produtividade pessoal.
  3. Sou extremamente a favor do valor motivacional de incluir no planejamento as pausas para descanso e inspiração, e a forma como o Pomodoro faz isso, encaixando 5 minutos em cada meia hora, com 10 minutos adicionais a cada 4ª repetição, é muito bem pensada.

Mas a forma como ele processa as tarefas, dividindo previamente o dia de trabalho em fatias arbitrariamente e uniformemente fixadas, me parece adequada mais a pessoas que precisam alternar (ao longo de dias ou semanas) a atenção a um mesmo conjunto pequeno de projetos de média ou longa duração, do que a quem lida com atividades com maior grau de variação e necessidade de adaptação ao longo do dia.

Na minha análise, seu sucesso ou aplicabilidade na forma de sua definição básica dependem ainda de predominância de tarefas que demorem 25 minutos ou mais para completamento (afinal, colocar várias tarefas curtas eum um mesmo ciclo equivale a abrir mão do poder de mudança de contextos que o timer tem...), e da capacidade de evitar ou reduzir as interrupções provocadas externamente.

Por outro lado, quando se trata de uma busca por foco ou sincronização, essa ferramenta de garantia da atenção monotarefa em intervalos previamente fixados tem vantagens claras.

As duas variações que eu aplico

Mesmo com todas as observações acima, eu mantenho um timer de cozinha (de R$ 1,99) bem estridente na minha mesa, e uso várias vezes por dia (mas não com intervalos fixos, nem continuamente).

Os cenários em que eu os uso são basicamente 2:

  1. Quando sei que preciso iniciar uma tarefa em seguida, mas não posso (ou não quero) fazê-lo imediatamente. É o momento ideal de encaixar alguma outra tarefa curta, para me colocar em movimento e motivar a ação que estou adiando, ou de fazer uma breve pausa – e em ambas as situações o timer me impede de continuar adiando indefinidamente, e me lembra que eu tenho algo definido a fazer logo depois.
  2. Quando vou começar uma tarefa, mas sei que não posso me prolongar nela. Às vezes trata-se da necessidade de fazer alguma outra tarefa depois, outras vezes a questão é impedir que eu acabe gastando o dia inteiro em um mesmo projeto que não merece toda essa prioridade. Seja qual for o caso, o timer me lembrará que eu já estou há tempo suficiente na tarefa para a qual planejei a interrupção. E geralmente eu ativo mais um período de 5 minutos, e o dedicao a encerrar de forma ordenada, e não abrupta, o que eu estava fazendo, facilitando a continuidade posterior.

Alguma das situações (e frequentemente as duas) acontecem todos os dias, e o timer entra em cena sempre. Funciona bem, é barato, e recomendo!

Um detalhe: não faltam aplicativos para computador ou celulares que implementam timers bem caprichados. Eu prefiro o timer de cozinha porque ele pode ser acionado sem sair do contexto da tarefa em que eu estava, e especialmente sem navegar pela interface dos aparelhos, devido ao altíssimo poder de distração que eles tem. Considere!

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